AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

terça-feira, 17 de julho de 2018

Monsenhor José Maria Costa Reis Ribeiro 60 anos de sacerdote

Monsenhor José Maria Costa Reis Ribeiro 60 anos de sacerdote
Alvarães é uma freguesia do concelho de Viana do Castelo, onde em 25 de Outubro nasceu um varão a quem lhe foi dado o nome de José Maria da Costa Reis Ribeiro.
Depois da passagem pela escola primária ingressou no Seminário de Braga e foi ordenado a 13 de Julho de 1958, no Seminário Conciliar por D. António Bento Martins Júnior. Intelectual invulgar foi logo para Roma estudar e regressou para leccionar no Externato Liceal de Monção em 5 de Janeiro de 1962.
É aquela freguesia uma das freguesias de Viana do Castelo com pessoas não só de “terras e haveres”, mas também de pessoas notáveis pela sua cultura e formação, uma terra rica e de muito civismo… E de vocações sacerdotais e religiosas.
Sempre foi um aficionado pela criação da Diocese de Viana do Castelo. Enquanto seminarista algumas dificuldades teria sentido de se manifestar porque o seu pároco era o Cónego Cepa e Arcipreste de Viana, mas muito bracarense e muito fiel a Braga.
Colaborou e ajudou-nos na organização da celabração do 40º aniversário da Colónia Vianense, em 1971, quando eu exercia as funções estatutárias de “Bispo” da Colónia e fui ameaçado que não me ordenaria de presbítero, se levasse as comemorações por diante e quem nos valeu, a mim e ao próximo diácono José Maria Pereira do Vale, foi Mons. Daniel Machado que assumiu por nós a responsabilidade do programa.
Portanto, é natural que o jovem Reis Ribeiro se contivesse nas suas manifestações a favor da criação da Diocese de Viana do Castelo, enquanto seminarista.
No entanto, e talvez também por esse motivo deixasse o colégio de Valença para seguir depois o cardeal Patriarca, D. António Ribeiro, para Lisboa para dirigir a LUC (Liga Universitária Católica). Para além de vários cargos a nível do Patriarcado, ele sempre foi um leal amigo, um sacerdote com profundidade intelectual e espiritual e fez-se um especialista em Doutrina Social da Igreja, além da licenciatura de Filosofia e diplomado em Sociologia em Roma, formado em espiritualidade no Instituto internacional dos PP. Carmelitas Descalços.
O 25 de Abril, dia do nascimento da democracia, o Monsenhor Reis Ribeiro estava no patriarcado e informações dessa altura, parece-me que soube ser um bom leitor e conselheiro para os Bispos não só do patriarcado, mas também de fora.
Não admira, foi com formação sociológica, filósofo, espiritualista, zelezo pela Fé e ligado às Comunicações Sociais, experiência de trabalho com jovens, com jornalistas, não era de esperar outra postura dele junto do Senhor Patriarca e dos colegas.
Viveu intensamente a causa política junto da Igreja na harmonia e nos cautelosos e prudentes conselhos como só ele sabe dar. Ainda hoje continua calmo, sereno, reflexivo, pensador e amigo de ajudar o outro, dá gosto ouvi-lo.
A vida de Reis Ribeiro dava para fazer um livro, mas é uma pessoa muito discreta, faz mais do que diz e procura ultrapassar problemas difíceis.
Criada a Diocese de Viana do Castelo, logo pensou acompanhar D. Júlio Tavares Rebimbas, o que fez um ano antes de D. Júlio ir para o Porto, ainda ficando ligado às Comunicações Sociais da Igreja a nível nacional, em Lisboa, até que acabados os seus trabalhos em Lisboa se dedicou só à Diocese de Viana o que ainda o faz com muita alegria e satisfação, pois também era uma questão de coerência. Tinha feito parte da sua fundação, contra a muitos que estando em Braga não o fizeram. Ter a veleidade de escrever sobre Monsenhor Reis Ribeiro seria um absurdo porque sempre se ficaria aquém do que se possa dizer. Remeto os meus amigos para blog “porfirio.home.sapo.pt/partilhas.hotmail”, aí encontrará pormenores do seu currículo que ficará pasmado e o muito que falta é só por causa da sua descrição e ir mais longe porque pode sentir-se mal. Eu o conheço suficientemente e sei que desta croniqueta só se vai rir...e que a sua missão não é andar nos jornais...é outra coisa mais importante...voltado para os pobres!...
Outro dia, dia 13, a Congregação da Caridade quis prestar-lhe homenagem porque celebrou 60 anos de sacerdote e quase 25 anos de capelão naquela Instituição. Deus lhe dê vida e saúde para fazer um trabalho que já o acompanhei mais de perto admirado por idosos crentes e não crentes e que por ele têm grande simpatia. Tenho entre mãos uma lembrança que distribuiu e que me chamou a atenção o seu pensamento : “CAHAMASTE-ME NA MINHA FRGILIDADE
A PARTICIPAR DO TEU MISTÉRIO
E CANTO A MINHA GRATIDÃO:
Graças, Senhor…
Obrigado à Igreja, à família e a todos com quem trabalhei- Alvarães, Braga, Roma, Lisboa e Viana do Castelo… Na Acção Católica e Comunicações Sociais, Serviços diocesanos para sempre a minha gratidão.
Sempre foi um bom colaborador na Paróquia de Nª Sª de Fátima, sobretudo, na formação social e no Centro de Formação Paroquial.

