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Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A arquitetura sacra é sempre uma luz nova para os homens


Luz entre os homens

A ARQUITETURA SACRA

Entre as obras humanas que permitem manifestar a luz do evangelho e levar os homens a glorificar a Deus pela beleza que elas manifestam estão as de arte sacra. O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a verdadeira arte sacra leva o homem à adoração, à oração e ao amor de Deus, Criador e Salvador, Santo e Santificador”. Na verdade, a vocação da arte sacra é “evocar e glorificar, na fé e na adoração, o mistério transcendente de Deus” (n. 2502). Gostaria todavia de destacar a arquitetura sacra e o seu significado como expressão da fé.

Grandes mosteiros ou santuários, igrejas antigas ou modernas, pequenas capelas e ermidas são alguns exemplos de arquitetura sacra. Foram construídos para exprimir a fé e para serem lugar onde ela é alimentada em pequeno grupos, grandes assembleias, momentos familiares ou nos atos pessoais de meditação ou de oração. Ao construir uma edifício sagrado, os crentes marcam e delimitam um determinado espaço que consagram a Deus, para nele Lhe prestarem culto, O escutarem e Lhe falarem. Como muito bem diz Nuno Higino, toda a igreja “é uma representação humana do divino. É uma mediação humana apontando o próprio Deus. Deus não precisaria de nenhuma casa para habitar, porque ‘os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade’ (Jo 4, 23). Mas à condição histórica do homem convém a representação. A casa de Deus é a casa dos homens. ‘Assente no chão’, ‘atenta à beleza e à diversidade da imanência’, a casa de Deus é feita ‘para habitação da eternidade’ (Sophia Andresen)”.

Os templos são ao mesmo tempo “casa de Deus” e casa da comunidade cristã. Casa de Deus, porque Ele aí se manifesta e acolhe os seus filhos. Mas não fica prisioneiro do espaço sagrado, como bem afirmou S. Paulo aos atenienses, quando lhes disse que “o Altíssimo não habita em casa erguida pela mão do homem” (Act 7, 48-49), pois Ele está presente em todo o lado. Os edifícios sagrados também não são os únicos espaços em que os homens podem adorar a Deus, pois podem fazê-lo em qualquer lugar.

Ao construírem um templo, por mais modesto e simples que seja, os crentes levantam um sinal de Deus que se torna patente diante dos homens. Toda a obra de arte, também a arquitetura, “é um testemunho do homem” (A. Halder) situado no tempo, na sociedade e na cultura que lhe são próprios. Uma igreja, uma capela ou qualquer outro edifício religioso é portanto um testemunho da fé da comunidade que o ergueu. Nessas obras traduzem-se alguns elementos do seu credo, do modo de pensar a religião e da sensibilidade. Nelas manifesta-se simbolicamente “um estilo de vida, uma qualidade de acolhimento, uma espiritualidade” (A. Houssiau).

Como já disse, um edifício sacro, é também uma casa que acolhe a comunidade cristã, a Igreja. É chamado “igreja” porque é a casa que abriga o grupo ou a assembleia dos fiéis, essa sim a Igreja viva e verdadeira. Ali se congregam os crentes reunidos “no amor de Cristo”. Também a comunidade cristã é sinal que indica o divino, um sinal mais importante e expressivo do que a obra material. Mas o testemunho da Igreja viva não tira valor de sinal à igreja a casa de Deus construída pelos homens. O testemunho da Igreja exprime-se também através das suas obras de arte e da beleza dos templos que dedica a Deus e aos santos.

A igreja material é todavia “morada de uma comunidade” (A. Houssiau) e não simplesmente o lugar onde ela se reúne. Como uma família tem a sua casa onde habita, assim os fiéis formam uma comunidade, identificam-se com ela e têm a casa onde fazem oração, se encontram, partilham experiências e dons espirituais. Amam a sua casa, correm para ela e cuidam dela com grande zelo. Podem encontrar-se com Deus em muitos outros lugares, mas é à morada da sua comunidade que retornam como quem volta a casa depois de qualquer ausência. Por isso, os fiéis há-se sentir-se na igreja como na sua casa, organizá-la segundo a sua sensibilidade religiosa, identificar-se com ela.

