Capela de S. Gonçalo de Dem, onde foi construída a igreja paroquial da freguesia que saiu da última assinatura de Salazar. Este foi um postal regional do tempo do rancho antigo de Dem. A Paróquia foi fundada no mesmo ano no mês de outubro: A junção de parte de Gondar e parte de Orbacém.
AVISO
Meus caros Leitores,
Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.
A partir de agora poderão encontrar-me em:
http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com
Obrigado
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sábado, 3 de novembro de 2018
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Altar na igreja da Paróquia de Mazarefes
Altar do Sagrado Coração de Jesus da igreja paroquial de Mazarefes e ao lado ,na parede, o quadro de S. Vicente de Paulo porque, desde os meados do século XIX, existia a CONFERÊNCIA DE S. VICENTE DE PAULO
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
A PASTORAL DA IGREJA
A PASTORAL DA IGREJA
Há ovelhas a morrer de fome
Há ovelhas a morrer de fome
A Boa Nova de Jesus Cristo só atinge os corações quando os pastores esclarecem as mentes e, para que isso aconteça, é preciso vencer primeiro a fome e a miséria porque a salvação tem de se dar na globalidade do corpo e da alma: ser físico, mental e espiritual.
A opção pelos pobres foi a atitude de Cristo que se voltou sempre para a gente simples e abandonada e à qual teve de matar muitas vezes a fome (Mat. 14, 13-21).
Não podemos ver Cristo a ocupar outro lugar, porque era o fruto da sua mensagem. Está sempre ao lado dos pobres e dos que precisam, dos aleijados, dos estropiados, dos doentes, dos pecadores e dos pecadores públicos, dos que passam fome e sede...
Não nos preocupa tanto o aparato e as obras grandes porque, quando Jesus nos diz “vejam as vossas obras e louvem o vosso Pai do Céu” (Mat. 5,16), é para que sejamos grandes realizadores com meios simples e humildes, ainda que corramos riscos.
Hoje, como ontem, numa região das mais pobres do País onde nos encontramos e diante de populações esfomeadas que nos cercam, também Jesus nos diz, como aos seus discípulos: “Dai-lhe vós mesmos de comer!” (Mat. 14,16).
Durante algum tempo ensinou-se que a acção caritativa não era missão da Igreja, mas dos políticos, dos partidos, dos governos, mas a igreja não pode falar aos seus, de amor e com o estômago vazio. E, nesse sentido apraz-nos afirmara que a função essencial da Igreja é ser missionária: “Ide e ensinai todos os povos” (Mat. 28, 19-20) a pregar, baptizar e servir, amando, praticando estas principais missões de toda a Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo.
O Concílio Ecuménico recomendou-nos a não esquecer estas dimensões da fé cristã a partir das missões de Jesus Cristo que é Sacerdote, Profeta e Rei.
Em Jesus Cristo fomos baptizados, por isso, participamos neste Jesus Cristo Sacerdote, Profeta e Rei ou seja, neste Cristo, que é Vida, Verdade e Caminho. Como sacerdotes, a igreja, que somos todos nós, os baptizados, temos de vivificar, santificar; como Profetas, cabe à Igreja a missão de proclamar a verdade, anunciá-la; e, como Caminho, temos que ser luz, isto é exemplo a começar e por matar a fome aos outros e modo sirva de exemplo a seguir por todos...
Por isso, um Centro Social é um meio pelo qual a Igreja exerce parte da sua missão para com os homens. O Centro Social é o meio para o exercício da caridade de modo eficaz, permanente e obrigatório, pois faz parte da tríplice missão de Jesus Cristo manifestada nas obras. Não basta oração e pregação, é preciso o testemunho para que sejamos parte da Luz que, por excelência, é Jesus.
O nome de “Centro” que se deu a esta Obra Social duma Paróquia evidencia a função que lhe cabe: uma força unificadora. Se a Paróquia é uma porção do Povo de Deus, uma Comunidade de comunidades, um lugar de comunhão fraterna, o Centro Social ajuda a Comunidade Paroquial a encontrar-se, é o Centro onde exerce o amor e a Solidariedade entre as pessoas através do serviço partilhado.