Padre Coutinho

FALAR DE VIANA

Viana do lado de lá
A falar de Viana, não sei se seria melhor falar do lado poente, do lado nascente, do lado norte ou do lado sul.
Viana é contemplada sobretudo do lado sul, de Darque, da entrada na Ponte nova, ou da Ponte velha.
No entanto, em cada dia há sempre uma Viana remoçada seja de que lado for, e sobretudo, do lado nascente para onde se expande mais, ou para o poente que pode ser observada do mar-alto.
Esta Viana do lado de lá é onde eu gostaria de estar para observar aquilo que me vai no coração, na alma de quem vive a cidade dos homens e neles pensar em elevá-los à dignidade e ao nível que todos ansiamos por uma cidade cada vez maior, mais bela, mais pacífica. Do norte ao sul, da nascente ao poente se quer como uma grande família, onde todos dêem as mãos para marchar em frente pelo bem-estar de todos e cada um.
Acordei eu!...
Sou suspeito para falar de Viana porque Viana é a terra onde a “minha alma gentil” camoniana, gravita. Para além disso “sou sujeito a estas distrações, a este sonhar acordado. Que lhe hei-de eu fazer? Andando, escrevendo, sonho e ando, sonho e falo, sonho e escrevo. Francamente me confesso de sonâmbulo, de solilóquio, de... Não, fica melhor com seu ar de grego (hoje tenho a bossa helénica num estado de tumescência pasmosa!); digamos sonílogo, sonígrafo... A minha opinião sincera e conscienciosa é que o leitor deve saltar estas folhas, e passar ao capítulo seguinte, que é outra casta de capítulo” segundo “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garret.
Virando a folha sentirá outra aragem, outra doçura, outro ambiente, outro conteúdo que o fará descer mais à realidade.
Acredito no outro lado do meu lado seja esquerdo ou direito, da frente ou de trás. É o lado da minha sombra. Sou eu. É a minha terra, o meu berço, a minha pátria, o meu torrão, o meu lar, porque Viana está no meu coração.
Olho para o rio e ao contemplá-lo gostava de cantar com o meu lado:
A água do rio Lima
Foge que desaparece;
Nem a água apaga a sede
Nem o meu amor me esquece.
A água do nosso rio
Bate toda em cachão,
Assim batem as penas
Do meu coração. (Cancioneiro da Serra de Arga)
Assim como a minha terra Mazarefes que é Viana, assim o meu outro lado que cantava a saudade:
A carta que te mandei
Foi escrita à candeia;
Com suspiros foi fechada,
De saudades vai cheia.
As cantigas são saudades,
Quem canta, saudades tem;
Quem canta para esquecer
É certo que lembra alguém. (Cancioneiro da Serra de Arga)
O outro lado é o outro ao qual eu quero sair ao seu encontro, para, de mãos dadas construirmos, lado a lado, a cultura vianense e criarmos uma comunhão que conduza a uma maior beleza desta cidade, desta terra que se chama Viana. Quem a visita esquece o outro lado por entrar na nostalgia de tudo o que é belo, desde o ambiente até à alma vianense de todos os outros que fazem uma festa e sabem acolher com alegria e amor quem chega.
Quero deixar de lado a mitologia do esquecimento, bem como a lembrança de Estrabão e estar ao lado do lutador romano, destemido e impulsivo, Júnio Bruto, sem esquecer o nosso lado da raiz límica, desde as suas nascentes, a 975 metros de altitude no monte Talariño, do lado poente, nas costas das nascentes do rio Sil, no Sarreaus, Couso (…) o rio, não do esquecimento, mas da lembrança, do encanto porque era terra do bem fascinante guardada na memória do coração de todos os que aqui chegam.
Tinha razão Júnio Bruto que, então, é mesmo verdade: “Quem gosta vem, quem ama fica!”
Tudo o que Deus fez é belo, mas para mim, Viana é o meu lado mais nobre, depois de Deus que adoro.
Viana é a terra do coração.
Padre Artur Coutinho




