AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado
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terça-feira, 17 de julho de 2018

Monsenhor José Maria Costa Reis Ribeiro 60 anos de sacerdote

Monsenhor José Maria Costa Reis Ribeiro 60 anos de sacerdote
Alvarães é uma freguesia do concelho de Viana do Castelo, onde em 25 de Outubro nasceu um varão a quem lhe foi dado o nome de José Maria da Costa Reis Ribeiro.
Depois da passagem pela escola primária ingressou no Seminário de Braga e foi ordenado a 13 de Julho de 1958, no Seminário Conciliar por D. António Bento Martins Júnior. Intelectual invulgar foi logo para Roma estudar e regressou para leccionar no Externato Liceal de Monção em 5 de Janeiro de 1962.
É aquela freguesia uma das freguesias de Viana do Castelo com pessoas não só de “terras e haveres”, mas também de pessoas notáveis pela sua cultura e formação, uma terra rica e de muito civismo… E de vocações sacerdotais e religiosas.
Sempre foi um aficionado pela criação da Diocese de Viana do Castelo. Enquanto seminarista algumas dificuldades teria sentido de se manifestar porque o seu pároco era o Cónego Cepa e Arcipreste de Viana, mas muito bracarense e muito fiel a Braga.
Colaborou e ajudou-nos na organização da celabração do 40º aniversário da Colónia Vianense, em 1971, quando eu exercia as funções estatutárias de “Bispo” da Colónia e fui ameaçado que não me ordenaria de presbítero, se levasse as comemorações por diante e quem nos valeu, a mim e ao próximo diácono José Maria Pereira do Vale, foi Mons. Daniel Machado que assumiu por nós a responsabilidade do programa.
Portanto, é natural que o jovem Reis Ribeiro se contivesse nas suas manifestações a favor da criação da Diocese de Viana do Castelo, enquanto seminarista.
No entanto, e talvez também por esse motivo deixasse o colégio de Valença para seguir depois o cardeal Patriarca, D. António Ribeiro, para Lisboa para dirigir a LUC (Liga Universitária Católica). Para além de vários cargos a nível do Patriarcado, ele sempre foi um leal amigo, um sacerdote com profundidade intelectual e espiritual e fez-se um especialista em Doutrina Social da Igreja, além da licenciatura de Filosofia e diplomado em Sociologia em Roma, formado em espiritualidade no Instituto internacional dos PP. Carmelitas Descalços.
O 25 de Abril, dia do nascimento da democracia, o Monsenhor Reis Ribeiro estava no patriarcado e informações dessa altura, parece-me que soube ser um bom leitor e conselheiro para os Bispos não só do patriarcado, mas também de fora.
Não admira, foi com formação sociológica, filósofo, espiritualista, zelezo pela Fé e ligado às Comunicações Sociais, experiência de trabalho com jovens, com jornalistas, não era de esperar outra postura dele junto do Senhor Patriarca e dos colegas.
Viveu intensamente a causa política junto da Igreja na harmonia e nos cautelosos e prudentes conselhos como só ele sabe dar. Ainda hoje continua calmo, sereno, reflexivo, pensador e amigo de ajudar o outro, dá gosto ouvi-lo.
A vida de Reis Ribeiro dava para fazer um livro, mas é uma pessoa muito discreta, faz mais do que diz e procura ultrapassar problemas difíceis.
Criada a Diocese de Viana do Castelo, logo pensou acompanhar D. Júlio Tavares Rebimbas, o que fez um ano antes de D. Júlio ir para o Porto, ainda ficando ligado às Comunicações Sociais da Igreja a nível nacional, em Lisboa, até que acabados os seus trabalhos em Lisboa se dedicou só à Diocese de Viana o que ainda o faz com muita alegria e satisfação, pois também era uma questão de coerência. Tinha feito parte da sua fundação, contra a muitos que estando em Braga não o fizeram. Ter a veleidade de escrever sobre Monsenhor Reis Ribeiro seria um absurdo porque sempre se ficaria aquém do que se possa dizer. Remeto os meus amigos para blog “porfirio.home.sapo.pt/partilhas.hotmail”, aí encontrará pormenores do seu currículo que ficará pasmado e o muito que falta é só por causa da sua descrição e ir mais longe porque pode sentir-se mal. Eu o conheço suficientemente e sei que desta croniqueta só se vai rir...e que a sua missão não é andar nos jornais...é outra coisa mais importante...voltado para os pobres!...
Outro dia, dia 13, a Congregação da Caridade quis prestar-lhe homenagem porque celebrou 60 anos de sacerdote e quase 25 anos de capelão naquela Instituição. Deus lhe dê vida e saúde para fazer um trabalho que já o acompanhei mais de perto admirado por idosos crentes e não crentes e que por ele têm grande simpatia. Tenho entre mãos uma lembrança que distribuiu e que me chamou a atenção o seu pensamento : “CAHAMASTE-ME NA MINHA FRAGILIDADE
A PARTICIPAR DO TEU MISTÉRIO
E CANTO A MINHA GRATIDÃO:
Graças, Senhor…
Obrigado à Igreja, à família e a todos com quem trabalhei- Alvarães, Braga, Roma, Lisboa e Viana do Castelo… Na Acção Católica e Comunicações Sociais, Serviços diocesanos para sempre a minha gratidão.
Sempre foi um bom colaborador na Paróquia de Nª Sª de Fátima, sobretudo, na formação social e no Centro de Formação Paroquial.

