AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

UZ e UR TOPÓNIMOS ANTIGOS- NOMES ANTIGOS

UZ- Indo-europeu? origem obscura


Uz

Uma palavra de origem obscura.

Ao passar na estrada de Elvas para Santarém passei por uma placa de informação e orientação de saída para Uz. Achei interessante. Logo tirei uma conclusão, talvez precipitada, de que Uz seria uma aldeia ou qualquer topónimo de origem muito ancestral.

Procurei e descobri que Uz é um lugar, é freguesia em várias zonas do país. A origem de Uz segundo a wikipedia, pela tradição Bíblica é o nome da terra de Job (Jó).

Também era o nome do primeiro filho de Arão e neto de Sem, e ainda o nome de um dos sobrinhos de Abraão.

Situar-se-á Uz na Arábia, a leste da cidade de Petra, ou numa cidade a leste do mar da Galileia, ao sul de Damasco (hoje oeste da Jordânia ou a sul da Síria.

Uz é uma aldeia nas Asturias aqui na Espanha. Palavras terminadas em Uz há bastantes como capuz, catrapuz, avestruz, luz, alcaçuz . alcatruz, andaluz, arcabuz, cachapuz, Cruz, cuscuz, quebra-luz, rosa-cruz, trapuz, truz, grã-cruz, truz-truz, lapuz, truz-truz, uruz.

Também como radical aparece só em uzifur, uzífuro, uzitenge que tem a ver com a química. Talvez reacionadas com sulfuretos.

Uruz é uma aldeia na Galiza , de origem pré-romana e que devia significar vale, rio ou fonte em Indo-europeu.

Uz e Ur são nomes e topónimos bíblicos com significações diferentes.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sou Padre ...e não sou Monge!... Revisto

Continuo com a tentação de dizer mais sobre o facto de ser padre.


Este ano sacerdotal deve ser um ano de reflexão e testemunho, de aprofundamento espiritual e de acção. Estamos em ano de mudança que exige estudo, reflexão, análise, actualização tanto na dimensão humana, como na espiritual, pastoral e intelectual para que seja uma eficaz mudança...

Cada dia que passa há sempre uma mudança e essa tem de ser sempre pela positiva. Eu gostaria de ser aquilo que nem sempre sou: um padre do povo de Deus e para o povo, não para me servir dele, mas para o servir; um padre próximo que está com o povo na igreja e na rua, na festa, e nos sofrimentos, na vida e na morte; a minha proximidade devia arrastar a muitos para Cristo, para o Deus que me deu este dom de ser enviado como Cristo para servir e dar a vida; um padre com amor a transbordar olhando para o Espírito e semear sem procurar ser recompensado com a colheita... se ela vier sou obrigado a colher, mas só Deus é que é o grande Senhor; um padre que reza não para pedir coisas, mas só coragem e valentia para aceitar as agruras da vida, sejam elas espirituais, morais ou materiais. Sou padre, mas este dom não o mereço, foi Deus que mo deu. A Ele o devo, não é mérito próprio; sou padre porque a minha felicidade está em perdoar, em esquecer, em ver os outros como obra de Deus e não dos Homens; sou padre porque creio num Deus absoluto, transcendente, acima de mim a quem, por amor, reconheço que sou uma parte inferior (criada) e a Ele lhe devo obediência. Sou padre como todos os baptizados em Cristo que participam da natureza divina de Jesus Cristo como sacerdote, profeta e rei e, entre eles, me senti chamado a dizer sim à comunhão com o Bispo, o presbitério e com os fiéis.

Por isso, gostava de ser mais padre da rua, onde a missão é esperada porque, na Igreja, essa, a destinamos ao culto pela Comunidade à qual o Bispo ou o padre preside. Não só, no Templo, deve o padre ficar a rezar, à espera dos penitentes e das suas esmolas, ou a colher os frutos da colheita que alguma vez se fez.

