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Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Uma ética da Mãe Terra, nossa Casa Comum

Uma ética da Mãe Terra, nossa Casa Comum
12/03/2017
É um fato cientificamente reconhecido hoje que as mudanças climáticas, cuja expressão maior se dá pelo aquecimento global é, num grau de certeza de 95%, de natureza antropogênica, Quer dizer, possui sua gênese num tipo de comportamento humano violento face à natureza.



Este comportamento não está de sintonia com os ciclos e ritmos da natureza. O ser humano não se adapta à natureza mas a coage a se adaptar a ele e a seus interesses. O interesse maior que domina já há séculos se concentra na exploração desapiedada dos bens e serviços naturais em vista da acumulação ilimitada. Junto a isso segue a dominação de outros povos, o colonialismo e o imperialismo.
A forma como a Mãe Terra demonstra a pressão sobre seus limites intransponíveis é pelos eventos extremos (prolongadas estiagens de um lado e enchentes devastadoras de outro, nevascas sem precedentes por uma parte e ondas de calor insuportáveis por outra parte).
Face a tais eventos, a Terra se tornou o claro objeto da preocupação humana. As muitas COPs (Conferência das Partes), organizadas pela ONU acerca do aquecimento global, nunca chegavam a uma convergência. Somente na COP21 de Paris, realizada de 30 de novembro a 13 de dezembro de 2015 se chegou, pela primeira vez, a um consenso mínimo, assumido por todos: evitar que o aquecimento chegue aos 2 graus Celsius. Lamentavelmente essa decisão não é vinculante. Quem quiser pode segui-la mas não existe nenhuma obrigatoriedade nem penas, como o mostrou o Congresso norte-americano que vetou as medidas ecológicas do Presidente Obama. Agora o Presidente Donald Trump as nega rotundamente como algo sem sentido e enganoso. Esse negacionismo da maior potência do mundo é ameaçador para todos e para a Terra.
Está ficando cada vez mais claro que a questão é antes ética do que científica. Vale dizer, a qualidade de nossas relações para com a natureza e para com a Casa Comum não eram e não são adequadas, antes, são destrutivas.
Citando o Papa Francisco em sua inspiradora encíclica Laudato Si: sobre o cuidado da Casa Comum” (2015): “Nunca maltratamos e ferimos a nossa Casa Comum como nos últimos dois séculos… Essas situações provocam os gemidos da irmã Terra, que se unem aos gemidos dos abandonados do mundo, com um lamento que reclama de nós outro rumo”(n.53).
Precisamos, urgentemente, de uma ética regeneradora da Terra. Esta deve devolver-lhe a vitalidade vulnerada a fim de que possa continuar a nos presentear com tudo o que sempre nos galardoou. Será uma ética do cuidado, do respeito a seus ritmos, da compaixão e da responsabilidade coletiva.
Mas não é suficiente uma ética da Terra. Precisamos fazê-la acompanhar por uma espiritualidade. Ela lança suas raízes na razão cordial e sensível. De lá nos vem a paixão pelo cuidado e um compromisso sério de amor, de responsabilidade e de cuidado para com a Casa Comum. Bem o expressou no final da encíclica do bispo de Roma, Francisco, ao enfatizar “uma paixão pelo cuidado do mundo, uma mística que nos anima com uma moção interior   que impele, motiva e encoraja e dá sentido à ação pessoal e comunitária”(n.216).
O conhecido e sempre apreciado Antoine de Saint-Exupéry, num texto póstumo, escrito em 1943, Carta ao General “X” afirma com grande ênfase: ”Não há senão um problema, somente um: redescobrir que há uma vida do espírito que é ainda mais alta que a vida da inteligência, a única que pode satisfazer o ser humano”(Macondo Libri 2015, p. 31).
Num outro texto, escrito em 1936, quando era correspondente do “Paris Soir”, durante a guerra da Espanha, leva como título “É preciso dar um sentido à vida”. Aí retoma o tema da vida do espírito. Aí afirma:”o ser humano não se realiza senão junto com outros seres humanos, no amor e na amizade; no entanto, os seres humanos não se unem apenas se aproximando uns dos outros, mas se fundindo na mesma divindade. Num mundo feito deserto, temos sede de encontrar companheiros com os quais con-dividimos o pão”(Macondo Libri p.20). No final da “Carta do General “X” conclui: “Como temos necessidade de um Deus”(op.cit. p.36).
Efetivamente, só a vida do espírito confere plenitude ao ser humano. Ela representa um belo sinônimo para espiritualidade, não raro identificada ou confundida com religiosidade. A vida do espírito é mais, é um dado originário de nossa dimensão profunda, um dado antropológico como a inteligência e a vontade, algo que pertence à nossa essência. Ela está na base do nascimento de todas as religiões e caminhos espirituais.
Sabemos cuidar da vida do corpo, hoje uma verdadeira cultura com tantas academias de ginástica. Os psicanalistas de várias tendências nos ajudam a cuidar da vida da psiqué, para levarmos uma vida com relativo equilíbrio, sem neuroses e depressões.
Mas na nossa cultura, praticamente, esquecemos de cultivar a vida do espírito que é nossa dimensão radical, onde se albergam as grandes perguntas, se aninham os sonhos mais ousados e se elaboram as utopias mais generosas. A vida do espírito se alimenta de bens não tangíveis como é o amor, a amizade, a convivência amiga com os outros, a compaixão, o cuidado e a abertura ao infinito. Sem a vida do espírito divagamos por aí, sem um sentido que nos oriente e que torna a vida apetecida e agradecida.
Uma ética da Terra não se sustenta sozinha por muito tempo sem esse supplément d’ame que é a vida do espírito. Ele nos faz sentir parte da Mãe Terra a quem devemos amar e cuidar.
Leeonardo Boff é articulista do JB online e autor de Ética e Espiritualidade: como cuidar da Casa Comum, Vozes 2017.


