AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

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sábado, 5 de agosto de 2017

POALHO (A)

POALHO (A)




Puã e Pu em línguas indígenas quer dizer redondo ou  resto

Poalho (polha) pó, nevoeiro, chuva miudinha, nos dicionários aparece com esta significação.

Em brasileiro é também entendido como esturrinho, amostrinha, caco, tigela.

Alguns idosos de hoje disseram-me que era o que ficava no fundo da chávena do café, o que fica no prato de pois de comer e outros, mas menos, o ficava no fundo da na malga do caldo, na tigela, era o restinho. No entanto, gente mais nova também lhe chama isto ao que fica no fundo da chávena do café.

Recordo que no meu tempo de criança e de jovem ouvia os mais velhos chamar poalho ao que ficava no fundo da “malga do caldo”, era um resto cremoso como “moinha” que restava das favas, do feijão, da abóbora, da batata, do toucinho que adubava o caldo. Era como uma “moinha” (resto do caldo) aureolada, arredondada, pois era a forma das malgas, tigelas. Esse poalho era dado pelas mães aos filhos quando começavam a meter-lhes comida na boca.

Os homens, entretanto, com esse poalho lavavam as malgas deitando vinho rodando a tigela até passar por toda a superfície da mesma e depois bebiam aquele vinho “adubado” pelo resto do caldo, pelo dito poalho.

Procurei em dicionários de português do século XIX e não encontrei este vocábulo “poalho” ou “poalha”. É possível que já existisse.

Será uma palavra com esta significação na zona do Lima?

Então procurei no dicionário do vianense Artur Fontinha que apresenta alguns vocábulos limianos e que ninguém mais regista, mas não regista este, nem com um nem com outro significado.  Faltou-me procurar no “Serão” do Rosa Araújo

Polv que deu poeira mais alha,  deu polvo, pó!… E o que é pulverizar? Aparece em vários dicionários…

Uma pessoa amiga encontrou esta indicação: “m. Náut. Nevoeiro pouco denso, que cerra o horizonte. Chuva miúda e passageira. (Cp. poalha)” Também a encontrei num dos meus dicionários.

Pu e Pua também aparece entre indígenas com o significado de casa.


                                                                                        Artur Coutinho

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Uma Malga


Uma Malga

Uma malga ou uma malguinha é um objecto cerâmico côncavo sem asas ou alças, também conhecida por tijela, normalmente para comer o caldo, a sopa. No entanto, esta Malga servia para muitas coisas, isto é, leva tudo o que se põe lá dentro.
Assim são usadas malgas para a marmelada, o fermento, o pingue, sopas de leite, ou com pão broa e,  antigamente com o leite tirado directamente do ubre da vaca, leite amassado, gemadas, sopas de vinho com broa ou com trigo.
Para além disso Malga era conhecida também por tigela, cunca, púcara e púcaro, “caçola”, mas o vinho verde só devia ser provado numa malga e de preferível numa malga vidrada para apreciar antes o aroma do vinho para ver se seria bom, também mexia-se com a malga para ver as ondas e as lágrimas das mesmas que faziam à volta da Malga vidrada, assim como a sua cor: mais gordo, mais cor e após esta apreciação era bebido o vinho para o saborear na boca e sentir que o seu gosto, o seu peso em álcool, mais ou menos acidez; o menos ácido era o mais macio, portanto o melhor.
A Malga começou a ser substituída para o caldo ou para a sopa pelo prato fundo. A tigela é sempre mais alta e o prato e mais baixo em altura mas acresce-lhe um rebordo que faz alargar a base e levar um pouco mais do volume da sopa. A base da malga é mais pequena, e por isso mais alta e leva mais tempo a arrefecer. Embora a sopa seja uma comida que deve ser comida sempre quente. Daí a origem da palavra caldo do latim que significa quente, e não fria. A Malga leva-se à boca enquanto o prato fundo não é fácil nem cívico levá-lo à boca ou comer a sopa com a colher inclinando o prato da sopa para dentro, mas para o lado oposto de quem está a comer. Pelo menos assim aprendi na educação cívica.
O prato fundo para além de servir para a sopa serve melhor que um prato ladeiro isto é, baixo, para comer um ensopado de qualquer coisa que se apresente.
Malga e tigela são a mesma coisa, a não ser que a tigela seja mais pequena, mas é sempre uma malga enquanto a malga nunca será um prato, nem fundo, nem ladeiro.
As Malgas não têm tampa. Agora há as de metal, de vidro, cerâmico vidrado ou pintado, embora o pintado esteja a desaparecer, mas também as há vidrado e pintado muito bonitas como geralmente as que mostro duma qualidade.
Agora aparecem as de plástico de Policarbonato e algumas muito maiores que podem servir à mesa alimentos como saladas ou doces.
A origem das Malgas ou das Tigelas são outro objecto criado pelo homem e consta que a peça mais antiga encontrada tem mais de 18.000 anos.
Muitas vezes a tigela é usada como termo pejorativo: meu  este, meu aquele de meia tigela!
A malga ou a tigela servia também como arma de ameaça nas discussões onde o conteúdo era arremessado à cara de alguém.
Nas tabernas, ou onde houvesse vinho à venda havia a malga ou as malguinhas para as diversas quantidades de líquido de baco.
As tavernas era sempre um espaço para passatempo. Por vezes, transformava-se em espaço de discussão, de barulho, de porrada, brigas, mas também era lá o local dos “grandes” negócios e do fim de muitas desavenças entre homens. A Malga andava sempre nas mãos para mais uma tigelinha, assim também em algumas terras onde não era possível um rapaz de outra aldeia namorar alguma moça, nessas terras, então tinha de obter a carta de alforria na taverna onde os moços daquela terra se encontrassem e aí entrar, pagar uma rodada de vinho a toda  a rapaziada e receber  do taverneiro um pedaço de papel de costaneira, de embrulhar amendoins, por exemplo, com o carimbo que era colocar o fundo exterior da malga molhado em vinho sobre o papel. Essa era a carta de alforria, isto é, a licença para ir namorar aquela que encontrou nalguma romaria ou festa. A partir daí podia-a namorar com a licença dos rapazes da aldeia da amada e andar aí à vontade.