O templo sagrado fala-nos, toca-nos, dá-nos testemunho de Deus através das suas formas, volumes, linhas, cores, sons, luz... Nele podemos ter uma qualquer experiência religiosa. Pelo ambiente, beleza, simplicidade e nobreza pode suscitar na alma humana o sentido da transcendência, do infinito, do divino, podendo promover nas pessoas, mesmo nos não crentes, uma certa experiência mística. Por vezes, pode mesmo imprimir no espírito humano uma certa percepção de estar num lugar habitado. O templo cristão, sendo “casa de Deus”, é efetivamente um lugar habitado por Alguém. A filósofa judia Edith Stein, quando jovem, entrou um dia na catedral de Frankfurt em visita turística. Ao ver uma mulher entrar e ajoelhar-se, ficando um certo tempo em oração, percebeu que o templo católico é verdadeiramente um espaço habitado, vai-se a ele para se encontrar Alguém, entra-se como quem vai visitar um amigo a sua casa. Quem dera que todos nós percebêssemos esta qualidade dos templos católicos! Então neles receberíamos a luz divina...

Os templos são também “memórias” de determinadas épocas. Registam os modos de se exprimir das comunidades do passado. Mas ficam sujeitos às intervenções e às marcas das gerações sucessivas que usam e usufruem dos bens patrimoniais que herdaram. Cada geração deixa as suas marcas no património cultural religioso recebido.

Padre Jorge Guarda



Este artigo pode ser encontrado também no meu blog, no seguinte endereço: http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt


quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Papa pede mais tempo de férias para dedicação, na oração, para Deus.






Bento XVI saudou este domingo os que iniciam por estes dias um período de férias e pediu-lhes que dediquem mais tempo a Deus e às pessoas necessitadas. "Desejo a todos que a estação de merecido descanso seja também uma ocasião para dedicar mais tempo e mais atenção a Deus e aos homens, para aprofundar a vida espiritual graças à oração, à leitura, ao contacto com a criação e aos momentos de lazer", disse o Papa, no Vaticano.

Perante milhares de pessoas reunidas para a oração do Angelus, na Praça de São Pe­dro, Bento XVI deixou ainda votos de que o tempo de férias seja "uma oportunidade para fortalecer a fé, através da oração e da caridade".

O Papa começou a sua intervenção com uma reflexão relativa à passagem do evangelho que hoje foi lida nas igrejas de todo o mundo, na qual são relatados dois milagres de Je£us. Para Bento XVI, estas narrativas são "um convite para superar a visão puramente horizontal e materialista da vida".

"Pedimos a Deus muitas curas para os problemas, as necessidades concretas, e é justo que assim seja; aquilo que devemos pedir com insistência, no entanto, é uma fé mais sã, para que o Senhor renove a nossa vida", prosseguiu.

Bento XVI deixou também uma saudação particular aos peregrinos de língua por­tuguesa presentes no Vaticano: "Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo! Ide com Deus".

O Papa despediu-se com desejos de "um bom domingo, um sereno mês de julho e boas férias".

A Santa Sé anunciou que Bento XVI vai mudar-se na terça-feira para o Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, nos arredo­res de Roma, dando início a um período de férias. Durante este período, as audiências privadas e públicas estão suspensas.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

D. Carlos Francisco Martins Pinheiro, Vigário Geral de Braga, Viana e Bispo de Dume, Auxiliar de Braga

Foi no dia 30 de Maio de 1925 que nasceu, em Vila Praia de Âncora, Caminha, D. Carlos Francisco Martins Pinheiro.

Em 1939 ingréssou no Semi­nário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga, onde estudou Humanidades, e a partir de 1947 cursou Filosofia e Teologia no Seminário Conciliar de Braga, onde ocupou o cargo de director da revista Cenáculo. Foi ordenado pres­bítero a 8 de Julho de 1951, em Braga, sendo nomeado prefeito, professor e ecóno- mo do Seminário de Filosofia de Braga. No ano de 1953, foi nomeado coadjutor do pároco de Ponte de Lima e capelão do Hospital da Santa Casa da Misericórdia e do Colégio D. Maria Pia. No ano seguinte, foi pároco de Ponte de Lima, e também de Feitosa e Arca, para em 1958 ser nomeado Arcipreste de Ponte de Lima e çónego da Sé Primaz de Braga, foi ordenado Bispo em 28 de Abril de 1985. Foi Bispo Titular de Dume e Auxiliar de Braga até Novembro de 2000, data em que passou a Bispo Emé­rito. Foi membro da Comissão Episcopal Mista Bispos-Religo- sos. Moneu em 4 de Junho de 2010..






A unidade em dois - Matrimónio

Como ser dois sendo um? Como ser um sendo dois?



Satisfação conjugal é, sem dúvida, um conceito subjetivo que implica ter as próprias necessidades e desejos satisfeitos, assim como corresponder, em maior ou menor escala, ao que o outro espera, definindo um dar e receber recíproco e espontâneo.

