AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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quarta-feira, 14 de março de 2012

As feiras e os nomes dos dias da semana

As feiras e os dias da semana








Com a abertura do mar mediterrâneo, na Idade Média, a partir das Cruzadas puderam conhecer um maior contacto como o Oriente, de onde chegavam mercadorias raras: cravo, canela, pimenta, seda, perfumes, porcelana e outros. Deu-se o Renascimento Comercial, que nasce com esses produtos a serem vendidos nas feiras nas cidades. Daí os "burgos" e "burgueses", termos que mais tarde se aplicaria de um modo particular aos comerciantes enriquecidos com a prática deste negócio. (cfr. Wikipedia)

Em Portugal a feira mais antiga que se conhece é a de Ponte de Lima, instituída em 1125, seguida, ainda no século XII, pela feira de Melgaço.

Apesar do aumento do número de feiras com progressos e retrocessos à mistura, Ponte de Lima ainda é, na Região do Alto-Minho, a feira mais procurada, à segunda-feira que agora passou a quinzenal, a de Viana todas as sextas-feiras e acabou a da meia feira, à terça-feira, pela manhã. Outras feiras semanais em freguesias grandes são agora realizadas.

Apesar do aumento do número de feiras com progressos e retrocessos á mistura, Ponte de Lima ainda é na Região do Alto-Minho a feira mais procurada, e a de Viana todas as sextas-feiras.

Os nomes dos dias da semana em Português têm a sua origem com a influência de S. Martinho de Dume, Arcebispo de Braga que lutou contra as superstições abundantes existentes, na altura, nesta área da península, de um modo particular no norte de Portugal, incluindo a Galiza. Até os dias da semana ainda eram os dias de origem pagã. O dia do Sol, o dia da Lua, o dia de Marte, o dia de Mercúrio, o dia de Júpiter, o dia de Vénus e o dia de Saturno. Martinho estudou grego e ciências eclesiásticas no Oriente. De volta ao Ocidente, dirigiu-se para Roma e para a França, para continuar os estudos, onde visitou o túmulo do seu conterrâneo Martinho de Tours.

Estabeleceu um mosteiro em Dume, uma aldeia das proximidades de Bracara Augusta, onde se pode visitar uma capela visigótica, e a partir do dito convento começou a irradiar a sua pregação. Estabeleceu a Diocese de Dume (caso único na história cristã - confinada ao referido Mosteiro de Dume a que presidia), da qual foi primeiro bispo, em 556. Depois, por vacatura da diocese bracarense, em 569, foi feito metropolita dessa região de Braga, então capital do Reino Suevo.

Reuniu o Concílio de Braga em 563, tendo proibido que se cantassem muito dos hinos e cantos de carácter popular que estavam incluídos nas missas e noutras celebrações. Ao longo dos anos, a música litúrgica foi sendo fixada no Cantochão, mas o povo, apoiado num substrato musical muito antigo, apoderou-se de alguns destes cânticos da Igreja e popularizou-os, dando-lhes a sua interpretação própria.

Para além de batalhador pela ortodoxia contra os arianos, foi também um fecundo escritor. Entre as principais obras, citamos: Escritos canónicos e litúrgicos. Destacou-se também como tradutor (designadamente, dos Pensamentos dos padres egípcios” (cfr. Wikipédia).








“Martinho de Dume é também uma figura de capital importância para a história da cultura e língua portuguesas; de facto, considerando indigno de bons cristãos que se continuasse a chamar os dias da semana pelos nomes latinos pagãos de Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris dies, Saturni dies e Solis dies, foi o primeiro a usar a terminologia eclesiástica para os designar (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies), donde os modernos dias em língua portuguesa (segunda-feira,terça-feira,quarta-feira,quinta-feira,sexta-feira,sábado e domingo), caso único entre as línguas novilatinas, dado ter sido a única a substituir inteiramente a terminologia pagã pela terminologia cristã.

Isto explica o facto de os mais antigos documentos redigidos em português, fortemente influenciados por este latim eclesiástico, não terem qualquer vestígio da velha designação romana dos dias da semana, prova da forte acção desenvolvida por Martinho e seus sucessores na subsituição dos nomes.

Martinho tentou também substituir os nomes dos planetas, mas aí já não foi tão bem sucedido, pelo que ainda hoje os chamamos pelos seus nomes clássicos pagãos.


Morreu no dia 20 de março de 579 e foi sepultado na catedral de Dúmio. Para si compôs o seguinte epitáfio: Nascido na Panônia, atravessando vastos mares, impelido por sinais divinos para o seio da Galiza, sagrado bispo nesta tua igreja, ó Martinho confessor, nela instituí o culto e a celebração da missa. Tendo-te seguido, ó patrono, eu, o teu servo Martinho, igual em nome que não em mérito, repouso agora aqui na paz de Cristo.
              
Nos adros ou às portas das igrejas faziam-se feiras. A primeira feira era no dia do Sol, o Domingo. O Domingo foi o dia em que Jesus Cristo ressuscitou e escolhido já antes para ser o dia do Senhor da criação do Universo e substituiu a superstição do dia do Sol. Segunda-feira era o dia da Lua e segundo dia de feira; terça-feira era o dia de Marte e terceiro dia de feira; quarta-feira era o dia de Mercúrio e quarto dia de feira, no alemão diz-se o dia do meio da semana Mittwock; quinta-feira era o dia de Júpiter e quinto dia de feira; na sexta-feira era o dia de Vénus e sexto dia de feira da semana; sendo por fim o sábado, que era o dia de Saturno que era o sétimo dia e já para os judeus era o dia do repouso: dia do Shabbath.                                         





terça-feira, 6 de março de 2012

Pedra com inscrição celta

Arronches
Arronches

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

As feiras, os dias da semana, os nomes pagãos, a mais antiga feira de Portugal

As feiras

 Com a abertura do mar mediterrâneo, na Idade Média, a partir das Cruzadas puderam conhecer um maior contacto como o Oriente, de onde chegavam mercadorias raras: cravo, canela, pimenta, seda, perfumes, porcelana e outros. Deu-se o Renascimento Comercial, que nasce com esses produtos a serem vendidos nas feiras nas cidades. Daí os "burgos" e "burgueses", termos que mais tarde se aplicaria de um modo particular aos comerciantes enriquecidos com a prática deste negócio. (cfr. Wikipedia)

Em Portugal a feira mais antiga que se conhece é a de Ponte de Lima, instituída em 1125, seguida, ainda no século XII, pela feira de Melgaço.

Apesar do aumento do número de feiras com progressos e retrocessos à mistura, Ponte de Lima ainda é, na Região do Alto-Minho, a feira mais procurada, à segunda-feira que agora passou a quinzenal, a de Viana todas as sextas-feiras e acabou a da meia feira, à terça-feira, pela manhã. Outras feiras semanais em freguesias grandes são agora realizadas.

Apesar do aumento do número de feiras com progressos e retrocessos á mistura, Ponte de Lima ainda é na Região do Alto-Minho a feira mais procurada, e a de Viana todas as sextas-feiras.

Os nomes dos dias da semana em Português têm a sua origem com a influência de S. Martinho de Dume, Arcebispo de Braga que lutou contra as superstições abundantes existentes, na altura, nesta área da península, de um modo particular no norte de Portugal, incluindo a Galiza. Até os dias da semana ainda eram os dias de origem pagã. O dia do Sol, o dia da Lua, o dia de Marte, o dia de Mercúrio, o dia de Júpiter, o dia de Vénus e o dia de Saturno. Martinho estudou grego e ciências eclesiásticas no Oriente. De volta ao Ocidente, dirigiu-se para Roma e para a França, para continuar os estudos, onde visitou o túmulo do seu conterrâneo Martinho de Tours.


Estabeleceu um mosteiro em Dume, uma aldeia das proximidades de Bracara Augusta, onde se pode visitar uma capela visigótica, e a partir do dito convento começou a irradiar a sua pregação. Estabeleceu a Diocese de Dume (caso único na história cristã - confinada ao referido Mosteiro de Dume a que presidia), da qual foi primeiro bispo, em 556. Depois, por vacatura da diocese bracarense, em 569, foi feito metropolita dessa região de Braga, então capital do Reino Suevo.

Reuniu o Concílio de Braga em 563, tendo proibido que se cantassem muito dos hinos e cantos de carácter popular que estavam incluídos nas missas e noutras celebrações. Ao longo dos anos, a música litúrgica foi sendo fixada no Cantochão, mas o povo, apoiado num substrato musical muito antigo, apoderou-se de alguns destes cânticos da Igreja e popularizou-os, dando-lhes a sua interpretação própria.

Para além de batalhador pela ortodoxia contra os arianos, foi também um fecundo escritor. Entre as principais obras, citamos: Escritos canónicos e litúrgicos. Destacou-se também como tradutor (designadamente, dos Pensamentos dos padres egípcios” (cfr. Wikipédia).

 “Martinho de Dume é também uma figura de capital importância para a história da cultura e língua portuguesas; de facto, considerando indigno de bons cristãos que se continuasse a chamar os dias da semana pelos nomes latinos pagãos de Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris dies, Saturni dies e Solis dies, foi o primeiro a usar a terminologia eclesiástica para os designar (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies), donde os modernos dias em língua portuguesa (segunda-feira,terça-feira,quarta-feira,quinta-feira,sexta-feira,sábado e domingo), caso único entre as línguas novilatinas, dado ter sido a única a substituir inteiramente a terminologia pagã pela terminologia cristã.

Isto explica o facto de os mais antigos documentos redigidos em português, fortemente influenciados por este latim eclesiástico, não terem qualquer vestígio da velha designação romana dos dias da semana, prova da forte acção desenvolvida por Martinho e seus sucessores na subsituição dos nomes.

Martinho tentou também substituir os nomes dos planetas, mas aí já não foi tão bem sucedido, pelo que ainda hoje os chamamos pelos seus nomes clássicos pagãos.

Morreu no dia 20 de março de 579 e foi sepultado na catedral de Dúmio. Para si compôs o seguinte epitáfio: Nascido na Panônia, atravessando vastos mares, impelido por sinais divinos para o seio da Galiza, sagrado bispo nesta tua igreja, ó Martinho confessor, nela instituí o culto e a celebração da missa. Tendo-te seguido, ó patrono, eu, o teu servo Martinho, igual em nome que não em mérito, repouso agora aqui na paz de Cristo.

