AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

segunda-feira, 11 de junho de 2018

29 anos de CEntro de Dia para a Rosa Reguengo


Rosa Rodrigues Reguengo







Rosa Rodrigues Reguengo nascida em 1936, filha de Avelino Fernandes Reguengo e Laura Rodrigues Maduro, na Abelheira.
Quando era pequena ainda via e foi perdendo lentamente a visão. É mão de um só filho, o Manuel casado, e avó de uma neta.
Faz 29 anos como utente do Centro de Dia, no qual ainda se mantém. Foi sempre uma pessoa activa apesar das dificuldades visuais, mesmo no centro de dia, com a idade e como é natural algumas limitações mais vão aparecendo, mas continua no Centro de Dia onde se encontra muito bem.
Os problemas que por ventura tenham aparecido nesta vivência de 29 anos considera-os como acontece em qualquer família, por isso “não lhe da relevo!”.
Gosta muito de cantar seja canções antigas do povo, sejam cânticos da igreja, onde já vimos quando participa em cerimónias religiosas e em cânticos particulares no Centro de Dia.
Por vezes, exaspera-se um pouco devido às suas limitações, parece cansada deste mundo, “mas Deus tem-me dado coragem para enfrentar a vida.
Gosta sempre da harmonia e paz entre os utentes do Centro de Dia e os colaboradores. Encontra-se em família e aqui passa o tempo. Já não é como era, mas como pode ser.

sábado, 9 de junho de 2018

MEMÓRIAS DA GRATIDÃO PARA ALÉM DOS 40 ANOS



MEMÓRIAS DA GRATIDÃO PARA ALÉM DOS 40 ANOS

Bispos nascidos em Viana do Castelo ou na região vianense foram muito mais que estes, pois a norte do Rio Lima, sabe-se pouco por ter sido território de outra diocese.

O território correspondente à Diocese de Viana do Castelo já fez parte da Diocese de Tui, de Ceuta e, por fim, de Braga.
Em Viana conservamos os restos mortais do Beato Frei-Bartolomeu dos Mártires e os restos mortais do primeiro bispo desta diocese, D. Júlio Tavares Rebimbas.
Temos dois bispos eméritos: D. Abílio Rbas e  D. Jose Augusto.
É difícil saber em pormenor porque muitos foram Bispos, a partir dos missionários, ordenados  também fora e faltam registo sobre a naturalidade.
Fiz uma pesquisa e cheguei aqui...mas prometo continuar, a não ser que alguém com mais tempo e mestria que o faça ou apareça a público, entretanto chego a esta conclusão:
Tentei apurar quais os  filhos desta região tivessem sido Bispos, segundo, Salgado Matos, dá conhecimento de 16, acrescentando o D. Manuel Carvalho, natural de Subportela e Bispo dos Açores, já falecido; o D. Joaquim Rodrigues Lima, da família “Novo” de Vila Nova de Anha, Bispo de Bombaim; D. Carlos Pinheiro, de Vila Praia de Âncora, já falecido; D. Abílio Ribas, natural de Soajo e Bispo emérito de S. Tomé e Príncipe; D. José Augusto Pedreira, nascido em Valença e Bispo emérito de Viana; D. Antonino Dias, natural de Monção e Bispo de Portalegre; e agora D. Pio Alves, natural de Lanheses - Viana do Castelo e nomeado Bispo Auxiliar do Porto, D. António Mendes de Carvalho, Ferreira - P. Coura, Bispo de  Elvas; António Mendes de Carvalho, Ferreira-P. Coura , Bispo de Elvas; D. António José de Sousa Barroso – Viana, Bispo na Índia e no Porto; D. Pedro, Conde de Viana , Bispo de Évora; D. Bernardo Ribeiro Seixas, V. N. Cerveira, Bragança; D. Baltazar do Rego, Viana do Castelo, Bispo em Angola; D. João Ribeiro Gaio, Viana do Castelo, Bispo de Malaca; D. Pedro, Viana do Castelo, Bispo de Faro e Porto; D. Frei António do Desterro, Viana do Castelo, Bispo de Rio de Janeiro; D. Vasco, Viana do Castelo, Bispo no Porto e Faro.

D. Antonino Eugénio Fernandes Dias, nascido em Monção, Bispo eleito para auxiliar de Braga em 21 de Janeiro de 2000 de Portalegre e Castelo Branco e nomeado titular das dioceses de Portalegre e Castelo Branco, por sua Santidade o Papa Bento de XVI em 8 de Setembro de 2008.








