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Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A PASTORAL DA IGREJA

  PASTORAL DA IGREJA 
Há ovelhas a morrer de fome

A Boa Nova de Jesus Cristo só atinge os corações quando os pastores esclarecem as mentes e, para que isso aconteça, é preciso vencer primeiro a fome e a miséria porque a salvação tem de se dar na globalidade do corpo e da alma: ser físico, mental e espiritual. 
A opção pelos pobres foi a atitude de Cristo que se voltou sempre para a gente simples e abandonada e à qual teve de matar muitas vezes a fome (Mat. 14, 13-21).
Não podemos ver Cristo a ocupar outro lugar, porque era o fruto da sua mensagem. Está sempre ao lado dos pobres e dos que precisam, dos aleijados, dos estropiados, dos doentes, dos pecadores e dos pecadores públicos, dos que passam fome e sede...
Não nos preocupa tanto o aparato e as obras grandes porque, quando Jesus nos diz “vejam as vossas obras e louvem o vosso Pai do Céu” (Mat. 5,16), é para que sejamos grandes realizadores com meios simples e humildes, ainda que corramos riscos.
Hoje, como ontem, numa região das mais pobres do País onde nos encontramos e diante de populações esfomeadas que nos cercam, também Jesus nos diz, como aos seus discípulos: “Dai-lhe vós mesmos de comer!” (Mat. 14,16).
Durante algum tempo ensinou-se que a acção caritativa não era missão da Igreja, mas dos políticos, dos partidos, dos governos, mas a igreja não pode falar aos seus, de amor e com o estômago vazio. E, nesse sentido apraz-nos afirmara que a função essencial da Igreja é ser missionária: “Ide e ensinai todos os povos” (Mat. 28, 19-20) a pregar, baptizar e servir, amando, praticando estas principais missões de toda a Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo.
O Concílio Ecuménico recomendou-nos a não esquecer estas dimensões da fé cristã a partir das missões de Jesus Cristo que é Sacerdote, Profeta e Rei.
Em Jesus Cristo fomos baptizados, por isso, participamos neste Jesus Cristo Sacerdote, Profeta e Rei ou seja, neste Cristo, que é Vida, Verdade e Caminho. Como sacerdotes, a igreja, que somos todos nós, os baptizados, temos de vivificar, santificar; como Profetas, cabe à Igreja a missão de proclamar a verdade, anunciá-la; e, como Caminho, temos que ser luz, isto é exemplo a começar e por matar a fome aos outros e modo sirva de exemplo a seguir por todos...
Por isso, um Centro Social é um meio pelo qual a Igreja exerce parte da sua missão para com os homens. O Centro Social é o meio para o exercício da caridade de modo eficaz, permanente e obrigatório, pois faz parte da tríplice missão de Jesus Cristo manifestada nas obras. Não basta oração e pregação, é preciso o testemunho para que sejamos parte da Luz que, por excelência, é Jesus.
O nome de “Centro” que se deu a esta Obra Social duma Paróquia evidencia a função que lhe cabe: uma força unificadora. Se a Paróquia é uma porção do Povo de Deus, uma Comunidade de comunidades, um lugar de comunhão fraterna, o Centro Social ajuda a Comunidade Paroquial a encontrar-se, é o Centro onde exerce o amor e a Solidariedade entre as pessoas através do serviço partilhado.
Mas a grande força moral e a riqueza do serviço aos outros deve resultar do facto de esta Instituição ser um Centro Social Paroquial, portanto, um serviço de Leigos na Paróquia. É através da sua integração e da sua participação na vida da Paróquia - da qual faz parte - que o Centro Social Paroquial atinge toda a sua dimensão na Igreja local que o criou e que lhe dá suporte.
O Centro não pode ser uma estrutura à parte da Paróquia. O Centro é uma resposta Institucional da Paróquia às necessidades encontradas e deve envolver os paroquianos - voluntários - no processo de resolução dessas mesmas necessidades.
Neste campo levantam-se algumas questões quanto à necessidade de informação e de formação de voluntários, para que todos possam colaborar duma forma orgânica e articulada, de acordo com as capacidades de cada um. Simultaneamente, o Centro poderá também colaborar com os outros serviços e movimentos da paróquia, dando-lhes a perspetiva social que também os deve nortear.
É importante que seja clara para todos a ideia que se tem da acção social e da sua relação com a missão da Igreja, da Paróquia e da vida da fé, da esperança e da caridade. É importante encontrar meios de estudar certos textos da Doutrina Social da Igreja, da vocação do cristão, da nova evangelização, do compromisso social como exigência da fé de baptizados.
É importante movimentar o Centro Social Paroquial para que seja cada vez mais parte da Igreja local e Paroquial, e que a Paróquia e Centro vivam em conjunto as respostas a dar à comunidade. Os problemas da pobreza, da marginalidade, das diversas carências, da fome, da deficiência, da doença, da velhice isolada e ainda das crianças abandonadas ou de maus tratos, constituem os grupos sociais com que o Centro Social Paroquial normalmente pode e deve trabalhar.