sábado, 11 de março de 2017

Sou Lusitano? Não recordo onde encontrei ou se eu sou o autor, mas subscrevo


Sou Lusitano?





Os Portugueses na sua maioria são descendentes de Lusitanos. Os Lusitanos eram um povo da mistura de celtas e iberos que viveu na parte ocidental da península ibérica que correspondia hoje a Portugal e a Espanha.
Sobretudo este povo fixou-se entre o Douro e o Tejo limitados a norte pelo galaico e alturas de província romana da Galícia, ao norte eram os Béticos e a oeste os Celtiberos.
Viriato foi um dos principais líderes que resistiu às invasões romanas. Os romanos tiveram muitas dificuldades porque os lusitanos com o seu chefe Viriato não foram fáceis de serem vencidos, antes pelo contrário causaram baixas aos romanos e resistiram durante o tempo necessário para os romanos se sentirem bem humilhados.




Segundo autores mais modernos defendem a tese que os lusitanos eram um povo pré-celta como o provam documentos escritos encontrados no território português escritos em língua lusitana, embora só existam três inscritos lusitanos mais tardias e todos já um alfabeto latino.




Apesar de ser um povo hábil na luta da guerrilha usando o punhal, a espada e o dardo, tudo em ferro e a lança em bronze, soube vencer e humilhar os exércitos poderosos de Roma.
Já era um povo evoluído usando os banhos de vapor, comiam uma vez por dia , praticavam sacrifícios humanos, sacrifícios a Ares, deus da guerra, não só prisioneiros, como cavalos e bodes. Comiam pão de bolota, bebiam água e leite de cabra. O vinho era só para as festas familiares uma espécie de cerveja, usavam a manteiga em vez do azeite e comiam encostados às paredes. Usavam cabelos cumpridos e flutuantes, embora em combates os prendessem.
Dedicavam-se à ginástica, faziam equitação (daí o cavalo lusitano) e bailavam em danças de roda, de mãos dadas, ao som de flautas e córnea ou trombetas e dormiam no chão sobre feno e usavam barcos feitos em couro ou troncos de árvores.
As lutas com os romanos só acabaram depois de à traição terem morto Viriato, mas, mesmo assim, ainda levou algum tempo Décimo Júnio Bruto veio de Roma e só depois é que conseguiram marchar sobre o monte até ao nosso Rio Lima. Tudo foi difícil e só nos anos 60 A.C. Júlio dá o golpe de misericórdia ao fim de 150 anos de brava luta.
A última resistência teria sido no monte medúlio que há quem afirme ter sido a serra d´Arga ao rio Minho, depois os defensores se suicidaram preferindo a morte à escravidão romana.
Estrabão escreveu que os lusitanos eram “a mais poderosa das nações ibéricas e que entre todos por mais tempo deteve as armas romanas”.
Camões deu ao à sua epopeia nacional o nome de “Lusiadas” em sua honra.




