AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

terça-feira, 25 de julho de 2017

BODAS DE OURO




                                                  BODAS DE OURO



O senhor Vigário Geral, Monsenhor Sebastião Pires Ferreira, celebrou 50 anos de sacerdócio em Mazarefes no dia 9 de Julho, às 9.30H. e às 15.30H na Senhora do Minho, assim como na sua terra natal, Riba de Ãncora, no próximo dia 30 de Julho às 15.30H.. Há muitos sacerdotes na Diocese a celebrar 50 anos, e menos a celebrar os 60 e outros a celebrar os 25 anos.Estão todos de parabéns e estamos todos a celebrar, com eles, muito felizes.

SEGURANÇA ANTIGA



SEGURANÇA ANTIGA




A segurança de uma casa do séc XVIII. Vejam as setas. A da esquerda aponta um buraco bastante inclinado na parede para atirar fogo a quem chegasse à porta da casa. A segunda aponta uma outra com menos inclinação que era para fazer o mesmo a quem chegasse por mal ao ao portão do caminho, mais longe.


INAUGURAÇÃO DO NOVO REFEITÓRIO SOCIAL

INAUGURAÇÃO DO NOVO 

REFEITÓRIO SOCIAL







Senhoras e Senhores:

A direção do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima teve sempre a preocupação de responder aos sinais dos tempos e às dificuldades vividas pelo homem hodierno, praticando e atualizando o legado deixado por Jesus de Nazaré, expresso no Sermão da Mantanha (Mt. 5-7), nas bem-aventuranças, onde nos é revelado o rosto de misericórdia do Senhor, que nos move a fazer opção preferencial pelas pessoas que vivem, atualmente nas fronteiras da vida, como sublinhouu o Papa Francisco, na homilia de tomada de posse do seu pontificado.





Assim:
Em 1993, começamos a servir 6-8 refeições a pessoas com dificuldades socioeconómicas e financeiras. Após dois anos, depois da sua abertura o número de pessoas com um elevado grau de necessidades duplicou, passando para cerca de 15 refeições servidas, diariamente em contexto desta resposta social. Nessa altura, a direção do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, implementou diligências junto do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social, celebrando o primeiro protocolo de cooperação desta resposta social de Refeitório Social, para nos ajudar apoiar 12 utentes, uma vez que dispúnhamos de instalações com um espaço reduzido, para atender ao número cada vez mais crescente de utentes com multi-pliri-dificuldades e famílias com vivências quotidianas a viver em situações multidesafiadas, que nos batem à porta a solicitar a toma de uma refeição quente.








Cada vez mais gente acorre a este serviço social, recomendada e encaminhada pela Segurança Social e Instituições que intervêm e prestam serviços de apoio social, na comunidade local a pessoas desfavorecidas e excluídas, tais como: Câmara, Junta, RSI, RELIS, Cáritas,…Vicentinos e assim se foi triplicando.
Em 2011 a direcção do Centro Social e a Segurança Social então admitem o óbvio, celebrando um acordo de cooperação para 36 utentes, servindo neste espaço reduzido, em três tempos, a refeição a 36 utentes ao meio dia, 12 utentes de cada vez. Este acordo agora também contempla o serviço da refeição do jantar para 36 utentes, sendo servidos 12 utentes de cada vez. Isto foi uma bola de neve. Nós servimos normalmente entre 70 a 80 refeições tanto ao meio dia, como à noite. Quem paga?

Os resultados financeiros do Centro Social e Paroquial começaram a ultrapassar a linha vermelha, consequentemente a bater no fundo. No ano transato a Câmara Municipal estabeleceu um acordo para nos abater à dívida do Refeitório Social com 5000 euros por mês. E acabamos a ano com as contas equilibradas.

Alguns são capazes de pensar que nós servimos a antiga “sopa para os pobres” ou os restos de comida de alguém, dos nossos utentes, por exemplo. No entanto, o nosso orgulho está precisamente em que os desfavorecidos são servidos sempre com a refeição preparada na ocasião e a mesma que é servida a todos os outros utentes, aos que pagam mais, aos que pagam menos, aos trabalhadores, colaboradores, voluntários e diretores; sem fazermos excepção nos 365 dias do ano, por isso incluímos feriados e Domingos, Páscoa e Natal, porque, intuímos que “quem tem fome à semana também tem fome” ao Domingo, pelo Natal e Páscoa, ou feriado… E essa fome pode ser maior...
Do espaço que tínhamos destinado para refeitório incluindo a minha garagem que abandonei nunca se queixaram, se alguém se queixou podia ter sido da comida porque não porque a comida fosse má, mas porque não seria comida que queria, mas talvez de uma bebida.

