AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

domingo, 1 de novembro de 2020

Vamos ao Cemitério. Na minha terra chamavam-lhe o Campo Santo

 

Vamos ao Campo Santo?

Mas quem é Santo? É o campo, são os fiéis defuntos que continuaram com a bondade de Deus a dar vida à n
atureza, nossos antepassados?

É o Campo porque nas suas entranhas se encontram as relíquias de quem foi obra de Deus que procurou fazer caminhada como nós a querermos fazer o bem e, às vezes, fazemos o que não devíamos, mas acreditamos que só Deus Santo.

Ele é Santo e três vezes santo: Santo, Santo, Santo. Diz D. António Couto que a palavra hebraica que significa santo, mas “cujo significado mais consistente é separado”. Não quer dizer que esteja separado da Criação, nem de nós que tudo vê com beleza e bondade, (…) e conhece-nos e acompanha-nos porque sendo Ele o “Santo” isto é só “separado de si mesmo e esta é a “surpreendente identidade de Deus!” Separado de si mesmo também não quer dizer que seja cioso da sua nobreza e superioridade agarrado ao seu ser divino. Pelo contrário, “o nosso Deus é um Deus que sai de si mesmo por amor, para, por amor vir ao nosso encontro” Esta realidade sobressai em textos do Antigo Testamento e do Novo na pessoa do anunciado “Jesus que se esvaziou de si mesmo, recebendo a forma de escravo”. Sendo rico fez-se pobre por nossa causa, para nos enriquecer com a sua pobreza. Vamos pois ao “campo santo”, pelo jardim iluminado e colorido pelas obras boas de quem partiu, sem olharmos aos fracassos porque o nosso Deus é Misericordioso, ( não somos nós quem podemos julgar os mais e os menos pecadores, mas só ao Santo Deus que vê os corações de todos ), mas às obras boas de todos e cada um. Se não formos, mesmo de longe, ou de perto, podemos e devemos contemplar os santos que estão canonizados e tantos ou mais que não estando oficialmente conhecidos…percebemos como os que nos precederam tiveram um projecto de vida de despojo, abandono de muitas coisas boas, família, amigos, diariamente neste mundo para se entregarem de alma e coração aos seus irmãos…demos graças a Deus, neste Domingo, ao Deus Santo que nos santifica.

Diz ainda D. A. Couto: “Só um Deus assim pode e sabe felicitar os pobres. Com um tom carregado de felicidade, não restritivo, mas alargado a toda a humanidade, as «Felicitações» do Rei novo atingem todas as pessoas, chegando às franjas da sociedade, às periferias existenciais, onde estão os pobres de verdade.” Tudo bem claro e declarado nas Bem-aventuranças.

