AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Alegria do Natal

Alegria do Natal

O Advento leva-nos a abrir o coração e a criar família. Parafraseando o Papa Francisco em 2017 “os nossos corações não se fechem como se fecharam as casas de Belém”.
Estas palavras são actuais porque nos convidam neste tempo de Advento a abrir os nossos corações para todas as pessoas que passam por nós sobretudo os sofredores, os solitários, os doentes. Esta é a maneira de darmos ao Natal o verdadeiro significado: Jesus que nasce em cada ser humano. Mas, hoje, como sempre, é Ele que se aproxima de nós e corremos o risco de não o acolhermos e levar à nossa volta tudo a abandoná-lo ao desprezo, à indiferença.
O Natal é a festa da família e, por isso, um tempo muito especial para construir relações, para criar família.
É um tempo privilegiado para dar graças a Deus por tantos dons que recebemos e mais ainda é a nós que nos proporciona ser oferta de Deus para o termos connosco como um dom para o partilhar.
Nestes dias refrescamos o nosso compromisso de amar a todos e a cada um que estiver a caminhar connosco diariamente. Porque o Natal é sentir que o Senhor está próximo. Porque o nascimento está próximo, é sentir-me com o Senhor.
Que aquilo que nada tem a ver com o Natal de Jesus e vamos desfrutando neste tempo não nos ofusque a grande e verdadeira ALEGRIA DO NATAL!...

Pe. Coutinho

Mazarefes no Brasil

Mazarefes no Brasil

Mazarefes no Brasil: Avelino Francisco dos Reis, um dos filhos e uma nora que conheço, bem como um neto Cláudio que se encontra acompanhado pela sua esposa em primeira linha, lugar de neta e nora, ambos professores, o Cláudio, Professor Universertário. O Avelino não teve um só filho e o Agostinho é pai de 3 filhos e tem salvo erro 6 netos. Há no Brasil oriundos de Mazarefes no Brasil, mesmo da mesma desta família. Não descobri o registo do falecimento do meu trisavô Manuel Francisco dos Reis e deve ter morrido no Brasil. Pode ser que o Agostinho saiba ou o Cláudio possa descobrir...

“Anda mouro na costa”

“Anda mouro na costa”
Quando parece que há qualquer coisa, mas não se sabe o quê, ouve dizer-se “anda mouro na costa”. Este dito deve ser tão antigo como os mouros quando entraram na península.
Dum modo particular, parece ser oriundo da zona branca da Espanha, tendo como centro, Alicante, cidade das acácias da cocatedral da Imaculada ( antiga mesquita) e da Catedral mais moderna. Mouros mesmo contra a vontade dos cristãos entraram em Alicante, por Vielagoyosa, em 28 de julho de 1538, mas por poucas horas, pois depressa foram devolvidos ao mar como pessoas que não interessavam. Todos os anos, ainda hoje, fazem em Alcoy uma festa de cristã mesmo para lembrar o passado. Só que agora não há pólvora nem nada disso. É uma grande festa em Constoyo, onde todos se reúnem a seu modo.
O mesmo acontece em Alcoy , mas em 22, 23 e 24 de Abril.
Os de Alicante ouviram dizer que os mouros estavam a chegar à costa, então todos se puseram de vigilância para não os deixarem entrar. Mas, as armas eram diferentes e os mouros venceram. Como disse já, apenas por poucas horas depressa os espanhóis se reforçaram e puseram-nos nas “galhetas”, isto é, a fugir para o mar.
Hoje para nós “anda mouro na costa” é só em sentido figurado: algo que não se sabe, mas alguma coisa está para acontecer sem sabermos descriminar o quê. Saberemos depois, mas há que estar vigilante para ver se descobrimos esse “quê.” Pode ser coisa porque não há mouros, mas pode ser oura coisa que parece e nos pode escapar: Pode ser e não ser. Hoje este “andar mouro na costa” pode ser muita coisa, menos os que nos parece.

