AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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terça-feira, 30 de abril de 2019

POALHO (A)

Artur Coutinho
25 de março de 2016
POALHO (A)
Puã e Pu em línguas indígenas quer dizer redondo ou resto
Poalho (polha) pó, nevoeiro, chuva miudinha, nos dicionários aparece com esta significação.
Em brasileiro é também entendido como esturrinho, amostrinha, caco, tigela.
Alguns idosos de hoje disseram-me que era o que ficava no fundo da chávena do café, o que fica no prato de pois de comer e outros, mas menos, o ficava no fundo da na malga do caldo, na tigela, era o restinho. No entanto, gente mais nova também lhe chama isto ao que fica no fundo da chávena do café.
Recordo que no meu tempo de criança e de jovem ouvia os mais velhos chamar poalho ao que ficava no fundo da “malga do caldo”, era um resto cremoso como “moinha” que restava das favas, do feijão, da abóbora, da batata, do toucinho que adubava o caldo. Era como uma “moinha” (resto do caldo) aureolada, arredondada, pois era a forma das malgas, tigelas. Esse poalho era dado pelas mães aos filhos quando começavam a meter-lhes comida na boca.
Os homens, entretanto, com esse poalho lavavam as malgas deitando vinho rodando a tigela até passar por toda a superfície da mesma e depois bebiam aquele vinho “adubado” pelo resto do caldo, pelo dito poalho.
Procurei em dicionários de português do século XIX e não encontrei este vocábulo “poalho” ou “poalha”. É possível que já existisse.
Será uma palavra com esta significação na zona do Lima?
Então procurei no dicionário do vianense Artur Fontinha que apresenta alguns vocábulos limianos e que ninguém mais regista, mas não regista este, nem com um nem com outro significado. Faltou-me procurar no “Serão” do Rosa Araújo
Polv que deu poeira mais alha, deu polvo, pó!… E o que é pulverizar? Aparece em vários dicionários…
Uma pessoa amiga encontrou esta indicação: “m. Náut. Nevoeiro pouco denso, que cerra o horizonte. Chuva miúda e passageira. (Cp. poalha)” Também a encontrei num dos meus dicionários.
Pu e Pua também aparece entre indígenas com o significado de casa.
Artur Coutinho

