AVISO

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Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Casa do Zé Brasileiro

                  

                   Casa do Zé Brasileiro




Manuel Francisco dos Reis, casado com Rosa Ribeiro da Silva, moradores no lugar da Namorada, conhecido também por lugar do Souto, tiveram um filho chamado José Francisco dos Reis, nascido em 1861 que casou, em 1892, com Maria Rodrigues Leite, da família “dos Piscos”, filha de José Rodrigues Vaz e Teresa Joaquina Leite
Foram residir em casa do irmão já falecido, o Manuel Júnior, no lugar de Gavindos, onde hoje é a Casa do Necas Reis. Depois comprou aos “Vieiras”, que eram cesteiros, a casa onde hoje residem. Custou 400.000 réis.
Deste casamento nasceram 7 filhos, a saber:
Maria, a Rosa, o Manuel, a Emília, o Avelino, a Ana e o José.
MARIA - casou com o José Rodrigues de Araújo (dos Catrinos) e foi mãe de 3 filhos: a Conceição, a Maria e o Manuel.
O Manuel ficou em casa e casou com Rosa Coutinho (da Tia Deolinda do Cruzeiro) e é pai de 5 filhos para além de uma menina Olívia que morreu, a saber:
- Artur, casado com Maria Helena Rocha e pai de Filipa.
- Abel, casado com Maria de Fátima Pinto e pai de Abel Filipe.
- Maria da Conceição, casada com Manuel Costa e mãe de Paulo Jorge e Diogo José.
- José, casado com Rosalina Maltez e pai de Ricardo e Patrícia.
- Manuel, casado com Rosa e pai de Bruno Miguel e Catarina.
A Maria casou para Anha com José Lopes Novo e não tem filhos.
A Conceição e casou com um primo Manuel Rodrigues Coutinho.

ROSA - faleceu muito jovem, vítima de pneumónica,
MANUEL - casou com a Ana Barbosa (do Xico Ferreiro) e foi pai de 3 filhos: o José, a Maria e o Manuel. O José casou com a Conceição Valada e tem uma filha. A Maria casou com Manuel Pereira e tem 3 filhos, uma filha deficiente faleceu aos 19 anos. O Manuel é solteiro.
EMILIA - ficou solteira.
AVELINO - emigrou para o Brasil e por lá morreu sem voltar e deixou o filho Agostinho que é casado com Teresinha e com netos. Já nos visitou.
ANA - casou com o João Gonçalves Barreto e é mãe de 5 filhos: o Manuel, a Maria, o José, a Conceição e o Narciso.
O Manuel casou com Maria Coutinho, de Vila Franca, sobrinha do Joaquim Coutinho (o fidalgo, marido da Marta do Alexandre) e é pai de 3 filhos; Ana, Lucinda e o Pedro Avelino, que morreu afogado no rio Lima com cerca de 14 anos, a Maria que casou com Manuel Alves Pereira e não tem filhos, o José que casou com Maria do Céu Rodrigues Coutinho e é pai de 2 filhos, a Conceição que casou com António Alberto Borlido e é mãe de 3 filhos e o Narciso que casou com Albina Vaz (dos Piscos) e é pai de duas filhas.
JOSÉ - ficou em casa e casou com a Beatriz do Cunha. O José ficou conhecido pelo José brasileiro sem ter ido ao Brasil, tendo herdado a alcunha de “brasileiro” do pai, que saiu da casa dos brasileiros e esse sim devia ter estado em Minas Gerais.

O Zé brasileiro, que tinha casou com a referida Beatriz. Mais tarde levou para casa a sobrinha, filha da Maria e de José Rodrigues de Araújo, chamada Maria da Conceição Vaz de Araújo que casou com o Manuel Rodrigues Coutinho, filho do José Cordoeiro e da Deolinda do Alexandre, da casa junto ao Cruzeiro, que também não deixaram descendentes.  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A CASA DOS CATRINOS = OS ARAÚJOS=