Com base em todos os clérigos e leigos de outros tempos se foi construindo esta Diocese a celebrar os 40 anos sob o tema da Gratidão.
A Gratidão dos vianenses chega a todos estes nomes referidos que construíram Igreja.
Para além do nosso actual Bispo, os Vigários Gerais que foram desta diocese: “Padre Daniel Machado de coração”, Cónego Carlos Pinheiro que foi nomeado Bispo auxiliar de Braga e o actual V. G. Padre Sebastião Pires Ferreira.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

António Fernandes Ribeiro



António Fernandes Ribeiro


António Fernandes Ribeiro desde o dia 11 de Dezembro de 

1931 frequentou a Escola de Barroselas, onde nasceu. Veio

 para Viana depois da 4ª classe para as Oficinas de Luciano 

Gaião, à Rua dos Manjovos e assim aprendeu a arte de 

serralheiro. Aos 14 anos matriculou-se na Escola Industrial,

 no Jardim D. Fernando, até ao 3º ano. Não acabou por 

causa de uma brincadeira de rapazes que não foi 

compreendida. Aos 17 anos foi para os Estaleiros. Começou 

a ganhar. No Luciano Gaião recebia 1$00 ao dia que hoje 

seria menos que um cêntimo.


Quando saiu do Gaião foi para o Começanha, à Rua do

 Poço, a ganhar 7$00 por dia, pouco mais de 3 cêntimos

 actuais.

Nos estaleiros ganhavam 14$00 por dia era menos que os

 actuais 7 cêntimos.

Morou sempre à Rua dos Manjovos até ao casamento com

 Júlia Jesus de Araújo, de Monserrate. Já se conheciam

 desde os 14 anos de brincarem na rua, rapazes e raparigas,

 à Maria escura, por exemplo.

Tinha 22 anos quando casou em Monserrate com a Júlia que

 tinha 20 anos.

Quando fizeram 50 anos de casados organizaram uma

 grande festa na Igreja de S. Domingos. Convidou a família

 toda e amigos.

A esposa só fez a terceira classe e frequentou a 4ª classe,

 mas não fez exame porque desistiu. O António Ribeiro foi 

para a França durante oito anos. Veio de França através de 

uma empresa “Ponticel”. E já não voltou, ficou em Portugal 

na empresa como sócio Mectube, mas falhou a sociedade.

 Na altura deixou e com um sócio e os filhos montaram a 

empresa Norimonte – mecânica, estruturas metálicas e

 tubagens industriais para fábricas, até à reforma aos 67 

anos.

A sua esposa era doméstica e deu-lhe 9 filhos: Isabel,

 Gorete, Rita, António (Tony) falecido com 48 anos, Walter, 

Ana Teresa falecida com 7 meses, Jorge e as gémeas Maria

 José e Diánia. Sendo a Júlia doméstica bem precisou do

 tempo para cuidar dos filhos, do marido e da casa.
..
 Ele e a esposa têm agora 11 netos e 4 bisnetos. “Graças a

 Deus que tenho a minha Júlia comigo”, disse ele estando a

 sua esposa ao lado.

“Encontro-me um pouco fragilizado por causa de uma gripe.”

 Assim reconheci na casualidade de uma visita de

 passagem. Uma grande família, uma grande nau, mas com

 a doçura de uma vida cumprida como pais e com a 

esperança de que nada faltará.


terça-feira, 5 de junho de 2018

Somos diocese que agradece Memórias da gratidão (corrigido)


Somos diocese que agradece

Memórias da gratidão

No dia 8 de Janeiro de 1978 D. Júlio Tavares Rebimbas, nomeado pelo Beato Paul VI que criou esta comunidade de Viana do Castelo, assumiu a Diocese de Viana do Castelo. Nesse dia de sol veio da igreja da Caridade acompanhado do Núncio, do Cardeal, bispos e sacerdotes, com uma multidão que se apinhava na passagem até engrossar junto à Sé Catedral. Foi o primeiro Bispo que pôs a Diocese a andar! Dizia ele: Isto vai!...