domingo, 28 de abril de 2019

Glehn e Viana Celebrando o Jubileu

Glehn e Viana
Celebrando o Jubileu
O encontro jubilar enter se duas paróquias geminadas, Nossa Senhora de Fátima e Nª Sª de Glehn, realizou-se com pompa merecida. Desta vez a comunidade portuguesa de Neuss deixou-se mostrar, mas ainda muito timidamente. Os jornais locais deixaram transparecer duma forma elegante e digna deste encontro, inédito nesta região. Duas paroquias que mantêm estes câmbios humanos e que se deixam livremente entrelaçar e interpelar pela palavra de deus, espaço comum, e pela vivência da mesma fé, é, segundo a nossa experiência, invulgar nestas paragens.
Amizade dos povos em foco traduzida em cores vivas e alegres.
Foi a alegria do reencontro para muitos dos que no passado testemunharam esta experiência. Foi o mergulhar num mundo cultural parcialmente conhecido pelas notícias esporádicas dos nossos meios de comunicação social.
As molas insubstituíveis deste movimento foram os respectivos párocos com caracteres e interesses tão diversos, mas que possuem ambos a clareza necessária da importância da complementaridade e da beleza da diversidade. São eles o Pe. Istel de Glehn e Pe. Artur Coutinho de Viana do Castelo.
Estratos Sociais diversos pela única vivência.
Foram operários fabris, advogados, professores, donas de casa, reformados que se sentiram membros duma única família e que durante uma semana conviveram, partilharam o mesmo estilo de vida. Os jovens vieram em grande número emprestando, esperando sem retorno, ao grupo um colorido agradável. O escutismo mostrou-se nas cerimónias religiosas, dando um brilho especial às celebrações Eucarísticas e Marianas.
Venerando em conjunto Maria, a Mãe carinhosa de todos.
Nossa Senhora de Glehn, outrora venerada por uma vasta região, sentiu-se devidamente honrada. As ruas envolventes à bela igreja de Glehn foram testemunho da fé à Mãe que os dois povos publicamente manifestaram. Há muito que não se realizavam as procissões em homenagem à Nossa Senhora, tendo em consideração os habitantes doutras denominações cristãs, mas estas foram reavivadas. Os irmãos alemães acorreram em grande número. Os cânticos assim como o terço foi em português e alemão em alternância. A festa de assunção cobriu-se de solenidade. Além dos cânticos e da homilia nas duas línguas, o Sr. Pe. Coutinho não deixou de depor aos pés da Virgem a amizade que une as duas comunidades, implorando a benção para todos os presentes.
Neuss, cidade do distrito mereceu um contacto e visita.
O convento de S. Sebastião, com a sua secular igreja, mereceu dos romeiros vianenses uma visita. Esta Igreja é por muitos apelidada como pulmão da cidade, já que situando-se no coração de Neuss, com todo o ruído que implica, respira-se no seu interior a tranquilidade e a harmonia, tão ansiada pelo mundo de grandes velocidades. Pelo seu valor foi escolhida pelo bispado como igreja jubilar para a região. Houve ocasião para um encontro ameno e pessoal com o senhor. Ao Frei Daniel Sembowlki, assistente religioso da comunidade desta cidade e região, deu-se-lhe a oportunidade de tecer uma analise social, humana e religiosa da emigração portuguesa aqui radicada. Através dum diálogo disponibilizou-se para responder às perguntas saídas da Assembleia presente.
A Igreja Matriz de S. Quirino, foi outro março importante desta visita. Puderam apreciar os diversos estilos de construção ao longo dos anos e um pouco da sua história.
Apoio das autoridades civis foi insubstituível e meritório.
Além dos promotores locais, sendo de destacar o casal Draht e o conselho paroquial, que sempre, se mantivera atentos aos pormenores, a solidariedade do governo civil não faltou. O Sr. Klose, um nome já muito familiar na esfera política nacional, fez questão em esperar presente na festa da despedida, encurtando as suas férias. O presidente da Câmara de Korschenbroich, depois de ter recebido o grupo com as pompas devidas e do Sr. director da Caixa Económica, após ter oferecido um almoço a toda a comitiva, partilharam com as suas esposas no jantar de despedida oferecido pela comunidade de Glehn.
Uma Oliveira...
Por ser o “ano internacional para uma cultura de Paz” e o ano do “Jubileu da Paz” a nível paroquial, o grupo levou uma oliveira, símbolo da Paz, que foi entregue no ofertório da missa celebrada em Steinford para que, amanhada ou tratada pelos nossos amigos, na Alemanha, possa tornar-se mais facilmente de símbolo em realidade...
Lá ficou mais este elo de união na ajuda mútua para o enriquecimento cultural dos dois povos, das duas comunidades tão distantes e tão díspares...
Arranjo floral.
As lembranças não ficaram pela oliveira, mas pela gravação dum prato em bilingue com os distintivos das duas cidades: Viana do Castelo e Korchenbroich e, como era de esperar, o grupo presenteou Nª Sra. de Glehn com um belo arranjo floral após a oração formulada, em duas línguas, com a ajuda das intérpretes, pelo Pe. Artur Coutinho.
Foi um gesto que muito sensibilizou até à emoção, portugueses e alemães.
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O grupo que em 2000 foram de visita a esta paróquia na Alemanha
No ano da Expo 2000, Exposição Universal realizada em Hanover e que decorreu de 1 de Junho a 31 de Outubro de 2000 no recinto de exposições da cidade, (Messegelände Hannover), sob o lema "Humanidade, natureza e tecnologia - origem de um novo mundo" onde estive com os meus sobrinhos e, depois, fomos para nos juntamos ao grupo que foi de visita de intercâmbio com a paróquia de Glehn, em Bruxelas. Nesse ano o grupo levou uma oliveira para plantar junto da Capela de Steinford.
Albino Nunes Ramalho
Rosa Prazeres Carvalho A. Ramalho
Maria do Carmo Lopes Santos
Maria de Lourdes Sá Lopes Caló
José Franco de Castro
Maria Margarida Pereira de Brito
Manuel Alcides André Rocha
José Silva Galvão
Ana Maria Meneses Passos
Maria Amália Guedes Alpuim André Rocha
Manuel José Rodrigues Ribeiro&
Idalina de Jesus Sobreiro Machado
Felisberto Rodrigues da Eira
Maria Donzília Ferreira da Rocha
Ligia Paula de Barros Magalhães
Maria Benilde Barros Magalhães
Ana Maria Pereira Oliveira Valença
Magda do Carmo Conceição Mendes Marques
Carmen Maria Abreu Lima Cerqueira
Margarida Maria Ribeiro Fernandes
Maria Isabel Ribeiro Fernandes Borja Serafim
António José Fontaínha de Borja Serafim&
Maria de Passos Cambão
João Manuel Passos Campainha
Guilhermina Martins Balinha
Angelino Perira Bastos
Maria Henriqueta Sá Lopes Santos
Hugo Manuel Silva Alves Santos
Joaquim Manuel Ramos Flores
Maria Ângela Barros Vieira Flores
Óscar São João
Maria Lucília Morgado da Cunha
Joaquim Daniel Correia de Sousa,Dr
Rosália Martins Afonso Correia de Sousa
Daniel Filipe Martins Afonso Correia de Sousa
Maria Manuela Miranda de Melo
Maria Vitória Pereira Oliveira Valença
Maria da Conceição Matos Araújo
Soraia de Jesus Barbosa Alpoim
Ana Isabel Gonçalves Bazenga
Tiago Alexandre Salgueiro Barroso
Carla Alexandra Salgueiro Barroso
Juliana Maria Ferreira de Sá
Tiago Manuel Vieira Flores
Marta Fernandes Castelejo
João Vieira Flores
Mariana Caló
Patrícia São João
Ricardo São João
Sílvia Liquito
Alexandra L. Coutinho
José Jorge Coutinho Barreto
Duarte Coutinho Barreto
Padre Artur Coutinho

