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sábado, 12 de novembro de 2016

A realidade e os desafios da família” – 2ª Sessão

Paróquia de Nossa Senhora de Fátima - Ano Pastoral 2016-2017
A Família Amor e Vida”
Formação-Tema: A realidade e os desafios da família” – 2ª Sessão
Local: Igreja da Sagrada Família (Abelheira) – Dia 12 de Novembro às 15H
Relator: José Rodrigues Lima





1 – Objectivos:
1.1   Acreditar que a família é fonte de Amor e Vida;
1.2   Aprofundar a relação matrimonial;
1.3   Anunciar o Evangelho da família;
1.4   Reconhecer o bem da família como decisivo para o futuro do mundo;
1.5   Analisar as dificuldades e desafios actuais das famílias;
1.6   Praticar as três palavras na vida familiar: com licença, obrigado e desculpa.

2         – Texto Bíblico
“Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Carta aos Efésios, 4,26)

3.1 A situação atual da família
«Fiéis ao ensinamento de Cristo, olhamos a realidade actual da família em toda a sua complexidade, nas suas luzes e sombras. (...) Hoje, a mudança antropológico-cultural influencia todos os aspectos da vida e requer uma abordagem analítica e diversificada ». Já no contexto de várias décadas atrás, os bispos da Espanha reconheciam uma realidade doméstica com mais espaços de liberdade, «com uma distribuição equitativa de encargos, responsabilidades e tarefas (...). Valorizando mais a comunicação pessoal entre os esposos, contribui-se para humanizar toda a vida familiar. (...) Nem a sociedade em que vivemos nem aquela para onde caminhamos permitem a sobrevivência indiscriminada de formas e modelos do passado».10 Mas « estamos conscientes da direcção que vão tomando as mudanças antropológico-culturais, em razão das quais os indivíduos são menos apoiados do que no passado pelas estruturas sociais na sua vida afectiva e familiar».
33. Por outro lado, «há que considerar o crescente perigo representado por um individualismo exagerado que desvirtua os laços familiares e acaba por considerar cada componente da família como uma ilha, fazendo prevalecer, em certos casos, a ideia dum sujeito que se constrói segundo os seus próprios desejos assumidos com carácter absoluto».12 «As tensões causadas por uma cultura individualista exagerada da posse e fruição geram no seio das famílias dinâmicas de impaciência e agressividade ».13 Gostaria de acrescentar o ritmo da vida actual, o stresse, a organização social e laboral, porque são factores culturais que colocam em risco a possibilidade de opções permanentes.  (A Alegria do Amor) – Papa Francisco
3.2 Costumes Inaceitáveis
Neste relance sobre a realidade, desejo salientar que, apesar das melhorias notáveis registadas no reconhecimento dos direitos da mulher e na sua participação no espaço público, ainda há muito que avançar nalguns países. Não se acabou ainda de erradicar costumes inaceitáveis; destaco a violência vergonhosa que, às vezes, se exerce sobre as mulheres, os maus-tratos familiares e várias formas de escravidão, que não constituem um sinal de força masculina, mas uma covarde degradação. A violência verbal, física e sexual, perpetrada contra as mulheres nalguns casais, contradiz a própria natureza da união conjugal. Penso na grave mutilação genital da mulher nalgumas culturas, mas também na desigualdade de acesso a postos de trabalho dignos e aos lugares onde as decisões são tomadas. A história carrega os vestígios dos excessos das culturas patriarcais, onde a mulher era considerada um ser de segunda classe, mas recordemos também o « aluguer de ventres» ou « a instrumentalização e comercialização do corpo feminino na cultura mediática contemporânea » ( A Alegria do Amor) Papa Francisco
4 – Três Palavras Fundamentais
Vejamos: a primeira palavra é «com licença». Quando nos preocupamos em pedir gentilmente até aquilo que talvez julguemos que podemos pretender, construímos um verdadeiro baluarte para o espírito da convivência matrimonial e familiar. Entrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa existência, exige a delicadeza de uma atitude não invasiva, que renova a confiança e o respeito. Em síntese, a confidência não autoriza a presumir tudo. E quanto mais íntimo e profundo for o amor, tanto mais exigirá o respeito pela liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração. A este propósito, recordemos aquela palavra de Jesus no livro do Apocalipse: «Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo» (3, 20). Até o Senhor pede licença para entrar! Não o esqueçamos! Antes de fazer algo em família: «Com licença, posso fazer isto? Queres que eu faça assim?». Uma linguagem bem educada, mas cheia de amor. E isto faz bem às famílias.