Toda a dificuldade de ser casal encerra, ao mesmo tempo, duas individualidades e uma conjugalidade, ou seja, um casal são dois sujeitos, dois desejos, duas inserções e perceções do mundo, duas histórias e dois projetos de vida, duas identidades que convivem com um projeto de vida de casal e uma identidade conjugal.

Então, como ser dois sendo um? Como ser um sendo dois? Condição essencial é a adaptabilidade, que tem relação com o equilíbrio entre uma estrutura estável' e, ao mesmo tempo, flexível, com regras claras e suscetíveis de serem negociadas e até modificadas, em resposta às mudanças que, hoje, são muitas e muito rápidas.

Outro requisito é a expressão das emoções que funciona como aspeto vital da comunicação e que se relaciona com sensações e sentimentos de bem-estar, contentamento, companheirismo, afeição e segurança, fatores que propiciam intimidade, decorrendo da congruência entre as expetativas e aspirações que os cônjuges têm e a realidade do casamento.

É importante considerar, também, a liderança partilhada, ou seja, a reciprocidade de poder entre o homem e mulher, pois quando o desequilíbrio persiste leva a relação à insatisfação, a sintomas de fadiga, à diminuição do desejo sexual e até à depressão, mais freqüente na mulher devido à carga desproporcional de responsabilidades. Também a coesão é um fator de proteção, integridade e prevenção da rutura do vínculo. Os casais saudáveis conseguem encontrar um equilíbrio entre proximidade e distanciamento e diferenças individuais. Nos casamentos tradicionais, espera-se que as mulheres sacrifiquem a satisfação das necessidades pessoais à carreira do marido. E se alguma coesão se mantém é obra quase exclusiva da adaptação da esposa às prioridades do companheiro. Situação bem diferente das relações atuais em que ambos se empenham na execução dos compromissos de trabalho e família, sofrendo até o relacionamento de falta de espaço para o próprio casal e para cada um individualmente. Independentemente das condições apresentadas serem importantes, a resolução de problemas é das situações mais essenciais para o ciclo vital do casamento. A grande diferença dos casais que dão certo e dos que não dão certo, não são os problemas, mas a capacidade de os enfrentar e resolver. Mais: enquanto no casamento tradicional as regras da relação são claras e até congruentes com a família e a comunidade, nos casais não tradicionais experimenta-se uma mudança descontínua que dificulta a resolução dos problemas. Assim, surgem armadilhas sucessivas que caminham para a rutura de relações que tudo teriam para dar certo. Neste propósito estão, também, os casais com baixa tolerância ao conflito, que tendem a não exprimir as diferenças, por medo de violência ou rutura, tendendo, nessa continuidade, a concordar com tudo para se libertarem do fracasso ou da culpa. Também há casais que caem na armadilha do “quem tem razão e quem não tem”, sem qualquer capacidade de considerar o ponto de vista do outro.

Uma outra situação que merece todo o cuidado é evitar os conflitos, pois a sua prática leva a segredos na vida a dois. Nestes casos, os cônjuges têm por hábito ver o companheiro como parte inseparável da sua própria identidade e existência, considerando intolerável qualquer conflito que possa ameaçar a relação. Este comportamento leva a que os aspetos conflituantes sejam escondidos ou resolvidos fora do casamento, man­tendo-se o relacionamento estável e ilusório, baseado mais na função que na satisfação mútua das necessidades.

Outra situação é os anos de conflitos não resolvidos ou os falsos casais que aparecem felizes em público, mas desenvolvem, por trás dessa aparência, mecanismos sofisticados para encobrir os buracos da sua relação. A maior parte das vezes, são casamentos mantidos pela crença na família e não pelos laços emocionais entre os cônjuges. Esta incapacidade de interações eficazes e criativas para resolver os problemas, deixa insatisfeitas necessidades pessoais e relacionais, sustentando um estado de bloqueio que leva os cônjuges a não saber como mo-ver-se para dar o primeiro passo, perdendo o potencial curativo da própria relação.

Importa registar que casais satisfeitos conseguem manter fortes laços emocionais com o cônjuge, mudar a estrutura de poder, de papéis e de regras ao longo da vida conjugal e em face de situações de crise. Desenvolvem padrões de comunicação adequados, essenciais para a satisfação conjugal de ser amado, sentir-se seguro, compartilhar desejos e sonhos, ter as necessidades físicas, emocionais e espirituais satisfeitas, bem como a possibilidade de dividir tudo isso com alguém especial ao longo da vida. In Diário do Minho, Julho de 2012 de Sílvia Oliveira.

