AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado
Mostrar mensagens com a etiqueta Acolhimento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Acolhimento. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

“Somos Igreja que acolhe”


“Somos Igreja que acolhe”


Este é o tema da carta pastoral do nosso Bispo que se encontra à venda e também temos nos nossos serviços, custa uma ninharia…
Depois de Evangelizar e agradecer, vem o Acolher…
Não sei se deveríamos ter começado ao contrário porque nada na nossa vida deve começar sem um acolhimento adequado a cada ser porque depois de bem acolhido mais facilmente acredita na evangelização e sente-se obrigado a agradecer.
Antes de tudo o que é mais importante é acolher, precisamos de saber acolher. No acolhimento que significa dar colo, colinho, isto é, colar e não dividir ou encolher. É activo e não passivo. É o regaço da mãe é o colo da Virgem Maria com seu filho descido da Cruz morto e o colo de Deus sempre activo, positivo, querido e amado. É difícil dar colo ou regaço a um adulto, à primeira vista, mas se fizermos uns aos outros aquilo que Deus quer, isto é, ver o Outro com os olhos de Deus e já arranjamos um regaço quando fizer falta, seja criança ou adulto e qualquer que precise e sem preconceitos.
Abrigar alguém, recolher, agasalhar, amparar, proteger, amparar é acolher. Acolher é um abraço forte que confirma paz, confiança, amor, carinho e segurança. É mais forte que o dar a mão, qualquer palavra ou gesto, mas o conjunto é possível ser sinal de um bom acolhimento.
Acolher é dar. “Há mais felicidade em dar que em receber (Act 20,35)”
Ao longo da vida todos precisamos de colo porque o contrário podemos criar rotura e pode não dar, mas também nunca receber. Todos estamos preparados para acolher? “Somos Igreja que acolhe” porque dar colo é fortalecer as relações entre os familiares e entre os humanos, entre qualquer um da Comunidade diocesana e abertos aos que chegam de fora, sejam de que raça for, política ou credo, pobre ou rico. Se alguém precisa, cada um de nós é chamado a  Acolher… “Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram (Rm 12,15)”
Dar colo é ajudar a dormir a criança, o idoso ou o doente, a minimizar a solidão e a aflição dos que sofrem.
Todos nós somos dependentes e precisamos de estímulos, ou então, as pessoas serão resignadas e infelizes. Deus não quer ninguém infeliz.
A vida começa para todos assim no colo, no regaço, entre o joelhos e a cintura, no colo, entre a cintura e o peito e pode acabar do mesmo modo…
Aqui na Paróquia existe o Berço, onde se dá colo…Ele existe para dar colo uma vez que bebés e crianças não têm colo da mãe natural. Nós temos de tomar o lugar da mãe, ou dum pai para o seu crescimento normal de qualquer humano, filho de Deus.
O Refeitório Social onde se come e se faz higiene como pessoas nossas irmãs em aposentos normais. Não é a sopa dos pobres, mas o pão, a sopa, o prato normal, a sobremesa, quantas vezes um afago, um conselho ou um dar a mão sem olhar a quem. “Não pagueis o mal com o mal, mas preocupai-vos em praticar o bem para com todos os homens; se for possível, quanto de vós dependa, vivei em paz com todos (Rm 12,14) ”
Agradecemos a Deus esta dádiva de Amor de muitos dados a estas crianças abandonadas, maltratadas, de famílias desestruturadas, vítimas de violência de todas as espécies. Este louvor é “A acção de graças: Parte da «visão espiritual, de fé profunda, que reconhece aquilo que o próprio Deus faz» pela evangelização «e simultaneamente, (…) brota de um coração solícito pelos outros.”
Sentimo-nos gratíssimos pelas oportunidades que Deus nos vai dando para amar derramando sacrifício, ascese, oração, esforço, cansaço, renúncia e até a própria vida porque a felicidade e autenticidade da vida dá-nos alegria e o prazer do dever cumprido e a leveza de consciência para dormirmos melhor e alcançarmos o bem pelo qual lutamos. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e acontecer-vos-á. S. Paulo recomendou: “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração (Rm 12,12)”
                                                                                                                                         Padre Coutinho