Mas a grande força moral e a riqueza do serviço aos outros deve resultar do facto de esta Instituição ser um Centro Social Paroquial, portanto, um serviço de Leigos na Paróquia. É através da sua integração e da sua participação na vida da Paróquia - da qual faz parte - que o Centro Social Paroquial atinge toda a sua dimensão na Igreja local que o criou e que lhe dá suporte.
O Centro não pode ser uma estrutura à parte da Paróquia. O Centro é uma resposta Institucional da Paróquia às necessidades encontradas e deve envolver os paroquianos - voluntários - no processo de resolução dessas mesmas necessidades.
Neste campo levantam-se algumas questões quanto à necessidade de informação e de formação de voluntários, para que todos possam colaborar duma forma orgânica e articulada, de acordo com as capacidades de cada um. Simultaneamente, o Centro poderá também colaborar com os outros serviços e movimentos da paróquia, dando-lhes a perspetiva social que também os deve nortear.
É importante que seja clara para todos a ideia que se tem da acção social e da sua relação com a missão da Igreja, da Paróquia e da vida da fé, da esperança e da caridade. É importante encontrar meios de estudar certos textos da Doutrina Social da Igreja, da vocação do cristão, da nova evangelização, do compromisso social como exigência da fé de baptizados.
É importante movimentar o Centro Social Paroquial para que seja cada vez mais parte da Igreja local e Paroquial, e que a Paróquia e Centro vivam em conjunto as respostas a dar à comunidade. Os problemas da pobreza, da marginalidade, das diversas carências, da fome, da deficiência, da doença, da velhice isolada e ainda das crianças abandonadas ou de maus tratos, constituem os grupos sociais com que o Centro Social Paroquial normalmente pode e deve trabalhar.
Apesar disso as “ovelhas” passam fome, fome de pão para o corpo e fome de pão para o espírito porque: 1º os cristãos são missionários e os seus olhos não se abrem para a miséria dos outros para viverem em paz e sem problemas porque não vêem.
2º Também por parte desta consciência laxativa, também não aparecem vocações para que haja mais sacerdotes e se uma diocese não precisa, há muitas que precisavam no país ou noutros países, ainda que seja no estrangeiro. O padre é da Igreja e a Igreja está em todo o mundo.
O maior erro é que às vezes os voluntários, os colaboradores, os dirigentes não conhecem nada da doutrina social da Igreja. Todos e, sobretudo, os dirigentes deviam participar em acções de formação não das “obras de Misericórdia, mas das últimas encíclicas sociais, da doutrina social da igreja.
Estes grupos devem ter simultaneamente na Paróquia um lugar predileto e ser uma preocupação constante, exatamente porque são os mais vulneráveis de entre todos os paroquianos.
Além dos meios materiais e humanos, a Paróquia tem ainda de dar prioridade à oração por todos aqueles que trabalham nos seus Centros, para que o que fazem, façam de uma forma cada vez mais humana, cada vez mais fiel ao Espírito da caridade cristã.
O Centro Social paroquial é dirigido por exigência legal, civil e canónica, por um conjunto de pessoas que constituem os órgãos sociais dirigentes da Instituição e que são voluntários de entre os paroquianos que estejam dispostos a desenvolver os conhecimentos que têm, do respectivo exercício da Acção Social e da Solidariedade Cristã. Voltamos à necessidade de conhecer bem a doutrina Social da Igreja.