Partícula de Deus ou o que fica para além da ciência?

Chamam-lhe a partícula de Deus

1. Deus está em toda a parte: no grande, no pequeno e no pequeníssimo. Até a uma partícula subatômica, extremamente difícil de localizar, deram o nome de «Partícula de Deus»! Com a sua descoberta, a ciência terá dado o último passo para chegar ao primeiro instante, aquele em que cada organismo recebe condições para existir.

2.   É interessante notar como a ciência hoje acaba por ter as mesmas inquietações da filosofia de outrora. Ambas se empenham na procura da «archê», ou seja, do que está no início de tudo.

É claro que a ciência atual tem recursos infinitamente maiores. Mas é significativo verificar que a direção da procura é semelhante: o que está na origem, o que desencadeia tudo.

3.   Naqueles tempos, uns achavam que era o «ar», outros a «água», outros a «terra», outros o «fogo», outros o «indeterminado» («ápeiron»).

No nosso tempo, a busca da «archê» tomou uma dupla orientação. A Cosmologia já identificou o momento inicial do universo: o «Big Bang». A Física acabou de localizar o elemento primordial da matéria: o «Bosão de Higgs», a partícula que dá massa às outras partículas!

4.   A descoberta desta partícula corresponde, desde logo, a um postulado, a uma espécie de exigência.

Há cerca de 50 anos, vários físicos procuravam uma explicação para a existência da matéria. O que é que explica que a matéria exista?

5.  Sabia-se que é necessário haver uma partícula que confira massa às outras partículas. Sem essa partícula (ínfima), o universo (enorme) nunca teria surgido. Nem as galáxias, nem as estrelas, nem os planetas, nem nós, humanos. Em suma, nada do que existe existiria.

A importância desta descoberta é tanto maior quanto ela era tida por impossível até há pouco. Stephen Hawking, por exemplo, chegou a apostar que tal partícula jamais seria encontrada.

6. A partiícula é conhecida por duas designações. Há quem lhe chame «Bosão de Higgs» porque foi Peter Higgs e outros cinco cientistas que, em 1964, postularam a sua existência.

Mas o mais curioso é que esta é também denominada «Partícula de Deus»!

Tal expressão surge no título de um livro de Leon Lederman. Parece que a sua vontade era que a obra fosse intitulada «Goddamn particle» (literalmente, «o raio da partícula»). Só que o editor não aceitou. Optou-se, então, por deixar cair a segunda parte da palavra e o livro passou a chamar-se «God particle», ou seja, «Partícula de Deus»!

7.É espantoso como, também neste aspeto, siibsiste uma similitude relativamente à Antiguidade. Também nessa altura, o divino era postulado como a explicação última de tudo.

Deus era, portanto, visto como o fundamento. Com uma subtileza refrescante, o divino era descrito por alguns como a alma do que existe. Ele é o ser que faz com que tudo seja.

Daí a tendência para não categorizar o divino. Usavam-se termos como «pneuma», que tem que ver com ar, e «theós», que originalmente significa hálito!

E, a bem dizer, Deus é esta «aragem» que nos cerca e este «hálito» que, vindo das alturas ou das profundezas, nos envolve.

8.  O «Bosão de Higgs» será, provavelmente, um dos últimos passos que nos transportam aos primeiros instantes.

As questões quanto ao «como» do funcionamento da natureza estarão à beira das respostas definitivas. Mantém-se, entretanto, a pertinência do grande «porquê».

Deus não é, obviamente, uma partícula. Mas pode ser procurado a partir do estudo dessa partícula.

9.  A ciência presenteia-nos, uma vez mais, com um forte «caudal» de respostas. E deixa-nos a «ponte» para continuarmos atentos às perguntas.

Este é, pois, um momento prodigioso para o conhecimento humano e para o prosseguimento da escuta, da procura, do debate.

Nada está arrumado. Tudo permanece cada vez mais em aberto! In diário do minho, julho 2012 de João António Pinheiro Teixeira