OS FORTES, EM MAZAREFES

 FORTES DE MAZAREFES


Existia uma velhinha casa situada a nordeste da casa do actual Daniel Liquito, na Rua da Senhora das Boas Novas, do lado esquerdo de quem vem no sentido norte sul foi o primeiro berço duma geração de 9 irmãos e foi conhecida pela casa do Inácio, antigo cesteiro, conhecida mais tarde também pela casa do Armando Inácio, filho do José Barbosa Forte que casou com Teresa Afonso Forte, prima, de quem teve 5 filhos: o Armando casou com Maria Gomes Pinto e é pai de 2 filhos casados e com netos; o Evaristo ausentou-se para a Argentina, a Maria que casou com o Ângelo Vieira, da Conchada, e foi mãe de 9 filhos; a Ana que casou com Francisco Sousa e Ermelinda que casou com Joaquim Portela.
Nasceu, depois desta Casa do Inácio, a casa do Manuel do Inácio no Largo do Bicho, no cruzamento, onde passava a procissão de defuntos, pois o Manuel Barbosa Forte, filho do Inácio, cesteiro, casou com Maria das Dores, de Sabariz e foi pai de 7 filhos. O Graciano casou com uma do "Cordoeiro" e teve 2 filhos: a Maria Olívia e o Manuel Luís; a Isménia que casou com o Zé Calçada, de Vila Fria, com 5 filhos; a Maria das Dores que casou com Manuel Liquito que morreu novo e deixou 7 filhos; o José casado com Olímpia, do Ribeiro (Vila Fria), com uma filha; a Albertina casou com José Gonçalves, de Vila Franca; a Lurdes casou com António Dantas, de Vila Fria, com 2 filhos e a Ludovina casada com Augusto Dantas, de Vila Fria, e mãe de 2 filhas.
Esta casa do Manuel Inácio perpetuou de algum modo este ramo dos "Barbosa Forte", assim como nos "Afonso Forte" levou a palma, nesse ramo, a casa do Miguel Afonso Forte que foi carpinteiro e filho de José Afonso Forte e Rosa Rodrigues, (outra "cordoeira"). Foi pai de Manuel, Miguel, José, Maria e Virgínia. O Miguel andou no Seminário uns 4 anos. Tendo abandonado o Seminário, fez-se à arte de mecânico com tanta perspicácia que foi considerado o melhor mecânico de Viana do Castelo e região. Muito inteligente, de boa e fácil comunicação, especialista sobretudo do coração dos carros, os motores. Não só pelas suas qualidades intelectuais, mas também pelos seus dotes de solidariedade, granjeou muita simpatia e admiração na população da cidade e de toda a região do Alto-Minho. Foi presidente da Junta de Freguesia de Mazarefes durante 8 anos e 4 como Presidente da Assembleia de Freguesia, Vicentino, fez parte do Conselho dos Assuntos Económicos da Paróquia e foi dirigente do Centro Social Paroquial. Casou com Maria do Carmo Barros Lima, foi pai de numerosa prole. Continuando com os outros irmãos, o Manuel casou com Maria Cândida Sá de quem teve 4 filhos. O José casou com Maria Vieira e tem 2 filhos. A Maria casou com Augusto Galhofe, Augusto Pinto da Costa e ficou viúva nova com três filhos. A Virgínia casou com Manuel Rodrigues Cunha e foi mãe de 2 filhos.

A única fotografia feita por mim aqui aparece o Presidente Miguel Forte como seu cigarro no começo da abertura da estrada que une a Capela da Senhora das Boas Novas à igreja de S. Nicolau de Mazarefes.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

ARCEBISPO DE BOMBAIM DA NOSSA TERRA DE VIANA, ANHA

 Um sacerdote jesuita de Anha (Vila Nova de Anha) foi o Bispo de Bombaim, na India. Na catedral de Bombaim está sepultado.Já lá estive. Apareceu un opúsculo de biografia dele que está a ser traduzido por uma familiar.

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé e texto

IN MEMORIAM
The Most Rev.
Dr. Joaquim R. Lima, S. J.
Arcebispado de Bombaim
(1928-1936)

Quando contemplamos a vida de um homem bom não podemos deixar de ser surpre-endidos pela grandiosidade da sábia Providência que usa os serviços da mais humilde das Suas criaturas na realização do destino universal. Deve, pois, ser matéria de imenso orgulho para os poucos de nós, embora todos sejam chamados a cooperar na realização do plano de Deus, como se Deus precisasse quer das nossas obras quer dos Seus próprios dons. Mas sa-bendo nos nossos corações que Deus não precisa de nada, o pensamento desta cooperação deveria ensinar-nos a misturar com o nosso orgulho a devida medida de humildade e grati-dão. Haverá, então, na contemplação de uma vida virtuosa alimento não só para a mera cu-riosidade mas também para a reflexão moral e espiritual: quando nos apercebemos de que a mais pequena biografia é afinal uma contribuição para essa história que Deus escreve com as vidas humanas – a história da Cidade de Deus.

