AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

terça-feira, 21 de março de 2017

A CASA DO ERMÍGIO


A CASA DO ERMÍGIO




A Casa do Cirurgião, nem sempre teve este nome desde que ali foi construída em 1765 sobre uma outra muito mais antiga.





Alguns dos seus restos (da casa forte do Ermígio, talvez a casa dum senhor Hermigius, nome de origem germânica, senhor ou proprietário medieval destas terras, antroponímico, por isso, que deve ter dado o nome ao Lugar do Ermígio) e cujas paredes talvez tenham chegado aos nossos dias sob a nova construção a serviram de cortes para as mulas.





É provável que a casa mais antiga fosse da família dos Velhos que viveriam nas Penas, onde vivem ainda os descendentes da família dos Liquitos e daí a razão do topónimo Velho que ainda aí se conserva.
Devia ter sido aquela casa para onde Francisco Afonso (Rocha) veio, em 1654, de Stª. Maria de Aborim, filho de Pedro Afonso e Catarina Gonçalves por casamento com Maria Gonçalves, filho de Afonso Gonçalves e de Isabel Martins. Sucedeu que o João Francisco, filho do matrimónio veio a casar com Justa Alves, de Vila Fria. Mais tarde, um seu filho, o Manuel Francisco, viúvo de Antónia Rodrigues do lugar das Penas (Regadia de Cima) casado, em segundas núpcias, com Ana Rodrigues, do Ermijo, filha de Simão Rodrigues (Vila de Punhe) e de Ana Rodrigues, da Regadia, dos velhos.
Um filho deste casal, o António Francisco casado com Catarina Rodrigues teve uma única filha, a Morgada, chamada Maria Rodrigues que, por sua vez, casou com um rapaz da terra, chamado João Rodrigues Ribeiro, filho de Matias Rodrigues, do Souto, e foram os bisavôs do Abade António Francisco de Matos.





Foi no tempo deste casal que a casa foi construída. Não sei que nome teria nessa altura, mas a Morgada era pessoa rica. Faleceu em 1823 levando um ofício de 46 padres, assim como o seu marido falecido 29 anos antes, levou também um 1º ofício de 33 padres, um 2º de 29 e um terceiro de 28, o que é sinal de gente rica. Acreditamos que os pobres da altura, naturalmente, tenham ido para o céu mesmo com menos padres.
Deste casal, autor presumível da Casa que chegou aos nossos dias, nasceu uma outra Maria Rodrigues que casou em 1784 com o Tenente José António de Matos, filho de José António de Matos e de Maria Gonçalves, de Chafé, e tivera 8 filhos, tendo morrido uma Teresa sem geração.
Desta geração do Tenente foram “Matos” para Vila Franca e para a Conchada. Ainda desta geração vêm as raízes próximas do Padre João António de Matos, do seu irmão Dr. José António de Matos (muitos anos Presidente da Câmara Municipal de Viana e do Sport Clube Vianense, daí o Estádio de Viana), do Padre Francisco António de Matos, do parodiante Mena de Matos e a outras tantas gerações de Matos espalhadas pela região de Viana, Porto e Lisboa.
 O filho José ficou na casa e casou com Maria Barbosa de Almeida, filha de Simão António Barbosa de Almeida e Rosa Teresa Miranda, vizinhos e moradores, onde hoje é a Casa do Esperta.
Esta Maria era morgada e foi mãe de 11 filhos. Um deles, o Francisco, foi cirurgião, tendo estudado no Porto. O Francisco, cirurgião, casou com Rosa do Espírito Santo Moreira, de Darque e foi pai de Maria Moreira de Matos que herdou a parte norte da casa que seu pai habitava, a referida casa que tinha sido partilhada por três: o Francisco cirurgião, nascido em 1838 e falecido em 1922 que deu o nome à Casa no seu todo, o Manuel Rodrigues Pereira, conhecido por Santa Marinha por ser descendência de Forjães e sobrinho do cirurgião, e pela sobrinha neta conhecida pela Rosa Barbosa de Almeida, nascida em 1891.