A repartição de bens materiais entre Braga e Viana do Castelo e os seus respectivos registos e também vieram para Viana. Pastoralmente começou a tomar iniciativas e a acompanhar o clero e os fiéis da Igreja de Viana, o que já foi um trabalho merecedor de que todos nós necessitávamos. A gratidão do povo deste distrito, que na celebração dos 40 anos o Bispo atual e os responsáveis da Diocese quiseram recebê-lo, já cadáver desde 1987 na nossa Sé Catedral como homenagem de gratidão. Foi o primeiro Bispo largamente experimentado como pastor do Algarve, e auxiliar de Lisboa de onde veio.
Sempre o admirei. Num dos Domingos seguintes à sua entrada em 15 ou 22 de janeiro, não posso precisar, em conversa com ele lhe fiz uma proposta; sem pensar em qualquer outra coisa, a não ser a celebrar as minhas missas na Serra D`Arga. Aceitou imediatamente. Lá foi ele com o Pe. Vergílio, estando em Dem às 7.30h para celebrar a missa das 8h e às 9.00h estava em Arga de S. João a celebrar para a Paróquia mais pequena da serra, assim continuou para celebrar às 10h em Arga de Baixo e acabar em Arga de cima às 11h. No final exclamou: “Isto é pesado!...”
O povo não estava preparado, mas foi calorosamente acolhido dentro da igreja por todos…É nosso dever, é nossa salvação dar graças a Deus Pai.
D. Júlio tinha uma a particularidade singular: ser mais próximo dos fiéis em gestos e linguagem.
Dêmos graças ao senhor, nosso Deus, por tão grande dom que nos concedeu, a Diocese e um primeiro Bispo.

Em 1982 entra D Armindo Lopes Coelho, por o nosso Bispo, o Arcebispo-bispo de Mitilene ter sido enviado para a Diocese do Porto, como que não bastando as 3 diversas experiência de Bispo.



D. Armindo Lopes Coelho também era próximo dos seus fiéis e dos seus padres, mas poucos se aperceberam da sua proximidade muito clara, sobretudo, fora do templo e em convívio com as pessoas. Usava até uma, fina e perspicaz piada e todos se riam, a bom rir, com ele.
Também com ele tive uma outra experiência que não mais  a esquecerei. Estava ao seu serviço de carro e a pé num dia do ano 1986 e em determinada ocasião senti a sua dor de alma, quando o vi emocionado e com lágrimas nos olhos. Pedi para se sentar e aí estivemos a descontrair até que começasse, de novo, a rir.
Embora na linguagem na liturgia fosse muito intelectual, extenso e menos acessível à maioria dos fiéis, mais dogmático e fiel ao evangelho, mas o que queria era que todos venerássemos os frutos da redenção divina e que todos sentissem a gratidão para com o nosso Deus. 
Em 1997 faleceu D Júlio no Porto. E de Viana para o Porto foi, D. Armindo Lopes Coelho.

Sendo este substituído com o regresso de D. José Augusto Fernandes Pedreira que tinha sido nomeado Bispo auxiliar do Porto, regressou à sua diocese natal para assumir as funções de bispo titular. 



Foi ele o terceiro Bispo de Viana. Talvez tivesse julgado que Viana não tinha mudado nada, durante a sua ausência no Porto e isso talvez não o tenha ajudado a começar uma pastoral como quando era o “Pe. Pedreira”, zeloso, hábil e dinâmico. Foi um Bispo muito voltado sobre si mesmo, na sua fidelidade ao poder episcopal, mas procurava e lutou pela unidade e pela paz vivida à volta da eucaristia e testemunhada no dia-a-dia. Graças te damos, ó Senhor, pelo padre que tendo sido consagrado Bispo e natural desta diocese foi auxiliar do Porto, regressando à sua terra. Em Viana as pessoas, muitas vezes, lhe chamavam Padre Pedreira, não por abuso de confiança, mas pelas memórias de relações sociais anteriores. Quando chegou à idade de resignação e, depois de concedida, esperava-se a nomeação do 4º Bispo de Viana. E veio.

Em 2007 veio D Anacleto Cordeiro de Oliveira, que de auxiliar de Lisboa veio para titular de Viana do Castelo. Desde a primeira hora se manifestou um Bispo muito trabalhador no pastoreio, nas suas funções, sempre atento e ativo sem nada recusar às necessidades do clero e dos fiéis, às vezes dá tudo.



