AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Os sinos da minha terra


Os sinos da minha terra
Não é para lembrar os “sinos da minha Aldeia” de Almeida Garrete e como ele escreveria hoje dos mesmos sinos da sua aldeia!...Bem como outros autores de nomeada da nossa literatura.

Havia os sinos da Igreja de S. Nicolau de Mazarefes, padroeiro da Paróquia de Mazarefes, minha terra natal, por isso eram esses que mandavam. Para além desses havia e ainda há os sinos da Capela da Senhora das Boas Novas.
Naquele tempo os sinos ouviam-se mais longe e tinham fins religiosos e civis.
Assim se um toque de um só sino com o badalo a bater desordenadamente e sem jeito e rápido, era sinal de que havia algum perigo, um incêndio ou uma chamada para arranjar algum caminho, limpar, etc.
As pessoas, quando se tratava de fogo, todas largavam tudo e com baldes e outros instrumentos corriam até ao local para salvar uma casa, uma fábrica, para cada um passar baldes de água de mão em mão para atirar ao fogo.
Às vezes quando os bombeiros chegavam já o fogo estava apagado.
Quando se tratava de arranjar caminhos lá tocava o sino para lembrar o que tinha sido anunciado e punham a enxada às costas… lá iam todos os que podiam e ainda solidariamente se resolviam problemas de terra em que toda a gente se conhecia.
Numa manhã ou numa tarde ficava um caminho limpo e próprio para passar.
A parte religiosa era o toque dos sinos para lembrar a hora da missa, pois nem todos tinham relógio e antes de começar davam 3 badaladas no sino.
No entanto, foi resolvido acabar com as 3 badaladas porque os ladrões já sabiam que a missa tinha começado e andavam mais à vontade…
Repicavam os sinos de festa para anunciar baptizados e casamentos ou de funerais de anjinhos.
Também tocavam tristemente para anunciar uma morte, um falecimento e tocavam várias vezes durante o dia…
Ao meio-dia voltava a tocar para a oração dos Angelus. Era o toque do meio-dia. As pessoas, quase sempre, estavam a trabalhar e descobriam a cabeça, faziam silêncio e rezavam. Os não rezassem faziam silêncio em respeito aos outros.

V.O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…
V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria…
V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós.
Ave Maria…
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos.
Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Quando não sabiam esta oração do Angelus, rezavam-se fórmulas como o Pai Nosso, Avé Maria ou Glória.
À noite voltava a tocar para anunciar que a noite tinha chegado e rezava-se a oração à Santíssima Trindade.

Santíssima Trindade,
Pai, Filho e Espírito Santo,
adoro-vos profundamente
e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue,
Alma e Divindade de Jesus Cristo,
presente em todos os sacrários da terra,
em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças
com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração
e do Coração Imaculado de Maria,
peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.
Amém.

Havia a superstição de que a partir dessa hora as crianças só podiam estar dentro de casa ou se saíssem só o faziam ao colo do pai. Era a ideia do ar da noite, do escuro, onde apareciam os lobisomens, as procissões de defuntos, as almas penadas.
Os sinos da minha terra, como das outras, ouviam-se longe pois bem alto estavam, na sineira da alta torre, mas agora não são só eles que estão altos como há outras coisas mais altas, barreiras, meio ambiente poluído de poeiras, de tudo e de muito barulho.
No meu tempo de criança, às vezes, chamava-se alguém quase a um quilómetro com um grito acabado em Chilii… Do Monte para a Regadia ou da Regadia para algumas zonas do Monte. Acontecia em Mazarefes.
Hoje é impossível porque o meio ambiente nos sufoca a todos e nos traz doenças auditivas, respiratórias, visuais, etc…O ambiente contaminado de lixo eliminará a nossa vida na Terra.
Defenda o meio ambiente, obedeça às orientações do uso plástico e de tudo o que é lixo porque lixo sobre lixo não é luxo, embora eu saiba de alguém que é capaz de transformar lixo em luxo, mas é só um caso que conheço, ele é capaz de transformar o lixo em luxo, mas apenas algum lixo. Pcoutinho

