AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Festas de S. Simão

                                FESTA DE S.                           SIMÃO DA                       JUNQUEIRA DE             MAZAREFES.





















Melhor: FESTA DE S. SIMÃO DA JUNQUEIRA DE MAZAREFES.
Este nome aparece em documentos anteriores à nacionalidade. Por que terão escolhido os povos daquele tempo o apóstolo S. Simão, o zelote, para patrono desta terra?
Era, antigamente, conhecida por festa das melancias, mas só havia meia dúzia juntamente com outra fruta. Noutros tempos eram melancias às carradas e melões de casca de carvalho, tudo a monte quase sem espaço e às vezes em terreno molhado por causa das marés vivas de Agosto, sem estrada e apenas caminho de carro de bois com de lama e poldras. Não faltava gente de Santa marta, Darque, Meadela e da cidade de Viana. Os Melões e as melancias eram vendidas por lavradores de Mazarefes e alguns de Vila Franca e Subportela...

Capela de S. Simão da Junqueira de Mazarefes

A foto é do tempo em que os pescadores da Ribeira e da 

Bandeira, da cidade iam à procura das mellâncias

Capela de S. Simão

S. Simão da Junqueira de Mazarefes era inicialmente o nome cristão desta terra implantada na margem esquerda do Lima, confrontado do poente com Darque, do sul com vila Fria e do nascente com Vila Franca. Assim se chamava no século X. Esta designação lembra-nos, como aliás é tradicional dizer-se na terra que a população desta freguesia era ribeirinha, condensava-se na veiga do mesmo nome, Veiga de S. Simão, pela existência da Igreja paroquial no centro da mesma.
A seis quilómetros aproximadamente da capela de S. Lourenço, no Cais Novo, em frente à Vila de Viana e também não muito longe da Capela da Senhora das Oliveiras na Areia, e mais próxima da Capela de S. Brás, ainda em Darque.
Esta igreja paroquial, também pela tradição que chegou até nós e de que o abade António de Matos escreveu, não seria um grande templo, mas o suficiente para servir a população local. O local onde a capela se situa hoje, construída em meados do século XIX, seria ali a implantação dessa igreja sob a invocação de S. Simão, padroeiro da terra. No entanto, como já referi noutro apontamento, a população, devido ao assoreamento do rio Lima, foi-se mudando para a parte mais alta, a partir do lugar do lugar de Gavindos, e ter-se-á estendido pelo lugar de Regadio, do Ferrais, da Conchada e do Monte.
Por esse motivo a Igreja foi ficando isolada, solitária e ao abandono porque ficava longe. Os cristãos teriam outras alternativas como a capela da Senhora dos Prazeres, hoje Capela de Nª. Srª. das Boas Novas e a Igreja do convento beneditino existente no lugar de Terrais.
Não é difícil antever o desmoronamento completo da referida igreja, embora no século XIX ainda fossem evidentes as suas ruínas, pelo que, pela acção de um padre natural da terra, foi construída sobre essas ruínas a capela que ainda hoje podemos admirar. Lá permanece a manter a memória colectiva de um povo nómada porque deixou de viver onde primitivamente se estabeleceu para fugir mais para sul e para o alto...


Ao fazermos uma visita a esta capela observamos que se encontra de facto construída numa curta e abrupta elevação de terreno, junto a um afluente do rio Lima a que vulgarmente lhe chamam “o esteiro de S. Simão” e que lhe passa no sentido de noroeste para nordeste. É notório para um espírito um pouco observador que, na base das muralhas construídas como suporte do referido terreno, se vêem com clara evidência, pedras e pedaços de pedra trabalhadas, pedaços de colunas, tranqueiro, lajedos que facilmente nos ajudam a perceber que esta reconstrução deveria ter sido sobre os escombros da antiga igreja paroquial.
Também consta na tradição que na capela da Senhora das Boas Novas foi aplicada muita pedra que veio dessa igreja, assim como pedra para esta capela, quando foi construída, veio da Casa dos Melos de Vila Franca, junto ao...., um pouco mais para nordeste... Por esse motivo, sobre a pedra do entravamento cimeiro da porta e pelo lado de dentro, lê-se algo que também já referi: “Esta sala a mandou fazer (...) e sua mulher...).
Continua esta capela branquinha, de pequenas dimensões, muito simples, quase sem arte, a ser memória de uma fé que já não é muito vivida na devoção a S. Simão, embora a 15 de Agosto se realizem aqui grandes festejos. Grande acção desenvolvida para manter este documento preservado, quase como símbolo da união de Mazarefes da antiguidade, com Mazarefes da modernidade. São os mais novos, os jovens que, naturalmente com o apoio de toda a freguesia, fazem os festejos com grande animação. Nesta acção podemos recordar do nosso tempo os 2galhopas# que durante muito tempo conduziram as operações. Mais tarde, um homem natural de Vila Franca, e casado com Emília Coutinho, irmã de Monsenhor Vaz Coutinho,, muitos anos ausente em Moçambique, mas que regressou a Portugal com a família, estabelecendo-se em Lisboa, mais concretamente em Almada, procurou dar novo empurrão para que a capela não entrasse, de novo, em ruínas. Foi Casimiro Araújo, pai de duas meninas...
Apesar da pobreza desta Capela, agora não brilha tanto no meio da veiga porque os olmos lhe fazem um pouco de sombra e a escondem, os de Mazarefes, quando pensam no passado, na história, na sua origem, ainda olham com saudade para a Capela de S. Simão e todos apontam: “a nossa terra nasceu ali, isto é, a nossa comunidade, este povo, nasceu junto ao rio e teve S. Simão como seu patrono, talvez por ter sido um acérrimo defensor dos direitos humanos contra a opressão dos romanos”.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

AS ALMINHAS, Nichos, capelas e outras coisas muito simples



AS ALMINHAS, UMA TRADIÇÃO MUITO

PORTUGUESA, SOBRETUDO NO NORTE.