Nos adros ou às portas das igrejas faziam-se feiras. A primeira feira era no dia do Sol, o Domingo. O Domingo foi o dia em que Jesus Cristo ressuscitou e escolhido já antes para ser o dia do Senhor da criação do Universo e substituiu a superstição do dia do Sol. Segunda-feira era o dia da Lua e segundo dia de feira; terça-feira era o dia de Marte e terceiro dia de feira; quarta-feira era o dia de Mercúrio e quarto dia de feira, no alemão diz-se o dia do meio da semana Mittwock; quinta-feira era o dia de Júpiter e quinto dia de feira; na sexta-feira era o dia de Vénus e sexto dia de feira da semana; sendo por fim o sábado, que era o dia de Saturno que era o sétimo dia e já para os judeus era o dia do repouso: dia do Shabbath.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Iº Forum de Viana - Cidade Saudável um projeto dinâmico e dinamizador

Iº Forum de Viana - Cidade Saudável


O projecto Viana, Cidade Saudável levou à realização do 1º Forum sobre o assunto, onde participaram muitos voluntários, dirigentes e técnicos ouvindo lições de superior qualidade sobre os mais variados temas para os participantes, sobre pensar a Saúde e sentir a cidade.
Uma cidade Saudável, é aquela que toma as opções e os comportamentos saudáveis, pois cidade saudável implica cidadãos saudáveis. A cidade de Viana é uma das que luta por ser uma cidade singular e com qualidade "…Muitas vezes há que retomar hábitos antigos" em relação à alimentação, por exemplo.






















Noutro passo do respectivo Forum, claro, que é óbvio não se poder fazer comparação entre Nova Iorque e Viana do Castelo, como Lisboa e Viana, mas Viana pode ter coisas inovadoras e sustentáveis que falta a Nova Iorque e a Lisboa. O mais importante é gerar uma cidade global e apostar em inovações na capacidade de respostas, na criação de plataformas de empreendorismo, criar protótipos inovadores e correctividade na cidade que chegou ao exterior.
É necessário que a cidade de Viana seja uma cidade acolhedora não só na paisagem mas também das pessoas que vivem valores empreendedores, intelectuais, coletivos, inovadores e autencidade.
Não podemos esquecer que
estamos a viver um mundo virtual, mais que real perdendo-se muito do que é pessoal e individual, no entanto, há que desenvolver as duas coisas equacionando e aproveitar a tecnologia que desenvolveu… negar o virtual ele faz falta, mas há necessidade de criar alternativas para que cada coisa esteja no seu lugar. Não se perder as relações humanas reais e não sejam pelo virtual desvirtuadas e globalização, a colectividade e o individualismo. Pode ser que as redes sociais sejam estratégias para levarmos Viana a uma cidade diferente, atraente a nacionais e estrangeiras.
Com este primeiro forum, onde foi celebrado o dia internacional do voluntariado a Câmara pretende dinamizar voluntários no sector social,empresarial e acdémico.
Esperemos que sim.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Voluntariado-----para quê...

Voluntariado


1. Conceito

2. Motivações

3. Concepção de meios (formação…)

4. Prestigiar o Voluntariado

5. Vontade própria e sem espera de recompensa

6. Conhecer a Instituição (objectivos, direcção, técnicos e trabalhadores)

7. Conhecer os utentes

8. Procura de sucesso em relação à Instituição como uma mais-valia e sucesso numa realização pessoal expectivante, motivante, integrante e amplitude de visão – (diz o que faz, faz o que diz) de acordo com o regulamento da Instituição

Com empenho pessoal mesmo sujeitando-se a riscos

9. O que faz conhece os seus deveres os seus direitos.

10. Ajuda os mais frágeis e não procura os seus interesses.

Conceitos a ter em conta na formação cristã

Ministros Extraordinários da Comunhão e Acólitos - Liturgia




1. Estrutura da Assembleia Litúrgica

- Presidência

- Povo

- A IGREJA – Lugar de Culto

- Presbitério

- Acólitos

- Nave

2. Presbitério

- Altar

- Cruz

- Credência

- Ambão

- Estante

- Círio Pascal

- Assentos / bancos

3. Vasos Sagrados

- Cálice – patena

- Píxide /cibório

- Caixa /cibório

- Custódia com Luneta

- Purificador

4. Nave

- Sacrário

- Lâmpada

- Pia Baptismal

- Confessionário

- Imagens

- Pia ou água benta

- Via-Sacra

- Guarda-vento

- Torre com sinos

5. Vasos não sagrados

- Âmbulas

- Galhetas

- Turíbulo

- Vaso das abluções

- Caldeira com Hissope

- Purificador

6. Altar

- Toalhas

- Crismal

- Corporal

- Pala

- Sanguíneo

- Manustérgio

- Cruz

- Castiçais

- 2 velas

- Livro dos Evangelhos – Evangeliário

- Missal Romano

7. Cores Litúrgicas

- Branco

- Vermelho

- Verde

- Roxo

8. Reforma Conciliar

- Cerimoniário

- Acólito do Altar

- Crucífero

- Ceroferários

- Turiferário

- Naveteiro

- Leitores

- Recolha de ofertas

- Ministros Extraordinários da Comunhão

- Cantores

- Salmistas

- Comentadores

- Acolhedores

- Organista

- Mestre de coro (Animador Litúrgico)



Pede-se aos M.E.C. e aos Acólitos para ver se conhecem o significado destas palavras usadas na liturgia.

Gostaria que todos respondessem por escrito e quem não souber deve perguntar-me.

Paróquia de Nª Sª de Fátima, 01/10/2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ecologia Humana POR FIM TALVEZ SEJAMOS FELIZES…

POR FIM TALVEZ SEJAMOS FELIZES…


As Jornadas “Fraternidade e Vida no Planeta” estão calendarizadas para Abril de 2012

A ONU declarou a Década das Nações Unidas para a Educação e o Desenvolvimento Sustentável dos anos 2005 a 2014.

Assim, o próximo 2012 será centrado como o “Ano Internacional de Energia Sustentável para todos”.

Actualmente mais de 1,4 biliões de pessoas de todo mundo, não possuem acesso à electricidade e cerca de um bilião tem acesso intermitente, o que acarreta problemas de saúde e outros.

Segundo a ONU, em menos de 15 anos haverá1,8 mil milhões de pessoas a viver com escassez de água, o que significa um aumento de 900 milhões. Aliás, devemos referir que na Declaração do Milénio ficaram estabelecidos objectivos e metas a cumprir até 2015. Entre estas preconiza-se: “integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e projectos nacionais e internacionais, e inverter a actual tendência da perda de recursos ambientais; reduzir para metade, até 2015, a percentagem de população sem acesso permanente a água potável; e até 2020melhorar significativamente a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados.”

CARTA DA TERRA

Na Carta da Terra, proclamada pela UNESCO, no preâmbulo sublinha-se:

“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.”

SABER CUIDAR

















Especialistas da Ciência da Terra constantemente fornecem dados preocupantes acerca do ambiente. Os Ecologistas, Filósofos e Teólogos, procuram, através de fóruns, da comunicação social, debates e reflexões à qualidade de vida, e alguns lançam o grito: “A ÁGUA TEM SEDE DE ÁGUA”. O filósofo Leonardo Boff publicou o livro “Ecologia, grito da Terra, grito dos pobres”, tão valorizado no mundo, que mereceu ser convidado pela UNESCO para integrar a Comissão Internacional encarregada de receber contribuições para a referida Carta da Terra.

É interessante referir que por causa da transposição do rio S. Francisco, no Brasil, o bispo Dom Luiz Cappio fez uma greve de fome, ou jejum prolongado.

O citado teólogo, filósofo e ecologista Leonardo Boff escreve que é preciso “SABER CUIDAR”:

“ Mitos antigos e pensadores contemporâneos dos mais profundos ensinam-nos que a essência humana não se encontra tanto na inteligência, na liberdade ou na criatividade, mas basicamente no cuidado. O cuidado é, na verdade, o suporte real da criatividade, da liberdade e da inteligência. No cuidar se encontra o ethos fundamental do ser humano. Quer dizer no cuidado identificamos os princípios, os valores e as atitudes que fazem da vida um bem-estar e das acções um reto agir.

Sonhamos com o cuidado assumido como ethos fundamental do humano e como compaixão imprescindível para todos os seres da criação.

Para cuidar do planeta precisamos todos de passar por uma alfabetização ecológica e rever os nossos hábitos de consumo. Importa desenvolver uma ética do cuidado.”

LEGADO ÀS GERAÇÕES FUTURAS

Também Bento XVI na encíclica “A caridade na verdade” questionando “o desenvolvimento dos povos, direitos, deveres, ambiente” sublinhava: “O homem interpreta e modela o ambiente natural através da cultura, a qual, por sua vez, é orientada por meio da liberdade responsável, atenta aos ditames da lei moral. Por isso, os projectos para um desenvolvimento humano integral não podem ignorar os vindouros, mas devem ser animados pela solidariedade e a justiça entre as gerações, tendo em conta os diversos âmbitos: ecológico, jurídico, económico, político, cultural.”

As comunidades cristãs são chamadas a “dar sabor evangélico aos grandes valores da paz, da justiça, do desenvolvimento, da libertação dos povos, do respeito aos direitos humanos e dos povos, sobretudo das minorias, como também da salvaguarda da criação e do futuro de nosso planeta”, como referiu recentemente um jornalista reconhecido.

CASAMENTO ENTRE O CÉU E A TERRA

"Hoje encontramo-nos numa fase nova na humanidade.” Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)... (...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o quotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. “E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra.”

“Casamento entre o céu e a terra”, Salamandra, Rio de Janeiro, 2001, pg. 9 (Leonardo Boff)

NOVOS ESTILOS DE VIDA PARA SER FELIZ

É o tema geral da catequese na Comunidade Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, da cidade de Viana do Castelo, atenta aos problemas nesta fase da humanidade e indicando “guardar e cultivar a criação” (Gn. 2, 15) também planificar a formação de adultos escolhendo como tema: “FRATERNIDADE E VIDA NO PLANETA”.

Assim foram definidos objectivos, destacando-se entre outros:

“Melhorar a qualidade da vida humana; modificar atitudes e práticas pessoais; perspectivar o desenvolvimento com valores éticos”:

As sessões decorrem em horário pós-laboral, de quinze em quinze dias, com intervenções de especialistas das Ciências da Terra e das Ciências Sociais, abordando temáticas que vão desde “o desenvolvimento dos povos, ecologia ambiental, social, mental, Integral, às alterações climáticas”.

Uma sessão decorrerá à volta das reflexões do chefe índio de Seattle, de 1854 divulgado pelas Nações Unidas em 1976, e que ficou como uma significativa referência “ ensinem aos vossos filhos, que a Terra está enriquecida com a vida dos nossos semelhantes, para que saibam respeitá-la…Tudo quanto acontecer á Terra, acontecerá aos filhos da Terra...O homem não teceu a rede da vida, ele é só um elo do seus fios…”

“POR FIM TALVEZ SEJAMOS IRMÃOS” assim se intitula a mensagem do CHEFE SEATTLE (1854)



Boas Festas Natalícias, fomentando a conservação da criação, construindo a FRATERNIDADE.