O António casou com Rosa Rodrigues de Carvalho (Deiras). A irmã Rosa casou com António Pereira Novo. Foi a que ficou com a casa que mais tarde ficou conhecida por “Casa do Esperta”.
A casa dos seus avós maternos ficou para a filha da Rosa, a Maria Barbosa de Almeida, com a parte sul da casa do Cirurgião.Esta depois de ter casado com António Pereira dos Santos que saíu pela primeira vez para o Brasil, como sapateiro, quando tinha 29 anos. Voltou a sair em 1885, 1891 e em 1895 e nunca mais cá voltando. Por lá morreu, tendo deixado a mulher com duas filhas: a Rosa e a Maria da Conceição.
A Maria da Conceição, nascida em 1895, casou com Joaquim Ribeiro, relojoeiro e foi conhecido pela alcunha “Esperta” tendo dado o seu nome à casa em que ficou. A Rosa ficou na casa e casou com Manuel Almeida de Riba, de Subportela.
Nesta altura a casa do lado sul tinha uma entrada própria, mas o Stª. Marinha e o Cirurgião partilhavam das mesmas escadas centradas à linda varanda da casa numa extensão de 24 metros. Tinha umas artísticas linhas e colunata com belas bases e capitéis que mais ideia davam de casa nobre e solarenga, não fosse a vinha que se seguia a estragar-lhe um pouco a visibilidade, mas era o costume da época.
Consta que a Morgada Maria Barbosa de Almeida, mãe de 11 filhos, morreu com fama de santidade pelo que foi enterrada junto ao altar do Sagrado Coração de Maria, zelado por muitos anos pela “Casa dos Estivadas” dum modo particular pela D. Luísa.
Depois do aumento à Igreja na década de 70 este altar foi deslocado e, na construção antiga, ficava do lado esquerdo de quem entra na porta lateral e de serventia da Igreja para a Sacristia.
Era, de facto, uma pessoa amiga de fazer bem. Era rica e achava que devia pôr ao serviço dos que precisavam alguns dos seus haveres, por isso tinha em sua casa dois fornos: o forno da família onde se cozia pão para duas semanas e o forno dos pobres onde se cozia o pão para dar aos que lhe batiam à porta. Não eram assim tão poucos, dadas as dimensões do forno. Para além dele, também a existência de uma espécie de Albergue que o saudoso Padre Matos, mais tarde fez continuar na sua residência, casa própria, herdada de familiares antigos e que deixou em testamento à Paróquia de Mazarefes.
Consta-se que um dia uma pobre de Darque e já falecida, a quem ela tinha feito bem, terá vindo bater à porta mais uma vez, apesar da Morgada ter também morrido e terá declarado para quem passava: “ide trabalhar para as filhas da Morgada... Minhas malandras...”.
Um Padre conhecido por Padre Brinca, Brinca de alcunha, que foi residente na casa que hoje é o Centro Paroquial, anexa ao Adro das Boas Novas, “requereu-a” e tendo feito um exorcismo descobriu que, afinal, faltava ainda pagar uma promessa feita a S. José, um resplendor para que pudesse ir para o céu.
Depois da intervenção do referido padre consta-se que a referida “alma perdida” nunca mais apareceu. Atribuiu-se isso a um milagre da Morgada.
O Santa Marinha era filho da que, viúva, casou com o “Deira Velho”, também ele viúvo, e que só passavam o dia juntos, pelo que,  à noite, cada um ficava na sua casa. Os seus pais eram o António Rodrigues Pereira Novo e Teresa Gonçalves, dos Carriços.
Morreu com mal da garganta e solteiro, mas com dois filhos: um em Mazarefes e outro em Vila Franca, tendo-os reconhecido, pelo menos à morte e compensados.
O António Pereira era filho de Manuel Rodrigues Pereira, oriundo de Forjães, filho de Joaquim Pereira e Josefa Rodrigues. Mariana Barbosa de Morais, filha de António Luís Barbosa Amorim e de Isabel Maria de Morais era irmã do Stª. Marinha. A Maria, costumava ir pela manhã levar o leite aos tios que moravam na Quinta ao lado, “Os Bichos”.


Foi ela que, ainda criança, encontrou pela manhã cedo os tios na situação de amordaçados e assaltados.

Esta Maria Barbosa de Almeida morreu debaixo do comboio na passagem de nível mais próxima por acidente casual ou não, mas o que é certo é que ela andava com perturbações mentais atribuídas à ausência do marido, e do abandono deste da mulher e das filhas.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Os Carvalhos (Deiras)








Os Carvalhos (Deiras)
                                                                                                                            Apontamentos

Reconheci três estirpes diferentes da Família Carvalho. A primeira e mais antiga é a do apelido “Francisco de Carvalho” em que aparece “Francisco” como apelido, depois a de “Rodrigues Carvalho” e mais tarde a de “Alves de Carvalho”.

“Francisco de Carvalho” deu origem à família dos “estivadas”, o “Rodrigues de Carvalho” corresponderá à família “Deira” e o Alves de Carvalho “entrou pelo fundador da Banda de Música que veio de Alvarães casar aqui.
Os Carvalhos do lado dos “Deiras” nasceram pelo que parece na casa mais antiga e que se encontra a norte da casa dos Araújos da Regadia ( Catrinos) e que é hoje da Rosa Pereira.
Registou-se Manuel Rodrigues de Carvalho, falecido em 1875, com 79 anos, no lugar das Penas, filho de Manuel Rodrigues de Cravalho e de Maria Ribeiro da Silva, casado com Maria da Silva, filha de Manuel da Silva Meira e de Catarina Ribeiro, de Vila Fria e foram pais de João Rodrigues de Carvalho, regatão, bisavô dos actuais irmãos “Deiras”: João, António, Francisco e Luzia. 




O João Rodrigues de Carvalho habitou a referida casa e teve da mulher com quem casou, em 1860, Ana Rodrigues (de Matos), filha de Francisco de Araújo Coutinho e de Teresa Rodrigues de Matos, três filhos: o Francisco, a Rosa e o Manuel. Enviuvou e casou em 2ª núpcias, aos 39 anos com Maria Rodrigues da Rocha, viúva com 57 anos, de Vila de Punhe, e, em 3ª núpcias, aos 60 anos com outra viúva, Rosa Barbosa de Almeida de 59 anos de idade, viúva de António Pereira Novo e filha de José António de Matos e de Maria Barbosa de Almeida. Casou em 1860, em 1878 e em 1897, respectivamente. Morreu em 1900.


