AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

398 anos de Carmelitas Descalços em Viana do Castelo.

398 anos de Carmelitas Descalços em Viana

 do Castelo. Encontram-se em novena, com

 procissão de velas amanhã e missa de 

festa no Sábado







sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vamos partir pedra? Não vamos atirar Pedras...? Vid. Blog chamadocarmo





net



Sábado, 20 de Março de 2010



Vamos atirar pedras... ao chão.


Quem nunca atirou uma pedra atire agora. Ou no fim do texto. Mas melhor fora que não. Melhor fora que as pedras que arrecadamos — para nossa defesa, dizemos nós, mas na verdade para partir ou vidros ou cabeças alheias — caíssem no chão, ou nem nos chegassem à mão. Ah, sim, pedras! Precisamos delas para construir. Mas são tão grandes essas! E as outras andam tão a jeito no bolso da memória!

Quem nunca atirou uma pedra não atire nem agora.

Há tanta pedra na nossa vida, em nossas palavras duras. Duros e ásperos são os nossos sentimentos, e o carinho das nossas mãos tem sabor a lixa. Neste Domingo deveríamos deixar cair as pedras que temos na mão para podermos aconchegar as flores e abençoar os meninos; deveríamos deixar cair as pedras que temos no coração para aí guardarmos as vidas e os sonhos dos que crescem dependendo de nós; deveríamos lançar fora as pedras que temos no sapato, para assim melhor corrermos ao encontro do irmão a quem ofendemos e que exige se lhe peçam perdão. Deveríamos começar pelos mais responsáveis e mais velhos, como no Evangelho. Comecem os chefes, os padres e responsáveis das comunidades.

Deixemos cair as pedras e peçamos perdão.

Que as mãos alvas dos poderosos do mundo e das eminências pardas deixem cair as suas pedras no chão. Que os poderes que nos governam e os poderes que governam poderes abandonem os recursos da força, a cegueira causada pelo orgulho e pela vontade de lucro a qualquer preço, a desmesura em escalar os degraus do poder assassinando todos os princípios. E das pedras sem valor e pequeninas como migalhas saibam fazer pão que a todos saciem por igual.

E em vez de pedras, o Senhor lhes dê o perdão.

Que os Padres e os responsáveis das comunidades cristãs coloquem as suas pedras no chão. E o Senhor os ajude a construir a Igreja que é Sua. Aproveitem as pedras que outros lhe atirem!

E em vez de pedras, o Senhor lhes dê o perdão!

Que os avós se apresentem e deixem cair as suas pedras no chão. E o Senhor não leve em conta as vezes em que os velhos julgam mal os jovens, quando só vêem o passado! Coloquem as suas pedras no chão, abram as suas vidas ao futuro, confiem no perdão e abençoem os esperanças de mundo novo e feliz.

E em vez de pedras, o Senhor lhes dê o perdão!

Que os pais se apresentem e que o Senhor lhes transforme as pedras em perdão. Porque usam palavras duras, que são durezas de coração onde nascem as palavras que alimentam. Porque olham muito desde lá de cima e já não conhecem a lhaneza do chão. Porque dão pedras por pão, e telemóveis por afecto, tempo e bênção.

E em vez de pedras, o Senhor lhes dê o perdão!

Que os professores se apresentem e deixem cair as suas pedras no chão. Porque sabem tudo e nada precisam. Porque já não se lembram da tabuada dos nove e do outro lado dos bancos da escola. Porque perderam a equação do futuro. Porque semeiam intolerância, pressa e impaciência que tiram do duro coração. Porque já não sabem soletrar esperança na terra fofa dos que educam.

E em vez de pedras, o Senhor lhes dê o perdão!

Que as crianças se apresentem e deixem cair as suas pedras no chão. Porque, afinal, os anjos não são como elas. Porque são duras e cruéis com os meninos que não são do mesmo clube nem do mesmo bairro, que não vestem como elas, que não usam os mesmo brinquedos nem os mesmos telemóveis. Porque outros meninos que os julgavam por amigos se atiram ao rio com o peso das pedras de todos nós.

E em vez de pedras, o Senhor lhes dê o perdão!

Atiramos pedras ao Governo, à Igreja, aos patrões e professores. E logo depois escondemos a mão.

Somos insensíveis, provocadores, promovemos o ruído pelo ruído e alimentamo-nos de confusão. E depois vestimos pele suave de cordeiro manso.

Erguemos reivindicações sem contrapartidas à altura. Escrevemo-nos palavras frias sem calor. Construímos ninhos e ninguém quer deitar-se neles. Gostamos de pedras muito mais que as que se desfazem no whisky. Fazemos gestos que ferem ainda mais que pedras em mão. Atiramos pedras quer as árvores tenham fruto ou não, quer os telhados das casas sejam de vidro ou não. Atiramos pedras porque parece fraqueza romper o ciclo da violência e a dureza dos juízos. Atiramos pedras, oxalá atirássemos pão que medra.

Quem nos dará perdão?


Chama do Carmo I NS 62 I Março 21, 2010


Publicada por Frei João em 21:38

terça-feira, 13 de julho de 2010

Padre Cecílio Astondoa, de Bilbao, Carmelita na Província Portuguesa



O Frei João Costa, superior dos Padres Carmelitas fez 44 anos ontem, em plena novena de Nª Sª do Carmo e teve a visita de um ilustre padre Cicílio Astondoa, de Bilbao,  que Viana conheceu como Frei, professor (aqui está o professor e o aluno). O Padre Cecílio saíu de Viana em 1962 e depois de passar por outras comunidades, encontra-se há muitos anos na Madeira a trabalhar com os seus 96 anos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Por que é que a santidade não é popular?