quinta-feira, 25 de abril de 2019

12ª Estação Jesus morreu na Cruz

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
12ª Estação
Jesus morreu na Cruz
A pobreza extrema normalmente está associada à também Extrema exclusão Social. Qualquer dentro dos outros factores impões em grande medida consequências socialmente nefastas, que levam as pessoas atingidas por essa chaga social, por não terem respostas oficiais, a dormirem na rua, em qualquer beco, em qualquer lugar…
São estes seres que a nossa hipócrita sociedade rotula de pessoas “sem-abrigo”.
E se é verdade que para alguns destes desvalidos, viver assim é um modo de vida, não é menos verdade que a maioria aceitaria, de bom grado, fazer uma opção para uma mobilidade bem diferente, naturalmente para melhor, como é divido e é humano.
O centro Social e paroquial de Nossa Senhora de Fátima tem dedicado uma enorme parte do seu apostolado na vivência e no contributo para melhorar o tempo, e espaço e o modo destes nossos irmãos.
Porque, se Jesus morreu na Cruz por nossa amor. É importante que todos nós e cada um de nós procure minorar o calvário dos irmãos que assim sofrem.
Por fim, lembramos-mos que co Jesus Cristo também foram crucificados dois bandidos, assumidos ladrões e assassinos. Enquanto um escarneceu da natureza divina de Cristo, o outro, reconhecendo os seus erros, pediu-lhe perdão pelos males que havia praticado e, como dizia o senhor Padre Renato na Missa de hoje, este pecador tornou-se, no primeiro Santo da Igreja porque foi o próprio Jesus Cristo que lhe disse: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.
2019/04/14, Domingo de Ramos e Via-Sacra.

V Estação-Via Sacra

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
V Estação
Simão de Cirene leva a Cruz de Jesus
Nós vos adoramos e bendizemos ó Jesus.
Nós te adoramos e bendizemos pela tua Santa Cruz.
Jesus Caminha para o calvário com a cruz às costas. Quando Simão de Cirene, que voltava do campo, foi carregado com a cruz para a levar trás d`Ele.
Jesus carregava a cruz dos que passam fome e sede, dos pecados daquele tempo e de hoje. Não dar de comer a quem não tem, é pecado.
O povo fazia troça de Jesus e empurravam-no. Assim acontece nos que através dos meios de comunicação social e nos dias de hoje, aos que ninguém levanta uma mão para amparar, dar de comer e de beber a quem tem sede de justiça. Aqueles que são condenados na praça pública através dos meios de comunicação social ou das redes sociais. Por causa disto Cristo continua a sofrer porque carrega a cruz de todos nós, incluindo a cruz das culpas. No entanto, se Cristo foi capaz de se levantar e continuar a caminho, também nós sejamos capazes de nos levantar e fazer algo pelos outros através dos meios sociais e da obra vicentina.
Tu, Senhor, estendes a mão aos que não trabalham, liberta os drogados e afasta o mal os que vive abandonado ao seu belo prazer.
Obrigada Senhor, contagia-os a todos e a mim, com a coragem da Tua Misericórdia, para nos aproximarmos mais do que sofrem.
Amén.