Apesar disso as “ovelhas” passam fome, fome de pão para o corpo e fome de pão para o espírito porque: 1º os cristãos são missionários e os seus olhos não se abrem para a miséria dos outros para viverem em paz e sem problemas porque não vêem.
2º Também por parte desta consciência laxativa, também não aparecem vocações para que haja mais sacerdotes e se uma diocese não precisa, há muitas que precisavam no país ou noutros países, ainda que seja no estrangeiro. O padre é da Igreja e a Igreja está em todo o mundo.
O maior erro é que às vezes os voluntários, os colaboradores, os dirigentes não conhecem nada da doutrina social da Igreja. Todos e, sobretudo, os dirigentes deviam participar em acções de formação não das “obras de Misericórdia, mas das últimas encíclicas sociais, da doutrina social da igreja.
Estes grupos devem ter simultaneamente na Paróquia um lugar predileto e ser uma preocupação constante, exatamente porque são os mais vulneráveis de entre todos os paroquianos.
Além dos meios materiais e humanos, a Paróquia tem ainda de dar prioridade à oração por todos aqueles que trabalham nos seus Centros, para que o que fazem, façam de uma forma cada vez mais humana, cada vez mais fiel ao Espírito da caridade cristã.
O Centro Social paroquial é dirigido por exigência legal, civil e canónica, por um conjunto de pessoas que constituem os órgãos sociais dirigentes da Instituição e que são voluntários de entre os paroquianos que estejam dispostos a desenvolver os conhecimentos que têm, do respectivo exercício da Acção Social e da Solidariedade Cristã. Voltamos à necessidade de conhecer bem a doutrina Social da Igreja.
Mas não é só de voluntários dirigentes que o Centro Social Paroquial precisa. Muitas outras actividades eventuais ou mais ou menos regulares poderiam vir a beneficiar as pessoas que delas precisam, se mais leigos voluntários dessem algumas horas dos seus tempos livres ao serviço destes irmãos. Para isso estamos agora a implementar, mais uma vez, o serviço de voluntários. E não esqueçamos que Frederico Ozanan, jovem universitário, começou por juntar lenha para os pobres se aquecerem e não passarem frio. O Pe. Américo acolheu e promoveu a pessoa humana. O Pe. Adolfo Kolping promoveu o trabalho comunitário. O Pe. Cardijn lutou por maior dignidade da classe operária. O Pe. Óscar Romero é assassinado por defender os direitos dos explorados. A Madre Teresa de Calcutá acolhe os moribundos abandonados. Monsenhor Airosa funda uma obra para “Regeneração” das raparigas da rua. O Pe. Abel Varzim cria uma obra de raparigas marginais. Mons. Moreira das Neves e Maria Luísa Ressano Garcia funda a obra do “Ardina “. O Beato Frei Bartolomeu dos Mártires dá tudo o que pode para salvar da peste de 1570 e da carestia de 1574. S. João de Deus dá a vida pelos doentes.
Muitas pessoas com capacidades excepcionais permanecerão afastadas de certas práticas de Solidariedade Cristã ao serviço da Paróquia e do Centro Social por desconhecimento do que é o Centro e quais os seus objectivos.
Dizemos solidariedade cristã porque para paroquianos confessos esperamos que esta seja iluminada pela fé, seja uma questão de opção cristã e não seja apenas por opção puramente humana.
É de salientar que o Centro Social Paroquial à medida que cresce no âmbito da sua acção e assume exigências de qualidade comprovada, tem de integrar na sua equipa profissionais com habilitações próprias e com características humanas e de formação cristã adequadas à missão que desempenham e ao cariz da Instituição que representam. Daí o nosso esforço na melhoria da qualidade das respostas sociais que damos.
A Paróquia atinge a sua dimensão de Igreja na medida em que vive conscientemente a missão de louvor, anúncio e serviço, em união com Cristo e com a sua Igreja, na Eucaristia.
Se há lugar para Vicentinos, Legião de Maria, Serviço de Doentes e muitos outros, há por certo também um lugar próprio para o serviço, de uma forma regular, contínua, estruturada e organizada segundo normas e indicativos técnicos comumente aceites pelos Serviços Oficiais e pela Doutrina Social da Igreja, aos mais pobres, vulneráveis e desprotegidos, pois são os predilectos do Senhor.
S. Paulo afirma: “O Reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rom. 14,47).
O Centro Social Paroquial deve ser cada vez a justiça, paz e alegria no SERVIÇO dos frágeis, serviço que a Paróquia, por missão, tem de cumprir.
Apesar disso as “ovelhas passam fome, fome de pão para o corpo e fome de pão para o espírito, porque 1º os cristãos são pouco missionários e os seus olhos não se abrem para a miséria dos outros para viverem em paz e sem palavras; 2º também por falta desta consciência laxativa também não aparecem vocações para que haja mais sacerdotes e se uma diocese não precisa, há muitas que precisam no país ou nas missões…