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

PELOS CAMINHOS DO ACOLHIMENTO,DA MEMÓRIA, DO QUERIGMA E DA BELEZA


PELOS CAMINHOS DO ACOLHIMENTO,DA MEMÓRIA, DO QUERIGMA E DA BELEZA
 
José Rodrigues Lima

Em 2018-2019, ocupar-nos-emos do tema da evangelização, tomando S. Teotónio como modelo e protector. Já é padroeiro secundário da Diocese, por ter nascido em território correspondente à sua actual circunscrição eclesiástica – mais propriamente, em Valença -, ainda que cedo se tenha daí deslocado para outras paragens, principalmente do nosso País, para dar testemunho de Cristo. (Carta Pastoral D. Anacleto Oliveira, 2017)
Evangelizar (dar a boa notícia) é a grande tarefa da Igreja; é para isso que ela foi fundada, enviada e sustentada pela força do Espírito Santo.
“Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, através do Seu Filho”. (Heb. 1,1-2)
Assim como o Filho foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos (Jo. 20, 21) dizendo: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, baptizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinai-as a observar tudo aquilo que vos mandei. Eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos”. (Mt. 28, 19-20)
A igreja recebeu dos Apóstolos este mandato solene de Cristo, de anunciar a verdade da salvação e de a levar até aos confins da terra. (Act 1, 8)
Assim, a palavra do Apóstolo Paulo: “Ai de mim, se não prego o evangelho! (1 Cor. 9,16)
Com efeito, é pela palavra de salvação que a fé é suscitada no coração dos fiéis, e é mercê da fé, que tem início e se desenvolve na assembleia dos crentes, seguindo aquele dito do Apóstolo: “A Fé vem pelo ouvido, porém, pela palavra de Cristo” (Rom. 10, 17)
O Evangelho de Cristo renova continuamente a vida e cultura do homem, e na história humana, o Evangelho foi fermento de liberdade e fraternidade.
Assim fala o Senhor: “A chuva e a neve, que descem do céu não voltam para cá sem terem regado a terra, sem haver fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão. (Is. 55, 10-11)
Jesus anuncia o Reino de Deus, com palavra e obras.
Todo o baptizado é um anunciador da BOA NOVA, pois é pelo baptismo sacerdote e profeta.
O anúncio da BOA NOVA pode concretizar-se pela palavra, pelas obras e pelo testemunho de FÉ.
Relembremos a parábola do semeador (Mat. 13, 3-9).
 Toda a evangelização está fundada sobre a Palavra de Deus escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada.
Formamos o Povo de Deus, guiados pelo Espírito Santo que actua como quer, onde quer e quando quer.
MARANATHÁ – AMEN! VEM, SENHOR JESUS!







 
DO ACOLHIMENTO À DIACONIA – DA PROXIMIDADE À KOINONIA

Com simplicidade, sublinhamos algumas características na evangelização, para uma pastoral fresca e renovada.


ACOLHIMENTO- “Quem vos recebe, a mim recebe: e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.(Mat, 10.40);

PROXIMIDADE-”Ele chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes”. (Jo.10,3)

TERNURA-Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno”.(Rom.12.10)

COMPAIXÃO-Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor”.(Mat.9,36)

CORAÇÃO/ALMA-”O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram,o coração do homem não pressentiu, isso Deus preparou para aqueles que o amam”. 1ª Carta aos Coríntios, 2,9)
“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos ,que eu hei-de aliviar-vos.Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde e coração e encontrareis descanso para o vosso espírito, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mat.11, 28-30)

COMUNITÁRIA (KOINONIA)-”O cálice de benção, que abençoamos, não é comunhão com  o  sangue de Cristo?O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão”.1ª ,,Carta Coríntios, 10,16-17);”Eram assíduos ao ensino dos apóstolos, à união fraterna,à fracção do pão e ás orações..Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos apóstolos,
o temos dominava todos os espíritos,todos os crentes viviam unidos e possuiam tudo em comum.Vendiam terras e outros bens e distribuiam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades”. (Act.2,42.45)

ANUNCIAR A ESSÊNCIADO EVANGELHO-” Jesus respondeu: O primeiro é escuta Israel:O  Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor , teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma, com todo o teu ensinamento e com todas as tuas forças. O segundo é este: amarás o teu próximo como a ti mesmo.Não há outro mandamento maior”.. (Lc.12,29-31)

PREGAR A PESSOA DE JESUS CRISTO (KERIGMA)-”Ensinando a cumprir tudo quanto vos tenho mandado, e sabei que estarei convosco até ao fim dos tempos” (Mat. 28,19-20)
“Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos, por amor de Jesus”. (2ª Carta aos Coríntios, 4,5)

TESTEMUNHAR (DIAKONIA)- “Então os justos responder-lhe-ão:Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de  beber? Quando te de vimos peregrino e te recolhemos, ou nú e te vestimos?E  quando te vimos doente  ou na prisão, e fomos visitar-te? E o Rei vai dizer-lhes  em resposta: em verdade vos digo:Sempre que fizeste isto a um destes  meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes”. (Mat.25,37-40)

A CELEBRAÇÃO DA EUCATISTIA (LITURGIA)- “Tomou , então o pão, e depois de dar  graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo:Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória. Depois da ceia , fez o mesmo com o cálice, dizendo: Este cálice é a NOVA ALIANÇA no meu sangue que vai ser derramado por vós”(Lc.22,19-20).
A EUCARISTIA é “fonte e cume de toda a vida cristã”.
Na EUCARISTIA está contido todo o tesouro espiritual  do POVO DE DEUS,isto é, o próprio CRISTO, nossa Páscoa.