O reino de Deus não se compra, mas é uma luta constante pela perfeição

A luta para se alcançar o Reino de Deus

Todos os seres humanos, queira­mos ou não, anseiam por uma vida mais pacífica e suave, sem intrigas, maldades, injustiças, guerras, etc. Quando todos chegarmos a uma vida benfazeja, entraremos todos no reino de Deus. Para alcançar­mos a graça que insistentemente LHE pedimos, temos de cumprir os santos mandamentos, vencer as tentações maldosas e infernais. Pôr em prática a lei do amor e da moralidade para viver em con­formidade com o Reino de Deus. Todos temos de ser catequistas, conseguir transformar a vida de muitos cidadãos, para obter a paz nas almas, nas famílias e no mundo. Pôr em prática a men­sagem de amor e misericórdia de Nossa Senhora.
O indiferentismo pela doutrina cristã é o grande causador da pobreza e de muitas guerras. Ainda hoje, como nos tempos de Cristo, muitas palavras do evangelho cho­cam muitas pessoas, porque não querem acreditar que há um Deus no mundo. A crise que nos atropela lançou-nos num abismo; parece que não temos alma. Como atalhar a pandemia de um corpo social tão desequilibrado? Muitos, quanto mais ganham, mais desperdiçam. Se todos pensássemos em poupar e não esbanjar em gastos de bens fácil gerir o nosso país. O espírito egoísta e ganancioso cada vez alas­tra mais. Ao contrário do ágape, é o amor que construiu as pessoas. Temos de sair do nosso Eu, quando nos afasta dos nossos irmãos. Há que resolver a estrutura presente e perspectivar o futuro. Cristo tratou os humanos como uma irmandade, em que não haja ódios, malqueren­ças, imoralidades, invejas, egoísmo; predisposta a praticar virtudes, a trabalhar, a bem-fazer. Todos os seres humanos, se bem educados, podem ser bons. Na estrutura geral da realidade, podem auxiliar-se mutuamente e orientar a sua coope­ração.
A nossa missão é pregar a Boa Nova. Deus está ao lado das pes­soas. A nossa sociedade padece de uma série de males que nos abalam o coração e a mente. O primado da dignidade da pessoa humana nem sempre é respeitado pelas entida­des responsáveis. O ambiente social não proporciona a formação das pessoas para a caridade, a fraterni­dade, o bem-fazer, etc. A educação religiosa desde a infância promove as boas relações de uns com os outros; prepará-los-á para uma vida de acção e de contemplação; a prá­tica do bem, a humildade, a justiça, afastam-os da cobardia, do orgulho, dos maus pensamentos, ensinam-os à pratica do bem, a suportar os maus sofrimentos que nos atropelam, a


aprender as grandes faculdades da alma, o conhecimento e a bondade, a sermos arautos do Evangelho. É o grande benefício de cada um dos alunos. A afastar as necessidades dos outros, condoer-se pelos seus sofrimentos. Devido à sua espiritua­lidade, a alma é capaz de fazer todas as coisas boas para nosso bem. O espírito age nos indivíduos, não apenas como força moral, mas tam­bém como virtude santificadora. É um correlativo da matéria A nossa mente e a nossa alma têm de res­ponder ao espírito do bem-fazer. Isto requer uma meditação sobre as verdades do evangelho, para nos convencermos de que só a sua prá­tica poderá um dia salvar a humani­dade das maldades e desgraças com que ela se debate. Todos os seres humanos vindouros têm de ser pre­parados desde crianças para vive­rem uma vida espiritual, amorosa, pacífica e benfazeja, para entrar no Reino de Deus. Para nosso bem, lá chegará o dia em que escutaremos a palavra de Deus e a viveremos satisfatoriamente. Se queremos um dia sermos todos felizes, vermo-nos livres dos malefícios da guerras e da pobreza, não temos outro remédio do que sermos bondosos e benfaze- jos, de lutarmos pela instalação na terra do Reino de Deus.  In Missões Franciscanas Julho 2012 de Mário Carapinha, OFM



terça-feira, 10 de julho de 2012

Festa de Nossa Senhora do Carmo- Viana do Castelo

Programa da Novena

de Nossa Senhora do Carmo


Julho é Carmo. Julho é de Nossa Senhora do Carmo, dos seus santos e dos seus filhos peregrinos. Vamos de novo e com renovada alegria celebrar a Festa da nossa Padroeira.
Celebrar é recordar e actualizar. Ao celebrarmos actualizamos. Ao celebrarmos as virtudes de Nossa Senhora do Carmo actualizamos em nossos dias e em nossas vidas as suas mesmas virtudes.
Olhá-l’A como Padroeira é olhá-l’A como modelo imitável e a imitar. Durante estes dias da sua Novena iremos contemplá-la especialmente como mulher de oração e de comunhão. E de acção.
O Rev.do P. Manuel do Bico (P. Manuel Moreira) dirigir-nos-á a palavra na homilia, tal como um catequista fala aos seus meninos, iniciando-os nos caminhos da fé e nos amores a Nossa Senhora. Unidos a Ela faremos e cresceremos na comunhão com Cristo e entre nós!

