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Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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sábado, 12 de maio de 2018

NOMES PREFERIDOS

NOMES PREFERIDOS DE 
2006 a 2015 nos registos de baptismos da Paróquia de Nª Sª de Fátima





NOMES PREFERIDOS

NOMES PREFERIDOS DE 
1979 a 1988 nos registos de batismos da Paróquia de Nª Sª de Fátima





quarta-feira, 2 de maio de 2018

POR QUÊ? VER PARTIR AMIGOS… O SENTIDO DA VIDA


POR QUÊ? VER PARTIR AMIGOS…
O SENTIDO DA VIDA


Os primeiros homens intuíram sempre um sentimento de religiosidade e, assim para eles, a natureza e seus entes eram coisas sagradas. Deste modo o Sol, a Terra, a Água, o Fogo, O Ar, etc… Foram para todos os seus deuses e a multiplicação na era pagã de deuses produzidos pela mitologia e pela arte. A pouco e pouco foram aparecendo outros mitos como o aparecimento dos belzebus, dos fantasmas e lobisomens criados pelos próprios humanos.
Gerações e gerações, séculos e séculos passaram que, de ligados à natureza e a tais misticismos, foram descobrindo a existência de algo transcendente e único, necessário e inatingível que seria o criador de tudo, como todo-poderoso que por vontade própria, tudo criou incluindo o Homem, a Mulher, isto é, toda a humanidade à sua semelhança e todas as coisas.
Nesta altura surge o monoteísmo com uma essência espiritual, fruto d’Este Deus criador que fez tudo porque ama e está acima de qualquer lógica de ritos, crenças e dogmas que mais tarde os homens constituíram nas religiões criadas pelos próprios. Por isso mesmo, os sentimentos de religiosidade aparecem fora de qualquer religião em particular. Imprescindível é que o ser humano reconheça este pormenor da Vontade Divina, para então conseguir perceber qual é o real objectivo da vida e como alcançá-lo.
Hoje, e já entrados quase nos primeiros 20 anos do século XXI, todos percebem que a religiosidade lhes é inerente. No entanto preferem fugir às regras, aos compromissos onde em qualquer sociedade organizada tem de haver. Aparecem  regras para a condução em sociedade ou comunidade e, mesmo assim,  acabaram por emergir em conflitos íntimos de incoerências que inquietaram muitos, fazendo perderam força e coragem para avançar em frente e assumirem compromissos estáveis e duradouros na vida. Igualmente acontece hoje. Também é fruto da cultura do descartável. E não há vida com sentido, se não há objectivos, planos e regras.
A vida não pode ser somente um curto intervalo entre o nascimento, o crescimento e a morte (a passagem). Há que pesquisar e aprofundar com sinceridade e seriedade o propósito da Vontade Criadora de Deus. Um objecto fruto de Amor, mesmo dentro da lógica natural das coisas, na vida não há lacunas, tudo é simples e coerente, impulsionado por um constante progresso e evolução do espírito da Criação.
Há que nos libertarmos de superficialidades e não sermos escravos delas. Muitos se apegam à conquista e conservação do poder terreno, fazendo dos outros, escravos a seu bel-prazer ou de domínio. Mas, o poder terreno deveria ser utilizado exclusivamente para o bem, para melhorar este mundo, que é sempre um poder passageiro, que, no além, não significa nada, tenha sido um simples ser humano, papa, bispo, sacerdote, rei ou governante, magistrado ou um simples camponês,… um vago. Ocupe o lugar que ocupar, terá de arcar com cada uma das consequências dos seus actos que serão tanto mais graves quanto maior for o seu poder que lhe vem de dons concedidos.
Quando parece que perdemos o “norte”, há que parar e perguntar a nós mesmos: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? É preciso saber profundamente quem sou, de onde vim para melhor fazer o caminho do futuro. Quem assim fizer não se perde, mas reencontra-se e descobre esse absoluto e poder divino. Descobre o verdadeiro e grande sentido para a vida.
Caso contrário tudo o que fizermos sem ter em conta a nossa origem, caímos em banalidades artificiais e bonitas, mas que nos conduzem ao vazio duma superficialidade que não interessa e nos conduz a decepções e ao abismo depressa.
 Jesus designou a vinda do Filho do Homem como a última possibilidade de salvação.
O Homem quando cai em banalidades depressa chega ao lixo, à grosseria. Nada lhe adiantará ter carro para andar e atingir o que quer. Nem ter às mãos umas “canadianas” para andar, se não quiser fazer caminho.
Se quiser alcançar o céu, não basta olhar para ele, mas ter fé, esperança e caridade, não isoladamente, mas caminhando de mãos dadas com os outros a fazer o bem, somente deste modo lhe será possível reconhecer a Criação e onde se encontra, bem como as leis que a regem, segundo a Vontade do Criador.
Para mim o cristianismo interpreta o sentido da vida porque tem uma visão de mundo que nos ajuda a interpretar esse problema da existência da vida. Explica as questões mais profundas da humanidade, o cristianismo está ao lado dos mais fracos e dos mais explorados da nossa existência: “a vida após a morte, a origem do universo, a existência e o carácter de Deus, o conflito universal entre o bem e o mal.”
É um mistério que está e participa o nosso Deus na pessoa do seu filho Jesus. Como é mistério, ficamos sempre interrogativos. Por quê aconteceu isto e aquilo comigo, com aquele. Por quê àquele? Será um beco sem saída? Mas o mais importante é seguir o Cristo que morreu na cruz e ressuscitou para mostrar a verdade das suas palavras e dos seus gestos nos últimos anos da sua vida.
S. Paulo expressa a nossa vida, pondo-a em comparação com os atletas na 1ª Carta aos  Coríntios 9. 24–27:
“Vós não sabeis que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prémio? Corram de tal modo que alcancem o prémio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem empurra o ar. Mas empurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.” Isto é, o que importa é que corram todos com coragem e vontade de chegar à meta, mas os que vêm atrás, desde que não desistam e cheguem à meta, encontraram o verdadeiro sentido da vida.
Faz sentido. É consistente. Se colocados à prova, dá relevância às buscas mais vitais nas quais nos envolvemos. Não tenhais medo. Não tenhais medo das ciências ou das filosofias.
As grandes religiões procuram dar uma resposta sobre o sentido da vida, mas para mim, como cristão penso ser verosímil tudo o que aprendi nesta fé que professo.
Assim aconteceu já com os judeus, O judaísmo é a religião do povo de Israel, e constituiu a mais antiga religião monoteísta. Foram os judeus, aliás, que deram origem ao monoteísmo, à crença num único Deus. A origem do judaísmo encontra-se na aliança de Deus com o patriarca Abraão, com Moisés e, por via destes, com todo povo judeu. Foi esta aliança que fez dos judeus o povo eleito.