10.ª Estação - Via Sacra

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
10.ª Estação
Jesus é despojado das suas vestes
Muitas vezes trabalha-se para conseguir o necessário para sobreviver, e nem para isso, como tantas vezes acontece, por muito que se estique, o salário é suficiente para o sustento de uma vida com dignidade de pais e filhos.
E há os desempregados, que não conseguem trabalho ou os que, tendo-o, o perderam porque a empresa fechou.
Há os jovens, a quem os pais dão o que podem para o seu crescimento saudável, o conforto possível material, o ensino a educação, e que, concluindo os estudos, despojados das possibilidades de singrar no seu próprio país, se vêem obrigados a deixar a terra e a família em demanda de um destino distante.
Há os despojados do trabalho e dos seus rendimentos e os que, tendo pouco, tudo arriscam, sonhando com uma vida melhor e acabam com os seus sonhos sepultados no abismo dos mares e dos oceanos. São as tragédias tão frequentes, dos emigrantes africanos e dos países em guerra, que tanto nos inquietam.
Há também os que, por catástrofes naturais, ou incúria dos homens, perdem os seus haveres e ficam de um dia para o outro despojados dos seus haveres e com a vida em suspenso.
Mas não só, Senhor, nesta estação nos lembramos dos despojados dos bens materiais. Trazemos também aqui os despojados da sua honra e dignidade como pessoas e filhos de Deus: os inocentemente injustiçados, as mulheres vítimas de violência doméstica, as vítimas da exploração sexual, as crianças vítimas da pedofilia, e todos os que são deixados para trás e lhes são negados os meios de desenvolvimento e promoção profissional, cultural e social para uma vida digna em prol das suas famílias e da comunidade.
Senhor, em todos estes despojados dos bens materiais e do espírito pensamos nesta 10.ª Estação. E vós que das vossas vestes fostes despojado, e tudo suportastes para a salvação da Humanidade, inspirai nos nossos corações e de todos os homens sentimentos de justiça e de bondade para que a todos não falte o pão e as condições para uma vida feliz.

V Estação - Via Sacra

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
V Estação
Simão de Cirene leva a Cruz de Jesus
Nós vos adoramos e bendizemos ó Jesus.
Nós te adoramos e bendizemos pela tua Santa Cruz.
Jesus Caminha para o calvário com a cruz às costas. Quando Simão de Cirene, que voltava do campo, foi carregado com a cruz para a levar trás d`Ele.
Jesus carregava a cruz dos que passam fome e sede, dos pecados daquele tempo e de hoje. Não dar de comer a quem não tem, é pecado.
O povo fazia troça de Jesus e empurravam-no. Assim acontece nos que através dos meios de comunicação social e nos dias de hoje, aos que ninguém levanta uma mão para amparar, dar de comer e de beber a quem tem sede de justiça. Aqueles que são condenados na praça pública através dos meios de comunicação social ou das redes sociais. Por causa disto Cristo continua a sofrer porque carrega a cruz de todos nós, incluindo a cruz das culpas. No entanto, se Cristo foi capaz de se levantar e continuar a caminho, também nós sejamos capazes de nos levantar e fazer algo pelos outros através dos meios sociais e da obra vicentina.
Tu, Senhor, estendes a mão aos que não trabalham, liberta os drogados e afasta o mal os que vive abandonado ao seu belo prazer.
Obrigada Senhor, contagia-os a todos e a mim, com a coragem da Tua Misericórdia, para nos aproximarmos mais do que sofrem.
Amén.

II Estação da Via Sacra

Via Sacra
ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos..
II Estação
Jesus carrega com a Cruz às costas.
Depois de O terem açoitado, carregaram-lhe uma cruz para levar até ao Calvário.
Quantos pais carregam a cruz de ver os seus filhos cegos, paralíticos e surdos-mudos.
Querem ver, ouvir e falar e não podem são seus pais cuidadores, que o fazem por si.
Quantas lágrimas descem no rosto destes pais, aflitos, pela deficiência dos seus filhos.
Peçamos ao Senhor que carrega a cruz às costas, que dê conforto aos pais são auxílio na adversidade, e exemplo que jamais deixa os seus filhos sem amor.
Ajuda-nos Senhor a carregar a nossa cruz todos os dias!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Aumentam os católicos


Aumentam os católicos
 

Os novos dados estatísticos sobre a Igreja Católica, divulgados pelo Vaticano, mostram que o número de católicos aumentou 1,1 %.
Em 2017, os católicos baptizados eram 1313 milhões, ou seja, 17,7% da população mundial; o crescimento é particularmente visível na África e Ásia, prospectivamente 2,5% e 1,5%; a Europa tem uma variação quase nula, 0,1 %.
Por continente, os católicos estão assim distribuídos: 48,5 % na América; 21,8% na Europa; 17,8% na África; 11,1% na Ásia; e 0,8% na Oceânia.  REV. Além-Mar

