AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ORAÇÃO RECOLHIDA DA GENTE DA BANDEIRA

ORAÇÃO



Abre Santos, abre Santos três dias antes da Páscoa, desceu o Redentor ao Mundo e seus discípulos mandou chamar, mandou vir um a um, dois e dois se lhe juntaram, o Senhor lhes perguntara: qual de vós quer morrer por mim amanhã.
Olharam uns para os outros e nenhum dissera nada.



Respondeu S.João Batista, que em tempos andava a pregar, por essas montanhas dentro, por essas montanhas fora: Ó Senhor, eu por Vós morreria, mas o cálice da amargura para Vós já está preparado, com muito fel e vinagre.
Quinta-feira pela luz, padecia Cristo Jesus.
Sexta-feira de manhã, já o Senhor caminhava, com a Santa Cruz aos ombros, de madeira bem pesada. Cada passada que dava, o Senhor ajoelhava. Ajuda-me aqui Simão: Ajudo, ó meu Senhor, com a força da minha alma e do meu coração, também.
Sexta-feira, ao meio dia, já Jesus morrer queria, Herodes lhe perguntou: Tremes tu, ou treme a Cruz? O Senhor lhe respondeu: não tremo, nem tremerei, e quem da minha paixão e morte se lembrar, bem me souber meditar; e trinta e três credos me rezar, tudo quanto me pedir, tudo lhe hei—de entregar.
Subiu ao Monte Calvário: Três-Marias lá estavam: uma era Madalena, outra era Virgem Pura, outra era Nossa Senhora que do mais alto se punha. Uma lavava os Santíssimos Pés, outras as Santíssimas Mãos, Nossa Senhora aparava o sangue que do seu lado caía.



Este sangue que aqui cai, cai num cálice Sagrado. O homem que o beber será bem aventurado. Neste mundo será rei, no outro será coroado.
Quem esta oração disser um ano continuado livra cem almas de penas, livra a sua de pecado.

Quem a sabe que a diga, quem a ouve que aprenda, lá no dia de juizo verá que compreende.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Num dia de Quaresma a oração de um pecador


Refelexão em


 tempo



de Quaresma



Humano e terrâquio filho de Deus que se vai revelando em cada momento e em cada dia, me sujeito, por amor e com amor ao Pai, comprometido nesta Igreja e com o Evangelho que nos leva a Ele… com olhos de compaixão nos leva a ver os outros como irmãos com a sensibilidade de compreender e ver a realidade terrena cuidando deles como seres sensíveis e necessitados como eu…

A mim me cabe também a sensibilidade de envolver-me na realidade desta tríplice dimensão que nos leva ao Mistério. De facto, o que é que um ponto sabe de uma linha, uma linha sabe de uma recta e uma recta da profundidade do corpo onde se inscreve?... O Mistério conduz-nos à Trindade, à diversidade na unidade, à procura de lugares na aventura e nos riscos de cuidar do Mundo que, na diversidade se tem de construir a unidade.








 
Trabalhar neste sentido, creio estar, a cuidar da minha salvação e da salvação dos outros.

ORAÇÃO: Senhor, neste dia  da Quaresma continuo a confessar-me pecador. Confio na tua compaixão porque, se isso não fosse uma tónica da minha vida, sentir-me-ia um inútil humano terreno.

A minha vida é feita de tudo. Às vezes é mais retalhada do que devia porque sinto uma certa nostalgia do meu viver.

As minhas ansiedades são apenas a procura de ti no rosto dos meus irmãos, a comunhão dos irmãos e a Igreja nova feita…

Olha, Senhor, que um grande pecado estará em ver este projecto finalizado, talvez para me orgulhar cantando vitória!

Perdoas-me esta sensibilidade e franqueza e refreia estes meus ímpetos; mas é uma luta de muitos anos. Custa tanto, depois do que foi a minha vida até hoje!... Sempre sonhei com uma Igreja nova, à medida das satisfações humanas do mundo de hoje… Antes quis tratar dos aflitos, dos pobres, dos sós, dos idosos e dos abandonados.














Hoje, seria a minha realização pessoal pelo que te peço uma ajuda. Tem complacência para com este servo que quis cuidar do Mundo contigo e criar no coração dos que me deste uma esperança grande e um abrigo no Pai do Céu.

O Evangelho exigiu-me que assumisse as dores de todos os sofredores e os aliviasse criando neles uma nova esperança revelada em Jesus Cristo.








 
Olha para a alegoria Tetragrámaton e, de facto, o que é que o ponto pode compreender de uma linha, a linha de uma superfície e esta da profundidade de um corpo. Eis, Senhor uma trilogia que só o Mistério da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo é capaz de compreender porque nas coisas que me dás e nas pessoas que me apresentas sinto o teu Amor e apetece-me gritar bem alto que inicio uma Nova aventura com riscos de viver com pobres e ricos, seres finitos, limitados estão sempre marcados pela tua marca, o Teu timbre que nos leva a descobrir em Deus presente a cuidar do Homem, sua obra por excelência e pelo Mundo que envolves a Humanidade.















Mais uma vez te peço que não faças caso deste pecador e salva-o da sua iniquidade e miséria. Comigo gostaria que todos pudessem chegar à salvação e celebrarmos todas as alegrias de uma Páscoa sem fim.