Dia 31 junho, sábado
7:30h Início da Peregrinação da Família Carmelita a Fátima.

Dia 01 julho, domingo
7:30h Peregrinação Carmelita a Fátima.

Dia 04 quarta
14:00h Exposição Santíssimo Sacramento.

Dia 07 sábado
17:30h Recitação do Terço.
18:00h Missa com Pregação Mariana.

Dia 08 domingo
17:30h Recitação do Terço.
18:00h Missa com Pregação Mariana.

Dia 9 a 13| segunda a sexta
20:30h Recitação do Terço.
21:00h Missa com Pregação Mariana.

Dia sábado
17:30h Recitação do Terço.
18:00h Missa com Pregação Mariana.

Dia 15 domingo
20:30h Recitação do Terço.
21:00h Saudação a Nossa Senhora do Carmo.
21:30h Procissão de Nossa Senhora do Carmo.
Dia 16 segunda
08:00h Missa de Nossa Senhora do Carmo.
09:00h Missa de Nossa Senhora do Carmo.
20:30h Recitação do Terço
21:00h Missa da Festa presidida pelo Senhor D. Anacleto Oliveira, bispo diocesano.

 In Chama do Carmo I NS 156 I Junho 30 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

As pessoas e as máquinas de Silva Araújo no Diário do Minho

As pessoas e as máquinas
 



Ninguém se lembra de cor­tar queijo com um serro­te ou uma grossa tábua de carvalho com uma faca de cozi­nha. Para cada atividade, a fer­ramenta apropriada. E há o cui­dado de procurar que os instru­mentos estejam em boa forma. Com uma faca cheia de bocas ou com umas tesouras por afiar não se corta em condições.

2.   0 que se não faz com os ins­trumentos faz-se, às vezes, com as pessoas.

Qualquer gestor de recursos hu­manos minimamente consciente das suas responsabilidades pro­cura conhecer o trabalho a fa­zer, -ver qual é a pessoa mais apta para o desempenhar, cui­da da formação profissional des­sa pessoa.

É assim uma coisa parecida com o trabalho do treinador de uma equipa de futebol. Procura co­nhecer as capacidades de cada um dos jogadores, coloca cada um no seu lugar e providen­cia para que, aí, tenha condições para dar o máximo rendimento. Numa sociedade como a nossa, em que a especialização é cada vez mais uma exigência, dei­xou, praticamente, de haver lu­gar para os homens dos sete ofí­cios. É certo que continua a ha­ver os faz-tudo, mas são cada vez mais raros.

Cada pessoa no seu lugar. Cada um, a desempenhar as funções que melhor quadram com as suas capacidades e com aqui­lo para que se sente particular­mente vocacionado. Um bom ca­beleireiro pode ser um mau ca­nalizador. 0 homem certo no lu­gar certo.

Um trabalhador colocado fora do seu lugar é uma pessoa que não rende o que dela pretendem exi­gir. É uma pessoa habitualmente triste, por vezes revoltada e con- testatária (quando não é obrigada a sofrer em silêncio), que se não sente realizada e acumula frus­trações. E quando se trata de lu­gares de chefia, ocupados por quem não tem as qualidades ne­cessárias para os exercer, quem as paga são os subordinados.

3.    Uma norma basilar para que um trabalhador produza é o gos­to com que desempenha a sua função e a alegria que respi­ra no seu ambiente de trabalho. Uma coisa é o ar macambúzio de quem desempenha uma tarefa como quem arrasta um pesado fardo de que se não consegue li­bertar e outra, o trabalho que se faz assobiando ou cantarolando.

O bom ambiente de trabalho deve ser uma preocupação de to­dos os que pertencem à comu­nidade onde o trabalho se reali­za. Depende dos trabalhadores e dos gestores. Depende da forma como as pessoas se relacionam. Do modo como falam e como lhes falam. Das palavras de estí­mulo e de incitamento que rece­bem. Das condições físicas em que o trabalho é realizado.

Dispor de humanas condições de trabalho é um dos direitos fun­damentais do trabalhador e uma das grandes obrigações dos da- dores de trabalho. Se Com as máquinas se têm particulares cuidados, porque custaram di­nheiro e é necessário que deem rendimento, por que não há de haver cuidado no trato com as pessoas?

As pessoas não são comparáveis às máquinas. São muito mais. Infelizmente, às vezes fica-se com a impressão de que são tra­tadas como se fossem menos.