NOVOS SINAIS-NOVOS SÍMBOLOS

Se Agosto é o mês do descanso, o   tempo de Setembro é o do regresso ás canseiras dos trabalhos,ás instituições escolares e da volta à vida, por vezes de rotina quotidiana.
Após o ciclo festivo, surge o período das colheitas dos fructos maduros e apetitosos,, com aromas por vezes fortes, como é o do vinho novo que alegra a gente.
 Continuamos como caminheiros da verdade, da bondade e da beleza, parecendo escutar sons e vozes de eternidade, luzes e referências que contribuem para a peregrinação existencial, para a verdadeira estructura antropológica.
Os dias do calendário vão subindo, e as páginas da vida escrevem-se com memórias sentidas.
Há sempre um tempo renovado,fresco, com matizes diversificadas e apelos de vivências  alargadas.
Pelo sonho é que vamos...
A nossa identidade dá alento a novos projectos, onde se  olha “o futuro do passado”, de acordo com Fernando Pessoa.
9Somos memória  e projecto...

AS ARTES NA OBRA EVANGELIZADORA

“É bom que toda a catequese preste uma especial atenção  à via da beleza ( via pulc hritudinis ).
Anunciar Cristo significa mostrar  que crer n,Ele é segui-lO, não é algo algo apenas verdadeiro e justo,mas  também belo, capaz de prender a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações.
É desejável que cada Igreja particular incentive o uso das artes na obra evangelizadora, em continuidade com a riqueza do passado, mas também na vastidão das suas múltiplas expressões actuais, a fim de transmitir a fé numa nova “linguagem parabólica”.
É preciso ter coragem de encontrar os novos sinais, os novos símbolos, uma nova carne para transmissão da PALAVRA,as diversas formas de beleza que se manifestam em diferentes ambientes culturais.”
(Cf..Alegria do Evangelho,n.167,2013)

Assim, se o Reino contemplado é a BELEZA, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade revala-se como  Espírito de Beleza . Dostoievsky compreendeu-o bem:” O Espírito Santo, diz ele, é a captação directa da Beleza “...
“A sua própria obra, enquanto Espírito da Beleza, é uma “ poesia sem palavras”...,Por relação com o Verbo, o Evangelho do Espírito Santo é visual, contemplativo”.
(Evdokimov-Teologia da Beleza-1901-1970)

José Rodrigues Lima
938583275

domingo, 12 de fevereiro de 2017

ACOLHIMENTO NA COMUNIDADE PAROQUIAL

Paróquia de Nª Senhora de Fátima
Igreja Sagrada Família
Sessão 28 de Janeiro 2017
Horário – 9.30H às 11.30H

TEMA: ACOLHIMENTO NA COMUNIDADE PAROQUIAL

1 - A– Citações Bíblicas

“Acolhei-vos uns aos outros como Cristo vos acolheu para a glória do Pai” (Rom. 15,7)
“Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher a mim, acolhe aquele que me enviou” (Lc. 9, 48-50)
“Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mat, 10,40)

1B – Casos de acolhimento – Exemplos
1-        Em Londres – Catedral
2-       Numa cidade – América Latina
3-        Emigrante em França - Paris

“Olha que eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo” (Apo)