Hoje, ao celebrarmos os 35 anos de Centro Social Paroquial, estamos aqui a inaugurar este novo espaço porque reconhecíamos que o espaço não era o mais próprio, embora para os utentes o que interessava era comer.
Então apostámos por uma cozinha comum às respostas sociais e a um refeitório mais digno para os utentes.
Graças ao apoio dado no ano passado pela Câmara Municipal e este ano com mais 25.000,00 para ajuda do equipamento desta casa, embora não seja o suficiente para o equilíbrio financeiro nos custos com os serviços a cerca de 70 utentes como aconteceu nos anos anteriores. Esperamos aumentar, para o ano, o acordo com a Segurança Social. Refira-se que esta obra teve o apoio de mais 25,000.00 do BPI-Solidário. O resto são frutos de donativos que as pessoas de boa-vontade vão partilhando connosco e parte de uma doação feita pela Linda Martins…

Amigas e amigos: Temos muita obra para fazer, no Pólo de Atividades da Abelheira para além da dívida a pagar, mas não é isso que nos vai demover, de praticar as obras de misericórdia: “de dar de comer a quem tem fome, higiene em balneários ou de umas roupas lavadas a quem precisa; vestir de lavado os que precisam; de acolher os passantes/peregrinos …”

A missão da pastoral sócio caritativa da Igreja Católica não pode alhear-se do sofrimento dos irmãos, do seu próximo, de cumprir os mandamentos. Se faz o contrário, não é humano, quanto mais cristão!

O CSPNSFÁTIMA nunca apostou em obras que lhe dessem dinheiro, pois uma análise à nossa contabilidade verifica-se que se não fossem os donativos não poderíamos subsistir, pois maiores seriam os resultados negativos.
As crianças do Berço não nos podem dar nada a não ser alegria de as vermos crescer verdadeiramente felizes e integradas na sociedade; O Jardim tem dado também respostas a crianças de cariz social que nada nos dão a não ser a alegria de as ver crescer como as outras; com os idosos em carreira de fim de vida com pensões baixas, ficamos também a sofrer e no SAD não fugimos às nossas responsabilidades servindo as refeições quentes e na hora, quatro vezes ao dia e por pessoal próprio. Assim como outro pessoal preparado para higiene pessoal ou domiciliária com carrinhas homologadas para quaisquer um dos efeitos. Tudo isto tem custos acrescidos.

Estamos muito alegres e felizes porque se concretizam obras boas de assistência, de cultura, de formação, de promoção não só às crianças, aos jovens e idosos, mas a todos os que por opções de vida, para nós podem ser mal feitas, continuam a ter ainda a garantia de que não são abandonados, desprezados e esquecidos por todos.
Nesse aspecto alguns animais têm mais sorte…
Alguém se lembra que essa gente que apesar de tudo nos podem mostrar um rosto de Deus a precisar de carinho, de afecto, de Amor?
Este é um dos nossos objectivos fundamentais: procurar construir  e inovar respostas para integração e promoção social das famílias.
Aqui estamos todos juntos nesta obra de bem-fazer… Bem-haja!...

A vossa presença é um grande estímulo a ajudarmos a quem precisa. OBRIGADO…

Encontro Nacional de Liturgia


Encontro Nacional de Liturgia


Esta semana realiza-se o encontro Nacional de Liturgia do qual também é responsável o nosso Bispo D. Anacleto. Este encontro tem um paroquiano que participa nele desde 1981 desde o primeiro ao último dia, correspondendo a 34 semanas de estudo teologia litúrgica porque falhou a duas: uma por motivo profissional e outra por motivo de saúde. 






Lá está mais uma vez esta semana o Sr. Joaquim Martins Gomes, orientador do Coral Litúrgico desta Paróquia, a suas expensas, que leva muito a peito até aos pormenores .Cada ano tem o seu livro de apontamentos nos quais mostro dois e num deles consta no roda pé de uma página escrita à mão o seguinte: «“A Liturgia só se entende quando se celebra” do Padre José Leão Cordeiro, Fátima em 15-09-1982»