4.   As pessoas são sensíveis às manhãs de nevoeiro e às mudan­ças bruscas de temperatura. Há pessoas que vão para o trabalho após uma noite mal dormida por motivos muito diversos e muito válidos. Há pessoas que vão para o trabalho com dramas pessoais ou familiares de que se não conseguem libertar. Uns momentos de conversa com um dos res­ponsáveis pela comunidade de trabalho e um gesto de compreensão são atitudes que têm u valor inestimável.

Quando não há tempo para isso, porque todos os segundos têm de ser aproveitados no desempenho das tarefas confiadas às pessoas, independentemente da sua boa ou má disposição do estado normal de saúde  de uma arreliadora ou arreliadora dor de dentes que não foi motivo suficicente  para faltar ao trabalho...

5.    E a formação profissional? Um aspeto a que nem sempre se  presta a devida atenção mas que  é fundamental para que se trabalhe melhor e se produza mais; às vezes com menor esforço. Cuidar da formação profissional; um importante investimento, mas nem todos o veem como tal. A verdade, porém, é que as pessoas não nascem ensinadase necessitam de conhecer as modernas  tecnologias. Mas o tempo livre de que dispõem faz-lhes falta para cumprirem deveres pessoais e familiares e para descansarem.

6.   As pessoas e as máquinas. Não haverá pessoas desejosas de, salvas as devidas proporções, receberem um tratamento  semelhante ao que se dá às máquinas?  Não haverá empregados desejosos de, salvas as devidas proporções, serem tratados como o  automóvel do patrão, muito limpinho, com as revisões  em dia, as mudanças de altura própria, os pneus devidamente calibrados, uma condução que evita lacadas, etc. etc….

                                                                                                                                       Silva Araújo, in DM de 28/06

Empregada domestica... a caminho dos altares: Salvado­ra dei Hoyo Alonso




No passado dia 18 de Junho, foi dado início ao processo de beatificação de Salvado­ra dei Hoyo Alonso. Esta mulher nascida em Castela, Espanha, em 1914, veio a falecer, em Roma, no ano de 2004. Viveu todo este tempo como ‘empregada domésti­ca’ entre Madrid e, posteriormen­te até à morte, em Roma.

Esta mulher simples serviu, desde 1939 - época da guerra civil em Espanha - várias famílias e servi­ços do ‘Opus Dei’, ao qual aderiu, em 1946, tendo desde esse ano passado a viver em Roma, onde trabalhou com pessoas de todo o mundo ligadas à ‘Obra’. Atendendo à singularidade des­ta pessoa e da função que viveu em santificação, ousamos trans­crever excertos referidos naque­le ato de caminho para a glorifi­cação nos altares. Disse o pre­lado do ‘Opus Dei’: «Estou cada vez mais convicto do papel fun­damental que esta mulher teve e terá na vida da Igreja e da so­ciedade. O Senhor chamou Dora dei Hoyo a ocupar-se de tarefas semelhantes àquelas que foram cumpridas por Nossa Senhora na casa de Nazaré (...). O exem­plo cristão desta mulher, com a sua fidelidade à vida cristã, contri­buirá para manter vivo o ideal do espírito de serviço e para difun­dir na nossa sociedade a impor­tância da família, autêntica Igre­ja doméstica, que ela soube en­carnar com o seu trabalho diário, generoso e alegre»

Num tempo ávido de figuras com protagonismo - real, empolado ou virtual; credível, irônico ou ide­al, sincero, possível ou fabrica­do - como que temos de intuir nesta mulher que se santificou na ‘vida doméstica’ algo mais do que a promoção de um elemen­to do ‘Opus Dei’, mas antes nos devemos situar diante duma cris­tã com lições de vida normal, nas tarefas do dia a dia e sob a con­dição de simplicidade sem artifí­cios ou armadilhas.

Quando vemos que tanta gente se encavalita para aparecer, seja qual for o palco ou mesmo o pla­no de difusão, torna-se urgente que se promova quem vive, por opção de vida, na sombra, em­bora seja mais do que a imagem projetada ao sabor dos interes­ses de ocasião!

-            Quando vemos até certos pur- purados - no contexto eclesial (ci­vil ou militar) e não só - fazerem alardo da discordância, em vez de serem promotores da concórdia, tanto na vida de proximidade como no contexto nacional, considera­mos que exemplos de mulheres como esta são desafios à humil­dade sem rótulo nem condecora­ção, agora ou no futuro!

-            Quando vemos uns tantos indí­cios de assalto à família, empur­rando as mães para tarefas (di­tas) importantes, mas um tanto descartáveis da sua feminilidade, sentimos que esta mulher 'a ca­minho dos altares' nos dá lições de cuidado aos outros sem pro­tagonismo nem (talvez) usufruin­do de uma remuneração corres­pondente à atenção aos que es- tavam à sua volta!

