AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado
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sábado, 14 de maio de 2011

O PECADO

O pecado


É uma dificuldade que tenho verificado que as pessoas hoje perderam, na maioria, a lógica do pecado, e o que é mais grave, é a sua repercussão individual e social. Esquecem gestos nobres da História em que o pecado foi sempre um mal e superado com alguma lógica radical como a da gratuidade e do perdão. S.Paulo foi explícito nesta matéria a propósito do corpo místico de Cristo.



Um gesto recente deixou-nos João Paulo II quando abraçou o Ali Agca, que o queria matar. Apesar desta nobreza de estar de um Papa, parece que hoje já não há filhos pródigos, estes são bons e têm direitos e os pais, esses, são sempre os que se devem retirar que nada têm a fazer, que não têm direitos. Os pais não têm razão. As leis que se criaram estão a prejudicar o conceito clássico de família. Até se despreza a família com leis impostas e se retiram à família os filhos com muita facilidade.

Ora, o pecado cria no homem uma prisão quando este descobre que o mal foi permitido por si, ou foi a causa de maior mal por falta de perdão, muito egoísmo e pouca humildade que se conserva, muitas vezes, como arma de arremesso. Deste modo libertação não existe porque falta amor, que levaria à harmonia e à paz interior, que se manifesta, depois, no nosso modo de estar e agir.

Cristo deu-nos exemplo do contrário. “Deus é amor”, segundo S. João, e que Bento XVI sublinha na sua primeira carta ao Povo de Deus. Cristo é para nós um ponto de referência que nos é transmitido pela palavra, pelos gestos, pelas atitudes até ao alto da Cruz, onde pede perdão ao Pai por aqueles que o tratam mal justificando: “pois não sabem o que fazem”.


Cristo sabia o que eles faziam e conhecia bem as razões mais profundas das suas almas. Como Homem e, como Deus, reunindo as duas naturezas divina e humana, Ele tinha poder para que nada acontecesse…

Como reconhecerão hoje alguns apóstotas da fé quando nos pedem que sejamos justos, tolerantes e pacientes mesmo com os inimigos e saibamos serenar no meio da turbulência, para podermos dialogar mais e melhor?

“É que Cristo não tinha cometido pecado, mas Deus, para nosso bem, considerou-O pecador, para que nós, em missão com Ele, pudéssemos ser bem aceites por Deus (II Co 5, 21)”. Mas quem é esse que pode libertar com o seu perdão? Só quem for capaz de se envolver neste Mistério de Amor é que dará seriedade e aprofundará esta articulação como Cristão: a cruz e a ressurreição. “Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos à união fraterna, à fracção do pão e à oração. Viviam unidos e punham tudo em comum. Conf.Actos dos Apóstolos.

Hoje a educação que se pretende dar ou deixar passar para os mais novos é algo sem os sofrimentos do Messias, mas os prazeres de uma vida fácil.

É com estas coisas que vamos ter paciência para deixar correr?!... Deus é amor e o desafio do Papa Bento XVI aponta para uma vivência política plena de perdão e reconciliação.

Vamos fazer justiça. Com o diálogo vamos fazer passar, com gestos de perdão e de reconciliação entre Humanidade e entre esta e Deus que é possível aquilo em que não acreditam. Só o perdão é capaz de trazer uma mudança positiva, é que só o perdão é a atitude que é capaz de libertar quem perdoa e quem é perdoado.



João Paulo II, não só na sua exortação Apostólica Reconciliati et Paenitentia, de 1984, é bem claro e não só o disse como já o tinha feito. A sociedade precisava, já nessa altura, de libertar a pessoa da escravidão e reforça mais tarde: salvar a ecologia humana, na Encíclica Catessimus Annus (1991).

O pecado do Mundo arrasta consigo fracturas sociais. Só à luz duma entrega total de Cristo na Cruz, poderá ser possível retirar o Mundo das trevas, para o trazer para a Luz, para uma nova esperança e força, para superar todas as rupturas que o Mundo criou.

No entanto, embora haja hoje muitas conversões, ainda há muita gente que se diz crente para quem se não passa nada à sua volta e em nome da “Fé” é capaz de fazer tudo contra ela, não só na criação de leis, mas também no “modo de estar” entre os humanos.

Bem falta fazem conversões autênticas que possam hoje dizer às crianças, aos jovens o mesmo que S. Paulo em Cor. 15, 3-5.

É que os nossos pecados destroem a obra de Deus e foi essa a causa por que Cristo deu a sua vida na Cruz.

O pecado não pode ser só um mal que resulta das contingências da natureza, ele é fruto da ruptura entre o que é lei natural e uma natureza frágil. Claro que na estrutura do pecado ou do mal é preciso ter em conta o conhecimento pleno, vontade e liberdade, para que seja ruptura, mas existem problemas psicológicos, culturais, fisiológicos, ou até de ignorância que são capazes de influenciar a consciência moral do nosso irmão. É por isso que o pecado extravaza, quando se trata de frontar a vontade de Deus, a própria pessoa e atinge toda a comunidade, toda a Humanidade. Como sói dizer-se, uma maçã podre no meio das boas pode apodrecer as outras. Há necessidade de criar uma atmosfera espiritual, cultural onde se respire o perfume e as cores belas do divino, redima e retire as trevas ao coração.É com estas coisas que vamos ter paciência e deixar correr?!... Deus é amor e o desafio do Papa Bento XVI aponta para uma vivência política plena de perdão e reconciliação.                                                                                                                       A.C.