Padre Coutinho

terça-feira, 26 de junho de 2018

Maria Filomena Gonçalves Leite

Maria Filomena Gonçalves Leite

Maria Filomena Gonçalves Leite nascida em Santa Leocádia a 10 de janeiro de 1939, faz parte do Centro de Dia. Fez a terceira classe na escola da terra natal. Era filha de João Leite Lima e de Rosa Gonçalves Lima. Tinha 8 irmãos, mas uma morreu ainda pequena, em 1950. Todos os irmãos casaram, mas dois já faleceram; só um irmão não teve filhos. Depois de sair da escola andou com o gado, e também à soga dos bois apostos ao carro. Como o pai era pedreiro, ia a pedreira buscar pedra para fazer muros e casas até aos 23 anos, quando se casou com o José Gonçalves Torres.
É mãe de três filhos: Amadeu, Assunção e Frenando, todos casados e com filhos. É avô de 7 netos e já tem 3 bisnetos, mas um deles faleceu num dos hospitais do Porto, onde nasceu e foi batizado.












Sempre trabalhou, depois de casada, na agricultura. Arriscava tudo como qualquer homem de trabalho.
Hoje passa o tempo no Centro de dia de Nossa Senhora de Fátima, participando nas atividades com os colaboradores, lendo jornal, a Bíblia e conversando com os colegas, mas como ouve um pouco mal, às vezes evita conversar. Gosta muito de sair nos passeios do centro, da convivência em geral dos colaboradores, assim como da alimentação que, nem sempre sai igual, como acontece nas nossas casas. Come dieta porque se encontra doente e já fez 10 cirurgias gerais.
No entanto, confessa que é feliz com os filhos e com os netos, de um modo particular com a filha que é com quem vive diariamente.


Sempre foi uma mulher feliz mesmo sem o marido há 17 anos. Os males de saúde vai-os vencendo um vez melhor, outra vez pior.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

António Fernandes Ribeiro



António Fernandes Ribeiro


António Fernandes Ribeiro desde o dia 11 de Dezembro de 

1931 frequentou a Escola de Barroselas, onde nasceu. Veio

 para Viana depois da 4ª classe para as Oficinas de Luciano 

Gaião, à Rua dos Manjovos e assim aprendeu a arte de 

serralheiro. Aos 14 anos matriculou-se na Escola Industrial,

 no Jardim D. Fernando, até ao 3º ano. Não acabou por 

causa de uma brincadeira de rapazes que não foi 

compreendida. Aos 17 anos foi para os Estaleiros. Começou 

a ganhar. No Luciano Gaião recebia 1$00 ao dia que hoje 

seria menos que um cêntimo.


Quando saiu do Gaião foi para o Começanha, à Rua do

 Poço, a ganhar 7$00 por dia, pouco mais de 3 cêntimos

 actuais.

Nos estaleiros ganhavam 14$00 por dia era menos que os

 actuais 7 cêntimos.