José Rodrigues Lima

Tel: 258829612

Tlm: 938583275

Email: jrodlima@hotmail.com

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alguns conselhos práticos em defesa do planeta

PROBLEMAS CONCRETOS




1. Água para lavar os dentes

2. Ligar a luz – energia

3. Banhos

4. Lavar a louça

5. Rega de jardins

6. Lavagens do carro

7. Limpar as roupas

8. Lixo no lixo - criança na Suíça

9. Queimadas – Incêndios (Suíça - o papel deixado dá para a reciclagem)

10. Embalagens – latas

11. Separação do lixo – Papel, vidro, plástico

12. Objectivos do milénio

- Assegurar a sustentabilidade ambiental

- Meta: reduzir até 2015 a percentagem de população em excesso – água potável!

13. Plantar árvores

14. Valores éticos

15. ...................................

O pintor vianense António Alves e a Rua da Bandeira












A casa do lado direito estava encostada ao prédio da família Câmara Lama conforme se vê um pouco de cantaria do lado nascente desse prédio. Nesta casa viveu o Joaquim Teixeira casado com a Zefinha e tiveram uma só filha, a Isabel de Jesus Teixeira, que eu bem conheci e esta foi mãe de Ana Teixeira, todos falecidos. Ponto final nesta geração.


A casa que segue para a esquerda viveu a Carma “do Janeiro”, mãe de José, casado com geração, já falecido e o Benjamim também casado e com geração mas a viver em França.

A casa que se segue para a esquerda e da qual só se vê um canto, corresponde a metade da largura da casa maior que aqui se regista.

Nesta casa, viveu o pintor vianense António Alves, falecido em 26 de Março de 1984 e aqui nasceu e os seus filhos Álvaro e Deolinda; o Augusto nasceu onde vive hoje, é a casa de Capitão Cerqueira, antiga casa do Capitão Mendes de Isaura Mendes.

Depois passou a residir na casa à Rua da Bandeira, assinalada pela homenagem feita pela Associação dos Alunos da Escola Técnica com placa que perpetua a casa de um homem da Arte. Tanto o filho Augusto e o Álvaro continuam a dar sinais seguros do ditado que diz”filho de peixe sabe nadar”.

A foto é de “O vianense” de 30/05/1984, onde mostrava pouco do tipo de pobreza no Bairro da Bandeira, das muitas casas que ainda conheci e que ainda há duas ou três, mas parece precisarem de restauro com manutenção da arquitectura que têm para que sirvam monumento ao passado Bairro pobre deste lado da cidade.

C.

Fraternidade e Vida no Planeta - Tema da Catequese de Adultos na Paróquia de Nª Sª de Fátima

Formação de Adultos


Fraternidade e Vida no Planeta

Sessão n.º3 – 23 de Novembro de 2011 às 21 horas

Local – Centro Paroquial

Tema: A carta do chefe (Índio) 1854 – Por fim talvez sejamos irmãos (conferir S. Francisco de Assis)

1. “No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, 2a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas.” (Gn. 1, 1-2)

- E conclui, o Apocalipse, com um dos últimos desafios de Jesus: “O que tem sede que se aproxime; e o que deseja beba gratuitamente da água da vida.” (Ap. 22,17)

-“Por Vós suspiro, senhor, como terra árida, sequiosa, sem água.” (Sl. 63, 2)



2. A Irmã Água

Água = UHPC. Não. Não se trata de uma nova fórmula química da água. Todos conhecemos a fórmula científica que define a composição química da água: H2O. Tão-somente uma sigla franciscana ainda por desvendar: UHPC.

«Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, que é tão útil, e humilde, e preciosa e casta».

Assim se expande Francisco de Assis no seu famoso Cântico do Irmão Sol ou Cântico das Criaturas.

O Poeta de Assis louva o seu Senhor pela «irmã água». Porque ela é Útil, Humilde, Preciosa, Casta. UHPC: Está desvendado o segredo da nova fórmula da irmã água.

A irmã água é ÚTIL: Já pensaste na fatalidade de, pela manhã, não encontrar pinga de água no chuveiro? Em Cabo Verde há Ilhas em que se passaram dezenas de anos sem chover! Recordo com emoção o «assalto» que os participantes de um Curso Bíblico fizeram a um «poço» onde ritualmente tinham sido deitados os sete cântaros de água, a evocar as diferentes águas em que somos envolvidos, desde o seio materno até à água baptismal… O alerta vem-nos de um provérbio chinês: «Cava o poço antes de teres sede».

Celebrar, a 22 de Março, o Dia Mundial da Água, é proclamar que o acesso à água, como elemento não apenas «útil», mas essencial para a vida, é um direito universal. No entanto, cada dia morrem mais de 30 mil pessoas (entre elas, 6 mil crianças) por falta de água ou vítimas de doenças provocadas pela água contaminada. O direito humano à água é indispensável para a concretização de outros direitos e um elemento chave para o desenvolvimento sustentável e duradouro… A água é propriedade de todos os seres vivos do planeta, e não privilégio de alguns. Entretanto, 87% do consumo mundial de água é feito por apenas 10% da população.

Os contrastes são gritantes: Nestes dez dias, as cheias em Moçambique já causaram várias dezenas de mortos e dezenas de milhares de deslocados. Por outro lado, o degelo dos glaciares ao longo da costa da Antárctica acelerou 75% nestes últimos dez anos e atingiu os 192 mil milhões de metros cúbicos em 2006, quantidade de água suficiente para inundar um país como a Holanda, deixando-a submersa a 4,6 metros de profundidade…

A irmã água é HUMILDE: Quem não lembra aquela gotinha de água que, na Eucaristia, o sacerdote mistura com o vinho do cálice? E pensar que, naquela quase despercebida gota de água, está simbolizada toda a humanidade mergulhada em Cristo! O mundo é salvo por pessoas que, no escondimento, vivem o amor, o perdão, o serviço. Fala quem assim viveu: «Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota» (Madre Teresa de Calcutá).

A irmã água é PRECIOSA: Foi na água que, há cerca de 3.800 milhões de anos, surgiu a vida na terra. A Bíblia abre com um solene pórtico: «No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas» (Gn 1,1-2). E conclui, no Apocalipse, com um dos últimos desafios de Jesus: «O que tem sede que se aproxime; e o que deseja beba gratuitamente da água da vida» (Ap 22,17).

Dizem que, no futuro, a actual guerra do petróleo (os tais «direitos humanos» dos americanos na diabólica guerra do Iraque!) será substituída pelo conflito com a água. Os números são da ONU: a escassez de água já atinge dois biliões de pessoas, números que podem duplicar em menos de 20 anos! Esbanjar este património comum que é a água é um acto criminoso e assassino! Poupar água (tomar um duche rápido em vez de banho de imersão) é uma urgência humanitária. Francisco de Assis, mesmo quando o ardor da sede o atormentava, limitava-se a beber o estritamente necessário! (LM 5,1)

A irmã água é CASTA: «Depois do fogo, S. Francisco amava particularmente a água, porque simbolizava a penitência e as tribulações em que se lavam as imundícies da alma; e porque a primeira ablução da alma se faz pela água do baptismo». A biografia «Espelho de Perfeição» assim começa o capítulo 118, sobre o singular amor de São Francisco pela água, pedras, árvores e flores. Como de toda a criatura, também da água Francisco escuta uma voz a prolongar os primeiros versículos da Bíblia: «Deus fez-me para ti, ó homem!»

Na «castidade» da irmã água, os cristãos renascem pelo Baptismo para uma vida nova, a vida em Cristo, a nascente de água viva. Travar a poluição dos rios, dos mares, dos oceanos é um acto profundamente religioso.

«Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja completamente sujo» (Mahatma Ghandi).

Na água, o futuro da Humanidade

A nossa irmã Água é útil, humilde, preciosa e casta. Na água está o futuro da Humanidade!

Com o Salmista, rezamos: «Por Vós suspiro, Senhor, como terra árida, sequiosa, sem água.» (Sl 63,2)



3. Em 1854, o grande chefe branco de Washington fez uma oferta de compra de uma grande extensão de terras índias, prometendo criar uma “reserva” para o povo índigena.

A resposta do chefe Seattle, aqui publicada na sua totalidade, tem sido descrita como a declaração mais bela e mais profunda que jamais foi feita sobre o ambiente:



“Como se pode comprar ou vender o firmamento, ou ainda o calor da terra? Tal ideia é-nos desconhecida.

Se não somos donos da frescura do ar nem do fulgor das águas, como poderão vocês comprá-los?

Cada parcela desta terra é sagrada para o meu povo.

Cada brilhante mata de pinheiros, cada grão de areia nas praias, cada gota de orvalho nos escuros bosques, cada outeiro e até o zumbido de cada insecto, é sagrado para a memória e para o passado do meu povo. A seiva que circula nas veias das árvores leva consigo a memória dos Peles-Vermelhas.

Os mortos do Homem Branco esquecem-se do seu país de origem quando empreendem as suas viagens no meio das estrelas; ao contrário, os nossos mortos nunca podem esquecer-se desta bondosa terra, pois ela é a mãe dos Peles-Vermelhas.

Somos parte da terra e do mesmo modo ela é parte de nós próprios. As flores perfumadas são nossas irmãs, o veado, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos; as rochas escarpadas, os húmidos prados, todos pertencem à mesma família.

Por tudo isto, quando o Grande Chefe de Washington nos envia a mensagem de que quer comprar as nossas terras, está a pedir-nos demasiado. Também o Grande Chefe nos diz que nos reservará um lugar em que possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele se converterá, então, em nosso pai e nós em seus filhos. Por esta razão consideramos a sua oferta de comprar as nossas terras. Isto não é fácil para nós já que esta terra é sagrada para nós.

A água cristalina que corre nos rios e ribeiros não é somente água: representa também o sangue dos nossos antepassados.

Se lhes vendermos a terra devem recordar-se que ela é sagrada e, ao mesmo tempo, ensinar aos vossos filhos que ela é sagrada e que cada reflexo nas claras águas dos lagos conta os acontecimentos e memórias das vidas das nossas gentes.

O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.

Que seria do homem sem os animais? Se todos fossem exterminados, o Homem também morreria de uma grande solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais também sucederá ao Homem. Tudo está ligado.

Devem ensinar aos vossos filhos que o solo que pisam são as cinzas dos nossos avós. Inculquem nos vossos filhos que a terra está enriquecida com as vidas dos nossos semelhantes, para que saibam respeitá-la. Ensinem aos vossos aquilo que temos ensinado aos nossos, que a terra é nossa mãe. Tudo quanto acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, cospem em si próprios.

Nem mesmo o Homem Branco, cujo Deus passeia e fala com ele de amigo para amigo, fica isento do destino comum. Por fim talvez sejamos irmãos. Veremos isso. Sabemos uma coisa que talvez o Homem Branco descubra um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar nesta altura que Ele vos pertence, do mesmo modo como desejam que as nossas terras vos pertençam; porém, não é assim.