 
 
 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Oração do dia - a Cruz



A Cruz sempre foi um símbolo religioso. De facto o homem, de

pé e de braços abertos, tem a forma de uma cruz. A haste

vertical lembra a sua raiz na terra e a sua ligação ao Céu, ao

trancendente, ao absoluto, a Deus e a horizontal a união a toda

a humanidade, só de mãos dadas poderemos chegar ao Céu...










De quem é esta Cruz?

Esta Cruz é tua, oh Jesus!...

Nela te entregaste por amor…

Como no peito, embeleza uma flor!

Depois de te teres feito luz

Que nasceste para sofrer tão grande dor!

Agora esta flor sou eu…, também sofredor

És na minha vida, no dia a dia, o meu cireneu

Fraco, mais frágil também procuro eu, ser teu

Fizeste-me uma flor que sou eu

Pouco a pouco me vou dar

Todo inteiro como um clamor

Chamar grande amor!

Porque me deste asas para voar

Com sofrimento bastante que me reduz

Para imitar-te, no dar a vida na cruz

Esta cruz de todo o meu irmão

Do marginalizado que ainda pode amar,

Do drogado que agarrado ao chão

Vai injectando a sua escuridão

E assim não pode trabalhar,

Da mulher que se vende por tostão,

Do esfomeado que não comeu

Da Mulher que não teve amor

Do Homem que não soube sofrer

Da criança que foi violada

Da criança que foi abandonada

Da que foi maltratada

Da que não foi feliz,

Porque nunca se sentiu amada

Do jovem que não tem emprego para comer

Da família que não consegue o seu dever cumprir

Nem o nascer do sol, no lar ver,

Do preso inocente e injustiçado

Do emigrante que não é bem achado

Do pai que não é compreendido

Da mãe que, pela família, não é entendida

E daquele que não é encontrado

Do velhinho que é abandonado

Da pessoa que se encontra perdida

Do idoso que não tem quem lhe incuta esperança

A esperança que vem da tua Cruz,

A esperança que descubro em ti, oh Jesus!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Oração junto à Cruz

Oração




De quem é esta Cruz?

Esta Cruz é tua, oh Jesus!...

Nela te entregaste por amor…

Como no peito, embeleza uma flor!

Depois de te teres feito luz

Que nasceste para sofrer tão grande dor!

Agora esta flor sou eu…, também sofredor

És na minha vida, no dia a dia, o meu cireneu

Fraco, mais frágil também procuro eu, ser teu

Fizeste-me uma flor que sou eu

Pouco a pouco me vou dar

Todo inteiro como um clamor

Chamar grande amor!

Porque me deste asas para voar

Com sofrimento bastante que me reduz

Para imitar-te, no dar a vida na cruz

Esta cruz de todo o meu irmão

Do marginalizado que ainda pode amar,

Do drogado que agarrado ao chão

Vai injectando a sua escuridão

E assim não pode trabalhar,

Da mulher que se vende por tostão,

Do esfomeado que não comeu

Da Mulher que não teve amor

Do Homem que não soube sofrer

Da criança que foi violada

Da criança que foi abandonada

Da que foi maltratada

Da que não foi feliz,

Porque nunca se sentiu amada

Do jovem que não tem emprego para comer

Da família que não consegue o seu dever cumprir

Nem o nascer do sol, no lar ver,

Do preso inocente e injustiçado

Do emigrante que não é bem achado

Do pai que não é compreendido

Da mãe que, pela família, não é entendida

E daquele que não é encontrado

Do velhinho que é abandonado

Da pessoa que se encontra perdida

Do idoso que não tem quem lhe incuta esperança

A esperança que vem da tua Cruz,

A esperança que descubro em ti, oh Jesus!

sábado, 29 de maio de 2010

Oração Brasil Teresinha Reis

ola padre coltinho,muinto obrigada por sua reza,eu sou uma pessoa de muinta oraçao,desde quatro anos de idade,eu encontrei um terço na rua ,indo para uma igreja ,estava com minha mae. desde esta dia em diante vivo sempre em oraçao.tenho este terço comigo ate hoje. tenho tido muintas lutas,e muintas




vitorias graças a DEUS ,tenho muinto testemunho a dar da presença de DEUS em minha vida ,e na vida de todos da minha familia. ter ido ate ai foi uma delas ,nao tinhamos nenhuma condiçao ,nem de pençar ir ete voces ,e quando vimos estavamos ai .e fomos muinto bem recebidos por todos,encontramos outra familia,tudo por obra de DEUS .e uma historia longa ,ter conceguido chegar ate ai ,um dia quem sabe poça lhe contar.a nossa igreja aqui e de n.s.do carmo. sempre moramos perto de uma igraja. primeiro foi santa barbara,onde nos casamos.depois foi santo antonio,la foram trinta e dois anos,tambem tivemos ns.de fatima por cinco anos e agara estamos aqui a tres anos.graças a DEUS.o pentecostes aqui tambem foi lindo,mas como o senhor disse e eu concordo o espirito santo precisa setar em nosso coraçao todos os dias.e so praticar o JESUS CRISTO NOS DISSE ,AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PROXIMO COMO A NOS MESMOS. QUE DEUS LHE ABENÇOE,LHE DA MUINTA LUZ PARA CONDUZIR O SEU REBANHO.E O ESPIRITO SANTO LHE FORTALEÇA CADA VEZ MAISSUSTENTAR ASUA MISSAO. TEREZINHA E AGOSTINHO .AMEM

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pentecostes (50 dias depois da Páscoa) Crisma na Sé

Meu Senhor e Meu Deus


Com o Papa queria unir-me em oração pelos pecados do Mundo e, no Mundo também está a Tua Igreja que Jesus Cristo, teu Divino Filho fundou.