Conceição Penteado Bizarro esperava a minha visita

Conceição Penteado Bizarro


Até que enfim chegou, depois de uns anos, visitar a Professora Maria da Conceição de Queiroz Penteado Bizarro, nascida em Viana filha de José Fernandes Penteado, da PSP (subchefe) e de Maria Emília Queiroz, ele da Guilheta, em São Paio de Antas e ela de Vila Nova de Cerveira.

Nasceu na Papanata, nº33 e frequentou a escola da Avenida, depois o Colégio de São José e depois o Liceu, a Escola Normal, depois chamada escola de Magistério Primário, onde hoje funciona o Tribunal de Trabalho.

A Conceição começou a dar aulas e ganhar cerca de 1.200$00, depois passou para 1.200$40 acabando por lhe serem tirados os 40 centavos. Começou em Santa Leocádia, passou a Vila França, Vitorino de Piães e Monserrate onde se reformou.

Entrou aos 18 anos no P. C. P. que, clandestinamente se reunia nas casas uns dos outros e o Dr. Ribeiro da Silva era o mestre. Passou por essa experiência e foi no P. C. P. que conheceu o Amadeu Bizarro, hoje o presidente da Junta de freguesia de Santa Maria Maior por vários mandatos.

O Amadeu Bizarro foi ao funeral do Dr. Lacerda, administrador do ENVC o que aconteceu no dia em que o Sporting deu ao Benfica uma chuva de 7 golos.

O casal tem apenas um filhol que é fisioterapeuta e colabora com os idosos dos centros de dia da Paróquia.

A Conceição foi vítima em 2001 de um AVC que a limitou muito. Recuperou, mas em 2004 caiu. Praticamente não sai de casa, a não ser numa cadeira de rodas para a fisioterapia ou a passear pelo café, mas sempre tem sido sujeita a várias intervenções cirúrgicas motivadas pela própria doença ainda agravada pela debilidade coronária.

Fiquei muito feliz porque há muito tempo pensava repetir a visita e lá fui no 25 de Abril onde encontrei o seu “anjo da guarda” Amadeu Bizarro que não casou para se divorciar, mas para se entregar na vida e nas tribulações à sua esposa, aliás como ela o faria se tivesse acontecido o contrário, mesmo sem terem casado pela igreja.

É que o Amadeu não a deixa sozinha tempo nenhum.                                                                            A.C.

Monsenhor Reis Ribeiro - Chanceler da Cúria de Viana

Monsenhor Reis Ribeiro


Alvarães é uma freguesia do concelho de Viana do Castelo, onde em 25 de Outubro nasceu um varão a quem lhe foi dado o nome de José Maria da Costa Reis Ribeiro.

Depois da passagem pela escola primária ingressou no Seminário de Braga e foi ordenado a 13 de Julho de 1958, no Seminário Conciliar por D. António Bento Martins Júnior. Intelectual invulgar foi logo para Roma estudar e regressou para leccionar no Externato Liceal de Monção em 5 de Janeiro de 1962.

É aquela freguesia uma das freguesias de Viana do Castelo com pessoas não só de “terras e haveres”, mas também de pessoas notáveis pela sua cultura e formação, uma terra rica e de muito civismo e de vocações sacerdotais e religiosas.

Sempre foi um aficionado pela criação da Diocese de Viana do Castelo. Enquanto seminarista algumas dificuldades teria sentido de se manifestar porque o seu pároco era o Cónego Cepa e Arcipreste de Viana mas muito bracarense e fiel ao Arcebispo de Braga.

Colaborou e ajudou-nos na organização da celabração do 40º aniversário da Colónia Vianense, em 1971, quando eu exercia as funções estatutárias de “Bispo” da Colónia e fui ameaçado que não me ordenaria de presbítero, se levasse as comemorações por diante e quem nos valeu, a mim e ao próximo diácono José Maria Pereira do Vale, foi Mons. Daniel Machado que assumiu por nós a responsabilidade do programa.

Portanto, é natural que o jovem Reis Ribeiro se contivesse nas suas manifestações a favor da criação da Diocese de Viana do Castelo, enquanto seminarista.


No entanto, e talvez também por esse motivo deixasse o colégio de Valença para seguir depois do cardeal Patriarca D. António Ribeiro para Lisboa para Dirigir a LUC (Liga Universitária Católica). Para além de vários cargos a nível do Patriarcado, ele sempre foi um leal amigo, um sacerdote com profundidade intelectual e espiritual e fez-se um especialista em Doutrina Social da Igreja, além da licenciatura de Filosofia e diplomado em Sociologia em Roma e formado em espiritualidade no Instituto internacional dos PP. Carmelitas Descalços.

O 25 de Abril, dia do nascimento da democracia, o Monsenhor Reis Ribeiro estava no patriarcado e informações dessa altura, parece-me que soube ser um bom leitor e conselheiro para os Bispos não só do patriarcado, mas também de fora.

Não admira, foi com formação sociológica e ligado às Comunicações Sociais, não era de esperar outra postura dele junto do Senhor Patriarca e dos colegas.

Viveu intensamente a causa política junto da Igreja na harmonia e nos cautelosos e prudentes conselhos como só ele sabe dar.

A vida de Reis Ribeiro dava para fazer um livro, mas é uma pessoa muito discreta, faz mais do que diz e procura ultrapassar problemas difíceis.