As duas primeira imagens mostram a nascente onde já fui com amigos. Lugar especial para repouso, muito silêncio...serenidade, no Couso perto de Xinzio do Lima. Local bom para contemplação, meditação, oração e elevação de corpo e alma.
A terceira é a nascente que fica mais longe no monte talariño camada a fonte de Sarreaus que oura nascente do Lima e na encosta virada a poente porque as fontes na encosta do lado nascente vão ter ao rio Sil da Ribeira Sacra.
Esta nascente do rio Lima, passa-lhe perto o Caminho de Santiago
A outra imagem a da Forxa Torre da Porqueira acerca de 40 Km do Xinzio do Lima de regresso a Portugal. Era uma torre de defesa dos povos límicos... Devia haver um estudo actual sobre as diferenças e as semelhanças entre os costumes, a linguagem popular, tradições, toponímia, etc de Viana a Xinxio do Lima. Talvez uma boa tese para estudantes esoanhóis e portuguses.
Aparecem mais três fotografias de Couso e as últimas são das margens do Rio em Mazarefes.
Isto é também Falar de Viana.

domingo, 8 de julho de 2018

O SANTO HOMEM BOM Sanctus Omobonus


O SANTO HOMEM BOM

Sanctus Omobonus

Não sei se sonhei, mas quando era jovem parece ter ouvido que o Homem Bom, o Santo Homem Bom prendia-se com uma lenda ou qualquer acontecimento de um homem que terá sido morto, mas ao mesmo tempo, também se conhecia o Largo do Santo Homem Bom, onde a Cúria de Braga terá passado no princípio do século XVIII uma autorização para se construir nesse largo a Capela de Nossa Senhora das Necessidades. Possuo fotocópia desse documento, mas até hoje nunca ninguém me esclareceu sobre o local dessa Capela, nem José Rosa Araújo com quem convivi muitos anos, arqueólogo e etnógrafo vianense de renome o sabia explicar.
A Capela da Senhora das Necessidades surgiu conforme o historiador Dr. José Carlos Loureiro dos fins do século XVIII e princípios do século XIX na Abelheira. Teria havido aí algum oratório sob essa invocação muito anterior até porque não teria sido possível dar cumprimento feito a Braga e mais tarde construir uma pequena capela, um oratório à volta da qual faziam festa…Havia um oratório na Rua da Bandeira perto onde hoje fica a Segurança Social, à volta do qual os da Bandeira também alguma vez fizeram festa.
Quando estive em Cremona, cidade italiana, descobri que o patrono da Catedral desta cidade era o Sanctus Omobonus, Santo Omobono, ou Santo Bom Homem.


Donde veio este Santo? Precisamente de Cremona onde nasceu, cidade da Lombardia, em 1140 de uma família modesta e baptizado “Homobono” que significa Homem Bom, talvez um sinal profético porque em vida alcançou, de facto, a santidade através de uma vida austera, cheia de bondade, caridade, justiça e amor, sempre com medo de explorar os outros e antes pelo contrário dando aos que precisassem da sua ajuda, desprendido como era dos bens deste modo.
Casou e foi pai de família e “pai dos pobres”, assim lhe chamam os cremonenses.