                 A CASA DOS CATRINOS
                        = OS ARAÚJOS=

Quem deu grande ser à Casa dos Catrinos foi o Manuel Araújo, carpinteiro, casado com a Maria (Forte), dos “funfuns”, Maria Rodrigues, filha de José Afonso Forte e Maria Rodrigues, também conhecidos pelos cabanos, avós do Alípio Forte.
Eram conhecidos pelos cabanos porque “tinham as orelhas grandes” e à semelhança do boi cabano - cornos baixos e levantados nas pontas, ou o boi pereiro - cornos para o ar. Os “funfuns” foram os primeiros da freguesia a viver mais a sul de S. Simão, onde viviam as capotas, junto dos “Muros”.
Ainda conheci grandes lages de pedra talvez da primeira cabana, (casa mudada da Veiga de S. Simão?).
Os Catrinos aparecem em Mazarefes na Casa que, depois tomou o nome de “Casa do Zé do Monte”, junto à passagem de nível do comboio e que hoje é do bisneto Duarte.
Esta casa era de António Araújo, pedreiro, oriundo de Vila Fria. Donde veio, por isso, a alcunha dos Catrinos, de Vila Fria.
O filho Manuel, como carpinteiro, foi trabalhar para Lisboa, para o restauro da cidade depois do terramoto, deixando naquela casa a mulher, meia dúzia de ovelhas e uma tourinha na corte. Ela dedicava-se à salga de sardinha em casa e a vendê-la a todos os que lá iam comprá-la. Fazia bom negócio, a ponto de, quando o marido veio de Lisboa em visita, já ter comprado uns bois e um carro. Depois do primeiro abraço, à chegada, mostrou-lhe o fruto do seu trabalho e demonstrou-lhe que, se ele foi trabalhar, ela também não ficou parada e fez pela vida.








Gente simples e humilde que vivia do seu trabalho, eram uma família muito unida e todos os Domingos, desde tempos antigos, de tarde, os irmãos se reuniam na casa paterna, chegando esse costume aos nossos dias. Todos tinham de entrar, ao Domingo, na casa onde tinham nascido, ainda que os seus progenitores já fossem falecidos. De gente simples se fez gente muito honrada e de teres e haveres.
Por causa desse costume, os filhos, por exemplo: o Manuel, o José e a Antónia faziam bailes na sala da casa, no tempo da chuva ao Domingo de tarde. O Manuel Araújo, do Cruzeiro tocava concertina, a Antónia e o Zé Araújo, da Regadia, o cunhado e as cunhadas dançavam...Um dia, o senhor abade António Francisco de Matos passou e ouviu os acordes da concertina, os pulos, os ritmos de dança, o bater do tacão e comentou: “lá estão os Catrinos no catruca-catruca, a catrucar na sala”.
Quanto à casa dos capareiros que ficava dentro do mesmo quintal e era conhecida pela “casinha” até 1985, por ser casa pequena onde moraram os capareiros hoje está reduzida pela casa nova que a Maria do Céu e o marido implantaram naquele terreno.
Esta casa dos Capareiros tinha sido comprada pelo Manuel Araújo, pai de três filhos. O canto do lado poente confinava com o Abade Matos que, para aumentar o seu património, pediu ao Manuel Araújo que lho vendesse, mas a resposta ao Abade Matos foi negativa e bastante irreverente.
Voltando às origens, António Araújo casou com Maria Rodrigues em 1781 e foi pai de 8 filhos, a saber: o António, o Manuel, a Maria, a Teresa, a Joana, o Francisco, a Rosa e a Luísa.
A Luísa casou com o primo José. O José era filho de Manuel Araújo e Catarina A. Peixoto (de Vila Fria). Foi o José, filho deste casal, que casou com a prima Luísa e foi pai de 3 filhos, a saber: o Manuel (1831), o António (1835) e a Rosa (1837), falecida a 1840.
O Manuel Araújo casou com Maria Rodrigues, filha de José Afonso Forte e de Maria Rodrigues, e foram o José e a Maria, pais de 4 filhos: o Manuel (1879), a Maria (1882), o José (1885) e a Antónia (1877).


Esta Antónia casou com José Rodrigues de Araújo Amorim, da casa do monte, depois, Casa das Claras, e foi mãe da Maria, José, Domingos e Deolinda. O Domingos morreu queimado na lareira no dia de Páscoa, ao meio dia, quando a mãe preparava a sala da casa para receber o compasso pascal. Curiosamente uma sobrinha neta ficou, em dia de Páscoa, à noite, na mesma cozinha sem uma mão. O José casou para Vila Fria com Conceição Lima, de Anha e sobrinha do tio José do Couto e, deste casamento, houve 5 homens (o Manuel Artur, solteiro; o Joaquim casado em Anha e pai de duas filhas; o José, solteiro; o Martinho casado em Melgaço e pai de um casal de filhos e o Agostinho casado na Meadela e pai de duas filhas).
A Conceição morreu cedo, de doença cancerosa e o José voltou a casar com Alice das Marinhas de quem teve duas filhas: a Renata casada e mãe de 4 filhos e a Sandra mãe de uma filha.