sábado, 30 de novembro de 2019

José Gonçalves Barreto VS Adelina de Carvalho de Matos

José Gonçalves Barreto VS Adelina de Carvalho de Matos
O José Gonçalves Barreto, filho de António Gonçalves Barreto, ferreiro no lugar da Regadia, freguesia de Mazarefes, e de Maria Vieira Lopes, também da Regadia, lavador de Carros, numa Oficina da Rua de Aveiro, onde é agora o Pingo Doce casou com Adelina de Carvalho de Matos, filha de Francisco Moreira de Matos, da Casa dos Cirurgiões e de Adelaide Alves de Carvalho, da família dos Carvalhos da Banda do Carvalho de Mazarefes, do Rio do Ribeiro, lavadeira, jornaleira e mãe de 10 filhos: Laurinda, casada em França com Jacques, sem filhos; José de Carvalho Barreto, soldador, casado com a Rosa Ferreira Costa Barreto e pai de três filhos e avô de 5 netos; Manuel, casado com Rosa da Conceição Carvalho de Torre Barreto, pai de 3 filhos e avô de 2 netos; Jorge, já falecido no Canadá e casado com Conceição de Freitas Lima, deixou uma filha casada com um italiano e 3 netos; Irene, casada com Adriano de Sá Gonçalves, mãe de 3 filhos e avó de 6 netos; Laura, casada com Constantino de Sousa Carvalho, primo, neto do Mestre da Banda de Mazarefes e sem filhos; Arminda, casada com Manuel de Jesus Dias e com dois filhos; Maria, casada com José Rodrigues Portela, com 2 filhos e 4 netos; Teresa, solteira e sem geração; Maria Cecília, casada com José Manuel Barreto Castelo, mãe de filhos. Sendo avô de 17 netos e 20 bisnetos, mas esperam-se mais bisnetos.
Estes pais, do pouco que tinham, ( ainda conseguiam partilhar) com os pobres. Vi eu, muitas vezes, a tia “Adelina troca”, (alcunha do marido) a dar aos pobres que andavam de saco às costas a abrir o seu lencinho e do canto do lenço tirar das moedas que tinha para partilhar com o outro. Esta senhora sempre foi para mim uma referência pela sua dedicação aos outros, sempre a trabalhar… Um dia encontrei-a, nos restos da vida dela, a trabalhar numa leira junto à casa do carpinteiro Simplício, juntos aos Calistos, já com idade quase nonagenária. O marido sempre o reconheci como uma pessoa de trabalho. Fora da hora de trabalho ajudava o ferreiro Pinto numa oficina que hoje só tem o espaço, (destinado a uma rotunda?), no entroncamento da estrada de Viana a Barroselas com a ligação com a estrada de Darque a Ponte de Lima, conhecida pela estrada das Boas Novas (por passar pela Capela de Nª Sª das Boas Novas) e centro da freguesia, muito sofredor das vias respiratórias devido às humidades, mas também o cigarrinho não o ajudava nada, talvez, por isso, tenha falecido cedo aos 58 anos, em 1968, pois tinha nascido em 1910. Deixou a Adelina Carvalho, mãe de seus filhos ainda com muitos encargos para educar tantos filhos, o que fez com eficácia, à custa de muito trabalho e bom exemplo e com a ajuda dos filhos mais velhos.
Apesar de tudo educaram 10 filhos para a sociedade, dando-lhes tudo o que podiam para que fossem, na vida, pessoas dignas de honra como o foram e procuram transmitir isso aos netos e bisnetos.
A “ Tia Adelina”, viúva, trabalhou até ao fim entregando a sua alma a Deus em 2012, quase a um mês de fazer noventa anos, nascida em 1912, depois de 44 anos do seu marido. Agora, no Céu, ambos gozam o sono dos justos, na eternidade de Deus Pai.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Acolher deve ser um dos frutos da espiritualidade