Seu pai não o mandou para a escola, mas ensinou-lhe a arte mercantil de tecidos, foi alfaiate e sobretudo o pai lhe incutiu as virtudes da probidade, da integridade e a virtude da simplicidade e da justiça no amor.
Santificou-se a cumprir os deveres da diligência, da honra por motivo sobrenaturais, com uma devoção extremíssima ao santíssimo Sacramento, à Eucaristia sem esquecer a família e os pobres.









Numa altura de crise juntaram-se à sua porta tantos pobres que deram tudo o que tinha da despensa da família da casa. A esposa estava fora porque ela era contra este modo extremo de ele proceder. Nesse dia quando chegou a casa e tendo sabido que por ali tinha passado muita gente, foi logo à despensa ver o que lhe restava e afinal estava cheia como a deixou. O primeiro milagre em vida foi este.
Faleceu em 13 de Novembro de 1187 quando o sacerdote na missa a que costumava assistir com muita devoção manifestada também em gestos, aconteceu que ao sacerdote proclamar Glória In Exeleis Deo ergueu os braços e cruzando-os caiu assim no chão, mas os participantes não se importaram muito, pois seria mais um gesto da sua vivência, mas ao fim do Evangelho foram até ele e, de facto, ali estava, mas era morto.
Depressa o papa Inocêncio III o canonizou e a sua festa litúrgica celebra-se a 13 de Novembro.
A devoção a este Santo Homem Bom expandiu-se por toda a Itália, França e restante Europa. No Brasil, mais tarde se construíram Capelas e Igrejas. Também conheci uma que fica  em Roma por baixo do Capitolino.
É o patrono dos alfaiates, dos costureiros e dos comerciantes de tecido.
Outro dia numa conversa com o Dr. Francisco Carneiro Fernandes avivou a minha vontade de ver uma imagem do Santo Homem Bom na capela da Senhora das Candeias. E lá fui e gostei do que vi. A Senhora das Candeias estava ladeada pelo Santo Homem Bom à esquerda de Nossa Senhora e do lado direito S. Miguel Arcanjo.
Na rua dos Manjovos e no Largo do Santo Homem Bom, hoje, Largo Vasco da Gama, tinha eu andado há anos à procura de descobrir onde teriam estado os Carmelitas descalças antes de entrarem no Convento do Desterro, Jesus Maria, José, bem como se haveria algum registo de ter havido a capela de Nossa Senhora das Necessidades.
Não foi fácil, mas chamou-me a atenção a imagem do Santo Homem Bom e de escrever sobre ele este pequeno apontamento.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Alberto Fernandes Dias


Alberto Fernandes Dias
 
Alberto Fernandes Dias a partir de 22 de Agosto de 1938, em Santa Marta de Portuzelo, filho de Manuel Ribeiro Dias e Luiza Fernandes Gomes, irmão de mais 5, mas nesta data, só 4 estão vivos, todos casados e com geração.
O Alberto na Escola primária de Santa Marta, fez a 4ª classe. A partir dai partira para a Arte de trolha. Trabalhou e gostava muito de trabalhar em estuque.
Deixou trabalhos feitos em Mazarefes, Viana do Castelo, França, Itália … por esse mundo fora, dizia.







Saíu de casa aos 16 anos e começou a namorar em Viana com a criada do Silva, fogueteiro. Casou na Meadela com 21 anos com Estela Rebolo de quem teve 4 filhos: Avelino Alberto, Conceição, Maria Luísa e o Rui, todos casados e com filhos, alguns dois já com netos.
Faleceu-lhe a esposa em 1957 e vive com Lina Manso.

Maria Etelvina de Araújo Sampaio


Maria Etelvina de Araújo Sampaio

Maria Etelvina de Araújo Sampaio desde 24-04-1955, filha de António Figueiredo Sampaio e de Maria Luísa Araújo Tinoco, nascida em Monserrate. Frequentou a Escola da Avenida e fez a 4ª classe. Aos 13 anos foi trabalhar na Fábrica dos Tapetes, na “Areosa”, na Somartis. Eram 20 irmãos e a mãe chegou a ir ao Presidente da República, a Lisboa para receber um prémio devido a ser uma família numerosa. Dois irmãos já faleceram e dois gémeos morreram ao nascer. 
Na fábrica o que ganhava dava à mãe, era dos irmãos, a mais velha. 