2- Pastoral do Acolhimento

São inúmeras as passagens bíblicas que mostram a importância da acolhida. São Paulo, na Carta aos Romanos (15,7), recomenda: “acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu para a glória do Pai”. Jesus escolheu e acolheu os apóstolos e discípulos para que seus propósitos se concretizassem (cf. Mt 10,1-8). Acolheu, sem discriminação ou preconceito, pessoas tidas como pecadoras, como por exemplo, cobradores de impostos (Mt 9,9-13), prostitutas (Lc 7,36-50), leprosos (Lc 17, 11-19; Mc 1,40-42) e outros tipos de doentes ou de pessoas consideradas impuras (Mc 6, 55-56). O Documento de Aparecida (DA, nn. 353-357) explica a ação de Jesus, destacando a acolhida como um serviço fundamental na Igreja. Mostra que a acolhida feita por Jesus é um gesto de amor e que só quem ama acolhe aqueles que são vítimas do desamor. A acolhida provoca transformações mútuas. Ao acolhermos, somos simultaneamente, acolhidos e essa reciprocidade é transformadora, provocadora de situações que geram outros gestos de amor.
Mas, afinal, o que é a Pastoral da Acolhida? É a Pastoral que acolhe as pessoas na comunidade paroquial. Acolher significa oferecer refúgio, proteção ou conforto. É mostrar com gestos e palavras, que a comunidade paroquial é o espaço onde se pode encontrar essa segurança. Demonstrar, na prática, como sugere Zygmunt Bauman, que “a comunidade é um lugar ‘cálido’, um lugar confortável e aconchegante”. Quando se é bem acolhido na comunidade, ela passa a representar, segundo Bauman, esse “teto sob o qual nos abrigamos da chuva pesada, como uma lareira diante da qual esquentamos as mãos num dia gelado”. Toda essa imagem figurada de segurança torna-se real na comunidade quando se é bem acolhido, porque acolher é também dar abrigo, amparar, dar ou receber hospitalidade, ter ou receber alguém junto de si. Assim sendo, a Pastoral da Acolhida vai muito além de recepcionar na porta da Igreja. Ela envolve uma rede de relacionamentos que dá sustentação e perseverança nas ações desenvolvidas na comunidade. Por isso ela deve ser permanente, continua e estar em todos os níveis e dimensões pastorais da paróquia.
Recepcionar bem na porta da igreja na hora da missa é muito importante e, talvez, seja o primeiro passo, mas a Pastoral da Acolhida não pode se limitar a essa ação. Já imaginou o que aconteceria se você desse uma bonita festa, acolhendo bem os convidados quando chegassem, mas, uma vez dentro dela, começasse a maltratá-los ou ignorá-los? Eles logo abandonariam a festa e nunca mais aceitariam seu convite. A mesma coisa ocorre na comunidade. Receber bem os que chegam para a celebração é de suma importância, mas, depois disso, vem a parte mais desafiadora da Pastoral da Acolhida: fazer com que as pessoas, que simpaticamente recebemos, continuem sendo alvo da nossa atenção e simpatia. Isso nem sempre é fácil, porque a comunidade é também lugar de conflitos e contendas. Só com o amor e o respeito humano as nossas diferenças e limitações são capazes de superar as fases mais desgastantes dos relacionamentos que ocorrem no dia-a-dia da comunidade paroquial.
Acolher é também receber o outro como ele é, admiti-lo no espaço que já estamos e permitir que se sinta à vontade. Se hoje estamos na comunidade desenvolvendo algum tipo de atividade, é porque um dia alguém também nos acolheu. Acolher é, portanto, aceitar, deixar que o outro venha fazer parte da nossa comunidade e não ver nele um concorrente, mas, sim, um colaborador, alguém que vem para somar. É também dar credito àquele que chega, levar em consideração que, se procurou a comunidade ou essa ou aquela Pastoral, é porque quer colaborar, oferecer algo de si; então, nossa missão como cristão é acolher da melhor forma possível.

3-Vida Quotidiana

A atitude de “acolhimento” está presente na nossa vida quotidiana.
Acolher alguém da família que chega a casa; acolher os amigos; acolher um vizinho; acolhemos quem nos traz uma mensagem; acolhemos aquele que bate à porta solicitando ajuda; acolhemos o funcionário dum serviço; acolhemos quem nos traz “ o correio”; acolhemos o conhecido e o desconhecido- “os pobres” acolhemos de quem sabemos o nome e ajudamos o estrangeiro, refugiados…
No Alto-Minho escutamos a frase:  “A porta está aberta e a mesa posta” manifestando a hospitalidade.
E ainda: “Não se recebe ninguém fora da porta; manda-se entrar”.
Pois na comunidade paroquial “O ACOLHIMENTO DEVE SER UMA REALIDADE VIVA” pois fazem parte da Família de Deus.
A mobilidade social hoje está facilitada e por vezes participam nas celebrações de modo especial, na EUCARISTIA, cristãos de outras comunidades.

