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sábado, 18 de julho de 2026

Crucifixo é Sinal de Confiança

 

Crucifixo é Sinal de Confiança

Já aqui falámos de oratórios que existiam em cada casa. Alguns ainda existem em casas antigas e são verdadeiras obras de arte. Consta que o Senhor do Alívio fazia parte de um oratório duma família antiga da Abelheira que o doou à Capela, depois de o cruzeiro que lá existia com alpendre se ter transformado numa pequena capela, cuja bênção foi em 20 de outubro de 1916, com autorização concedida por D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga.

Hoje, o crucifixo é pouco visível nas casas novas, nos apartamentos e, não sei, se ao peito das pessoas. Nunca devia ser usado como amuleto, como acontece com alguns. Trazem o crucifixo e outras coisas mais à mistura, o que perturba a mente de qualquer “semelhante” sensível ao discernimento de uma fé esclarecida.

O crucifixo é um objeto que deve inspirar-nos confiança. É bom contemplá-lo nas nossas casas, igrejas domésticas. Seria bom que cada um se fizesse acompanhar, ao peito ou no bolso, por essa imagem de um Deus feito Homem que, depois de nos comunicar a mensagem do Pai Eterno, expira pregado a uma cruz, com a cabeça coroada de espinhos e inclinada sobre o seu peito, com olhos vidrados e uma face sofredora cheia de precioso sangue coagulado. Contemplar os pés e as mãos trespassadas e as chagas dos algozes... Tudo isso por mim, por ti, por nós... Como é tão fraca a nossa fidelidade ao seu grande amor! Como nós devíamos ser uns para com os outros, retribuindo assim tão grande afeto de Cristo misericordioso, que tem uma paciência enorme para tolerar as nossas fraquezas, ódios, orgulhos e vaidades...

Antigamente, nas escolas, existia uma cruz nas salas de aula. Foram retiradas e, talvez por uma questão de liberdade religiosa, isso tivesse o seu sentido; mas nesta terra, onde a maioria ainda é cristã... talvez não viesse mal ao mundo por isso. Seja como for, também já nem se fala de Deus ou de Jesus às crianças... Os pais pedem o batismo para os filhos, mandam-nos à catequese, mas a oração ou o simplesmente falar de Jesus — de Deus que nos ama e que nos pede para sermos todos bons, amando os outros —, isso está esquecido, e em casa não há tempo para nada. O dinheiro, as coisas materiais, as comodidades da vida, o cartão de crédito, o pedido de crédito bancário, etc., são a maior preocupação.

Depois, os catequistas é que são exigentes. A Paróquia não tem catequese à semana e devia ter. “Vou para onde me der mais jeito.” Ao fim de semana é para descansar, passear e ir aos shoppings; não há tempo para a oração, para a missa, nem para a catequese, nem num lado, nem no outro. Com a desculpa de que vão à terra dos avós ao fim de semana, acabam por não ter prática religiosa em lado nenhum, nem os pais, nem as crianças.

“Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.”
“Tudo é possível àquele que crê.”

A confiança em Deus é a esperança de que Ele não nos deixará faltar nada. Ele será a nossa luz e a nossa salvação, e protege-nos. Ele há de ajudar-nos nas nossas necessidades materiais e não nos preocuparemos com o futuro. Se somos culpados, não tenhamos medo do Salvador; não foi por nós, especialmente, que Ele desceu à terra? Jesus perdoou a Madalena, à terceira negação de Pedro, a Zaqueu e abriu o céu ao bom ladrão.

Oh vós, que andais por aí... depressivos com problemas de vida, da vida de família, da vida conjugal, que casastes em segundas núpcias, com o estigma de condenados ou pecadores, Jesus continua a dizer-vos: “Vinde a Mim, que sou manso e humilde de coração.” Continuai a rezar, a confiar em quem tudo pode. O nosso Deus é grande em Misericórdia, em Bondade, no Amor e na Justiça. Ele há de salvar-nos.

Amigo, se me lês, não te esqueças de que este é um valor a defender. Se a tua fé for grande, será igual à tua esperança e seremos todos felizes porque, na tranquilidade e na serenidade, este objeto vivo nos inspira para uma vida eterna, afastará de nós todos os medos e, com este sinal da cruz, venceremos todos os males!

 

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