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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

S. Sebastião-Festa religiosa-gastronomia,comunidade

No dia 20 de Janeiro, celebrou-se a festa de S. Sebastião, padroeiro da Paróquia de Darque e da Paróquia de Chafé aqui muito perto de nós.
É-me muito cara algumas festas em honra de S. Sebastião, recordo com saudade a mesinha de S. Sebastião em Couto de Dornelas com 500Kgs de carnes, 3.000 broas, 200 Kgs de arroz e vinho a sobrar; numa festa popular comunitária, comendo todos dos mesmos pratos como antigamente à volta de uma mesa com quase um quilómetro.
Neste caso é o pão, a carne e o arroz benzidos numa procissão com S. Sebastião à qual preside o pároco, como uma vez eu o fiz na sua ausência e com a sua permissão.
Recordo ainda as papas de Samão, do pão; da malga de feijão com tripas; do chouriço, de enchidos, da tripa em farinhada, das papas de milho, das papas de carolos, do presunto, do doce de castanha... onde se verifica o que é uma vida comunitária, alegre, onde S. Sebastião miraculosamente faz amigos e irmãos, gera fraternidade com ajuntamentos de centenas e milhares de pessoas. Em Boticas a região de Turismo registou 50.000 visitantes.
É assim por esse Barroso, nessas aldeias interiores, como a Vila Grande em Couto Dornelas onde o coral da Paróquia já animou a missa da festa.
Não sei como é a festa das fogaceiras em Stª Maria da Feira. Espero que seja algo deste género e que o S. Sebastião, relogiosamente, com estes encontros comunitários continue a fazer bem às pessoas, mesmo aos não crentes.
Assim devia ser todas as festas religiosas, motivo de coesão social e não de provocação para os meios pobres com a gente a passar fome enquanto alguns se regalam a olhar para o ar apreciando as cores, a ouvir o ribombar da "folgueteria" ou de sons harmoniosos de sabor popular, a ver uma procissão e a participar na missa, ouvir palavras de Deus, do Sacerdote e participante num banquete sagrado; continuando no banquete familiar com convites de amigos, porventura.
Em Couto de Dornelas trata-se de uma promessa feita pelo povo na altura das invasões francesas; sairam com o Santo ao colo percorrendo os lugares até chegar à Igreja, se o Santo afastesse da terra os invasores e uma vez que assim aconteceu o voto é cumprido todos os anos. "Fazer esta festa aberta a todos os que ali chegarem por bem".




Aqui acrescento a vida do Santo ligado à fome, à peste e à guerra.
São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé. Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu. Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos. O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte. À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado. Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma. Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra. As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro.

3 comentários:

オテモヤン disse...

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marmol disse...

Gostei de conhecer a história e as estórias acerca deste santo.
Na minha terra também se venera este santo mártir S. Sebastião. Quando era miúdo ia com o meu pai assistir às cerimónias religiosas quaresmais. Recordo-me que a procissão do enterro do Senhor se realizava da igreja paroquial de São Pedro de Castelões, percorrendo cerca de dois quilómetros até à capela do Mártir São Sebastião e volta. Actualmente esta capela está destinada a capela mortuária e, quando morre alguém, é costume dizer, "já foi para o mártir" querendo referir-se à capela do santo.

Um abraço
Martins

acoutinhoviana disse...

A expressão já foi para o mártir é dgna de registo.
Gostei de saber. Muito obrigado.