Morou sempre à Rua dos Manjovos até ao casamento com

 Júlia Jesus de Araújo, de Monserrate. Já se conheciam

 desde os 14 anos de brincarem na rua, rapazes e raparigas,

 à Maria escura, por exemplo.

Tinha 22 anos quando casou em Monserrate com a Júlia que

 tinha 20 anos.

Quando fizeram 50 anos de casados organizaram uma

 grande festa na Igreja de S. Domingos. Convidou a família

 toda e amigos.

A esposa só fez a terceira classe e frequentou a 4ª classe,

 mas não fez exame porque desistiu. O António Ribeiro foi 

para a França durante oito anos. Veio de França através de 

uma empresa “Ponticel”. E já não voltou, ficou em Portugal 

na empresa como sócio Mectube, mas falhou a sociedade.

 Na altura deixou e com um sócio e os filhos montaram a 

empresa Norimonte – mecânica, estruturas metálicas e

 tubagens industriais para fábricas, até à reforma aos 67 

anos.

A sua esposa era doméstica e deu-lhe 9 filhos: Isabel,

 Gorete, Rita, António (Tony) falecido com 48 anos, Walter, 

Ana Teresa falecida com 7 meses, Jorge e as gémeas Maria

 José e Diánia. Sendo a Júlia doméstica bem precisou do

 tempo para cuidar dos filhos, do marido e da casa.
..
 Ele e a esposa têm agora 11 netos e 4 bisnetos. “Graças a

 Deus que tenho a minha Júlia comigo”, disse ele estando a

 sua esposa ao lado.

“Encontro-me um pouco fragilizado por causa de uma gripe.”

 Assim reconheci na casualidade de uma visita de

 passagem. Uma grande família, uma grande nau, mas com

 a doçura de uma vida cumprida como pais e com a 

esperança de que nada faltará.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Armindo Henriques Peixoto

Armindo Henriques Peixoto




Armindo Henriques Peixoto tem 88 anos feitos e completará os 89 em Dezembro. É irmão de mais 5, um deles, foi um sacerdote muito conhecido na região porque foi 50 anos pároco da Senhora da Boa Morte, na Correlhã, Concelho de Ponte de Lima, o padre Dalmo Peixoto.
O Armindo seguiu, mas por ordem da mãe, as pegadas do irmão que já era padre, o Pe. Dalmo Manuel Henrique Peixoto nascido em Fafe. No entanto, não era a sua vocação e o padre influenciou a mãe para dar liberdade ao Armindo para deixar o seminário, ingressando depois num colégio de Ponte.



Casou aos 26 anos, e foi presidido pelo próprio irmão Pe. Dalmo, com Maria da Conceição Bata, irmã de um missionário Francisco Bata e de mais 5, professora durante 41 anos, era natural de Freixo de Espada à Cinta. Este missionário exerceu as funções de Vice-Cônsul de Singapura e ainda administrador de todos os bens das missões portuguesas no Oriente. Foi um grande animador da dependência de Macau o que lhe custou muito a vida pela parte política chinesa. O padre Bata nasceu a 16/12/1923 e faleceu a 22/6/1988.




O Pe. Dalmo nasceu a 15/3/1914 e faleceu 26/6/1988.
O Armindo foi professor e delegado escolar em Ponte Lima, amigo pessoal de Vila Afonso, diretor escolar. É pai de duas filhas: a Isaura Maria Bata Peixoto, ex-professora na Escola Superior de Enfermagem, do IPVC, em Viana, casada e mãe do Eduardo Miguel Henriques Branco, engenheiro mecânico. É o único neto que tem; a filha Maria Amélia Bata Peixoto, professora e solteira. O Armindo e a Maria da Conceição foram professores exemplares não só como pessoas, mas como profissionais competentes. O Armindo encontra-se bastante limitado, mas vive cheio de carinho e afabilidade da mulher, das suas filhas e neto. Toda a família vive nesta Paróquia.


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

José Martins Esteves

José Martins Esteves

José Martins Esteves, natural de Perre, residente em Perre, casado com Rosa Maria Rodrigues Carvalhosa Esteves. É filho de Manuel Luís Gonçalves Esteves e de Rosa Martins Farinhoto. Seu pai casou com 38 anos e o José é o 6º de 14 irmãos. Um deles, o Aníbal casado com a Regina foram voluntários aqui nesta paróquia na preparação para o batismo, durante vários anos,
Todos os filhos estudaram. Os mais velhos de noite os outros de dia.