A segunda palavra é «obrigado». Certas vezes pensamos espontaneamente que estamos a tornar-nos uma civilização malcriada, de palavrões, como se eles fossem um sinal de emancipação. Ouvimo-las com frequência, inclusive publicamente. A gentileza e a capacidade de agradecer são vistas como um sinal de debilidade, e às vezes até chegam a suscitar desconfiança. Esta tendência deve ser evitada no próprio coração da família. Devemos tornar-nos intransigentes sobre a educação para a gratidão e o reconhecimento: a dignidade da pessoa e a justiça social passam ambas por aqui. Se a vida familiar ignorar este estilo, também a vida social o perderá. Além disso, para o crente a gratidão encontra-se no próprio cerne da fé: o cristão que não sabe agradecer é alguém que se esqueceu da língua de Deus. E isto é feio! Recordemos a pergunta de Jesus, quando curou dez leprosos e só um deles voltou para dar graças (cf. Lc 17, 18). Certa vez ouvi uma pessoa idosa, muito sábia, boa e simples, mas dotada da sabedoria da piedade e da vida, que dizia: «A gratidão é uma planta que só cresce na terra de almas nobres». Esta nobreza de alma, esta graça de Deus na alma impele-nos a dizer obrigado à gratidão. É a flor de uma alma nobre. E isto é bonito!
A terceira palavra é «desculpa». Certamente, é uma palavra difícil, e no entanto é deveras necessária. Quando ela falta, pequenas fendas alargam-se — mesmo sem querer — até se tornar fossos profundos. Não é sem motivo que na prece ensinada por Jesus, o «Pai-Nosso», que resume todas as questões essenciais para a nossa vida, encontramos esta expressão: «Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» (Mt 6, 12). Reconhecer que erramos e desejar restituir o que tiramos — respeito, sinceridade, amor — torna-nos dignos do perdão. É assim que se impede a infecção. Se não soubermos pedir desculpa, quer dizer que também não seremos capazes de perdoar. No lar onde as pessoas não pedem desculpa começa a faltar o ar, e a água estagna-se. Muitas feridas dos afectos, muitas dilacerações nas famílias começam com a perda deste vocábulo precioso: «Desculpa». Na vida matrimonial muitas vezes há desacordos... e chegam a «voar pratos», mas dou-vos um conselho: nunca termineis o dia sem fazer as pazes. Ouvi bem: esposa e esposo, brigastes? Filhos e pais, entrastes em forte desacordo? Não está bem, mas o problema não é este. O problema é quando este sentimento persiste inclusive no dia seguinte. Por isso, se brigastes, nunca termineis o dia sem fazer as pazes em família. E como devo fazer as pazes? Ajoelhar-me? Não! A harmonia familiar restabelece-se só com um pequeno gesto, com uma coisinha. É suficiente uma carícia, sem palavras. Mas nunca permitais que o dia em família termine sem fazer as pazes. Entendestes isto? Não é fácil, mas é preciso agir deste modo. Assim a vida será mais bonita.
Estas três palavras-chave da família são simples, e num primeiro momento talvez nos façam sorrir. Mas quando as esquecemos, deixa de haver motivos para sorrir, não é verdade? Talvez a nossa educação as ignore demais. O Senhor nos ajude a repô-las no lugar que lhes cabe no nosso coração, no nosso lar e na nossa convivência civil.
E agora convido-vos a repetir todos juntos estas três palavras: «com licença», «obrigado», «desculpa». Todos juntos (praça) «com licença», «obrigado», «desculpa». São as três palavras para entrar no amor da família, para que ela vá em frente e permaneça tal. Depois, repitamos aqueles conselhos que eu dei, todos juntos: nunca termineis o dia sem fazer as pazes. Todos: (praça): nunca termineis o dia sem fazer as pazes. Obrigado!
(A Família gera o mundo) – Papa Francisco

10 Mandamentos dos pais cristãos

1         - Dê a devida liberdade aos seus filhos. .(Galatas 5:1) Devida não é total... pense nisso.
2     - Permita que eles questionem os valores que significam muito para suas vidas(1 Pedro 3,4)- A omissão de uma resposta pode ser o início de um longo problema.