Ao celebrar os quarenta anos de Diocese fez uma carta pastoral, onde explorou e inspirou os seus diocesanos à gratidão.
SOMOS IGREJA QUE AGRADECE - “É NOSSO DEVER”
“Com as palavras em epígrafe, iniciamos a resposta ao convite “Demos graças ao Senhor nosso Deus”, que introduz a grande acção de graças, dominante na segunda parte da Santa Missa. É tal o domínio, que deu origem ao nome por que talvez seja mais conhecida — não só esta parte, mas toda a celebração: “Eucaristia”, uma transliteração da palavra grega significativa de “acção de graças”.
Agradecer a Deus é, pois, um dever, tanto na Eucaristia como no resto da nossa vida.
Dai graças em todas circunstâncias — pede-nos S. Paulo — pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo (1 Ts 5, 18). E ainda: Vivei em acção de graças. (...)
 E tudo o que fizerdes por palavras e obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. (Col 3, 15.17)”.
PC

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Somos diocese que agradece Memórias da gratidão


Somos diocese que agradece

Memórias da gratidão

No dia 8 de Janeiro de 1978 D. Júlio Tavares Rebimbas, nomeado pelo Beato Paul VI que criou esta comunidade de Viana do Castelo, assumiu a Diocese de Viana do Castelo, nesse dia de sol e veio da igreja da Caridade acompanhado do Núncio do Cardeal, bispos e sacerdotes, com uma multidão que se apinhava na passagem até engrossar junto à Sé Catedral. Foi o primeiro Bispo que pôs a Diocese a andar! Dizia ele: Isto vai!...



A repartição de bens materiais entre Braga e Viana do Castelo e o seu respetivos registos e pastoralmente a tomar iniciativas e acompanhar o clero e os fiéis da Igreja de Viana, já foi um trabalho merecedor de que todos nós necessitamos. A gratidão do povo deste distrito, e que na celebração dos 40 anos o Bispo atual e os responsáveis da Diocese quiseram recebê-lo, já cadáver desde 1987 na nossa Sé Catedral como homenagem de gratidão. Foi o primeiro Bispo largamente experimentado como pastor do Algarve, e auxiliar de Lisboa de onde veio.
Sempre o admirei, pois num dos Domingos seguintes à sua entrada em 15 ou 22 de janeiro, não posso precisar, em conversa com ele lhe fiz uma proposta; sem pensar em qualquer outra coisa, a não ser a celebrar as minhas missas na Serra D`Arga. Aceitou imediatamente. Lá foi ele com o Pe. Vergílio, estando em Dem às 7.30h para celebrar a missa das 8h e às 9.00h estava em Arga de S. João a celebrar para a Paróquia mais pequena da serra, assim continuou para celebrar às 10h em Arga de Baixo e acabar em Arga de cima às 11h. No final exclamou: “Isto é pesado!...”
O povo não estava preparado, mas foi calorosamente acolhido dentro da igreja por todos…É nosso dever, é nossa salvação dar graças a Deus Pai.
D. Júlio tinha uma a particularidade singular: ser mais próximo dos fiéis em gestos e linguagem.
Dêmos graças ao senhor, nosso Deus, por tão grande dom que nos concedeu, a Diocese e um primeiro Bispo.

Em 1982 entra D Armindo Lopes Coelho, por o nosso Bispo, o Arcebispo-bispo de Mitilene ter sido enviado para a Diocese do Porto, como que não bastando as 3 diversas experiência de Bispo.


D. Armindo Lopes Coelho também era próximo dos seus fiéis e dos seus padres, mas poucos se aperceberam da sua proximidade muito clara, sobretudo, fora do templo e em convívio com as pessoas. Usava até uma, fina e perspicaz piada e todos se riam, a bom rir, com ele.
Também com ele tive uma outra experiência que não mais esquece. Estava ao seu serviço de carro e a pé num dia do ano 1986 e em determinada ocasião senti a sua dor de alma, quando o vi emocionado e com lágrimas nos olhos. Pedi para se sentar e aí estivemos a descontrair até que começasse, de novo, a rir.
Embora na linguagem na liturgia fosse muito intelectual, extenso e menos acessível à maioria dos fiéis, mais dogmático e fiel ao evangelho, mas o que queria era que todos venerássemos os frutos da redenção divina e que todos sentissem a gratidão para com o nosso Deus. 
Em 1997 faleceu D Júlio e de Viana foi para o Porto, D. Armindo Lopes Coelho.

Sendo este substituído com o regresso de D. José Augusto Fernandes Pedreira que tinha sido nomeado Bispo auxiliar do Porto, regressou à sua diocese natal para assumir as funções de bispo titular. 