Afinal um objecto que está sempre à nossa frente e nas nossas mãos todos os dias e nunca pensamos quanto não vale este objecto que muito, mas mesmo muito pequenino com asa até toma o nome de chávena para tomar o café com 35 ml ou maior e para tomar o chá ainda que não se deseje…

Bilhete de comboio




Bilhete de comboio



O meu bilhete de comboio em 06NOV76 


(1976) a Lisboa. Era de 2ª classe e custou 


41$50, media 30 ml por 57 ml e pesava cerca


 de 3 gramas de cartão. Como se pode ver 


está "trincado" com os furinhos feitos pelo 


alicate do revisor.



José Martins Esteves

José Martins Esteves

José Martins Esteves, natural de Perre, residente em Perre, casado com Rosa Maria Rodrigues Carvalhosa Esteves. É filho de Manuel Luís Gonçalves Esteves e de Rosa Martins Farinhoto. Seu pai casou com 38 anos e o José é o 6º de 14 irmãos. Um deles, o Aníbal casado com a Regina foram voluntários aqui nesta paróquia na preparação para o batismo, durante vários anos,
Todos os filhos estudaram. Os mais velhos de noite os outros de dia.






O José Esteves reformou-se na qualidade de Secretário de Justiça com 61 anos de idade. É pai de três filhos todos licenciados, casados e a trabalhar. Já é avó de 3 netos.
Foi educado na fé durante a infância, nunca esteve ligado a movimentos, mas como o pai é vicentino e foi fundador da Conferência de Perre, sempre lhe agradou o trabalho, dedicação e serviço pelo pai aos pobres e apenas ale ajudava no que entendia.
A esposa é voluntária no Movimento dos Folcolares e sempre a acompanhou e a levou mais sem compromisso. Sempre ligados à paróquia como membros do secretariado do concelho económico da sua paróquia e fez parte de vários órgãos sociais. Sempre esteve ligado às festas de Perre, desde há 26 anos ingressou na Conferência de S. Vicente de Paulo levado pelo primo Manuel Farinhoto, ex-seminarista, agricultor abastado e pertenceu activamente aos órgãos concelhios ligados à agricultura. Na conferência vicentina colaborou com o Ismael, padeiro militar, para além do primo Farinhoto.




Desde 2007 fez parte dos Conselhos da Zona Norte e fez dois mandatos do Conselho Central incutindo-lhe uma nova dinâmica de relações inter-conferências e de actividade dioceana com os pobres; não lhe escapava as reuniões mensais com o Conselho, assim encontros e assembleias nacionais.
Recentemente não se pode recandidatar por regra vicentina, depois de dois mandatos e houve eleição para um novo presidente, depois de consultadas as diversas Conferência Vicentinas da Diocese, em assembleia diocesana foi proposta uma lista que foi eleita com 80% a Isabel Ramalhosa, de Vila Nova de Cerveira, à cabeça tendo ainda integrado essa lista, como vice-presidente.
O José Esteves, para além de profissionalmente competente e exemplar, como a sua esposa, é uma pessoa extremamente dedicada à vida vicentina e a trabalhos na sua comunidade paroquial sempre coadjuvado (o que faz o casal mutuamente quando se entregam a trabalhos de caridade) pela sua esposa e filhos sempre se dá, como quem ama e serve e não como quem ama para se servir.
O seu irmão Aníbal e cunhada Regina assim faziam enquanto puderam, com optimismo e alegria, serviram esta Paróquia no serviço de baptismos.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Custódia Gonçalves Lima

