AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nossa Senhora



Nossa Senhora do Carmo no seu dia 15 de Julho sobre o andor, à Rua da Bandeira, no princípio da Procissão de velas e vésperas do do seu dia litúrgico. Uma das grandes devoções a Nossa Senhora em Viana.




Nossa Senhora de Fátima, padroeira da Paróquia, percorrendo em procissão de velas em vários dias a zona da Comunidade, sendo acolhida em Capelas improvisadas e todas as procissões com muita gente.

Caldária de Lobios- Espanha

Caldária de Lóbios, Um Hotel de 4 super estrelas económico, com bom quarto,boa mesa, bons e vários serviços para as artritres, reumatologia, sinusites,pele, fibromialgia e um ambinente de completo relaxe, con águas nascentes a 75º e arrefecida para 35º . Com uma piscina singular, atraene e boa para todos estes tipos de doenças para além de muitos e variados serviços personalizados.



Uma das responsáveis na recepção

domingo, 23 de agosto de 2009



João Silva
Os nossos soldados para além da defesa também faziam muito trabalho às p+opulações, como esta capela.



Os nossos militares no mato a passar tempo, a ler os aerogramas, a escrevê-los e ouvir rádio onde podiam.

sábado, 22 de agosto de 2009

Contas Paróquia de Nª Sª de Fátima

CONTAS 2008: GESTÃO CORRENTE NUMA PERSPECTIVA SOCIAL

A “Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Fátima”, com sede no Largo das Carmelitas na Freguesia de Santa Maria Maior em Viana do Castelo, com o NIPC nº 501 171 762, é uma Instituição Canónica que para além das actividades destinadas ao culto possui outras actividades que a partir do ano de 2005, ficaram sujeitas a imposto: IVA e IRC .
Esta Comissão é actualmente constituída pelo pároco que com mais nove elementos são o rosto visível da nossa comunidade, tendo como missão a gestão dos bens móveis e imóveis bem como toda a sua gestão corrente. É de salientar que o trabalho “voluntário” destes elementos é fruto do trabalho e dedicação de muitos outros leigos, nomeadamente, a Comissão de Obras, Liga dos Amigos da Igreja Nova que de uma forma solidária e generosa colaboram com a comunidade. Um “bem haja” a todos, pois sem estas “pedras vivas” este trabalho não faria qualquer sentido. A comunidade é de todos e para todos, nesse sentido, conta com a ajuda daqueles que tenham um coração para amar, para compreender, e força ou coragem para comungar connosco, dando provas de uma verdadeira corresponsabilidade eclesial e de uma participação laical.
A Comunidade desde sempre apresentou as suas contas nos órgãos próprios, no entanto, a partir de 2000 a Comissão Fabriqueira entendeu, sem que para isso fosse obrigada, que deveria estruturar-se como se de uma empresa se tratasse. Foram razões de transparência e respeito por todos aqueles que generosamente nos entregam as suas dádivas, fazendo mais que umas contas de “deve e haver”, orgulhando-se hoje de possuir uma contabilidade organizada à semelhança do que ofialmente hoje se exige à qualquer empresa. É um exemplo que, como católicos, temos de dar à Comunidade...
À semelhança de anos anteriores, as contas do desempenho económico/financeiro da Comissão Fabriqueira de Nª Sª de Fátima foram aprovadas nos órgãos próprios da Paróquia, isto é, na Comissão Fabriqueira e no Conselho Paroquial de Pastoral. Paralelamente a estas apresentações, foram apresentadas na Rádio Alto Minho e estão disponíveis para consulta no cartório para quem o desejar.
De uma forma sumária podemos dizer que em 2008, as contas tiveram o seguinte desempenho:
ACTIVO LÍQUIDO …………………… 1.353.719,35€
* Imobilizações Corpóreas ………… 1.259.563,11€
* Existências: Mercadorias ………... 5.843,46€
* Dívidas de Terceiros: Estado IVA .. 1.112,20€
* Depósitos Bancários / Caixa ……. 87.008,42€
* Diferimentos: Despesas c/ custo difer.. 192,16€
SITUAÇÃO LÍQUIDA ………………… 914.399,23€
* Fundo Social ………………………. 666.553,07€
* Resultados Transitados …………….. 293.323,75€
* Resultado Líquido ………………….. -45.477,59€
PASSIVO: ………………………………… 439.320,12€
* Dívidas a Terceiros - curto prazo …….. 219.805,13€
* Receitas com proveitos diferidos ……… 219.514,99€
PASSIVO + SITUAÇÃO LÍQUIDA ……. 1.353.719,35€
Relativamente aos resultados do exercício, o desempenho reflectiu o período difícil que todos sentimos, e apesar de atempadamente procurarmos atenuar as quebras de receita (donativos), não foi possível apresentar resultados positivos, isto é:
* Proveitos e Ganhos Totais …………. 96.977,77€
* Custos e perdas Totais …………....... 142.455,36€