sábado, 22 de junho de 2019

AS TRÊS AVÉ-MARIAS

AS TRÊS AVÉ-MARIAS
Santa Matilde, religiosa beneditina do século XIII, consta que pediu a Nossa Senhora lhe valesse na hora da morte. A Virgem Santíssima ter-lhe-á respondido:
«Sim, farei seguramente o que pedes, minha filha, peço-te, porém, que todos os dias rezes três Ave-Marias em minha honra.
A primeira seja para honrar Deus Pai que, pela grandeza da sua Omnipotência, exaltou com tanta honra a minha alma, de forma a tornar-se depois d'Ele omnipotente no Céu e na terra.
A segunda seja para honrar o Filho de Deus que, na grandeza da sua imensa sabedoria, me adornou de tais dons de ciência e inteligência, que eu gozo de uma visão da Trindade Santíssima maior que a de todos os santos, e vestiu- me de tanto esplendor que eu ilumino como um sol radioso, todo o Céu...
A terceira seja para honrar o Espírito Santo
que infundiu em mim a plenitude da suavidade do seu amor e me faz tão boa e benigna que, depois de Deus, eu sou a alma mais doce e suave.
Na hora da morte, eu assistir-te-ei como meu conforto e afastarei de ti qualquer força diabólica».
Não foi, portanto, por vontade e obra humana que esta devoção surgiu, mas por uma expressa revelação de Maria, com promessas consoladoras.
Por isso Santo Afonso de Ligório recomendou com insistência adevoção das Três Ave-Marias; S. Leonardo de Porto Maurício pregou-a com fervor, dizendo: «Oh! Que santa prática de piedade! É este um meio eficaz para assegurar a vossa salvação».
Como pôr em prática
1.Rezartodososdias, sobretudo à noite, ao deitar, três Ave-Marias.
2. Será mais agradável a Nossa Senhora se forem rezadas com estas súplicas:
- Maria, minha boa Mãe, livrai-me de todo o pecado mortal (durante este dia ou durante esta noite), pelo Poder que vos concedeu o Eterno Pai..
Avé-Maria:...
- Maria, minha boa Mãe, livrai-me de todo o pecado mortal (durante este dia ou durante esta noite), pela Sabedoria que vos concedeu o Filho.
Avé-Maria...
- Maria, minha boa Mãe, livrai-me de todo o pecado mortal (durante este dia ou durante esta noite), pelo Amor que vos concedeu o Espírito Santo.
Avé-Maria...

A Senhora de Fátima

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas em pé, fato e interiores
A Senhora de Fátima está com todos os que estão com ela na oração, no estudo e no trabalho. Ela veio dizer-nos que "façamos tudo o que Meu Filho pede" . É assim que todos os dias a temos, por vontade de Deus, a nosso lado, nas alegrias e nas dores, no sofrimento ,,. Ela é como um anjo a pegar-nos na mão e a dizer-nos não desistas, anda em frente alegre e sempre alegre porque Eu e o Pai não te abandonamos . Esta fé muda muitas vezes a nossa vida e dá-nos mais energia, força para não olhar para trás porque se pomos em Deus a nossa confiança até os outros poderão descobrir que as nossas dores, ou as nossas lágrimas podem estar escondidas nos sorrisos que fazemos porque temos uma certeza: Tudo vai dar certo.
O que Deus espera de nós é que a nossa
confiança esteja n'Ele quando os dias forem tempestuosos ou a fúria do mar parecer levar o nosso barco a naufragar.

É certo que momentos difíceis, momentos de provação vêm para provar se a nossa fé é verdadeira ou supersticiosa...
Amar é servir e quem serve nunca pode ter medo ,mas a esperança de que um dia virá sobre nós uma nuvem e como tendo asas subiremos mais alto e juntos seremos felizes.
Se é essa a dificuldade que os meus amigos possam ter, ponham de lado contemplem a Mãe de Deus e rezem com o coração e acabaremos todos contentes e até veremos mais longe e sem necessidade de óculos.
Pcoutinho