Foi ele o terceiro Bispo de Viana. Talvez tivesse julgado que Viana não tinha mudado nada, durante a sua ausência no Porto e aí talvez não o tenha ajudado a começar uma pastoral como quando era o “Pe. Pedreira”, zeloso, hábil e dinâmico. Foi um Bispo muito voltado sobre si mesmo, na sua fidelidade ao poder episcopal, mas procurava e lutou pela unidade e pela paz vivida à volta da eucaristia e testemunhada no dia-a-dia. Graças te damos, ó Senhor, pelo padre que tendo sido consagrado Bispo e natural desta diocese foi auxiliar do Porto, regressando à sua terra. Em Viana as pessoas, muitas vezes, lhe chamavam Padre Pedreira, não por abuso de confiança, mas pelas memórias de relações sociais anteriores. Quando chegou à idade de resignação e, depois de concedida, esperava-se a nomeação do 4º Bispo de Viana. E veio.

Em 2007 veio D Anacleto Cordeiro de Oliveira, que de auxiliar de Lisboa veio para titular da Viana do Castelo. Desde a primeira hora se manifestou um Bispo muito trabalhador no pastoreio, nas suas funções, sempre atento e ativo sem nada recusar às necessidades do clero e dos fiéis, às vezes dá tudo.~


Ao celebrar os quarenta anos de Diocese fez uma carta pastoral, onde explorou e inspirou os seus diocesanos à gratidão.
SOMOS IGREJA QUE AGRADECE - “É NOSSO DEVER”
“Com as palavras em epígrafe, iniciamos a resposta ao convite “Demos graças ao Senhor nosso Deus”, que introduz a grande acção de graças, dominante na segunda parte da Santa Missa. É tal o domínio, que deu origem ao nome por que talvez seja mais conhecida — não só esta parte, mas toda a celebração: “Eucaristia”, uma transliteração da palavra grega significativa de “acção de graças”.
Agradecer a Deus é, pois, um dever, tanto na Eucaristia como no resto da nossa vida.
Dai graças em todas circunstâncias — pede-nos S. Paulo — pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo (1 Ts 5, 18). E ainda: Vivei em acção de graças. (...)
 E tudo o que fizerdes por palavras e obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. (Col 3, 15.17)”.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

O religioso não é humano?



1.  O problema da liberdade religiosa é que ela parece es­tar muito condicionada por quem não tem religião.
Daí que a tendência seja mais para limitar a liberdade do que para promover a liberdade.

 2.  Por vezes, dá a impressão de que a liberdade de não crer prevalece sobre a liberdade de acreditar.
Na óptica de muitos, a liberdade do crente terminaria à porta de casa e à saída da igreja.
3.  O argumento é que a expressão pública da fé fere a sensibi­lidade dos não-crentes. Será que só a não-crença pode ser expos­ta publicamente?
Porque é que a não-religião pode ser assumida em público e a religião tem de ser professada em privado?
4.  Se a vivência pública de uma religião perturba os não crentes, porque é que a ausência pública da religião não há-se inco­modar os crentes?
Será que o espaço público tem direitos de exclusividade? Per­tencerá ele apenas aos não-crentes?
5.           E não será que - apesar das repetidas garantias de neutralida­de - se está a tomar partido por um lado em detrimento do outro?
No fundo, onde está a tolerância e o acolhimento? Será que a não- -religião é a única opção religiosa publicamente aceitável?
6.  Não há dúvida de que o espaço público tem de estar aberto a quem não tem fé. Mas terá de estar completamente fechado aos crentes?
Invoca-se a laicidade para delimitar. Mas tal laicidade não será uma forma de laicismo?
7.           Pela sua natureza - que remete para «laos», isto é, para o po­vo a laicidade é integradora, não excludente.
Se a fé não tem a mesma oportunidade de intervenção pública que a descrença, poderemos falar de laicidade?
8. Há laicidade quando não há interferências; há laicismo quan­do se colocam restrições. Enquanto a laicidade permite, o laicis­mo restringe.
A laicidade oferece igual liberdade a quem crê e a quem não crê. Já o laicismo, ao confinar o religioso a determinados ambien­tes, estreita a liberdade dos crentes e só assegura plena liberdade aos não-crentes.
9. A presença de símbolos religiosos nos espaços públicos é um sinal de laicidade aberta. Já a sua remoção - ou proibição - confi­gura um sintoma de laicismo fechado.
Quem é crente aceitará que símbolos não-religiosos coexistam com os símbolos religiosos. Porque é que os não-crentes não hão-de aceitar a coabitação entre símbolos religiosos e símbolos não-religiosos?
10.    Afinal, o religioso também faz parte da humanidade. O tem­po dos «guetos» já passou.
Sem polémicas e com bom senso, havemos de (re) encontrar um lugar para todos sem indispor ninguém.