Ele é o Deus dos homens e a Sua compaixão reparte-se por igual entre o Pele-Vermelha e o Homem Branco. Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e, se a estragamos, isso provocaria a ira do Criador. Também os Brancos acabarão um dia, talvez antes das demais tribos. Contaminem os vossos leitos e uma noite morrerão afogados nos vossos próprios detritos.



4. Dicas para reduzir o consumo de água

Segue algumas dicas do Projeto Brasil das Águas (www.extremoss.com.br e www.brasildasaguas.com.br)

• Ao tomar banho: um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água. Banhos curtos economizam água e energia elétrica.

• Ao escovar os dentes: com a torneira aberta, o gasto é de até 25 litros. Primeiro escove e depois abra a torneira para encher um copo com a quantidade necessária para o enxagúe.

• Ao usar as torneiras: uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros de água por minuto e se estiver pingando são 46 litros por dia.

• Ao lavar louças: lavar as louças, panelas e talheres com a torneira aberta o tempo todo acaba desperdiçando até 105 litros. O certo é primeiro escovar e ensaboar e depois enxaguar tudo de uma só vez.

• Ao lavar calçadas: muitas pessoas utilizam a mangueira como vassoura, desperdiçando água tratada na lavagem das calçadas. Use a vassoura e quando necessário um balde ao invés de deixar a mangueira aberta o tempo todo.

• Ao lavar roupas: apenas use a máquina de lavar quando estiver bem cheia.

• Ao lavar o automóvel: gasto médio de 560 litros em 30 minutos. Lavar apenas quando for realmente preciso, usando um balde em vez de mangueira, e economiza será de 520 litros.

• Ao molhar plantas: primeiro, consulte a meteorologia para ver se vai chover! Regar somente o necessário usando um esguicho tipo "revólver", que libera a água só quando adicionado. Armazena a água da chuva para molhar suas plantas.



5. Oração de S. Francisco de Assis



Louvado seja Deus na natureza,

Mãe gloriosa e bela da Beleza,

E com todas as suas criaturas;

Pelo irmão Sol, o mais bondoso

E glorioso irmão pelas alturas,

O verdadeiro, o belo, que ilumina

Criando a pura glória - a luz do dia!

Louvado seja pelas irmãs Estrelas,

Pela irmã Lua que derrama o luar,

Belas, claras irmãs silenciosas

E luminosas, suspensas no ar.

Louvado seja pela irmã Nuvem que há-de

Dar-nos a fina chuva que consola;

Pelo Céu azul e pela Tempestade;

Pelo irmão Vento, que rebrama e rola.

Louvado seja pela preciosa,

Bondosa água, irmã útil e bela,

Que brota humilde. É casta e se oferece

A todo o que apetece o gosto dela.

Louvado seja pela maravilha

Que rebrilha no Lume, o irmão ardente,

Tão forte, que amanhece a noite escura,

E tão amável, que alumia a gente.

Louvado seja pelos seus amores,

Pela irmã madre Terra e seus primores,

Que nos ampara e oferta seus produtos,

Árvores, frutos, ervas, pão e flores.

Louvado seja pelos que passaram

Os tormentos do mundo dolorosos,

E, contentes, sorrindo, perdoaram;

Pela alegria dos que trabalham,

Pela morte serena dos bondosos.

Louvado seja Deus na mãe querida,

A natureza que fez bela e forte:

Louvado seja pela irmã Vida

Louvado seja pela irmã Morte.

Amém



6. Uma oração essênia para a Mãe Terra



“Abençoado seja o Filho da Luz

que conhece sua Mãe Terra

Pois é ela a doadora da vida.

Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.

Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida

E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias

Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,

O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela

Borbulha nos riachos das montanhas

Flui abundantemente nos rios das planícies.

Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,

O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu

E os sussurros das folhas da floresta.

Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.

Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.

A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos

Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra

Que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.

Como o ar tremelicante sustenta o pássaro

Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra

Ela está em ti e tu estás Nela.

Dela tu nasceste, nela tu vives e para Ela voltará novamente.

Segue, portanto, as Suas leis

Pois teu alento é o alento Dela.

Teu sangue o sangue Dela.

Teus ossos os ossos Dela.

Tua carne a carne Dela.

Teus olhos e teus ouvidos são dela também.

Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra

Não morrerá jamais,

Conhece esta paz na tua mente

Deseja esta paz ao teu coração

Realiza esta paz com o teu corpo.”



Evangelho dos Essênios



7. Novos olhares…

Novos caminhos…

Novo estilo de vida…

“Tudo o que acontecer à Terra acontecerá aos filhos da Terra”





Relator: José Rodrigues Lima

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938583275

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Dor Humana - profecia do Amor - refaz a vida

Dor humana é profecia de amor


que refaz a vida



__Seja ou não feliz a expressão "frágeis", a verdade é que hoje, à tarde, no Palácio de Cristal, no Porto pode acontecer o "milagre" de a diocese portucalense, na aventura do seu plano pastoral "Missão 2010 - Coresponsabilidade para a nova evangelização", congregar milhares de pessoas das que mais sofrem ou se sentem débeis pela doença, pela muita idade ou por alguma deficiência física ou mental.

No humanismo cristão, nin¬guém é dispensável ou descartá¬vel Bem compreendida e vivida, a dor pode ser amorosa quando o amor é doloroso até à redenção.

Os Erreis ou débeis podem ser uma retaguarda de evangelização em que a diocese do Porto está em¬penhada, na diversidade da voca¬ção e da missão de todos os cris¬tãos. No silêncio e tantas vezes no anonimato, os débeis podem ser tanto ou mais evangelizadores do que os mais ágeis agentes pastorais activos diante dos desafios que a vida das pessoas colocam hoje, pastoralmente, à Igreja Católica.



A participação na Eucaristia, presidida pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente, pode ser um momento alto e significativo das muitas acções que as comunida¬des cristãs da vasta diocese portu¬calense têm realizado desde Janei¬ro e que vão prosseguir com ima-ginação até Dezembro, para criar estímulos de iniciativas futuras na missão prioritária da Igreja - a nova evangelização, dor huma¬na pode ser uma profecia quando os frágeis não desperdiçam, no seu sofrimento, a lição de amor oblativo, e fazem uma aprendiza¬gem continua da lição pascal de Cristo crucificado e ressuscitado diante de uma flor, quem diria que está escondida uma semente apo¬drecida na terra?

R. O. - IN Jornal de Notícias

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Um cão de água?



Um cão de água?
Um amigo ?!...Sim!
Aprecio, mas não gosto de ter cão.
Cuidado que é um animal de estimação, útil,mas perigoso. Não comunica quais são os seus projectos, os seus instintos.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Artistas- criações artísticas-pinturas-desenhos-outros trabalhos-História da Arte

In Perpetuam Rei memoriam-Ponte de Lima foto


Este é um livro do Dr. Américo Carneiro, nosso paroquiano que escreve para perpétua memória da coisa, isto é, sobre assuntos de Ponte de Lima.

Trata-se de um livro de quase 250 páginas e todas elas falam, recordam-nos, trazem ao de cima documentações importantes não só em texto como em fotografia verdadeiros testemunhos históricos, como o capítulo “perder de vista” e a recolha etnográfica que aí reune.

Nele, recordei, deixei de “perder de vista” coisas importantes.É um belo trabalho para quem gosta do passado para viver o presente e repensar o futuro.


Quer saber muito de história da arte, pintura, desenho,etc...tudo o que diz respeito a arte, contacte o Dr. Américo Carneiro através do email: amermaca@sapo.pt

sábado, 1 de maio de 2010

Igreja Católica, Vaticano, Dioceses, Paróquias, Comunidades Religiosas, Missões

Igreja Católica












Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.







História

Organização

Igrejas particulares locais

Igrejas particulares sui juris (23):

de Rito Latino • Orientais (22)



Papa (Bento XVI)


Cardeais • Patriarcas • Arcebispos • Bispos

Presbíteros • Diáconos

Leigos e Consagrados


Teologia e Doutrina[Expandir]

Revelação divina • Tradição • Bíblia

Cânon bíblico • Catecismo • Credo • Moral

Sucessão apostólica • Concílios Ecuménicos

SS Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo)

Infabilidade e Primazia papais • Igreja

Dez Mandamentos • Sermão da Montanha

Corpus Mysticum • Transubstanciação

Dogmas • Graça • Salvação • Reino de Deus

Sacramentos • Pecado original • Virtudes

Virgem Maria • Santos • Comunhão dos santos

Doutores da Igreja • Doutrina Social

Apologética • Justificação • Santidade • Heresia



Liturgia e Culto


Piedade popular • Devoção • Ano litúrgico

Dulia • Hiperdulia • Latria • Orações

Missa • Eucaristia • Liturgia das Horas

Ritos litúrgicos latinos e orientais





Direito

Direito canónico • Código de Direito Canónico





Outros tópicos

Cristianismo • Catolicismo • Controvérsias

Santa Sé • Vaticano • Ecumenismo

Evangelização • Espiritualidade • Catequese

Ordens e congregações • Institutos seculares

Símbolos cristãos • Acção pastoral • Música popular

Canto gregoriano • Arte cristã • Concílio Vaticano II

Catolicismo tradicionalista • História do Papado





Portal sobre o Cristianismo

A Igreja Católica, chamada também de Igreja Católica Romana [1] e Igreja Católica Apostólica Romana [2], é uma Igreja cristã com aproximadamente dois mil anos[3], colocada sob a autoridade suprema do Papa, Bispo de Roma e sucessor do apóstolo Pedro. Seu objectivo é a conversão ao ensinamento e à pessoa de Jesus Cristo em vista do Reino de Deus. Para este fim, ela administra os sacramentos e prega o Evangelho de Jesus Cristo.[4] Atua em programas sociais e instituições em todo o mundo, incluindo escolas, universidades, hospitais e abrigos, bem como administra outras instituições de caridade, que ajudam famílias, pobres, idosos e doentes.[4]



Ela não pensa como uma Igreja entre outras mas como a Igreja estabelecida por Deus para salvar todos os homens. Esta ideia é visível logo no seu nome: o termo "católico" significa universal em grego. Ela elaborou sua doutrina ao longo dos concílios a partir da Bíblia, comentados pelos Pais e pelos doutores da Igreja. Ela propõe uma vida espiritual e uma regra de vida aos seus fiéis inspirada no Evangelho e definidas de maneira precisa. Regida pelo Código de Direito Canónico, ela se compõe, além da sua muita bem conhecida hierarquia ascendente que vai desde do simples diácono ao supremo Papa, de vários movimentos apostólicos, que comportam notadamente as ordens religiosas, os institutos seculares e uma ampla diversidade de organizações e movimentos de leigos.



Desde o dia 19 de Abril de 2005, a Igreja Católica é liderada pelo Papa Bento XVI. Nesse mesmo ano, ela contava aproximadamente com 1115 milhões de membros [5] (ou seja, mais de um sexto da população mundial[6] e mais da metade de todos os cristãos,[7]), distribuídos principalmente na Europa e nas Américas mas também noutras regiões do mundo. Sua influência na História do pensamento bem como sobre a História da arte é considerável, notadamente na Europa.