Contudo, nesta história há páginas menos ou mais brilhantes; e pareceu-nos, enquanto pensávamos retrospetivamente na história de vida do nosso amado Pastor, que a sua página não era a menos brilhante de todas. Por que aqui estava um homem, trazendo no seu próprio sangue uma rica herança ao serviço de Deus e por ela predestinado, assim como foi, para o sagrado ministério. Um Padre consagrado, porém, como se não satisfeito com a submissão que tinha feito, se devesse sujeitar ainda mais e submeter-se a si mesmo à disciplina de um Regular. Então, nascido fora do seu próprio país no cúmulo de uma onda revolucionária, ele encontra-se em casa, ora na Bélgica, ora em Espanha, e como se as vias do Paraíso devessem estar consigo mais do que habitualmente nas suas redondezas, aterra na Índia como um educador. Mas outras mudanças têm lugar longe da sua pátria e ele acha-se no centro de uma Arquidiocese reconstituída com o peso de um árduo ministério em frente e a graça de Deus acima.

A Providência de Deus é de facto maravilhosa; e cada detalhe da história humana, vista e estudada com a visão da Fé, ajuda o nosso crescimento na admiração do poder de Deus e na sua sabedoria. O resumo que se segue, enquanto seja um tributo à memória de um grande e bom Arcebispado, será, acreditamos, um serviço para aumentar a nossa apreciação à beleza do modo como Deus lida com o homem.

Monsenhor Joaquim Rodrigues Lima nasceu em Anha, em Portugal, a 18 de Maio de 1875. Dotado de uma inteligência marcante completou os seus estudos primários numa tenra idade e entrou no seminário menor da sua diocese, do qual rapidamente passou ao seminário maior. Foi ordenado Padre a 31 de Julho de 1898. Passou depois um ano em casa com a sua família, após o que entrou no Noviciado Jesuíta da Província Portuguesa. Teve então de repetir o seu curso de Filosofia, após o que foi designado professor de Literatura Portuguesa no colégio de São Fiel. Durante este período e mais tarde, interessado como era no estudo de literatura e história, não perdeu nenhuma oportunidade de se aperfeiçoar nestas duas disci-plinas. Um homem de vastos interesses, procurou familiarizar-se com questões que tocavam o bem estar da Igreja no seu país. As suas teorias sobre o homem e em matérias do seu tempo eram profundos, pois era um homem de visão. Após uns anos de professorado foi enviado para Milltown Park, em Dublin, para prosseguir os seus estudos teológicos e foi favorecido com o invejável privilégio de ouvir as palestras do Padre James Finlay S.J. de quem permaneceu um fervoroso admirador até ao fim de sua vida. A sua estadia na Irlanda foi obviamente um dos mais felizes períodos da sua vida, pois não se cansava de falar dos seus professores, seus contemporâneos – entre os quais os Padres Martindale, Rousselot e outros publicamente reconhecidos, e da Fé dos Irlandeses. Ao completar a sua teologia, e a Terceira Provação em Canterbury sob a orientação do reconhecido Padre Moumigny S.J., foi enviado para a Bélgica onde os Padres Portugueses tinham duas Casas, e colocado a cargo de “O Mensageiro do Sagrado Coração.” Mais tarde voltou a Portugal durante a Guerra e foi de-signado reitor de La Guardia, em Espanha, onde durante o seu termo de Reitorado fez mui-tos melhoramentos e obteve considerável conhecimento problemas educacionais – uma ex-periência que viria a tornar-se muito útil durante a sua vida na Índia. Depois de completar o Reitorado foi designado Superior da Casa dos Escritores, em Pontevedra, Espanha. Durante este último período foi capaz de dar o seu melhor em nome dos seus, primeiro em Espanha e depois em Portugal. Contactou com os grandes homens da sua Província, seguiu de perto a tendência de acontecimentos em Portugal, foi capaz de formar teorias sólidas sobre o homem e sobre os assuntos desse particular período - o que provou ser tão útil no seu caso, mais tarde, na Índia, onde viria a facilmente dar continuidade aos papeis que experienciara nos diferentes estádios pelo qual o seu país passara. A sua partilha no esplêndido trabalho que ora estava a ser levado a cabo pelos Jesuítas em Portugal tem sido reconhecido como incalculável, pois é principalmente através dos seus colégios e da Imprensa que os Jesuítas são capazes de exercer a sua presente influencia em Portugal. Ao permitir o Padre Lima a vir à Índia, a Província Portuguesa fez um tremendo sacrifício. Mas a sua perda foi definiti-vamente o nosso ganho.