O Manuel morreu solteiro e sem filhos. Ficaram, apenas, o Francisco e a Rosa. O Francisco nasceu em 1864 e casou com Rosa Ribeiro da Silva, (Matos) de Vila Franca e a Rosa, lavradeira, ficou em casa e casou em 1884, com José Gonçalves da Cunha, lavrador e filho de José Gonçalves da Cunha e Maria Vitória Alves, neto paterno de Rosa Gonçalves, solteira, de Carvoeiro e materno de Joaquim José Alves e de Gertrudes Rosa Alves, também de Carvoeiro.
A Rosa e o José foram pais de Antónia (1884), João (1886), 



Maria (1888), Rosa (1890), Francisco (1893) Teresa (1895), José (1897), Ana (1899), Manuel (1902), Laura (1904), Joaquim (1908). Daqui nasceram os Cunhas que conhecemos seus filhos, netos e bisnetos.
O Francisco teve da sua mulher 9 filhos: o José (1889), o Francisco (1891), a Emília (1896), o João (1898), o João (1900), o António (1902), o António (1904), a Antónia (1906) e o Manuel (1908). Desta geração: o José morreu aos 3 anos; o João nascido em 1898 faleceu com 16 dias; o António nascido em 1902 morreu com 8 dias; o António nascido em 1904 morreu com 1 mês e o Manuel com 3 meses.





O Francisco casou com Joaquina da Silva Barbosa e foi o pai de Manuel que morreu com 19 anos, de José que faleceu aos 12 anos, de Maria que também morreu aos 10 anos e da Albina da Silva Carvalho (nascida a 1818) que herdou a Casa grande da Marinheira que foi conhecida pela Casa da “riquíssima”, sua avó, Antónia da Silva Meira.


O José casou com Emília Coutinho, do Cordeiro de Cima. Foi pai de António, João, Francisco e Luzia. O João ficou na Casa antiga da família, na Regadia que ali começou a viver aos 14 anos de idade. Foi a casa que seu avô comprou aos Albinos Rochas, de Sta. Marta.
 




A Emília casou para a Casa do Cordeiro de Cima, com o João que era louvado, o brilhante, e foi mãe de João, Dores, Emília, Francisco, Ana, Gracinda, José e Maria. É o Francisco que hoje vive na Casa que já vem dos avós. (José de Araújo Coutinho e Maria das Dores *Reis*). Agora dos Coutinhos de Carvalho e dos filhos do João que não vão a Coutinho.
Falta actualizar, mas algumas informações mais da sequência já foram dadas há pouco tempo.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Mário Adelino Covinha Teixeira


Mário Adelino Covinha Teixeira


Mário Adelino Covinha Teixeira, nasceu em Balugães a 30 de Abril de 1939, filho do jornaleiro António Fernandes Teixeira e da feirante Adelaide Gonçalves Covinha. A sua mãe fazia as feiras a pé entre Barcelos, Viana, Ponte de Lima, Freixo e Barroselas.

É irmão de mais sete: 3 rapazes e 4 raparigas.
Os homens estão todos vivos e um deles já é nonagenário, enquanto as raparigas já faleceram três. Ele é o mais novo, tem 24 sobrinhos e é pai de duas filhas a Maria Filomena e a Maria Isabel, a mais velha, casada e com um filho, chamado Ricardo José, o único neto do Mário.
O Mário andou na escola e fez a 4ª classe, em 11 de Julho, dia de S Bento, em Barcelos.
Acompanhava a mãe às feiras e vinha a pé de Balugães para Viana. Tinha 10 anos e recorda-se que comeu bacalhau com batatas e grão-de-bico aqui em Viana.
Cresceu e, por Viana, foi ficando como moço de recados a levar carnes do talho do Óscar às pessoas mais abonadas da cidade.




Teve de ir buscar uma vitela junto ao Barco do Porto a pé. Ela fugiu-lhe, e um senhor amarrou-a, deu-lhe um laço no focinho e assim ele conseguiu traze-la até ao matadouro. No mesmo dia deixou o trabalho. Esteve em Balugães no António Rosas, e no José Alves, na lavoura. Voltou a Viana e esteve empregado no falecido “mouco “ na rua do Anjinho que tomou o nome de Terra Linda. Depois deixou e abriu o café Oriente onde  trabalhou como balconista. Ganhava na altura 600 escudos por mês e tinha que pagar dormida e comida pelo que foi para o café Guerreiro e dormia na casa do pai do Gaspar de Sousa. Saiu deste e voltou para empregado de mesa do Café Oriente. Conheceu a jovem Vergínia Balinha com quem casou. No mesmo dia casou a cunhada Lurdes Balinha ao mesmo tempo, pelo padre dr. Araújo Cunha e foi o almoço servido no Terra Linda.





Veio, entretanto para o café Moderno que deixou, e esteve depois mais uns anos na A+P, voltando  à madeira, como quando esteve no Rosas. Foi a Luanda duas vezes em serviço, fez ainda serviço no café Atlântico mais de 12 anos, depois da falência da A+P (António Parente). Reformou-se do café da Praça 1º de Maio, dos Festas & Festas, como profissional quer na restauração, quer na madeira.
Também sempre gostou de crianças e jovens. Sempre foi um católico praticante por isso gosta da religião e gosta das procissões bem organizadas.