* Resultado Operacional …………..…. ( 51.509,45€ )
* Resultado Corrente ……………..….. ( 56.176,89€ )
* Resultado Líquido Exercício ………. ( 45.477,77€ )
Face aos valores apresentados, podemos constatar que a Paróquia é extremamente deficitária. Não tem receitas próprias suficientes para fazer face às suas necessidades. Prova disso é o Resultado Operacional negativo em (-51.509,45€) e que este ano, fruto da obra em curso – Nova Igreja da Abelheira, apresenta também um Resultado Líquido negativo de (-45.477,77€), dado que parte dos donativos foram canalizados para este fim, estando classificados numa rubrica do balanço “274 - Receitas com proveito diferido”, cujo acréscimo no ano em curso foi de 84.625,63€. Valor muito inferior ao de 2007, mas que apesar de escasso para as nossas necessidades é um grande contributo para o nosso principal desafio a curto prazo que é a conclusão da “Nova Igreja da Abelheira – Igreja da Sagrada Família”, no qual irão ficar instalados alguns movimentos da comunidade, nomeadamente a “Catequese”, que nunca teve instalações próprias e no qual todos nós temos uma responsabilidade acrescida, pois trata-se de criar condições físicas para a formação religiosa das nossas crianças. É um projecto arrojado e difícil, até porque o Estado, face às dificuldades orçamentais, não tem visto esta obra como um projecto prioritário, pelo que não podemos contar com a sua ajuda. Assim sendo, apenas podemos contar com nós próprios e com todos aqueles que directa ou indirectamente estiverem solidários connosco, isto é, instituições, empresas e pessoas de boa vontade que acreditam e são solidárias.
Até à data, já foram investidos cerca de 800.000,00€ para construir os pisos inferiores (1ª Fase) e a estrutura da nova igreja (2ª Fase). De momento, aguardamos a conclusão do caderno de encargos para lançar o concurso da (3ª Fase). É já uma fase de acabamentos pelo que no seu término nos irá permitir usufruir deste novo espaço. Contrariamente à nossa vontade, o arranque desta fase está com um ligeiro atraso, dado que os pormenores das especialidades ainda não estão totalmente concluídos. Temos a promessa do Arquitecto que brevemente o mesmo ficará pronto. Mesmo sem dinheiro, é nossa intenção iniciar de imediato o concurso para esta empreitada. Nesse sentido, iremos contrair um empréstimo bancário para poder continuar e simultaneamente honrar os compromissos com os nossos fornecedores. Somos pessoas de fé, pelo que continuamos a acreditar, que com a ajuda, colaboração e empenho de todos, o sonho de todos nós será uma realidade a curto prazo e mais que uma vaidade é uma questão de sobrevivência para vários organismos que existem na paróquia e um testemunho de fé para as próximas gerações.
Paralelamente a esta vertente mais materialista, a Comissão Fabriqueira, graças à generosidade dos leigos, amigos e benfeitores, tem desde sempre assegurado inúmeras actividades de caris mais “Social”. A nossa Comunidade Paroquial sempre esteve atenta aos outros, aos de dentro e aos de fora: e mesmo em tempo de crise e de acréscimo de despesas com a obra que tem em curso, a sua “Missão Social” nunca foi descurada: às crianças abandonadas, aos pobres, aos doentes, aos passantes, reclusos, ex-toxicodependentes, etc. É uma paróquia com espírito solidário e de missão. Só em 2008, e sem um programa definido, isto é: de uma forma espontânea, os vários organismos da paróquia (Comissão Fabriqueira; Centro Comunitário de Apoio a Necessitados, e Sociedade S. Vicente de Paulo), desenvolveram acções de solidariedade na luta e combate à pobreza num valor superior a 150.000,00€. No entanto, se a estas acções adicionarmos as actividades desenvolvidas pelo Centro Social, onde se insere: Berço; Centro de Dia; Refeitório Social; OZANAN; Jardim de Infância; RSI - Rendimento Social de Inserção, Centro de Convívio, ADI - Apoio Domiciliário Integrado, Serviço de Apoio Domiciliário, Escola de Música e Fórum, o volume de actividade de 2008 ultrapassa 1.000.000,00€. É um grande contributo social desta comunidade, mas também uma grande responsabilidade para todos nós.
Não só a Liturgia e a Catequese, mas com objectividade e também apaixonadamente, foram muitos os que sentiram o contributo do nosso serviço social, pois 150.000,00 € repartidos por valores em dinheiro, roupas, alimentos, remédios, mobílias, electrodomésticos... etc, revelam a generosidade de muitos participantes doadores e a ajuda de muitos voluntários. É obra!...
Armando Sobreiro – Abril de 2009(Economista)