NOTAS SOBRE O PASSAL DE MAZAREFES E LANHESES O Passal de Mazarefes foi arrematado em hasta pública na administração do concelho de Viana, por 23$000 reis, no dia 5 de Maio de 1912 por Francisco Fernandes Facha, sendo fiador Boaventura de Lima Fernandes. A arrematação tinha sido anunciada por edital, datado do 23 de Abril de 1912, assinado por João Loureiro da Rocha Barbosa e Vasconcelos, presidente da comissão concelhia de administração dos Bens Eclesiásticos, em Viana. O secretário era Alberto Meira. Nesta arrematação dos passais entravam também as casas de despejos, as cortes de gado e os terrenos contíguos, mas não entravam as residências (excepto a de Lanheses). Francisco Fernandes Facha arrematou, na mesma data, no passal de Lanheses e a residência, e foi fiador da compra dos passais de Freixieiro de Soutelo e de S. Pedro de Soutela. Boaventura de Lima Fernandes, que foi também fiador da compra do passal de Lanheses foi um dos que acompanhou, em 25 de Março de 1916, um Sábado, o Administrador do Concelho Adriano Peixoto, para proceder ao arrombamento da porta da igreja de Monserrate e iniciar sua demolição. (Notas coligidas por José Luís Branco da “Folha de Viana” de Maio de 1912, h-3, e de 29 de Março de 1916, h-3). Quanto a este Passal de Mazarefes, na minha opinião, seria uma propriedade do lugar do rio,(entrada na Veiga) art.nº1199 e o mato e pinheiros com uma área de 11.088 ,um outro artigo junto à cancela artº 1.195, outra no lugar de Baixo e Boça de grande área. Se assim for é o primeiro passal e que ainda hoje entre os mais velhos é conhecido com o topónimo Passal. O lugar da Cancela, recordo vagamente do meu tempo de criança haver uma cancela no fundo do dito passal, na entrada para o caminho enlameado e com um passei de pedras soltas do lado poente e que levava as pessoas até à Capela de S. Simão, a primeira paroquial da freguesia de S. Simão da Junqueira de Mazarefes… O passal, ou passais, é ou são propriedades agrícolas anexas à igreja ou residência Paroquial para rendimento do pároco. A imagem pode conter: árvore, planta, ar livre e natureza A imagem pode conter: planta, natureza e ar livre A imagem pode conter: árvore, planta, ar livre e natureza