3 - Tenha paciência com suas manias passageiras ! (Timóteo 4:5)-Elas passam rápido... aproveite todos os momentos com seu filho e tire proveito disso. 
4 - Exerça autoridade sobre seus filhos sem irritá-los, estabeleça limites (Provérbios 22:28)  Lembre-se que você é quem 'manda' na casa.
5 - Demonstre calor e simpatia, sem mimá-los muito, para não se tornarem inseguros  (I Coríntios 14:20)
 Não confunda amor com superproteção.
 6 - Aprenda com seus filhos, eles também tem lições maravilhosas para nos ensinar  (Colossenses 2:19)
Tenha seu filho como um professor em sua vida.
7 - Aceite as falhas de seus filhos (Filipenses 4:6)- Você crescerá com isso também.
 8 - Seja leal aos seus filhos, compartilhe com eles a vida no lar (Efésios 4:25) - Não esqueça que seu filho, não importa a idade, também é um membro da sua casa. Merece atenção.
9 - Seja íntimo de seus filhos, torne-se seu confidente (Romanos 10:13-15) É melhor você ser o melhor amigo do seu filho o que um estranho. 
10-  Seja enérgico mas, com SABEDORIA (Tiago 1:5)- Não desconte a sua raiva em seus filho, mas também não deixe de educá-lo.    Fonte: 12th August

6 – Pai e Mãe!

6.1 Saiba Acreditar;
6.2 Saiba Agradecer;
6.3 Saiba Contemplar a Família…

7 – Oração

Meu Deus!
Peço-Te a Bênção para nós – Pais;
Peço-Te a Bênção para nossos filhos;
Peço-Te a alegria da vida familiar.

Amén

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Tema: “O nosso Amor Quotidiano” ”O Amor é Paciente” (1 Cor, 13, 4-7)

Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Formação de Adultos
Dia: 4 de Junho 2016 – 15:00horas
Local – Igreja da Sagrada Família (Abelheira)
Ano Jubilar da Misericórdia
9ª Sessão
Tema: “O nosso Amor Quotidiano”
”O Amor é Paciente” (1 Cor, 13, 4-7)

1         – Objectivos:
1.1     – Aprofundar o Evangelho do Matrimónio e Família;
1.2    – Cultivar o Amor entre os Esposos e os Filhos;
1.3     – Construir uma Família feliz;
1.4    – Valorizar o diálogo na Família nuclear e alargada;
1.5     – Concretizar gestos de amabilidade e ternura;
1.6    – Viver a alegria do Lar;
1.7     – Prolongar a Educação dos Filhos;
1.8    – Celebrar o Amor renovado dia a dia;
1.9    – Progredir no projecto da Unidade Familiar;
1.10 – Meditar no Evangelho da Misericórdia;
1.11  – Comungar as emoções, partilhando;
1.12 – Rezar a Deus (vive na Graça de Deus, quem tem Fé e Amor aos seus) (Popular).

2 – Textos:
2.1 – Bíblia: O Amor é Paciente
 “Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados.
Vou mostrar-vos um caminho de perfeição
que ultrapassa tudo:
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver caridade,
sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu possua a plenitude da fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tiver caridade, nada sou.
Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver caridade, de nada me aproveita.
A caridade é paciente, a caridade é benigna;
não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa;
não é inconveniente, não procura o próprio interesse;
não se irrita, não guarda ressentimento;
não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
A caridade não acaba nunca.”
1 Cor 12, 31 --13, 8a

2.2   – O Convívio Familiar
“A partilha da refeição – e portanto, além do alimento, também dos afectos, das narrações, dos eventos… - é uma experiência fundamental. Quando há uma festa, um aniversário, todos se reúnem à volta da mesa. Em algumas culturas é hábito fazê-lo inclusive para um luto, a fim de permanecer próximo de quem sofre pela perda de um familiar.
O convívio é um termómetro garantido para medir a saúde das relações: se em família tem algum problema, ou uma ferida escondida, à mesa compreende-se imediatamente. Uma família que raramente faz as refeições unida, ou na qual à mesa não se fala nem se assiste à televisão, ou se olha para o smartphone, é uma família “pouco família”. Quando os filhos à mesa continuam ligados ao computador, ao telemóvel, e não se ouvem entre si, isto não é família, é uma pensão.” (Papa Francisco)

3 – Qualidades dos Pais
3.1 – Presentes;
3.2 – Pacientes;
3.3 – Prudentes;
3.4 – Previdentes;
3.5 – Protectores;
3.6 – Perspicazes;
3.7 – Perseverantes;
3.8 – Acompanhar;
3.9 – Escutar;
3.10 – Amar sempre.