A Maria casou com Artur Augusto Matos, de Vila Franca, familiar do Pe. João Matos de Vila Franca, e não tiveram filhos.
A Deolinda casou com Manuel Ribeiro Coutinho, da Casa dos Brasileiros e é mãe de Artur, Abel e da Maria do Céu. O Artur é padre; o Abel casou com uma prima de Mons. Sebastião Pires Ferreira, de nome Joana Isabel Pires Lourenço, e tem duas filhas (Ana Filipa e Alexandra Maria); a Maria do Céu casou com o primo José Rodrigues Gonçalves Barreto, da Regadia. Deste casamento nasceram dois filhos, o José Jorge e o Duarte.
O Manuel casou com uma cordoeira, Rosa Coutinho e foi viver para o cruzeiro para uma casa pequenina e velha que restaurou em extensão e altura, ao lado duma do cunhado José Coutinho casado com a Deolinda Coutinho, prima, filha do Alexandre.
Foi pai de José casado na Argentina com Helena de quem tem o filho Sérgio;
de Manuel faleceu solteiro e deixou uma filha,
e de Maria casada com Francisco Coutinho de Carvalho, primo, ambos já falecidos, deixaram: a Fernanda, o Avelino, o António, a Sara todos casados e com geração e ainda o filho Manuel casado, mas sem geração, assim como houve deste matrimónio mais a filha Elisabete que faleceu criança. Essa casa foi conhecida pela “casa dos catrinos do cruzeiro”, onde vive a neta Sara.


O José casou com Maria Rodrigues Leite Vaz, oriunda da casa dos brasileiros e foi pai de Conceição que casou tarde com Manuel Coutinho, oriundo da casa dos cordoeiros de cima e não deixaram geração; do Manuel casado com Rosa Rodrigues Coutinho e pai de Artur Claudino, casado nas Neves e pai de uma filha; Abel casado com Fátima Esteves Pinto e pai de um filho a viver em França; A Maria da Conceição casada em Mazarefes e mãe de um casal de filhos; o José casado em Castelo do Neiva e pai de 4 filhos; o Manuel casado com Rosa Coutinho e pai de um casal de filhos e ainda de Maria Olívia que faleceu.
A casa foi conhecida pela casada catrinos da Regadia, onde habita a nora e a neta Maria da Conceição.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

CONSELHO PAROQUIAL DE PASTORAL

Conforme consta na acta nº 10, folha 15 e 16, de 30/09/1989, na Eucaristia das 18.15h tomaram posse os membros do novo Conselho Paroquial da Pastoral perante a assembleia dominical, no final, na sacristia, se lavrou a acta e foi assinada por :



José Crispim Araújo da Silva
José Henrique Fernandes Borja Serafim
Maria dos Anjos Parente Lopes
Maria Henriqueta Sá Lopes Alves Santos
Manuel da Costa Cerqueira
Maria Cândida Marques Ferreira de Araújo
Camilo Correia
Manuel Aires Veiga de Oliveira
Fernando Meixedo Rodrigues Amado
Saul Gigante de Carvalho
Luís Pinto Sobreiro
Rosa  Amélia Morais Arriscado Rodrigues
Rosa Fernandes Parente
Maria Piedade Gonçalves
Joaquim Martins Gomes
João Carlos Carvalhido Salgado
António Machado de Castro
João Baptista Fernandes Rodrigues
Paula Cristina dos Santos Cunha
Manuel António Vila
Maria Cristina Gonzalez Tristón
João Manuel Fernandes Rodrigues
José Mendes Rodrigues Machado
José Alberto Martins Ferreira da Silva

José Pimenta Simões

domingo, 12 de fevereiro de 2017

RITUAIS DO ENTRUDO - CARNAVAL

RITUAIS DO ENTRUDO - CARNAVAL
O ENTERRO DO PAI VELHO, DANÇA DOS CARPINTEIROS E MECADAS
José Rodrigues Lima
A festa cíclica do Carnaval está presente no meio rural e urbano. Porém, é nas comunidades tradicionais que o encontramos mais genuíno, projectando-nos na ancestralidade, na memória colectiva e no inconsciente cultural.
O Entrudo é festa da abundância: “Ruge o pote e o prato”; “Haja vinho na caneca e porco na salgadeira”; “O Entrudo é comilão, se queres saber ao certo dá-me carne, vinho e pão”; “Alegria, alegrote, que está o rabo de porco no pote”.
Ainda se houve: “No Carnaval ninguém leva a mal”.
Os festejos variados encerram rituais cósmicos, de inversão, de ostentação e fertilidade.

REGENERAR O MUNDO
No dizer de Roger Caillois, a festa pretende restaurar o caos primordial, reactualizar as cosmogonias, teatralizando e mimando os gestos dos deuses e antepassados, porque o tempo mítico da desordem é um tempo criador, e necessariamente será também renovador do cosmos envelhecido. “A festa é assim celebrada no espaço-tempo do mito e assume a função de regenerar o mundo”.
As teses referentes à origem do Carnaval podem-se sintetizar em quatro: vegetalista, celta, greco-romana e medievalista.
As origens do Carnaval, perdem-se no tempo profundo da pré-história e, na naturalmente, nem todos os antropólogo aceitam as teses existentes (cf. COCHO):