NOTAS SOBRE O PASSAL DE MAZAREFES E 

LANHESES


O Passal de Mazarefes foi arrematado em hasta pública na administração do concelho de Viana, por 23$000 reis, no dia 5 de Maio de 1912 por Francisco Fernandes Facha, sendo fiador Boaventura de Lima Fernandes.
A arrematação tinha sido anunciada por edital, datado do 23 de Abril de 1912, assinado por João Loureiro da Rocha Barbosa e Vasconcelos, presidente da comissão concelhia de administração dos Bens Eclesiásticos, em Viana. O secretário era Alberto Meira.
Nesta arrematação dos passais entravam também as casas de despejos, as cortes de gado e os terrenos contíguos, mas não entravam as residências (excepto a de Lanheses).
Francisco Fernandes Facha arrematou, na mesma data, no passal de Lanheses e a residência, e foi fiador da compra dos passais de Freixieiro de Soutelo e de S. Pedro de Soutela.
Boaventura de Lima Fernandes, que foi também fiador da compra do passal de Lanheses foi um dos que acompanhou, em 25 de Março de 1916, um Sábado, o Administrador do Concelho Adriano Peixoto, para proceder ao arrombamento da porta da igreja de Monserrate e iniciar sua demolição.
(Notas coligidas por José Luís Branco da “Folha de Viana” de Maio de 1912, h-3, e de 29 de Março de 1916, h-3).
Quanto a este Passal de Mazarefes, na minha opinião, seria uma propriedade do lugar do rio,(entrada na Veiga) art.nº1199 e o mato e pinheiros com uma área de 11.088 ,um outro artigo junto à cancela artº 1.195, outra no lugar de Baixo e Boça de grande área. Se assim for é o primeiro passal e que ainda hoje entre os mais velhos é conhecido com o topónimo Passal. O lugar da Cancela, recordo vagamente do meu tempo de criança haver uma cancela no fundo do dito passal, na entrada para o caminho enlameado e com um passei de pedras soltas do lado poente e que levava as pessoas até à Capela de S. Simão, a primeira paroquial da freguesia de S. Simão da Junqueira de Mazarefes…
O passal, ou passais, é ou são propriedades agrícolas anexas à igreja ou residência
Paroquial para rendimento do pároco.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

PELOS CAMINHOS DO ACOLHIMENTO,DA MEMÓRIA, DO QUERIGMA E DA BELEZA


PELOS CAMINHOS DO ACOLHIMENTO,DA MEMÓRIA, DO QUERIGMA E DA BELEZA
 
José Rodrigues Lima

Em 2018-2019, ocupar-nos-emos do tema da evangelização, tomando S. Teotónio como modelo e protector. Já é padroeiro secundário da Diocese, por ter nascido em território correspondente à sua actual circunscrição eclesiástica – mais propriamente, em Valença -, ainda que cedo se tenha daí deslocado para outras paragens, principalmente do nosso País, para dar testemunho de Cristo. (Carta Pastoral D. Anacleto Oliveira, 2017)
Evangelizar (dar a boa notícia) é a grande tarefa da Igreja; é para isso que ela foi fundada, enviada e sustentada pela força do Espírito Santo.
“Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, através do Seu Filho”. (Heb. 1,1-2)
Assim como o Filho foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos (Jo. 20, 21) dizendo: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, baptizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinai-as a observar tudo aquilo que vos mandei. Eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos”. (Mt. 28, 19-20)
A igreja recebeu dos Apóstolos este mandato solene de Cristo, de anunciar a verdade da salvação e de a levar até aos confins da terra. (Act 1, 8)
Assim, a palavra do Apóstolo Paulo: “Ai de mim, se não prego o evangelho! (1 Cor. 9,16)
Com efeito, é pela palavra de salvação que a fé é suscitada no coração dos fiéis, e é mercê da fé, que tem início e se desenvolve na assembleia dos crentes, seguindo aquele dito do Apóstolo: “A Fé vem pelo ouvido, porém, pela palavra de Cristo” (Rom. 10, 17)
O Evangelho de Cristo renova continuamente a vida e cultura do homem, e na história humana, o Evangelho foi fermento de liberdade e fraternidade.
Assim fala o Senhor: “A chuva e a neve, que descem do céu não voltam para cá sem terem regado a terra, sem haver fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão. (Is. 55, 10-11)
Jesus anuncia o Reino de Deus, com palavra e obras.
Todo o baptizado é um anunciador da BOA NOVA, pois é pelo baptismo sacerdote e profeta.
O anúncio da BOA NOVA pode concretizar-se pela palavra, pelas obras e pelo testemunho de FÉ.
Relembremos a parábola do semeador (Mat. 13, 3-9).
 Toda a evangelização está fundada sobre a Palavra de Deus escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada.
Formamos o Povo de Deus, guiados pelo Espírito Santo que actua como quer, onde quer e quando quer.
MARANATHÁ – AMEN! VEM, SENHOR JESUS!