Conheceu o marido, pescador, quando trabalhou na fábrica, com quem namorou e casou. Ele chamava-se José Luciano Passos Araújo e dele teve três filhos: José Manuel, António Manuel e Marco Paulo; todos casados e com geração. Tem seis netos.
Ao casar deixou a Somartis e o marido quis que tomasse conta dos filhos. No entanto, devido ao falecimento do marido com 51 anos e os filhos ainda eram menores lançou-se a procurar trabalhos no peixe e em limpezas. Passou muito, mas graças a Deus, tudo ultrapassou e os filhos estão bem na vida, têm o suficiente e tem uma neta na universidade.
Apesar de tudo, ainda teve coragem para receber uma menina com 10 meses de uma família desestruturada que a tem como filha. Hoje tem 31 anos, casada e com um casal de filhos. Nunca recebeu ajuda do estado para a educar, alimentar e dar-lhe o aspeto próprio de uma mãe. Ela chamava-lhe mãe e, de facto, a teve como filha. Também os filhos a têm como irmã, como as cunhadas. Ainda hoje é assim.
Viveu sempre na Ribeira até há catorze anos. Veio para a Bandeira, onde o filho mais velho lhe arranjou a casa.
Foi sujeita a uma cirurgia e começou a frequentar o Centro de Dia.
E apesar de tudo é muito feliz com a família que tem em casa e no Centro de Dia.

Maria Filomena Gonçalves Leite

Maria Filomena Gonçalves Leite

Maria Filomena Gonçalves Leite nascida em Santa Leocádia a 10 de janeiro de 1939, faz parte do Centro de Dia. Fez a terceira classe na escola da terra natal. Era filha de João Leite Lima e de Rosa Gonçalves Lima. Tinha 8 irmãos, mas uma morreu ainda pequena, em 1950. Todos os irmãos casaram, mas dois já faleceram; só um irmão não teve filhos. Depois de sair da escola andou com o gado, e também à soga dos bois apostos ao carro. Como o pai era pedreiro, ia a pedreira buscar pedra para fazer muros e casas até aos 23 anos, quando se casou com o José Gonçalves Torres.
É mãe de três filhos: Amadeu, Assunção e Frenando, todos casados e com filhos. É avô de 7 netos e já tem 3 bisnetos, mas um deles faleceu num dos hospitais do Porto, onde nasceu e foi batizado.












Sempre trabalhou, depois de casada, na agricultura. Arriscava tudo como qualquer homem de trabalho.
Hoje passa o tempo no Centro de dia de Nossa Senhora de Fátima, participando nas atividades com os colaboradores, lendo jornal, a Bíblia e conversando com os colegas, mas como ouve um pouco mal, às vezes evita conversar. Gosta muito de sair nos passeios do centro, da convivência em geral dos colaboradores, assim como da alimentação que, nem sempre sai igual, como acontece nas nossas casas. Come dieta porque se encontra doente e já fez 10 cirurgias gerais.
No entanto, confessa que é feliz com os filhos e com os netos, de um modo particular com a filha que é com quem vive diariamente.


Sempre foi uma mulher feliz mesmo sem o marido há 17 anos. Os males de saúde vai-os vencendo um vez melhor, outra vez pior.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

VIAGENS E PEREGRINAÇÕES


VIAGENS E PEREGRINAÇÕES


*Complementar a formação que é ministrada a nível Paroquial no CPF e noutros espaços criados para debate ou formação da consciência crítica sobre a problemática doutrinal e tecnológica do mundo actual.
*Promover a cultura material e espiritual dos paroquianos, em geral, e dos amigos.
*Criar espaços de relação e inter-relação entre as pessoas, de descontração e de elevação ao transcendente, que conduza ao diálogo e à paz entre culturas e civilizações diferentes.
*As viagens e as Peregrinações têm sempre como objectivo a promoção da perspectiva cristã do nosso trabalho e para além do enriquecimento cultural, também visam fomentar a aproximação de pessoas, levando-as a relacionarem-se fraternalmente e ao enraizamento de amizades, ponto que tem sido muito valorizado a nível pastoral.