A vestimenta do homem era preta e de lá grosseira ou pelo de cabra. Usavam a condenação à morte. Esses eram lançados em precipícios.
O primeiro passeio que dê será fazer uma visita à terra de Lorica que os visigodos deram o nome de Loriga, terra de Viriato a sudoeste da Serra da Estrela actualmente no conselho de Seia, em honra não só de Viriato, mas também dos nossos antepassados lusitanos de quem descendemos.
Em 1511 nasceu João Rodrigues Castelo Branco que foi um médico insígne. O seu mal era ser judeu e foi dar o melhor de si como grande cientista com o prudivino Amado Lusitano.


sábado, 4 de março de 2017

Servir, servir, servir… V

Servir, servir, servir… V

“Eu vim para servir” é o tema da Carta Pastoral do nosso Bispo a todos diocesanos repetindo as mesmas palavras proferida por Cristo em Cafarnaum. Ao iniciar esta quaresma eu como fiel chamado por Deus, com Deus no coração, sinto-me servo.
Afirmo  “vim para servir” desde que fui ordenado sacerdote e enviado para a Serra D`Arga em 1972 e em 1978 para esta Paróquia.




No entanto, se fizer uma paragem e fizer silêncio em mim, ouço sempre algo que me falta.
O que me falta é servir, servir… fico muito aquém do que Deus me pede e os paroquianos. Preciso de perdão. Faço tudo por servir, mas faço tão pouco que fico muito longe como baptizado e como padre.
Gostava também de que, nesta quaresma, parássemos todos um pouco porque afinal todos fomos chamados ao Reino de Deus e todos temos responsabilidades quer como participantes no sacerdócio comum dos fiéis através do baptismo, como participantes do sacerdócio ministerial do sacramento da ordem com os que me ajudam, mesmo com o nosso Bispo.




Eu quero servir, há algo que não me deixa servir, há quem não me deixe chegar onde queria, onde me parece que seria a vontade de Deus que eu chegasse.
Reflectindo bem e tendo lido a carta Pastoral “Eu vim para Servir”, eu quero afirmar “Eu vim para servir”, mas não sou divino, sou humano como os outros, embora com a carga, o peso duma escolha, chamamento e envio diferente do comum dos fieis com o qual me comprometi e a quem devo fidelidade.
Que Deus Nosso Senhor, a comunidade cristã e a Igreja em geral me perdoem pelas minhas falhas na entrega aos outros porque sou um servo indigno de Deus que eu amo e adoro.


Pe. Artur Coutinho


sexta-feira, 3 de março de 2017

Casa dos Araújos Amorins

Casa dos Araújos Amorins

A Casa do Monte começou por ser a Casa dos Araújos, em 1789, com António Gonçalves Araújo (Amorim) que, nesse ano, casava com Maria Rodrigues (filha de Custódia Rodrigues, solteira), para a casa que se situava na Conchada.
O António Araújo veio de Chafé, e era filho de Manuel Gonçalves Amorim do Rego e de Fernanda Araújo da Silva.
Do casal houve sete filhos: a Maria (1790), o José (1791) que faleceu, o António (1792), o José (1794), (bisavô do Duarte Coutinho Barreto que restaurou a casa) a Teresa (1795), o João (1798), e a Rosa (1802).

 O João ficou em casa e consorciou-se com a Maria Teresa de Jesus de quem teve apenas 2 filhos: António e Maria Rosa.