O acolhimento é importante para todos pois é uma atitude evangélica: “Quem me recebe a mim recebe”
A missão do que pratica o acolhimento é ser autentico “ministério” ao serviço da comunidade paroquial.
Acolhamo-los a todos…



4-       Aprofundar as palavras (conceitos)
4.1 – Acolhimento
4.2 - Hospitalidade
4.3 -Convite
4.4 -Receber bem
4.5 -Empatia
4.6 -Ser simples
4.7- Aperfeiçoar a comunicação
4.8-Ter  iniciativa
4.9 –Saber ouvir
4.10 –Ajudar

       5- Prática no Acolhimento
5.1- Olhar com estima (sorriso)
5.2 – Cumprimentar (Bom dia ou Boa tarde)
5.3- Tratar a pessoa pelo nome
5.4 – Saudar Bem-Vindos
5.5 – Escutar – saber ouvir
5.6 – Dialogar
5.7 – Fornecer informação
5.8 – Acompanhar
5.9 – Ter perspicácia psicológica
5.10 – Disponibilidade (precisa de alguma criatividade)
5.11 – No final concretizar a despedida desejando boa semana e esperando encontrá-los na próxima celebração
5.12  -  Agradecer a presença na comunidade.
5.13– Sugerir próximas celebrações, horários, acontecimentos etc.

6-Sugestões gerais para a prática deste ministério do Acolhimento

Atribuições e requisitos: As atribuições e requisitos propostos pela Escola de Ministérios da Arquidiocese – EMAR, para os Ministros da Acolhida, nos levam para a prática do Ministério:1 - “Integrar a Equipe de Liturgia da comunidade, preparando em  conjunto as celebrações, com a responsabilidade específica de acolher as pessoas e favorecer um clima de bem-estar nas celebrações”.2 – Estar  atento para descobrir, acolher e integrar na comunidade os novos moradores e os visitantes.3 – Estar atento às despedidas de paroquianos que forem morar em outra paróquia/cidade.4 – Promover na comunidade um clima familiar de acolhida.5 – Formar na comunidade a Equipe de Pastoral da Acolhida.6 – Ter espírito ecumênico e de diálogo religioso”. 2. Características do Ministro da Acolhida: A esta altura, já se deve ter percebido a diferença entre o “recepcionista” e o Ministro da Acolhida. O primeiro pode até cumprir uma função, o segundo deve exercer uma missão, uma vocação de caráter permanente e necessário para a comunidade. Nesse sentido, são importantes algumas características do Ministro como servidor do Povo de Deus e, portanto como construtor do Reino de Deus; dar razões e testemunho da própria esperança e da própria fé; manifestar vibração pela pessoa de Jesus, pela causa do Reino e pela vida da Igreja; ter profunda caridade apostólica, feita de atenção, ternura, compaixão e disponibilidade para com os irmãos e irmãs; ter tolerância e respeito pelas ideias diferentes das outras pessoas;  alegrar-se com quem se alegra, sofrer com quem sofre; amar os pobres como os preferidos de Deus; valorizar as pessoas em sua individualidade (nome, necessidades, situação...); ser cordial e hospitaleiro; não fazer distinção de pessoas (Tg 2, 1-4), pois todos somos iguais e irmãos em Cristo (Gal 3, 28); receber cada irmão e irmã como se recebesse o próprio Jesus (Mt 25, 35); acolher as pessoas como se fosse o próprio Jesus que estivesse acolhendo alguém (Mc 1, 29-34; Lc 19; 1-10; 18, 15-17; 24, 13-35; Jo 4; Rm 15, 7); seguir o exemplo da Virgem Maria, que acolheu em si a palavra do próprio Deus (Lc 1, 38); imitar as irmãs Marta e Maria, que receberam Jesus em sua casa (Lc 10, 38-39); ir em busca da ovelha desgarrada, da moeda perdida e do filho pródigo (Lc 15, 1-32).3.Testemunhos de Ministros da Acolhida: Os próprios Ministros da Acolhida sentem necessidade de espiritualidade e assim se manifestam: “ Nós, os Ministros da Acolhida, precisamos cultivar uma espiritualidade muito forte para exercer bem o nosso ministério. Por isso precisamos iluminar a nossa vida com a Palavra de Deus, buscar em Jesus o exemplo inspirador e deixar-nos guiar pelo Espírito Santo, sempre em comunhão com a Igreja”.“Quando acolhemos alguém, estamos vivendo nossa fé que nos leva a ver um irmão naquele que acolhemos e a ver Jesus que vem nele”. “Além disso sabemos que o nosso coração tem muita força nesse assunto de acolhida pois acolher  - é receber as pessoas com  um movimento afetivo para com elas – a fim de fazer que possam sentir-se bem na comunidade”.


Final- “Onde dois ou três se reunirem em meu nome, EU estarei no meio deles (Mat 18)