sábado, 8 de junho de 2019

Um pouco de mim por graça de Deus

Um pouco de mim

Em 1 de Outubro de 1972 entrei a paroquiar 4 fregusias na Serra de Arga, onde o pároco era conhecido pelo "patrarca da Serra de Arga". Comecei com obras na igreja de Arga de Baixo no mesmo ano, depois em Arga de S. João e ainda depois em Arga de Cima, quanto às igrejas paroquiais. Em 1973 funde4i dois Postos de Telescola, um em Dem e outro em Arga de Baixo. Entretanto, ou no fim das obras nas igrejas comecei por restaurar a capela da Senhora da Rocha, a Capela de Santo Antão e a Capela da Senhora das Neves. Frequentava aulas de história na Faculdade de Letras no Porto pela manhã e nunca faltei às aulas e missa diária na Paróquia e melhorei a igreja nova de Dem e colaborei com todas as juntas em obras públicas ,electricidade, estradas, caminhos, telefones, de um modo muito particular na venda do leite em cada freguesia das Argas, com postos do leite que de 15 em 15 dias os produtores recebiam bastante dinheiro porque o leite da Serra de Arga era o mais gordo que Agros recolhia. Em cada paróquia havia o Cons. Paroquial que reunia e a "Comissão Fabriqueira" que reunia todos os meses. De cada paróquia mandei para formação no centro Mater Eclesia, no Sameiro, Ministros da Comunhão que na impossibilidade de eu estar, eram quatro freguesias, eles faziam o Mês de Maria com o coral,celebração da palabra e comunhão....
Percorri a Serra toda a pé com a ajuda de paroquianos e descobri documentos pre-históricos. Recolhi também topónimos da Serra e cantigas populares que depois organizei em Viana e fiz duas publicações: Cancioneiro da Serra de Arga editado por três vezes e Musaicos da Serra de Arga tmbám reeditadio uma vez e tudo se encontra esgotado...
Dei aulas nos primeiros anos em Aerga de Baixo ainda com gerador e depois com electrecidade, vindo depois para a Escola de Dem. Ao fim de seis anos estava cansado de celebrar missas o que me levou a pedir para sair de lá porque a celebração da eucaristia não pode ser de modo algum de forma mecânica.
Queria ir para uma aldeia ou estudar Parasicologia no Instituto Lanino Americano destas ciências depois de ter estudado pessoalmente este assunto pelos livros do Jesuita Óscar Quevedo...Procurei, por isso, levar os paroquianos a distinguir a religião de uma surprestição e escrever incluindo sobre exorcismos feitos por um sacerdote e coisas de Bruxas que a chamei potr nome nos jornais, de tal modo que muitos paroquianos supresticiosos temeram pela minha vida...
As fotos a seguir encontrei-as em fotografia nos meus arquivos pessoais.











A minha vida sempre se pautou pelos princípios do evangelho como sacerdote seguindo orientações dos meus superiores e preza-me isso. Não o sinto como vanglória porque nada saíu de mim e se alguma felicidade sinto devo-a ao Deus de Misericórdia de quem procura continuar a dar testemunho daquele que me chamou e deu-me graças para ser pastor, olhar e aprximar-me das ovelhas e dar-lhes as mãos no seu todo...
Saí em 31 de Agosto e entrei na Paróquia de Nª Sª de Fátima em 2 de Setembro

quarta-feira, 5 de junho de 2019

MESTRE EMÍDIO PEREIRA LIMA ARTISTA INCONTORNÁVEL


José Rodrigues Lima


MESTRE EMÍDIO PEREIRA LIMA
ARTISTA INCONTORNÁVEL

CERIMONIAL COMEMORA 60 ANOS
NO MONUMENTO EX-LIBRIS

MESTRIA
A caminhada é longa e realizada com dureza…
O pão é ganho com esforço, cansaço e suor…
O ritmo do pica-pica, pedrinha-vai, ou da acção de esculpir uma estátua faz calos nas mãos.
De cabouqueiro, pinche, aprendiz de pedreiro, pedreiro, montador, lavrista, canteiro, escultor, até alcançar a dignidade de MESTRE, há um percurso longo, misturado com emoções artísticas, fruto dum imaginário retratado nas formas dadas aos blocos graníticos ou de mármore.
Mas, para além da sabedoria, é preciso o reconhecimento que levará ao respeito e á consideração, aceitando a hierarquia e o prestígio do MESTRE da arte da pedra que passou tempo sem horas no telheiro ou na oficina.
“Para ser grande sê inteiro;
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes,
Assim,em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.”
Fernando Pessoa (Ricardo Reis)

EX-LIBRIS VIANENSE
É célebre a frase de A. Lichenzowicz: “ O homem revela-se com memória e projeto”.
Revemos constantemente memórias dignas de recordação saudável, pois trazem-nos vivências e testemunhos artísticos patentes e expressivos, considerados ex-libris” como é o Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus, em Santa Luzia, cidade de Viana do Castelo,
Recordamos memórias de personalidades vianenses que projectaram e contribuíram para levantar o monumento iniciado em 1904 e concluído em 1959.
O Templo tem a forma de cruz grega, com marcas de estilo neo-românico, neo-gótico e bizantino, com sentido ecléctico e revivalista.
O notável arquitecto Ventura Terra, natural de Seixas do Minho, e o arquiteto Miguel Nogueira foram os artistas do risco certo.
Outros homens insignes na arte continuaram, sendo de referir o arquitecto Moreira da Silva e esposa, o pintor Pereira da Silva, o escultor Leopoldo de Almeida e Martinho da Silva, não esquecendo o escultor Aleixo Queirós Ribeiro autor da escultura em bronze do Sagrado Coração de Jesus, que se encontra no alçado principal do templo devidamente assinada pelo artista. Esta escultura tem uma história lindíssima e devia ser conhecida, assim como escreveu o vianense José Luís Branco.