Em 19 de Setembro de 1978 foi nomeado para a Comissão de Culto de Nossa Senhora das Necessidades para se juntar a José Felgueiras, Manuel Lopes, António Puga, Francisco Moreira assim como o João Vieira Ferraz e Germano Sousa.
Serviu 4 a 5 mandatos.


Em 1979 entrou no Marcos 9.37 (espetáculo ensaiado pelo padre José Lima e apresentado 11 vezes sempre com casa cheia para comemorar o Ano Internacional da Criança- AIC com corais da Paróquia, Darque e Mazarefes) …E ficou no coral Litúrgico durante 18 anos. Continua a ser ele o coordenador das Procissões na Paróquia e é Voluntário na feira semanal a favor do Centro Social por causa do Refeitório Social, do Berço e da obra que é feita na Instituição por todos os que precisam e por muitos apreciada.



Faz também parte da Comissão de Angariação de fundos, hoje, Comissão de Eventos para a Nova Igreja, como ele disse para a “nossa noiva” que andamos com ela nos braços há muito tendo já passado pela inauguração, tem ainda muita obra por acabar.

terça-feira, 14 de março de 2017

EUTANÁSIA - ONDE ESTÁ O CRIME E ONDE ESTÁ A CARIDADE ? Um trabalho por uma pessoa de 94 anos


 EUTANÁSIA
   - ONDE ESTÁ O CRIME E ONDE ESTÁ A CARIDADE ?

        Em termos vernáculos de Língua Portuguesa, o que é a EUTANÁSIA? Vejamos:
  I  - EUTANÁSIA -
1.      “Morte sem sofrimento”,(Dicionário de Eduardo Pinheiro);
2.      “Direito de morrer autorizado por lei” (em caso de doença incurável), -(Dicionário Geral e Analógico da Língua Portuguesa por Artur Bivar);
3.      “Morte doce e fácil”. 1.-Teoria segundo a qual é lícito pôr  fim à vida dos doentes incuráveis, sobretudo quando estão em grande sofrimento. 2.-Prática dessa teoria. – (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea . Academia das Ciências de Lisboa – Edição Verbo);
4.      “Eliminação sem dor de doentes incuráveis, dados como perdidos, apressando-lhes o fim”. – Dicionário Enciclopédico da Língua Portuguesa – Publicação Alfa);



5.      “Morte provocada sem sofrimento, tranquila.”/ Teoria segundo a qual seria lícito abreviar a vida de um doente incurável para pôr fim aos seus sofrimentos. /(Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse).
II –MATAR -
  • “Dar morte a”; assassinar; suicidar-se; … -(Dic.Eduardo Pinheiro)
  • Causar a morte a”; “acabar com” … “empandeirar”;  -  (Dicionário Analógico da Língua  Portuguesa – Artur Bivar)
  • “Causar a morte”, fazer perder a vida =  abater, assassinar; - (Dicº.da L.P. Academia das Ciências de Lisboa – Edição Verbo);
  • “Tirar a vida”, “ser assassinado”; - ( Enciclopédia da Língua Portuguesa – publicação Alfa);
  • “Tirar vida”; “assassinar”; “cometer homicídio;” – (Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse);
 III – MEDITEMOS
                                 -  Todos os que professam qualquer religião, seja qual ela for, os ateus, os agnósticos; etc. , ,,,
                                 - Todos aqueles que se consideram pessoas e as respeitem como seres humanos;
                                 - Todos com liberdade, com honestidade, com dignidade humana, com ética moral, religiosa e profissional, com inteligência e consciência mas consciência sã, sobre o significado do vocábulo EUTANÁSIA transcrito em I :
  1. “MORTE sem sofrimento” -cessação definitiva da vida, … -(fim da vida provocado por um pessoa); -pena capital,…  ( È assassinar, é matar  humanos por uma pessoa- (profissional) - designada por lei, é matar legalmente pelo poder político, é morte(matar) descriminalizada  por decisão do poder legislativo.
  2. DIREITO de morrer autorizado por lei”… (È dar a morte a…. É assassinar). A pena capital, pena de morte em Portugal foi abolida.
  3. “MORTE doce e fácil”…(É dar a morte, é assassinar, é acto de enganosa compaixão, falsa caridade praticado por uma pessoa, profissional de saúde,          ( MÉDICO !!!...), é restabelecer a  pena de morte  não para criminosos mas para  sofredores doentes ou idosos, pesados ao orçamento estatal e, infelizmente, a alguns familiares…
  4. “ELIMINAÇÃO sem dor”…( È dar a morte a pessoas “doentes”, é assassinar nas condições referidas em 3 anterior, por profissionais que juraram defender a saúde e a vida humana …
  5. MORTE PROVOCADA sem sofrimento”…  ( É dar a morte…é assassinar legalmente) ,  por quem?  Quem é o assassino?  - Há dúvidas???...!!!