Quanto às peregrinações S. Paulo dizia:
“Desejo partir para estar com Cristo”  (Fil. “ 23) - esta ansiedade de S. Paulo, convertido à fé, deve ser agora a nossa ansiedade. O nosso coração crente é um coração sereno e inquieto porque embora seja Cristo que vive em nós, é preciso partir para o encontro pleno com Ele é...
            Esse encontro devia realizar-se num santuário. Claro que não em nenhum santuário deste mundo, mas no santuário celeste, o da “Jerusalém Celeste”. Só esse Santuário é o fim, o verdadeiro ómega de todos os santuários.
            Nesse sentido, todos temos que partir e, ao mesmo tempo, deixar que Cristo “permaneça na carne”, para que nesta caminhada de peregrinos de Cristo, Cristo apareça pelo testemunho da nossa vida.
            Somos, por natureza, um povo peregrino e é rico peregrinar... Por isso, em todas as religiões se fizeram e fazem peregrinações. Desde Abraão a Jesus Cristo, desde Jesus Cristo até à parusia, peregrinamos com a virgem Etéria.
            Como oportunidades fortes de espírito peregrino, organizamos viagens aos Santuários deste mundo, mas não como meta final, pois caso contrário estaríamos a negar o que Cristo disse à Samaritana :
“...vai chegar a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis o Pai... Os verdadeiros adoradores hão-se adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja” (Jo 4-19s).
            Nesta experiência de peregrinação organizada aos santuários deste mundo, à procura de serenidade, de paz e de um encontro cada vez mais íntimo e forte com Cristo, temos ido a vários lados : Fátima, Lourdes, Covadonga, Macarena, Sta. Teresa de Ávila, Lisieux, Roma, Assis, Terra Santa, Sinai, Grécia, etc, repetindo a maior parte delas, sobretudo Fátima, Covadonga, Lourdes e Roma, onde temos ido todos os anos.
            Nelas procura-se dar ao Homem o sentido do seu próprio viver, o porquê da sua caminhada, a descoberta do sentido genuíno de todos os valores humanos sobrenaturais, a descoberta do carácter passageiro de tudo quanto é terreno, sobrepondo o espiritual ao material, dando vida àquilo que parece sufocar o espírito da alegria, da paz, da esperança, do profundo sentido de caminhar. 
            É assim que muitos conseguem em peregrinações encontrar-se com o homem novo, nascido do baptismo, através da oração individual e comunitária, de recolhimento, da audição e meditação da Palavra de Jesus, na celebração verdadeiramente digna da Eucaristia, na recepção pessoal do Sacramento da Penitência e nas relações fraternais com outros povos, outras gentes mais ricas ou mais pobres de outras dioceses ou paróquias, nas oportunidades que se oferece de interajuda.
            É claro que, como diz S. Gregório de Nissa por experiência própria, as peregrinações não são necessárias para a Salvação, nem foram preceituadas por Jesus Cristo, mas uma coisa é certa : podem ajudar nesta descoberta total de Jesus Cristo. Quantas pessoas vivem desagregadas de si mesmas e através de um encontro num lugar diferente, sereno e calmo, onde tudo inspira ao alto, desaparece a desagregação pelo encontro feliz consigo mesmas e com Deus.
Nestas actividades juntavam-se pessoas pessoas desde empregadas domésticas a professores universitários, médicos, arqueólogos, empresários, oficiais do exército, advogados e juízes. No fim muitos desconhecidos passavam a amigos como uma família se tratasse, e ainda hoje convivem. De uma comunidade heterogenia acabava-se numa grande homonageada.
            Alguma gente não acredita em milagres, e pelo sentido que lhes dão, também eu não. Mas, milagres há-os todos os dias. Para vê-los é preciso abrir os olhos de fé e o coração do amor.
            Nas nossas peregrinações têm sido notórios alguns “milagres”, pessoas que não praticavam que começaram a praticar. Alguns que, antes de chegar ao destino se preparavam para confessar e os resultados viam-se a partir daí e a partir do resto da vida.  Tantos o testemunharam e um deles foi o Rosa Araújo. Alguns já partiram, outros são vivos e há quem não se importe de testemunhar.