A Igreja Católica, pretendendo respeitar a cultura e a tradição dos seus fiéis, é por isso actualmente constituída por 23 Igrejas autônomas sui juris, todas elas em comunhão completa e subordinadas ao Papa. Estas Igrejas, apesar de terem a mesma doutrina e fé, possuem uma tradição cultural, histórica, teológica e litúrgica diferentes e uma estrutura e organização territorial separadas. A Igreja Católica é muitas vezes confundida com a Igreja Católica Latina, uma das suas 23 Igrejas autónomas e a maior de todas elas [8][9][10].



Índice [esconder]

1 História

2 Doutrina

2.1 Dogmas e Santíssima Trindade

2.2 Jesus, a salvação e o Reino de Deus

2.3 Eclesiologia

2.4 Divergências com as outras Igrejas cristãs

2.5 Dez Mandamentos e a Moral

2.6 Sacramentos

2.7 Cinco Mandamentos da Igreja Católica

3 Estrutura e Cargos

4 Culto e Prece

4.1 Liturgia

5 Organização por região

5.1 Igrejas sui juris e seus ritos litúrgicos

5.1.1 Lista

6 Igreja Católica no mundo contemporâneo

6.1 Críticas e controvérsias

7 Referências

8 Ver também

9 Ligações externas





História

Ver artigo principal: História da Igreja Católica

A Igreja Católica possui mais de dois mil anos de história, sendo a mais antiga instituição ainda em funcionamento. Sua história é integrante à História do Cristianismo e a história da civilização ocidental.[11].



Doutrina

Ver artigo principal: Doutrina da Igreja Católica

Segundo o Catecismo de São Pio X, a doutrina católica "é a doutrina que Jesus Cristo Nosso Senhor nos ensinou, para nos mostrar o caminho da salvação" e da vida eterna [12]. "As partes principais e mais necessárias da Doutrina [...] são quatro: o Credo, o Pai-Nosso, os Mandamentos e os Sacramentos" [13][14].



A Igreja Católica acredita que todas as coisas que ela acredita foram sendo gradualmente reveladas por Deus através dos tempos (nomeadamente ao longo do Antigo Testamento), atingindo a sua plenitude e perfeição em Jesus Cristo (que anunciou definitivamente o Evangelho à humanidade) [15], que é considerado pelos católicos e cristãos como o Filho de Deus, o Messias e o Salvador do mundo e da humanidade [16][17].



Mas, a definição e compreensão da doutrina católica (que é baseada na Revelação divina) é progressiva, necessitando por isso do constante estudo e reflexão da Teologia, mas sempre fiel à Revelação e sempre orientada pelo Magistério da Igreja [18]. Esta Revelação imutável e definitiva é transmitida pela Igreja sob a forma de Tradição [19]. A doutrina católica está expressa e resumida no Credo dos Apóstolos, no Credo Niceno-Constantinopolitano e também em variadíssimos documentos da Igreja, como por exemplo no Catecismo da Igreja Católica (CIC) e no seu Compêndio (CCIC) [20].



Dogmas e Santíssima Trindade

Ver artigo principal: Dogmas da Igreja Católica e Santíssima Trindade



Iluminura medieval com a representação clássica da Santíssima Trindade, sendo o homem mais velho o Pai, o mais novo (com uma cruz) o Filho e a pomba o Espírito Santo.Com os seus estudos teológicos, a Igreja vai-se gradualmente instituindo os seus dogmas, que é a base da sua doutrina, sendo o último dogma (o da Assunção da Virgem Maria) proclamado solenemente apenas em 1950, pelo Papa Pio XII. Para os católicos, um dos dogmas mais importantes é o da Santíssima Trindade, que, não violando o monoteísmo, professa que Deus é simultaneamente uno (porque, em essência, só existe um Deus) e trino (porque está pessoalizado em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que se estabelecem entre si uma comunhão perfeita). Estas 3 Pessoas eternas, apesar de possuirem a mesma natureza, "são realmente distintas" [21].



Logo, muitas vezes, certas actividades e atributos divinos são mais reconhecidas (mas não exclusivamente realizadas) em uma Pessoa do que em outra. Como por exemplo, a criação divina do mundo está mais associado a Deus Pai; a salvação do mundo a Jesus, o Filho de Deus; e a protecção, guia, purificação e santificação da Igreja ao Espírito Santo [21].



Jesus, a salvação e o Reino de Deus

Ver artigo principal: Jesus, Salvação e Reino de Deus



A crucificação e morte redentora de Jesus faz parte da vontade de Deus Pai de salvar toda a Humanidade.Jesus Cristo é a figura central do Cristianismo, porque, por vontade de Deus Pai [22], ele encarnou-se (veio à Terra) para anunciar a salvação à humanidade inteira, "ou seja: para nos reconciliar a nós pecadores com Deus; para nos fazer conhecer o seu amor infinito; para ser o nosso modelo de santidade; para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Ped 1, 4)" [23]; e para "anunciar as boas novas do Reino de Deus" [24]. Santo Atanásio, um famoso Padre e Doutor da Igreja, afirmou que Jesus, "o Filho de Deus, Se fez homem, para nos fazer Deus", ou seja, para nos tornarmos santos como Deus [25].



O dogma cristológico ensina que Jesus é a encarnação do Verbo divino, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Messias, Salvador e Bom Pastor da Humanidade [26]. Ele é também «o Filho Unigénito de Deus» (1 Jo 2, 23), a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o único e verdadeiro Sumo Sacerdote [27] e Mediador entre os homens e Deus Pai, chegando mesmo a afirmar que "«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6)" [28].



Nas suas muitas pregações, Jesus, ao anunciar o Evangelho, ensinou as bem-aventuranças e insistiu sempre «que o Reino de Deus está próximo» (Mt 10,7). Exortou também que quem quisesse fazer parte desse Reino teria de nascer de novo, de se arrepender dos seus pecados, de se converter e purificar. Jesus ensinava também que o poder, a graça e a misericórdia de Deus era maior que o pecado e todas as forças do mal, insistindo por isso que o arrependimento sincero dos pecados e a fé em Deus podem salvar os homens [29]. Este misterioso Reino, que só se irá realizar-se na sua plenitude no fim do mundo, está já presente na Terra através da Igreja, que é a sua semente. No Reino de Deus, o Mal será inexistente e os homens salvos e justos, após a ressurreição dos mortos e o fim do mundo, passarão a viver eternamente em Deus, com Deus e junto de Deus [30].



A doutrina católica professa também que a salvação do Homem deve-se, para além da graça divina, ao voluntário Sacrifício e Paixão de Jesus na cruz. Este supremo sacrifício deve-se à vontade e ao infinito amor de Deus, que quis salvar toda a humanidade [31][32]. Além disso, é também fundamental para a salvação a adesão livre do crente à fé em Jesus Cristo e aos Seus ensinamentos, porque a liberdade humana, como um dom divino, é respeitado por Deus, o nosso Criador [33][34].



Esta fé cristã "opera pela caridade" ou amor (Gal 5,6), por isso ela obriga o crente a converter-se e a levar uma vida de santificação. Este modo de viver obriga o católico a participar e receber os sacramentos e a "conhecer e fazer a vontade de Deus" [35]. Este último ponto é cumprido através, como por exemplo, da prática dos ensinamentos revelados (que se resumem nos mandamentos de amor ensinados por Jesus), das boas obras e também das regras de vida propostas pela Igreja Católica [14][36][37]. Estes mandamentos de amor consistem em amar a Deus acima de todas as coisas (Mt 22,37), amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22,39) e amar uns aos outros como Eu vos amei (Jo 15,10). Estes ensinamentos radicais constituem por isso o resumo de "toda a Lei e os Profetas" do Antigo Testamento (Mt 22,40) [38]. No fundo, a vida de santificação proposta pela Igreja tem por finalidade e esperança últimas à salvação [39] e à implementação do Reino de Deus [40][30].



A Igreja ensina também que todos os não-católicos que, sem culpa própria, ignoram a Palavra de Deus e a Igreja Católica, mas que "procuram sinceramente Deus e, sob o influxo da graça, se esforçam por cumprir a sua vontade", podem conseguir a salvação [41].



Eclesiologia

Ver artigo principal: Igreja, Eclesiologia e Quatro marcas da Igreja



A Igreja está alicerçada sobre o Apóstolo Pedro, a quem Cristo prometeu o Primado, ao afirmar que "sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" e que "dar-te-ei as chaves do Reino de Deus" (cf. Mt 16, 17-20)A Igreja Católica define-se pelas palavras do Credo Niceno-Constantinopolitano, como:



«una» porque nela subsiste a única instituição verdadeiramente fundada e encabeçada por Cristo para reunir o povo de Deus, porque ela tem como alma o Espírito Santo, que une todos os fiéis na comunhão em Cristo e porque ela tem uma só fé, uma só vida sacramental, uma única sucessão apostólica, uma comum esperança e a mesma caridade [42].

«santa» por causa da sua ligação única com Deus, o seu Autor, porque "o Espírito Santo vivificou-a com a caridade" e porque ela é a "Esposa de Cristo"; também porque ela, através dos sacramentos, tem por objectivo santificar, purificar e transformar os fiéis, reunindo-os todos para o seu caminho de santificação, cujo objectivo final é a salvação, que consiste na vida eterna, na realização final do Reino de Deus e na obtenção da santidade [43].

«católica» porque a Igreja é universal e está espalhada por toda a Terra; é portadora da integralidade e totalidade do depósito da fé; "leva e administra a plenitude dos meios" necessários para a salvação" (incluindo os sete sacramentos), dados por Jesus à sua Igreja; "é enviada em missão a todos os povos, em todos os tempos e qualquer que seja a cultura a que eles pertençam"; e nela está presente Cristo [44][45].

«apostólica» porque ela é fundamentada na doutrina dos Apóstolos cuja missão recebeu sem ruptura [46]. Segundo a Doutrina Católica, todos os Bispos da Igreja são sucessores dos Apóstolos e o Papa, Chefe da Igreja, é o sucessor de São Pedro ("Príncipe dos Apóstolos"), que é a pedra na qual Cristo edificou a sua Igreja.

Além disso, a Igreja, de entre os seus inúmeros nomes, também é conhecida por:



<> porque os católicos acreditam que a Igreja não é apenas uma simples instituição, mas um corpo místico constituído por Jesus, que é a Cabeça, e pelos fiéis, que são membros deste corpo único, inquebrável e divino. Este nome é assente também na fé de que os fiéis são unidos intimamente a Cristo, por meio do Espírito Santo, sobretudo no sacramento da Eucaristia [47]. A Igreja Católica acredita que os cristãos não-católicos também pertencem, apesar de um modo imperfeito, ao Corpo Místico, visto que tornaram-se uma parte inseparável d'Ele através do Baptismo - constituindo assim numas das bases do ecumenismo actual. Ela defende também que muitos elementos de santificação e de verdade estão também presentes nas Igrejas e comunidades cristãs que não estão em plena comunhão com o Papa [48].