O José Esteves reformou-se na qualidade de Secretário de Justiça com 61 anos de idade. É pai de três filhos todos licenciados, casados e a trabalhar. Já é avó de 3 netos.
Foi educado na fé durante a infância, nunca esteve ligado a movimentos, mas como o pai é vicentino e foi fundador da Conferência de Perre, sempre lhe agradou o trabalho, dedicação e serviço pelo pai aos pobres e apenas ale ajudava no que entendia.
A esposa é voluntária no Movimento dos Folcolares e sempre a acompanhou e a levou mais sem compromisso. Sempre ligados à paróquia como membros do secretariado do concelho económico da sua paróquia e fez parte de vários órgãos sociais. Sempre esteve ligado às festas de Perre, desde há 26 anos ingressou na Conferência de S. Vicente de Paulo levado pelo primo Manuel Farinhoto, ex-seminarista, agricultor abastado e pertenceu activamente aos órgãos concelhios ligados à agricultura. Na conferência vicentina colaborou com o Ismael, padeiro militar, para além do primo Farinhoto.




Desde 2007 fez parte dos Conselhos da Zona Norte e fez dois mandatos do Conselho Central incutindo-lhe uma nova dinâmica de relações inter-conferências e de actividade dioceana com os pobres; não lhe escapava as reuniões mensais com o Conselho, assim encontros e assembleias nacionais.
Recentemente não se pode recandidatar por regra vicentina, depois de dois mandatos e houve eleição para um novo presidente, depois de consultadas as diversas Conferência Vicentinas da Diocese, em assembleia diocesana foi proposta uma lista que foi eleita com 80% a Isabel Ramalhosa, de Vila Nova de Cerveira, à cabeça tendo ainda integrado essa lista, como vice-presidente.
O José Esteves, para além de profissionalmente competente e exemplar, como a sua esposa, é uma pessoa extremamente dedicada à vida vicentina e a trabalhos na sua comunidade paroquial sempre coadjuvado (o que faz o casal mutuamente quando se entregam a trabalhos de caridade) pela sua esposa e filhos sempre se dá, como quem ama e serve e não como quem ama para se servir.
O seu irmão Aníbal e cunhada Regina assim faziam enquanto puderam, com optimismo e alegria, serviram esta Paróquia no serviço de baptismos.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

A Maria Alice Mendes Salgado Simon

A Maria Alice Mendes Salgado Simon

A Maria Alice Mendes Salgado Simon continua em convalescença, agora por motivos de mobilidade reduzida a 80%, pelo que observei e possa entender, não sai de casa e aguarda uma quinta cirurgia.
A Alice Simon como era conhecida na Paróquia onde foi catequista mais de 40 anos. Deixou aos 80 anos por motivos de saúde que vinham a crescer, mas pessoa muito querida pelas crianças e adolescentes que a respeitavam e ajudavam.
O que ela gostava mais era de dar catequese e disse que as crianças ou os adolescentes compreendiam quando a catequista estava a trabalhar por amor e desfrutava a generosidade delas que se excediam em atenção e solidariedade, que as elas mesmas  mais tarde dizem – no: Tudo o que tenho sobre a vivência da minha fé, devo-a à catequista.
Ela percebeu bem e aprendia mais com elas do que ela ensinava. Até aprendia a rezar melhor com as crianças.
O que mais lhe custou foi deixar a catequese, o que mais amava…As crianças são uns anjos!...
A Alice era irmã de mais 9 irmãos e quatro são vivos. Entre os irmãos tinha duas irmãs que eram consagradas nas Franciscanas Missionárias do Coração de Maria.
Referiu-se ainda às origens da sua família. Tinha tios de bens, mas os pais eram pobres para educar tantos filhos, o pai era trabalhador de uma fábrica de cutelaria em S Martinho de Sande, Guimarães. A mãe era moleira. “Eramos pobres, mas felizes!”
Ela foi costureira, fez muitos paramentos para Paróquias, foi empregada de António Oliveira Salazar, em S Bento de onde saiu para Alcoitão. Veio para Braga e trabalhou na função publica durante 38 anos tendo-se reformado de auxiliar de acção educativa no antigo Liceu de Viana do Castelo, depois Escola Secundária de Santa Maria Maior.