 Alemanha,15;Argentina,3;Bruges,1;Bruxelas,10;Brasil, 7;Ceuta,6;Chile,1;Cuba,2;Egipto,4;Escócia,5;Espanha,29;Espanha, França,Bélgica,Holanda,Alemanha, Suécia, Dinamarca,2;Estónia,2;Évora,13;Fátima,46;Filândia,3;França,17;Goa e Bombaim,1;Grécia,8;Holanda,10;Hungria,9;INDIA,2;India, Hong Kong, Macau e Cantão(China),2; Israel e Egipto,12;Italia com Roma, 39;Jugoslávia,6;Letónia,2;Licheinstein,4;Lituânia,2;Londres,10;Londres e Escócia,3;Lurdes e Andorra,25;Luxemburgo,11;Macarena, Ávila e Sevilha,4;Macau,2;Madeira,4;Madrid, Salamanca, Tordesilhas e Ávila,13;Malásia,1;Malta,2;Marrocos,4;México,2;Mónaco,5;Mosteiro de Lorvão,2;Noruega,2; Nossa Senhora de Fátima 41;Panamá,1;Paraguay,1;Pequim,Xangai,Nepa,1;Perú,1;Polónia,2;Portalegre,3;Praga,7;Reino Unido,7;Roménia com Transilvânia,1;Roménia e Bulgária,1;Rússia,3;S.João de Arga,21;Salamanca,5;Santiago de Compostela,19;Serra da Estrela,37;Singapura,1;Síria,1;Suécia,8;Suíça,9;Tailândia,2;Terra Santa,10;Trás-os -Montes,35;Tunísia,3;Turquia,11;Ukrânia,2;Uruguai,4;Venezuela,1; Várias viagens a todas as cidades e muitas vilas do País.


quinta-feira, 21 de junho de 2018

OS PORTUGUESES NA INDONÉSIA

OS PORTUGUESES NA INDONÉSIA

Francisco Serrão e António de Abreu, navegadores portugueses , em 1511 chegaram as ilhas Molucas, mas o poder militar dos holandeses que, desistindo de Timor, vieram no século XVII a dominar os nativos. O pouco tempo que os portugueses tentaram comercializar, foi o suficiente para deixar na língua Indonésia a sua influência em mais de um cento de palavras, sobretudo em Aceh e em Lamno, algumas palavras como: Kemeja (camisa),Noda (nódoa), Bendera (bandeira), Jendela(janela), Garpu (garfo), Keju (Queijo), Meja (mesa), Boneka (boneca), entre muitas outras. Dá-me muita satisfação ver que os portugueses por onde passaram deixaram marcas. Aqui na Indonésia constituíram família e dando origem aos indonésios de olhos azuis em Lamno e Aceh onde havia uma população de 500 descendentes de portugueses, assim se mantendo casando sempre dentro do mesmo bairro, ficando com o Tsumani reduzida a uma população de menos de 1/5.










Vi a indonésia de longe, da Malásia e de Singapura.
Na Malásia ainda existe um bairro de descendentes portugueses onde almocei com um grande grupo uma punheta de bacalhau que deve corresponder à origem dos portugueses quando lá chegaram.


Para além disso nas poucas igrejas cristãs onde encontrei encontrei nomes de portugueses e de origem portuguesa.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

29 anos de CEntro de Dia para a Rosa Reguengo


Rosa Rodrigues Reguengo







Rosa Rodrigues Reguengo nascida em 1936, filha de Avelino Fernandes Reguengo e Laura Rodrigues Maduro, na Abelheira.
Quando era pequena ainda via e foi perdendo lentamente a visão. É mão de um só filho, o Manuel casado, e avó de uma neta.
Faz 29 anos como utente do Centro de Dia, no qual ainda se mantém. Foi sempre uma pessoa activa apesar das dificuldades visuais, mesmo no centro de dia, com a idade e como é natural algumas limitações mais vão aparecendo, mas continua no Centro de Dia onde se encontra muito bem.
Os problemas que por ventura tenham aparecido nesta vivência de 29 anos considera-os como acontece em qualquer família, por isso “não lhe da relevo!”.
Gosta muito de cantar seja canções antigas do povo, sejam cânticos da igreja, onde já vimos quando participa em cerimónias religiosas e em cânticos particulares no Centro de Dia.
Por vezes, exaspera-se um pouco devido às suas limitações, parece cansada deste mundo, “mas Deus tem-me dado coragem para enfrentar a vida.
Gosta sempre da harmonia e paz entre os utentes do Centro de Dia e os colaboradores. Encontra-se em família e aqui passa o tempo. Já não é como era, mas como pode ser.