I-     ANTÓNIO (1836) casou com Maria Alves, filha de Manuel José Barbosa e Maria Alves, (de Vila Fria) e foram os pais de Manuel, António (1878), Maria (1872), José (1876), Domingos (1880), Clara (1982), e de Ana (1987), dos quais sabemos:



           António - casou para o Ribeiro com Maria Rosa Fernandes, irmã do Dr. Ferreira de Vila Fria, da família Caroças, do lugar da Cavagem e teve 4 filhos: Maria, Maria Deolinda, Conceição e Manuel.

            A Maria Rodrigues Amorim casou com José Augusto, carteiro. Vivia no Ribeiro, ao lado da Quinta e Casa que foi da Marta do Alexandre e teve 1 filho, o Anselmo, que foi para o Brasil onde casou com uma brasileira de nome Maria Estela (ou Maristela).

            O Manuel casou no Brasil com uma senhora Estela da qual teve dois filhos (o Maurício e a Estela

            A Conceição casou com José Rodrigues, de Darque e foi mãe de 5 filhos: a Maria, o Manuel, António, a Maria de Lurdes e o Mário.
 - A Maria casou com Augusto Marques e é mãe da Elisabete, casada com Valdemar e com 2 filhos: Filipe e a Patrícia,
- O Manuel R. Amorim casou com Lucinda Mesquita, de Sta. Marta, e foi mãe de 3 filhos (o Rui, o Paulo e a Anabela);
- O António é casado com Ana Lopes e pai de Eric;
- A Maria de Lurdes casou com o cunhado do irmão, o Manuel Mesquita de Sta. Marta e foi mãe de 4 filhos: o Ricardo, o Vitor (casado com Isabel e pai de Sara e Laura), o Sérgio e a Paula (casada com Artur Pinto e mãe de Cristiano e Joana).
- O Mário faleceu solteiro e sem geração.

            A Maria Deolinda casou com José Ferreira Silva, de Anha, e teve 8 filhos. Vivia ao lado da casa dos pais, no Ribeiro. Dos filhos da Deolinda sabemos:
-     o Valentim, casado com Palmira e pai de 4 filhos (Fernando casado com Fátima Pereira e pai de Sanbrine e Laetitia,  Augusta casada José Manuel Pereira e mãe de David, Fátima casada com Alberto Martins e mãe de Carla casada com Paulo Queirós e de Cédric  Carlos casado com Maria José Guerreiro e pai de Miguel e Cátia, casada com Albino Gomes);
-     o Jorge, casado com Irene Ferreira de Mujães e pai de 4 filhos (Jorge casado com Emília Jácome e pai de Karina, Manuela, Fernando  casado com Rosa Pinto e pai de Tatiana, Maeva e Irina e Isabel casada com Philippe Nourry);
-     a Fátima, casada com Fernando Miranda e mãe de 4 filhos (Paulo Jorge, Carlos Miguel casado com Ana Lopes e pai de Laura, Alberto Filipe e Fernanda);
-     o José, casado com Margarida de Sta. Marta e pai de 2 filhos (o Nuno e o José Carlos);
-     o Manuel, casado com Lurdes Morais, de Outeiro e pai de 2 filhos: o Carlos casado com a Sílvia e o Frederico;
-       o Carlos casado com Cândida de Sta. Marta e pai de 2 filhos: Sara casada com Roberto e mãe de Rafael e o António casado com Natália e pai de um filho.
-    e o  António, casado e é pai de um filho chamado Miguel.
-     o Augusto casado com uma francesa, a Patrice e pai de 3 filhos: da Cristele Jean e mãe da Marine e Lou-Anne, da Virginie e de Marybelle.


      Maria - foi para a casa dos avós maternos, em Vila Fria, a conhecida “Casa do Couto”. Não teve filhos.

      José - casou com Antónia Rodrigues Araújo, dos Catrinos, bisavós do Duarte.
antes da chegada do compasso, após o fogo da lareira ter chegado à sua roupa.  Curiosamente, em 1965, uma sobrinha, na mesma lareira, e em dia de Páscoa, às 10 horas da noite, ficou sem a mão esquerda por rebentamento de uma bomba de foguete.