Mas não é só de voluntários dirigentes que o Centro Social Paroquial precisa. Muitas outras actividades eventuais ou mais ou menos regulares poderiam vir a beneficiar as pessoas que delas precisam, se mais leigos voluntários dessem algumas horas dos seus tempos livres ao serviço destes irmãos. Para isso estamos agora a implementar, mais uma vez, o serviço de voluntários. E não esqueçamos que Frederico Ozanan, jovem universitário, começou por juntar lenha para os pobres se aquecerem e não passarem frio. O Pe. Américo acolheu e promoveu a pessoa humana. O Pe. Adolfo Kolping promoveu o trabalho comunitário. O Pe. Cardijn lutou por maior dignidade da classe operária. O Pe. Óscar Romero é assassinado por defender os direitos dos explorados. A Madre Teresa de Calcutá acolhe os moribundos abandonados. Monsenhor Airosa funda uma obra para “Regeneração” das raparigas da rua. O Pe. Abel Varzim cria uma obra de raparigas marginais. Mons. Moreira das Neves e Maria Luísa Ressano Garcia funda a obra do “Ardina “. O Beato Frei Bartolomeu dos Mártires dá tudo o que pode para salvar da peste de 1570 e da carestia de 1574. S. João de Deus dá a vida pelos doentes.
Muitas pessoas com capacidades excepcionais permanecerão afastadas de certas práticas de Solidariedade Cristã ao serviço da Paróquia e do Centro Social por desconhecimento do que é o Centro e quais os seus objectivos.
Dizemos solidariedade cristã porque para paroquianos confessos esperamos que esta seja iluminada pela fé, seja uma questão de opção cristã e não seja apenas por opção puramente humana.
É de salientar que o Centro Social Paroquial à medida que cresce no âmbito da sua acção e assume exigências de qualidade comprovada, tem de integrar na sua equipa profissionais com habilitações próprias e com características humanas e de formação cristã adequadas à missão que desempenham e ao cariz da Instituição que representam. Daí o nosso esforço na melhoria da qualidade das respostas sociais que damos.
A Paróquia atinge a sua dimensão de Igreja na medida em que vive conscientemente a missão de louvor, anúncio e serviço, em união com Cristo e com a sua Igreja, na Eucaristia.
Se há lugar para Vicentinos, Legião de Maria, Serviço de Doentes e muitos outros, há por certo também um lugar próprio para o serviço, de uma forma regular, contínua, estruturada e organizada segundo normas e indicativos técnicos comumente aceites pelos Serviços Oficiais e pela Doutrina Social da Igreja, aos mais pobres, vulneráveis e desprotegidos, pois são os predilectos do Senhor.
S. Paulo afirma: “O Reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rom. 14,47).
O Centro Social Paroquial deve ser cada vez a justiça, paz e alegria no SERVIÇO dos frágeis, serviço que a Paróquia, por missão, tem de cumprir.
Não podemos ver Cristo a ocupar outro lugar, porque era o fruto da sua mensagem. Está sempre ao lado dos pobres e dos que precisam, dos aleijados, dos estropiados, dos doentes, dos pecadores e dos pecadores públicos, dos que passam fome e sede...
Não nos preocupa tanto o aparato e as obras grandes porque, quando Jesus nos diz “vejam as vossas obras e louvem o vosso Pai do Céu” (Mat. 5,16), é para que sejamos grandes realizadores com meios simples e humildes, ainda que corramos riscos.
Hoje, como ontem, numa região das mais pobres do País onde nos encontramos e diante de populações esfomeadas que nos cercam, também Jesus nos diz, como aos seus discípulos: “Dai-lhe vós mesmos de comer!” (Mat. 14,16).
Durante algum tempo ensinou-se que a acção caritativa não era missão da Igreja, mas dos políticos, dos partidos, dos governos, mas a igreja não pode falar aos seus, de amor e com o estômago vazio. E, nesse sentido apraz-nos afirmara que a função essencial da Igreja é ser missionária: “Ide e ensinai todos os povos” (Mat. 28, 19-20) a pregar, baptizar e servir, amando, praticando estas principais missões de toda a Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo.
O Concílio Ecuménico recomendou-nos a não esquecer estas dimensões da fé cristã a partir das missões de Jesus Cristo que é Sacerdote, Profeta e Rei.