Casou aos 32 anos com José Sanchez Simon, de Chantada, Lugo, empresário em Espanha que agora é continuado o  trabalho pelo filho Paulo casado com uma filho adoptado e foi  do Berço. Agora tem mais um filho. A Ana Maria casada e é mãe de um jovem já de 18 anos é a que vive aqui mais perto dos pais e a que mais ajuda. Viveu na Rua da Bandeira mais de 30 anos e está quase há 20 anos na Meadela, aqui perto pelo que não deixou a catequese e de fazer a prática religiosa com as amigas e amigos que tinha aqui na Paróquia. Em 11/07/1992 o seu marido esteve muito doente e mostrou-me o que naquela data lhe foi oferecido pelo Pároco, lembrança essa que agora a ajuda a viver as suas limitações depois de não poder fazer nada e ter de ser o seu marido e a filha a fazerem-lhe tudo.
Entretanto o marido mantinha-se calmo e sereno ajudando-a a aceitar as suas limitações.
Sempre gostou de fazer algo para ver alguém feliz e agora não pode fazer nada, diz ela.
Só pode rezar e nada mais.

Espera que após a cirurgia que vai fazer brevemente, agora aos 82 anos, ainda vá poder fazer bem e celebrar os 50 anos de casada em 2018.



Manuel de Passos Oliveira Cambão

Manuel de Passos Oliveira Cambão




É um dos nascidos na Abelheira que vive fora, mas com coração da Abelheira. Nasceu em 1947 filho de Cândido Rodrigues Cambão e de Conceição Oliveira Viana.
O seu pai era padeiro na Abelheira e chegou a ter um depósito de pão na Rua da Bandeira onde o “Hilário” veio depois a fazer o seu trabalho de sapateiro. O Hilário que eu conheci muito bem. O Manuel é irmão de mais três: A Conceição, o Carlos Alberto e o João Luís, casados e com filhos.
O seu pai morreu cedo, mas já tinha abandonado a Padaria e entrado na restauração, precisamente, o Restaurante Cambão, hoje do Manuel Cambão, casado com Maria Clara da Silva Évora Cambão que a conheceu em Moçambique quando lá fez a tropa e é mãe dos seus dois filhos casados e tem quatro netos.
Disse-me o Manuel Oliveira Cambão que os da Abelheira raramente iam à Matriz, só para as grandes festas. A sua primeira comunhão foi feita em 19.03.1956, quase com 10 anos na Igreja da Caridade com o padre Domingos, muito velhinho. Parece que esta data o marcou profundamente porque a disse tão depressa que não é muito vulgar dizer sem esperar que lhe perguntasse,   
Depois fez a Comunhão Solene com o Monsenhor Corucho e foi tal o aproveitamento dele que recebeu um prémio, um missal que agora o ofereceu a uma neta por ser catequista na sua Paróquia.
Nem ele nem os irmãos vivem nesta Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, mas sempre desde que estou aqui na Paróquia de N.ª de Fátima, que faz este ano 50 anos de existência a participar em tudo o que pode. É muito sensível a tudo o que é religioso. A data da primeira comunhão a disse de memória com facilidade como se fosse hoje.
Tem muita fé, reza e quando toca a ajudar, ajuda. Vive em Stª Maria Maior e está a assumir encargos na organização de procissões, coisa que não é fácil, porque a juventude não colabora muito e só os antigos e alguns já não podem mesmo recorrendo mesmo aos moradores antigos da Abelheira.
Quando em 1978 se criou a Paróquia ele era jovem e cantou num grupo de jovens que animava a Missa, fez a festa do Menino na Abelheira e foi mordomo da Senhora das Necessidades, mas desde que começaram a ir para a tropa se desfez o grupo que muito colaborava com o primeiro pároco, Padre António da Costa Neiva.
Sempre tem colaborado nas coisas da igreja e muito gosta quando faz falta…

Agora explora o Restaurante como sempre, mas é difícil. Antigamente fazia-se muito ao balcão ou à mesa fora das horas da refeição, agora é só à refeição e enquanto antigamente fechava às 11.00H da noite, fecha às 19.00H e ninguém anda na rua.




sexta-feira, 17 de março de 2017

Mário Adelino Covinha Teixeira


Mário Adelino Covinha Teixeira


Mário Adelino Covinha Teixeira, nasceu em Balugães a 30 de Abril de 1939, filho do jornaleiro António Fernandes Teixeira e da feirante Adelaide Gonçalves Covinha. A sua mãe fazia as feiras a pé entre Barcelos, Viana, Ponte de Lima, Freixo e Barroselas.