D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES E MACIEIRA DE RATES


D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES E

 MACIEIRA DE RATES


BEATO FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES
Uma saudade e um reencontro
Uma vontade enorme de visitar um colega que o não via desde diácono em Balazar, o Pe. Domingos Novais, na altura pároco de Rio Mau, Vila de Conde, levou a que um casal amigo me levasse até ele, com a ajuda do conterrâneo dele, o Joaquim Oliveira Silva de Macieira.
É natural de Macieira de Rates desde oito de Agosto de 1924. Foi para o Seminário em 1936 e ordenou-se em 1947. Vai fazer 93 anos proximamente.
Fez uma igreja nova em Rio Mau que conheço assim como a antiga românica.
De Macieira de Rates a Rio Mau não era longe. Sempre foi um padre de grande personalidade, de forte carácter com palavra convicta porque tinha uma grande fé. Filho de lavradores de Macieira: Manuel Francisco Rios Novais e Leonor Novais de Matos, casados com 29 e 28 anos respectivamente. Nasceu na casa dos Ferreiras, também conhecida pela Casa da “Farleira” construída em 1850.
Uma grande casa teve mais 9 irmãos. Eram 10 ao todo, tinha mais um irmão padre jesuíta que faleceu naquele trágico acidente de carro com outros sacerdotes jesuítas, o José Francisco.
Eram (5 rapazes e 5 raparigas), já faleceram 2.
O Pe. Domingos a viver na sua casa natal ajuda o pároco, substituindo-o na sua falta. Fala muito bem, anda bem e tem uma mente muito saudável, não lhe faltando o afago da família, sobretudo da sobrinha Deolinda que desde os 9 anos vive com ele e assim pouco falta para fazer os 93 e ultrapassar os cem, mas segundo ele “não quer andar a incomodar ninguém, por isso não tem intersse.




Assim encontrei um padre que quando estagiava em Balazar foi, como o Padre Francisco Azevedo, já falecido, um sacerdote de referência como outros de um modo particular o Pe. Joaquim Ribeiro da Trofa, já falecido.
Um opúsculo compilado por um seu tio Pe. José Francisco Rios Novais publicado em 1944 que fala de costumes e tradições da Terra, Macieira. É muito interessante e consta de tradições dos seus avoengos, de geração e geração que o “Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires foi a S. Pedro de Rates em visita ao túmulo do primeiro bispo de Braga, seu antecessor e no regresso a Braga” sobreveio tal tempestade que o agora o Beato Frei Bartolomeu dos Mártires sepultado em Viana do Castelo, “desistiu de caminhar pela noite e bateu à porta de um lavrador, “propriedade dos Lopes, “os Leças,” no lugar da “Calçada”, Rio que veio a ser de um Bernardino Lopes, poeta popular.
Foi nessa casa onde o Bispo se recolheu sentado à lareira numa rasa (de medição de milho) de fundo para o ar, pois não havia cadeira e aí sentado se enxugou e comeu dois ovos cozidos, caldo, pão e bebeu água”. (Opúsculo)
Pela manhã seguiu viagem na sua mula...
Essa casa ainda no primeiro quartel do século XX era conservada a cozinha “habitada pelo caseiro João Fernandes de Sousa também conhecido pelo “João da Felizarda”, também dela apenas uma padieiro em ruinas, certamente foi mais tarde propriedade de um tio-avô João Francisco Rios Novais” (Opúsculo)
Bernardino Leça foi o último dos Leças proprietário deste abrigo ao santo Arcebispo. Tinha uma grande veia poética, embora muito popular, animador em quaisquer situações. Há quadras recolhidas deste popular poeta por pessoas que o admiravam como o Dr. Rodrigo Veloso, advogado que deve ter deixado boa colecção, mas o Bernardino acabou sem nada…
O autor do Opúsculo era tio do Padre Domingos e foi pároco de Vila Cova e Arcipreste de Barcelos durante 40 anos.O meu amigo Padre Domingos ofereceu-me um, e que muito agradeci.
Nesta zona da foto foi onde ficou o Beato Frei Bartolomeu dos Mártires















UM LIVRO NOVO: «Naufrágios “no Mar de Viana”» de OLIVEIRA MARTINS UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A CULTURA DE VIANA DO CASTELO