Junho em Portugal é festa. Festas populares. Dizem que é por causa dos santos. Qualquer comunidade descobre motivos para se reunir à volta das sardinhas assadas e dos pimentos, dos mangericos e das concertinas, dos bailaricos das ruas, das fogueiras e dos balões que sobem ao ar. Dizem que quem puxa pela nota são os Santos Populares: São António, a 13; São João, a 24; e São Pedro a 29. Mas porque são estes os Santos Populares, e, por exemplo, não o é o sisudo São Paulo, que também se celebra no mesmo dia de São Pedro?


Por que é que a santidade não é popular?

Estarei longe de considerar que são os comes e os bebes, os farnéis e os tunéis, que popularizam um Santo. Bem entendido que não. Mas também entendo que uma barriguinha melhor aconchegada encontra mais razões para bendizer e cantar o Santo que uma vazia. Por alguma razão se diz que o Evangelho não se prega a barrigas vazias. Ora, se o calendário litúrgico posicionou os Santos Populares no tempo da sardinha gorda e do calor das pré-férias, isso é certo que no mínimo os torna mais nomeados.


 A questão, porém, é mais funda. Por que existem Santos que não são populares como Santo António, pobre frade franciscano; João Baptista, austero pregador do arrependimento; e Pedro, o pescador impulsivo e autoritário do Mar da Galileia? É certo que em vida eles atraíram multidões, e também é certo que nada havia nelas que saciasse as multidões amantes do regabofe e da tamanquinha. A questão é ainda mais radical: que fazer com os Santos cuja santidade nos inspira hoje repugnância mais que desejo de imitação e de seguimento? Que santidade haveremos de promover: a dos Santos da sardinha assada, a dos Santos de vida esquisita, ou outra? E qual outra? Ou será que a santidade não mais será popular sem sardinhas, concertinas e vinho?

A primeira resposta é que sim, que Deus, o Pai, fonte de toda a santidade nos quer santos. Que o Baptismo nos inscreve no caminho ascendente da santidade. Que Deus não excluiu ninguém do seu plano de santidade, que é o universal plano da salvação. A santidade não é portanto para minorias eleitas, mas para a totalidade dos filhos. De Deus. E mais: o ideal do combate da santidade foi entretanto abandonado por um outro. Pelo do abandono e confiança. (Obrigado, S. Teresinha!) Dito de outro modo: já não é santo apenas quem quer que se afoite no combate, mas quem deixa. Tempos houve em que se propunha o caminho da santidade a quem se oferecia para a mais dura e cega batalha contra si mesmo. Só quem se dispunha a uma irredutível ascese poderia ser galardoado com a medalha e a coroa da santidade. (E que bem que alguns as exibiam sem que a verdade vivida interiormente condizesse com o manifestado!) Mas não. Hoje não assim. A proposta de santidade a que hoje nos desafiamos é a de confiar em Quem nos inspira os desejos santos, que Quem @$ inspira também dá a força para voar aos mais altos cumes. Asantidade é para todos, mesmo os não baptizados. Todos, até os maus. Todos os que fazem da sua vida

uma viaaconsentiud, uma viud Luiu^amuuuc absoluto. Nada em nossa vida tem elevação de totalidade e infinito se a não inscrevermos no e orientação de Deus, se a não depusermos em suas mãos, se, confiando menos em nós, e mais nEle, lha não confiarmos a fim de que faça o que não saberemos ou jamais alcançaremos fazer. A santidade é para essa imensa maioria que nin pode abranger com o olhar nem contar com matemáticas humanas. É para quem estiver disponível para aceitar a sua pequenez e fragilidade, sua dependência, a sua sede da frescura da Fonte Eterna que mana e corre mesmo de noite. Por que não é hoje simpática e popular a ideia da santidade? Ora, porque já não é popular a ideia de ascese e ainda não se divulgou a ideia da confiança. Uma exige combate, a outra abandono. Enfim, poucos são os que querem suar as estopinhas e são poucos os dispostos a reconhecer a sua fraqueza e confiar em Quem tudo pode. Sim, quem é que neste mundo de dura brega competitiva aceitará facilmente a ideia de se apoiar e abandonar, mesmo que seja a Deus? Ideia por ideia, é sempre mais aceitável ser da equipa dos rijos guerreiros que da dos meninos fraquinhos. Ora se a proposta de santidade passa hoje por aceitar a pequenez e a fragilidade pessoal, não vejo que seja ideia que ven a tornar-se muito popular. Nenhum pai tem gosto d ensinar um filho a
er um zero, mesmo dizendo-lhe que o zero pode (vir a) ser um milhão, mesmo que para tal ser tenha de ter muitos zeros! No ADN espiritual que nos configura está-nos in mais a ideia de superação dos limites, que a sua aceitação pela serena entrega a Quem nos ama apesar deles, e assim nos quer para Ele. Não é de todo popular a ideia de se ser santo, mas é esse o caminho e a meta para que tendemos. Tal projecto encontra em cada um de nós um lugar para e pernas para andar: pois mal vale estar carregado junto de quem é o forte, que livre junto dum fraco.
                                                                                                   
   
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