Belgaum

Em 1921 foi enviado para a Missão Portuguesa na Índia e tornou-se Reitor de St. Paul, em Belgaum. Em 1923 foi designado Regular Superior da Missão, mas continuou co-mo Reitor da Escola Secundária de St. Paul, a qual atingiu considerável progresso sob a sua direção, conforme Testemunho apresentado aquando da sua despedida: “Uma nova era co-meçou para St. Paul com o vosso advento enquanto Reitor. O padrão de educação alcança-do, estimado desde o critério dos resultados da matrícula, tem subido desde a vossa Direção. Em sete anos a escola tem obtido resultados `cem em cem` duas vezes, quatro bolsas de es-tudo, das quais três delas a muito cobiçada bolsa de estudos em Latim, e uma bolsa de estu-dos em Português, bem como um grande número de distinções. O lado religioso tem também recebido a vossa atenção, com o resultado de que a comunidade Católica se pode orgulhar de ter pelo menos cinco estudantes a estudar para o sacerdócio em vários seminários.
Que durante a sua diretoria tenha tido sucesso em ganhar a estima, o afeto e a lealda-de permanente dos seus estudantes foi universalmente admitido. Ex-estudantes de St. Paul a morar em Mumbai telefonariam para a Casa do Arcebispado para prestar as suas homenagens ao anterior Diretor; e a mera menção do seu nome seria suficiente para trazer à sua memória a sua vida inteira.
As suas atividades em Belgaum não estavam confinadas a St. Paul. As Irmãs Canos-sianas, que dirigiam a Escola de Raparigas, beneficiavam grandemente do seu sábio conse-lho. Contava com muitos amigos entre os membros da comunidade Católica que tinham a prendido a amá-lo e respeitavam-no pela sua profunda aprendizagem e bom coração. Através do falecido Padre Gonsalves , a quem ele venerava profundamente pela sua santidade e zelo apostólico, mantinha contacto com os leigos; e frequentemente recordava-nos dos inte-ressantes detalhes do ministério do Padre Gonsalves, cuja vida foi suficientemente longa, ativa e variada para prover muitos de uma ou outra anedota da vida paroquial. Para os vete-ranos da sua Missão ele tinha um olhar profundo: os nomes dos Padres Mendes, Bramley, Gil Vaz, Dias e outros eram frequentes nas suas conversas com os Padres de Mumbai.
Enquanto Regular-Superior da Missão ele esforçou-se por colocar o seu futuro num bom caminho. Com o seu conhecimento íntimo da condição em Portugal, compreendeu que se estava a tornar cada vez mais difícil para a Província Portuguesa enviar homens em nú-mero suficiente para a Índia. O renascimento da vida Católica trazida pela nova ordem de acontecimentos em Portugal, os Jesuítas eram chamados a preencher uma importante missão. Eram necessários homens no país para ensinar, dar sermões e escrever; por outro lado, a Província Portuguesa era pouco povoada. Estas circunstâncias originaram a urgência em favorecer a política de recrutamento de Indianos para a Sociedade de Jesus. Com o aumento do seu pessoal, a Missão tinha recentemente sido capaz de avançar com trabalho em Goa e nas redondezas de Belgaum. Antes de deixar Belgaum tinha obtido sucesso em conceder um outro grande benefício da sua Missão. Ele planeou e executou o edifício designado Villa Portugal em Nilgiris para os Padres da Missão - embora ele próprio não tenha tido a felici-dade de alguma vez nela viver. Sempre que lhe era sugerido de que ele deveria passar uma parte dos meses de verão naquela Villa, a sua resposta invariavelmente era: o Arcebispado não se pode dar ao luxo de uma viagem até Nilgiris.
Um dos seus deveres enquanto Regular-Superior era visitar as Casas da sua Missão em Cochin, e estas frequentes visitas puseram-no em contacto com os padres daquela dioce-se. Também, nas vezes em que era convidado a pregar em retiros em Mumbai e em Goa, expandiu o seu conhecimento com os clérigos. Sem saber estava assim sendo preparado pela Providência para o trabalho que estava guardado para si como bispo de Mumbai.