                                                                                                        JOÃO ANTÓNIO PINHEIRO TEIXEIRA
                                                                                                                                             in  Diário do Minho

MEMÓRIAS DA GRATIDÃO I

MEMÓRIAS DA GRATIDÃO




“É nosso dever agradecer”
Agradecemos a Beato Frei Bartolomeu dos Mártires que viu em Viana um subúrbio de Braga que era necessário dar-lhe o odor da sua presença como pastor ainda que fragilizado pela idade.
Achou Viana com necessidade da sua presença e de dar o resto dos anos da sua vida a esta zona da Arquidiocese de Braga.
Mas na nossa mente não estava só o Santo Arcebispo, estão também todos aqueles que ao longo dos anos desejaram um Bispo em Viana. Os sacerdotes precisavam de mais presença do pastor, do seu Bispo bem como os leigos quer até participaram na mesma luta pelo bem das almas.
Agradecer àqueles que em 1931 começaram a gerar a base da colónia, no seminário. A ideia partiu de estudantes vianenses como o José Carvalho Arieiro, a que se juntaram por indicação para ir estudar em Roma, Luciano Santos, José Gigante, Manuel Carvalho e Manuel Moreira. Machado. Outros continuaram a manter o mesmo espírito no Seminário, que participaram entre 1930 e 1934 e 1932 e 1936, José Domingues Cachadinha, Padre António Alves Cachadinha, Cândido Castilho, Manuel Correia Quintas, (um grande braço direito do monsenhor Daniel Machado que a pesar de ser elevado a Monsenhor, Arcipreste, Vigário Episcopal de Viana, nunca pôs em questão deixar de querer a diocese em Viana do Castelo e tudo fez para que ela viesse), Manuel Couto Soares, Manuel Pires Moreira, Carlindo Vieira, Alexandrino Cardoso e muitos outros que seria difícil listar sem que faltassem alguém.
Nem todos se mantiveram fiéis aos princípios da Colónia porque Braga deu-lhes cargos a fim de os calar.
No entanto, o bichinho da Colónia Vianense tinha ficado a partir dos doutores de Viana e assim sucedeu que com estatutos de ano para ano surgiam novos e um dos finalistas de Viana assumia “a função de bispo”, o responsável pelo património, do arquivo, das actas, dos programas e dos álbuns fotográficos. Mandava catas pastorais, reuniões no seminário e em férias, convívios e lá se manteve sempre a Colónia que os de Braga davam ao desprezo e indesejados pelos superiores como o cantinho de Viana, onde se faziam reuniões à sombra de uma árvore derrubada em 1971, em Março, quando eu já programava com os colegas de Viana a cebração dos 40 anos da sua fundação. Recordamos alguns que foram mais comprometidos, como, Vítor Cardoso, Aníbal lima de Carvalho, Alberto Martins, António Cachadinha, Carlindo Vieira, José Gandra, Sá do Rio, António Lima. Enquanto tudo começou por estudantes de Perre, Nogueira e Lanheses, por fim já havia estudantes das freguesias de Viana tanto da margem esquerda como da direita do rio Lima e outros de estudantes de outros concelhos, embora com menos peso…
A todos aqueles que foram fiéis até à última petição, apesar das ameaças de D. Francisco Maria da Silva, devemos muita gratidão por tudo o que fizeram para que Paulo VI em 1977 criasse a Diocese.
Eu, desde 1961 já trabalhava muito ligado à Colónia Vianense. Desde o meu 3º ano de Humanidades. Sempre fui um louco por minha terá que é Viana, sem desprezo de Braga, mas depressa recebi a mensagem dos de teologia ao ponto de contratar uma Camionete da Empresa Magalhães para que na saída para férias os vianenses do Seminário de Nª Sª da Conceição chegarem mais depressa à sua terra.
Eu sou sacerdote e estou agradecido a Deus este dom e a D. Francisco ter-me ordenado sacerdote, pois como diácono ameaçou-me que se celebrasse a festa dos 40 anos da colonia Vianense não me ordenaria, a festa foi feita e acabou por me ordenar. Nesta organização estava eu que era diácono e tinha acabado a teologia e o José Maria do Vale que ia para o quarto ano de teologia e via a sua ordenação em dúvida por causa da celebração justa dos 40 anos da colónia vianense.
Também ele foi ordenado sacerdote com muita honra e pastoreia Valença. Fizemos a celebração à sombra da responsabilidade de monsenhor Daniel Machada que entrou em nossa defesa e que assumiu a responsabilidade de tudo o que fizéssemos perante o Arcebispo de Braga.
Agradecemos a todos os sacerdotes e leigos trabalharam por terem um Bispo mais próximo que a meu ver devia ter chegado muito mais cedo. Padre Coutinho

sábado, 12 de maio de 2018

NOMES PREFERIDOS

NOMES PREFERIDOS DE 
2006 a 2015 nos registos de baptismos da Paróquia de Nª Sª de Fátima