sábado, 9 de junho de 2018

MEMÓRIAS DA GRATIDÃO PARA ALÉM DOS 40 ANOS



MEMÓRIAS DA GRATIDÃO PARA ALÉM DOS 40 ANOS

Bispos nascidos em Viana do Castelo ou na região vianense foram muito mais que estes, pois a norte do Rio Lima, sabe-se pouco por ter sido território de outra diocese.

O território correspondente à Diocese de Viana do Castelo já fez parte da Diocese de Tui, de Ceuta e, por fim, de Braga.
Em Viana conservamos os restos mortais do Beato Frei-Bartolomeu dos Mártires e os restos mortais do primeiro bispo desta diocese, D. Júlio Tavares Rebimbas.
Temos dois bispos eméritos: D. Abílio Rbas e  D. Jose Augusto.
É difícil saber em pormenor porque muitos foram Bispos, a partir dos missionários, ordenados  também fora e faltam registo sobre a naturalidade.
Fiz uma pesquisa e cheguei aqui...mas prometo continuar, a não ser que alguém com mais tempo e mestria que o faça ou apareça a público, entretanto chego a esta conclusão:
Tentei apurar quais os  filhos desta região tivessem sido Bispos, segundo, Salgado Matos, dá conhecimento de 16, acrescentando o D. Manuel Carvalho, natural de Subportela e Bispo dos Açores, já falecido; o D. Joaquim Rodrigues Lima, da família “Novo” de Vila Nova de Anha, Bispo de Bombaim; D. Carlos Pinheiro, de Vila Praia de Âncora, já falecido; D. Abílio Ribas, natural de Soajo e Bispo emérito de S. Tomé e Príncipe; D. José Augusto Pedreira, nascido em Valença e Bispo emérito de Viana; D. Antonino Dias, natural de Monção e Bispo de Portalegre; e agora D. Pio Alves, natural de Lanheses - Viana do Castelo e nomeado Bispo Auxiliar do Porto, D. António Mendes de Carvalho, Ferreira - P. Coura, Bispo de  Elvas; António Mendes de Carvalho, Ferreira-P. Coura , Bispo de Elvas; D. António José de Sousa Barroso – Viana, Bispo na Índia e no Porto; D. Pedro, Conde de Viana , Bispo de Évora; D. Bernardo Ribeiro Seixas, V. N. Cerveira, Bragança; D. Baltazar do Rego, Viana do Castelo, Bispo em Angola; D. João Ribeiro Gaio, Viana do Castelo, Bispo de Malaca; D. Pedro, Viana do Castelo, Bispo de Faro e Porto; D. Frei António do Desterro, Viana do Castelo, Bispo de Rio de Janeiro; D. Vasco, Viana do Castelo, Bispo no Porto e Faro.

D. Antonino Eugénio Fernandes Dias, nascido em Monção, Bispo eleito para auxiliar de Braga em 21 de Janeiro de 2000 de Portalegre e Castelo Branco e nomeado titular das dioceses de Portalegre e Castelo Branco, por sua Santidade o Papa Bento de XVI em 8 de Setembro de 2008.








Com base em todos os clérigos e leigos de outros tempos se foi construindo esta Diocese a celebrar os 40 anos sob o tema da Gratidão.
A Gratidão dos vianenses chega a todos estes nomes referidos que construíram Igreja.
Para além do nosso actual Bispo, os Vigários Gerais que foram desta diocese: “Padre Daniel Machado de coração”, Cónego Carlos Pinheiro que foi nomeado Bispo auxiliar de Braga e o actual V. G. Padre Sebastião Pires Ferreira.