Criada a Diocese de Viana do Castelo, logo pensou acompanhar D. Júlio Tavares Rebimbas, o que fez um ano antes de D. Júlio ir para o Porto, ainda ficando ligado às Comunicações Sociais da Igreja a nível nacional, em Lisboa, até que acabados os seus trabalhos em Lisboa se dedicou só à Diocese de Viana o que ainda o faz com muita alegria e satisfação, pois também era uma questão de coerência.Tinha feito parte da sua fundação, contra  muitos que estando em Braga não o fizeram, acomadados alguns aos seus benefícios.


Ter a veleidade de escrever sobre Monsenhor Reis Ribeiro seria um absurdo porque sempre se ficaria àquem do que se possa dizer. Remeto os meus amigos para blog “porfirio.home.sapo.pt/partilhas.hotmail”, aí encontrará pormenores do seu currículo que ficará pasmado e o muito que falta é só por causa da sua descrição e ir mais longe porque pode sentir-se mal. Eu o conheço suficientemete e sei que desta croniqueta só se vai rir...e que a sua missão não é andar nos jornais...é outra coisa mais importante... voltado para os pobres!...

Sempre foi um bom colaborador da Paróquia de Nª Sª de Fátima, sobretudo na formação social e no Centro de Formação Paroquial.

                                                                                                                                                            A.C.

Peregrinações a pé!...

Peregrinações a pé!...


Peregrinação a pé a Fátima como a qualquer outro santuário é sempre uma condição de sofrimento, penitência válida e importante. Hoje começam a crescer as peregrinações a pé, mas para tudo há um limite

porque temos uma vida pela frente, temos de saber até onde esse sofrimento pode ir e naturalmente que nem a Mãe de Deus e Mãe Nossa quer que vamos além desse limite.

Deus quer a Vida e não a morte física e prematura depois de uma jornada dura, vê-se no semblante de muitos dos pere­grinos em marcha pelas bermas, apesar da resistência surpreen­dente de muitos deles. Há peregrinos que o fazem há muitos anos e entram pelos setenta até aos oitenta de idade, mas…é preciso ter coragem para dizer basta…ou serem seguidos por um médico e há os que também o fazem.




O Santuário já tem equipas para acompanhar os peregrinos e isso foi a melhor medida que foi tomada porque a Igreja deve estar atenta a este tipo de penitência e acompanhar para que nada possa acontecer aos que de boa vontade sentem necessidade de agradecer graças recebidas ou pedir.

Para pedir graças não precisamos de ir tão longe, pois “Deus bem sabe do que precisamos” e o importante é um coração novo, constantemente renovado seguindo a vontade de Deus Pai.

Há aqueles, são raros, que se dão mal com os vizinhos, guardam ódio e rancor no coração e, nesses casos, como ter coragem de tomar uma iniciativa destas!

É por isso que há necessidade de uma preparação espiritual e cuidados de saúde, de alimento e roupa, água e movimentos, etc… antes de partir e fazer deste acto um acto oficial como dar o nome na Comunidade de que faz parte e até, se possível receber uma bênção…é importante que a Comunidade se una a esta iniciativa ao menos pela oração.

Tudo isto pode minimizar lesões espirituais e materiais e antes pelo contrário trazer uma graça especial para quem vai e para quem fica…

Caminhar 30 ou 40 km dia é um esforço não habitual e precisa de vários cuidados para evitar males que Deus não quer.

Aos diabéticos, por exemplo, é recomendados ainda mais cuidados…porque podem prejudicar-se em muitas das situações orgânicas do seu corpo.

Uma boa acção, um testemunho significativo, mas dentro da razoabilidade se, para tal, tudo for feito com dignidade, humildade e preparação a longo prazo e no imediato.                                                       A.C.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Igreja que sofre

A Igreja que sofre



A ajuda à Igreja que sofre é uma forma de ser católico aqui, pois em muitos lugares deste planeta Terra, ser católico ou ser cristão tem um preço – é a vida. Essa Igreja que nós não vemos e que está ao longe é uma comunidade pobre, oprimida como uma criança com o seu olhar sofredor. Olha para o alto como quem confia que Alguém lhe valerá, o Deus do Céu, que está na terra, servindo-se das almas boas, nas pessoas que descobriram que a felicidade está mais no dar que receber, no ser do que no ter.

FEIXE DE NOTAS

FEIXE DE NOTAS


Lampreia - Os concelhos do Vale do Minho estão de olho no apetecido ciclóstomo, pretendendo utilizá-lo como factor da região. A lampreia reinará à mesa. Pescadores aludem a um início de época “fraco” no Minho e “positivo” no Lima. “Há mais lampreias no rio Lima que no ano passado. Um saldo positivo, no final deste primeiro mês, a rondar os 20 exemplares. Agora, os custos são mais elevados, pelos custos dos meios e pela falta de dinheiro.

Alfredo e Nelson Vieira, dois irmãos cegos e surdos-mudos, naturais de Covelas, Cinfães, ficaram sem casa numa madrugada, depois de um incêndio supostamente provocado pelo fogão a lenha. Conseguiram saltar pela janela, mas ficaram feridos.

Em Viana do Castelo uma lontra bebé foi encontrada “à deriva” a tentar atravessar uma estrada em Viana do Castelo, e já foi entregue ao AquaMuseu do Rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, onde vai ser “devidamente tratada”. O mamífero foi localizado junto ao rio Lima e, por isso, já foi baptizado de Princesa do Lima.