Custódia Gonçalves Lima


A Custódia é filha de Manuel Gonçalves Borlido e de Rosa Lima Gonçalves, nascida há cerca de 95 anos. Os pais eram agricultores em Arcozelo, Ponte de Lima na Quinta do Sobadouro. Teve 5 irmãos. Faleceu uma e ficaram apenas 5 filhos do casal.
Aos 15 anos veio para Viana para a Abelheira e o patrão terá dito e fez-lho. “Só sais daqui desta casa, como saíram as minhas filhas”.

Saiu no dia do casamento para a Igreja e para a Boda tendo casado com José Afonso Ramos. Mãe de dois filhos, com histórias de vida bonitas, cheias de dignidade e de trabalho o que transmitiu aos filhos. A ela me refiro no “Famílias com Rosto” Volume III pág, 194 e 195, referente a 2011.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A C A S A D O E R M Í G I O D E M A Z A R E F E S


A   C A S A   D O   E R M Í G I O

A Casa do Cirurgião, nem sempre teve este nome desde que ali foi construída em 1765 sobre uma outra muito mais antiga. Alguns dos seus restos ( da casa forte do Ermígio, talvez a casa dum senhor Hermigius, nome de origem germânica, senhor ou proprietário medieval destas terras, antroponímico, por isso, que deve ter dado o nome ao Lugar do Ermígio) e cujas paredes talvez tenham chegado aos nossos dias sob a nova construção a serviram de cortes para as mulas.
É provável que a casa mais antiga fosse da família dos Velhos que viveriam nas Penas, onde vivem ainda os descendentes da família dos Liquitos e daí a razão do topónimo Velho que ainda aí se conserva.
Devia ter sido aquela casa para onde  Francisco Afonso (Rocha) veio, em 1654,  de Stª. Maria de Aborim, filho de Pedro Afonso e Catarina Gonçalves por casamento com Maria Gonçalves, filho de Afonso Gonçalves e de Isabel Martins. Sucedeu João Francisco, filho do matrimónio e que veio a casar com Justa Alves, de Vila Fria. Mais tarde,um seu filho, o Manuel Francisco, viúvo de Antónia Rodrigues do lugar das Penas (Regadia de Cima) casado, em segundas núpcias, com Ana Rodrigues, do Ermijo, filha de Simão Rodrigues (Vila de Punhe) e de Ana Rodrigues, da Regadia, dos velhos.
Um filho deste casal, o António Francisco casado com Catarina Rodrigues teve uma única filha, a Morgada, chamada Maria Rodrigues que, por sua vez, casou com um da terra, chamado João Rodrigues Ribeiro, filho de Matias Rodrigues, do Souto, e foram os bisavós do Abade António Francisco de Matos.
Foi no tempo deste casal que a casa foi construída não sei que nome teria nessa altura, mas a Morgada era pessoa rica. Faleceu em 1823 levando um ofício de 46 padres, assim como o seu marido falecido 29 anos antes, levou também um 1º ofício de 33 padres, um 2º de 29 e um terceiro de 28, o que é sinal de gente rica. Esperamos que os pobres naturalmente tenham ido  para o ceú mesmo com menos padres.
Deste casal, autor presumível da Casa que chegou aos nossos dias,  nasceu uma outra Maria Rodrigues que casou em 1784 com o Tenente José António de Matos, filho de José António de Matos e de Maria Gonçalves, de Chafé, e tivera 8 filhos, tendo morrido uma Teresa sem geração.
Desta geração do Tenente foram “Matos” para Vila Franca e para a Conchada. Ainda desta geração vêm as raízes próximas do Padre João António de Matos, do seu irmão Dr. José António de Matos (muitos anos Presidente da Câmara Municipal de Viana e do Sport Clube Vianense,daí o Estádio de Viana), do Padre Francisco António de Matos, do parodiante Mena de Matos e a outras tantas gerações de Matos espalhadas pela região de Viana, Porto e Lisboa.
 O filho José ficou na casa e casou com Maria Barbosa de Almeida, filha de Simão António Barbosa de Ameida e Rosa Teresa Miranda, vizinhos e moradores, onde hoje é a Casa do Esperta.
Esta Maria era morgada e foi mãe de 11 filhos. Um deles, o Francisco, foi cirurgião, tendo estudado no Porto. O Francisco,  cirurgião, casou com Rosa do Espírito Santo Moreira, de Darque e foi pai de Maria Moreira de Matos que herdou a parte norte da casa que seu pai habitava, a referida casa que tinha sido partilhada por três: o Francisco cirurgião, nascido em 1838 e falecido em 1922 que deu o nome à Casa no seu todo, o Manuel Rodrigues Pereira, conhecido por Santa Marinha por ser de descência de Forjães e sobrinho do cirurgião, e pela sobrinha neta conhecida pela Rosa Barbosa de Almeida, nascida em 1891.