VEGETALISTA
O Antropólogo irlandês J. Georges Frazer e o seu contemporâneo alemão Mannhardt estão de acordo, constituindo o que poderia denominar-se de “escola vegetalista”.
Em s´stese, Frazer sustenta que os ritos do Carnaval não são mais do que versões endoculturadas de outros ritos comuns a todos os povos primitivos pré-históricos e que estavam vocacionados a favorecer o renascimento vegetal, a fertilidade da terra e das mulheres quando chegava a Primavera.
Fazer e seus discípulos argumentam que este tipo de festas foram comuns a todos os “povos primitivos” e chegaram em forma de sobrevivência através dos “povos históricos”, de modo especial inserido nas festividades Saturnais, comemoradas pelos romanos.
A representação do enterro, ou queima do Carnaval, é mais uma forma de introduzir a morte e a ressurreição do espirito de vegetação.
A esta tese vegetalista, sobre a origem do Carnaval, apoiam-se, por exemplo, o antropólogo galego Fermim Bouza Brey e o próprio Risco. Aliás, Caro Baroja afirma que o Carnaval “queira-se ou não, é um filho, embora pródigo, do cristianismo”. Este antropólogo também disse que o Carnaval é uma festa em que se sintetizam e juntam muitos interesses, e rejeitou a teoria de que o Carnaval é uma sobrevivência dos ritos animistas ancestrais.

CELTA
A tese celta leva-nos a registar alguns dados. Assim, E.Powell sublinha que os celtas acreditam em poderes mágicos que envolviam todos os aspetos da vida e do ambiente. O ano celta achava-se, certamente, dividido em duas estações, quente e fria, sendo os períodos de transição marcados por quatro festas: Samain, Beltaine, Lugnasad e Imbolc.
No início da estação clara, Beltain, celebra-se a festa do deus Lug. Era a data das grandes assembleias druidas, em que se faziam fogueiras cerimonias.
No inicio de Fevereiro tinha a festa da purificação do fim do Inverno, IMBOLC.
Antigamente explicavam-na como sendo o começo da lactação das ovelhas. A festividade foi substituída pela festa cristã de Santa Brígida, seguida pela Festa das Candeias, como explica E. Powell, H. Hubert, F. le Roux e J. Guyonvarch.
O investigador C. Gaignebet, autor do livro “Le Carnaval. Esais de mytologie populaire” (1974), sustenta:
“Há pois motivos para perguntar por que um conjunto de ritos indoeuropeis, as purificações de raxão especial, no ínicio de Fevereiro, se conserva porventura inserido na festa celta, especialmente Imbolc”.
Sem pretendermos fazer doutrina, não será que nos rituais do Carnaval, e mesmo nas comemorações do Enterro do Pai Velho, se conjugam reminiscências ancestrais dos Celtas? É de referir que no Lindoso há bastantes marcas celtas.
Aliás, seria aprofundar o bestiário místico da quadra carnavalesca, em que figuram o urso, o boi, a vaca, o porco, o galo e outros animais, uns considerados puros e outros impuros.
Segundo alguns autores, a palavra Carnaval procede do termo “carnavale”, e este, de expressão latina “carnem lavare” (adeus carnaval), que significa retirar a carne, numa alusão ao caracter introdutório da quaresma cristã que se avizinha.
Caro Baroja introduz esta argumentação na tese sobre a origem do Carnaval Medieval. Ele mesmo demostrou a existência documental deste termo em Espanha, no século XV, concretamente no Dicionário Nebrija.

GRECO-ROMANA
É interessante fazer uma alusão às festividades greco-romanas, em honra de Dionísio, às Saturnais e Lupercais, festas de grande interesse para o estudo dos antecedentes do Carnaval.
Durante as Saturnais, os escravos e patrões trocavam e invertiam os seus papeis. A habitual ordem social sofria uma brusca convulsão, praticando-se uma infinidade de jogos; o centro de ensino e os tribunais paralisava, A atividade comercial detinha-se e os cidadãos trocavam presentes.
Organizavam-se ceias com grande consumo de vinhos. O excesso generaliza-se com orgias proibidas ao longo do ano. A distinção entre classes livres e servis estava abolida temporariamente. Nesses dias, era eleito o “Rei da Farsa”, cuja reminiscência hoje pode ser encontrada no rei do Carnaval, efígies e nos bonecos do Entrudo que acabam sendo enterrados e queimados, acompanhados por testemunhas, lamentos ou vindictas.
A modos de conclusão, podemos dizer que a festa carnavalesca com o sentido burlesco e paródico, é própria do estilo celebrações lúdicas da Idade Média, etapa da história, na que se configura como contraponto festivo aos rigores que vão vigorar na quaresma cristã. Paródia, alegria, igualdade social, álcool, regabofe, e toda a forma de excesso são elementos carnavais.
Porém, não se pode negar que determinados elementos pagão, próprios do começo da Primavera, e como a finalidade de estimular a fecundidade, não estejam incluídos nos carnavais rurais mais antigos.
O conjunto de ritos que se entrelaçam nas festividades carnavalescas, segundo o antropólogo Joan Prat, “podem ser sintetizados em cósmicos, de inversão, de ostentação e fertilidade, reafirmado a identificação coletiva”.
Para além das teses referidas, devemos acrescentar “a celta”, relembrando a festa “IMBOLC”.