Sílvia Ribeiro, investigadora da associação não-governamental “Grupo Lobo”, foi distinguida pela Fundação Yves Rocher pelo seu trabalho no Programa Cães de Gado, cujo objectivo é proteger os rebanhos e assim diminuir os prejuízos causados pelos lobos.

Aprender a recuperar animais silvestres-A ALDEIA, Associação de Conservação da Natureza, irá promover, de 18 até 20 de Fevereiro, em Gouveia e Seia, mais um curso de recuperação de animais silvestres. O workshop tem como objectivo a formação de técnicos e voluntários interessados na protecção e conservação da fauna nacional.

Portugal assinalou a abertura do Ano Internacional das Florestas com um encontro, no passado dia 1 de Fevereiro, no Centro de Ciência Viva de Proença-a-Nova. Este evento foi ocasião para a apresentação do site oficial das comemorações. Esta iniciativa é do Ministério da Agricultura e da Comissão Nacional da UNESCO.

O Parlamendo Europeu condenou

O Parlamendo Europeu condenou a forma e a perseguição que estão a fazer aos cristãos no Oriente e pediu aos líderes religiosos que façam o mesmo, para que se garanta a liberdade religiosa nesses países...Até que enfim...mas isto não condena o calendário europeu. Como é?...


É que, de facto, não está longe que países islâmicos façam parte da COMUNIDADE. Não me parece que seja um problema, mas não deve ser o dinheiro apenas o elo de ligação porque esse esvai-se rapidamente e em vez de unir até divide.

Há que encontrar na COMUNIDADE outras razões mais profundas da sua união e que estejam acima do poder económico ou material - a liberdade religiosa pode e deve ser um desses valores.

Assisti um dia a uma conferência na Alemanha sobre o islamismo, que um professor da Universidade de Bona proferiu com toda a objectividade em que defendeu que era possível um diálogo e uma convivência sadia entre cristãos e islâmicos, mas quando chegou a vez de intervir um dignitário islâmico, politicamente autorizado pelo Chefe Turco, as pessoas começaram a sair da sala porque, afinal, o diálogo estava muito longe. Outros, como eu, continuámos, mas não fácil foi digerir o diálogo com o referido Imã.

É possível mas difícil o diálogo com o islamismo.

COSTUMA-SE DIZER: “RESPEITA SE QUERES SER RESPEITADO”. Há necesssidade de voar sem amarras, de ser salna massa e Luz do Mundo; e cada um... ser rosto claro daquilo em que acredita...com paz, harmonia, justiça e Amor!...

ESTATUTOS DO CONSELHO PASTORAL PAROQUIAL -PNSFATIMA-VIANA DO CASTELO

ESTATUTOS DO CONSELHO PASTORAL PAROQUIAL


REVISÃO - PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - VIANA DO CASTELO

ARTIGO I -Definição e objectivos

O Conselho Pastoral Paroquial é o organismo representativo e consultivo da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima - Viana do Castelo que, em comunhão com a Igreja Diocesana, anima e dinamiza os dons e carismas dos seus membros como assembleia convocada por Deus e exemplo de Fé viva.

ARTIGO II - Atribuições do Conselho Pastoral Paroquial

São atribuições do Conselho Pastoral Paroquial:

a) Animar a vida paroquial como comunidade eclesial; b) Coordenar as actividades do plano anual de pastoral, de harmonia com as orientações diocesanas; c) Estar atento aos problemas de natureza socioeconómica e cultural da comunidade, fazendo o encaminhamento de necessidades para as entidades competentes; d) Promover a cooperação entre os diversos organismos paroquiais; e) Fomentar a ligação com os órgãos pastorais de nível interparoquial, regional e diocesano; f) Eleger o(s) seu(s) representante(s) ao Conselho Pastoral Diocesano; g) Analisar e decidir sobre todas as questões da pastoral da Paróquia.

ARTIGO III - Constituição

1. São membros do Conselho Pastoral Paroquial:

a) O Pároco, por inerência do cargo; b) Os Presbíteros que, em união com o Pároco, colaboram na pastoral paroquial;

c) Um representante do Seminário do Carmo; d) Os delegados dos movimentos de fiéis canonicamente erectos, em número de dois, dos quais o presidente, por inerência do cargo, e outro por eleição ou nomeação; e) Os membros do Conselho para os Assuntos Económicos; f) O responsável pela Direcção de cada uma das valências do Centro Social;

g) O Pároco poderá nomear ainda três membros da sua responsabilidade.

2. São os seguintes os movimentos referidos na alínea d), com representação no Conselho Pastoral Paroquial:

2.1. PASTORAL LITÚRGICA : Acolhimento, Acólitos, Comissão de Culto Nossa Senhora das Necessidades, Corais, Leitores, Ministros Extraordinários da Comunhão, Ofertórios, Ostiários, Sacristães, Zeladores

2.2. PASTORAL SOCIAL: CECAN - RD. ,Comissão de Angariação de Fundos, Estabelecimento Prisional, Legião de Maria,Observatório da Pobreza, OZANAN, Vicentinos. Centro Social: , ADI , Berço , Cegos e Amblíopes , Centro de Convívio , Centro de Dia , Escola de Música, Infantário, Oficina de Bonecas, Ponto de Encontro, Refeitório Social ,Rendimento Social de Inserção, SAD.