Há uma diferença muito grande entre o padre e o Monge. Em primeiro lugar o padre ( diocesano ou secular, por estar no meio do mundo ) faz voto de obediência ao Bispo e castidade, não está sujeito a viver em Comunidade e, não fazendo voto de pobreza , nem por isso, está desobrigado de ser sóbrio, desapegado das coisas deste mundo e dar testemunho de comunhão no meio do mundo com a Igreja feita de hierarquia e fiéis. Em segundo lugar nem todos os monges são padres ( regulares, isto é, sujeitos à regra da Congregação). Há os irmãos, simplesmente, e os que recebem do bispo o sacramento da ordem que são padres como eu. Portanto, nem todos os monges são padres, mas todos os monges fazem os 3 votos: Obediência, Castidade e Pobreza. Os monges vivem em Comunidade, podem ser de clausura, de vida contemplativa e missionários.São mais voltados para a oração, para a contemplação e obediência ao cumprimento das regras da Ordem ou Congregação, do Superior, são sinal e testemunho de vida comunitária e desapego às coisas terrenas ...

A Igreja precisa destas vocações diferentes, como dos leigos que também eles sem fazer votos devem dar testemunho de Cristo Ressuscitado, pela oração,pela palavra e pelo o espírito de serviço aos outros.

Cheguei , enquanto jovem, a pensar ser missionário...sempre admirei a vida em comunidade e a acção missionária, mas segui outro caminho e já vivi em comunidade com dois colegas mais velhos, muito diferentes no pensar e no agir; sempre fomos amigos e foram uns anos de grande riqueza para mim, pelo menos, mas creio que para todos, pois continuamos amigos e a ajudarmo-nos mutuamente. Só deixamos porque os outros dois encontraram um projecto diferente para eles. Assim como vivi com um médico, ora cozinhava eu, ora ele, mas depois foi para o Porto.

Sou padre!...gostava de ser monge! Não sou monge e sou padre!...

Maria do Carmo Palma da Silva


Maria do Carmo, esposa de Domingos Cambão, já falecido, nasceu a 12.02.1919, na Abelheira, filha de António Lopes da Silva e Maria Luísa Palma da Silva, ele lavradista e ela lavadeira.


A Maria do Carmo recorda que a mãe levava por cada lavagem de um lençol $50 o correspondente a 0,0025 do cêntimo actual, um lenço a 0$01 o correspondente a 0,00005, assim como por camisa $30, correspondendo 0,0015 do cêntimo.

Os seus pais tiveram mais filhos, a saber: Maria José, lavadeira; o João Baptista e o Augusto, ambos trabalharam na drogaria Paula Santos e a Ana, costureira; todos casados e com filhos, à excepção da Maria José.

Maria do Carmo foi jocista e presidente da JOC no tempo de Monsenhor Corucho, catequista, zeladora da Capela da Senhora das Necessidades e mãe de um casal de filhos: Luísa, funcionária pública, voluntária do GAF, ex-catequista de muitos anos na Paróquia e ainda colaboradora; e o António Domingos, economista gestor, casado e tem um casal de filhos: a Ana Luísa que frequentou a catequese aqui na Paróquia e o José Tomás a frequentar o 2º Ano de arquitectura.

Um ramo Cunha da Abelheira- Viana do Castelo

José Rodrigues Cambão da Cunha nasceu a 4 de Março de 1936, na Abelheira, filho de Manuel Rodrigues Cunha Júnior e de Maria Rodrigues Cambão, ambos da Abelheira. É parente dos Cambões.


Fez a 4ª classe na escola do Carmo que era naquela altura no edifício onde é hoje o Seminário, depois de ter frequentado a Escola da Abelheira.

Após a 4ª classe foi trabalhar de carreteiro na ponte de Viana, passando pela fábrica das Boinas, pescador do mar, marinha mareante, comércio, donde se reformou aos 50 anos por motivos de saúde, com 42 anos de caixa.

Na fábrica das Boinas conheceu a esposa Maria Gema Gonçalves Peres, da Ribeira, casou, portanto, em S. Domingos, com 21 anos de idade.