4– Há Luzes e Alegria na Família
“O Homem e a Mulher são seres gregários”
4.1 – Amor Conjugal;
4.2 – Comunidade de Pais e Filhos;
4.3 – Comungar a Alegria – equilíbrio emocional;
4.4 – Ter Projecto Familiar;
4.5 – Vivências nas etapas da Vida;
4.6 – Sonhar…;
4.7 – “As Crianças são a nossa eternidade (UNICEF)”;
4.8 – Ser Família de Deus;
4.9 – Os Filhos são uma bênção;
4.10 – Avós, Filhos e Netos vivem com laços e afectos;
4.11 – Culto dos Antepassados;
4.12 – Lindas Histórias de Vida.

5 – Matrimónio – Sacramento de Comunhão (Igreja Doméstica)
5.1 – Catecismo da Igreja Católica
Resumindo:
1659. São Paulo diz: «Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja [...] É grande este mistério, que eu refiro a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 25.32).
1660. A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade íntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis próprias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos cônjuges, bem como à procriação e educação dos filhos. Entre os baptizados, foi elevada por Cristo Senhor à dignidade de sacramento (186).
1661. O sacramento do Matrimónio significa a união de Cristo com a Igreja. Confere aos esposos a graça de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja; a graça do sacramento aperfeiçoa assim o amor humano dos esposos, dá firmeza à sua unidade indissolúvel e santifica-os no caminho da vida eterna (187).
1662. O Matrimónio assenta no consentimento dos contraentes, quer dizer; na vontade de se darem mútua e definitivamente, com o fim de viverem uma aliança de amor fiel e fecundo.
1662. O Matrimónio assenta no consentimento dos contraentes, quer dizer; na vontade de se darem mútua e definitivamente, com o fim de viverem uma aliança de amor fiel e fecundo.
1663. Uma vez que o Matrimónio estabelece os cônjuges num estado público de vida na Igreja, é conveniente que a sua celebração seja pública, integrada numa celebração litúrgica, perante o sacerdote (ou testemunha qualificada da Igreja), as testemunhas e a assembleia dos fiéis.
1666. O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, «Igreja doméstica», comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã.