A nossa Língua

PARA CURIOSOS E a nossa língua?
Os nossos ancestrais - iberos, lusitanos (indo-europeus), vencidos pelos Vândalos, Alanos, Bárbaros, Visigodos, Gregos, Árabes e Romanos foram colonizados, mas não foi fácil e com custo venceram dificuldades; os gregos e os romanos foram aqueles que mais marcas deixaram na nossa língua. Saber grego e latim é para nós recuar nas origens e descobrir a pureza da nossa linguagem. No entanto, o grego e o latim deixam de ser estudados. Na Alemanha estuda-se latim e é uma língua germânica. Também passou a língua latina apenas a língua oficial do Vaticano e a língua grega também está muito limitada no espaço. A Língua Portuguesa é uma das mais faladas no mundo e está a ser colonizada pelo inglês, aliás como as outras línguas e só apenas porque ninguém traduz de imediato e coloca também no ar para uso comum e manual. Ninguém pode ser impedido de, na linguagem, utilizar os termos que quer, sejam ingleses sejam outros, mas o que é certo é que muito que entra na língua portuguesa se torna algo normal através dos media isto é, nos órgãos de Comunicação, o que não acontece, por exemplo, na Espanha. Os espanhóis têm, parece, mais orgulho pela sua língua. Nós esquecemo-nos da língua de Camões.... porque de colonizados passamos a colonizadores e agora rendemo-nos à evidência de colonizados por isto ou por aquilo, até na língua. Temos pouco para os outros e vamos buscar tudo lá fora.Os nossos investigadores não têm grandes apoios e e refugiam-se no estrangeiro, envolvendo-se em programas de outros países,sobretudo, americanos, e por lá ficam, como inteligências colonizadas que a sua terra natal não aproveitou, ou antes, pelo contrário, pareceu desprezar...Não se compreende que em nome disto ou daquilo não se cuide do nosso português erudito e popular. Em Espanha, não é fácil a invasão do inglês porque de imediato lhe dão tradição. Muitas palavras hoje utilizadas por nós quase como vulgares em inglês e, quem não o fizer, se tratam os outros por analfabetos. É a iliteracia?!...
O vocábulo “bué”, de origem africana que significa bom já se introduziu no dicionário da língua portuguesa.É apenas um exemplo.
O carjaking, nascido na América em 1980, já está a vulgarizar-se na nossa língua através dos orgãos de Comunicação para dizer que é o roubo de um carro à violência, “do dá cá a chave e põe-te a andar que o carro é meu”.
O seu significado em português não seria o roubo violento dum carro com ou sem sequestro dos seus utentes.
A utilização de palavras estrangeiras é chique, do francês, “ é chique... até parece um francês” dizia-se. E se for um chiqueiro?!