Tiveram um casal de filhos: o José Francisco, trabalhador na Celnorte, casado com Anabela Rodrigues, trabalhadora no lar de Sª Teresa e pai de Ana Sofia; a Maria de Fátima que faleceu com 18 meses.

O José Cunha é columbófilo e caçador. Como reformado gosta de ver televisão e torce pelo Sporting Clube de Portugal. Na juventude chegou a ser jogador nos juniores de Viana. É católico.

É irmão do Manuel que vivia no Cais Novo, mas já falecido, Elisa que vive na Areosa, o João na Abelheira já falecido e a Maria José a viver em Sª Mª Maior, todos casados e com filhos à excepção de Maria José.

Viveu na Abelheira 3 anos e há 47 anos no Bairro do Bicho da Seda, assim foi conhecido o Bairro do Jardim.

Estão casados há 52 anos.

Sessenta anos de Casamento



Tivemos na Paróquia, em 2009, a celebração dos 75 anos de casados de Afonso e da Julieta..


A 2 de Fevereiro, Drath e Käthe celebraram os 60 anos de casamento, em Rubelrath, Steinford, mas Hermann está bastante limitado pela saúde, no entanto, sem falar, com os olhos e as mãos debilitadas consegue transmitir no leito ainda muita serenidade, paz, felicidade e amizade.

Aliás sempre foi ao longo da vida, mesmo na militância política um homem de harmonia, de diálogo, de serenidade, de paz, de bem-estar para todos, tanto como deputado, como vice-presidente da Câmara de Korchenbroich até ficar como está, sempre deu bons conselhos para bem dos seus vizinhos, amigos ao longe e ao perto.

É um dos principais animadores do intercâmbio entre a Paróquia de Nª Senhora de Fátima, onde se deslocou 3 ou 4 vezes, e um amigo das nossas obras.

Senti sem o ouvir, mas nos olhos, no riso e no aperto de mão que continua a pensar na nossa amizade.

Fez uma pequena festa para os amigos que mais o visitavam e eram tantos que passou o dia depois da missa celebrada em casa pelo Pe. Stewes, Pe. Istel e eu a receber visitas até depois de acender as luzes à noite, desde pessoas mais velhas, às mais novas.Parabéns.

É assim:“O amor de 60 anos vividos / É uma longa história de amor e fel / É vida de contrastes absolvidos.

E com sabor a ouro e a mel”. “Sessenta anos de vida conjugal / São uma vida longa e que passa / Com amor sempre a crescer sem igual / É uma peça de ouro que brilha e abrasa”.

Um de cadas vez--António Puga

Quase a completar os 95 anos de idade, a 5 de Março, faleceu um bom amigo da Paróquia, da Senhora das Necessidades e do Centro Social, um animador, colaborador e participante, António Fernandes Puga. Era natural de Moreira do Geraz, filho de João Albino Cabeças da Puga e de Marta Fernandes Lajoso, viúvo de Júlia Ferreira da Cruz, deixando-nos 4 filhos: o João António, o João, o Manuel Fernando e a Fátima, todos casados e com filhos.


O António Puga deixa muitas saudades no Centro de Dia. Foi membro do Centro de Culto de Nª Senhora das Necessidades, utente do Centro de Dia, Ostiário na Paróquia e Vicentino e amigo do Berço. Sempre muito generoso e aguardava com esperança a obra da Igreja Nova acabada, o que não aconteceu. Cremos que a sua vontade, fé e generosidade lançada agora à terra seja uma semente que vá resultar cem por um.

Esta semente que recebia anualmente a Santa Unção, comungou no dia 24 de Janeiro e recebeu de novo, o Sacramento de Santa Unção, começou a desabrochar em 4 de Fevereiro com surpresa para muita gente, pois não vai há muito tempo que ainda andava óptimo, mas uma doença que menos esperava o desafiou para ir gozar a bem-aventurança junto de Deus.