MEDIEVALISTA
Os antropólogos Van Gennep, V. Risco, Bajtin e outros, defendem que o Carnaval é uma manifestação que se estrutura ao longo de uma etapa medieval da história da civilização ocidental, conforme o contexto social, politico e religioso, que decorre entre os seculos V e XV. Alias, como já afirmamos, Caro Baroja corrobora esta opinião.
Precisamente a partir do século IV começa a divulgar-se o mundo cristão o tempo litúrgico da Quaresma preparando a Pascoa, mediante a penitência e a frugalidade gastronómica e sexual. O citado antropólogo, grande autoridade nesta temática, reforça, o seu pensamento, afirmando que nos festejos carnavalescos, estudados na generalidade, e dentro do ciclo europeu, “encontram-se todos precedentes pré-históricos, pagãos e antigos, que queiram”. Porem, parece indiscutível que, como tal, O carnaval consolidou a Idade Média, debaixo da influência cristã. Esta doutrina é, aliás, confirmada pelo russo, Mijail Batjin, defendendo “que o Carnaval era, por excelência, a expressão mais sublime e espetacular dessa cultura grotesca e irreverente, que caracteriza a Idade Média”.
Ainda segundo Bajtin, “o Carnaval é a segunda vida do povo, baseada no principio do humor”.
Retomando o pensamento de Caro Baroja, diríamos que o Carnaval e uma festa de grande significação, muito para além de uma sobrevivência da adaptação de uma crença pagã. È muito mais, é quase a representação do paganismo frente ao cristianismo”. 

















Existem indicadores que convidam a encarar o carnaval moderno como uma espécie de “eco moribundo” das festas antigas do tempo das Saturnais.
O grande antropólogo Caro Baroja, autor do livro “El Carnaval”, verdadeira bíblia deste ciclo festivo, escreveu que “quando o homem acreditou de uma forma ou de outra que a sua vida estava submetida a formas sobrenaturais surgiu o Carnaval”. O mesmo investigador afirma que “o Carnaval merece respeito”, estudo e análise, não só como fonte de grandes criações plásticas, sendo de mencionar Brueghel e Goya, mas também musicais, recordando Schuman, Berlioz e Paganini.
É de referenciar a obra “Festas de loucos e carnavais” de Jacques Heers.


O ENTERRO DO PAI VELHO
O Carnaval é uma festa de todos, dos simples e dos pobres.
Uma boa oportunidade para os sisudos se extroverterem e para os grupos realizarem uma “catarse colectiva”, esquecendo o quotidiano que esmaga para reinar a alegria, com “rituais cósmicos, de inversão, ostentação e fertilidade”, reafirmando a identidade colectiva, conforme o antropólogo Joan Prat.
As festividades carnavalescas no Lindoso, aldeia do concelho da Ponte da Barca, celebrizada pela sua história e respectiva barragem premiada, revestem-se de particularidades, que lhes concedem características do Carnaval da tradição portuguesa.
         Os octogenários, eles e elas, são pontos de referência obrigatória, para ajuizar se tudo está a ser preparado conforme a tradição. Existe uma sabedoria estratégica que passa pela escolha dos carros de tracção animal, do gado, pelo jogo das campainhas, pelos jugos, pelos enfeites, pelas cantigas, pelos tocadores de concertina, pelo horário dos cortejos, pelo trajecto definido, pelos bailes, pelas dádivas comestíveis durante os desfiles, pelos "barredouros", pelos disfarces, pela choradeira na queima do Pai Velho, pelo testamento onde constam as ofertas do falecido, pelas referências de índole social e pela ocultação da escultura simbólica, como autêntico "churinga" de povos australianos.
         As festividades do Enterro do Pai Velho, que "apesar de não ter festeiros, sempre tem festa", são consideradas as mais típicas da povoação, e podemos dizer, únicas no norte do país.
         Trata-se de uma vivência ancestral, que contribui expressivamente para a "coesão social da aldeia", e para revigorar a identidade colectiva de uma povoação histórica e tradicional, que mantém vivências comunitárias.
         O cortejo, para além de outros elementos, é constituído por carros adornados, "simbólicos e chiadouros", puxados pelo melhor gado da aldeia, belamente engalanado, sendo um deles o do "Pai Velho", e o outro o "Carro das Ervas".
         O largo junto do Castelo do Lindoso, mesmo ao lado do conjunto dos espigueiros e a eira comum, é o espaço privilegiado onde se desenrolam as importantes cerimónias anuais de transição, do ciclo do Inverno, frio e estéril, para o ciclo da Primavera, mais quente e fértil, e que fazem parte do "inconsciente colectivo".
         Se pretendermos estabelecer uma rota dos cerimoniais carnavalescos, para além do Enterro do Pai Velho, teríamos que participar, também, na Dança dos Carpinteiros, na freguesia de Gandra, e nas Mecadas de Verdoejo, do concelho de Valença.
         Esta trilogia constitui o Entrudo do Alto-Minho.