Mas que chatice!…

Mas que chatice!…
Encontro-me numa situação má, não sei o que se passa, mas gostaria de saber. - Oh! Não é nada, é só mania minha porque não tenho razões para me encontrar assim! Deus está comigo e para Ele olho com clemência e, quando isso acontece, logo me cresce a alma e fico cheiinho de calor e de força para avançar em frente.
Será que fui eu que ofendi, ou sou eu que fui ofendido? O perdão é uma atitude própria de quem ama. E será sempre um acto da minha vontade. A decisão será minha para a vida do ofendido. Isto é também fruto da minha fé e quem ofendeu sentir-se-á grato. Ambos nos sentiremos sem algemas, presos um ao outro, pela falta de liberdade, pois nos sentiremos ambos presos pelo pecado que nos envolve.
Disso também Jesus nos deu um exemplo ímpar. Amar é mais importante que ensimesmar e quem ama dá tudo e não pode olhar para trás… Não espero nada em troca, apenas a alegria de me sentir útil e fazer os outros felizes.
O problema fundamental é o cansaço com pouca coisa e tão cansado, cansado que, quando me deito, num ápice entro no hiperurânio, isto é, na essência de mim mesmo até ao acordar e agradecer a Deus a minha estadia fora do meu consciente acordando com outro ar feliz, com tudo esquecido e energias renovadas para um novo dia. Agradeço a Deus por uma noite bem passada e a graça de um novo dia a que cheguei.
É certo que de noite acordei, disso tomei consciência apenas quando acordei, mas mantive-me no mesmo sono e virei-me sobre o meu lado direito sem que tivesse dado por isso.
Aqui estou para fazer uma história nova!...
Virei a página e já comecei essa mudança. Tomei uma atitude e dei o primeiro passo. Sacudi-me todo, lavei-me e preparei-me para sair para a rua. Entretanto estaquei porque me lembrei do sinal junto do caminho-de-ferro: Pare, escute e olhe. Foi o que fiz, parei, escutei e olhei. Parei e fiquei ali fixo à terra, com os pés bem assentes no chão, escutei como as antenas da maior estação espacial e, entre o chilrear de passarinhos que faziam festa a darem bom-dia uns aos outros, nas árvores do meu quintal, e ouvi uma voz que dizia: Anda, estou contigo, deixa o último capítulo da tua vida para poderes recomeçar comigo o novo. Não tenhas medo de perder algo para ganhar mais e, apaixonadamente, para sentires que a vida só faz sentido se a viveres com alegria, sem pensar no passado, mas no presente para que o hipotético futuro possa ter um fim feliz.
É verdade. Chegou a hora de acordar para a vida, de dar corda ao relógio e assim como o relógio não anda para trás e só anda para a frente, assim vai acontecer comigo. Aqui estou. Deixe que este desejo permaneça com tanta intensidade na minha vida que me faça feliz, sem exagero e sem loucura, mas fique com a certeza que vou escrever o novo capítulo duma vida nova, onde cada dia encontre uma luz que me mostre um outro mais elevado e a rir de felicidade, mais que eu.
Isso vai acontecer.
P. Coutinho

domingo, 21 de abril de 2019

Círio Pascal



C í r i o  P a s c a l
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CÍRIO PASCAL
José Aldazábal
A palavra círio vem do latim, cereus, de cera (produto das abelhas). Na Liturgia cristã, ao falar-se das «velas», alude-se ao uso humano e ao sentido simbólico que os círios produzem.
O círio mais importante é o que se acende na Vigília Pascal, como símbolo de Cristo- Luz, e que se coloca sobre uma coluna elegante ou candelabro adornado. O Círio Pascal é, desde os primeiros séculos, um dos símbolos mais expressivos da Vigília. No meio da escuridão (toda a celebração se faz de noite e começa com as luzes apagadas), de uma fogueira previamente preparada acende-se o Círio, que tem uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Ómega - a primeira e a última do alfabeto grego -, para indicar que a Páscoa de Cristo, princípio e fim do tem¬po e da eternidade, nos atinge com força sempre nova, no ano concreto em que vivemos. Tem menor importância a pi¬nha de incenso que também se pode incrustar na cera, simbolizando as cinco chagas de Cristo na cruz. Este Círio, «pela verdade do sinal, deve ser de cera, novo cada ano, único, relativamente grande, nunca artificial, para poder evocar que Cristo é a luz do mundo» (CFP 82: EDREL 3192). Na procissão de entrada da Vigília, canta-se por três vezes a aclamação ao Círio: «A luz de Cristo. Graças a Deus», enquanto, progressivamente, se vão acendendo as velas dos presentes e as luzes da igreja. Depois, coloca-se o Círio na coluna ou candelabro, que vai ser o seu suporte, e proclama-se à sua volta, depois de o incensar, o solene Precónio Pascal.
Além do simbolismo da luz, tem também a de oferenda, como cera que se gasta em honra de Deus, espalhando a sua luz: «Aceitai, Pai santo, este sacrifício vespertino de louvor, que, na solene oblação deste círio, pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja. Agora conhecemos o sinal glorioso desta coluna de cera, que uma chama de fogo acende em honra de Deus [...] Nós Vos pedimos, Senhor, que este círio, consagrado ao vosso nome, arda incessantemente para dissipar as trevas da noite.» O mesmo que vão anunciando as leituras, orações e cânticos, di-lo o Círio com a linguagem diáfana da sua chama viva. A Igreja, a esposa, sai ao encontro de Cristo, o Esposo, com a lâmpada acesa na mão, gozando com Ele na noite vitoriosa em que se anunciará - no momento culminante do ¬Evangelho - a grande notícia da sua Ressurreição.
O Círio estará aceso em todas as celebrações, durante as sete semanas da Cinquentena, ao lado do ambão da Palavra, até à tarde do domingo de Pentecostes. Uma vez concluído o Tempo Pascal, convém que o Círio se conserve dignamente no baptistério, e não no presbitério (cf. CFP 99: EDREL 3209).
Durante a celebração do Baptismo deve estar aceso, para tomar dele a luz das velas dos novos baptizados. Também se acende o Círio Pascal, junto ao féretro, nas exéquias cristãs, para indicar que a morte do cristão é a sua própria Páscoa. Assim, utiliza-se o simbolismo deste Círio, no Baptismo e nas exéquias, no princípio e na conclusão da vida: o cristão participa da luz de Cristo, ao longo de todo o seu caminho terreno, como garantia da sua definitiva incorporação na Luz da vida eterna.
Secretariado Nacional de Liturgia