Salesof, escritório ou sala de acolhimento; cross-seling, algo como apresentação rápida do produto da empresa; timing a duração ou tempo da montagem; of, fechado; on-line, em linha, em serviço, ligado, ligado à internet no ar;mail é o correio; e-mail, o correio electrónico; tudo agora tem de ser light para não fazer mal e servir de modelo,leve, sem gordura ou doçura; holding como investimento ! ; file – folha e ficheiro de registo; karting – pista de pequenos carros; save, gravar; bus o mesmo que autocarro; cross uma corrida; cofeebrak, tempo para café ou pausa; drive o mesmo que disco; pen, a caneta de gravação; print, imprimir; workshops, reuniões de trabalho por sector; softwaire, os programas: o hardwaire os equipamentos; reset é reposição, voltar à origem; control sihft delocamento pausado; chip é o cartão de memória. O hall, espaço reservado ao acolhimento antes de se entrar em casa ou em alguma sala ou em alguma sala; part-time, trabalho parcial e full-time trabalho a tempo inteiro; lay-of, dispensa da lei; suspensão pelo trabalhador por falta de trabalho.Net é a rede,a malha,o tecido e a internet é estar nesse tecido ou nessa rede; Web é estar na rede, na página digital.
Até o nosso inventor chama Aquastop (paragem das águas) ao que estanca a água às portas de casa, abertas ou fechadas para as cheias que, por vezes, podem encher as ruas, trazerem enchurradas para dentro das mesmas e esta invenção, estanca-as.
Cada vez entram mais os estrangeirismos ingleses ou americanos como rewind que podíamos dizer rebobinar, forward o mesmo que caminhar. Outodoor- Produto fora da porta ,isto é publicidade, ou espaço para ela;checkup um exame geral: O botox, muito utilizado, bom e mau para encher partes vazias com um proteico de origem biológica obtida de uma substância que, muitas vezes, até pode trazer a morte e trazer efeitos contrários para a beleza das pessoas... Qual a razão por que não se lhe dá o nome de enchimento cosmético?
Outro, todos os dias se encontra nos media filling por carinho, registo; turning para dizer sintonização. Para protagonismo não há nada para dizer mais “uma acha para a fogueira”, dizendo “ask the boy”, que afinal é perguntar ao menino. Ainda hoje encontrei este neologismo num escritor português.
O play já não sai da boca de muita gente como para dizer anda, põe em andamento, joga, diverte-te e o firewall pare lá isso, esse fogo,apague essa fogueira.
Fast-food é comida pronta (rápida alimentação); site o mesmo que sítio na internet; tshirt (este i em tshirt vale um a fechado (chart), porque não se diz uma camisete, ou camisola; blog é semelhante ao sítio, é o recipiente, a gaveta, a biblioteca do escritor, são os blogues ou lugares...então porque chamamos a isto blog?
No dicionário da nossa língua escrita surfar lê-se “sarfar”, vem do inglês surf, surfar é esquiar na água e no rebentamento das ondas.O fonema u em português lê-se por a?
Não é possível, nem foi do meu interesse fazer uma recolha exaustiva, mas o necessário para alertar que temos de ser mais portugueses na linguagem.
Vejam o “Aurora do Lima” sob a autoria do Dr. Luís Branco, não esqueçam à segunda -feira procurar na TV a correção da nossa linguagem e da Rádio Renascença, não posso precisar em que dias pela manhã.
Sou apologista da linguagem portuguesa popular ou erudita.Os estrangeirismos que possam entrar, devem ser de imediado assimilados ao jeito portugês porque não se deve escrever a palavra estrangeira quando tem tradução ou se pode aporteguesar. A.Viana