        Tirar a vida ao ser humano, seja ele nascituro, criança, jovem, adulto, novo, velho ou idoso. saudáveis ou atingidos por doenças mesmo consideradas incuráveis – (por pessoas também falíveis) - causadoras de indiscritíveis dores e sofrimentos inimagináveis é ou não MATAR uma pessoa ?    - Provem ao Mundo o contrário.
         Matar uma pessoa é cometer um ASSASSINIO, é HOMICIDIO, é crime. È ou não é verdadeira esta afirmação?
Defensores da EUTANÁSIA, fundamentam-se em:
a)      - “ dor insuportável”, “sofrimento atroz”,…de doentes considerados como incuráveis,
 – como se  os julgadores fossem pessoas  infalíveis, os criadores da vida…, cheios de compaixão, de comiseração, querem mitigar-lhes o sofrimento tirando-lhes a vida, matando-os, assassinando-os, protegidos por uma lei forjada e dissimulada em linguagem demagógica e caritativa, submetida a aprovação por Órgão de Soberania de indiscutível respeito  que , a ser aprovada , será o restabelecimento da  pena de morte, uma traição aos cidadãos deste Portugal de história secular que o dignifica no Mundo.
        Os defensores da eutanásia, por ventura, alguma vez analisaram o grau de sofrimento dos doentes em causa e o grau de sofrimento de uma família com filhos – (2, 4, 6 ou mais) -  de tenra idade que vivia honestamente sem dificuldades com dignidade humana e, inesperadamente ficou – (marido e esposa) – sem trabalho, sem bens pecuniários ou outros que lhes facultem o acesso a quaisquer bens indispensáveis `à sobrevivência pessoal e dos filhos menores e, por vezes até já adultos em situações precárias? ! -São os pobres envergonhados… os desempregados, abandonados, desesperados que, sem esperança se suicidam…!
       Vejam-se as estatísticas,  as frequentes notícias que nos chocam- (mães que acabam com suas vidas  e a vida dos filhos) -e pensemos na sua dor , no seu sofrimento…
   Dir-se-á que cada qual sofrerá conforme a sua personalidade, o seu carácter, a sua coragem, a sua formação moral e religiosa, a sua sensibilidade à dor e sofrimento e sua consciência…
b)      “dignidade, dignidade humana”:
:     - 1…autoridade, respeito, honra; 2…  3. .respeito devido a uma pessoa ou coisa. “ A dignidade humana é um valor supremo(Eduardo Coelho)”; 4. nobreza de carácter, respeito por si próprio e pelos outros; qualidade de digno;  5.Atitude em  comportamentos nobres, dignos;  6. Decoro, decência, compostura,  …(Dicionário da L. Portuguesa Contemporâneo – Academia das Ciências de Lisboa).
    - Qualidade moral que infunde respeito; consciência do próprio valor; … Grandeza; modo digno de proceder; …; honraria; …;  princípio  moral baseado na finalidade do homem e não somente na sua utilização como meio;   Dignidade humana: - valor particular  como tem todo o homem como homem, isto é, como ser racional e livre, como pessoa.  – (dicionário Enciclopédico da L. Portuguesa – Publicações alfa).
IV – O que nos diz e estabelece a Constituição da República Portuguesa ?
               A)-       Vejamos:
TÍTULO II  /Direitos, liberdades e garantias
    Capítulo I -/Direitos, liberdades e garantias pessoais
                        ARTIGO 24º.- (Direito à vida)
 1.- O direito à vida é inviolável.
 2.-Em caso algum haverá pena de morte..
      Interpretemos os  números 1 e 2  deste artigo e o Artigo 25º.
  • Inviolável = a intangível; em que não se pode tocar; sagrado; intocável.
  • Pena de morte = a eutanásia.
                        ARTIGO 25º. – (Direito à integridade pessoal)
 1.-A integridade moral e física é inviolável.
2.-Ninguém pode ser submetido a tortura, nem a tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos
·        A integridade … é inviolável = intangível, …intocável.
B) -  Face ao disposto nos artigos  24º e 25ª atrás transcritos e da sua análise, ponderemos:
  •  A PENA DE MORTE é ou não inconstitucional?
  • A EUTANÁSIA, estabelecida por lei, é ou não equivalente, igual a PENA DE MORTE?
  •  Como ser humano livre de preconceitos políticos, a sua livre capacidade pensante, a sua ética humana e a sua sã consciência dar-lhe-ão a resposta.
  • Responda  “alto e bom som” à sua consciência.
V – CONCEITO DE LIBERDADE –( do lat. Libertas, -atis)
1.      –condição de  uma pessoa poder dispor de si;
2.      –poder de fazer ou deixar de fazer uma coisa;
3.      - independência
4.      –iniciativa;
5.      - faculdade de fazer o que não é proibido por lei;
          ….(Dicionário da L.Portuguesa, de Eduardo Pinheiro).
6.      –condição de um ser que está isento de constrangimento, actuando consoante as leis da natureza;
7.      –direito de um cidadão agir segundo a sua própria  determinação, dentro dos limites fixados pela lei;
8.      –possibilidade de agir sem limitações extrínsecas;  ……………………..
9.      –livre arbítrio ou poder de decidir sem motivos, como manifestação absoluta da vontade;    ...   … …
   (Dicionário da L, Contemporânea   -  Academia das  Ciências de Lisboa)
10.  –“… a liberdade não pode consistir em fazer o que se quer, mas em poder fazer o que se deve querer”. …(Montesquieu);
11.  – “… a liberdade consiste em fazer tudo  o que não prejudique a outrem -…”;   …(Constituição Francesa, 1791)
12.  – “…a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do seu semelhante”-  …     (Rousseau)
13.  – “…a liberdade não consiste apenas no direito, mas no poder de ser livre.” – (Luìz Blanc);
14.  -  Liberdade individual: - “ garantia que todos os cidadãos têm de não serem impedidos do exercício dos seus direitos, excepto nos casos determinados por lei”.       
15.  – Liberdade de consciência:- “ direito de professar as opiniões  religiosas e políticas que se julgarem verdadeiras”.        
 VI –   A LUZ DE DEUS
                                         Diz  :                  
                 1º. ……
                 2º….
                 3º…..
                 4º . – Honrar pai e mãe .
                 5º. – NÃO MATAR   -  (Só Deus tem o direito de tirar a vida)
                                                    – ( -Aborto;  -Eutanásia;  -Suicídio; - Homicídio)
                 6º. - …
                 7º. – Não roubar   - (subtrair ; furtar; tirar…((tirar a vida))  ).
                 8º. - ……………….
                 9º. –……………...
               10º. - ………………
                               (  Os dez mandamentos)