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

MEMÓRIA FESTIVA RITMO DO CICLO CARNAVALESCO







MEMÓRIA FESTIVA
RITMO DO CICLO CARNAVALESCO
José Rodrigues Lima

“O homem da noite foi quem tudo fez. O homem do dia não é mais que um escriva”.
Grety


A festa cíclica do Carnaval está presente no meio rural e urbano. Porém, é nas comunidades tradicionais que o encontramos mais genuíno, projectando-nos na ancestralidade, na memória colectiva e no inconsciente cultural.
O Entrudo é festa da abundância: “Ruge o pote e o prato”; “Haja vinho na caneca e porco na salgadeira”; “O Entrudo é comilão, se queres saber ao certo dá-me carne, vinho e pão”. “Alegria Alegrote, que está o rabo to porco no pote”.
Ainda se houve: “No carnaval ninguém leva a mal; é o tempo da borga”. “O poder aqui não manda”.
Os festejos carnavalescos encerram rituais cósmicos, de inversão, de ostentação e fertilidade.


LEVAR MAIS LONGE O NOSSO OLHAR

“Quando queremos estudar os homem precisamos olhar á nossa volta; mas, para estudar os homem, precisamos de aprender a levar mais longe o nosso olhar. Devemos observar as diferenças, para lhes descobrir as propriedades”.
Jean Jaques Rousseau


REGENERAR O MUNDO
No dizer de Roger Caillois, a festa pretende restaurar o caos primordial, reactualizar as cosmogonias, teatralizando e mimando os gestos dos deuses e antepassados, porque o tempo mítico da desordem é um tempo criador, e necessariamente será também renovador do cosmos envelhecido. “A festa é assim celebrada no espaço-tempo do mito e assume a função de regenerar o mundo”.
As teses referentes à origem do Carnaval podem-se sintetizar em quatro: vegetalista, celta, greco-romana e medievalista.
O grande antropólogo Caro Baroja, autor do livro “El Carnaval”, verdadeira bíblia deste ciclo festivo, escreveu que “quando o homem acreditou de uma forma ou de outra que a sua vida estava submetida a formas sobrenaturais surgiu o Carnaval”. O mesmo investigador afirma que “o Carnaval merece respeito”, estudo e análise, não só como fonte de grandes criações plásticas, sendo de mencionar Brueghel e Goya, mas também musicais, recordando Schuman, Berlioz e Paganini.

FUNDO INDO-EUROPEU
Procurando estar de acordo com Luis Molet “O calendário procura, com efeito, traduzir ritmos cósmicos exprimindo a interdependência do céu, da terra e do homem.
Devia pôr em correlação todos os elementos e registos da natureza, as cores e os sons, o ao mesmo tempo, servir para predição do início das estações do ano e das datas dos plenilúnios, dos dias dos fastos e nefastos; os trabalhos agrícolas e das festas, sacrificiais ou outras”.
O carnaval é um período festivo intensamente difundido, onde quer que se tenha instalado a cultura cristã e ocidental.
É, talvez, uma daquelas festas cujos antecedentes mergulham raízes no fundo comum indo-europeu. Podemos reconhecê-la, também, em certas cerimónias da antiguidade greco-latina.