NOMES PREFERIDOS

NOMES PREFERIDOS DE 
1979 a 1988 nos registos de batismos da Paróquia de Nª Sª de Fátima





quarta-feira, 2 de maio de 2018

POR QUÊ? VER PARTIR AMIGOS… O SENTIDO DA VIDA


POR QUÊ? VER PARTIR AMIGOS…
O SENTIDO DA VIDA


Os primeiros homens intuíram sempre um sentimento de religiosidade e, assim para eles, a natureza e seus entes eram coisas sagradas. Deste modo o Sol, a Terra, a Água, o Fogo, O Ar, etc… Foram para todos os seus deuses e a multiplicação na era pagã de deuses produzidos pela mitologia e pela arte. A pouco e pouco foram aparecendo outros mitos como o aparecimento dos belzebus, dos fantasmas e lobisomens criados pelos próprios humanos.
Gerações e gerações, séculos e séculos passaram que, de ligados à natureza e a tais misticismos, foram descobrindo a existência de algo transcendente e único, necessário e inatingível que seria o criador de tudo, como todo-poderoso que por vontade própria, tudo criou incluindo o Homem, a Mulher, isto é, toda a humanidade à sua semelhança e todas as coisas.
Nesta altura surge o monoteísmo com uma essência espiritual, fruto d’Este Deus criador que fez tudo porque ama e está acima de qualquer lógica de ritos, crenças e dogmas que mais tarde os homens constituíram nas religiões criadas pelos próprios. Por isso mesmo, os sentimentos de religiosidade aparecem fora de qualquer religião em particular. Imprescindível é que o ser humano reconheça este pormenor da Vontade Divina, para então conseguir perceber qual é o real objectivo da vida e como alcançá-lo.
Hoje, e já entrados quase nos primeiros 20 anos do século XXI, todos percebem que a religiosidade lhes é inerente. No entanto preferem fugir às regras, aos compromissos onde em qualquer sociedade organizada tem de haver. Aparecem  regras para a condução em sociedade ou comunidade e, mesmo assim,  acabaram por emergir em conflitos íntimos de incoerências que inquietaram muitos, fazendo perderam força e coragem para avançar em frente e assumirem compromissos estáveis e duradouros na vida. Igualmente acontece hoje. Também é fruto da cultura do descartável. E não há vida com sentido, se não há objectivos, planos e regras.
A vida não pode ser somente um curto intervalo entre o nascimento, o crescimento e a morte (a passagem). Há que pesquisar e aprofundar com sinceridade e seriedade o propósito da Vontade Criadora de Deus. Um objecto fruto de Amor, mesmo dentro da lógica natural das coisas, na vida não há lacunas, tudo é simples e coerente, impulsionado por um constante progresso e evolução do espírito da Criação.
Há que nos libertarmos de superficialidades e não sermos escravos delas. Muitos se apegam à conquista e conservação do poder terreno, fazendo dos outros, escravos a seu bel-prazer ou de domínio. Mas, o poder terreno deveria ser utilizado exclusivamente para o bem, para melhorar este mundo, que é sempre um poder passageiro, que, no além, não significa nada, tenha sido um simples ser humano, papa, bispo, sacerdote, rei ou governante, magistrado ou um simples camponês,… um vago. Ocupe o lugar que ocupar, terá de arcar com cada uma das consequências dos seus actos que serão tanto mais graves quanto maior for o seu poder que lhe vem de dons concedidos.
Quando parece que perdemos o “norte”, há que parar e perguntar a nós mesmos: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? É preciso saber profundamente quem sou, de onde vim para melhor fazer o caminho do futuro. Quem assim fizer não se perde, mas reencontra-se e descobre esse absoluto e poder divino. Descobre o verdadeiro e grande sentido para a vida.
Caso contrário tudo o que fizermos sem ter em conta a nossa origem, caímos em banalidades artificiais e bonitas, mas que nos conduzem ao vazio duma superficialidade que não interessa e nos conduz a decepções e ao abismo depressa.
 Jesus designou a vinda do Filho do Homem como a última possibilidade de salvação.
O Homem quando cai em banalidades depressa chega ao lixo, à grosseria. Nada lhe adiantará ter carro para andar e atingir o que quer. Nem ter às mãos umas “canadianas” para andar, se não quiser fazer caminho.
Se quiser alcançar o céu, não basta olhar para ele, mas ter fé, esperança e caridade, não isoladamente, mas caminhando de mãos dadas com os outros a fazer o bem, somente deste modo lhe será possível reconhecer a Criação e onde se encontra, bem como as leis que a regem, segundo a Vontade do Criador.
Para mim o cristianismo interpreta o sentido da vida porque tem uma visão de mundo que nos ajuda a interpretar esse problema da existência da vida. Explica as questões mais profundas da humanidade, o cristianismo está ao lado dos mais fracos e dos mais explorados da nossa existência: “a vida após a morte, a origem do universo, a existência e o carácter de Deus, o conflito universal entre o bem e o mal.”
É um mistério que está e participa o nosso Deus na pessoa do seu filho Jesus. Como é mistério, ficamos sempre interrogativos. Por quê aconteceu isto e aquilo comigo, com aquele. Por quê àquele? Será um beco sem saída? Mas o mais importante é seguir o Cristo que morreu na cruz e ressuscitou para mostrar a verdade das suas palavras e dos seus gestos nos últimos anos da sua vida.
S. Paulo expressa a nossa vida, pondo-a em comparação com os atletas na 1ª Carta aos  Coríntios 9. 24–27:
“Vós não sabeis que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prémio? Corram de tal modo que alcancem o prémio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem empurra o ar. Mas empurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.” Isto é, o que importa é que corram todos com coragem e vontade de chegar à meta, mas os que vêm atrás, desde que não desistam e cheguem à meta, encontraram o verdadeiro sentido da vida.
Faz sentido. É consistente. Se colocados à prova, dá relevância às buscas mais vitais nas quais nos envolvemos. Não tenhais medo. Não tenhais medo das ciências ou das filosofias.
As grandes religiões procuram dar uma resposta sobre o sentido da vida, mas para mim, como cristão penso ser verosímil tudo o que aprendi nesta fé que professo.
Assim aconteceu já com os judeus, O judaísmo é a religião do povo de Israel, e constituiu a mais antiga religião monoteísta. Foram os judeus, aliás, que deram origem ao monoteísmo, à crença num único Deus. A origem do judaísmo encontra-se na aliança de Deus com o patriarca Abraão, com Moisés e, por via destes, com todo povo judeu. Foi esta aliança que fez dos judeus o povo eleito.