Para Curiosos --Linguagem

Para Curiosos A Linguagem

A minha inteligência não é capaz de atingir aquilo que gostaria de chegar, mas como ninguém me pode prender o pensamento ou tirar-me a liberdade de escrever o que penso, vou fazê-lo com a certeza de que vou “errar”, pois não sou formado em línguas, embora tenha estudado 7, entre elas o latim, o grego e o hebraico. Mas prefiro dizer tátá como uma criança que rugir como um primata.
Quando, em Coimbra, fiz um exame em linguística portuguesa tirei uma nota exemplar, mas eu creio que foi mais pela informação que forneci à Professora sobre a evolução do galaico para português e dos paralelismos existentes actualmente na Serra d’Arga. É por isso que não posso deixar de escrever porque, se errar, alguém me deve corrigir e é saudável aprender até morrer.
Há oito milhões de anos, os primatas não falavam, apenas usavam a linguagem gestual e produziam ruídos, barulhos trabalhados, usando o esófago e a garganta até chegarem aos sons guturais (ummm, gutural nasal…), aí começaram e evoluiram passando aos palatais, aos dentais e aos labiais. A evolução foi lenta e só o “Homo Sapiens” conseguiu ir mais longe…
Quase todas as línguas têm a sua tonalidade diferente segundo as influências dos colonos.
Os indígenas tinham a sua linguagem e a adaptação aos colonos foi uma evolução muito lenta, com mais ou menos rapidez, com mais ou menos boa vontade, com mais ou menos resistência…
Se os primatas, a pouco e pouco, foram descobrindo o “x” e o “h”, e o “a” (vogal), a primeira letra que o homem pronuncia com sofrimento (com dor) é o “a” e de alegria e liberdade quando se sente “fora da cuba”.
Depois de chegar às palatais com o “g”, “q” e “y” (semi-vogal), com as palatais descobre o uso da língua para pronunciar “j”, “t”, “d”, “g” e “l” para chegar às dentais sibilantes “c”, “t”, “v”, “s” e “z”, as labiais como o “p”, “b”, “m”, mas as guturais com esta mistura toda usando os dentes, os lábios, a garganta, o palato, e não esquecendo a língua, descobriram algumas intermédias dental-labial, dental-palatal ou a posição de ambas ou mais...
Há uma letra palatal-lingual que é o r, existente no alfabeto latino e grego, mas poucos o usam como o português, sobretudo, o r dobrado rr ou no princípio das palavras.
Há alfabetos que não o conhecem sequer, mas o hebraico tinha o resh (ø), assim como o grego o rou (r). De boca fechada, hoje, a quem fizerem a extracção de alguns elementos da garganta conseguem falar através da traqueia, dizer algo, que se faz entender, é uma questão de afinação, ressonância, controle, volume, de treino e exercício… falam com regularidade guturalmente.
De qualquer modo, a primeira linguagem de relacionamento entre os humanos devia ser a linguagem gestual até chegar à exofágico-gutural e até à labial.
A primeira necessidade de fonia teria sido o sim e o não. Daí a divisão de luz da escuridão, o dia da noite, a terra da água, os rios dos mares, as plantas das não plantas, o animal do Homem, o homem da mulher. Uma coisa é, outra não é. Uma é sim, outra é não. Lá está o sim e o não: o que é água não é terra, o que é terra não é água; o que é animal com instinto não é animal inteligente; o que é homem não é mulher, mas ambos são imagem e semelhança de Deus, igual em direitos e dignidades, a última criação com capacidade para gerir este jardim maravilhoso que é o mundo com o planeta terra e o que não é terra, com o sol e com a lua que não é sol, o trabalho que não é descanso.
O autor bíblico lá teve a sua inspiração para falar da criaçaõ e da linguagem.
Esta luta constante evolutiva chegou a um impasse... quando os homens quiseram chegar ao céu construindo a Torre de Babel, mas como não conseguiram, todos fugiram formando os clãs, as tribos e cada um começa a falar a sua língua e a construir egoisticamente o seu projecto.
Agora andamos atrás das origens de uma língua comum e dizemos: nós fomos límicos, iberos, celtiberos, lusitanos... e antes?