INSCRIÇÕES HISTÓRICAS
SAGRAÇÃO DO AUTOR
Debaixo do púlpito do lado esquerdo encontramos uma inscrição granítica que assinala:
Projecto – Arquitecto Ventura Terra (1898)
Direcção – Arquitecto Miguel Nogueira (1926-1954)
Execução – Encarregado Emídio Lima 1928-1956)

Por baixo do púlpito direito podemos ler:
 “M. Nogueira – Arquitecto
E.Lima e mais canteiros”

Na peça granítica seguida lemos:
ESTE TEMPLO FOI BENZIDO E SAGRADO O ALTAR MOR POR D. ANTÓNIO MARTINS JUNIOR
ARCEBISPO DE BRAGA
14/6/1956

Faz no próximo mês de Junho sessenta anos
È data que merece comemoração digna e significativa.

MESTRE EMÍDIO LIMA
O Mestre Emídio Pereira Lima, nasceu no Lugar de Milhões, freguesia de Vila de Punhe, concelho de Viana do Castelo, a 24 de Março de 1898, sendo filho de Domingos Pereira Lima e de Maria Ribeiro Manso.
Oriundo de uma família de artistas “Os Limas”, canteiros exímios, com obras na região de Viana do Castelo e vizinha Galiza, o Mestre Emídio Lima deu continuidade a uma herança cultural de várias gerações.
Da sua intensa actividade artística, espalhada pelo Norte de Portugal, Galiza e Angola, ficaram marcas nas obras realizadas em mosteiros, igrejas, capelas, solares, edifícios sociais, residências particulares e ainda dezenas de trabalhos escultóricos, num total de vinte e nove modelos.
Merece realce o notável múnus, como responsável pelos trabalhos de granito nas obras de construção do Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus em Santa Luzia, desde 1928 e durante cinquenta e seis anos, Prolongando-se Até quase à sua morte, ocorrida em 17 de Dezembro de 1984, com 86 anos de idade.
A sua competência, dedicação e persistência, tornaram-no comparável a artistas insignes como Afonso Domingues, Mateus Fernandes, João de Castilho e Mateus Lopes. A rara sensibilidade e capacidade artística, para além da aprendizagem realizada no âmbito familiar, foram enriquecidas com o Curso de Desenho na Escola de Artes e Ofícios da cidade de Vigo, hoje Universidade Popular daquela cidade galega.
O Mestre Emídio Pereira Lima, na concretização das suas obras relacionou-se com ilustres homens das artes, como foram os arquitetos Ventura Terra,  Miguel Nogueira, Moreira da Silva, Alcindo Santos, Vilaça e o espanhol Luís Feduchi. Por outro lado, a sua convivência com os escultores Leopoldo de Almeida e Martinho de Brito foram marcantes. Do pintor M. Pereira da Silva mereceu estima e amizade.

COMPETÊNCIA E DEDICAÇÃO NO TEMPLO MONUMENTO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
O escritor Manuel Couto Viana referindo-se às obras do Templo Monumento em Santa Luzia e ao Mestre Emídio Lima escreveu: “O arquitecto Miguel Nogueira contava com a sua competência e dedicação. E bem podia depositar nele toda a confiança. Pereira Lima pode considerar-se um dos maiores benfeitores das obras do Templo Monumento, porque esquecido de si a elas se dedicou exclusivamente, quando podia, pela sua habilidade, tentar fortuna em qualquer parte do país ou no estrangeiro”.
Atendendo à capacidade artística do Mestre Lima, o arquitecto Miguel Nogueira, director das obras de construção, afectado por pronunciada miopia, delegou nele a execução do projeto de Ventura Terra, confiando-lhe todos os trabalhos, os mais complicados e os de maior responsabilidade, desde o começo das bases das torres, até ao remate do zimbório.
Recebeu ainda, o Mestre Canteiro Emídio Lima e os seus colaboradores, referências elogiosas do citado arquitecto, escrevendo: “Pela sua competência e dedicação, merecem uma citação especial do seu arquitecto o encarregado Emídio Pereira Lima e os seus homens. Hábeis canteiros, tão certos como valorosos colaboradores. Penso neles, nesses heróicos e generosos obreiros, descendentes diretos dos ignorados lavrantes, criadores de beleza, que tanto souberam ilustrar as pedras que constituem a glória da nossa arte”.
A Professora Doutora Regina Anacleto mencionando o Templo Monumento do Coração de Jesus, afirma: “Até 1940, as obras contando com o contributo do encarregado Emídio Pereira Lima continuaram num ritmo cadenciado, mas persistente”.
O artista que estamos a recordar, esculpiu as suas obras no granito da região, e também no mármore de Estremoz e Vila Viçosa, sendo expressivos os cinzelados nos dois querubins do altar-mor do Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus, sob modelo do escultor Leopoldo de Almeida.
 Os trabalhos de cantaria realizados nos altares, utilizando na decoração elementos “geométricos vegetais”  e nos púlpitos, linhas onduladas e grandes florões, são fruto de grande mestria. Nestas execuções, o Mestre Lima contou com o valioso contributo de seu filho Albino Rodrigues Lima.