            - O José que casou com Conceição Lima e foi para casa da tia casada com o Couto, em Vila Fria. Deste casamento nasceram 5 filhos varões (Manuel Artur, José Joaquim, José, Martinho e Agostinho). A Conceição morreu de doença cancerosa e o José casou 2ª vez, com Alice Ferreira, de Belinho, de quem teve mais duas filhas (Sandra e Renata).
            - A Maria que casou com Artur Matos, de Vila Franca, sobrinho do Pare João Matos e do Dr. João Matos, do campo de futebol do Vianense e ainda primo do abade Matos de Mazarefes. Do casamento não teve filhos. Casados viveram toda a vida na Casa da Quinta dos Oliveiras, comprada pelos seus pais.
            - A Deolinda que casou com Manuel Ribeiro Coutinho e teve 3 filhos (Artur, Abel e Mª do Céu). Ficou na casa onde nasceu a família Araújo, oriundos de Vila Fria, vulgo, “catrinos”.





         Domingos - casou para Vila Fria, com Ana Lima, de Anha. Em Vila Fria foi viver para a casa que o irmão Manuel tinha comprado quando estava para casar com a do Fornelos. Teve 2 filhos: o José e o António.
      -  O José casou com Maria Clara, e foi pai de 4 filhos, nascidos na Cavagem, onde vivem: o Miguel, Maria Alice, o António e Maria Goreti.
- O Miguel casou com Maria da Conceição Cambão e é pai de Patrícia; a Maria Alice casou com Aníbal Gomes e é mãe de José Miguel e Luís; o António casou com Manuela Correia e pai de Carla e César; e a Goreti casou com José Miranda e é mãe de Paulo e Diana.

 - O António casou para Anha com Rosa do Carmo Lima e criaram 7 filhos, no lugar de Noval: Ana, Joaquim, Mª. Conceição, Rosa, José Carlos, Maria do Carmo e Luís António.
                  - A Ana Maria casada com António Cunha e mãe do Humberto; o Joaquim que casou com Goreti Cunha, de Viana e é pai de Pedro; a Maria da Conceição que casou com Alberto Varajão e é mãe da Joana; a Rosa Maria que está solteira; o José Carlos que casou com Maria da Conceição, de Águas Santas e ainda não tem filhos; a Maria do Carmo e o Luis António que ainda são solteiro.

A casa do Domingos ficou para o filho José e deste para o neto Miguel.

         Clara - casou com Manuel Pereira, de Vila Fria, e ficou em casa. Do casamento resultaram 4 filhos e uma filha, a saber:
            -  O José que foi o primogénito e morreu criança.
            -  O José  (com o mesmo nome do irmão falecido) que morreu solteiro.  Fazia vinhas de arame e morreu de acidente ao cair de uma meda de palha.
            - O António que casou com Maria Coutinho e foram os pais de uma menina, de nome Rosa, casada com Vasco Bandeira e mãe de 2 filhos: António Alberto e José Rui.
            - O Manuel que casou com Maria Barreto e não tem filhos.
            - Maria que casou com José Forte. Foram pais de Deolinda que casou com um jovem de Alvarães.

              Ana - casou com Manuel Forte (o Barrolo). Foi mãe de 5 filhos, a saber:
            - A Maria que morreu solteira e viveu sempre em casa.
            - A Deolinda que casou com António Forte e foi mãe de 3 filhos, criados na casa junto à estrada nacional que liga Darque a Vila Verde. Esta casa foi comprada aos Zabumbas. A Deolinda foi mãe de Maria Teresa, José e Maria Augusta. A Maria Teresa casou com António da Silva e são pais de Jorge Ricardo e Maria Elisabete. O José casou com Maria Ester e são pais de Paulo Ricardo e Sara Manuela. A Maria Augusta casou com António e são pais de Rafael. 
            - A Rosa que casou com José Cunha e foi mãe de 3 filhos. Foi viver para a casa do marido, na Regadia. Um filho da Rosa, o António faleceu jovem e de acidente de viação; ficaram duas filhas, a saber: a Idalina casada com o Porfírio Silva e mãe de Filipa, Vasco e Diana, e a Maria casada para Vila Franca com José Luis e mãe de Marcelo e Elisa. 
            - O Manuel que casou para Vila Fria com Maria da Conceição Ferreira e foi pai de 1 filho chamado Manuel, casado com Mª Olívia Coutinho Forte, de Mazarefes.
       - O José que casou com Cândida Araújo, de Anha e ficou em casa, onde criou 3 filhos. Um destes filhos faleceu com 7 anos de idade, restando vivos a Mª de Fátima (casada com Francisco Matos de Barros e mãe de Pedro Duarte e Miguel) e o Manuel (casado com Cândida Barbosa e pai de Ana Catarina e Raul).