      VII – Outros conceitos e significados de eutanásia,  para mitigar a sua crueldade de matar, assassinar …!!!!
  1. – “Boa morte”, “morte apropriada” ou “ morte piedosa”.!!!  -  // -Termo proposto  por Francis Bacon em 1623 (História vitae et mortis) como sendo “” um tratamento adequado às doenças incuráveis””//. – (In. “ Revista Âmbito Jurídico”).
  2. –“ Morte assistida”.       –O que significa assistir ?     -  Eis o que nos diz Eduardo Pinheiro no seu Dic. De Ling. Portuguesa  :- v..i.“ estar presente;…fazer companhia; presta socorro;  acompanhar;  patrocinar; presenciar; ver;  …
            v.tacompanhar e tratar no parto ou na doença”.
  • - O profissional de saúde que assiste ao doente,   não  o vai tratar  mas  “dar a morte a…”, (dar-lhe a injecção letal) isto é matar, é assassinar …
  • Assistir a um doente, é estar presente, com o seu amor, a sua generosidade a sua coragem, conformando-o e mitigando-lhe o sofrimento, com o seu carinho a sua estima, o seu encorajamento para aceitar e resistir à dor ,ressaltando-lhe a misericórdia do Seu Criador.
  1. – “Suicídio assistido”: - O doente toma o veneno facultado,  a seu pedido,  pelo profissional de saúde.
·        Dar veneno a um ser  humano, doente ou saudável  para ele  morrer, é ou não matar?  Não é crime ?!!!  
·        O profissional que deu  o veneno ao suicida ou a injecção letal ao doente, que lhe tirou a vida, matou ou não o doente, o idoso ou o desesperado ?
·        Se o doente quer morrer ,( vulgarmente suicida-se)  pois  que tenha  a coragem de assumir a responsabilidade da  sua morte mas que não seja o poder político, com interesses  económicos estatais, pessoais ou familiares a  restabelecer misericordiosa  pena de morte, tendo como algozes os profissionais de saúde.

VIII. – ANALISANDO e reflectindo no que atrás  se transcreve e diz,  pode concluir-se:
1.- Eutanásia, “morte doce…”, morte assistida, suicídio assistido, - por mais “adocicado”, pleno de  piedade e de caridade humana que se pretenda ataviar o  seu significado , o seu conceito de dar a morte a ser humano (dito em português e não politiquês)  é, e será sempre , em português vernáculo MATAR.
2. – Matar, assassinar é acto antinatural, , desumano, crime, é ofensa ao Criador…,praticado por  médico, profissional de saúde que jurou defender a vida  e a saúde do ser humano.
3. – Transfigurar o MÈDICO, profissional de saúde, em carrasco da “ “piedosa pena de morte””(eutanásia) aplicada a um doente ou  idoso,  É PROCEDIMENTO ofensivo e insultuoso  da classe médica, é desacreditar, descredibilizar a profissão que é  das mais respeitadas pela população  e  uma das mais nobres missões de mundo.  È criar no ser  humano o medo, o receio e a suspeição  naquele a quem confiava o tratamento da sua saúde e seus familiares.
         O profissional de saúde que aceita em sua consciência praticar eutanásia tornar-se-á o algoz ,o carrasco da  ilusória “ morte doce”,  de matar, de assassinar…   Errou a profissão, falta a um juramento profissional.
      -  Será o médico que vou consultar um dos algozes da eutanásia !!!!??????
      - Posso confiar nele …..!!!??????
      - Já agora pergunta-se: - pretender-se-á transformar os hospitais em matadouros?!...
     