Foi Pentecostes outro dia!


Este Pentecostes pode ser todos os dias sempre que nos abrimos ao Teu Espírito.

Dou-te graças pelos jovens desta Paróquia e das outras, que, se sentiram fascinados pelo Teu Amor e quiseram corresponder-te numa atitude de quem está preparado para a Missão.

Ajuda-me, Senhor, a levar também a Minha Missão até ao fim.


Abençoa a nossa comunidade e desperta generosidade nos teus fiéis para acabarmos a obra que temos em mão!...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uma Via Sacra por acabar- Todos os momentos podem ser via-sacra

Via Sacra















1ª Estação: Agonia de Jesus no Jardim.

A vocação – Agonia de Jesus no Horto



Princípio do Bem Comum

Segundo esta doutrina por bem comum entende-se: "O conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um dos seus membros atingirem de maneira a mais completa e desembaraçadamente a própria perfeição." [10].

O bem comum é de responsabilidade de todos. "O bem comum empenha todos os membros da sociedade: ninguém está escusado de colaborar, de acordo, com as próprias possibilidades, na sua busca e no seu desenvolvimento." (João XXIII, Mater et Magistra e Catecismo da Igreja Católica n. 1913). Mais, o bem comum é a razão de ser da autoridade política e para assegurá-lo o governo de cada País tem a tarefa específica de harmonizar com justiça os diversos interesses setoriais. O significado do bem comum vai além do simples bem-estar econômico e considera a finalização transcendente do ser humano.





2ª Estação: Jesus, atraiçoado por Judas, é preso.

A Nobreza/Dignidade – Jesus atraiçoado

Princípios e Valores

São princípios básicos em que se condensa a Doutrina Social da Igreja: 1) A dignidade da pessoa humana, como criatura à imagem de Deus e a igual dignidade de todas as pessoas; 2) respeito à vida humana, 3) princípio de associação, 4) princípio da participação, 5) opção preferencial pelos pobres, 6) princípio da solidariedade, 7)princípio da subsidiariedade, 8) princípio do bem comum, 9) princípio da destinação universal dos bens e o princípio da destinação universal dos bens.

Os princípios da dignidade da pessoa humana do bem comum, da subsidiariedade e o da solidariedade a Doutrina Social da Igreja - DSI os considera de caráter geral e fundamental, permanentes e universais. Esta doutrina indica, ainda, valores fundamentais que devem presidir a vida social. Estes valores são:

• Verdade: "O homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la. É obrigado a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda a vida segundo as exigências da verdade" [7]. A vida social exige transparência e honestidade e sem a confiança recíproca a vida em comunidade torna-se insuportável.

• Liberdade: "Toda pessoa humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável. Todos devem a cada um esta obrigação de respeito. O direito ao exercício da liberdade é uma





O Papa Pio XI publicou a encíclica Quadragesimo Anno

exigência inseparável da dignidade da pessoa humana, sobretudo em matéria moral e religiosa. Este direito deve ser reconhecido civilmente e protegido nos limites do bem comum e da ordem pública." [8] "O exercício da liberdade não implica o direito de dizer e fazer tudo. É falso pretender que o homem, sujeito da liberdade, se baste a si mesmo tendo por fim a satisfação de seu próprio interesse no gozo dos bens terrenos." [9].

Justiça: "Segundo São Tomás de Aquino consiste na vontade perpétua e constante de dar a cada um o que lhe é devido. A justiça, contudo, não é uma simples convenção humana, porque o que é justo não é originalmente determinado pela lei, mas pela identidade profunda do ser humano. Aqui reafirma o “direito natural” como sinônimo de respeito à dignidade da pessoa humana, sob uma ótica cristã de valores, como fundamento



3ª Estação: Jesus é condenado pelo Sinédrio.

A justiça no trabalho.

A encíclica Rerum Novarum, "sobre a questão operária", de Leão XIII, se constituiu na verdade na carta magna da atividade cristã no campo social, em busca de uma ordem social justa. "À vista dos problemas resultantes da revolução industrial que suscitaram o conflito entre capital e trabalho aquele documento enumera "os erros que provocam o mal social, exclui o socialismo como remédio e expõe de modo preciso e atualizado a doutrina católica sobre o trabalho, o direito de propriedade, o princípio da colaboração em contraposição à luta de classes, sobre o direito dos mais fracos, sobre a dignidade dos pobres e as obrigações dos ricos, o direito de associação e o aperfeiçoamento da justiça pela caridade." [5]





4ª Estação: Jesus renegado por Pedro.