É irmão de mais sete: 3 rapazes e 4 raparigas.
Os homens estão todos vivos e um deles já é nonagenário, enquanto as raparigas já faleceram três. Ele é o mais novo, tem 24 sobrinhos e é pai de duas filhas a Maria Filomena e a Maria Isabel, a mais velha, casada e com um filho, chamado Ricardo José, o único neto do Mário.
O Mário andou na escola e fez a 4ª classe, em 11 de Julho, dia de S Bento, em Barcelos.
Acompanhava a mãe às feiras e vinha a pé de Balugães para Viana. Tinha 10 anos e recorda-se que comeu bacalhau com batatas e grão-de-bico aqui em Viana.
Cresceu e, por Viana, foi ficando como moço de recados a levar carnes do talho do Óscar às pessoas mais abonadas da cidade.




Teve de ir buscar uma vitela junto ao Barco do Porto a pé. Ela fugiu-lhe, e um senhor amarrou-a, deu-lhe um laço no focinho e assim ele conseguiu traze-la até ao matadouro. No mesmo dia deixou o trabalho. Esteve em Balugães no António Rosas, e no José Alves, na lavoura. Voltou a Viana e esteve empregado no falecido “mouco “ na rua do Anjinho que tomou o nome de Terra Linda. Depois deixou e abriu o café Oriente onde  trabalhou como balconista. Ganhava na altura 600 escudos por mês e tinha que pagar dormida e comida pelo que foi para o café Guerreiro e dormia na casa do pai do Gaspar de Sousa. Saiu deste e voltou para empregado de mesa do Café Oriente. Conheceu a jovem Vergínia Balinha com quem casou. No mesmo dia casou a cunhada Lurdes Balinha ao mesmo tempo, pelo padre dr. Araújo Cunha e foi o almoço servido no Terra Linda.





Veio, entretanto para o café Moderno que deixou, e esteve depois mais uns anos na A+P, voltando  à madeira, como quando esteve no Rosas. Foi a Luanda duas vezes em serviço, fez ainda serviço no café Atlântico mais de 12 anos, depois da falência da A+P (António Parente). Reformou-se do café da Praça 1º de Maio, dos Festas & Festas, como profissional quer na restauração, quer na madeira.
Também sempre gostou de crianças e jovens. Sempre foi um católico praticante por isso gosta da religião e gosta das procissões bem organizadas.





Em 19 de Setembro de 1978 foi nomeado para a Comissão de Culto de Nossa Senhora das Necessidades para se juntar a José Felgueiras, Manuel Lopes, António Puga, Francisco Moreira assim como o João Vieira Ferraz e Germano Sousa.
Serviu 4 a 5 mandatos.


Em 1979 entrou no Marcos 9.37 (espetáculo ensaiado pelo padre José Lima e apresentado 11 vezes sempre com casa cheia para comemorar o Ano Internacional da Criança- AIC com corais da Paróquia, Darque e Mazarefes) …E ficou no coral Litúrgico durante 18 anos. Continua a ser ele o coordenador das Procissões na Paróquia e é Voluntário na feira semanal a favor do Centro Social por causa do Refeitório Social, do Berço e da obra que é feita na Instituição por todos os que precisam e por muitos apreciada.



Faz também parte da Comissão de Angariação de fundos, hoje, Comissão de Eventos para a Nova Igreja, como ele disse para a “nossa noiva” que andamos com ela nos braços há muito tendo já passado pela inauguração, tem ainda muita obra por acabar.

sábado, 8 de outubro de 2016

A casa das Marinheiras em Mazarefes

A casa das Marinheiras em Mazarefes

Ergue-se numa quinta um pouco acima da capela da Senhora das Boas-Novas, em Mazarefes, e contígua à estrada camarária que atravessa o centro da freguesia, fazendo ligação entre a Estrada Nacional nº203 e a nº308, um grande casario, sem dúvida, em todas as suas dimensões, o maior desta aldeia.
Está ladeado por dois grandes portões de ferro, ambos aformoseados com boa cantaria. Nas bases de cada uma das «pirâmbulas» sobre o portão do lado norte encontram-se as seguintes inscrições respectivamente:

BEME/LD SEJA/O S. SAC. e  P.N.A./A. AS/M EAL/
/MAS.