Acolher deve ser um dos frutos da espiritualidade
Acolher é amor. Só o humilde é capaz de acolher quem chega, seja quem for, pois pode ser aquela pessoa que precisa mais de mim, e sem saber que um dia ela poderá dar mais do que eu lhe dei. Seja quem for ainda que por mal, pois já nós, e não só, sentimos a dor de uma arma caçadeira apontada a 5 metros, de uma pistola pousada sobre uma secretária, ou de uma arma dentro de um saco, ameaçadora, do tudo ou nada, à nossa frente.
Só pode acolher bem quem for humilde. Só o humilde é capaz de amansar o violento, o degradado, o esfomeado de sede e justiça, sem quebrar o diálogo. São muitas experiências pela qual o gesto pode passar na vida, mas acabamos por sentir felicidade, descobrimos uma espiritualidade grande. Despertamos que a vida só tem sentido dentro da fraternidade, como filhos do nosso pai, ou de algo absoluto, transcendente, oculto que não vemos, mas acreditamos. Esta espiritualidade leva-nos a aliviar o sofrimento e a compreender que as nossas dores não são só nossas, são de todos, da humanidade.
Eis o grande desafio à espiritualidade, e apesar de tudo, continuar a acreditar.
Esta é a espiritualidade alicerçada na fé sem deixarmos cair os braços ou pôr de lado o resto e esperar pelo fim. Deus dá-nos sempre com as duas mãos e com o seu amor o que precisamos para conseguir os objetivos que pretendemos e a crença de que não estamos aqui para sempre, mas, de passagem para um além muito melhor e superior desde que, nos momentos das horas do dia-a-dia, de mês a mês, de ano a ano queiramos voar. Deus facilmente esquece as nossas fraquezas. Se ficarmos envolvidos nos nossos rancores, aí está o pecado.
A espiritualidade é ter consciência que somos a parte de um todo que é Amor! Que somos Obra de Deus!...
O mundo em que vivemos nos últimos tempos é um mundo da materialidade, da técnicociência maravilhosa que dispomos mas, com inteligência, com a crença de que só haverá tragédia se formos orgulhosos e não investirmos na oração e no uso justo da liberdade.
Caso contrário, vasta olhar para os noticiários que nos deixam tristes e podem-nos levar á tentação de um mundo de loucos.
Com a espiritualidade procuramos compreender e encher o nosso peito, não para o desânimo, mas para a nobreza, de uma alma com dignidade próxima do divino. É infeliz a autoridade que recusa ser discípulo e o discípulo que recusa ser autoridade.
Amigo é, no espírito, em que está toda a verdadeira grandeza. A simplicidade do espírito é visível na nobreza e ela cresce com o retiro de nós mesmos.
Não poderemos ter uma alegria espiritual em pleno se não formos justos e fizermos crescer a virtude da humanidade na nossa vida. É verdade porque quanto mais nós nos despirmos do nosso orgulho, da nossa vaidade, mais resplandece a luz do nosso espírito. É na nossa pequenez que podemos trazer o céu a todas as almas.
Com o nosso orgulho, rancor e vaidade repelimos os outros, até o próprio céu. Estes sentimentos são gestos do diabo que devemos lutar para o afastar para longe de nós.
A grandeza de uma alma não está na grandeza intelectual, mas na grandeza espiritual, sem esperar um prémio porque a sua recompensa virá depois com a alegria própria de um justo.
O “Caminho” de Mons. Escrivão, já canonizado, é muito rico de princípios para uma vida espiritual.
A alegria espiritual só pode vir não da fisiologia, mas do sobrenatural, aquela que procede do abandono de nós mesmos nos braços do nosso Pai comum.
Quando a dor te abate é porque a recebes com cobardia.
Não podemos distinguir “pelo tamanho das sementes que darão ervas normais das que vão produzir árvores centenárias”.
O “Caminho” de S. José Maria Escrivã pode ser um grande livro de cabeceira ao lado da Bíblia.
A espiritualidade conduz-nos ao acolhimento, à tolerância, à liberdade, ao respeito, à solidariedade, ao compromisso.
Uma lição dos meus primos
Artur Coutinho

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

“Somos Igreja que acolhe”


“Somos Igreja que acolhe”