Em Jesus Cristo fomos baptizados, por isso, participamos neste Jesus Cristo Sacerdote, Profeta e Rei ou seja, neste Cristo, que é Vida, Verdade e Caminho. Como sacerdotes, a igreja, que somos todos nós, os baptizados, temos de vivificar, santificar; como Profetas, cabe à Igreja a missão de proclamar a verdade, anunciá-la; e, como Caminho, temos que ser luz, isto é exemplo a começar e por matar a fome aos outros e modo sirva de exemplo a seguir por todos...
Por isso, um Centro Social é um meio pelo qual a Igreja exerce parte da sua missão para com os homens. O Centro Social é o meio para o exercício da caridade de modo eficaz, permanente e obrigatório, pois faz parte da tríplice missão de Jesus Cristo manifestada nas obras. Não basta oração e pregação, é preciso o testemunho para que sejamos parte da Luz que, por excelência, é Jesus.
O nome de “Centro” que se deu a esta Obra Social duma Paróquia evidencia a função que lhe cabe: uma força unificadora. Se a Paróquia é uma porção do Povo de Deus, uma Comunidade de comunidades, um lugar de comunhão fraterna, o Centro Social ajuda a Comunidade Paroquial a encontrar-se, é o Centro onde exerce o amor e a Solidariedade entre as pessoas através do serviço partilhado.
Mas a grande força moral e a riqueza do serviço aos outros deve resultar do facto de esta Instituição ser um Centro Social Paroquial, portanto, um serviço de Leigos na Paróquia. É através da sua integração e da sua participação na vida da Paróquia - da qual faz parte - que o Centro Social Paroquial atinge toda a sua dimensão na Igreja local que o criou e que lhe dá suporte.
O Centro não pode ser uma estrutura à parte da Paróquia. O Centro é uma resposta Institucional da Paróquia às necessidades encontradas e deve envolver os paroquianos - voluntários - no processo de resolução dessas mesmas necessidades.
Neste campo levantam-se algumas questões quanto à necessidade de informação e de formação de voluntários, para que todos possam colaborar duma forma orgânica e articulada, de acordo com as capacidades de cada um. Simultaneamente, o Centro poderá também colaborar com os outros serviços e movimentos da paróquia, dando-lhes a perspetiva social que também os deve nortear.
É importante que seja clara para todos a ideia que se tem da acção social e da sua relação com a missão da Igreja, da Paróquia e da vida da fé, da esperança e da caridade. É importante encontrar meios de estudar certos textos da Doutrina Social da Igreja, da vocação do cristão, da nova evangelização, do compromisso social como exigência da fé de baptizados.
É importante movimentar o Centro Social Paroquial para que seja cada vez mais parte da Igreja local e Paroquial, e que a Paróquia e Centro vivam em conjunto as respostas a dar à comunidade. Os problemas da pobreza, da marginalidade, das diversas carências, da fome, da deficiência, da doença, da velhice isolada e ainda das crianças abandonadas ou de maus tratos, constituem os grupos sociais com que o Centro Social Paroquial normalmente pode e deve trabalhar.
Apesar disso as “ovelhas” passam fome, fome de pão para o corpo e fome de pão para o espírito porque: 1º os cristãos são missionários e os seus olhos não se abrem para a miséria dos outros para viverem em paz e sem problemas porque não vêem.
2º Também por parte desta consciência laxativa, também não aparecem vocações para que haja mais sacerdotes e se uma diocese não precisa, há muitas que precisavam no país ou noutros países, ainda que seja no estrangeiro. O padre é da Igreja e a Igreja está em todo o mundo.
O maior erro é que às vezes os voluntários, os colaboradores, os dirigentes não conhecem nada da doutrina social da Igreja. Todos e, sobretudo, os dirigentes deviam participar em acções de formação não das “obras de Misericórdia, mas das últimas encíclicas sociais, da doutrina social da igreja.
Estes grupos devem ter simultaneamente na Paróquia um lugar predileto e ser uma preocupação constante, exatamente porque são os mais vulneráveis de entre todos os paroquianos.