ALGUMAS SÃO PEQUENAS CAPELAS,

OUTRAS SÂO NICHOS E OUTRAS





APENAS UMA ESPÉCIE DE FRONTAL EM

PEDRA OU MADEIRA, COM A PINTURA

DE

ALMINHAS A ARDER E A PEDIR

CLEMÊNCIA, ORAÇÃO AO PAI ETERNO,

AOS IRMÃOS, À SENHORA DO CARMO,

OU AINDA A S. FRANCISCO PARA

LEMBRAR AS MAIS COIMUNS. ESTA

FOTO

É DE UMAS DE MAZAREFES E COM MAIS

ARTE!...

Prometo, um dia, alongar-me mais

sobre

este assuto e apresentar uma boa

colecção que a tenho.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ser Padre é ser Pai!...



Ser Padre é ser Pai!...


O padre é pai. E o pai não é proprietário dos filhos. Patrão e pai são coisas diferentes. O patrão pode não ser pai e também não é só por si dono e proprietário porque tudo tem em vista o bem comum.
“O padre não é dono da Paróquia” afirmou D. Anacleto Oliveira na Ordenação do padre Bruno Barbosa, no passado domingo.



Esta é a verdade dos factos que D. Anacleto explicou, mas não disse, a não ser que perdesse a minha concentração que a Paróquia também não é dona, nem patroa dos párocos. Isto é: queremos este e não aquele. O padre não é um objecto, não é algo que se escolhe. O Bispo não é o dono da Diocese, nem a Diocese dona ou proprietária do Bispo.
O Bispo ou o Padre são dons de Deus como a vida de cada um de nós e da nossa própria vocação à qual cada um aceita ou não o chamamento a ser isto ou aquilo.
Só Deus é o Senhor da Vida e da Vocação, por isso, a vocação é uma missão de Deus.
A propósito do Bispo ou do Padre estes são enviados que vão e vêm, vêm e vão. São missionários. Não podemos estar presos a nada, enquanto vivemos e temos que estar sempre à disposição de Deus que através dos oráculos do Senhor, que é o proprietário em absoluto, podem estar sujeitos a este vai e vem, ou vem e vai, por mais santos ou mais generosos que cada um de nós possa ser.
O que se diz a propósito do padre e do bispo, diz-se do leigo que, enquanto comprometido na Igreja, deve estar sempre disponível a pegar e a deixar, sempre fiel à vontade de Deus até para voar para o Além.


O Bispo frisou que na oração descobrimos com mais eficácia o discernimento do nosso modo de estar em igreja. AC

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dia dos Avòs


Dia dos Avòs


Olho os vossos cabelos brancos...
Olho os vossos rostos como um livro lindo que conta vidas longas e maravilhosas...
Olho os vossos olhos que revelam emoções da vida fortes e felizes...
Olho  as vossas mãos que afagaram e ofereceram dádivas...
Olho os vossos gestos e escuto as  vossas vozes  de sabedoria...
Olho para vós e sinto que os  vossos corações batem de ternura pela família...
Olho para vós e vejo beleza, verdade e bondade...
Olho para vós e vejo os  filmes das vossas lindas histórias de vida...
Olho para vós e sei que OS OLHOS DE DEUS vos contemplam  como filhos ou filhas...
Olho para vós  e apetece-me dizer:  "Sois bem-aventurados agora e sempre"...
Olho para vós  e ouço: "Felizes os que, com um sorriso gastam tempo a conversar comigo"...
Olho para vós e  percebo:"Felizes os que me ajudam a lembrar coisas antigas"...
Olho para vós e recordo "Os tempos todos da vossa vida"..
Olho para vós e recordo com muita saudade os " MEUS QUERIDOS AVÓS"...
Com muito carinho e parabéns pelo LINDO DIA...
Com muita estima,
José  Rodrigues Lima

2.014

domingo, 24 de julho de 2016

Luís Cameira nas Olimpíadas, no Brasil

Luís Cameira nas Olimpíadas, no Brasil

O nosso paroquiano, desde nascença, o prof. Luís Cameira, treinador vianense de natação é o único treinador vianense a alcançar um título europeu e quem sabe se um título olímpico.




Nesta altura encontra-se ao serviço do S C Braga, e levou uma aluna, a Tamila Holub, a alcançar um título europeu para participar nos jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, vai uma vez mais ficar na história da natação nacional, com pódio na nossa cidade, ao ver nadadora que instruiu conquistar o título europeu dos 1500m livres, no decorrer do Campeonato da Europa de Juniores, que decorreu na Hungria, entre 6 a 10 de Julho. 
A nadadora portuguesa treinada pelo técnico vianense, teve uma participação histórica, sendo considerada uma das grandes figuras daqueles campeonatos, ao vencer a prova de 1500m livres, ficando à frente de uma colega alemã e batendo o recorde nacional júnior e absoluto, retirando 18 segundos ao anterior máximo nacional; nos 800m livres, a nadadora alcançou a medalha de prata, entrando para a história da natação nacional, como sendo uma das três nadadoras portuguesas a conquistar tal feito até aos dias de hoje; nos 400m livres, Tamila bateu o recorde nacional júnior, assim como na estafeta do quarteto fez o melhor resultado.
Trata-se de um bom professor e de uma boa aluna.
Nestas andanças do Cameira cruzámo-nos um dia em Frankfurt a caminho de casa, eu de Israel e ele da Colômbia. Foi mais um dos muitos encontros na vida feliz…
O prof. Luís Cameira é, até ao momento, o único treinador vianense a participar nos Jogos Olímpicos e a alcançar um título europeu.