<> porque o próprio Cristo "Se definiu como o «Esposo» (Mc 2,19) que amou a Igreja, unindo-a a Si por uma Aliança eterna. Ele entregou-se a Si mesmo por ela, para a purificar com o Seu sangue, «para a tornar santa» (Ef 5,26) e fazer dela mãe fecunda de todos os filhos de Deus" [49].

<> porque o Espírito Santo reside na Igreja, no Corpo Místico de Cristo, e estabelece entre os fiéis e Jesus Cristo uma comunhão íntima, tornando-os unidos num só Corpo. Para além disso, Ele guia, toma conta e "edifica a Igreja na caridade com a Palavra de Deus, os sacramentos, as virtudes e os carismas" [50].

Divergências com as outras Igrejas cristãs



Ver artigo principal: A doutrina católica e a das outras Igrejas cristãs

A doutrina da Igreja Ortodoxa é bastante parecida com a da Igreja Católica. As únicas diferenças significativas dizem respeito ao filioque, ao entendimento um pouco divergente da salvação e do arrependimento e principalmente à compreensão do papel e função do Papa na Igreja, que para os ortodoxos não tem jurisdição sobre as outras Igrejas nem é revestido de infalibilidade quando fala ex cathedra.



Em relação às Igrejas protestantes, as diferenças mais significativas dizem respeito à doutrina da Eucaristia, dos outros sacramentos (a maioria dos protestantes só professam o Baptismo e a Eucaristia), à existência do purgatório, à composição do Cânone das Escrituras e ao culto de veneração à Virgem Maria e aos santos. Há também diferenças importantes na doutrina do pecado original e da graça, na necessidade e natureza da penitência e no modo de obter a redenção, com os protestantes a defenderem que a salvação só se atinge apenas através da fé (sola fide), em detrimento da crença católica que a fé deve ser expressa também através das boas obras. Esta divergência levou a um conflito sobre a doutrina da justificação, mas o diálogo ecuménico moderno levou a alguns consensos entre os católicos e os luteranos, através da Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação, bem como com os anglicanos e outros.



Nas últimas décadas milhares de grupos religiosos têm sido fundados visando atrair sobre si o título de verdadeira e única Igreja de Cristo, negando toda a tradição da igreja Católica e a sucessão direta do apóstolo São Pedro, instituido primeiro Papa pelo próprio Jesus Cristo, tomando como base uma interpretação livre da Bíblia Sagrada, apesar de este Livro ter sido constituído e compilado na Igreja Católica.



Dez Mandamentos e a Moral

Ver artigo principal: Dez Mandamentos e Teologia moral católica

Existem várias representações dos Dez Mandamentos, que é a base e o mínimo fundamental da Lei moral (ou Lei de Deus), devido à diversidade de traduções existentes. A mais utilizada é aquela ensinada actualmente na catequese de língua portuguesa da Igreja Católica:



1º Amar a Deus sobre todas as coisas.

2º Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.

3º Guardar domingos e festas de guarda.

4º Honrar pai e mãe.

5º Não matar.

6º Guardar castidade nas palavras e nas obras.

7º Não roubar.

8º Não levantar falsos testemunhos.

9º Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.

10º Não cobiçar as coisas alheias.

Para os católicos, eles são de observância e cumprimento obrigatórios, porque "enuncia deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo" e dão a conhecer também a vontade divina sobre a conduta moral dos homens [51].



Sacramentos

Ver artigo principal: Sacramentos católicos



Baptismo de uma meninaDentro da fé católica, os sacramentos, que a Igreja acredita serem instituídas por Jesus, são gestos e palavras de Cristo que concedem e comunicam a graça santificadora sobre quem os recebe. Sobre os sacramentos, São Leão Magno diz: "«o que era visível no nosso Salvador passou para os seus sacramentos»" [52].



Ao celebrá-los, a Igreja Católica alimenta, exprime e fortifica a sua fé, sendo por isso os sacramentos uma parte integrante e inalienável da vida de cada católico e fundamentais para a sua salvação. Isto porque eles conferem ao crente a graça divina, os dons do Espírito Santo, "o perdão dos pecados, [...] a conformação a Cristo Senhor e a pertença à Igreja", que o torna capaz "de viver a vida nova de filhos de Deus em Cristo acolhido com a fé". Daí a grande importância dos sacramentos na liturgia católica [53]. Ao todo, a Igreja Católica tem sete sacramentos:



Baptismo é dado às criança e a convertidos adultos que não tenham sido antes baptizados validamente (o baptismo da maior parte das igrejas cristãs é considerado válido pela Igreja Católica, contanto que seja feito pela fórmulta: "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". A rigor, todo cristão pode, nessa fórmula, batizar validamente alguém, nomeadamente em situações urgentes. Entretanto, o baptismo será ilícito, devendo o baptizado ser levado na presença de um sacerdote, para que complete os rituais do sacramento, como a unção com o Crisma e com o óleo dos catecúmenos).

Confissão, Penitência ou Reconciliação envolve a admissão de pecados perante um padre e o recebimento de penitências (tarefas a desempenhar a fim de alcançar a absolvição ou o perdão de Deus).

Eucaristia (Comunhão) é o sacramento mais importante da Igreja porque ela relembra e renova o mistério pascal de Cristo, actualizando e renovando assim a salvação da humanidade [54]. Por isso, recebe também o nome de Santíssimo Sacramento. Este sacramento está associado também à transubstanciação, que é a crença de que, após a consagração, o pão e o vinho oferecidos e consagrados se tornam realmente o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, sob as aparências de pão e vinho.

Na Confirmação ou Crisma, o Espírito Santo, que é recebido no baptismo é "fortalecido e aprofundado" [55] através da imposição de mãos e da unção com santo óleo do Crisma. Na maior parte das igrejas de Rito latino, este sacramento é presidido por um bispo e tem lugar no início da idade adulta (na maioria das vezes, quando se completam 15 anos). Nas Igrejas Católicas Orientais o sacramento do Crisma é geralmente executado por um padre imediatamente depois do baptismo.

Sagrado matrimónio é o sacramento que valida, diante de Deus, a união de um homem e uma mulher, constituindo assim uma família. Segundo a tradição católica, com base no Evangelho de São Marcos, o casamento é indissolúvel. Só é permitido um segundo casamento no caso da morte de um dos cônjuges ou em situações especias de nulidade do casamento.

As Ordens Sagradas recebem-se ao entrar para o clero, através da consagração das mãos com o santo óleo do Crisma e, no rito latino (ou ocidental), envolvem um voto de castidade enquanto que nos ritos orientais, os homens casados são admitidos como padres diocesanos, mas não como bispos ou padres monásticos. Em raras ocasiões, permitiu-se que padres casados que se converteram a partir de outros grupos cristãos fossem ordenados no rito ocidental. No rito ocidental, os homens casados podem ser ordenados diáconos permanentes, mas não podem voltar a casar se a esposa morrer ou se for declarada a nulidade do casamento. O sacramento das Ordens Sagradas é dado em três graus: o do diácono (desde o Concílio Vaticano II um diácono permanente pode ser casado antes de se tornar diácono), o de sacerdote e o de bispo.

A Unção dos enfermos era conhecida como "extrema unção" ou "último sacramento". Envolve a unção de um doente com um óleo sagrado dos enfermos, abençoado especificamente para esse fim. Já não está limitada aos doentes graves e aos moribundos, mas a Igreja recomenda esse sacramento e o viático para a hora da morte.

Cinco Mandamentos da Igreja Católica

Participar da Missa aos Domingos e outras festas de guarda.

Na maior parte dos países ocidentais católicos, os dias santos de guarda são:

Santa Maria, Mãe de Deus - 1 de janeiro

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) - data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade

Imaculada Conceição de Maria - 8 de dezembro

Natal - 25 de dezembro

Confessar-se ao menos uma vez por ano.

Receber o sacramento da Eucaristia, pelo menos na Páscoa.

Abster-se de comer carne e observar o jejum nos dias estabelecidos pela Igreja.

Dias de jejum: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa.

Dias de abstinência de carne: sextas-feiras da Quaresma.

Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades.

Estes cinco mandamentos da Igreja (não confundir com os Dez Mandamentos da Lei de Deus), na sua forma atual, foram promulgados em 2005 pelo Papa Bento XVI, quando suprimiu o termo "dízimos" do quinto mandamento (pagar dízimos conforme o costume), cujo sentido real era, obviamente, contribuição, não taxação ou imposto.



Estrutura e Cargos

Ver artigo principal: Hierarquia católica



Basílica de São Pedro, Cidade do Vaticano.

Bento XVI, o actual Papa e sucessor do Apóstolo São Pedro.A Igreja Católica tem uma estrutura altamente hierarquizada, sendo o seu Chefe o Papa. A expressão "Santa Sé" significa o conjunto do Papa e dos dicastérios da Cúria Romana, que o ajudam no governo de toda a Igreja.



A Igreja tem uma estrutura hierárquica de títulos que são, em ordem descendente:



Papa, que é o Sumo Pontífice e chefe da Igreja Católica, o guardador da integridade e totalidade do depósito da fé, o Vigário de Cristo na Terra, o Bispo de Roma e o possuidor do Pastoreio de todos os cristãos, concedido por Jesus Cristo a São Pedro e, consequentemente, a todos os Papas. Esta autoridade papal (Jurisdição Universal) vem da fé de que ele é o sucessor directo do Apóstolo São Pedro [56]. Na Igreja latina e em algumas das orientais, só o Papa pode designar os membros da Hierarquia da Igreja acima do nível de presbítero. Aos Papas atribui-se infalibilidade, desde o Concílio Vaticano I, em 1870. Por essa prerrogativa, as decisões papais em questões de fé e costumes (moral) são infalíveis.[57] Todos os membros da hierarquia respondem perante o Papa e a sua corte papal, chamada de Cúria Romana.

Cardeais são os conselheiros e os colaboradores mais íntimos do Papa, sendo todos eles bispos (alguns só são titulares). Aliás, o próprio Papa é eleito, de forma vitalícia (a abdicação é rara, porque já não acontecia desde a Idade Média) pelo Colégio dos Cardeais. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou capela (e daí a classificação em cardeal-bispo, cardeal-presbítero e cardeal-diácono) em Roma para fazer dele membro do clero da cidade. Muitos dos cardeais servem na Cúria, que assiste o Papa na administração da Igreja. Todos os cardeais que não são residentes em Roma são bispos diocesanos.