O islamismo é uma religião fundada por Maomé, que viveu na transição do século VI para o século VII. O islamismo é uma religião teísta, cujas raízes se estendem até Abraão

          O budismo teve origem nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, que viveu entre o séc.V e VI a. C. O budismo é uma das principais religiões não teístas hoje existentes que me custa entender que o Amor e a Perfeição estão só na dor.

O hinduísmo é a principal religião da Índia e nasceu um milénio antes de Cristo. É uma religião politeísta: crê na existência de um Deus supremo, Brahma, e também numa variedade de outras divindades maiores e menores. Brahma, o Criador, é um Deus impessoal que, em conjunto com a Xiva, o Destruidor, e o Vixnu, o Preservador, formam uma trindade de deuses. Estes deuses garantem a ordem do mundo, a renovação e a destruição de tudo o que existe. Dá a impressão que há 3 deuses em luta e quem vence é ao Xiva, podendo destruir tudo.

O sentido da vida, pode ser descoberto pela religião e pelas filosofias e, por isso, há opiniões várias sobre o sentido da vida podem por si próprias se distinguir de pessoa para pessoa, bem como também podem variar no decorrer da vida de cada um. Não existe consenso sobre este assunto, mas há filósofos que pensam que a vida só pode ter sentido se a concepção teísta do mundo for verdadeira. Só Deus poderia dar sentido à vida porque os seres humanos, sendo o resultado de um acto de amor criador e intencional, não seriam apenas um acontecimento acidental da natureza, um simples e insignificante fruto do acaso.
          Deus garante o sentido da vida humana (e o seu valor) porque a criou com um objectivo. E, ao criá-la com um objectivo, dar-nos-ia também a possibilidade de superar a condição de mortais. Assim, se a morte pudesse ser superada, se não for sua a última palavra, as nossas obras e projectos não estão condenados a desaparecer para sempre: os nossos esforços teriam, então, uma razão de ser.
          Em síntese, alguns filósofos pensam que a seguinte tese é verdadeira: Diz S. Paulo que se Deus não existisse seria vã a nossa fé.
E esta é a minha fé.