 
DO ACOLHIMENTO À DIACONIA – DA PROXIMIDADE À KOINONIA

Com simplicidade, sublinhamos algumas características na evangelização, para uma pastoral fresca e renovada.


ACOLHIMENTO- “Quem vos recebe, a mim recebe: e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.(Mat, 10.40);

PROXIMIDADE-”Ele chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes”. (Jo.10,3)

TERNURA-Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno”.(Rom.12.10)

COMPAIXÃO-Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor”.(Mat.9,36)

CORAÇÃO/ALMA-”O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram,o coração do homem não pressentiu, isso Deus preparou para aqueles que o amam”. 1ª Carta aos Coríntios, 2,9)
“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos ,que eu hei-de aliviar-vos.Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde e coração e encontrareis descanso para o vosso espírito, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mat.11, 28-30)

COMUNITÁRIA (KOINONIA)-”O cálice de benção, que abençoamos, não é comunhão com  o  sangue de Cristo?O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão”.1ª ,,Carta Coríntios, 10,16-17);”Eram assíduos ao ensino dos apóstolos, à união fraterna,à fracção do pão e ás orações..Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos apóstolos,
o temos dominava todos os espíritos,todos os crentes viviam unidos e possuiam tudo em comum.Vendiam terras e outros bens e distribuiam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades”. (Act.2,42.45)

ANUNCIAR A ESSÊNCIADO EVANGELHO-” Jesus respondeu: O primeiro é escuta Israel:O  Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor , teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma, com todo o teu ensinamento e com todas as tuas forças. O segundo é este: amarás o teu próximo como a ti mesmo.Não há outro mandamento maior”.. (Lc.12,29-31)

PREGAR A PESSOA DE JESUS CRISTO (KERIGMA)-”Ensinando a cumprir tudo quanto vos tenho mandado, e sabei que estarei convosco até ao fim dos tempos” (Mat. 28,19-20)
“Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos, por amor de Jesus”. (2ª Carta aos Coríntios, 4,5)

TESTEMUNHAR (DIAKONIA)- “Então os justos responder-lhe-ão:Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de  beber? Quando te de vimos peregrino e te recolhemos, ou nú e te vestimos?E  quando te vimos doente  ou na prisão, e fomos visitar-te? E o Rei vai dizer-lhes  em resposta: em verdade vos digo:Sempre que fizeste isto a um destes  meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes”. (Mat.25,37-40)

A CELEBRAÇÃO DA EUCATISTIA (LITURGIA)- “Tomou , então o pão, e depois de dar  graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo:Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória. Depois da ceia , fez o mesmo com o cálice, dizendo: Este cálice é a NOVA ALIANÇA no meu sangue que vai ser derramado por vós”(Lc.22,19-20).
A EUCARISTIA é “fonte e cume de toda a vida cristã”.
Na EUCARISTIA está contido todo o tesouro espiritual  do POVO DE DEUS,isto é, o próprio CRISTO, nossa Páscoa.

NOVOS SINAIS-NOVOS SÍMBOLOS

Se Agosto é o mês do descanso, o   tempo de Setembro é o do regresso ás canseiras dos trabalhos,ás instituições escolares e da volta à vida, por vezes de rotina quotidiana.
Após o ciclo festivo, surge o período das colheitas dos fructos maduros e apetitosos,, com aromas por vezes fortes, como é o do vinho novo que alegra a gente.
 Continuamos como caminheiros da verdade, da bondade e da beleza, parecendo escutar sons e vozes de eternidade, luzes e referências que contribuem para a peregrinação existencial, para a verdadeira estructura antropológica.
Os dias do calendário vão subindo, e as páginas da vida escrevem-se com memórias sentidas.
Há sempre um tempo renovado,fresco, com matizes diversificadas e apelos de vivências  alargadas.
Pelo sonho é que vamos...
A nossa identidade dá alento a novos projectos, onde se  olha “o futuro do passado”, de acordo com Fernando Pessoa.
9Somos memória  e projecto...