REMATE DA ABÓBODA
Em cada etapa marcante da construção do Templo era realizada uma cerimónia especial e assim através de documento sabemos: “Aos dezoito dias do mês de Outubro do ano de 1942 era de Jesus Cristo, foi solenemente colocada na presença das autoridades, a última pedra da abóboda interna do Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus, e para constar através de todos os tempos, vai ser assinada pelo senhor arquitecto dirigente, encarregado de todo o pessoal que nesta data se encontra na execução da obra.
Todos nós aqui inscritos, num só coração elevamos um voto ao céu para que o generoso Coração de Jesus se compadeça de todos nós acalme o mar tempestuoso que assombra o mundo e faça reinar entre os homens a paz de Jesus.
Sagrado Coração de Jesus, sempre que o mundo exista, não desampareis os portugueses e assegurai-lhe o reino dos céus.
Seguem-se as assinaturas da mesa e da equipa construtora, num total de quarenta.
A 24 de Dezembro de 1943 foi colocada a cruz equilátera que remata a cúpula do templo, tendo participado no ato as autoridades vianenses.
Depois de concluída a estrutura exterior a preocupação dos responsáveis aponta para a necessidade de alindar a zona envolvente, bem como para a colocação dos vitrais fornecidos pela casa de Ricard Leone, com sede em Lisboa.
Os altares laterais foram concluídos utilizando na decoração elementos geométrico-vegetais que se filiam no estilo românico-bizantino, embora combinados com certa desenvoltura, bem como foram riscados e executados os púlpitos que patenteiam grandes florões.
Depois vieram os frescos com os martírios de Cristo, fixados pela paleta do pintor Manuel Pereira da Silva, formado na Escola de Belas Artes de Paris.
O sacrário cinzelado em prata é fruto da arte do ourives Filinto de Almeida
O órgão electroestático foi inaugurado pelo Cónego Dr. Manuel Faria, que executou partituras de Bach e outros clássicos.


QUERUBINS EM MÁRMORE DE VILA VIÇOSA
No período em que havia urgência em conseguir um escultor famoso para rematar o altar-mor lavrado em granito, foi seleccionado o escultor Leopoldo de Almeida, que concebeu os modelos dos querubins, um que oferece o brasão da cidade de Viana do Castelo ao Sagrado Coração de Jesus e outro o brasão de Portugal.
O mármore de Vila Viçosa foi o escolhido para ser trabalhado por mãos de artistas. Decorriam os anos cinquenta.
Albino Rodrigues Lima, filho do mestre Emídio Pereira Lima e de Maria Rodrigues Dias Meira, nascido a 29 de Março de 1932, tinha terminado na Escol Industrial e Comercial Nun’Álvares de Viana do Castelo, ao tempo instalada no edifico do Jardim Dom Fernando, hoje sede do Instituto Politécnico, o curso de Modelador e Entalhador com a classificação de 15,8 valores, tendo-se revelado o melhor aluno, o que lhe mereceu várias distinções.
Sendo filho de “artista de mestria”, e com a capacidade revelada, mereceu a confiança da Confraria de Santa Luzia e do arquiteto Miguel Nogueira para executar os modelos do escultor Leopoldo de Almeida.
Os blocos de mármore de Vila Viçosa, após escolha realizada em terra alentejana pelo Mestre Lima, foram arrancadas nas pedreiras e chagaram a Sana Luzia num camião do benemérito João Alves Cerqueira. Há pormenores acerca deste acontecimento que merecem ser registados.
Assim, dava-se início à vida artística de Albino Rodrigues Lima com a concretização rigorosa dos modelos do referido escultor.
Contava o Mestre Lima que o escultor lisboeta “só cá veio uma vez verificar a execução artística dos querubins em mármore”, dando os parabéns ao Mestre Lima a a seu filho Albino, pela capacidade artística e pela expressão conferida às duas obras de arte. Execução perfeita!
Pai e filho concretizaram beleza!
A data que consta na base das esculturas é de 1955
A partir desse ano Mestre Lima e seu filho Albino mantiveram-se em Santa Luzia até se concretizarem outras obras artísticas.

DORMIAM EM TARIMBAS
É de sublinhar que os altares de linhas ondulantes do Templo são projectados pelo arquitecto Miguel Nogueira e cinzelados pela equipa de operários de Emídio Pereira Lima. Ele foi o encarregado das obras do Templo e mereceu do seu arquitecto, que sendo míope e não podendo fazer certas subidas, lhe confiou a obra monumental que ele a bom termo com um grupo de artistas que trazia de Vila de Punhe.
Os operários calçando “chiolas”, saiam de casa por volta das cinco e meia da manhã de segunda-feira, vindos da zona de Vila de Punhe, e permaneciam junto da obra em construção. Cozinhavam as refeições num pote de três pernas e dormiam em tarimbas montadas no rés-do-chão deste templo. Alguns iam a casa buscar mantimentos a meio da semana, outros só mesmo no fim de semana para lavar as roupas e trazer géneros alimentícios para a semana seguinte.