2.3. PASTORAL DA EVANGELIZAÇÃO : Acolhimento a Noivos, Biblioteca Paroquial . Caminho Neocatecumenal, Carismáticos , Catequese , Centro de Formação ,Centro de Preparação para o Matrimónio, Escutismo, Formação para o Baptismo, Jornal "Paróquia Nova", Luz Dominical , Missionários Voluntários, Sítio da Paróquia, Viagens e Peregrinações

Artigo IV - Eleições e mandatos

a) A eleição a que se refere a alínea d) do Artigo III será feita pelos respectivos grupos, em dia, hora e local a determinar;

b) Quando no decurso de um mandato ocorra mudança de presidente de um movimento, a mesma se verificará no Conselho; c) Em caso de impossibilidade permanente de um membro participar no Conselho, deverá o mesmo ser substituído até ao fim do mandato por um outro proposto pelo movimento; d) O membro do Conselho que incorra em três faltas não justificadas perde a representação, não podendo ser considerado elegível no decurso desse mandato; e) Quando um elemento do Conselho não puder participar numa reunião, deverá ser substituído por outro elemento do movimento, devendo este munir-se de uma credencial passada pelo seu presidente ou responsável; f) A participação na vida política activa ou o exercício de cargos de implicação partidária são incompatíveis com o exercício de funções no Conselho Pastoral Paroquial. Assim, se no decurso do mandato um membro do Conselho Pastoral Paroquial optar por essas formas de intervenção pública, deverá apresentar o respectivo pedido de suspensão de funções.

ARTIGO V - Órgãos do Conselho Pastoral Paroquial

São órgãos do Conselho Pastoral Paroquial: a) O Plenário; b) A Comissão Permanente.

1. Constituição e funcionamento do Plenário a) O presidente do Plenário, bem como da Comissão Permanente será, por inerência do cargo, o Pároco; b) O Plenário é constituído pelo conjunto dos membros do Conselho nos termos do Artigo III; c) O Plenário reúne, em sessão ordinária, três vezes por ano, por convocação do Pároco, e em sessão extraordinária, sempre que o Pároco, a Comissão Permanente ou dois terços dos membros do Conselho o solicitem;

d) A convocatória deve ser feita com pelo menos 15 dias de antecedência, incluindo, obrigatoriamente, a agenda de trabalhos da assembleia; e) De todas as reuniões será lavrada a respectiva acta a cargo de um secretário para o efeito nomeado no princípio de cada mandato do Conselho Pastoral Paroquial; f) Em todas as reuniões far-se-á o registo das presenças em folha própria que cada elemento presente deverá assinar.

2. Constituição e funcionamento da Comissão Permanente: a) A Comissão Permanente será constituída por um máximo de cinco membros eleitos pelo Plenário, salvaguardando-se a representatividade de todos os movimentos paroquiais repartidos pelos sectores da Pastoral Litúrgica, Social e Evangelização; b) De entre os seus elementos, a Comissão escolherá um para secretário; c) Compete à Comissão Permanente representar e apoiar, de forma responsável e continuada, o Conselho Pastoral Paroquial na prossecução dos seus fins e na execução dos seus planos; d) A Comissão Permanente reunirá, ordinariamente e por convocação do Pároco ou em seu nome pelo secretário, uma vez por mês, e extraordinariamente sempre que o Pároco ou pelo menos dois terços dos seus membros o solicitem.

ARTIGO VI - Formas de decisão

1. As decisões do Conselho Pastoral Paroquial serão tomadas por maioria simples de votos de todos os seus membros, exceptuando-se o respeitante às alíneas d) e f) do artigo III em que, independemente do número de respresentantes, tanto cada um dos movimentos como o Centro Social no seu todo, têm direito unicamente a um voto.

2. Quando o Plenário assim o entender, as decisões poderão ser tomadas por voto secreto.

3. Em caso de dúvida, recorrer-se-á ao Ordinário Diocesano.

ARTIGO VII - Duração do Conselho de Pastoral Paroquial

1. O mandato dos membros do Conselho terá a duração de três anos.

2. Uma vez constituído e aprovado, o Conselho Pastoral Paroquial só pode ser dissolvido pelo Ordinário Diocesano.

3. O Conselho Pastoral Paroquial não cessa, nem com a mudança do Pároco nem com a vacatura do respectivo ofício; manter-se-á até que novo Conselho Pastoral Paroquial seja constituído e aprovado. Durante a vacatura, a presidência será exercida pelo Administrador Paroquial ou por um Delegado indicado pelo Ordinário Diocesano.

ARTIGO VIII - Regulamento interno

A Comissão Permanente poderá, se solicitada, elaborar um regulamento interno a ser submetido à aprovação do Plenário.

ARTIGO IX - Alteração dos estatutos

Qualquer proposta de alteração destes estatutos só poderá ser apresentada ao Ordinário Diocesano para aprovação, se for aceite por maioria dos membros do Conselho Pastoral Paroquial.

ARTIGO X - Resolução de casos omissos

Nos casos omissos regem as normas do Direito Comum da Igreja e as orientações do Bispo da Diocese.

Julho de 2010-data da revisão dos antigos estatutos que vieram a ser aprovados pelo decreto episcopal de 17/11/2010, de D. Anacleto Oliveira

Eleições

E l e i ç õ e s



Cavaco Silva venceu à primeira volta de eleições, continuando a ser o Presidente da República Portuguesa.

Deste acto eleitoral fica a impressão que os eleitores estão cada vez mais longe dos políticos.