O Desprezo – Jesus Renegado



A Economia

À luz da Revelação a atividade econômica deve ser vista como uma forma de co-participação do homem na Criação. É uma questão de justiça consigo mesmo e como próximo a adequada administração dos próprios dons e bens materiais. O progresso material e a atividade econômica deve ser colocada a serviço dos demais e da sociedade. As riquezas existem para ser partilhadas com os demais. "Quem tem as riquezas somente para si não é inocente; dar a quem tem necessidade significa pagar um débito." [19]

Há uma relação entre moral e economia, Pio XI na Encíclica Quadragesimo anno afirma que é um erro considerar que a atividade econômica está desvinculada dos princípios morais que regem a atividade humana. A riqueza, a economia não é um fim em si mesma e nem último fim e razão de ser da existência, ela se destina à produção, distribuição e consumo de bens e serviços, com vistas ao bem do homem e de toda a sociedade para a promoção de um desenvolvimento solidário da humanidade. As chamadas estruturas de pecado são construídas com muitos atos concretos e individuais de egoísmo humano.





A Caridade, virtude teologal, Igreja de N. Senhora, Trondheim, Noruega. A concórdia é fruto da virtude da caridade





5ª Estação: Jesus julgado por Pilatos.

O Direito ao Trabalho – Jesus Renegado



Iniciativa privada

Considera esta doutrina que liberdade da pessoa humana no campo econômico é um valor fundamental e um direito inalienável a ser promovido e tutelado. Por outro lado, A empresa não pode ser considerada apenas como uma "sociedade de capitais"; é simultaneamente uma "sociedade de pessoas", da qual fazem parte, de modo diverso e com específicas responsabilidades, quer aqueles que fornecem o capital necessário para a sua atividade, quer aqueles que colaboram com o seu trabalho. (João Paulo II) [20]

A doutrina social reconhece a justa função do lucro, mas o lucro por si só não indica que a empresa esteja servindo adequadamente à sociedade, não é lícito obter o lucro à custa da dignidade do trabalhador, da sua humilhação e da violação dos seus direitos. Mesmo nas relações internacionais a prática da usura permanece condenada e merecem reprovação os sistemas financeiros abusivos e usurários tanto no âmbito das economias nacionais como internacionais.

Os trabalhadores que atuam na empresa constituem o seu patrimônio mais precioso (Centesimus annus, 35), nas grandes decisões estratégicas e financeiras da empresa, de compra e venda, abertura e fechamento de filiais não é lícito decidir tendo por base apenas os interesses do "capital" sem olhar a dignidade dos que nela trabalham. Devem organizar a atividade na empresa de modo a favorecer e promover a família do trabalhador, especialmente as mães de família.







6ª Estação: Jesus flagelado e coroado de espinhos.

O Trabalho e a Família – Jesus flagelado e coroado de espinhos







7ª Estação: Jesus carrega a Cruz às costas.

O Trabalho como realização pessoal

O princípio da subsidiariedade é realçado na encíclica Quadragesimo anno de Pio XI. Por este princípio deve-se respeitar a liberdade e proteger a vitalidade dos corpos sociais intermédios, por exemplo, a família, grupos, associações, entidades culturais, econômicas, ONG's, e outras que são formadas espotaneamente no seio da sociedade. Não deve o estado interferir no corpo social e na sociedade civil além do necessário. Por outro lado deve o estado exercer atividade supletiva quando o corpo social, por si, não consegue ou não tem meios de promover determinada atividade, como também deve o estado intervir para evitar situações de desequilibrio e de injustiça social.





S. Tomás de Aquino, por Fra Angelico. A sua doutrina é um dos pilares da Doutrina Social católica

Este princípio se opõe às formas de centralização, burocratização, assistencialismo e de presença desnecessária e injustificada do Estado e do aparelho estatal no meio da sociedade civil. João Paulo II na Centesimus annus (48), afirmou: Ao intervir directamente, irresponsabilizando a sociedade, o Estado assistencial provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do sector estatal, dominando mais por lógicas burocráticas do que pela preocupação de servir os usuários com um acréscimo enorme de despesas



8ª Estação: Jesus ajudado por Cireneu a levar a Cruz.

O Seguro e Apoio do Estado ao Trabalhador



Propriedade privada e função social

A Doutrina Social da Igreja sustenta que o direito à propriedade privada está subordinado ao princípio da destinação universal dos bens e não deve constituir um impedimento ao trabalho. Não é lícito possuir por possuir, ou possuir contra o trabalho. A propriedade, que se adquire com o fruto do trabalho, tem por dever servir ao trabalho. De tudo resulta que a propriedade particular é plenamente conforme a natureza, porque o seu fundamento está no trabalho humano ela é o fruto do trabalho. [15]

Esta doutrina considera indispensável uma reforma agrária, justa e eficiente, condena tanto o latifúndio porque expressão de um uso socialmente irresponsável do direito de propriedade como a propriedade estatal da terra, porque leva a uma despersonalização da sociedade civil, sugere que se favoreça largamente a empresa familiar proprietária da terra que a cultiva diretamente.





João Paulo II (1991, Brasil) deu ênfase à proteção dos valores cristãos da família e promoveu os encontros mundiais da família.





9ª Estação: Jesus fala às mulheres de Jerusalém.

O Trabalho feminino – Jesus fala às mulheres de Jerusalém



10ª Estação: Crucificação de Jesus

A roupa do Trabalho



Direitos do trabalhador

Os direitos do trabalhador se baseiam na natureza da pessoa humana e na sua dignidade. O Magistério da Igreja enumera dentre outros: a justa remuneração, direito ao repouso, trabalho em ambiente que não lese a sua saúde e a integridade moral, respeito à sua consciência, auxílios aos desempregados e suas famílias, direito a aposentadoria e pensão nos casos de doença, direito a auxílios e benefícios sociais no caso da maternidade, direito de reunião e associação.