OBRAS ORIENTADAS
O Templo Monumento é um teste muito eloquente de capacidade criadora da arte em granito, e foi um núcleo gerador de artistas. Ali aprendeu-se a arte de trabalhar a pedra.
Devido ao rigor encontrado naquele santuário, surge-lhe o convite, ao Mestre  Emídio Lima em 13 de de julho de 1942, para orientar a construção do convento dos Padres Passionistas em Barroselas. As actividades de mestre das obras daquela comunidade religiosa terminaram a 14 de maio de 1953, com a bênção da imagem de Nossa Senhora de Fátima esculpida por ele e pelo filho Albino em mármore de Estremoz. Como dado curioso é de referir que a imagem foi transportada desde Santa Luzia a Barroselas em carrinho de mão, por três homens, medindo 1 Fontão, Ponte de Lima. Dando continuidade à sua actividade, em 1946, assumiu o encargo da reparação da Igreja Paroquial de Gondarém, Vila Nova de Cerveira, e a construção dos edifícios para a obra social, levada a efeito pelo saudoso e benemérito Padre Américo Soares de Sousa.
Já em 1960, é convidado pelo Bispo de Nova Lisboa. Angola, D. Daniel Junqueiro, para orientar a construção da Igreja da Missão Católica do Sambo, tendo aí permanecido dois anos. São de referir os testemunhos elogiosos de diversas autoridades e do povo autóctone da região do Huambo, acerca das suas realizações. As recordações que o Mestre Lima guardava da sua permanência em terras africanas, surgiam frequentemente nas conversas. São de referir as visitas que os missionários, vindos daquelas paragens, faziam ao Mestre Lima, quer na sua casa em Vila de Punhe, quer em Santa Luzia.
Nos anos sessenta, 1965, inicia a orientação das obras da nova Capela da Costeira, em Alvarães. No ano seguinte, dirige o restauro das abóbodas do Mosteiro Beneditino de S. Romão do Neiva, do concelho de Viana do Castelo. Em 1968, concretiza o projeto do arquitecto Nuno San Payo, dirigindo as obras do Centro Paroquial e Social de Chaviâes, no concelho de Melgaço.
Mas a actividade do Mestre Lima não pára. Assim, em 1970, administra as obras na torre da Igreja Paroquial de Vial de Punhe. Porém, a sua paixão, era mesmo o Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus.
Os Limas, canteiros com obras na região do Minho e na vizinha Galiza, testemunham pelo menos desde 1896 obras de cantaria. O alçado principal do cemitério de Vila de Punhe, conforme data  gravada no portão principal,  é obra do Mestre José Pereira Lima, avô do Mestre Lima.
A estátua/imagem de Santa Eulália, Padroeira da freguesia de Vila de Punhe, existente no alçado principal da Igreja, e o busto do antigo e doutrinário Reitor Padre Júlio Cândido da Costa, são algumas das últimas criações artísticas do Mestre Lima.











PARA MEMÓRIA FUTURA
A Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu por unanimidade, A 11 de janeiro de 1995, atribuir a Emídio Pereira Lima o título de Cidadão de Mérito, pelo contributo dado nas obras do Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus em Santa Luzia, reconhecendo assim o seu mérito artístico, pela arte executada na sua longa vida.
Além disso, o nome do Mestre Lima consta na toponímia da cidade, e assim na zona das Ursulinas existe uma rua com o seu nome, bem como na freguesia de Vila de Punhe, terra da sua naturalidade e onde sempre viveu.
No ano de 2001, a junta de freguesia de Vila de Punhe e a Associação de Filatelia do Vale do Neiva homenagearam o Mestre Emídio Pereira Lima com o lançamento de um selo e carimbo do correio, bem como uma peça de cerâmica comemorativa.