Patriarcas são normalmente títulos possuídos por alguns líderes das Igrejas Católicas Orientais sui juris. Estes patriarcas orientais, que ao todo são seis, são eleitos pelos seus respectivos Sínodos e depois reconhecidos pelo Papa. Mas alguns dos grandes prelados da Igreja Latina, como o Patriarca de Lisboa e o Patriarca de Veneza, receberam também o título de Patriarca, apesar de ser apenas honorífico e não lhes conferirem poderes adicionais.

Arcebispos (Metropolita ou Titular) são bispos que, na maioria dos casos, estão à frente das arquidioceses. Se a sua arquidiocese for a sede de uma província eclesiástica, eles normalmente têm também poderes de supervisão e jurisdição limitada sobre as dioceses (chamadas sufragâneas) que fazem parte da respectiva província eclesiástica.

Bispos (Diocesano, Titular e Emérito) são os sucessores directos dos doze Apóstolos. Receberam o todo do sacramento da Ordem, o que lhe confere, na maioria dos casos, jurisdição completa sobre os fiéis da sua diocese.

Presbíteros ou Padres são os colaboradores dos bispos e só têm um nível de jurisdição parcial sobre os fiéis. Alguns deles lideram as paróquias da sua diocese.

Monsenhor é um título honorário para um presbítero, que não dá quaisquer poderes sacramentais adicionais.

Diáconos são os auxiliares dos presbíteros e bispos e possuem o primeiro grau do Sacramento da Ordem. São ordenados não para o sacerdócio, mas para o serviço da caridade, da proclamação da Palavra de Deus e da liturgia. Apesar disso, eles não consagram a hóstia (parte central da Missa) e não administram a Unção dos enfermos e a Reconciliação.

Todos os ministros sagrados supra-mencionados fazem parte do clero. A Igreja acredita que os seus clérigos são "ícones de Cristo" [58], logo todos eles são homens, porque os doze Apóstolos são todos homens e Jesus, na sua forma humana, também é homem [59]. Mas isto não quer dizer que o papel da mulher na Igreja seja menos importante, mas apenas diferente [60]. Exceptuando em casos referentes aos diáconos e a padres ordenados pelas Igrejas orientais, todo o clero católico é celibatário [61]. Os clérigos são importantes porque efectuam exclusivamente determinadas tarefas, como a celebração da Missa e dos sacramentos.



Existem ainda funções menores: Leitor, Ministro Extraordinário da Comunhão eucarística, Ministro da Palavra e Acólito. Estas funções tomados em conjunto não fazem parte do clero, pois são conferidas aos leigos, uma vez que, para entrar para o sacerdócio, é preciso ao católico receber o sacramento da Ordem. Desde o Concílio Vaticano II, os leigos tornaram-se cada vez mais importantes no seio da vida eclesial e gozam de igualdade em relação ao clero, em termos de dignidade, mas não de funções [62].



Dentro da Igreja, existem um grupo de leigos ou de clérigos que decidiram tomar uma vida consagrada e normalmente agrupam-se em ordens religiosas, congregações religiosas ou em institutos seculares, existindo porém aqueles que vivem isoladamente ou até junto dos não-consagrados. Estes movimentos apostólicos têm a sua própria hierarquia e títulos específicos.



Culto e Prece

Ver artigo principal: Culto cristão e Oração



Procissão de Nosso Senhor dos Passos: uma das inúmeras expressões de piedade popular.Na Igreja Católica, para além do culto de adoração a Deus (latria), existe também o culto de veneração aos Santos (dulia) e à Virgem Maria (hiperdulia). Estes dois cultos, sendo a latria mais importante, são muito diferentes, mas ambos são expressos através da liturgia, que é o culto oficial e público da Igreja, e também através da piedade popular, que é o culto privado dos fiéis [63][64].



Dentro da liturgia, destaca-se a Missa (de frequência obrigatória aos Domingos e festas de guarda) e a Liturgia das Horas; enquanto que na piedade popular, destacam-se indubitavelmente as devoções e as orações quotidianas. Apesar de a piedade popular ser de certo modo facultativa, ela é muito importante para o crescimento espiritual dos católicos [63][64]. As principais devoções católicas são expressas em "fórmulas de orações" a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), à Virgem Maria e aos Santos (novenas, trezena, Santo Rosário...); em "peregrinações aos luga­res sagrados"; na veneração de medalhas, estátuas, relíquias e imagens sagradas e bentas de Cristo, dos Santos e da Virgem Maria; em procissões; e em outros "costumes populares" [65].



Liturgia

Ver artigo principal: Liturgia católica, Missa e Liturgia das Horas



A Missa (ou celebração eucarística) é a celebração litúrgica e sacramental mais importante da Igreja [66].O ato de prece mais importante na Igreja Católica é, sem dúvida, a liturgia Eucarística, normalmente chamada de Missa. A liturgia, que é centrada na missa, é a celebração oficial e pública do "Mistério de Cristo e em particular do seu Mistério Pascal". Através dela, "Cristo continua na sua Igreja, com ela e por meio dela, a obra da nossa redenção" [67]. Esta "presença e actuação de Jesus" são assegurados eficazmente pelos sete sacramentos [63][64], com particular destaque para a Eucaristia, que renova e perpetua "o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao regresso" de Jesus. Por isso, toda a missa centra-se na Eucaristia, porque ela "é fonte e cume da vida cristã" e nela "a acção santificadora de Deus em nosso favor e o nosso culto para com Ele" atingem o cume [66].



Jesus, como Cabeça, celebra a liturgia com os membros do seu Corpo, ou seja, com a sua "Igreja celeste e terrestre", constituída por santos e pecadores, por habitantes da Terra e do Céu [67][68]. Cada membro da Igreja terrestre celebra e actua na liturgia "segundo a sua própria função, na unidade do Espírito Santo: os baptizados oferecem-se em sacrifício espiritual [...]; os Bispos e os presbíteros agem na pessoa de Cristo Cabeça", representando-O no altar. Daí que só os clérigos (exceptuando os diáconos) é que podem celebrar e conduzir a Missa, nomeadamente a consagração da hóstia [69]. Apesar de celebrar o único Mistério de Cristo, a Igreja possui muitas tradições litúrgicas diferentes, devido ao seu encontro, sempre fiel à Tradição católica, com os vários povos e culturas. Isto constitui uma das razões pela existência das 23 Igrejas sui juris que compõem a Igreja Católica [70].



A missa é celebrada todos os domingos; no entanto, os católicos podem cumprir as suas obrigações dominicais se forem à missa no sábado. Os católicos devem também ir à missa em cerca de dez dias adicionais por ano, chamados de Dias Santos de Obrigação. Missas adicionais podem ser celebradas em qualquer dia do ano litúrgico, excepto na Sexta-feira Santa, pois neste dia não se celebra a Missa em nenhuma igreja católica do mundo. Muitas igrejas têm missas diárias. A missa é composta por duas partes principais: a Liturgia da Palavra e a Liturgia da Eucaristia. Durante a Liturgia da Palavra, são lidas em voz alta uma ou mais passagens da Bíblia, acto desempenhado por um Leitor (um leigo da igreja) e pelo padre ou diácono (que lêem sempre as leituras do Evangelho). Depois de concluídas as leituras, é feita a homilia por um clérigo. Nas missas rezadas aos domingos e dias de festa, é professado por todos os católicos presentes o Credo, que afirma as crenças ortodoxas (ou seja, oficiais) do catolicismo. A Liturgia da Eucaristia inclui a oferta de pão e vinho, a Prece Eucarística, durante a qual o pão e o vinho se transformam no Corpo e Sangue de Cristo, e a procissão da comunhão.



Além da missa, a Liturgia das Horas também é extremamente importante na vida eclesial, porque ela é a oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica. Esta oração consiste basicamente na oração quotidiana em diversos momentos do dia, através de Salmos e cânticos, da leitura de passagens bíblicas e da elevação de preces a Deus. Com essa oração, a Igreja procura cumprir o mandato que recebeu de Cristo, de orar incessantemente, louvando a Deus e pedindo-Lhe por si e por todos os homens. A Liturgia das Horas, que é uma antecipacão para a celebração eucarística, não exclui, mas requer de maneira complementar, as diversas devoções católicas, particularmente a adoração e o culto do Santíssimo Sacramento.



Organização por região

Ver artigo principal: Igreja particular e Circunscrição eclesiástica

A unidade geográfica e organizacional fundamental da Igreja Católica é a diocese (chamada eparquia nas Igrejas orientais católicas). Estas correspondem geralmente a uma área geográfica definida, centrada numa cidade principal, e é chefiada por um bispo. A igreja central de uma diocese recebe o nome de catedral, que deriva do termo cátedra (ou cadeira do bispo), que é um dos símbolos principais do seu cargo episcopal. Dentro da diocese ou eparquia, o bispo (ou eparca) exerce aquilo que é conhecido como poder ordinário, ou seja, autoridade própria, não delegada por outra pessoa. Embora o Papa nomeie bispos e avalie o seu desempenho, e exista uma série de outras instituições que governam ou supervisionam certas actividades eclesiásticas, um bispo tem uma autonomia relativamente grande na administração de uma diocese ou eparquia. Algumas dioceses ou eparquias, geralmente centradas em cidades grandes e importantes, são chamadas arquidioceses ou arquieparquias e são chefiadas por um arcebispo. Em grandes dioceses (ou eparquias) e arquidioceses (ou arquieparquias), o bispo é frequentemente assistido por bispos auxiliares, bispos integrais e membros do Colégio dos Bispos não designados para chefiá-las. Arcebispos, bispos sufragários ou diocesanos (designação frequentemente abreviada simplesmente para "bispos"), e bispos auxiliares, são igualmente bispos; os títulos diferentes indicam apenas que tipo de unidade eclesiástica chefiam. Muitos países têm vicariatos que apoiam as suas forças armadas, chamados normalmente de Ordinariato Militar, e são governados por bispos.



Quase todas as dioceses ou eparquias estão organizadas em grupos conhecidos como províncias eclesiásticas, cada uma das quais é chefiada por um arcebispo metropolitano. Logo, estes arcebispos exercem uma jurisdição e supervisão limitada sobre as dioceses que fazem parte da sua província eclesiástica. Existem também as conferências episcopais, geralmente constituídas por todas as dioceses de um determinado país ou grupo de países. Estes grupos lidam com um vasto conjunto de assuntos comuns, incluindo a supervisão de textos e práticas litúrgicas para os grupos culturais e linguísticos da área, e as relações com os governos locais. Porém, a autoridade destas conferências para restringir as actividades de bispos individuais é limitada. As conferências episcopais começaram a surgir no princípio do século XX e foram oficialmente reconhecidas no documento Christus Dominus, do Concílio Vaticano II.



As dioceses ou eparquias são subdivididas em distritos locais chamados paróquias. Todos os católicos devem frequentar e sustentar a sua igreja paroquiana local. Ao mesmo tempo que a Igreja Católica desenvolveu um sistema elaborado de governo global, o catolicismo, no dia a dia, é vivido na comunidade local, unida em prece na sua paróquia. As paróquias são em grande medida autossuficientes e são administradas por um presbítero (o pároco); uma igreja, frequentemente situada numa comunidade pobre ou em crescimento, que é sustentada por uma diocese, é chamada de "missão".