6 – Três Palavras Fundamentais
Vejamos: a primeira palavra é “licença?”. Quando nos preocupamos de pedir gentilmente também aquilo que talvez pensamos poder esperar, nós colocamos uma verdadeira proteção para o espírito da convivência matrimonial e familiar. Entrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa vida, pede a delicadeza de uma atitude não invasiva, que renova a confiança e o respeito. A intimidade, em suma, não autoriza a dar tudo por certo. E o amor, quanto mais íntimo e profundo, tanto mais exige o respeito da liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração. A este propósito, recordamos aquela palavra de Jesus no livro do Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém escuta a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo” (3, 20). Também o Senhor pede a permissão para entrar! Não esqueçamos isso. Antes de fazer uma coisa em família: “Licença, posso fazê-lo? Agrada-te que eu faça assim?”. Aquela linguagem propriamente educada, mas cheia de amor. E isso faz tão bem às famílias
A segunda palavra é “obrigado”. Certas vezes é de se pensar que estamos nos tornando uma civilização das más maneiras e das más palavras, como se fossem um sinal de emancipação. Ouvimos dizer isso tantas vezes também publicamente. A gentileza e a capacidade de agradecer são vistas como um sinal de fraqueza, às vezes levanta suspeita. Esta tendência deve ser combatida no seio da própria família. Devemos nos tornar intransigentes na educação à gratidão, ao reconhecimento: a dignidade da pessoa e a justiça social passam por aqui. Se a vida familiar subestima esse estilo, a vida social também o perderá. A gratidão, então, para quem crê, está no coração da fé: um cristão que não sabe agradecer é alguém que esqueceu a linguagem de Deus. É ruim isto! Recordemos a pergunta de Jesus, quando curou dez leprosos e somente um deles voltou para agradecer (cfr Lc 17, 18). Uma vez ouvi dizer de uma pessoa idosa, muito sábia, muito boa, simples, mas com aquela sabedoria da piedade, da vida: “A gratidão é uma planta que cresce somente na terra de almas nobres”. Aquela nobreza da alma, aquela graça de Deus na alma nos impele a dizer obrigada à gratidão. É a flor de uma alma nobre. É uma bela coisa isso.
A terceira palavra é “desculpa”. Palavra difícil, certo, ainda assim necessária. Quando falta, pequenas rachaduras se alargam – mesmo sem querê-lo – até se tornar rachaduras profundas. Não por nada na oração ensinada por Jesus, o “Pai Nosso”, que resume todas as perguntas essenciais para a nossa vida, encontramos essa expressão: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (Mt 6, 12). Reconhecer ter faltado e ter o desejo de restituir o que foi tirado – respeito, sinceridade, amor – torna-se digno do perdão. E assim se para a infecção. Se não somos capazes de nos desculpar, quer dizer que nem mesmo somos capazes de perdoar. Na casa onde não se pede desculpa começa a faltar o ar, as águas se tornam estagnadas. Tantas feridas dos afetos, tantas lacerações nas famílias começam com a perda desta palavra preciosa: “Desculpe”. Na vida matrimonial se briga tantas vezes… também “voam os pratos”, mas vos dou um conselho: nunca terminar o dia sem fazer as pazes. Ouçam bem: vocês brigam, marido e mulher? Filhos com os pais? Brigaram feio? Não é bom, mas este não é o problema. O problema é que este sentimento esteja conosco ainda um dia depois. Por isso, se brigaram, nunca terminem o dia sem fazer as pazes em família. E como devo fazer a paz? Colocar-me de joelhos? Não! Somente um pequeno gesto, uma coisinha faz a harmonia familiar voltar. Basta uma carícia, sem palavras. Mas nunca termine o dia em família sem fazer a paz. Entenderam isso? Não é fácil, mas se deve fazer. E com isso a vida será mais bela. E por isso é suficiente um pequeno gesto.
Estas três palavras-chave da família são palavras simples, e talvez em um primeiro momento nos farão sorrir. Mas quando as esquecemos, não há mais nada de que sorrir, verdade? A nossa educação, talvez, as negligencia um pouco. Que o Senhor nos ajude a colocá-las no lugar correto, no nosso coração, na nossa casa e também na nossa convivência civil. São as palavras para entrar justamente no amor da família. (Papa Francisco)

6 – oração pela família
(Pe. Zezinho)
Que nenhuma família comece em qualquer de repente
Que nenhuma família termine por falta de amor
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador!
Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
Que eles vivam do ontem, do hoje em função de um depois
Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!
Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também
Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também
Que marido e mulher tenham força de amar sem medida
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão
Que as crianças aprendam no colo, o sentido da vida
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão!
Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho
Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois
Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!
Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também
Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também


Relator: José Rodrigues Lima
Telefone: 938583275 / 258829612


domingo, 13 de março de 2016

Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Formação de Adultos - “Vai e faz tu também o mesmo” (Lc. 10, 37) todos os primeiros sábados de cad mê às 15h na Ig.da Sagrada Família


Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Formação de Adultos

Dia: 5 de Março 2016 – 15:00horas

Local – Igreja da Sagrada Família (Abelheira) - 6ª Sessão

Ano Jubilar da Misericórdia

Tema: “Vai e faz tu também o mesmo” (Lc. 10, 37)

 

(Gestos do Quotidiano)

1         – Objectivos:

 

1.1     – Sentir a eterna Misericórdia de Deus;

1.2    – Caminhar com gestos de Misericórdia;

1.3     – Reconhecer que a Misericórdia de Deus transforma o coração do Homem;

1.4    – Recordar que a nossa Fé se traduz em actos concretos e quotidianos (ajudando o próximo);

1.5     – Sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra de Deus e às Obras de Misericórdia;

1.6    – Compreender: “Prefiro a Misericórdia ao Sacrifício (Mt. 9, 13);

1.7     – Construir “Novo estilo de Vida com a Misericórdia”.