AS ARTES NA OBRA EVANGELIZADORA

“É bom que toda a catequese preste uma especial atenção  à via da beleza ( via pulc hritudinis ).
Anunciar Cristo significa mostrar  que crer n,Ele é segui-lO, não é algo algo apenas verdadeiro e justo,mas  também belo, capaz de prender a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações.
É desejável que cada Igreja particular incentive o uso das artes na obra evangelizadora, em continuidade com a riqueza do passado, mas também na vastidão das suas múltiplas expressões actuais, a fim de transmitir a fé numa nova “linguagem parabólica”.
É preciso ter coragem de encontrar os novos sinais, os novos símbolos, uma nova carne para transmissão da PALAVRA,as diversas formas de beleza que se manifestam em diferentes ambientes culturais.”
(Cf..Alegria do Evangelho,n.167,2013)

Assim, se o Reino contemplado é a BELEZA, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade revala-se como  Espírito de Beleza . Dostoievsky compreendeu-o bem:” O Espírito Santo, diz ele, é a captação directa da Beleza “...
“A sua própria obra, enquanto Espírito da Beleza, é uma “ poesia sem palavras”...,Por relação com o Verbo, o Evangelho do Espírito Santo é visual, contemplativo”.
(Evdokimov-Teologia da Beleza-1901-1970)