A FOGUEIRA SIMBÓLICA
O grande investigador e filósofo das religiões J.Frazer, na sua notável obra “ RAMA DOURADA”, dedica um capítulo aos festivais ígneos. Afirma que em quase toda a Europa “a crença que o fogo promove o crescimento dos meses, o bem-estar dos homens e dos animais, quer estimulando-os positivamente quer evitando os perigos e as calamidades”.
Refere que os celtas tinham festivais ígneos, queimando imagens cobertas de ervas, no meio das quais os druidas encerravam vítimas.
W.Mannhart  interpreta o costume de queimar as vítimas como uma cerimónia mágica com a intenção de assegurar a luz solar suficiente para as colheitas, levando-nos a concluir a importância agrária destes rituais.
È de sublinhar a grande festa “Beltaine, (fogo de Bel),no primeiro de Maio, em honra do Deus Lug, sob aparência da luz. Era a data das assembleias druidas, em que se faziam grandes fogueiras cerimoniais.
Parece-nos que a grande fogueira que no Lindoso queima o corpo empalhado do Pai Velho, os enfeites e as ervas, tem um fundo celta.
Aliás, é de acrescentar que inúmeros ritos de purificação pelo fogo, geralmente ritos de passagem, são característicos das comunidades agrárias, e simbolizam os incêndios dos campos que se adornam , depois, com um manto verde da natureza viva, de acordo com J.Chevalier.
O fogo é, acima de tudo, o motor de regeneração e simboliza a acção fecundante.
O Padre António Vieira salienta nos “ Sermões” que “o maior”, o mais nobre e o mais nobre escondido tesouro do universo é o quarto elemento, o fogo.
É crença popular que o fogo e fumo têm a virtude de purificar os campos e os animais, e livrar os homens da influência dos maus espíritos.

A PALAVRA ENTRUDO
É oportuno referir que o Concílio de Benevento no século XI, fixou a Quarta-feira de Cinzas como limite para as festas de Carnaval.
Assim, a palavra Carnaval da expressão latina “carne vale”, que significa retirar a carne, numa alusão ao caracter introdutório da quaresma cristã que se avizinha.
A palavra entrudo deriva do latim “introitus” que significa entrada no período de contenção que é a designada quaresma cristã.
Ainda nos tempos de hoje se ouve dizer: Parece um entrudo, comentário quando uma pessoa é gorda; ou então parece uma quaresma, sublinhando uma pessoa que é magra.
Um entrudo também o pode ser uma pessoa vestida com roupa velha ou desajeitada.
Da etnografia do final do período do entrudo, e de transição para o tempo quaresmal, registamos: “Adeus entrudo, /Adeus meu entrudinho; / Até ao domingo de Páscoa, /Não comerei mais toucinho.”

José Rodrigues Lima
93 85 83 275


Bibliografia
BAROJA, Caro – El Carnaval, Madrid, Ed Taurus, 1983
COCHO, Frederico – O Carnaval em Galicia, Vigo, Edições Xerais, 1995.
FERRO, X R. Marino – “O Entroide ou Praceres da Carne”, “ Coruna, Edições do Castro, 2000.
HEERS, Jacques – Carnaval y Fiestas de Locos, Barcelona Edições Peninsula, 1988
VEIGA DE OLIVEIRA – Festividades cíclicas em Portugal, Lisboa. Publicações Dom Quixote, 1984.
IZQUIERDO, Paulino – Los origens de el carnaval, Ourense, Sociedade Cultural Albor, 1985.


ACOLHIMENTO NA COMUNIDADE PAROQUIAL

Paróquia de Nª Senhora de Fátima
Igreja Sagrada Família
Sessão 28 de Janeiro 2017
Horário – 9.30H às 11.30H

TEMA: ACOLHIMENTO NA COMUNIDADE PAROQUIAL

1 - A– Citações Bíblicas

“Acolhei-vos uns aos outros como Cristo vos acolheu para a glória do Pai” (Rom. 15,7)
“Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher a mim, acolhe aquele que me enviou” (Lc. 9, 48-50)
“Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mat, 10,40)

1B – Casos de acolhimento – Exemplos
1-        Em Londres – Catedral
2-       Numa cidade – América Latina
3-        Emigrante em França - Paris

“Olha que eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo” (Apo)