1 Atual Mumbai, designação que se privilegiará nesta tradução

2 S. J. significa Sociedade de Jesus
3 Quando a Índia se tornou independente em 1947, Belgaum e seu distrito faziam parte do Estado de Bombaim. Em 1956, os estados indianos foram reorganizados ao longo de linhas linguísticas pela Lei de Reorganização dos Estados e o distrito de Belgaum (exceto Chandgad Taluk) foi transferido para o estado de Mysore, que foi renomeado como Karnataka em 1972. (Nota da tradutora)

4 Este apelido surge assim escrito no texto original
5 O distrito de Nilgiris é um dos do estado de Tamil Nadu, no sul da Índia; é também o nome dado a uma cadeia de montanhas entre Tamil Nadu, Karnataka e Kerala.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Os portugueses de ontem e de hoje em Malaca

 


Os portugueses de ontem e de hoje em Malaca

EM MALACA OS PORTUGUESES

 

 

 CHEGARAM E DEIXARAM A MARCA

 

 

 QUE REGISTAMOS.




Na altura desta foto estavam 102

 

pessoas comigo: paroquianos e

 

 

 amigos.

 


 

 Nós chegamos mais

 

 depressa, mas os heróis foram os que

 

chegaram na caravela...



Viagens- às vezes de 9 a 18 grupos e alguns superiores a cem pessoas, por ano.

Sempre nas viagens com gentes de diversos saberes e envergaduras sociais desde juízes, militares, médicos como lavradores, jornaleiros e empregadas domésticas e se fez sempre com interesse a qualquer nível cultural, desde Antas a museus fechados a sete chaves; criava-se sempre uma homogeneidade dentro de uma grande heterogeneidade.... Todos gostavam de observar e aprender. Depois da viagem eram os convívios e as trocas de fotografias, lembranças e os novos amigos…Sem esperarmos alguns questionaram sobre a fé e converteram-se retomando a prática religiosa, participação em cursos de formação cristã, etc…

 


 

Terminada a viagem  continuavam mais tarde com almoços-convívios, onde de convivia mais uma vez e trocavam fotografias e outras memórias planeando o ano seguinte.

 


segunda-feira, 20 de julho de 2020

ANO DA FÉ “ANNUS FIDEI”

ANO DA FÉ “ANNUS FIDEI”
De outubro de 2012 à festa do Cristo - Rei em 2013 o Papa Bento XVI declarou esse ano o Ano da Fé.
Levamos a efeito um inquérito aos fiéis que participam nas eucaristias de um fim-de-semana e resultou nos seguintes dados estatísticos - Num apanhado de respostas a um inquérito feitas nas missas soubemos que 67,8% estavam a viver o ano da fé e que 32,2% disseram que não. No entanto 87,1% acreditavam que o ano da Fé vai trazer algo de novo às suas vidas, mas 12,9% não pensava assim.
Quanto à Bíblia era lida em casa por 63,3% enquanto 33,7% disseram que não.
O Crucifixo existia em 98,8% das famílias e 98,36% achou que a participação na Eucaristia era uma necessidade que sentem de se encontrar com Deus mais próximos d’El.
Foi registado que 50% normalmente se interessava por alguma formação religiosa, enquanto, exatamente metade, disse não se preocupar muito.