O António casou com Rosa Rodrigues de Carvalho (Deiras). A irmã Rosa casou para a casa que foi mais tarde conhecida por “Casa do Esperta” com António Pereira Novo, a casa dos seus avós maternos e ficou a filha da Rosa, a Maria Barbosa de Almeida, com a parte sul da casa do Cirurgião depois de ter casado com António Pereira dos Santos que saíu pela primeira vez para o Brasil, como sapateiro, quando tinha 29 anos. Voltou a sair em 1885,1891 e em 1895, nunca mais cá voltando. Por lá morreu, tendo deixado a mulher com duas filhas: a Rosa e a Maria da Conceição.
A Maria da Conceição, nascida em 1895,  casou com Joaquim Ribeiro, relojoeiro e que foi conhecido pela alcunha “Esperta” tendo  dado o seu nome à casa em que ficou e a Rosa ficou na casa e casou com Manuel Almeida de Riba, de Subportela.
Nesta altura a casa do lado sul tinha uma entrada própria, mas o Stª. Marinha e o Cirurgião partilharam das mesmas escadas centradas à linda varanda da casa numa extensão de 24 metros de artísticas linhas e colunata com belas bases e capitéis que mais ideia dava de casa nobre e solarenga, não fosse a vinha que se lhe seguia a estragar-lhe um pouco a visibilidade,mas era o costume da época.
Consta que a Morgada Maria Barbosa de Almeida, mãe de 11 filhos, morreu com fama de santidade pelo que foi enterrada junto ao altar do Sagrado Coração de Maria, zelado por muitos anos pela “Casa dos Estivadas” dum modo particular pela D. Luísa.
Depois do aumento à Igreja na década de 70 este altar foi deslocado e, na construção antiga, ficava do lado esquerdo de quem entra na porta de serventia actual da Igreja para a Sacristia.
Era, de facto, uma pessoa amiga de fazer bem. Era rica e achava que devia pôr ao serviço dos que precisavam alguns dos seus haveres, por isso tinha em sua casa dois fornos: o forno da família onde se cozia pão para duas semanas e o forno dos pobres onde se cozia o pão para dar aos que lhe batiam à porta. Não eram assim tão poucos, dadas as dimensões do forno e ,para além dele,  também a existência  de uma espécie de Albergue que o saudoso Padre Matos, mais tarde fez continuar na sua residência, casa própria, herdada de familiares antigos e que deixou em testamento à Paróquia de Mazarefes.
Consta-se que um dia uma pobre de Darque e já falecida, a quem ela tinha feito bem, terá vindo bater à porta mais uma vez, apesar da Morgada ter também morrido e terá declarado para quem passava: “ide trabalhar para as filhas da Morgada... Minhas malandras...”.
Um Padre conhecido por Padre Brinca, Brinca de alcunha, que foi residente na casa que hoje é o Centro Paroquial, anexa ao Adro das Boas Novas, requereu-a e tendo feito algum exorcismo descobriu que, afinal, faltava ainda pagar uma promessa feita a S. José, um resplendor para que pudesse ir para o ceú.
Depois da intervenção do referido padre consta-se que a referida “alma perdida” nunca mais apareceu. Atribuiu-se isso a um milagre da Morgada.
O Santa Marinha era filho da que, viúva, casou com o Deira Velho, também ele viúvo, e que só passavam o dia juntos, pelo que,  à noite, cada um ficava na sua casa. O seu pai era o  António Rodrigues Pereira Novo e  Teresa Gonçalves, dos Carriços.
Morreu com mal da garganta e solteiro, mas com dois filhos: um em Mazarefes e outro em Vila Franca, tendo-os reconhecido, pelo menos à morte e compensan
O António Pereira era filho de Manuel Rodrigues Pereira, oriundo de Forjães, filho de Joaquim Pereira e Josefa Rodrigues e de Mariana Barbosa de Morais, filha de António Luís Barbosa Amorim e de Isabel Maria de Morais.
A irmã do Stª. Marinha, a Maria, costumava ir pela manhã levar o leite aos tios que moravam na Quinta ao lado, “Os Bichos”.
Foi ela que, ainda criança, encontrou pela manhã cedo os tios na situação de amordaçados e assaltados.

Esta Maria Barbosa de Almeida morreu debaixo do comboio na passagem de nível mais próxima não por acidente casual ou não ,mas o que é certo é que ela andava com perturbações mentais atribuídas à ausência do marido, e abandono por este, da mulher e das filhas.