2- Pastoral do Acolhimento

São inúmeras as passagens bíblicas que mostram a importância da acolhida. São Paulo, na Carta aos Romanos (15,7), recomenda: “acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu para a glória do Pai”. Jesus escolheu e acolheu os apóstolos e discípulos para que seus propósitos se concretizassem (cf. Mt 10,1-8). Acolheu, sem discriminação ou preconceito, pessoas tidas como pecadoras, como por exemplo, cobradores de impostos (Mt 9,9-13), prostitutas (Lc 7,36-50), leprosos (Lc 17, 11-19; Mc 1,40-42) e outros tipos de doentes ou de pessoas consideradas impuras (Mc 6, 55-56). O Documento de Aparecida (DA, nn. 353-357) explica a ação de Jesus, destacando a acolhida como um serviço fundamental na Igreja. Mostra que a acolhida feita por Jesus é um gesto de amor e que só quem ama acolhe aqueles que são vítimas do desamor. A acolhida provoca transformações mútuas. Ao acolhermos, somos simultaneamente, acolhidos e essa reciprocidade é transformadora, provocadora de situações que geram outros gestos de amor.
Mas, afinal, o que é a Pastoral da Acolhida? É a Pastoral que acolhe as pessoas na comunidade paroquial. Acolher significa oferecer refúgio, proteção ou conforto. É mostrar com gestos e palavras, que a comunidade paroquial é o espaço onde se pode encontrar essa segurança. Demonstrar, na prática, como sugere Zygmunt Bauman, que “a comunidade é um lugar ‘cálido’, um lugar confortável e aconchegante”. Quando se é bem acolhido na comunidade, ela passa a representar, segundo Bauman, esse “teto sob o qual nos abrigamos da chuva pesada, como uma lareira diante da qual esquentamos as mãos num dia gelado”. Toda essa imagem figurada de segurança torna-se real na comunidade quando se é bem acolhido, porque acolher é também dar abrigo, amparar, dar ou receber hospitalidade, ter ou receber alguém junto de si. Assim sendo, a Pastoral da Acolhida vai muito além de recepcionar na porta da Igreja. Ela envolve uma rede de relacionamentos que dá sustentação e perseverança nas ações desenvolvidas na comunidade. Por isso ela deve ser permanente, continua e estar em todos os níveis e dimensões pastorais da paróquia.
Recepcionar bem na porta da igreja na hora da missa é muito importante e, talvez, seja o primeiro passo, mas a Pastoral da Acolhida não pode se limitar a essa ação. Já imaginou o que aconteceria se você desse uma bonita festa, acolhendo bem os convidados quando chegassem, mas, uma vez dentro dela, começasse a maltratá-los ou ignorá-los? Eles logo abandonariam a festa e nunca mais aceitariam seu convite. A mesma coisa ocorre na comunidade. Receber bem os que chegam para a celebração é de suma importância, mas, depois disso, vem a parte mais desafiadora da Pastoral da Acolhida: fazer com que as pessoas, que simpaticamente recebemos, continuem sendo alvo da nossa atenção e simpatia. Isso nem sempre é fácil, porque a comunidade é também lugar de conflitos e contendas. Só com o amor e o respeito humano as nossas diferenças e limitações são capazes de superar as fases mais desgastantes dos relacionamentos que ocorrem no dia-a-dia da comunidade paroquial.
Acolher é também receber o outro como ele é, admiti-lo no espaço que já estamos e permitir que se sinta à vontade. Se hoje estamos na comunidade desenvolvendo algum tipo de atividade, é porque um dia alguém também nos acolheu. Acolher é, portanto, aceitar, deixar que o outro venha fazer parte da nossa comunidade e não ver nele um concorrente, mas, sim, um colaborador, alguém que vem para somar. É também dar credito àquele que chega, levar em consideração que, se procurou a comunidade ou essa ou aquela Pastoral, é porque quer colaborar, oferecer algo de si; então, nossa missão como cristão é acolher da melhor forma possível.

3-Vida Quotidiana

A atitude de “acolhimento” está presente na nossa vida quotidiana.
Acolher alguém da família que chega a casa; acolher os amigos; acolher um vizinho; acolhemos quem nos traz uma mensagem; acolhemos aquele que bate à porta solicitando ajuda; acolhemos o funcionário dum serviço; acolhemos quem nos traz “ o correio”; acolhemos o conhecido e o desconhecido- “os pobres” acolhemos de quem sabemos o nome e ajudamos o estrangeiro, refugiados…
No Alto-Minho escutamos a frase:  “A porta está aberta e a mesa posta” manifestando a hospitalidade.
E ainda: “Não se recebe ninguém fora da porta; manda-se entrar”.
Pois na comunidade paroquial “O ACOLHIMENTO DEVE SER UMA REALIDADE VIVA” pois fazem parte da Família de Deus.
A mobilidade social hoje está facilitada e por vezes participam nas celebrações de modo especial, na EUCARISTIA, cristãos de outras comunidades.

