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sábado, 7 de março de 2026

A VIDA CONTINUOU II

 

E a vida continuou…(II)

Depois de deixar, em 30 de agosto de 1978, após as festas de S. João de Arga, no dia 2 de setembro, num sábado de sol, entrava eu às 18.15H na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Acompanharam-me conterrâneos e amigos da cidade e não só, até da Serra de Arga.

Um grupo coral bem preparado animou a missa e poucos paroquianos vieram à minha tomada de posse.

A Paróquia tinha sido criada em 1967. Tinha 11 anos.

Descobri que o motivo era de que não estava vincada a consciência da Comunidade Paroquial, apesar do trabalho de 4 anos do Pe. António Costa Neiva, hoje cónego em Braga e de 7 anos de trabalho insano do Pe. Rogério Fernandes da Cruz.

Tinha a Paróquia nessa altura um bom coro paroquial e um bom grupo de catequistas bem preparados, dos quais já não existe nenhum.

Como estava a entrar, primeiro comecei por conhecer o terreno, os paroquianos e fazia muita vida de café. Deparei que havia muita gente pobre, sem casas de banho. Às vezes da cozinha faziam tudo: quarto de banho, a lenha para cozinhar e água que iam buscar à fonte. Aí também dormiam. Era o Bairro da Bandeira.

Uma idosa para lavar o seu marido que lhe tinha dado um AVC trazia-o para o quintal e de mangueira como se de um carro se tratasse assim o lavava.

Logo pensei em ferramentas para o trabalho junto dos pobres e em fins de novembro, no dia 22, fundei a Conferência Vicentina. Eu próprio caminhava também com espírito de legionário de Maria, e então fundei a Legião de Maria, em 13 de maio de 1979, sete meses depois.

A Legião de Maria e a Conferência de S. Vicente de Paulo fundou um centro de Convívio de idosos, na sacristia.

Os Vicentinos também arranjaram algumas casas a terem condições necessárias de higiene e mataram a fome a muitas famílias.

Entretanto ia trabalhando em todas as frentes e com todos. Existia um Senado paroquial. Formou-se a Comissão Fabriqueira (Conselho Económico) e 2 anos depois o Conselho Paroquial de Pastoral. Os catequistas acompanhavam na catequese.

Foram pessoas para a formação de Ministro Extraordinários da Comunhão e  Cursilhistas. Alguns jovens fizeram o Curso de Iniciação para catequistas e mais tarde fizeram o Curso Complementar de catequese com estágio e entrega de diplomas pelo Bispo.

Agora só uma catequista tem o curso complementar, estágio e com diploma e algumas com o curso de iniciação e todas com formação básica para a catequese. Há uma que tem, para além disso, cinco anos de Instituto Católico com aproveitamento e um curso pela Universidade Católica.

Ao mesmo tempo que tudo decorria trabalhou-se pela Residência Paroquial, inaugurada pelo senhor D. Armindo Lopes Coelho, primeiro acto oficial, depois da sua tomada de posse em 8 de dezembro. Aconteceu em doze de dezembro de 1982.


 

Entretanto o Centro de Convívio deixou a sacristia e passou a usar o Centro Paroquial, o R/C da Residência Paroquial e adaptando-se às circunstâncias, passou a Centro de Dia, Refeitório Social, Serviço ao Domicílio apenas com a distribuição de refeições e sem acordos com a Segurança Social a não ser o do C.C….E mais tarde o Centro de Dia.

Organizaram-se várias jornadas paroquiais sujeitas ao tema idosos, ambiente, civismo, arquitetura, voluntariado, magustos para a catequese, catequese para todos (adultos de todos os ramos do saber,  durante 3 anos durante e vários anos e váris grupos seguindo o  catecumenato do Caminho de Emaús, campos de férias para jovens em S. João d’Arga, passeios com catequistas, corais e passeio de idosos do Centro de Dia por todo o país e Madrid, peregrinações na quaresma, passeios para vicentinos e Legião de Maria, passeios de crianças de catequese acompanhadas dos catequistas. Passeios de catequistas e corais não só no país, mas também para o estrangeiro. O mais interessante foi o das Ilhas Cies, ao Largo de Vigo, Santiago, Bom Jesus, Sameiro, Senhora da Penha e Fátima todos os anos. Também foram a Madrid, Barcelona e Alemanha (Glhen e Cidades, como Colónia, Dusseldorf e Neuss) Luxemburgo, Paris e Bruxelas.

Ficaram célebres os passeios mistérios.

Ao mesmo tempo, no Verão, organizaram-se passeios culturais e peregrinações por todo o País e pela Europa fora até aos russos e eslavos, como por toda a América, norte de África e ilhas. Assim viajaram comigo mais de 40 mil pessoas, das quais duas publicamente se converteram à fé e retomaram uma vida nova.

Exposições várias e muitas a primeira foi em 1979 de Filatelia aqui na igreja com repercussões a nível nacional, carimbo do primeiro dia que os CTT montaram um posto junto à exposição e de Lisboa houve participação com colecções de selos singulares da Colecção Nacional.

Não ficou por aí. Todos anos faziam-se exposições, de Filumenária no C. R. da SS, Agricultura na Abelheira, na casa da Madalena Cerqueira por ocasião da festa de Nossa Senhora das Necessidades, Imagens Marianas, Postais Marianos, Selos Marianos, Medalhística, Crucifixos, 25 anos de Paróquia, 25 anos de sacerdote, 40 anos de Paróquia, em S. Domingos, etc, etc, etc…    

Acompanhavam as exposições conferências relacionadas com o tema.

Formação sobre os sacramentos, os mandamentos, cristologia, evangelho, liturgia e oração de Vésperas cantadas aos domingos de tarde e o serviço aos pobres. Retiros para jovens, encontros vários; tema de anos internacionais com formação, exposição de trabalhos e festas, Festival cigano e  oração   cigana  na igreja.                                                                                                    ( É para continuar)

 

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