DO IMBOLC CELTA ÁS SATURNAIS
Esta festa, de periodicidade anual, esta relacionada com o sol, pelo que são necessários ajustamentos com os calendários não solares, como o calendário litúrgico da igreja cristã, ligado à Páscoa ou de outros lunares e empíricos, que de algum modo se relacionam. Parece situar-se no ano seguindo um ritmos de 40 dias.
Se quisermos referir alguns antecedentes romanos do carnaval temos de referir as antigas festas Saturnais, Lupercais, Bacanais e Matronais dos Romanos.
Mas o carnaval inspirasse num folclore mais basto, sendo de referir os cerimoniais celtas, como a festa do imbolc celta. “L. Molet”
Muitos cerimoniais e rituais encontram-se ligados ao ciclo agrário. Poem em ação duas práticas cerimoniais: a coreográfica e o processional. E duas categorias: por um lado, as cerimónias cíclicas, o carnaval-quaresma no final do inverno e a páscoa no início da primavera. Por outro lado, as cerimónias puramente agrárias. (Forquin)


DEITAR FORA O INVERNO
Mircea Eliade mencionando um texto do século VIII, afirma que as populações alemãs “in mense Februario hibernum credi expellere”, que tem a seguinte tradução: “no mês de Fevereiro deve-se deitar fora o Inverno”.
De acordo com J. Heers, o Carnaval começou por ser uma procissão como tantas outras, uma dança de primavera que, quase de certeza, recuperou antigas memórias ligadas aos cultos pagãos de outrora, dos deuses campestres e das forças da natureza. Alguns autores não hesitam em evocar, com a maior naturalidade, a tradição das Bacanais, das festas da terra, do vinho e das florestas. Sublinham-no por interpretação etimológica ao fazer derivar directamente a palavra do latim do carro em forma de navio, “currus navalis”, que ilustrava as procissões.
O Carnaval como todas as festas profanas ou religiosas, sem dúvida de inspiração muito antiga ou de impregnação cristã, apresenta numerosos espectáculos públicos, reflexos espontâneos de uma civilização, referências preciosas para o conhecimento de uma cultura.

O IMBOLC CELTA
As teses referentes à origem do Carnaval podem ser sintetizadas em quatro: vegetalista, celta, greco-romana e medievalista.
A tese celta leva-nos a registar alguns dados. Assim, E. Powell sublinha que os celtas acreditavam em poderes mágicos que envolviam todos os aspectos da vida e do ambiente. O ano celta achava-se certamente, dividido em duas estações, quente e fria, sendo os períodos de transição marcados por quatro festas: Samain, Beltaine, Lugnasad e Imbolc.
No início da estação clara, Beltaine, celebrava-se a festa do deus Lug. Era a data das grandes assembleias druídicas, em que se faziam fogueiras cerimoniais.
No primeiro de Fevereiro tinha lugar a festa de purificação do fim do inverno, o IMBOLC. Antigamente explicavam-na como sendo o começo da lactação das ovelhas. A festividade foi substituída pela festa cristã de Santa Brígida, seguida pela Festa das Candeias, como explica E. Powell, H. Hubert e F. le Roux e J. Guyonvarc’h.
O investigador C. Gaignebet, autor do livro “Le Carnaval. Essais de mytologie populaire” (1974) sustenta: “há pois motivo para perguntar porque é que um conjunto de ritos indoeuropeus, as purificações no início de Fevereiro se conservam, por ventura inseridas nas festas celtas, especialmente no Imbolc”.
Sem pretendermos fazer doutrina não será que nos rituais do carnaval, e mesmo nas comemorações do enterro do Pai Velho, não se conjugam reminiscências ancestrais dos celtas? É de referir que no Lindoso há bastantes marcas culturais dos castrejos.
Devemos referir que Mircea Eliade, mencionando um texto do século VIII, afirma que as populações alemãs “in mense Februario hibernum credi expellere”, que tem a seguinte tradução: “no mês de Fevereiro deve-se deitar fora o Inverno”.
Os povos antigos consideravam o inverno como um reino de espíritos que precisavam de ser expulsos para que o tempo mais quente voltasse. O carnaval pode ser considerados como um ritmos de passagem da escuridão para a luz; uma celebração da fertilidade.

CATARSE COLETIVA
O Carnaval é uma festa de todos, dos simples e dos pobres.
Uma boa oportunidade para os sisudos se extroverterem e para os grupos realizarem uma “catarse colectiva”, esquecendo o quotidiano que esmaga para reinar a alegria, com “rituais cósmicos, de inversão, ostentação e fertilidade”, reafirmando a identidade colectiva, conforme o antropólogo Joan Prat.