O acordo entre patrão e empregado não é suficiente para legitimar o quantum da remuneração, ela deve ser suficiente para um sustento digno do trabalhador e da sua família, as leis de mercado não são suficientes para atender a esta condição de justiça, o direito natural antecede ao direito de contratar. Se for necessário, cabe ao Estado fixar um valor mínimo para as diversas circunstâncias em que a remuneração do trabalho é devida.

A greve é reconhecida pela doutrina social como instrumento legítimo, como último recurso e inevitável e até necessário em vista de um benefício proporcionado, desde que todos os outros recursos se tenham levado a efeito para evitar o conflito. A greve legítima, como justo instrumento de pressão contra os empregadores, contra o Estado e até como meio de pressionar a opinião pública, há de ser sempre pacífica, e perde a sua legitimidade se a ela é associada a violência ou quando lhe é atribuído outro fim que não as condições de trabalho ou contrários ao bem comum.

Os Sindicatos devem ser instrumentos de solidariedade entre os trabalhadores e são um fator construtivo da ordem social. A ação sindical deve ser voltada para o bem comum. Não se admite o ódio de classes e luta para a eliminação de outrem. Trabalho e Capital são indispensáveis para o processo de produção. A doutrina social não pensa que os sindicatos sejam somente o reflexo de uma estrutura de classe da sociedade, como não pensa que eles sejam o expoente de uma luta de classe, que invitavelmente governe a vida social. (Laborem exercens)





11ª Estação: Jesus promete o Seu Reino ao bom ladrão.

O Emigrante e o Imigrante

Direito de participação na vida social e política

A participação é um dever a ser conscientemente exercitado por todos, de modo responsável e em vista do bem comum ([11]). Toda democracia deve ser participativa. É fortemente criticada a negativa deste direito por uma organização do Estado de forma totalitária ou ditatorial, ainda que este direito venha a ser reconhecido formalmente mas na prática negado, como também a "elefantíase do estado" e do seu aparato burocrático são criticadas porque em razão deles pode vir a ser negado ao cidadão a possiblidade de participar da vida social e política do país e também o dia do nascimento deles.



12ª Estação: Jesus na Cruz, a Mãe e o discípulo.

O Trabalho Doméstico

Família e trabalho

O trabalho doméstico, em especial o da mãe de família, deve ser valorizado e deve merecer do Estado e da sociedade uma remuneração pelo menos igual à dos outros, com os auxílios e benefícios sociais e previdenciários respectivos, devem ser eliminados os obstáculos que constrangem a mulher a não realizar plenamente as suas funções maternas.

A família tem direito a um salário para que possa viver dignamente. "Tal salário deve permitir a realização de uma poupança que favoreça a aquisição de uma certa propriedade, como garantia da liberdade: o direito à propriedade é estreitamente ligado à existência das famílias, que se põem ao abrigo da necessidade também graças à poupança e à constituição de uma propriedade familiar.(Rerum novarum)





13ª Estação: Jesus morre na Cruz.

Segurança no Trabalho

Princípio da Solidariedade


Como fruto da globalização crescente da sociedade e de uma crescente interdependência entre os homens crescem as possiblidades de relacionamento entre os homens. Este princípio, sintetiza-o bem João Paulo II, na encíclica Solicitudo Rei Socialis (38):





João XXIII convocou o Concílio Vaticano II.

..."a solidariedade, portanto, não é um sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes. pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos veradeiramente responsáveis por todos. Esta determinação está fundada na firme convicção de que as causas que entravam o desenvolvimento integral são aquela avidez do lucro e aquela sede do poder de que se falou. Estas atitudes e estas "estruturas de pecado" só poderão ser vencidas - pressupondo o auxílio da graça dvidina com uma atitude diametralmente oposta: a aplicação em prol do bem do próximo, com disponibilidade, em sentido envagélico, para "perder-se" em benefício do próximo em vez de o expolorar, e "para servi-lo" em vez de o oprimir para proveito próprio" ...

"A prática da solidariedade no interior de cada sociedade é valida quando os seus membros se reconhecem uns aos outros como pessoas. Aqueles que contam mais, dispondo de uma parate maior de bens e de serviços comuns, hão de sentir-se responsáveis pelos mais fracos e estar dispostos a compartlhar com eles o que possuem. Por seu lado, os mais fracos, na mesma linha de solidariedade não devem adotar um atitude meramente passiva ou destrutiva do tecido social; mas, embora defendendo os seus direitos legítimos, fazer o que lhes compete para o bem de todos. Os grupos intemédios, por sua vez, não deveriam insistir egoìsticamente nos seus próprios interesses, mas respeitar os interesses dos outros."





14ª Estação: Jesus é encerrado no sepulcro.

Eficácia do Trabalho

Família

Ver artigo principal: Família na Doutrina Social da Igreja

Pela Doutrina Social da Igreja a família é importante para a pessoa humana e para sociedade. É vista como a célula primeira e vital da sociedade. A família é considerada a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, é colocada no âmago da vida social e nasce da íntima comunhão de vida e de amor fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher. [12].