Fomos colonizados, invadidos tantas vezes, ganhámos força, garra, coragem e chegou a altura também dos portugueses irem à descoberta do mundo a levar a fé, a cultura e a nossa língua, uma das mais faladas no mundo. Parece-me que a terceira até quando? Vem a influência inglesa, outra colonização linguística e, por fim, há-de vir a chinesa, por isso é que parece valer pouco pensarmos em querer descobrir mais porque nada temos para dar e temos tudo a receber.
A articulação dos fonemas, da fala, foi antes de tudo uma expressão de sons musicais e, para isso, humanos e não humanos, não precisamos de ir às “cantigas de amigo”, podemos ainda observar em algumas romarias ou festas, os cantares populares, as cantigas ao desafio, etc... no meio dos humanos porque os outros o fazem por instinto e não evoluíram como nós fomos capazes.
Os animais de grande porte, normalmente, usam sons guturais, por exemplo o rugir da vaca e quase na totalidade dos mamíferos usam os guturais nasalizados (nasais), assim como a maioria dos pássaros são sibilantes, como o melro, mas uns e outros são como os homens. O homem foi mais longe pela sua inteligência e até levamos os animais a entender instintivamente muita da nossa linguagem para podermos ser senhores e donos, ordenadores da obra da criação de Deus que nunca devia ser para destruir, mas para construir.
Deus criou a natureza e toda ela era boa, mas às vezes, o ser humano a que Deus deu inteligência para continuar a obra da criação parece querer destruir, mesmo quando faz electronicamente o cantar dos grilos, uma vez que estes estão a desaparecer devido aos “venenos” lançados à terra para darem outro fruto… Melhor?
Aqueles que, devido a um AVC, ficam sem voz, dizem sempre algo, ainda que seja de boca fechada, o “nh” (ñ) gutural prolongado, alongado, tanto para dizer sim, como para dizer não; é conforme a ocasião, o gesto que acompanha com a cabeça ou a mão, por exemplo...
Há pessoas que conseguem recuperar formas, sílabas e chegam a pronunciar palavras... a falar normalmente.
Outra experiência é dar conta aos bebés, do falar para eles mesmos e ninguém os entende, das primeiras letras, das primeiras sílabas assim como das primeiras palavras e as dificuldades de pronunciarem o r, tanto no princípio das palavras ou no meio quando dobrada se tem de pronunciar levantando o corpo ou a base da língua enrolando ou com retroflexo com a ponta da língua “rr” no palatal. Não acontece tanto no r final.
Tantos lutam pela pureza da língua. Como acontece no A. Lima com o Dr. José Luís Branco “A bem da língua portuguesa”, mas dá a impressão que é melhor esquecer e deixar andar porque estamos no tempo de andar com o boné na mão estendido à caridade... voltados para os estrangeirismos porque não parece ser do interesse político defender a pureza da língua, pois os senhores doutores já não estudaram latim, nem grego e, para esses, vale tudo...
Não existe uma Academia Nacional de Língua Normativa para defender a pureza da linguagem e evitar a invasão da língua inglesa, ou outras, dizia-me um amigo meu.
Um dia conversando com um outro amigo estávamos de acordo que nós viemos de um tronco comum. A rama e as folhas é que se dividiram, e na linguagem, andamos à procura do tronco, por aqui e por acolá, descobrimos pontos de encontro que nos deixam “pasmados”, melhor diria, certos de uma harmonia preexistente muito mais rica.
Acreditamos numa civilização superior em que o homem já tenha feito a terra.
A Bíblia, ao falar da criação do mundo, por autor inspirado, escreveu esta a seu jeito, conforme entendia como Deus criou as coisas. O autor tinha uma ideia muito reduzida do mundo tão curta como o horizonte entre duas montanhas, as colunas do céu.
A linguagem surgiu da necessidade de relações, e da evolução dos sons musicais do ribombar do trovão, dos sons guturais, do toque do tambor, de expressar emoções, sentimentos, sensibilidades, afectos, etc... enquanto foi evoluindo até ao assobio ou às letras sibilantes (dentais, palatais e labiais).
Quando alguém geme (ñ -nh) alongado é linguagem sempre a mesma para quem já não fala, para mostrar que sofre, tem dor ou para dizer sim ou não, acompanhado de gesto, a qualquer coisa.