  1. –  DESABAFANDO:
                        - Não se  permita que se invoque piedade, compaixão, caridade, misericórdia para se conseguir lei que permita MATAR ou  assassinar legalmente…!!!
                       -A piedade pelo sofrimento não deve  limitar-se aos doentes que um, dois ou três profissionais de saúde  julgam incuráveis.   O homem  não é infalível,  muitos incuráveis regressaram à sua vida e actividade normal…
                       - Com o maior e devido respeito  pela sensibilidade e sofrimento de doentes e de idosos, a  política dever-se-ia debruçar, séria e afincadamente a estudar e resolver o sofrimento atroz dos pobres e miseráveis  envergonhados, dos sem-abrigo e outros problemas nacionais de maior importância e valor do que  a eutanásia para matar doentes e idosos, tratando-os não com dignidade humana mas como indesejáveis.
       É lamentável nesta  época em que tanto se  apregoa ,a ética, a moral, a solidariedade, e descobertas e desenvolvimento científico, regressemos a tempos primitivos de pré-história, da antiga Grécia, Roma, etc. em que seres humanos, pessoas, eram mortos como animais selvagens.

 Não esqueçamos :  -“ Enquanto há vida, há esperança”


                      Viana do Castelo, 26 de Fevereiro de 2017
                                                           

                                                                        VAFONSO

segunda-feira, 13 de março de 2017

Uma ética da Mãe Terra, nossa Casa Comum

Uma ética da Mãe Terra, nossa Casa Comum
12/03/2017
É um fato cientificamente reconhecido hoje que as mudanças climáticas, cuja expressão maior se dá pelo aquecimento global é, num grau de certeza de 95%, de natureza antropogênica, Quer dizer, possui sua gênese num tipo de comportamento humano violento face à natureza.



Este comportamento não está de sintonia com os ciclos e ritmos da natureza. O ser humano não se adapta à natureza mas a coage a se adaptar a ele e a seus interesses. O interesse maior que domina já há séculos se concentra na exploração desapiedada dos bens e serviços naturais em vista da acumulação ilimitada. Junto a isso segue a dominação de outros povos, o colonialismo e o imperialismo.
A forma como a Mãe Terra demonstra a pressão sobre seus limites intransponíveis é pelos eventos extremos (prolongadas estiagens de um lado e enchentes devastadoras de outro, nevascas sem precedentes por uma parte e ondas de calor insuportáveis por outra parte).
Face a tais eventos, a Terra se tornou o claro objeto da preocupação humana. As muitas COPs (Conferência das Partes), organizadas pela ONU acerca do aquecimento global, nunca chegavam a uma convergência. Somente na COP21 de Paris, realizada de 30 de novembro a 13 de dezembro de 2015 se chegou, pela primeira vez, a um consenso mínimo, assumido por todos: evitar que o aquecimento chegue aos 2 graus Celsius. Lamentavelmente essa decisão não é vinculante. Quem quiser pode segui-la mas não existe nenhuma obrigatoriedade nem penas, como o mostrou o Congresso norte-americano que vetou as medidas ecológicas do Presidente Obama. Agora o Presidente Donald Trump as nega rotundamente como algo sem sentido e enganoso. Esse negacionismo da maior potência do mundo é ameaçador para todos e para a Terra.
Está ficando cada vez mais claro que a questão é antes ética do que científica. Vale dizer, a qualidade de nossas relações para com a natureza e para com a Casa Comum não eram e não são adequadas, antes, são destrutivas.
Citando o Papa Francisco em sua inspiradora encíclica Laudato Si: sobre o cuidado da Casa Comum” (2015): “Nunca maltratamos e ferimos a nossa Casa Comum como nos últimos dois séculos… Essas situações provocam os gemidos da irmã Terra, que se unem aos gemidos dos abandonados do mundo, com um lamento que reclama de nós outro rumo”(n.53).
Precisamos, urgentemente, de uma ética regeneradora da Terra. Esta deve devolver-lhe a vitalidade vulnerada a fim de que possa continuar a nos presentear com tudo o que sempre nos galardoou. Será uma ética do cuidado, do respeito a seus ritmos, da compaixão e da responsabilidade coletiva.
Mas não é suficiente uma ética da Terra. Precisamos fazê-la acompanhar por uma espiritualidade. Ela lança suas raízes na razão cordial e sensível. De lá nos vem a paixão pelo cuidado e um compromisso sério de amor, de responsabilidade e de cuidado para com a Casa Comum. Bem o expressou no final da encíclica do bispo de Roma, Francisco, ao enfatizar “uma paixão pelo cuidado do mundo, uma mística que nos anima com uma moção interior   que impele, motiva e encoraja e dá sentido à ação pessoal e comunitária”(n.216).
O conhecido e sempre apreciado Antoine de Saint-Exupéry, num texto póstumo, escrito em 1943, Carta ao General “X” afirma com grande ênfase: ”Não há senão um problema, somente um: redescobrir que há uma vida do espírito que é ainda mais alta que a vida da inteligência, a única que pode satisfazer o ser humano”(Macondo Libri 2015, p. 31).
Num outro texto, escrito em 1936, quando era correspondente do “Paris Soir”, durante a guerra da Espanha, leva como título “É preciso dar um sentido à vida”. Aí retoma o tema da vida do espírito. Aí afirma:”o ser humano não se realiza senão junto com outros seres humanos, no amor e na amizade; no entanto, os seres humanos não se unem apenas se aproximando uns dos outros, mas se fundindo na mesma divindade. Num mundo feito deserto, temos sede de encontrar companheiros com os quais con-dividimos o pão”(Macondo Libri p.20). No final da “Carta do General “X” conclui: “Como temos necessidade de um Deus”(op.cit. p.36).
Efetivamente, só a vida do espírito confere plenitude ao ser humano. Ela representa um belo sinônimo para espiritualidade, não raro identificada ou confundida com religiosidade. A vida do espírito é mais, é um dado originário de nossa dimensão profunda, um dado antropológico como a inteligência e a vontade, algo que pertence à nossa essência. Ela está na base do nascimento de todas as religiões e caminhos espirituais.
Sabemos cuidar da vida do corpo, hoje uma verdadeira cultura com tantas academias de ginástica. Os psicanalistas de várias tendências nos ajudam a cuidar da vida da psiqué, para levarmos uma vida com relativo equilíbrio, sem neuroses e depressões.
Mas na nossa cultura, praticamente, esquecemos de cultivar a vida do espírito que é nossa dimensão radical, onde se albergam as grandes perguntas, se aninham os sonhos mais ousados e se elaboram as utopias mais generosas. A vida do espírito se alimenta de bens não tangíveis como é o amor, a amizade, a convivência amiga com os outros, a compaixão, o cuidado e a abertura ao infinito. Sem a vida do espírito divagamos por aí, sem um sentido que nos oriente e que torna a vida apetecida e agradecida.
Uma ética da Terra não se sustenta sozinha por muito tempo sem esse supplément d’ame que é a vida do espírito. Ele nos faz sentir parte da Mãe Terra a quem devemos amar e cuidar.
Leeonardo Boff é articulista do JB online e autor de Ética e Espiritualidade: como cuidar da Casa Comum, Vozes 2017.