UM LIVRO NOVO: «Naufrágios “no Mar de Viana”» de OLIVEIRA MARTINS
UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A CULTURA DE VIANA DO CASTELO
Este livro é mais um do amigo Comandante de Oliveira Martins sobre um tema que a qualquer pessoa que viva no litoral interessa, já para não falar ao comum dos mortais. Vemos o mar, contemplámo-lo na sua imensidão volumosa de água que se mexe, observamos os barcos maiores ao longe da Costa da faina marítima e os mais pequenos de trabalho ou recreio. Ficamos estarrecidos quando a bravura das suas águas levantam ondas enormes que até parece que o medo se apodera de nós. Esmagam-nos. A terra parece que nos foge debaixo dos pés e ficamos com vontade de nos afastar.
Todos estudamos em geografia o Mar e os Mares, os Oceanos, os Lagos e os Recifes, figuras mitológicas e que a água cobria montanhas de areia de areia, penedia, os mais quentes e mais frios, o peixe que nos oferece e a história de alguns acidentes trágicos.
No fim de contas não sabemos nada. Ouvimos os marinheiros falar e pouco mais. Ora este livro é bem elucidativo do que é o Mar e que todos devíamos conhecer para deixar de ter tanto medo. Também na terra acontecem tragédias, assim como no ar.
Quando era jovem gostava de nadar e mergulhar no mar, de cortar as ondas ou de me deixar embalar por elas. Era bom quando o mar estava mais calmo, mas se elas subissem alto também gostava de me afazer com coragem e força para as subir ou cortá-las a meio para elas andarem e eu ficar, vencer e sair salvo à procura de uma outra, e sempre mais outra até vir ao areal da praia!...
Para além da história do barco feito de um tronco de árvore até chegarmos aos barcos a vapor, muita mais história se passou, mesmo a propósito de naufrágios e há um que nunca esquece que é o de Luís Vaz de Camões em que apenas se salvou ele e o seu livro “Lusíadas” que tinha escrito, caso contrário, talvez esta obra épica fosse hoje desconhecida no mundo.
Este livro, «Naufrágios “Mar de Viana”» que é prefaciado pelo Doutor José Carlos Loureiro, presidente do CER, associação regional que o editou, traz-nos muitos conhecimentos do mar não só para todos os que se encontram junto à Costa, como os vianenses que sempre trabalharam e viveram desta planura de água, mas também a todos os que usufruem das actividades marítimas.
A todos os do interior chega o fruto deste trabalho, por vezes difícil e tramado por uma “volta de mar” inesperada e sem hipótese de poder escapar trazendo apenas sofrimento dor e morte como fruto da luta pela sobrevivência de todos. Trabalhar no mar é belo!...Nunca experimentei é só pelo que vejo e pelos testemunhos que me dão, mas não é um trabalho fácil, pois a bravura do mar quando arreganha os dentes engole seja o que for, isto é, nunca se sabe o resultado do que possa acontecer com a iniciativa do homem para a vencer…







Este livro 346 páginas editado pelo CER consta de seis capítulos sob a autoria de Dr. Manuel Oliveira Martins, relata-nos um património cultural sobre o mar de Viana nos séculos 19 e o 20. São histórias que todos os vianenses deviam conhecer desde a costa negra passando pelos faróis, as sinalizações dos barcos, a ronca dos nevoeiros que ainda eu conservo na memória auditiva do tempo de criança, tipos de barcos, de imagens, assim como documentos coloridos, os vários naufrágios, desastres, socorros, pequenos e grandes barcos e os seus nomes, as suas proveniências, os locais que por algum motivo houve registo, a morte de pilotos, pescadores e outros. As diversas embarcações tipos de socorros, geometrias de salva-vidas, tragédias de rebocadores, barcos em perigo, inspecção marítima, visita de D. Carlos à estação de socorros a náufragos, alarmes, formação, subsídios, medalhas, bombeiros voluntários, ex-votos, missas pedidas, a religiosidade popular, depoimentos de náufragos, um deles do próprio autor. Além disso este livro contém um rico glossário marítimo e trata-se de um trabalho científico, de rigor, bem fundamentado como demonstra a sua longa bibliografia.
Na página 62 refere-se a um iate “Barbosa” que em 1989 se perdeu na pedra do ladrão a 20 de Abril, fico com curiosidade de descobrir o seu proprietário e a sua naturalidade. Outro pormenor na página 169 é que em 1924 houve um naufrágio do “Britónia” seria de facto o nome atribuído pelo nome da cidade antiga de Santa Luzia, ou provenientes de outros topónimos. Existe outro topónimo Britónia na Serra d’Arga e mais que ouvi, sobretudo, na zona da Galiza. Parece-me que esta palavra devia ser estudada para linguistas e historiadores…

Viana do Castelo através deste autor depois dos livros que já publicou como os Pilotos da Barra de Viana e a Pesca do Bacalhau a juntar a este é já muito bom e uma generosa dávida de muito trabalho que este comandante Martins, natural de de Vale de Cambra está a oferecer a esta cidade, região de Viana do Castelo. E se Deus lhe der vida e saúde ainda não ficará por aqui.
Parabéns, amigo. Continue que Viana parece nunca ter tido um Comandante assim tão profícuo e trabalhador pela causa pública vianense. Parabéns ao CER por mais esta edição.
A última foto é de arquivo