O acolhimento é importante para todos pois é uma atitude evangélica: “Quem me recebe a mim recebe”
A missão do que pratica o acolhimento é ser autentico “ministério” ao serviço da comunidade paroquial.
Acolhamo-los a todos…



4-       Aprofundar as palavras (conceitos)
4.1 – Acolhimento
4.2 - Hospitalidade
4.3 -Convite
4.4 -Receber bem
4.5 -Empatia
4.6 -Ser simples
4.7- Aperfeiçoar a comunicação
4.8-Ter  iniciativa
4.9 –Saber ouvir
4.10 –Ajudar

       5- Prática no Acolhimento
5.1- Olhar com estima (sorriso)
5.2 – Cumprimentar (Bom dia ou Boa tarde)
5.3- Tratar a pessoa pelo nome
5.4 – Saudar Bem-Vindos
5.5 – Escutar – saber ouvir
5.6 – Dialogar
5.7 – Fornecer informação
5.8 – Acompanhar
5.9 – Ter perspicácia psicológica
5.10 – Disponibilidade (precisa de alguma criatividade)
5.11 – No final concretizar a despedida desejando boa semana e esperando encontrá-los na próxima celebração
5.12  -  Agradecer a presença na comunidade.
5.13– Sugerir próximas celebrações, horários, acontecimentos etc.

6-Sugestões gerais para a prática deste ministério do Acolhimento

Atribuições e requisitos: As atribuições e requisitos propostos pela Escola de Ministérios da Arquidiocese – EMAR, para os Ministros da Acolhida, nos levam para a prática do Ministério:1 - “Integrar a Equipe de Liturgia da comunidade, preparando em  conjunto as celebrações, com a responsabilidade específica de acolher as pessoas e favorecer um clima de bem-estar nas celebrações”.2 – Estar  atento para descobrir, acolher e integrar na comunidade os novos moradores e os visitantes.3 – Estar atento às despedidas de paroquianos que forem morar em outra paróquia/cidade.4 – Promover na comunidade um clima familiar de acolhida.5 – Formar na comunidade a Equipe de Pastoral da Acolhida.6 – Ter espírito ecumênico e de diálogo religioso”. 2. Características do Ministro da Acolhida: A esta altura, já se deve ter percebido a diferença entre o “recepcionista” e o Ministro da Acolhida. O primeiro pode até cumprir uma função, o segundo deve exercer uma missão, uma vocação de caráter permanente e necessário para a comunidade. Nesse sentido, são importantes algumas características do Ministro como servidor do Povo de Deus e, portanto como construtor do Reino de Deus; dar razões e testemunho da própria esperança e da própria fé; manifestar vibração pela pessoa de Jesus, pela causa do Reino e pela vida da Igreja; ter profunda caridade apostólica, feita de atenção, ternura, compaixão e disponibilidade para com os irmãos e irmãs; ter tolerância e respeito pelas ideias diferentes das outras pessoas;  alegrar-se com quem se alegra, sofrer com quem sofre; amar os pobres como os preferidos de Deus; valorizar as pessoas em sua individualidade (nome, necessidades, situação...); ser cordial e hospitaleiro; não fazer distinção de pessoas (Tg 2, 1-4), pois todos somos iguais e irmãos em Cristo (Gal 3, 28); receber cada irmão e irmã como se recebesse o próprio Jesus (Mt 25, 35); acolher as pessoas como se fosse o próprio Jesus que estivesse acolhendo alguém (Mc 1, 29-34; Lc 19; 1-10; 18, 15-17; 24, 13-35; Jo 4; Rm 15, 7); seguir o exemplo da Virgem Maria, que acolheu em si a palavra do próprio Deus (Lc 1, 38); imitar as irmãs Marta e Maria, que receberam Jesus em sua casa (Lc 10, 38-39); ir em busca da ovelha desgarrada, da moeda perdida e do filho pródigo (Lc 15, 1-32).3.Testemunhos de Ministros da Acolhida: Os próprios Ministros da Acolhida sentem necessidade de espiritualidade e assim se manifestam: “ Nós, os Ministros da Acolhida, precisamos cultivar uma espiritualidade muito forte para exercer bem o nosso ministério. Por isso precisamos iluminar a nossa vida com a Palavra de Deus, buscar em Jesus o exemplo inspirador e deixar-nos guiar pelo Espírito Santo, sempre em comunhão com a Igreja”.“Quando acolhemos alguém, estamos vivendo nossa fé que nos leva a ver um irmão naquele que acolhemos e a ver Jesus que vem nele”. “Além disso sabemos que o nosso coração tem muita força nesse assunto de acolhida pois acolher  - é receber as pessoas com  um movimento afetivo para com elas – a fim de fazer que possam sentir-se bem na comunidade”.


Final- “Onde dois ou três se reunirem em meu nome, EU estarei no meio deles (Mat 18)