Além dos meios materiais e humanos, a Paróquia tem ainda de dar prioridade à oração por todos aqueles que trabalham nos seus Centros, para que o que fazem, façam de uma forma cada vez mais humana, cada vez mais fiel ao Espírito da caridade cristã.
O Centro Social paroquial é dirigido por exigência legal, civil e canónica, por um conjunto de pessoas que constituem os órgãos sociais dirigentes da Instituição e que são voluntários de entre os paroquianos que estejam dispostos a desenvolver os conhecimentos que têm, do respectivo exercício da Acção Social e da Solidariedade Cristã. Voltamos à necessidade de conhecer bem a doutrina Social da Igreja.
Mas não é só de voluntários dirigentes que o Centro Social Paroquial precisa. Muitas outras actividades eventuais ou mais ou menos regulares poderiam vir a beneficiar as pessoas que delas precisam, se mais leigos voluntários dessem algumas horas dos seus tempos livres ao serviço destes irmãos. Para isso estamos agora a implementar, mais uma vez, o serviço de voluntários. E não esqueçamos que Frederico Ozanan, jovem universitário, começou por juntar lenha para os pobres se aquecerem e não passarem frio. O Pe. Américo acolheu e promoveu a pessoa humana. O Pe. Adolfo Kolping promoveu o trabalho comunitário. O Pe. Cardijn lutou por maior dignidade da classe operária. O Pe. Óscar Romero é assassinado por defender os direitos dos explorados. A Madre Teresa de Calcutá acolhe os moribundos abandonados. Monsenhor Airosa funda uma obra para “Regeneração” das raparigas da rua. O Pe. Abel Varzim cria uma obra de raparigas marginais. Mons. Moreira das Neves e Maria Luísa Ressano Garcia funda a obra do “Ardina “. O Beato Frei Bartolomeu dos Mártires dá tudo o que pode para salvar da peste de 1570 e da carestia de 1574. S. João de Deus dá a vida pelos doentes.
Muitas pessoas com capacidades excepcionais permanecerão afastadas de certas práticas de Solidariedade Cristã ao serviço da Paróquia e do Centro Social por desconhecimento do que é o Centro e quais os seus objectivos.
Dizemos solidariedade cristã porque para paroquianos confessos esperamos que esta seja iluminada pela fé, seja uma questão de opção cristã e não seja apenas por opção puramente humana.
É de salientar que o Centro Social Paroquial à medida que cresce no âmbito da sua acção e assume exigências de qualidade comprovada, tem de integrar na sua equipa profissionais com habilitações próprias e com características humanas e de formação cristã adequadas à missão que desempenham e ao cariz da Instituição que representam. Daí o nosso esforço na melhoria da qualidade das respostas sociais que damos.
A Paróquia atinge a sua dimensão de Igreja na medida em que vive conscientemente a missão de louvor, anúncio e serviço, em união com Cristo e com a sua Igreja, na Eucaristia.
Se há lugar para Vicentinos, Legião de Maria, Serviço de Doentes e muitos outros, há por certo também um lugar próprio para o serviço, de uma forma regular, contínua, estruturada e organizada segundo normas e indicativos técnicos comumente aceites pelos Serviços Oficiais e pela Doutrina Social da Igreja, aos mais pobres, vulneráveis e desprotegidos, pois são os predilectos do Senhor.
S. Paulo afirma: “O Reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rom. 14,47).
O Centro Social Paroquial deve ser cada vez a justiça, paz e alegria no SERVIÇO dos frágeis, serviço que a Paróquia, por missão, tem de cumprir.
Apesar disso as “ovelhas passam fome, fome de pão para o corpo e fome de pão para o espírito, porque 1º os cristãos são pouco missionários e os seus olhos não se abrem para a miséria dos outros para viverem em paz e sem palavras; 2º também por falta desta consciência laxativa também não aparecem vocações para que haja mais sacerdotes e se uma diocese não precisa, há muitas que precisam no país ou nas missões…
NOTAS SOBRE O PASSAL DE MAZAREFES E LANHESES
NOTAS SOBRE O PASSAL DE MAZAREFES E
LANHESES
O Passal de Mazarefes foi arrematado em hasta pública na administração do concelho de Viana, por 23$000 reis, no dia 5 de Maio de 1912 por Francisco Fernandes Facha, sendo fiador Boaventura de Lima Fernandes.