O islamismo é uma religião fundada por Maomé, que viveu na transição do século VI para o século VII. O islamismo é uma religião teísta, cujas raízes se estendem até Abraão

          O budismo teve origem nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, que viveu entre o séc.V e VI a. C. O budismo é uma das principais religiões não teístas hoje existentes que me custa entender que o Amor e a Perfeição estão só na dor.

O hinduísmo é a principal religião da Índia e nasceu um milénio antes de Cristo. É uma religião politeísta: crê na existência de um Deus supremo, Brahma, e também numa variedade de outras divindades maiores e menores. Brahma, o Criador, é um Deus impessoal que, em conjunto com a Xiva, o Destruidor, e o Vixnu, o Preservador, formam uma trindade de deuses. Estes deuses garantem a ordem do mundo, a renovação e a destruição de tudo o que existe. Dá a impressão que há 3 deuses em luta e quem vence é ao Xiva, podendo destruir tudo.

O sentido da vida, pode ser descoberto pela religião e pelas filosofias e, por isso, há opiniões várias sobre o sentido da vida podem por si próprias se distinguir de pessoa para pessoa, bem como também podem variar no decorrer da vida de cada um. Não existe consenso sobre este assunto, mas há filósofos que pensam que a vida só pode ter sentido se a concepção teísta do mundo for verdadeira. Só Deus poderia dar sentido à vida porque os seres humanos, sendo o resultado de um acto de amor criador e intencional, não seriam apenas um acontecimento acidental da natureza, um simples e insignificante fruto do acaso.
          Deus garante o sentido da vida humana (e o seu valor) porque a criou com um objectivo. E, ao criá-la com um objectivo, dar-nos-ia também a possibilidade de superar a condição de mortais. Assim, se a morte pudesse ser superada, se não for sua a última palavra, as nossas obras e projectos não estão condenados a desaparecer para sempre: os nossos esforços teriam, então, uma razão de ser.
          Em síntese, alguns filósofos pensam que a seguinte tese é verdadeira: Diz S. Paulo que se Deus não existisse seria vã a nossa fé.
E esta é a minha fé.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Milagre?... Não!... ,mas uma graça é certa…