Defensor Moura sucedeu a Norton de Matos e Ramos Pereira no combate, ou na luta, pelo lugar. Um Presidente da República cá do norte ficou mais uma vez adiado. À terceira não foi de vez!... mas ainda não é tarde!...

O Zaqueu

Zaqueu é uma personagem

 bíblica importante para

 nos ajudar a compreender

 o Amor de Deus. Assim,

 "apesar da falta de méritos,

 Zaqueu é justificado

 por Nosso Senhor".


O Zaqueu








Apesar da falta de méritos, Zaqueu é justificado por Nosso Senhor.

"Jesus disse-lhe: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é filho de Abraão.Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

Nosso Senhor usa aqui a palavra casa num sentido mais profundo, referindo-se, como vimos, à alma do anfitrião. Pois "foi nesse momento que a fé de Zaqueu, a sua obediência, o seu desinteresse e a sua caridade fizeram dele um verdadeiro filho de Abraão". Assim, ao afirmar "hoje a salvação entrou nesta casa", Jesus declara solenemente que esse homem está perdoado.




Antes de encontrar o Divino Mestre, Zaqueu era um pecador que corria atrás do lucro, por vezes ilícito. Entretanto a graça introduziu na sua alma o desejo de ver aquele que "veio procurar e salvar o que estava perdido", e o publicano correspondeu.

Buscar Nosso Senhor, subir à árvore, descer depressa ao ser chamado, receber com alegria e atender com generosidade: eram sintomas de abertura e de acolhimento também.

"Quem considerava grande e inefável felicidade o facto de vê-lo passar, mereceu imediatamente tê-lo em casa".

Quem já tem ido a Jericó, sabe que os seus habitantes mostram hoje ao peregrino, o sicómero onde Zaqueu teria subido para esperar Jesus.

Foto do Sicómoro

EMBONDEIRO

Árvore prisão



Em Kasane, no Botsuana, África, existe um embondeiro cujo tronco é tão grande que é utilizado como estábulo, em que cabem três vacas. Mas esta árvore já foi usada pelas autoridades locais como uma espécie de prisão para as mulheres que se portavam mal.





Na região de Kimberley, no Oeste da Austrália, também há embondeiros que foram prisões. 0 mais famoso (na foto) está em Derby. 0 tronco da árvore tem mais de 14 metros e a porta mede um metro de largura por dois de altura. Manteve cativos aborígenes em 1890. Outro embondeiro prisão está em Wyndham. in revista Audácia de Dez-2010

Europa sem Cristianismo

Europa sem Cristianismo


Europa sem Cristianismo é como um corpo sem alma; é um cadáver à disposição dos abutres. Quem são os abutres?

Eu não queria dizer tanto porque há sempre, por natureza, uma religião que dará vida e ressuscita os cadáveres, são, mais ou menos, as outras religiões que respeito como já tenho dado provas, dialogando com islâmicos, judeus, budistas e...

Todo o Homem é meu irmão, porque acredito que Deus é o Criador, o Pai/Mãe de toda a criação. Enganam-se, por isso, os ateus que filosoficamente podem dizer que até existem, mas na prática falham; não existem ateus na realidade da vida.

Não conheço o dito calendário europeu para oferecer onde foram gastos milhões de euros com as referências às festas de três religiões, pondo de lado a do Cristianismo, com a agravante de se corrigir um mal com outros tantos milhões... Afinal, onde está a crise? No entanto, apagar ou passar uma esponja, já não evita esta tentação demoníaca duma sociedade sem Deus.




Não será que por detrás de ateísmo filisófico e do desejo do lucro que impele a sociedade de hoje a perseguir os cristãos e a destruir a Igreja, não existe uma esperança em reconstruir um outro templo na maior escuridão de qualquer sociedade secreta à procura de retorno?…

Creio que a Europa não vai perder as suas raízes cristãs, a sua cultura de séculos e séculos... embora, politicamente, seja essa a luta. Afinal, na Comunidade Económica Europeia, era assim o seu nome, está à vista a tendência para o materialismo e para a luta contra a fé cristã e contra todas as outras crenças... porque a procissão ainda vai na rua!...

Há necessidade de tomarmos consciência de que Deus é a Razão da nossa existência e Cristo foi o rosto de Deus, Palavra que continua hoje a salvar e a libertar o homem daquilo que o escraviza, como o dinheiro, o poder, o comodismo para desabrochar como uma flor para o Amor, para os outros e para a solidariedade …
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Visitas ilustres : Aurora Maria Lopes Correia-Maria Emília de Sá Coutinho Lopo de Carvalho, irmã do Conde d'Aurora

Visitas ilustres


Aurora Maria Lopes Correia, nascida em 1934 à Rua da Bandeira, junto ao fontanário de que é hoje o do Largo das Carmelitas. Foi baptizada na Matriz.Filha de Manuel Passos Correia e de Maria Monte Lopes, ele pescador no Rio Lima e a mãe vendia o peixe que o marido trazia.

Tinha oito irmãos e seriam 14 se todos estivessem vivos, segundo a sua mãe lhe dizia. Não foi para a Escola porque tinha que trabalhar e, numa altura, diziam que as mulheres não precisavam de saber ler. Por isso, começou a trabalhar aos 9 anos mais ou menos, para costureira de alfaiate até aos 16-17 anos. Foi trabalhar para a Grande Chique, junto à Matriz, depois no Meireles à Rua da Bandeira. No primeiro trabalho ganhava 7$50 por semana, depois 3$00 por dia.