[editar] Trabalho humano

O homem, segundo esta doutrina, foi criado ut operaretur - “para trabalhar”. As realidades criadas, são boas em si mesmas, existem em função do homem. O trabalho portanto, pertence à condição originária própria do homem, é anterior à queda do pecado original, não pode por isto ser entendido nem como punição e nem como sendo uma maldição ou castigo. É um instrumento eficaz contra a pobreza e deve ser sempre honrado, é essencial, mas não é o fim último da razão de ser da existência do homem, este não deve esquecer que a última razão da sua existência é Deus.

O trabalho representa uma dimensão fundamental do homem como participante da criação e da redenção. O trabalho é meio de santificação. Ninguém pode se sentir no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros. O trabalho é também uma obrigação, vale dizer, um dever do homem. Constitui uma obrigação para consigo, para com a família, a sociedade e a nação.

A pessoa é o parâmetro da dignidade do trabalho: “Não há dúvida nenhuma, realmente, de que o trabalho humano tem seu valor ético, o qual, sem meios-termos, permanece diretamente ligado ao fato de aquele que o realiza ser uma pessoa.” (Laborens exercens). Isto é, o valor do trabalho está não no que é feito mas está em quem o faz: a pessoa humana. O trabalho humano tem também a sua dimensão social: o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho.

O trabalho é um direito fundamental, tem um valor de dignidade e é também uma necessidade para o homem e para este formar e manter uma família, para ter direito à propriedade e para contribuir para o bem comum. Com efeito “se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais se ela comuta." [13]





15ª Estação:

A Reforma

domingo, 21 de março de 2010

VIA SACRA DO TRABALHO NOS DERRADEIROS PASSOS DE CRISTO- QUARESMA-ORAÇÃO-2010

VIA SACRA DO TRABALHO


Paróquia de NªSª de Fátima

19-03-2010



Iª Estação

A Agonia de Jesus no Horto



Água



Vocação e Missão



Aproximava-se o fim terreno da carreira de Jesus Humano por este mundo. Assim seria posto um ponto final com aquilo que de material pode significar à construção do Bem Comum que consistiu na Salvação.



O bem comum é da responsabilidade de todos os membros da sociedade, ninguém é escusado de colaborar na sua busca e no seu desenvolvimento, segundo o Papa João XXIII e o catecismo da Igreja Católica.

Mais, o bem comum é a razão de ser da AUTORIDADE política cuja tarefa da harmonização depende dos governos que não podem ficar-se apenas no bem-estar económico…



Estamos todos em agonia, não como a de Jesus.

A nossa não será apenas uma agonia mórbida do “deixa correr”?



Que faço eu pelo bem de todos?

Onde está a minha vocação e envio baptismal?





IIª Estação

Jesus é atraiçoado por Judas. É preso.



Tilintar de dinheiro…



Nobreza e Dignidade do Trabalho



Não basta o sofrimento que fez suor e sangue! Vem com isso uma traição!

Ora o trabalho de Jesus tinha sido um trabalho pautado pela dignidade da pessoa humana, como criatura de Deus; pelo respeito à vida humana; pelo princípio da associação; pelo princípio da participação; pela opção preferencial pelos pobres; pelos princípios da solidariedade, subsidiariedade, do bem comum e do destino universal dos bens;



O trabalho vocacionado enobrece e eleva o homem.

É atraiçoado!…



As traições são difíceis de esquecer! …

No entanto, Cristo do alto da Cruz perdoou logo: “ Pai, perdoai-lhes que não sabem o que fazem!”







IIIª Estação

Jesus é condenado pelo Sinédrio



Martelo…3 marteladas



A justiça no trabalho



A condenação de Cristo deve-se aos valores que Ele imprimiu ao trabalho: Obediência ao Pai, a Verdade, a liberdade, a justiça e o Amor. O que é justo exige a identidade profunda do ser humano mais que a lei.



Como respeitamos nós o direito natural ao trabalho. Às vezes, alguns preferirão ser ricos à custa dos outros, explorando-os.



Mas Jesus, apesar de sempre mostrar transparência e honestidade, foi condenado como um corrupto.



IVª Estação



Jesus renegado por Pedro



Fome…miséria…violência…roubo…emigração…doença…

Pobreza…



O desemprego



A LOC reflectiu sobre o momento histórico das muitas realidades concretas que põem em causa a dignidade da pessoa: as situações de subemprego, o pluriemprego, ou desemprego que mexem connosco…, e vão fomentando o medo, particularmente, entre os que vivem na pele os salários em atraso, a precariedade no trabalho, os recibos verdes... Perante isto desanima-se! Apesar de tudo, como cristãos devemos estar conscientes que “a dignidade pessoal de cada ser humano exige o respeito, a defesa e a promoção dos direitos da pessoa humana”



Éramos amigos enquanto havia trabalho, depois deixamos de o ser!...



Como partilho e como vivo a favor de quem não tem trabalho e passa fome?





Vª Estação

Jesus julgado por Pilatos



À Morte…à morte…à morte…



O Direito ao Trabalho e a iniciativa privada



O lucro, por si, não indica que uma empresa está a servir a sociedade porque… não é lícito obter lucro, à custa da dignidade do trabalhador, da sua violação e dos seus direitos.