Milagre?... Não!... ,mas uma graça é certa…



Alexandrina de Balazar
Conheci a Alexandrina na minha infância. Os meus pais resolveram ir lá porque a minha irmã tinha as pernas arqueadas e andava com as plantas dos pés voltadas para dentro, pousando o corpo na parte exterior lateral da planta. Ao chegar lá, vi tanta gente que levou tempo a romper e ir até ao pé dela. Lembro-me que falava de Jesus. Estive sentado na cama dela.
A Alexandrina perguntou à minha mãe o que queria. Muito naturalmente disse que queria ver a filha com as pernas direitas, ao que a Alexandrina respondeu: “reze a Deus que eu vou também rezar”. Viemos embora e no dia seguinte a minha irmã andava normalmente como hoje.
Aconteceu que em 1970, em extensão de Legião de Maria na Região de Abrantes e Castelo Branco, encontrei um jovem enfermeiro “Dominique” com uma espiritualidade que me impressionava, a mim, Legionário de Maria e Seminarista a frequentar teologia.
Em 1971 recebo deste jovem, com quem me fiquei a corresponder, um convite para frequentar um Curso Dominique, o primeiro na Arquidiocese, e no Minho, em Balazar. Fui fazer esse curso. Não me seduziu o método, mas, o entusiasmo da juventude que me acompanhava gerou em mim uma certa vontade de continuar e ver a obra crescer, trazendo-a depois para Viana.
Em Setembro, depois do Curso Dominique em Balazar, terra da Alexandrina, sou nomeado, como diácono, ao serviço da Paróquia de Balazar, onde estive até Fevereiro de 1972.
Aí fiz trabalho com os doentes e ajudei o pároco naquilo que podia. Ao mesmo tempo realizavam-se cursos “Dominiques” (Cursos de Orientação para a Vida), aos quais eu assistia e cada vez me impressionava mais a fé, o sacrifício, o entusiasmo, quase o êxtase de tanta juventude masculina e feminina à volta do mistério do Santíssimo.
Alguns pareciam ter mais fé do que eu. Mal sabia eu que, tendo conhecido a Alexandrina na infância, sabendo da sua morte, iria  parar  lá para um “Curso de Orientação para a Vida”, já  diácono, voltando depois para trabalhar e conviver com a irmã da Alexandrina, a Deolinda, e poder contemplar a sua casa, o seu quarto, o seu sepulcro na igreja, a capela no cemitério e os peregrinos que de todo o lado chegavam pela semana, mas, sobretudo, ao Sábado e ao Domingo.
Quem era a Alexandrina?
Uma menina como outra qualquer e que aos 14 anos saltou duma janela, de uma altura de 4 metros (?) para fugir a ser molestada por um homem, causando-lhe uma mielite que lhe causava, por vezes, grandes dores. Deixou de comer e o seu alimento era só a eucaristia. O seu médico, a partir de certa altura, só para as dores lhe receitava, e ficava crente na Alexandrina, enquanto outros, descrentes, chamavam-lhe falsa, impostora. Alexandrina ouvia calúnias vindas de todos os lados, mesmo do lado de clérigos e cristãos, da imprensa, causando-lhe um Pré-câmbrico, castigado ainda pela hierarquia da Igreja que a impediu de ouvir conselheiros espirituais.
Mas a verdade provou-se numa Casa de Saúde da Foz do Douro, onde ela esteve 40 dias sob vigilância total, diurna e nocturna, por vigias ateias, tendo o médico responsável, neurologista, chegado à conclusão que se encontrava perante um fenómeno que contrariava todas as leis da medicina científica, não podendo acreditar em milagre por ser ateu. Assim viveu dez anos sem comer e com anúria.
Isto levou muita gente a crer nesta mulher que, na simplicidade, na humildade e na intimidade com Jesus na Eucaristia que era alimento suficiente durante tantos anos, poderia concluir-se como alguém dizia “a personalidade está para o ser humano como o perfume está para a flor, e esta deixa de ter aroma quando perde cor”.
Morreu com fama de santidade e só agora se reuniram condições para que o Papa a beatifique em 25 de Abril.
Assim escrevi antes da beatificação. Continuo atento e tenho presente na minha oração até porque há um passado familiar e pessoal como criança de 5 anos e depois como diácono.
Será que no dia 25 de Abril possa integrar-me em alguma peregrinação com uma camionete de paroquianos?
                        