sábado, 11 de março de 2017

Sou Lusitano? Não recordo onde encontrei ou se eu sou o autor, mas subscrevo


Sou Lusitano?





Os Portugueses na sua maioria são descendentes de Lusitanos. Os Lusitanos eram um povo da mistura de celtas e iberos que viveu na parte ocidental da península ibérica que correspondia hoje a Portugal e a Espanha.
Sobretudo este povo fixou-se entre o Douro e o Tejo limitados a norte pelo galaico e alturas de província romana da Galícia, ao norte eram os Béticos e a oeste os Celtiberos.
Viriato foi um dos principais líderes que resistiu às invasões romanas. Os romanos tiveram muitas dificuldades porque os lusitanos com o seu chefe Viriato não foram fáceis de serem vencidos, antes pelo contrário causaram baixas aos romanos e resistiram durante o tempo necessário para os romanos se sentirem bem humilhados.




Segundo autores mais modernos defendem a tese que os lusitanos eram um povo pré-celta como o provam documentos escritos encontrados no território português escritos em língua lusitana, embora só existam três inscritos lusitanos mais tardias e todos já um alfabeto latino.




Apesar de ser um povo hábil na luta da guerrilha usando o punhal, a espada e o dardo, tudo em ferro e a lança em bronze, soube vencer e humilhar os exércitos poderosos de Roma.
Já era um povo evoluído usando os banhos de vapor, comiam uma vez por dia , praticavam sacrifícios humanos, sacrifícios a Ares, deus da guerra, não só prisioneiros, como cavalos e bodes. Comiam pão de bolota, bebiam água e leite de cabra. O vinho era só para as festas familiares uma espécie de cerveja, usavam a manteiga em vez do azeite e comiam encostados às paredes. Usavam cabelos cumpridos e flutuantes, embora em combates os prendessem.
Dedicavam-se à ginástica, faziam equitação (daí o cavalo lusitano) e bailavam em danças de roda, de mãos dadas, ao som de flautas e córnea ou trombetas e dormiam no chão sobre feno e usavam barcos feitos em couro ou troncos de árvores.
As lutas com os romanos só acabaram depois de à traição terem morto Viriato, mas, mesmo assim, ainda levou algum tempo Décimo Júnio Bruto veio de Roma e só depois é que conseguiram marchar sobre o monte até ao nosso Rio Lima. Tudo foi difícil e só nos anos 60 A.C. Júlio dá o golpe de misericórdia ao fim de 150 anos de brava luta.
A última resistência teria sido no monte medúlio que há quem afirme ter sido a serra d´Arga ao rio Minho, depois os defensores se suicidaram preferindo a morte à escravidão romana.
Estrabão escreveu que os lusitanos eram “a mais poderosa das nações ibéricas e que entre todos por mais tempo deteve as armas romanas”.
Camões deu ao à sua epopeia nacional o nome de “Lusiadas” em sua honra.




A vestimenta do homem era preta e de lá grosseira ou pelo de cabra. Usavam a condenação à morte. Esses eram lançados em precipícios.
O primeiro passeio que dê será fazer uma visita à terra de Lorica que os visigodos deram o nome de Loriga, terra de Viriato a sudoeste da Serra da Estrela actualmente no conselho de Seia, em honra não só de Viriato, mas também dos nossos antepassados lusitanos de quem descendemos.
Em 1511 nasceu João Rodrigues Castelo Branco que foi um médico insígne. O seu mal era ser judeu e foi dar o melhor de si como grande cientista com o prudivino Amado Lusitano.