O Estado deve apoiar a iniciativa particular que tem por objectivo estabilizar e desenvolver o bem de todos e patronato e trabalhadores poderem ter a recompensa justa de um trabalho digno e eficaz.



Hoje os julgamentos fazem-se também na Praça Pública - pela liberdade de consciência; condenam-se cristãos e não cristãos, crentes e não crentes, mas, sobretudo, os que têm pouco ou, tão pobres, andam de aqui para ali, dali par’acolá, sem respeito pela privacidade; não têm nada!... Liberta-se o criminoso e condena-se a vítima!...



Que fazes do teu irmão que sofre?



VIª Estação

Jesus Flagelado e coroado de espinhos



Muito te amo, filho. Agora vou trabalhar…



O Trabalho e a Família



O trabalho constitui o património mais valioso para a sobrevivência de uma família, mas a crise mundial em que estamos envolvidos vai aumentando cada vez mais um fosso entre famílias que têm tudo e famílias que não têm nada.

Sem trabalho aumenta a desagregação familiar, como podemos ver todos os dias:



Violência doméstica, crianças vítimas de maus tratos, mulheres vítimas de violência, roubo, procura de refúgios, estados depressivos, doenças graves, racismo, toxicodependência, prostituição, seropositividade, alcoolismo, perda de valores e… a vida torna-se uma palhaçada e sem sentido…

Estamos a ser flagelados, mas talvez mereçamos. Tu não, ó Cristo! …



Queres estar bem, vai para a prisão. Aí tens tudo de graça!



Temos de revolucionar a caridade…a começar pelo nosso coração de modo que transborde para os outros. É a revolução do AMOR, sem a qual seremos nós crucificados como vítimas do materialismo, do capitalismo e do consumismo…







VIIª Estação

Jesus carrega a cruz às costas



A cruz, a cruz, a cruz…



O trabalho como realização pessoal





Quando se carrega com amor a cruz de cada dia, isto é, o trabalho, é mais fácil chegar ao fim e sentirmo-nos mais felizes por termos conseguido os nossos objectivos. No entanto, ninguém pode ter a ousadia que não precisa da ajuda do outro e, entre os outros, sobressai, socialmente falando, o Estado que para isso existe com o poder que lhe foi dado pelo cidadão e trabalhador.

O mesmo acontece às iniciativas privadas que lutam pelo bem de todos, dando respostas sociais, criando postos de trabalho e concorrendo para o bem comum. O Estado deve intervir para evitar situações de desequilíbrios e de injustiças sociais, mas… sem intervir a dominar pela lógica burocrática, em tempo de crise, e a fazer ele o que não consegue melhor e sempre muito mais caro.





Uma cruz agarrada com Amor traz alegria e satisfação de um dever cumprido.



Com que coragem levas a tua cruz?

O Mestre ensinou!





VIIIª Estação

Jesus ajudado por um cireneu a transportar a Cruz



Caiu, levanto-o…



Segurança no trabalho

O homem, como a religião, existe antes do Estado. A legitimidade deste é-lhe conferida pelo voto popular, por quem trabalha, por quem zela uma família, por quem luta para o bem da sociedade.

O Estado tem com o direito que lhe é conferido e, ao mesmo tempo, o dever de zelar pela segurança do trabalho, pela sua estabilidade, pela qualidade de vida, pela justiça, pela saúde e zelo pelo seu futuro em relação ao trabalhador como em relação à família.



Enquanto cada um deve ser para os outros como o Cireneu, o Estado tem muita mais capacidade e poder para fazer vingar a justiça… se a caridade não funciona…

O amigo Jesus Cristo é o nosso Cireneu nos momentos dificéis.

Que conceito tens tu da família? És cireneu do teu irmão?





IXª Estação

Jesus fala às mulheres de Jerusalém

Ó Mulheres…



O Trabalho Feminino e o trabalho doméstico



O trabalho doméstico, em especial o da mãe de família tem de ser valorizado e o Estado, seja social ou não, deve desobstaculizar as pedregulhos que estas têm pela frente nos caminhos do seu dia a dia e ter em conta que elas merecem uma remuneração quando não têm outro trabalho…A mulher não é mais frágil que o homem, são ambos criaturas de Deus com os mesmos direitos e deveres.

É apreciável o trabalho da mulher onde quer que seja. Homem e mulher são uma dictomia assim querida por Deus e abençoada da mesma forma.





Jesus fala às mulheres de Jerusalém e fala às mulheres do nosso tempo. Não choreis por mim, mas… por vós e pelos vossos filhos…

Dias virão em que já não tereis tempo…fazei já o que precisais de fazer hoje e não deixeis para amanhã!…



Mulher que pensas de ti?







Xª Estação

Crucificação de Jesus Cristo

Martelo e Prego…



Um trabalho crucificado na Cruz



Cristo o Homem da Glória - Divino e Humano - Filho de Deus levou o seu projecto ao fim que, não era outro, senão o projecto de salvação da humanidade. Neste acto de AMOR restitui ao Homem o Paraíso.

Um trabalho inglório? - Não.

Um trabalho eficaz, como eficazes foram sempre as suas palavras e os seus gestos.



A determinação discernida, perseverante, corajosa e firme na aplicação ao nosso trabalho, também ele nos pode crucificar, mas se nele pusermos toda A VERDADE E TODO O AMOR, como algo para maior glória de Deus, nele seremos também glorificados.