          Pe. Artur Coutinho


O padre José Fernando Caldas




O Padre Caldas





O padre José Fernando Caldas, sacerdote desta diocese, esteve ao serviço da Igreja em Roma, foi nomeado Monsenhor – Capelão de Sua Santidade, pelo Papa Francisco há quatro anos.
O padre Caldas além de Reitor do Pontifício Colégio Português, estrutura que acolhe os padres portugueses, e não só, que estão a estudar em Roma, trabalhou na Congregação para a Educação Católica, dicastério que trata das questões relacionadas com o mundo do ensino católico, das escolas às universidades, em todas as latitudes do globo.
Tratou-se de um reconhecimento dos serviços prestado por este sacerdote incardinado em Viana do Castelo e natural de Melgaço, freguesia de Gave.
O padre José Caldas, nascido em Paris, filho de emigrantes, ingressou no seminário diocesano em Monção, em 1984, tendo posteriormente frequentado o Seminário e a Faculdade de Teologia de Braga, antes de ser ordenado em 1988 por D. José Augusto Pedreira.
O seu múnus pastoral iniciou-se no arciprestado de Arcos de Valdevez, nas comunidades paroquiais de Soajo, Gavieira e Ermelo. Posteriormente, foi formador do Seminário Diocesano, desta feita na cidade de Viana do Castelo, além de responsável pelo Secretariado da Pastoral Juvenil.
Em 2003 foi enviado pelo Prelado para Roma a fim de estudar ciências da educação. A partir de 2006 estava ao serviço da Conferência Episcopal e da Cúria Romana. Tendo, por sua vontade, regressado à Diocese, D. Anacleto enviou-o agora para colaborar na Paróquia de Nª Sª de Fátima. O Pároco responsabilizou-o pela Pastoral da Família e da Catequese, entre outros.


Entretanto já presidiu a um debate original na cidade, anunciado sobre "vivências do Amor" e ocorrido no Auditório da Escola Secundária de Santa Maria Maior foi muito interessante.
Alguns casais em situação de: divorciados e recasados, um com mulher já com geração, viúvo e com filhos e em situação de comunhão com uma ex-freira, outro com a situação regularizada, mas à custa de muito sofrimento, mas muita fé conseguiram vencer e ainda outro com todas os parâmetros normais em relação ao que é costume, deram testemunhos bastante diversificados e muito edificantes para toda a assembleia.
Um casal que aqui viveu e veio de longe a este encontro, casados há 52 anos, também, no final se congratulou com a iniciativa e achou conveniente repetir este encontro para mais aprofundamento, bem como dar mais oportunidades a casais que se encontram em situações similares, ou diferentes destas.
Uma conclusão que facilmente se tirou é que o Amor é belo e Deus assim o quer belo e alegre.
Parabéns às palavras fundamentadas na encíclica do Papa Francisco que o Monsenhor Caldas as agarrou para esperança de todos. Os participantes estão à espera de continuar…

beata alexandrina de balazar

METADE DO MEU ESTÁGIO DIACONAL FOI EM BALAZAR UMA COINCIDÊNCIA INESPERADA, POIS AOS 5 ANOS ESTIVE SENTADO NA CAMA DA ALEXANDRINA A OUVI-LA, POIS A MINHA MÃE ALI FOI COM A MINHA IRMÃ QUE NÃO ANDAVA POR TER AS PERNAS ARQUEADAS E A ALEXANDRINA MANDOU REZAR E O QUE É CERTO É QUE NA MANHÃ DO DIA SEGUINTE ELA ,PELA  MANHÃ, JÁ ESTAVA BOA. fOI UMA GRAÇA. TODOS DIZIAM FOI UM MILAGRE. QUANDO MORREU EM 13 DE OUTUBRO, LEMBRA-ME E , NESSA ALTURA TINHA 8 ANOS QUE ERA UM DIA DE SOL QUENTE, PARECIA UM SOL DE VERÃO E NA MINHA TERRA TODOS APONTAVAM PARA O CÉU DEPOIS DO MEIO DIA E DIZIAM: UMA ESTRELA BRILHANTE NO CÉU AZUL...NÃO SEI SE FOI ASSIM EM OUTROS LADOS. TENHO ESTA RECORDAÇÃO.
COMO DIÁCONO CONHECI A SUA IRMÃ MUITO BEM E A CASA COMO QUANDO ERA CRIANÇA.
HOJE FEZ 14 ANOS DA SUA BEATIFICAÇÃO PELO PAPA S.JOÃO PAULO II E LÁ FUI. VIM FELIZ.