Casou com 33 anos. Podia ter casado mais cedo, aos 21, mas o homem ideal e a decisão foi aos 33 anos, casando com Salvato Peres Xavier que tinha feito a tropa na Força Aérea tendo estado em Angola em Comissão de Serviço, antes de começar o terrorismo,mas antes de passar a Sargento resolveu deixar e vir trabalhar em Matosinhos, numa Casa de Assistência a Radares e Sondas de Navios e na electrónica.

Entretanto, a Aurora trabalhava em casa de costureira de alfaiate . Teve dois filhos, uma falecida e o filho Salvato que é casado e tem 3 filhos. O filho trabalhou na Vodafone e vive no Alto da Maia e a nora no Bar-Cantina do Desportivo de Deficientes.

Ficou viúva há dois meses do seu marido que faleceu com uma doença pulmonar própria desta época.

Foi sempre muito feliz, "graças a Deus" e só teve esta perda que lhe deixou saudade eterna, mas com a mesma graça de Deus, há-de vencer. Tem fé e esperança que assim será. Voltou a Viana em 2001.



D. Maria Emília de Sá Coutinho Lopo de Carvalho, irmã do Conde d'Aurora visitou-nos, uma senhora cheia de vida logo com 90 anos, e conduziu o seu carro e que segundo ela juntou cerca de 70 pessoas no Natal. Teve nove filhos. Oito casaram e todos têm geração. Tem cerca de 35 netos e agora já olha mais para os bisnetos, que são 19.

Esta visita de uma "Condessa" foi para nós muito gratificante, sobretudo pela sua vivacidade e com um discernimento e raciocínio raro nesta idade. A primeira coisa que nos disse é que sabia e acompanhava bem as obras desta Paróquia.

Campeão Nacional - Luís Leão PInto

Campeão Nacional


Já há muito, mas em cada dia que passa mais este jovem advogado que frequentou a nossa catequese e é nosso paroquiano, irmão da uma catequista, a Helena, e cunhado do catequista Magno, nos surpreende com as suas vitórias. Luís Leão Pinto, vianense de gema, foi sempre um apaixonado do desporto, depois de cursar direito em Coimbra.



A sua carreira desportiva começou quando aos 12 anos, no REMO se manifestou tão sagaz , desporto esse que o fez lançar na vida como pessoa e homem do desporto de uma forma admirável, que o marcou profundamente e se faz uma glória de Viana, um vianense de que esta terra deve ter muito orgulho.

Tem sido sempre campeão em qualquer prova...Não há dúvidas que se trata de um raríssimo e grande exemplo de sucesso desportivo a nível nacional que, com o seu esforço e persistência pessoal, treino e competência tem muita honra e mérito, que nos prestigia.

Nós pensamos assim, mas os nossos meios são de pouco alcance para darmos eco destes vianenses que andam por fora a dar a vida, já que na sua terra são esquecidos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ano Sacerdotal encerrou, mas qundo encerra,normalmente algo de novo começa

A minha preocupação, como padre, foi e é procurar fazer tudo para a todos levar a Cristo. Digo-o com a convicção de que é para isso que eu trabalho e nada mais...


Não sou padre de esquerda, de centro ou da direita. Procuro abrir os braços e ter um coração aberto a todos os de boa vontade.

Nem sempre consigo porque, nem sempre sou tão profundo porque me falta a coragem ou qualquer coisa que não me deixa os meus olhos e o coração chegar tanto ao Alto quando rezo, nem ao Fundo do inesgotável Amor de Deus tanto quando como faço algo.

“Deixe-me ser padre da rua” , disse um dia a alguém, e passo agora a nem sequer isso poder. A minha postura de trabalho mudou muito. Estava em todos os lados, agora trabalho na mesma, mas sempre no mesmo sítio com algum prejuizo pastoral.

Deus é Amor, assim definiu S. João e o Papa Bento XVI. Numa era conturbada na Igreja, lança como base da sua acção esta encíclica "Deus é Amor" e é assim que começou o seu pontificado.

Nem sempre nos convencemos disso. Acreditamos, e na prática, esquecemo-nos…

Até parece que estamos cheios de ouvir: Jesus disse, o Apóstolo disse, o Papa João Paulo II dizia, Bento XVI veio a Portugal e disse, mas é raro ouvir-se dizer que alguém trouxe uma boa mensagem e agora... eu estou a tentar vivê-la, a transformar-me nela. Eu também não consigo aquela transformação que desejo ardentemente, pelo que sinto ansiedade, mais e mais… Fico aquém do muito que gostaria de estar mais próximo de todos, por mais que lute por me aproximar dos demais, seja no café, na rua, na oficina, no escritório, na missa, no confissionário, em casa ou na Igreja, em passeio ou reuniões, entre os pobres e os ricos, entre as flores do jardim e os frutos dos perfeitos amores.

Sou Padre, tenho um nome e a minha missão só acabará quando Deus quiser. O melhor é abandonar-me nas mãos de quem tudo pode na luta pelo bem de todos os irmãos.

Não é tarefa fácil, mas também só somos obrigados a ir até aonde pudermos e, se algo fazemos de bem, a Ele o devemos, que nos vai dando alento, coragem, força e o seu Espírito nos acompanha em todos os momentos e nos ilumina para não vivermos de rotinas, de calendários, de dias e horas marcadas...