José Rodrigues Lima
938583275

terça-feira, 4 de setembro de 2018

As ovelhas morrem de fome

As ovelhas morrem de fome
Em tempos, ouvi um bispo dizer que tinha padres a mais; depois outro a dizer o mesmo. Antigamente havia muitos padres que por qualquer galinha, alqueire ou almude havia um padre junto das ovelhas que “conhecia e as conhecia”, pelo nome e pelo seu odor a cada uma delas.
Hoje este esquema não é possível devido à evolução das coisas e à diminuição da população. Nas aldeias do interior ficam os idosos. Não há crianças, nem jovens, mas há os mais velhos: idosos, sós, em Paróquias de um pároco para 6 paróquias e missa de 15 em 15 dias. Passam dias iguais uns aos outros, como sempre, como mais frágeis na idade avançada que sempre esperam a voz dum padre. Vivem sedentos de ouvir palavras que saiam da boca de um padre, “boca sagrada”. Entre muitas experiências minha vão duas:
Numa dessas freguesias que só tinha missa de 15 em 15 dias, ou de mês, eu era lá conhecido porque já lá tinha realizado três serviços que muito tinham agradado aquelas pessoas, filhas de Deus.
Eu passava no centro da aldeia devagarinho e uma das senhoras reconheceu-me e disse: “olha o senhor padre de Viana”, e chama:- “Senhor padre, posso falar consigo?” Respondi que sim e não custou parar o carro porque ia a mostrar o ambiente aos amigos que me acompanhavam.
Aproxima-se do carro e chegou-se à minha janela para me dizer: - “Senhor Padre, eu precisava de me confessar. O Senhor Padre nem aqui vem e quando vem é só e sempre com pressa, rezar a missa, vai-se embora, mas eu precisava de me confessar”. Pode ser, eu saio do carro e ali no caminho atendi a pessoa e os olhos dela brilharam com alegria e da sua boca ouço a pergunta: -Quanto custava? Ora essa, não pense nisso. Estas coisas não são para pagar. Mandei sair o pessoal do carro e ali estivemos na conversa uns 20 minutos. Então apareceram cinco mulheres e um homem mais para entrar na conversa. Quando íamos a entrar para o carro, pois o tempo fazia-se pouco, vem o homem atrás e diz-me: - Posso confessar-me também? Claro. Voltei a sair e no fim diz ele: “Que alívio, isto andava-me cá dentro e a fazer mal à saúde”
Todos nós observamos que se tratavam de ovelhas sem pastor. Estavam sedentas de ouvir a voz do Pastor que não era eu.
Não vai há muito tempo numa vilazinha interior, ia sozinho por uma rua fora que não recordo o nome, mas, salvo erro, era a rua da igreja. Estava uma senhora idosa sentada e interpelei-a. --Então sozinha a ver quem passa? Responde ela: -“Que hei-de eu fazer, nesta rua só vivo eu e a vizinha ali da frente!...”
Se eu fosse um malfeitor eu já ficava a saber muito. Para ela ficar mais à-vontade e meter conversa comigo, apresentei-me. Sou padre e sou de Viana do Castelo. – De Viana? É de muito longe. Perguntei eu quantos padres há aqui nesta vila? - Há um que vem da Graça e tem muitas paróquias, tem muito trabalho, não tem tempo para ouvir ninguém. Às vezes só o vemos nos funerais. Nas festas, dá-nos mais alguma atenção, está por aqui mais tempo e conversa, de resto é missa e funerais.
Mais uma vez verifiquei que há ovelhas a morrerem à fome de uma palavra do padre porque, por princípio, deve ser mais credível é como fosse palavra “vinda de Deus”.
Há ovelhas a morrer à fome e sedentas de justiça, nos vales, nas montanhas, nas aldeias, nas vilas e nas cidades.
-Senhor Jesus Cristo, envia os sacerdotes para serem missionários com o seu Bispo.
Por isso todos os anos celebramos as semanas das vocações. Se cada comunidade pensasse que o pastor de quem precisam devia nascer da sua comunidade à ordem do Bispo, cada comunidade tinha a necessidade de ser correspondida com pastores de proximidade.
E a missão nunca acaba. Devem ser missionários para os idosos, para as crianças, para os jovens, para os adultos, isto é, é para as famílias e aonde houver uma ovelha, um rebanho tem de chegar a missão de Jesus Cristo que foi e é sacerdote, profeta e rei.
Como sacerdote tem de celebrar a vida com os outros, com sabedoria, convicção e alma.
Como profeta evangelizando, ensinando, falando da Palavra de Deus, de Bíblia na mão, levando a libertação aos cativos.
Como rei, só o será se servir, matando a fome, acompanhando os doentes, os idosos e acolhendo as crianças; abrindo caminho e portas para que todos possam passar para os prados verdejantes.
Podemos dar uma volta por essas terras onde às vezes havia um pároco, um ou dois capelães e agora se dermos essa volta dói-nos a alma ao ver irmãos que queriam alguma coisa que nem sequer era de pão para comer e matar a fome do corpo, mas de algo que lhes refrescasse o espírito e lhes vivificasse a alma, ouvir, escutar, saborear uma palavra de misericórdia, de paz e de esperança.
No entanto nem precisamos de sair de casa, basta ler os jornais, ver ou ouvir os comentários, os comentários dos comentários, a discussão pública dos jornalistas do papel, da rádio ou da televisão relatando tragédias em todas as partes do mundo, e vermos que são pessoas como nós, filhos e filhas de Deus; que no lugar delas bem poderíamos estarmos nós. O sofrimento alheio, nos dias de hoje, parece tornar-se algo banal, tão banal, que o contrário, parece ser mentira. Para nós cristãos, não deve e nem pode ser assim. Cristãos: leigos, padres ou bispos não podem alhear-se e todos temos de nos fazermos mais próximos, mais pastores com os olhos em Cristo e o coração na cruz. Não basta ter compaixão de boca, preocuparmos-nos muito, ou rezar muito, de modo que todos ouçam, mas com obras e obras de verdade ao jeito da missão de Jesus que acima referi.
                         A. Coutinho

domingo, 2 de setembro de 2018

1ª Exposição Filatélica em Viana do Castelo

PRIMEIRA EXP. FILATÉLICA DE VIANA COM CARIMBO DO DIA NA PARÓQUIA DE Nª Sª DE FÁTIMA com a colaboração dos serviços nacionais de filatelia e museu nacional; e ainda com o apoio dos CTT de Viana do Castelo

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

carta de ciclista de DEOLINDA RODRIGUES DE ARAÚJO AMORIM

Esta é a carta de ciclista de DEOLINDA RODRIGUES DE ARAÚJO AMORIM QUE HOJE FAZ 97 ANOS. A CARTA É DE 1960. Carregada com produtos da terra subia a rampa da ponte velha "de um só fôlego"...O que era motivo de admiração para muitos que iam trabalhar para os estaleiros. É mãe de Artur Rodrigues Coutinho, Abel Rodrigues Coutinho e Maria do CéuRodrigues Coutinho Barreto. Tem, nesta data, 3 netos ( perdeu uma neta, que gostava muito, com 36 anos) e 5 bisnetos.