A arrematação tinha sido anunciada por edital, datado do 23 de Abril de 1912, assinado por João Loureiro da Rocha Barbosa e Vasconcelos, presidente da comissão concelhia de administração dos Bens Eclesiásticos, em Viana. O secretário era Alberto Meira.
Nesta arrematação dos passais entravam também as casas de despejos, as cortes de gado e os terrenos contíguos, mas não entravam as residências (excepto a de Lanheses).
A arrematação tinha sido anunciada por edital, datado do 23 de Abril de 1912, assinado por João Loureiro da Rocha Barbosa e Vasconcelos, presidente da comissão concelhia de administração dos Bens Eclesiásticos, em Viana. O secretário era Alberto Meira.
Nesta arrematação dos passais entravam também as casas de despejos, as cortes de gado e os terrenos contíguos, mas não entravam as residências (excepto a de Lanheses).
Francisco Fernandes Facha arrematou, na mesma data, no passal de Lanheses e a residência, e foi fiador da compra dos passais de Freixieiro de Soutelo e de S. Pedro de Soutela.
Boaventura de Lima Fernandes, que foi também fiador da compra do passal de Lanheses foi um dos que acompanhou, em 25 de Março de 1916, um Sábado, o Administrador do Concelho Adriano Peixoto, para proceder ao arrombamento da porta da igreja de Monserrate e iniciar sua demolição.
Boaventura de Lima Fernandes, que foi também fiador da compra do passal de Lanheses foi um dos que acompanhou, em 25 de Março de 1916, um Sábado, o Administrador do Concelho Adriano Peixoto, para proceder ao arrombamento da porta da igreja de Monserrate e iniciar sua demolição.
(Notas coligidas por José Luís Branco da “Folha de Viana” de Maio de 1912, h-3, e de 29 de Março de 1916, h-3).
Quanto a este Passal de Mazarefes, na minha opinião, seria uma propriedade do lugar do rio,(entrada na Veiga) art.nº1199 e o mato e pinheiros com uma área de 11.088 ,um outro artigo junto à cancela artº 1.195, outra no lugar de Baixo e Boça de grande área. Se assim for é o primeiro passal e que ainda hoje entre os mais velhos é conhecido com o topónimo Passal. O lugar da Cancela, recordo vagamente do meu tempo de criança haver uma cancela no fundo do dito passal, na entrada para o caminho enlameado e com um passei de pedras soltas do lado poente e que levava as pessoas até à Capela de S. Simão, a primeira paroquial da freguesia de S. Simão da Junqueira de Mazarefes…
O passal, ou passais, é ou são propriedades agrícolas anexas à igreja ou residência
Paroquial para rendimento do pároco.
Paroquial para rendimento do pároco.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
PELOS CAMINHOS DO ACOLHIMENTO,DA MEMÓRIA, DO QUERIGMA E DA BELEZA
PELOS CAMINHOS DO
ACOLHIMENTO,DA MEMÓRIA, DO QUERIGMA E DA BELEZA
José Rodrigues Lima
Em 2018-2019,
ocupar-nos-emos do tema da evangelização, tomando S. Teotónio como modelo e protector.
Já é padroeiro secundário da Diocese, por ter nascido em território
correspondente à sua actual circunscrição eclesiástica – mais propriamente, em
Valença -, ainda que cedo se tenha daí deslocado para outras paragens,
principalmente do nosso País, para dar testemunho de Cristo. (Carta Pastoral D.
Anacleto Oliveira, 2017)
Evangelizar
(dar a boa notícia) é a grande tarefa da Igreja; é para isso que ela foi
fundada, enviada e sustentada pela força do Espírito Santo.