No portão do lado sul estão cravadas a ferro as iniciais (M. A. F. B.) do nome do primeiro proprietário e o ano (1895) em que foi feito.
É actualmente pertença de José de Oliveira da Silva Reis e de Albina da Silva Carvalho, casados em 1940.
O primeiro proprietário foi o senhor Manuel Augusto Fernandes Barbosa, filho de Manuel Fernandes Barbosa e de Maria Cândida da Rocha, falecido em Agosto de 1920. Havia casado em 20 de Novembro de 1864 com Antónia da Silva Meira, filha de Manuel Rodrigues de Carvalho e Maria da Silva, por sua vez, falecido em 1913. Este casal era muito rico, mas vivia, na mesma quinta, numa casa bastante mais modesta. Veio a ser herdeiro, por falecimento de Manuel Pereira da Rocha Viana, em 16 de Abril de 1892, com 77 anos, solteiro, irmão de Maria Cândida da Rocha e, consequentemente, tio em primeiro grau de Manuel Augusto Fernandes Barbosa.
Então a sua riqueza atingiu maiores proporções.
Conta-se que o senhor Rocha Viana, da marinha mercante e natural de Viana, era pessoa de grandes haveres. Pelo testamento que tive o prazer de consultar por especial deferência da Secretaria da Santa Casa da Misericórdia de Viana verifiquei isso mesmo.
Deixou grandes somas a diversas instituições, parentes, empregados e os bens remanescentes foram divididos em partes iguais por 4 sobrinhos. Desta maneira a família Barbosa tornou-se a família mais rica da freguesia e mandou construir esta casa que, na ocasião, 1894, ficou por cerca de 5.000$000.
Esta foi a razão que mais tarde lhe chamou a «casa da riquíssima».




Todavia esta riqueza fazia bem falta, pois rodeava este casal uma numerosa geração... nada menos de 11 pérolas nesta aliança matrimonial como: A Maria, que casou com António Afonso da Silva, de Subportela; o Manuel, que se ordenou de sacerdote em Beja, vindo mais tarde a ser capelão da capela da Senhora das Boas-Novas e pároco de Darque; a Rosa, que faleceu aos 4 anos de idade; o José, que casou para S. Lourenço do Mato; o João, que casou para Serreleis; a Ana, que casou com Joaquim Alves de Araújo, de Darque; a Joaquina, que casou com Francisco da Silva Carvalho, de Mazarefes; a outra filha de nome Rosa, que casou para Subprotela, a Antónia, que casou com José de Oliveira Reis de Mazarefes; a Teresa, que casou com José António de Oliveira Reis, também de Mazarefes, pais do actual proprietário; e a Emília, que casou para Galegos, Barcelos.
Como, porém, esta riqueza recebida da herança do tio viesse melhorar ainda muito mais as condições económicas da família, os devotados pais de tão numerosa família mandaram construir esta casa mais condigna, ficando, desde aí, a ser conhecida por Casa das Marinheiras, devido talvez ao facto da herança recebida do tio que era marinheiro e, possivelmente, ao número de filhas casadoiras existentes neste lar. Assim se explica que, para onde elas casaram, se implantasse a alcunha marinheira.
Também não faltou brio e bairrismo e, sobretudo, devoção à Senhora das Boas-Novas para, à semelhança de uma casa enorme em que gastaram muito dinheiro, mandarem fazer aquela grande torre, que hoje vemos e admiramos, na capela da «Senhora dos Emigrantes» e, sobretudo, dos emigrantes que se encontravam, naquele tempo, no Brasil. Nesta torre gastou a família Barbosa para cima de 600$000 mil reis só para a mão-de-obra que dizia respeito a pedreiro. O construtor que erigiu a torre era de Santa Marta de Portuzelo – o Rocha. A pedra veio do alto de Mazarefes, mas algum também veio de Anha.
A família Barbosa (Manuel A. Fernandes Barbosa e esposa), custeou todas as despesas, à excepção do relógio oferecido 10 anos mais tarde, em 1911, pelos emigrantes no Brasil, através de uma subscrição. A inauguração desta torre foi em 1901, como muito bem assinala a lápide em pedra já existente.