Este nosso Deus é digno de toda a Honra, Glória e Louvor porque tem um coração maior do que o mundo e onde todos podem lá estar, e eu ficar de fora!... Quem sabe?... Deus me perdoe, mas eu não sei tudo sobre mim porque cada dia que corre descubro coisas em mim que desconhecia boas e más...e dos outros, do que se passa nos seus corações, não sei mesmo nada.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Flashadas da República: Qual o melhor regime regime?

* Amadeu Rodrigues nasceu após dois anos da República, em Longos Vales, Monção, irmão de mais onze, todos filhos de Vitorino José Rodrigues e de Maria de Lima.


Dois irmãos morreram em criança. À morte dos pais eram vivos dez. Dos dez irmãos casaram seis e todos com geração.

Casou aos 25 anos com Esmeralda Vieira Ramos, de Santa Marta de Portuzelo.

O pai era Monárquico e ele tem coração de monárquico, embora não se interesse pela política, nem lute por um regime ou por outro, mas se fosse chamado a pronunciar-se por uma coisa ou outra seria monárquico, como democraticamente aceitaria ser republicano.

O Centenário da República é uma data importante para o regime.

O pai sempre foi Monárquico e esteve na tomada de posse do rei D. Carlos, em Lisboa. O Amadeu, como escrivão do Tribunal, chegou ao topo máximo da carreira com a classificação de muito bom.

*Maria das Dores Pires, nascida em 1927 em Lovelho, Vila Nova de Cerveira, filha de Subchefe Pires da P.S.P., trabalhou sempre na secretaria Notarial e chegou ao topo da carreira, Ajudante Principal do 1º Cartório. Vive com Maria da Luz Lima de Campos Teixeira da Costa e toda a família de Maria da Luz, que Domingo a Domingo, a visita. Diz ela que "está cheia de mimo".

O regime republicano passou-lhe ao lado, já tinha a Monarquia ficado para trás e toda a educação foi republicana. Pessoalmente se houvesse possibilidade de mudar "escolheria a Monarquia".

Celebrar cem anos é muito bom e digno de registo, mas foram 800 anos de monarquia, desde a fundação de Portugal.

*Rosa Vieitas Bravo (da Quinta de Baixo) ou “Rosa das Magras”. Esta alcunha já vinha de família pelo lado da mãe, filha de António Gonçalves Bravo, de Perre (falecido aos 42 anos) e de Rosa Beatriz Vieitas Franco, de Outeiro, casou aos 28 anos, em 25 de Dezembro de 1942, na Capela de Jesus Maria José, com Manuel Luís Carvalhido Pinheiro, neto de antigos caseiros da Quinta de Baixo, na Abelheira, oriundos dos Felgas, de Perre, falecido aos 79 anos de idade.

Foi mãe de 8 filhos, 4 rapazes e 4 raparigas, que os criou e educou, nunca faltando nada para comer: Rosa, Ana, Manuel, Fernando, Fernanda, Carlos, Fátima e José.

O mais novo faleceu na guerra colonial solteiro e sem geração. O Manuel Luís faleceu há 5 anos e são na maioria moradores na Abelheira à excepção do Fernando que vive na Meadela e do Manuel que vive em Perre e o José na Areosa. A Fátima mudou para a Meadela. Todos com filhos.

A Rosa “das Magras” conta 96 anos de idade, criou os filhos que Deus lhe deu e ajudou sobrinhos. Trabalhou muito na Quinta de Baixo, quase 40 anos.

Solteira, trabalhou no Hotel de Stª Luzia no tempo da guerra Civil de Espanha como jardineira e levando 12 litros de leite do Hotel Central pelo monte acima sem elevador e vinha de Outeiro a pé, depois subiu de carreira e de lá casou.

O primeiro proprietário da Quinta era um médico General e o seu filho “Manelzinho” Oliveira, um dia, por ser monárquico, vieram buscá-lo a casa para o prender e o pai atendeu da varanda e pediu que esperassem, indo-se fardar e quando apareceu de novo na varanda, foram-se embora. No entanto, convenceu o filho a ir no dia seguinta entregar-se à Polícia e foi, depois dessa diligência, para Espanha onde esteve até tudo acalmar. Morreu solteiro e sem geração. Era uma jóia de pessoa, mas quis que fossem os caseiros a levá-lo aos ombros para o cemitério, onde tem um jazigo.

Naturalmente o corpo que apareceu na capela seria do pai ou de outro antepassado, quem sabe, o fundador da Capela, onde havia missa para as senhoras da Quinta. Era primo dos Espregueiras.

Esta senhora nascida em 1914 e com 96 anos, houvesse possibidade de escolha de novo regime votaria pela República.

domingo, 14 de março de 2010

Uma visita inesperada -Maria de Jesus Monteiro

Foi com agrado que recebi no meu gabinete a Maria de Jesus Monteiro, divorciada, do Luís Cerqueira, ( O Luís Cerqueira casou pela segunda vez), como se abordou num dos números anteriores. Da primeira mulher, Maria de Jesus Monteiro teve dois filhos: o Eduardo e o Luís. O Eduardo, casado e pai de um casal de filhos: o André, engenheiro e pai de dois gémeos e a Natália, enfermeira; e o Luís, solteiro, limitado e a viver ao cuidado de sua mãe octogenária que, apesar da idade, sozinha ainda se vai valendo e lutando pela sobrevivência dos dois, nos cuidado ao filho e a si própria, já com alguns limites próprios da idade.