1 – Os outros vêem-me como pessoa de fé? Sim 87%; Não 8,6% * 2 – Nos dias de hoje há motivos para fazer penitência? Sim 90%; Não 5,5% * 3 – A quaresma vai ser um tempo bom para eu mudar alguma coisa na minha vida? Sim 82,5%; Não 8,2%; * 4 – Vou fazer alguma partilha ou contributo penitencial como manifestação de solidariedade da Igreja com o nosso Bispo? Sim 70%; Não 22% * 5 – Vou aumentar um momento de oração e reflexão sobre a minha fé? Sim 79,8%; Não 64% * 6 – Conto em fazer jejum ou uma boa ação todos os dias? Sim 82,5%; Não 6,4%.
*Os restantes, em todas as questões, dividiram-se por não responder ou deixar dúvidas quanto à resposta,por isso, não foram tidos em conta.
Obs.: Só foram apurados de 1621, 1023.
Por que não lançar novo inquérito este ano. Passam quase 10 anos, muito mudou para melhor ou pior!
2020

sábado, 18 de julho de 2020

A Dra. Teresa Barroso e o Centro de Dia


O meu testemunho
Foi por conhecer a dinâmica do Sr. Pe. Coutinho nas muitas actividades desenvolvidas na paróquia de Nª. Srª de Fátima, em prol da Solidariedade e bem estar social, que, quando convidada para ajudar na dinamização do "Centro de Apoio a Cegos" aceitei de bom grado.
Foi no contacto com cegos e amblíopes, na sala de convívio e trabalho, a eles destinada e equipada com material adequado, que senti pela primeira vez as dificuldades que lhes são impostas no seu dia a dia, pois a sociedade não está ainda preparada e motivada para a sua real integração. As dificuldades surgem nas mais pequenas coisas, que nos passam despercebidas como sejam a colocação de placards de propaganda comercial, espalhadas pelas ruas dificultando ou criando mesmo obstáculos à sua mobilidade.
A sala com equipamentos, informáticos especificos e outros, continua a ser frequentada por diversos utentes, que aí têm desenvolvido trabalhos interessantes.
Outra das valências que comecei a visitar com mais frequência foi o "Centro de Dia", na tarefa de orientadora de um grupo de estagiárias do Curso "Técnicas Aplicadas aos Serviços Pessoais e à Comunidade" promovido pela A . E. V. C.
Ao contactar agora com pessoas idosas, senti o quanto é bom para eles, existirem locais de convívio como este, onde, após uma vida de trabalho, possam durante o dia conviver, tomar refeições e desenvolver actividades que os mantenham activos, interessados, acompanhados, e não em solidão, dando-lhes um novo objectivo de vida.
No Centro de Dia vive-se o dia a dia com alegria, as funcionárias dão o melhor que podem e os voluntários e os voluntários também. Aqui os utentes desenvolvem actividades diversas, tais como: bordados, crochet e outras actividades manuais, jogos, leitura, escrita em computadores, jogos de computador (área que Natália Castelejo desenvolveu ao longo deste ano), aula de canto. Participam em festas e passeios, visitas a exposições.
Com os estagiários iniciaram-se algumas actividades como leitura de adivinhas, jogos diversos e a ginástica, a que os utentes aderiram com prazer, assim como trabalhos em barro.
O Centro de Dia é um local de convívio e de actividades de lazer, de modo a que os utentes se sentem alegres e satisfeitos, com uma "Nova Vontade de Viver". É assim este Centro que admiro e pelo qual estou disposta a trabalhar nas minhas horas vagas....
Teresa Barroso