ALTAR DA CELEBRAÇÃO (VERSUS POPULUM)
A sagração do altar-mor realizada por D. António Bento Martins Júnior, Arcebispo de Braga em 14 de junho de 1959, foi celebrada no rito litúrgico anterior às orientações do Concilio Vaticano II.
Após a Constituição sobre a Sagrada Liturgia, assinada em Roma a 4 de dezembro de 1963, pelo Papa Paulo VI, iniciou-se a reforma litúrgica, concretizando-se a celebração eucarística voltada para o Povo de Deus (versus populum). Foi necessário criar um altar no Templo em Santa Luzia seguindo as novas orientações litúrgicas.
Foi o Mestre Emídio Pereira Lima que realizou o projeto com uma simbologia expressiva,  merecendo a aprovação da Comissão da Arte Sacra da Arquidiocese de Braga,  presidida à data pelo Cónego Doutor Luciano Afonso dos Santos, Presbítero da Arquidiocese Primaz e vianense ilustre, nascido na freguesia de Alvarães.
Os cinzelados são da equipa de canteiros orientados pelo Mestre Lima, que serviu o Templo do Sagrado Coração de Jesus, em Santa Luzia, durante cinquenta e seis anos. Nesse altar celebra-se o mandato:
 “Fazei isto em memória de mim” (LC.22,19)

“Quem abala de Viana,
Leva no peito a Agonia;
O Lima a correr no sangue,
Nos olhos Santa Luzia”
       Maria Emília Vasconcelos

BIBLIOGRAFIA
A Falar de Viana, vol.XIV, Associação Promotora das Festas da Cidade de Viana do Castelo, 2008.
Boletim da Confraria de Santa Luzia
Branco, José Luís Afonso, “Aleixo Queiroz Ribeiro”, Confraria de Santa Luzia, 1999
Carreira, Lurdes “Miguel Nogueira – Arquitecto de Transição”, Porto,
2004.
D’Alpuim, Maria Augusta “A Montanha Dourada”, Confraria de Santa Luzia, 1989
Fernandes, Francisco José Carneiro, “Viana Monumental e Artística”, G,D,C.Estaleiros Navais.
História de Viana do Castelo, 30 vol., 2º T. Câmara Municipal de Viana do Castelo, 2009
Maciel, Cândido e outros, “Vale do Neiva” , Barcelos 1982  
“Olhares Plurais” - Coordenação João Alpuim Botelho, Confraria de Santa Luzia, 2015
“Revista Santa Luzia”, Ano LI, II, série nº 426, Confraria de Santa Luzia. 2004.      
Viana, Manuel Couto – “Ferro Velho”, vol. I, Câmara Municipal de Viana do Castelo, 1989.
Ventura Terra, Miguel “Arquitectura Enquanto Projecto de Vida”, Vários,              
Câmara Municipal Esposende, 2006.
“Vianenses Ilustres” – Câmara Municipal de Viana do Castelo, 1997
Paço, Afonso – “Etnologia” Viana do castelo, 1979

José Rodrigues Lima


José Rodrigues Lima
938583275

.50 metros.
Ainda nos anos quarenta, dirige o restauro da Igreja Paroquial de Fontão, Ponte de Lima. Dando continuidade à sua actividade, em 1946, assumiu o encargo da reparação da Igreja Paroquial de Gondarém, Vila Nova de Cerveira, e a construção dos edifícios para a obra social, levada a efeito pelo saudoso e benemérito Padre Américo Soares de Sousa.
Já em 1960, é convidado pelo Bispo de Nova Lisboa. Angola, D. Daniel Junqueiro, para orientar a construção da Igreja da Missão Católica do Sambo, tendo aí permanecido dois anos. São de referir os testemunhos elogiosos de diversas autoridades e do povo autóctone da região do Huambo, acerca das suas realizações. As recordações que o Mestre Lima guardava da sua permanência em terras africanas, surgiam frequentemente nas conversas. São de referir as visitas que os missionários, vindos daquelas paragens, faziam ao Mestre Lima, quer na sua casa em Vila de Punhe, quer em Santa Luzia.
Nos anos sessenta, 1965, inicia a orientação das obras da nova Capela da Costeira, em Alvarães. No ano seguinte, dirige o restauro das abóbodas do Mosteiro Beneditino de S. Romão do Neiva, do concelho de Viana do Castelo. Em 1968, concretiza o projeto do arquitecto Nuno San Payo, dirigindo as obras do Centro Paroquial e Social de Chaviâes, no concelho de Melgaço.
Mas a actividade do Mestre Lima não pára. Assim, em 1970, administra as obras na torre da Igreja Paroquial de Vial de Punhe. Porém, a sua paixão, era mesmo o Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus.
Os Limas, canteiros com obras na região do Minho e na vizinha Galiza, testemunham pelo menos desde 1896 obras de cantaria. O alçado principal do cemitério de Vila de Punhe, conforme data  gravada no portão principal,  é obra do Mestre José Pereira Lima, avô do Mestre Lima.
A estátua/imagem de Santa Eulália, Padroeira da freguesia de Vila de Punhe, existente no alçado principal da Igreja, e o busto do antigo e doutrinário Reitor Padre Júlio Cândido da Costa, são algumas das últimas criações artísticas do Mestre Lima.