 



2 – Textos:

2.1 – Sagrada Escritura

 

Parábola do bom samaritano na Bíblia

Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”. Tomando a palavra, Jesus respondeu:

"Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. Por coincidencia, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. Do mesmo modo, tambem um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante.

Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheuse de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo-lhe: 'Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.

"Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?"

Respondeu: "O que usou da Misericórdia para com ele.". Jesus retorquiu: "Vai e faz tu também o mesmo".  (Lucas 10, 29-37)

 

2.2 – Juízo definitivo

 

"Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória. Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos.

O Rei dirá, então, aos da sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo."

Então, os justos vão responder-lhe: "Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?" E o rei vai dizer-lhes, em resposta: "Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes." (Mateus 25, 31-40)

 

2.3 – O Cristianismo é a Religião do fazer, não do dizer – afirma o Papa Francisco

 

Cidade do Vaticano (RV) – Depois da viagem ao México, o Papa Francisco retomou esta terça-feira (23/02) a celebração da Missa na Casa Santa Marta.

Comentando a liturgia do dia, Francisco afirmou em sua homilia que a vida cristã é concreta, não uma religião feita de hipocrisia e vaidade. “Deus é concreto”, mas são muitos os cristãos “de aparência”, que fazem da pertença à Igreja um adorno sem compromisso, uma ocasião de prestígio, ao invés de uma experiência de serviço aos mais pobres.

O Papa entrelaça o trecho litúrgico do profeta Isaías com a passagem do Evangelho de Mateus para explicar mais uma vez a “dialética evangélica entre o dizer e o fazer”. A ênfase de Francisco recai sobre as palavras de Jesus, que desmarcara a hipocrisia dos escribas e fariseus, convidando os discípulos e a multidão a observarem aquilo que eles ensinam, mas não a se comportarem como eles:

"Religião do dizer"

“O Senhor nos ensina o caminho do fazer. E quantas vezes encontramos pessoas – também nós, eh! – na Igreja: 'Oh, sou muito católico!'. 'Mas o que você faz?' Quantos pais se dizem católicos, mas nunca têm tempo para falar com os próprios filhos, para brincar com eles, para ouvi-los. Talvez seus pais estejam num asilo, mas estão sempre ocupados e não podem ir visitá-los e os abandonam. ‘Mas sou muito católico, eh! Eu pertenço àquela associação’. Esta é a religião do dizer: eu digo que sou assim, mas faço mundanidade”.

O “dizer e não fazer”, afirmou o Papa, “é uma enganação”. As palavras de Isaías, destacou, indicam o que Deus prefere: “Deixai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem”. “Socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva”. E demonstram também a infinita misericórdia de Deus, que diz à humanidade: “Vinde, debatamos. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve”:

 

 

 

 

Fazer a vontade de Deus

“A misericórdia do Senhor vai ao encontro daqueles que têm a coragem de discutir com Ele, mas discutir sobre a verdade, sobre as coisas que fazem ou não fazem, só para corrigir. E este é o grande amor do Senhor, nesta dialética entre o dizer e o fazer. Ser cristão significa fazer: fazer a vontade de Deus. E, no último dia – porque todos nós teremos um, né? – naquele dia, o que o Senhor nos pedirá? Dirá: 'O que disseram de mim?'. Não! Ele nos perguntará sobre as coisas que fizemos”.

A este ponto, o Papa mencionou o capítulo do Evangelho de Mateus sobre o juízo final, quando Deus pedirá contas ao homem sobre o que fez em relação aos famintos, sedentos, encarcerados, estrangeiros. “Esta – exclama Francisco – é a vida cristã. Dizer, somente, nos leva à vaidade, a fazer de conta de ser cristão. Mas não, não se é cristão assim”.

“Que o Senhor nos dê esta sabedoria de entender bem aonde está a diferença entre dizer e fazer e nos ensine o caminho do fazer e nos ajude a percorrê-lo, porque o caminho do dizer nos leva ao lugar aonde estavam os doutores da lei, os clérigos a quem gostava se vestir e ser como majestades, não? E esta não é a realidade do Evangelho! Que o Senhor nos ensine este caminho”. (BF/CM)

 

2         – Prática Cristã no Quotidiano

 

3.1 – Comece em casa

 

O pão da vida, pão da unidade,

faz-nos família, na caridade.