        *Manuel tinha comprado uma casa em frente à igreja de Vila Fria morar depois de casar com uma noiva da Meadela da família Fornelos, mas morreu de paixão porque ela, na hora, lhe faltou.

   II - MARIA ROSA DE JESUS (1838) que casou com Manuel de Matos, filho natural de Violante, solteira, a “zabumba”. Foi pai de Manuel Amorim de Matos que, por sua vez, casado com Maria Rodrigues Calheiros, foi o pai de Rosária (nascida em 1909, e ainda de boa saúde), e de mais quatro homens: o Albino, o António, o Artur e o Manuel.

      

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Casa dos Claras

Casa dos Claras
Apontamentos que completam ou vão completar outros em relação ao cruzamento de famílias –                                                por actualizar em 2017

Foi conhecida pela Casa da Clara, a única mulher de nome Clara ao seu tempo a única residente na terra e na casa onde nasceu, e deu origem aos Araújos Amorins, motivo pelo qual deu o nome à Casa.
Depois, tendo casado e de ter sido mãe de três filhos varões e de uma filha , surgiu o nome no plural, “A Casa dos Claras”, como hoje é conhecida.



Esta casa situa-se à Rua Manuel Vaz Coutinho, um antigo caminho que unia a Conchada, o Montezelo e a Repeidade  à igreja paroquial, Boas-Novas, à Regadia, ao Redondelo e também a Vila Franca até à cruz de pau. A primitiva casa ficava mais dentro do terreno e deveria ter surgido nos finais do séc. XVIII. Era inicialmente muito pequena e térrea mas, no tempo de infância da Clara (nascida em 1882) foi erguida no actual local, tendo para isso contribuído, ainda, o trabalho infantil da Clara, à frente dos bois, para arrastar do Monte a pedra necessária à sua construção. 
A Clara casou com António Pereira, de Vila Fria, agricultor e construtor de vinhas com arame. Este casal teve 5 filhos, como vem descrito no capítulo “Casa dos Araújos Amorins”.
Este casal teve 5 filhos: o José que foi o primeiro e morreu criança; depois outro José que veio para o lugar do primeiro, solteiro, e morreu já com boa idade, mas de acidente caindo de uma meda; o António que casou com Maria Vaz Coutinho, conhecida pela “Russa” , alcunha que herdou da mãe, e pais de uma filha chamada Rosa que por sua vez casou com Vasco Bandeira e deram ao mundo dois filhos, o António Alberto e o José Rui; a Maria que casou com o José da Cunha Forte e foi mãe da Deolinda casada com José (de Alvarães) e mãe de um casal de filhos; e o Manuel que casou com Maria Barreto e não tem filhos.



A casa dos da Vila

A casa dos da Vila
Apontamentos que completam ou vão completar outros em relação ao cruzamento de famílias – por actualizar em 2017
O “José da Vila” foi a pessoa mais antiga que conheci da família do lado que, para além de serem vizinhos, são ainda familiares. Vamos todos entroncar em António Francisco dos Reis, casado em 1756, vindo de Alvarães casar em Mazarefes com Maria Rodrigues, de Gavindos, junto do Vermoim de Baixo e Coibindos.
O José da Vila, de nome José Francisco Ferreira dos Reis, casado com Joana Fernandes Oliveira de Stª Marta, a 29 de Outubro de 1885, era filho de Manuel Francisco Ferreira dos Reis, natural de Viana do Castelo, de Stª Mª Maior, onde foi baptizado, neto de João Francisco dos Reis e Maria das Dores, moradores em Viana, ao lado da Doca, junto ao armazém do Cerqueira, e junto à garagem da SINCA-Cordoeiros. A sua mãe era Ana Ribeiro que casou para a casa do bisavô do marido António Francisco Reis e avô, Manuel Francisco Reis. Ela era natural de Mazarefes e filha de José Pereira Pinto, que veio a falecer em 1900 e de Teresa Ribeiro. A Ana Ribeiro morreu com 37 anos, em 23 de Maio de 1890 depois de ter casado aos 32 anos, em 16 de Julho de 1884, pelo que esteve casada apenas 5 anos. Morreu ao dar à luz a filha Maria.
O Manuel trouxe o pai de Viana para Mazarefes e aí nasceu a casa dos da Vila para a distinguir da casa dos Brasileiros.