PARA MEMÓRIA FUTURA
A Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu por unanimidade, A 11 de janeiro de 1995, atribuir a Emídio Pereira Lima o título de Cidadão de Mérito, pelo contributo dado nas obras do Templo Monumento do Sagrado Coração de Jesus em Santa Luzia, reconhecendo assim o seu mérito artístico, pela arte executada na sua longa vida.
Além disso, o nome do Mestre Lima consta na toponímia da cidade, e assim na zona das Ursulinas existe uma rua com o seu nome, bem como na freguesia de Vila de Punhe, terra da sua naturalidade e onde sempre viveu.
No ano de 2001, a junta de freguesia de Vila de Punhe e a Associação de Filatelia do Vale do Neiva homenagearam o Mestre Emídio Pereira Lima com o lançamento de um selo e carimbo do correio, bem como uma peça de cerâmica comemorativa.

ALTAR DA CELEBRAÇÃO (VERSUS POPULUM)
A sagração do altar-mor realizada por D. António Bento Martins Júnior, Arcebispo de Braga em 14 de junho de 1959, foi celebrada no rito litúrgico anterior às orientações do Concilio Vaticano II.
Após a Constituição sobre a Sagrada Liturgia, assinada em Roma a 4 de dezembro de 1963, pelo Papa Paulo VI, iniciou-se a reforma litúrgica, concretizando-se a celebração eucarística voltada para o Povo de Deus (versus populum). Foi necessário criar um altar no Templo em Santa Luzia seguindo as novas orientações litúrgicas.
Foi o Mestre Emídio Pereira Lima que realizou o projeto com uma simbologia expressiva,  merecendo a aprovação da Comissão da Arte Sacra da Arquidiocese de Braga,  presidida à data pelo Cónego Doutor Luciano Afonso dos Santos, Presbítero da Arquidiocese Primaz e vianense ilustre, nascido na freguesia de Alvarães.
Os cinzelados são da equipa de canteiros orientados pelo Mestre Lima, que serviu o Templo do Sagrado Coração de Jesus, em Santa Luzia, durante cinquenta e seis anos. Nesse altar celebra-se o mandato:
 “Fazei isto em memória de mim” (LC.22,19)

“Quem abala de Viana,
Leva no peito a Agonia;
O Lima a correr no sangue,
Nos olhos Santa Luzia”
       Maria Emília Vasconcelos

BIBLIOGRAFIA
A Falar de Viana, vol.XIV, Associação Promotora das Festas da Cidade de Viana do Castelo, 2008.
Boletim da Confraria de Santa Luzia
Branco, José Luís Afonso, “Aleixo Queiroz Ribeiro”, Confraria de Santa Luzia, 1999
Carreira, Lurdes “Miguel Nogueira – Arquitecto de Transição”, Porto,
2004.
D’Alpuim, Maria Augusta “A Montanha Dourada”, Confraria de Santa Luzia, 1989
Fernandes, Francisco José Carneiro, “Viana Monumental e Artística”, G,D,C.Estaleiros Navais.
História de Viana do Castelo, 30 vol., 2º T. Câmara Municipal de Viana do Castelo, 2009
Maciel, Cândido e outros, “Vale do Neiva” , Barcelos 1982  
“Olhares Plurais” - Coordenação João Alpuim Botelho, Confraria de Santa Luzia, 2015
“Revista Santa Luzia”, Ano LI, II, série nº 426, Confraria de Santa Luzia. 2004.      
Viana, Manuel Couto – “Ferro Velho”, vol. I, Câmara Municipal de Viana do Castelo, 1989.
Ventura Terra, Miguel “Arquitectura Enquanto Projecto de Vida”, Vários,              
Câmara Municipal Esposende, 2006.
“Vianenses Ilustres” – Câmara Municipal de Viana do Castelo, 1997
Paço, Afonso – “Etnologia” Viana do castelo, 1979

José Rodrigues Lima


José Rodrigues Lima
938583275

sábado, 1 de junho de 2019

Altar-mor e Altar da Senhora das Dores

Ao lado do Altar-mor aparece o Altar da Senhora das Dores aos pés do crucificado ladeado com imagens mais pequenas S. Brás e S. Frncisco de Paula. Do outro lado o cortinado esconde os gradeamentos que do lado de lá e do lado de dentro existiam para dividir esse espaço ondev as monjas assistam à missa, bem como por trás da imagem da Padroeira, Nª Sº de Fátima desde 1049 tem ainda o local onde as monjas comungavam.
O Altar Mor com om respecta painel da Fuga para o Egipto e ladeado da Imagem de S. José e de santa Terasa de Jesus de grande porte. No feicho do arco mais alto o brasão do vianense fundador Cónego Correia Seixas, lente de Letras na Universidade de Coimbra.