Comece em casa a cultivar o amor cristão

e a alegria invadirá seu coração.

Comece em casa a aceitar seu semelhante,

comece a ser compreensivo e confiante.

Comece em casa a crer no outro, cada dia,

e deus será a sua fonte de alegria.

Comece em casa a ser bondoso e paciente,

não arrogante, mas humilde e diligente.

Comece em casa a perdoar de coração,

a ter coragem de também pedir perdão.

Comece em casa a esquecer-se de você;

só o amor que é de graça faz crescer.

Comece em casa a se alegrar com a verdade,

A desculpar, crer e esperar, na caridade.

Comece em casa a construir fraternidade;

será semente de uma nova humanidade.

Comece em casa a ser misericordioso;

construa a paz, seja leal e generoso.

Comece em casa a lutar pela justiça,

a libertar-se do egoísmo e da preguiça.

Comece em casa ser alguém que muda a História

e seu viver revelará o deus da glória.

Publicado 4 weeks ago – Fraternitas Movimento

Campanha da Fraternidade - 1977

 

3.2 – Gestos do Quotidiano

 

Para a Quaresma, o Papa Francisco propõe 15 actos de caridade, que ele menciona como manifestações concretas de amor:

1.        Sorrir. Um cristão é sempre alegre!

2.       Agradecer (embora não seja preciso fazê-lo).

3.        Lembrar ao outro o quanto o amamos.

4.       Cumprimentar com alegria as pessoas que vemos todos os dias.

5.        Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.

6.       Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de nós.

7.        Animar alguém.

8.       Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.

9.       Separar o que não usamos e dar a quem precisa.

10.    Ajudar a alguém para que possa descansar.

11.     Corrigir com amor; não calar por medo.

12.    Ter delicadezas com os que estão perto de nós.

13.     Limpar o que sujamos, onde quer que estejamos.

14.    Ajudar os outros a superar os obstáculos.

15.     Telefonar aos pais.

 

 

 

 

 

E diz que o melhor jejum é:

. Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.

. Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.

. Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.

. Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e optimismo.

. Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.

. Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.

. Jejum de tensões e encher-se de orações.

. Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.

. Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.

. Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.

. Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.

 

4– Reza, Ajuda e Proclama!

 

4.1 – Reza com o Coração/Alma;

4.2 – Reza pela Família;

4.3 – Reza pelos mais fracos;

4.4 – Reza pelos que te ofenderam;

4.5 – Ajuda a Criança;

4.6 – Ajuda os Idosos;

4.7 – Ajuda o vizinho doente;

4.8 – Ajuda com o bom conselho;

4.9 – Acolhe a todos (os da periferia);

4.10 – Proclama: “Deus é eternamente fiel à Sua Palavra; salva os oprimidos, dá pão aos que têm fome; o Senhor liberta os prisioneiros” (Salmo 146, 7)

 

5 – Para reflectir:

 

5.1 – Vivo com Humanidade?

5.2 – Pratico a Amabilidade?

5.3 – Respeito o bom nome dos outros?

5.4 – Tenho capacidade de dádiva?

5.5 – Pratico a Compaixão?

5.6 – Quando foi a última vez que pratiquei a Misericórdia?

5.7 – Equilibro a Oração e a prática da Caridade?

5.8 – Quando participo na Eucaristia trago “boas acções” para ofertar?

5.9 – Considero a Misericórdia mais sublime do que os ritos?

5.10 – Pratico a Proximidade?

5.11 – Exercito “Olhar para o interior de mim mesmo”?

5.12 – Como caminho para a Celebração Pascal?

 

6 – Oração

 

Cantarei eternamente

As Misericórdias do Senhor!

Vós dissestes: “A Bondade está

estabelecida para sempre”.

Com Humildade te peço, Senhor!

Ilumina o meu coração,

Para ter coragem de seguir a recomendação:

“Sede misericordiosos,

Como o vosso Pai é Misericordioso (Lc. 6, 36)

Ámen.

 

Relator: José Rodrigues Lima

Telefone: 938583275 / 258829612