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sexta-feira, 5 de junho de 2009

A nossa Língua

PARA CURIOSOS E a nossa língua?
Os nossos ancestrais - iberos, lusitanos (indo-europeus), vencidos pelos Vândalos, Alanos, Bárbaros, Visigodos, Gregos, Árabes e Romanos foram colonizados, mas não foi fácil e com custo venceram dificuldades; os gregos e os romanos foram aqueles que mais marcas deixaram na nossa língua. Saber grego e latim é para nós recuar nas origens e descobrir a pureza da nossa linguagem. No entanto, o grego e o latim deixam de ser estudados. Na Alemanha estuda-se latim e é uma língua germânica. Também passou a língua latina apenas a língua oficial do Vaticano e a língua grega também está muito limitada no espaço. A língua Portuguesa é uma das mais faladas no mundo e está a ser colonizada pelo inglês, aliás como as outras línguas e só apenas porque ninguém traduz de imediato e coloca também no ar para uso comum e manual. Ninguém pode ser impedido de, na linguagem, utilizar os termos que quer, sejam ingleses sejam outros, mas o que é certo é que muito que entra na língua portuguesa se torna algo normal através dos media isto é, nos órgãos de Comunicação, o que não acontece, por exemplo, na Espanha. Os espanhóis têm, parece, mais orgulho pela sua língua. Nós esquecemo-nos da língua de Camões.... porque de colonizados passamos a colonizadores e agora rendemo-nos à evidência de colonizados por isto ou por aquilo, até na língua. Temos pouco para os outros e vamos buscar tudo lá fora.Os nossos investigadores não têm grandes apoios e e refugiam-se no estrangeiro, envolvendo-se em programas de outros países,sobretudo, americanos, e por lá ficam, como inteligências colonizadas que a sua terra natal não aproveitou, ou antes, pelo contrário, pareceu desprezar...Não se compreende que em nome disto ou daquilo não se cuide do nosso português erudito e popular.Em Espanha, muitae refugiam-se no estrangeiro, envolvendo-se em programas de outros países,sobretudo, americanos, e por lá ficam, como inteligências colonizadas que a sua terra natal não aproveitou, ou antes, pelo contrário, pareceu desprezar...Não se compreende que em nome disto ou daquilo não se cuide do nosso português erudito e popular. em Espanha muitas palavras hoje utilizadas por nós quase como vulgares em inglês e, quem não o fizer, se tratam os outros por analfabetos. É a iliteracia?!...
O vocábulo “bué”, de origem africana que significa bom já se introduziu no dicionário da língua portuguesa.É apenas um exemplo.
O carjaking, nascido na América em 1980, já está a vulgarizar-se na nossa língua através dos orgãos de Comunicação para dizer que é o roubo de um carro à violência, “do dá cá a chave e põe-te a andar que o carro é meu”.
O seu significado em português não seria o roubo violento dum carro com ou sem sequestro dos seus utentes.
A utilização de palavras estrangeiras é chique, do francês, “ é chique... até parece um francês” dizia-se. E se for um chiqueiro?!
Salesof, escritório ou sala de acolhimento; cross-seling, algo como apresentação rápida do produto da empresa; timing a duração ou tempo da montagem; of, fechado; on-line, em linha, em serviço, ligado, ligado à internet no ar;mail é o correio; e-mail, o correio electrónico; tudo agora tem de ser light para não fazer mal e servir de modelo,leve, sem gordura ou doçura; holding como investimento ! ; file – folha e ficheiro de registo; karting – pista de pequenos carros; save, gravar; bus o mesmo que autocarro; cross uma corrida; cofeebrak, tempo para café ou pausa; drive o mesmo que disco; pen, a caneta de gravação; print, imprimir; workshops, reuniões de trabalho por sector; softwaire, os programas: o hardwaire os equipamentos; reset é reposição, voltar à origem; control sihft delocamento pausado; chip é o cartão de memória. O hall, espaço reservado ao acolhimento antes de se entar em casa ou em alguma sala ou em alguma sala; part-time, trabalho parcial e full-time trabalho a tempo inteiro; lay-of, dispensa da lei; suspensão pelo trabalhador por falta de trabalho.Net é a rede,a malha,o tecido e a internet é estar nesse tecido ou nessa rede; Web é estar na rede, na página digital.
Até o nosso inventor chama Aquastop (paragem das águas) ao que estanca a água às portas de casa, abertas ou fechadas para as cheias que, por vezes, podem encher as ruas, trazerem enchurradas para dentro das mesmas e esta invenção, estanca-as.
Cada vez entram mais os estrangeirismos ingleses ou americanos como rewind que podíamos dizer rebobinar, forward o mesmo que caminhar. O botox, muito utilizado, bom e mau para encher partes vazias com um proteico de origem biológica obtida de uma substância que, muitas vezes, até pode trazer a morte e trazer efeitos contrários para a beleza das pessoas... Qual a razão por que não se lhe dá o nome de enchimento cosmético?
Outro, todos os dias se encontra nos media filling por carinho, registo; turning para dizer sintonização. Para protagonismo não há nada para dizer mais “uma acha para a fogueira”, dizendo “ask the boy”, que afinal é perguntar ao menino. Ainda hoje encontrei este neologismo num escritor português.
O play já não sai da boca de muita gente como para dizer anda, põe em andamento, joga, diverte-te e o firewall pare lá esse isso, esse fogo,apague essa fogueira.
Fast-food é comida pronta (rápida alimentação); site o mesmo que sítio na internet; tshirt (este i em tshirt vale um a fechado (chart), porque não se diz uma camisete, ou camisola; blog é semelhante ao sítio, é o recipiente, a gaveta, a biblioteca do escritor, são os blogues ou lugares...então porque chamamos a isto blog?
No dicionário da nossa língua escrita surfar lê-se “sarfar”, vem do inglês surf, surfar é esquiar na água e no rebentamento das ondas.O fonema u em português lê-se por a?
Não é possível, nem foi do meu interesse fazer uma recolha exaustiva, mas o necessário para alertar que temos de ser mais portugueses na linguagem.
Vejam o “Aurora do Lima” sob a autoria do Dr. Luís Branco, não esqueçam à segunda -feira procurar na TV a correção da nossa linguagem e da Rádio Renascença não posso precisar em que dias pela manhã.
Sou apologista da linguagem portuguesa popular ou erudita.Os estrangeirismos que possam entrar, devem ser de imediado assimilados ao jeito portugês porque não se deve escrever a palavra estrangeira quando tem tradução ou se pode aporteguesar. A.Viana

2 comentários:

acoutinhoviana disse...

Verifique hoje que o facto destas situações ocorrerem na nossa língua se deve à falta de uma Academia da Língua ou Instuto com autoridade para purificar, corrigir, traduzir e ordenar que isto é assim e não de outro modo.
Não uma autoridade capaz e com poderes para isso, cada diz o que quer e o que entender utilizando esta ou outra forma. 2009.06.23

acoutinhoviana disse...

Estou de acordo. É isso que eu queria dizer, mas não o disse com essa clareza...Agradeço