Do casamento nasceram 2 filhos: o Zé, conhecido pelo Zé da Vila e a Maria, nascida a 17 de Abril de 1890, conhecida por Maria Russa que casou com José Rodrigues Vaz Coutinho.
O João Francisco dos Reis era filho de Manuel Francisco dos Reis e Maria Rodrigues dos Reis. O pai do Zé da Vila era primo do Miguel Francisco dos Reis e bisneto, pelo lado do Pai do António Francisco dos Reis, dono duma casa Térrea na esquina do lugar, (3) e de Maria Rodrigues da Rocha (1). Os pais eram primos carnais pelo lado da mãe, era neto de João Gonçalves Rato e de Maria Rodrigues dos Reis. Tinha um irmão com o mesmo nome do pai. Era ainda bis-sobrinho  de Manuel Francisco da Rocha, o Brasileiro, proprietário da casa grande.
O “Zé da Vila” e a “Maria Russa” ficaram órfãos de mãe antes dos 4 anos, de modo que o tio, pai do Miguel, Manuel Francisco dos Reis que esteve no Brasil com o tio Manuel Francisco da Rocha, deve ter tomado conta do sobrinho, pois a sobrinha Maria, foi educada pela Tia Freirinha, ou ajudado o pai a criar os filhos. As casas tinham ligação interna e ficavam as cozinhas apenas separadas por uma parede com porta de passagem no local da mesma do lado da casa dos brasileiros existe um armário embutido. O saleiro servia as duas casas separado apenas por uma fina pedra que ainda conheci em criança.
A “Maria Russa” casou com o José Rodrigues Vaz Coutinho, (irmão do António que casou com a prima do cordoeiro da capela e veio para a casa dos brasileiros) e foi mãe de Emilia (casada e mãe de duas filhas), Maria (casada e mãe de uma filha), Rosa casada e mãe de um filho, (Deolinda casada, mas faleceu sem geração), Manuel (Sacerdote com a dignidade de Monsenhor), Madalena (casada e mãe de um filho), Abel (faleceu solteiro de acidente no Brasil, José (casado e mãe de uma filha); e o único irmão, o José, casou com Joana Oliveira, de Stª Marta que também conheci, e foi pai de Manuel casado para Santa Marta e pai de um casal de filhos, José casado com a prima Madalena e pai de um filho, o António casado para Vila Fria e pai de 2 filhos, a Rosa casada para as Neves e mãe de uma filha e filhos e o Avelino casado também com uma prima e pai de José Avelino, João, Manuel, todos casados e com geração e Abel que faleceu de acidente. Voltando atrás o primo Miguel, da casa do lado norte, estava solteiro. O Miguel resolveu casar aos 52 anos, com Maria Pereira da Cunha que, pelo que consta, a mulher não levava boa vida, ou sofria de depressões e deitou-se afogar no poço da casa, um dia em que havia uma feira em Vila Verde para onde estava o primo Zé da Vila e o marido, Miguel Francisco dos Reis, de bicicleta. A notícia do seu afogamento deu-se no fim da missa de Domingo. Toda a gente soube, pois era Domingo e havia muita gente na igreja.
O Miguel teve com ele o sobrinho de quem era tutor, o José Pitta Reis que era órfão de mãe, filho de Manuel Francisco Reis Júnior, seu irmão, casado em Darque com Rosa Pitta Bezerra; queria ele que este sobrinho casasse com a sobrinha Maria, filha da irmã Ana Ribeiro da Silva e seu marido António Rodrigues de Araújo Coutinho, o Cordoeiro, da Casa das Boas Novas. Foram infrutíferos os esforços feitos pelo tio Miguel com esse projecto e o sobrinho não teve outra solução senão abandonar o tio quando pôde para ir para Mato Grosso, no Brasil, e vir depois a casar com quem pretendia que era a Rosa Sá Freitas Lima, de Darque.