Uma moça de 18 anos subiu as escadas da torre com o bronze de um sino enfuado na cabeça e pesava cerca de 115 quilos!

É um facto curioso que ilustra a história da torre e da família Barbosa ou por alcunha Marinheira. Foi a filha Emília, a mais nova, nascida em Setembro de 1883. dizem que era moça muito forte, aliás como as outras irmãs, que se aventurou a subir os degraus da torre com cerca de 115 Kgs à cabeça. Bravo!
Esta Emília casou para Barcelos, mas veio a morrer muito nova e sem geração.
À morte de Manuel Augusto Fernandes Barbosa esta casa coube em herança à filha Joaquina, nascida em Fevereiro de 1889 e falecida em 1928, casada. Porque do matrimónio apenas se vingou uma filha de nome Albina da Silva Carvalho, foi a única filha, e marido desta, que a recebeu à morte de seus pais. São hoje os actuais proprietários, sempre muito conservadores e zelosos por aquilo que os seus antepassados deixaram, procurando também melhorar e actualizar aquilo que é susceptível de perfeição.
Este casal a exemplo de seus pais e avós continua a ser um dos casais beneméritos da freguesia e tem só uma filha, professora Maria Eugénia da Silva Reis Lima, casada.


                                                        Artur Coutinho     10.10.1971

P.S.- Já todos faleceram e a casa é agora de Manuela Carvalho e de seu marido


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Maria Alice Mendes Salgado Simon

Maria Alice Mendes Salgado Simon, filha de Fernando Ribeiro Salgado e Olívia de Oliveira Mendes, nascida em Sande, Guimarães, 11 de Julho de 1935, dia de S. Bento. É irmã de 9 irmãos. Ao todo eram 10. Duas foram franciscanas Missionárias de Maria, já falecidas e os irmãos casados e com filhos já faleceram e mais 3 irmãs; uma viúva e mãe de 10 filhos; e duas solteiras a mais velha já fizeram 96 anos.
O pai era trabalhador numa fábrica de cutelarias e a mãe doméstica.
A Maria Alice trabalhou um ano na casa do Doutor António Oliveira Salazar. Tinha 20 anos.
Fez um curso de corte e costura em Lisboa, mas concorreu para a escola e foi parar ao Liceu de Braga, o “Sá de Miranda” e, com 30 anos, veio para o Liceu de Viana donde se reformou.
Não havia alunos que não gostassem dela. Na qualidade de professor testemunho com outros colegas a sabedoria de uma boa profissional, não no corte e costura, mas nas relações humanas com os colegas da sua arte de contínua, como com os professores e alunos, sempre muito delicada e de boa educação, comunicava com as suas atitudes sempre um bom e sadio ambiente na Comunidade escolar, sem menosprezo para outros e outras colegas da sua área que conheci e também de bons encómios.
Professa a fé católica com convicção, e esclarecida, tem vivido uma vida de bastante sofrimento nos últimos anos, mas com fé e uma grande dose de confiança em Deus tudo tem superado até deu catequese até o ano que passou.




Foi catequista na Paróquia, mesmo depois de deixar a Rua da Bandeira, mais de 40 anos e as crianças, no ano passado, ficaram tristes por a verem deixar por motivos de saúde, a catequese. Apesar de não ser jovem as crianças gostavam muito dela.
Para além desse serviço, exerce a função de Ministro Extraordinário da Comunhão já há muitos anos.
Aos 32 anos casou com José Sanchez Simon de quem teve um casal de filhos. O marido, espanhol, está reformado e o filho, casado tomou conta da empresa espanhola do pai e a Ana Maria é professora de Matemática, casada e com 1 filho.
A Alice é uma pessoa que deixa marcas positivas em todos os que a conhecem e é avó de 3 netos.

Os irmãos, como toda a família, vivem em Guimarães.