“Depois de ter
falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes
nossos dias, através do Seu Filho”. (Heb. 1,1-2)
Assim como o
Filho foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos (Jo. 20, 21)
dizendo: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, baptizai-as em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo, ensinai-as a observar tudo aquilo que vos mandei.
Eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos”. (Mt. 28,
19-20)
A igreja
recebeu dos Apóstolos este mandato solene de Cristo, de anunciar a verdade da
salvação e de a levar até aos confins da terra. (Act 1, 8)
Assim, a
palavra do Apóstolo Paulo: “Ai de mim, se não prego o evangelho! (1 Cor. 9,16)
Com efeito, é
pela palavra de salvação que a fé é suscitada no coração dos fiéis, e é mercê
da fé, que tem início e se desenvolve na assembleia dos crentes, seguindo
aquele dito do Apóstolo: “A Fé vem pelo ouvido, porém, pela palavra de Cristo”
(Rom. 10, 17)
O Evangelho de
Cristo renova continuamente a vida e cultura do homem, e na história humana, o Evangelho
foi fermento de liberdade e fraternidade.
Assim fala o
Senhor: “A chuva e a neve, que descem do céu não voltam para cá sem terem
regado a terra, sem haver fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao
semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta
sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter
realizado a sua missão. (Is. 55, 10-11)
Jesus anuncia o
Reino de Deus, com palavra e obras.
Todo o
baptizado é um anunciador da BOA NOVA, pois é pelo baptismo sacerdote e
profeta.
O anúncio da
BOA NOVA pode concretizar-se pela palavra, pelas obras e pelo testemunho de FÉ.
Relembremos a
parábola do semeador (Mat. 13, 3-9).
Toda a
evangelização está fundada sobre a Palavra de Deus escutada, meditada, vivida,
celebrada e testemunhada.
Formamos o Povo
de Deus, guiados pelo Espírito Santo que actua como quer, onde quer e quando
quer.
MARANATHÁ –
AMEN! VEM, SENHOR JESUS!
DO ACOLHIMENTO À DIACONIA – DA
PROXIMIDADE À KOINONIA
Com
simplicidade, sublinhamos algumas características na evangelização, para uma
pastoral fresca e renovada.
ACOLHIMENTO-
“Quem vos recebe, a mim recebe: e quem me recebe, recebe aquele que me
enviou”.(Mat, 10.40);
PROXIMIDADE-”Ele
chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes”. (Jo.10,3)
TERNURA-Sede
afectuosos uns para com os outros no amor fraterno”.(Rom.12.10)
COMPAIXÃO-Contemplando
a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como
ovelhas sem pastor”.(Mat.9,36)
CORAÇÃO/ALMA-”O
que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram,o coração do homem não
pressentiu, isso Deus preparou para aqueles que o amam”. 1ª Carta aos
Coríntios, 2,9)
“Vinde
a mim todos os que estais cansados e oprimidos ,que eu hei-de aliviar-vos.Tomai
sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde e coração e
encontrareis descanso para o vosso espírito, pois o meu jugo é suave e o meu
fardo é leve”. (Mat.11, 28-30)
COMUNITÁRIA
(KOINONIA)-”O cálice de benção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue
de Cristo?O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Uma vez que
há um único pão, nós embora muitos, somos um só corpo, porque todos
participamos desse único pão”.1ª ,,Carta Coríntios, 10,16-17);”Eram assíduos ao
ensino dos apóstolos, à união fraterna,à fracção do pão e ás orações..Perante
os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos apóstolos,
o
temos dominava todos os espíritos,todos os crentes viviam unidos e possuiam
tudo em comum.Vendiam terras e outros bens e distribuiam o dinheiro por todos,
de acordo com as necessidades”. (Act.2,42.45)
ANUNCIAR
A ESSÊNCIADO EVANGELHO-” Jesus respondeu: O primeiro é escuta Israel:O Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o