Por outro lado, o Zé do Cordoeiro, louvado de profissão, estava interessado em casar o filho João com a referida Maria, sua sobrinha em continuação com o pai dela e seu irmão, o António, o tio Miguel não estava muito pelos ajustes e como estava pesado de anos e queria alguém que lhe fizesse companhia procurou então o casamento da sobrinha Maria com o primo, António Rodrigues Vaz Coutinho, filho dum irmão do pai, do Alexandre, tio também da referida sobrinha e os dois foram viver com ele. No entanto, ele morreu pouco depois, em 19 de Agosto de 1922. O Miguel fez testamento a favor de A. R. V. Coutinho e Maria Ribeiro da Silva Coutinho. Foram testemunhas o pai do Zé da Vila e o Zé da Vila.
1- O Manuel Francisco dos Reis faleceu cedo. A mãe, Maria Rodrigues, isto é, a esposa fez testamento, em 1856, a favor dos 4 filhos ainda vivos o Manuel, o António, a Maria e o João. Ficaram 50 missas pelo filho Pe. Jerónimo e 10 missas pelo tio Manuel Francisco da Rocha.
O Manuel, casado e em sua companhia, o António casado nesta freguesia, a Maria casada para Vila de Punhe com José da Silva Quintas e João Francisco dos Reis, casado para Viana, e como avó do Jerónimo que foi casar em Vila Franca e andava a estudar para Padre, deixou-lhe um campo para o património. Faleceu a 29 de Outubro em 1863, neste lugar da Namorada, com 81 anos. O João ficou tutor do irmão Jerónimo (o que foi para Vila Franca) quando morreu o pai, pois tinha apenas 17 anos.
2- O Manuel Francisco da Rocha, solteiro, fez testamento a favor dos filhos da irmã, casada com António Francisco dos Reis, apenas excluindo o sobrinho José, ausente na Galiza, por ser um sobrinho muito rebelde e ingrato e àqueles sobrinhos que se opusessem a esta condição. Deixou as casas em que vive e o dinheiro dividido por todos.
À vizinha Maria Rodrigues, mulher de José Afonso Forte deixou 50.000 reis de esmola, à Maria Miranda, mulher de João Ribeiro Gomes, 30.000 reis, à Criada, Senhorinha Rodrigues à conta da soldada 130.000 reis, à Criada Maria Gomes, 70.000 reis e uma leira da "Virinha", no lugar de Ferrais com obrigação de dar 1.200 reis à Senhora do Terço, da Capela do Espírito Santo, de Barcelos. No testamento exige que lhe sejam celebradas 615 missas e um ofício de 50 padres (1818).
3- O António Francisco dos Reis exigiu por testamento 3 ofícios de 7 padres, no funeral, no 30º dia e no ano e 228 missas: por sua alma (150), pela mulher Maria Rodrigues, sogra Maria Rodrigues, cunhada Joana Rodrigues, tia Joana, e tia Teresa Rodrigues, os pais - Gaspar Francisco dos Reis e Teresa Lourença e o terço ao filho Manuel Francisco dos Reis que vivia com uma demente. (1816).
4- O Miguel casou aos 52 anos com Maria Pereira Cunha, em 1912.
A Maria Rodrigues dos Reis nasceu em 1782, faleceu em 1863, com 81 anos, filha de João Gonçalves Rato e de Maria Rodrigues dos Reis, moradora no lugar da Namorada, a nossa casa.
O Manuel Francisco dos Reis compra uma casa pequena a José Barbosa e Joana Alves Correia que possuía na esquina do lugar por 18.000 reis.
O Miguel comprou o Souto d'Abade em 1910.