Que esperas, uma cruz mais leve do que a do mestre?







XIª Estação

Jesus promete o Seu Reino ao bom ladrão



Obrigado…

O Emigrante e o imigrante

Todos têm um direito natural de participar na vida activa quer no mundo do trabalho, quer no mundo social e político, tendo em vista o bem comum. Às vezes a sua terra não lhes dá essa liberdade, justiça, direitos que têm para si, para a família, para a comunidade em geral…e deixam tudo, saindo da sua terra ou do seu país à procura, como povo errante, ou peregrino, de melhores salários, de mais justiça e de um bem melhor que não o encontrou na sua torrão natal.



Quantos são mal acolhidos e, quem sabe, se não são muitos desses escorraçados os primeiros a terem direito ao Reino de Deus, como o ladrão que sentiu o sofrimento de Cristo, diferente do dele, e se reconheceu pecador perante alguém que estava a vencer uma batalha cruel e infamante.



Também procuras trabalho?

Já adormeceste no teu bem-estar?

Como acolhes o teu vizinho?

Ou nem o conheces?





XIIª Estação

Jesus na Cruz, a mãe e o discípulo



Ó Mãe, não há dor igual à tua…



O Direito ao trabalho e o dever para com a entidade patronal



O direito ao trabalho supõe deveres e quanto melhor entendidos, melhor e mais eficaz, será o trabalho quer para o trabalhador, quer para a entidade patronal. Isso está consagrado no mandamento do AMOR.

Trabalhadores e patrões devem ser uma família mesmo dentro das contingências sociais, económicas ou políticas adversas.

Quando se acabam os objectivos para o patrão, quando este não pode, não pode. É mau que assim seja, mas é bom que haja compreensão de parte a parte e que a Justiça e o Amor estejam evidentes e a família continue assegurada pelas leis previstas para a protecção de um trabalho justo e de uma família digna. Olhemos para Cristo do alto da cruz: entrega ao discípulo a sua mãe…



Não façais aos outros o que não gostarias que vos fizesse a vós?





Como trabalhador, já pensaste que tens também deveres?

Como tens vivido esses deveres, ou pensas só nos teus direitos?

Como empregador já pensaste nos teus deveres ou parece-te que só tens direitos?



XIIIª Estação

Jesus morre na Cruz



Folha de Flandres…



Morreu o trabalho



Isso seria a maior desgraça para o Homem porque só se realiza neste mundo procurando, com a sua inteligência, a criar projectos; a escolher o melhor, a executá-lo, a ver, a apreciar o que fez e a tirar prazer da sua obra, agradecendo a Deus a capacidade que lhe deu…



Não foi por solidariedade, nem por subsidiariedade, nem por altruísmo, nem por humanismo que o Rei da Glória se deixou crucificar, mas, apenas e só pelo AMOR do Pai para com a criatura, Sua imagem e semelhança que a queria no Paraíso.



Como vai por dentro de ti o Amor ao Próximo









XIVª Estação

Jesus é encerrado no sepulcro



Toca o sino!…Morreu!…

Vítimas do trabalho



Não são vítimas do trabalho apenas os que morrem por acidentes do trabalho, mas também os que já não podem com o trabalho por motivos de saúde, de mau companheirismo, mau ambiente e trabalhos complicados, sem a devida, e continuada protecção de segurança ou capacidade para os executar.

Cava-se muitas vezes no trabalho não a realização pessoal, mas a sepultura da pessoa e de um trabalho que não foi plenamente eficaz porque, pelo menos, falhou na sua eficácia do prazer que daí poderia advir para o ser humano.



O trabalho deve ser tanto mais fecundo e produtivo quanto mais o homem o conhece, o ama e faz com vontade própria, até o procura, em cada manhã e sem ser coarctado na sua liberdade para o fazer com vida e com alma.



O trabalho é para ti um peso ou uma libertação?...

É para ti uma Missão?…





XVª Estação

Ao terceiro dia Jesus Cristo ressuscita



Aleluia!…



A alegria do trabalho e a reforma



É tentação querer o imediatismo, o resultado rápido das coisas…em Jesus Cristo tudo poderia ter sido de imediato, mas é significativo este terceiro dia…há que esperar! É apenas preciso acreditar e ter esperança que depois da tristeza virá a alegria, depois do fracasso, virá a vitória! …

Trabalhar bem sem esquecer que a melhor arma para o nosso trabalho é a oração - há que transformar o nosso trabalho numa oração permanente…constante…

Depois de um trabalho feito com amor se verá a eficácia da sua realização pessoal não só para o homem, mas para os HOMENS, para a sociedade em geral…





As realidades vividas por trabalhadores e reformados são bem diferentes e até quando?



Aleluia! … Aleluia! …Aleluia! …





A tradicional Via Sacra pelas ruas da Paróquia, à noite, este ano, é diferente.

Era a Via Sacra dos Jovens!



Esta Via Sacra foi feita sob o tema do “TRABALHO” com base na Doutrina Social da Igreja, de S. José Maria Escrivá e…



Interpretaram grupos diversos orientados por gente ligada à Paróquia que encenaram e levaram à meditação, contemplação e interiorização, do trabalho de hoje, nos últimos passos de Cristo- Humano na terra.



Padre Artur Coutinho