Este é o tema da carta pastoral do nosso Bispo que se encontra à venda e também temos nos nossos serviços, custa uma ninharia…
Depois de Evangelizar e agradecer, vem o Acolher…
Não sei se deveríamos ter começado ao contrário porque nada na nossa vida deve começar sem um acolhimento adequado a cada ser porque depois de bem acolhido mais facilmente acredita na evangelização e sente-se obrigado a agradecer.
Antes de tudo o que é mais importante é acolher, precisamos de saber acolher. No acolhimento que significa dar colo, colinho, isto é, colar e não dividir ou encolher. É activo e não passivo. É o regaço da mãe é o colo da Virgem Maria com seu filho descido da Cruz morto e o colo de Deus sempre activo, positivo, querido e amado. É difícil dar colo ou regaço a um adulto, à primeira vista, mas se fizermos uns aos outros aquilo que Deus quer, isto é, ver o Outro com os olhos de Deus e já arranjamos um regaço quando fizer falta, seja criança ou adulto e qualquer que precise e sem preconceitos.
Abrigar alguém, recolher, agasalhar, amparar, proteger, amparar é acolher. Acolher é um abraço forte que confirma paz, confiança, amor, carinho e segurança. É mais forte que o dar a mão, qualquer palavra ou gesto, mas o conjunto é possível ser sinal de um bom acolhimento.
Acolher é dar. “Há mais felicidade em dar que em receber (Act 20,35)”
Ao longo da vida todos precisamos de colo porque o contrário podemos criar rotura e pode não dar, mas também nunca receber. Todos estamos preparados para acolher? “Somos Igreja que acolhe” porque dar colo é fortalecer as relações entre os familiares e entre os humanos, entre qualquer um da Comunidade diocesana e abertos aos que chegam de fora, sejam de que raça for, política ou credo, pobre ou rico. Se alguém precisa, cada um de nós é chamado a  Acolher… “Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram (Rm 12,15)”
Dar colo é ajudar a dormir a criança, o idoso ou o doente, a minimizar a solidão e a aflição dos que sofrem.
Todos nós somos dependentes e precisamos de estímulos, ou então, as pessoas serão resignadas e infelizes. Deus não quer ninguém infeliz.
A vida começa para todos assim no colo, no regaço, entre o joelhos e a cintura, no colo, entre a cintura e o peito e pode acabar do mesmo modo…
Aqui na Paróquia existe o Berço, onde se dá colo…Ele existe para dar colo uma vez que bebés e crianças não têm colo da mãe natural. Nós temos de tomar o lugar da mãe, ou dum pai para o seu crescimento normal de qualquer humano, filho de Deus.
O Refeitório Social onde se come e se faz higiene como pessoas nossas irmãs em aposentos normais. Não é a sopa dos pobres, mas o pão, a sopa, o prato normal, a sobremesa, quantas vezes um afago, um conselho ou um dar a mão sem olhar a quem. “Não pagueis o mal com o mal, mas preocupai-vos em praticar o bem para com todos os homens; se for possível, quanto de vós dependa, vivei em paz com todos (Rm 12,14) ”
Agradecemos a Deus esta dádiva de Amor de muitos dados a estas crianças abandonadas, maltratadas, de famílias desestruturadas, vítimas de violência de todas as espécies. Este louvor é “A acção de graças: Parte da «visão espiritual, de fé profunda, que reconhece aquilo que o próprio Deus faz» pela evangelização «e simultaneamente, (…) brota de um coração solícito pelos outros.”
Sentimo-nos gratíssimos pelas oportunidades que Deus nos vai dando para amar derramando sacrifício, ascese, oração, esforço, cansaço, renúncia e até a própria vida porque a felicidade e autenticidade da vida dá-nos alegria e o prazer do dever cumprido e a leveza de consciência para dormirmos melhor e alcançarmos o bem pelo qual lutamos. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e acontecer-vos-á. S. Paulo recomendou: “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração (Rm 12,12)”
                                                                                                                                         Padre Coutinho