Para além da sua vasta hierarquia, a Igreja Católica sustenta muitos grupos de monges e frades, não necessariamente ordenados, e religiosas que vivem vidas consagradas, especialmente devotadas a servir a Deus. São pessoas que se juntaram sob um determinado sistema e regra a fim de atingir a perfeita comunhão com Deus. Os membros de algumas ordens religiosas são semi-independentes das dioceses a que pertencem; o superior religioso da ordem exerce jurisdição ordinária sobre eles.



Igrejas sui juris e seus ritos litúrgicos

Ver artigo principal: Igreja particular sui juris

A Igreja Católica é actualmente constituída por 23 Igrejas autônomas sui juris, todas elas em comunhão completa e subordinadas ao Papa. A maior de todas elas é a Igreja Católica Latina. As restantes 22 Igrejas sui juris, conhecidas colectivamente como "Igrejas Católicas do Oriente", são governadas por um hierarca que pode ser um Patriarca, um Arcebispo maior ou um Metropolita. A Cúria Romana administra quer a Igreja Latina, quer (de maneira mais limitada) as Igrejas orientais. Devido a este sistema, é possível que um católico esteja em comunhão completa com o Pontífice de Roma sem ser um católico latino.



As Igrejas sui iuris ou sui juris utilizam uma das seis tradições litúrgicas tradicionais (que emanam de Sés tradicionais de importância histórica), chamadas de ritos. Os ritos litúrgicos principais são o Romano, o Bizantino, o de Antioquia, o Alexandrino, o Caldeu e o Arménio. O Rito Romano, que predomina na Igreja Latina, é por isso dominante em grande parte do mundo, e é usado pela vasta maioria dos católicos (cerca de 98%); mas mesmo na Igreja Latina existem ainda outros ritos litúrgicos menores, em particular o Rito Ambrosiano, o Rito Bracarense e o Rito Moçárabe). Antigamente havia muitos outros ritos litúrgicos ocidentais, que foram substituídos pelo Rito Romano pelas reformas litúrgicas do Concílio de Trento.



Historicamente, a forma da Missa usada no Rito Romano de 1570 até 1970 (a "Missa Tridentina") era conduzido, na maioria dos países, inteiramente em Latim eclesiástico. Porém, o Concílio Vaticano II (1962-1965) promulgou uma grande revisão do Missal Romano, que agora é celebrada com o padre a voltar para a assembleia (ou o povo), ficando entre eles o altar, e em todos os países na sua língua vernacular (local), além do Latim. Mas, devido às pressões dos católicos tradicionalistas, a partir de 7 de Julho de 2007, através da carta apostólica "Summorum Pontificum", o Papa Bento XVI autorizou os padres a celebrar novamente a Missa Tridentina em latim a pedido dos fiéis.



O serviço correspondente das Igrejas Católicas Orientais, a Divina Liturgia, é conduzido em várias línguas antigas e modernas, segundo o rito e a Igreja: as Igrejas de Rito Bizantino usam o grego, o eslavo eclesiástico, o árabe, o romeno, o georgiano e outras; as igrejas de Ritos Antioquiano e Caldeu usam o siríaco e o árabe; a Igreja de Rito Arménio usa o arménio; e as Igrejas de tradição alexandrina usam o copta e o ge'ez.



Actualmente, a esmagadora maioria dos católicos são de rito latino. Os católicos orientais totalizam somente 16 milhões [71].



Lista

Na lista que se segue, encontra-se enumeradas as 23 Igrejas católicas sui juris, os seus respectivos ritos litúrgicos e a sua respectiva data de fundação (ou de comunhão com a Santa Sé). Esta lista baseia-se no Anuário Pontifício da Santa Sé, presente neste website.









Ritos Ocidentais

São utilizados pela Igreja Católica Latina. Existem vários ritos litúrgicos ocidentais, sendo o mais utilizado o Rito Romano.





Rito Romano (a anterior forma deste rito litúrgico - a Missa tridentina - é permitida como uma "forma extraordinária")

Uso Anglicano (uma variante do rito romano)

Rito Ambrosiano

Rito Bracarense

Rito Galicano

Rito Moçárabe

Rito dos Cartuxos







Rito Bizantino

É utilizado pelas seguintes Igrejas:



Igreja Greco-Católica Melquita (1726)

Igreja Católica Bizantina Grega (1829)

Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595)

Igreja Católica Bizantina Rutena (1646)

Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646)

Igreja Católica Búlgara (1861)

Igreja Greco-Católica Croata (1611)

Igreja Greco-Católica Macedónica (1918)

Igreja Católica Bizantina Húngara (1646)

Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma (1697)

Igreja Católica Ítalo-Albanesa (esteve sempre em comunhão com a Igreja Católica)

Igreja Católica Bizantina Russa (1905)

Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628)

Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596)







Ritos de Antioquia

São utilizados pelas seguintes Igrejas:



Igreja Maronita (união oficial reafirmado em 1182)

Igreja Católica Siro-Malancar (1930)

Igreja Católica Siríaca (1781)


Ritos da Síria oriental (ou da Caldeia)

São utilizados pelas seguintes Igrejas:


Igreja Católica Caldeia (1692)

Igreja Católica Siro-Malabar (1599)




Rito Arménio

É utilizado pela Igreja Católica Arménia (1742)

Ritos de Alexandria

São utilizados pelas seguintes Igrejas:

Igreja Católica Copta (1741)

Igreja Católica Etíope (1846)

Igreja Católica no mundo contemporâneo

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Mapa mostrando a percentagem de fiéis católicos em relação à população de cada país.Na sociedade ocidental, mas não ao nível mundial, a Igreja Católica, como muitas outras denominações cristãs, assistiu a um rápido declínio na sua influência global no fim do século XX. Crenças doutrinárias rígidas em matérias relacionadas com a sexualidade humana são pouco atraentes num mundo ocidental secularizado onde a diversidade de práticas sexuais e a igualdade dos sexos são norma. A Igreja Católica Apostólica Romana, anteriormente influente nesta parte do globo terrestre, perdeu muita da sua influência, principalmente em lugares onde em tempos desempenhou um papel de primeira importância, como o Quebec, a Irlanda ou a Espanha. A generalidade população abraçou a ideia do secularismo e tentou diminuir a influência da Igreja na sociedade. Ao mesmo tempo, no entanto, o Catolicismo, principalmente o latino, vem experimentando uma dramática adesão em África e em partes da Ásia. Ao passo que em tempos os missionários católicos romanos oriundos do Ocidente serviam como padres em igrejas africanas, em finais do século XX havia um número crescente de países ocidentais que já recrutavam padres africanos para contrabalançar a redução nas suas próprias vocações.



Críticas e controvérsias

Ver artigo principal: Críticas à Igreja Católica



Martinho Lutero, um grande crítico da Igreja Católica e o Pai da Reforma Protestante [72].A Igreja Católica, é uma das instituições mais antigas do mundo contemporâneo. Simultaneamente, ela é uma das mais controversas, porque ela "revela-se muitas vezes [...] em oposição ao que parece ser o conhecimento vulgar dos nossos tempos" e porque ela insiste sempre que "a fé envolve verdades, que essas verdades envolvem obrigações e que essas obrigações exigem certas escolhas". Por essa razão, a Igreja Católica, "vista do exterior, [...] pode parecer de vistas curtas, mal humorada e atormentadora - o pregador azedo de um infinito rosário de proibições" [73]. Historicamente, as críticas à Igreja Católica já tiveram muitas formas e partiram de diversos pressupostos ao longo das gerações. Algumas vezes essas críticas tiveram grandes consequências, como as contestações morais e teológicas de Martinho Lutero no século XVI, que levaram ao nascimento do protestantismo [72].



Atualmente, as críticas são frequentemente dirigidas, como por exemplo, à idolatria, à ética católica sobre o casamento (que não aceita o divórcio), sobre a Vida (que não aceita o aborto, a eutanásia, o uso de contraceptivos artificiais e a utilização de células-tronco embrionárias para fins científicos) e sobre a sexualidade (que não aceita o sexo pré-marital, a homossexualidade e o uso de preservativos). Estas questões ético-morais continuam a gerar muitas polémicas e controvérsias [74][75][76].



Nos tempos modernos, a própria crença em Deus e as inúmeras regras ético-morais da Igreja são também duramente criticadas como sendo obstáculos para a verdadeira libertação, progresso e realização do Homem. A origem da Igreja e da Bíblia, a vida de Jesus (com particular destaque às teorias sobre Maria Madalena [77]) e a paradoxal compatibilidade entre a existência de Deus e a existência do mal e do sofrimento são também questionadas [76]. Recentemente, a questão teológica da "unicidade e universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja [Católica]" [78] e a definição teológica de que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo [79] continuam a suscitar várias polémicas e desentendimentos [80]. Apesar destas duas crenças, a doutrina católica nunca negou a salvação aos não-católicos.



Questões mais disciplinares da Igreja, como a hierarquia católica, o celibato clerical e a proibição da ordenação sacerdotal às mulheres são também temas muito debatidos na actualidade [76]. Outras controvérsias que a Igreja está ou esteve metida incluem o mediático e actual caso do abuso sexual das crianças por padres [81], as históricas acções opressoras e violentas das Cruzadas e da Inquisição (que perseguiu os hereges, os judeus e alguns cientistas), o seu suposto envolvimento com os regimes não-democráticos e as acções "desatinadas" de alguns missionários católicos durante o período colonial na África, na Ásia e na América [82].





Galileu Galilei, um dos símbolos do confronto entre a Igreja Católica e a Ciência.A relação entre a Igreja e a Ciência não foi fácil e está recheada de controvérsias passadas e já resolvidas, como a questão da perseguição de certos cientistas e teorias (ex: os casos famosos de Galileu Galilei e do evolucionismo darwiniano). Apesar de a Igreja defender, a partir do século XX, uma reconciliação com a Ciência [82] (aceitando, como por exemplo, a possível veracidade das teorias do Big-Bang e do evolucionismo [83]), ambas as partes continuam a discordarem-se em questões mais teológicas relacionadas com a infalibilidade e a autenticidade da Revelação divina contida nas Escrituras e na Tradição oral; com a negação da existência de Deus e da alma (e da sua imortalidade); com os momentos exactos do princípio e do fim da vida humana; e com as implicações éticas da clonagem, da contracepção ou fertilização artificiais, da manipulação genética e do uso de células-tronco embrionárias na investigação científica [84][85].



Algumas das controvérsias já actualmente resolvidas foram, em parte, solucionadas através do reconhecimento por parte da Igreja Católica de que erros graves foram cometidos pelos seus membros. No Jubileu do ano 2000, a Igreja pediu perdão pelos actos que considerou errados cometidos pelos seus membros [82].