Senhor , teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma, com todo o teu
ensinamento e com todas as tuas forças. O segundo é este: amarás o teu próximo
como a ti mesmo.Não há outro mandamento maior”.. (Lc.12,29-31)
PREGAR
A PESSOA DE JESUS CRISTO (KERIGMA)-”Ensinando a cumprir tudo quanto vos tenho
mandado, e sabei que estarei convosco até ao fim dos tempos” (Mat. 28,19-20)
“Pois
não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos
vossos servos, por amor de Jesus”. (2ª Carta aos Coríntios, 4,5)
TESTEMUNHAR
(DIAKONIA)- “Então os justos responder-lhe-ão:Senhor, quando foi que te vimos
com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te de vimos peregrino e te
recolhemos, ou nú e te vestimos?E quando
te vimos doente ou na prisão, e fomos
visitar-te? E o Rei vai dizer-lhes em
resposta: em verdade vos digo:Sempre que fizeste isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o
fizestes”. (Mat.25,37-40)
A
CELEBRAÇÃO DA EUCATISTIA (LITURGIA)- “Tomou , então o pão, e depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles,
dizendo:Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha
memória. Depois da ceia , fez o mesmo com o cálice, dizendo: Este cálice é a
NOVA ALIANÇA no meu sangue que vai ser derramado por vós”(Lc.22,19-20).
A
EUCARISTIA é “fonte e cume de toda a vida cristã”.
Na EUCARISTIA está contido todo o tesouro espiritual do POVO DE DEUS,isto é, o próprio CRISTO,
nossa Páscoa.
NOVOS SINAIS-NOVOS SÍMBOLOS
Se
Agosto é o mês do descanso, o tempo de
Setembro é o do regresso ás canseiras dos trabalhos,ás instituições escolares e
da volta à vida, por vezes de rotina quotidiana.
Após
o ciclo festivo, surge o período das colheitas dos fructos maduros e
apetitosos,, com aromas por vezes fortes, como é o do vinho novo que alegra a
gente.
Continuamos como caminheiros da verdade, da
bondade e da beleza, parecendo escutar sons e vozes de eternidade, luzes e
referências que contribuem para a peregrinação existencial, para a verdadeira
estructura antropológica.
Os
dias do calendário vão subindo, e as páginas da vida escrevem-se com memórias
sentidas.
Há
sempre um tempo renovado,fresco, com matizes diversificadas e apelos de
vivências alargadas.
Pelo
sonho é que vamos...
A
nossa identidade dá alento a novos projectos, onde se olha “o futuro do passado”, de acordo com
Fernando Pessoa.
9Somos
memória e projecto...
AS ARTES NA OBRA EVANGELIZADORA
“É
bom que toda a catequese preste uma especial atenção à via da beleza ( via pulc hritudinis ).
Anunciar
Cristo significa mostrar que crer n,Ele
é segui-lO, não é algo algo apenas verdadeiro e justo,mas também belo, capaz de prender a vida de um
novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações.
É
desejável que cada Igreja particular incentive o uso das artes na obra
evangelizadora, em continuidade com a riqueza do passado, mas também na
vastidão das suas múltiplas expressões actuais, a fim de transmitir a fé numa
nova “linguagem parabólica”.
É
preciso ter coragem de encontrar os novos sinais, os novos símbolos, uma nova
carne para transmissão da PALAVRA,as diversas formas de beleza que se
manifestam em diferentes ambientes culturais.”
(Cf..Alegria
do Evangelho,n.167,2013)
Assim,
se o Reino contemplado é a BELEZA, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade
revala-se como Espírito de Beleza .
Dostoievsky compreendeu-o bem:” O Espírito Santo, diz ele, é a captação directa
da Beleza “...
“A
sua própria obra, enquanto Espírito da Beleza, é uma “ poesia sem
palavras”...,Por relação com o Verbo, o Evangelho do Espírito Santo é visual,
contemplativo”.
(Evdokimov-Teologia
da Beleza-1901-1970)
José Rodrigues Lima
938583275
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