O ENTERRO DO PAI VELHO
As festividades carnavalescas no Lindoso, aldeia do concelho da Ponte da Barca, celebrizada pela sua história e respectiva barragem premiada, revestem-se de particularidades, que lhes concedem características do Carnaval da tradição portuguesa.
            Os octogenários, eles e elas, são pontos de referência obrigatória, para ajuizar se tudo está a ser preparado conforme a tradição. Existe uma sabedoria estratégica que passa pela escolha dos carros de tracção animal, do gado, pelo jogo das campainhas, pelos jugos, pelos enfeites, pelas cantigas, pelos tocadores de concertina, pelo horário dos cortejos, pelo trajecto definido, pelos bailes, pelas dádivas comestíveis durante os desfiles, pelos "barredouros", pelos disfarces, pela choradeira na queima do Pai Velho, pelo testamento onde constam as ofertas do falecido, pelas referências de índole social e pela ocultação da escultura simbólica, como autêntico "churinga" de povos australianos.
            As festividades do Enterro do Pai Velho, que "apesar de não ter festeiros, sempre tem festa", são consideradas as mais típicas da povoação, e podemos dizer, únicas no norte do país.
            Trata-se de uma vivência ancestral, que contribui expressivamente para a "coesão social da aldeia", e para revigorar a identidade colectiva de uma povoação histórica e tradicional, que mantém vivências comunitárias.
            O cortejo, para além de outros elementos, é constituído por carros adornados, "simbólicos e chiadouros", puxados pelo melhor gado da aldeia, belamente engalanado, sendo um deles o do "Pai Velho", e o outro o "Carro das Ervas".
            O largo junto do Castelo do Lindoso, mesmo ao lado do conjunto dos espigueiros e a eira comum, é o espaço privilegiado onde se desenrolam as importantes cerimónias anuais de transição, do ciclo do Inverno, frio e estéril, para o ciclo da Primavera, mais quente e fértil, e que fazem parte do "inconsciente colectivo".
            Se pretendermos estabelecer uma rota dos cerimoniais carnavalescos, para além do Enterro do Pai Velho, teríamos que participar, também, na Dança dos Carpinteiros, na freguesia de Gandra, e nas Mecadas de Verdoejo, do concelho de Valença.
            Esta trilogia constitui o Entrudo do Alto-Minho e vais merecer texto consistente pois tem merecido a nossa atenção.

A FOGUEIRA SIMBÓLICA
O grande investigador e filósofo das religiões J.Frazer, na sua notável obra “ RAMA DOURADA”, dedica um capítulo aos festivais ígneos. Afirma que em quase toda a Europa “a crença que o fogo promove o crescimento dos meses, o bem-estar dos homens e dos animais, quer estimulando-os positivamente quer evitando os perigos e as calamidades”.
Refere que os celtas tinham festivais ígneos, queimando imagens cobertas de ervas, no meio das quais os druidas encerravam vítimas.
W.Mannhart  interpreta o costume de queimar as vítimas como uma cerimónia mágica com a intenção de assegurar a luz solar suficiente para as colheitas, levando-nos a concluir a importância agrária destes rituais.
È de sublinhar a grande festa “Beltaine, (fogo de Bel),no primeiro de Maio, em honra do Deus Lug, sob aparência da luz. Era a data das assembleias druidas, em que se faziam grandes fogueiras cerimoniais.
Parece-nos que a grande fogueira que no Lindoso queima o corpo empalhado do Pai Velho, os enfeites e as ervas, tem um fundo celta.
Aliás, é de acrescentar que inúmeros ritos de purificação pelo fogo, geralmente ritos de passagem, são característicos das comunidades agrárias, e simbolizam os incêndios dos campos que se adornam , depois, com um manto verde da natureza viva, de acordo com J.Chevalier.
O fogo é, acima de tudo, o motor de regeneração e simboliza a acção fecundante.
O Padre António Vieira salienta nos “Sermões” que “o maior”, o mais nobre e o mais nobre escondido tesouro do universo é o quarto elemento, o fogo.
É crença popular que o fogo e fumo têm a virtude de purificar os campos e os animais, e livrar os homens da influência dos maus espíritos.
Com as cerimónias do entrudo/carnaval sublinhamos a passagem do tempo invernal para o tempo primaveril.
José Rodrigues Lima
93 85 83 275



Bibliografia
BAROJA, Caro – El Carnaval, Madrid, Ed Taurus, 1983
COCHO, Frederico – O Carnaval em Galicia, Vigo, Edições Xerais, 1995.
FERRO, X R. Marino – “O Entroide ou Praceres da Carne”, “ Coruna, Edições do Castro, 2000.
HEERS, Jacques – Carnaval y Fiestas de Locos, Barcelona Edições Peninsula, 1988
POIRIER, J. (Dir), História dos Costumes, Lisboa, Editorial Estampa, 1998
VEIGA DE OLIVEIRA – Festividades cíclicas em Portugal, Lisboa. Publicações Dom Quixote, 1984.
IZQUIERDO, Paulino – Los origens de el carnaval, Ourense, Sociedade Cultural Albor, 1985.