Mesmo que duma forma um tantc simples, como que podemos co lher algumas lições para a noss; vida, tendo em conta o que foi dit< da vida de Dora dei Hoyo:

-            A santificação no nosso dia dia, fazendo o trabalho que nos dado realizar e nas condições er que somos chamados a viver;

-            Estar em atitude de serviço, fc zendo das pequenas coisas, grar des momentos de partilha e de ed ficação para com os outros;

-            Dedicação ao trabalho - seja qu for a ‘categoria’ ou até a (pretei sa) remuneração - como meio  com participação na obra criado de Deus, hoje;

-            Viver o momento presente con etapa de maior crescimento h mano, espiritual e cultural.

Pelo muito que temos a apre der, queira esta venerável int ceder por nós, já!    

                                                                                                                    de António Sílvio Couto,in D.M. de 2/07

A recuperação dos verdadeiros VALORES HUMANOS- aRTUR fERNANADES- dIÁRIO DO mINHO


 
 


 
  • Os engenheiros (ou os arqui­tetos), quando elaboram um projeto de construção, con­tam com um fator de reserva - a margem de segurança - , fazendo os seus cálculos de modo que o edifício possa resistir a um esforço multas vezes maior do que o nor­mal para poder escapar a um gran- ' de número de cataclismos. 0 mes­mo se passa com o espírito huma­no, onde esse elemento de reserva é da maior importância. O fator cru­cial na sobrevivência é não tanto a capacidade de cumprir as exigên­cias habituais como a capacidade de dominar circunstâncias impre­vistas - as crises e as ocorrên­cias negativas e funestas. Em altu­ras de emergência, pressão e an­gústia, cada um tem de ir buscar forças às suas reservas de habili­dade e de capacidades; os que as não têm em estado de alerta são arrasados.
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  • As últimas décadas vêm sendo ca- raterizadas por um enorme progres­so científico e tecnológico, mas, pa­radoxalmente, as pessoas não ven­ceram a ansiedade, o desespero, a melancolia, os sentimentos mórbi­dos e as perturbações graves, fa­miliares e sociais. A alegria de vi­ver e a felicidade que a deve acom­panhar desceram a níveis baixos nunca vistos, ultrapassando o es­tado psicológico de melancolia que se viveu na sociedade medieval no período das epidemias ou, mais re­centemente, durante o tempo em que alastrou a vaga das doenças pulmonares do século XIX e início do século XX e que inspiraram o romantismo literário que espelhou essas situações sociais.
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  • Este sucedâneo de coisas e de es­tados sociais e culturais arrastou as comunidades para uma posição tal que não se poderá garantir a so­brevivência da verdadeira humani­dade, se não se respeitar a sua es­sência e os valores que ela encerra. A dita humanidade terá que supe­rar os erros e os atropelos come­tidos e repará-los de modo a recu­perar a sua autêntica natureza, mes­mo sabendo que, para isso, tenha de suportar e vencer muitos sacri­fícios e contrariedades e, concomi- tantemente, introduzir as modifica­ções comportamentais necessárias para atingir esse objetivo. A verda­deira solução dependerá do respei­to pelo único ingrediente absoluta­mente essencial, embora complexo: a natureza humana.
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  • As causas da insegurança moram sempre dentro de nós próprios, mas, infelizmente, é fácil esque­cer ou negar este facto. Pode ha­ver alturas em que parece poder­mos prosseguir a vida diária sem qualquer tipo de religião; contudo, uma vida sem fé está privada da sua maior força. A única segurança real que um homem pode ter nes­te mundo é sentir Deus e possuir uma reserva de conhecimentos, ex­periências e competências corretos. A natureza aponta, de maneira sua­ve mas firme, que há qualquer coi­sa de errado em nós, quando fa­lhamos. E nós, por nosso lado, di­zemos que há qualquer coisa erra­da no mundo.
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  • Enquanto a nossa maneira de vi­ver não for a adequada e consen- tânea com a essência humana e en­quanto os seres humanos tiverem a ideia fixa de que o fim principal da existência do homem é a realiza­ção das suas ambições e o amon­toar de riquezas, não haverá verda­deira paz sobre a terra, não acaba­rão as ganâncias, as violências, os atropelos aos direitos humanos e o desrespeito pelos princípios éticos e morais. Segurança, paz e justiça não são problemas separados uns dos outros e só serão eficazes se forem aplicados de um modo glo­bal unificado. A sociedade será o que forem os seus homens. Não há nem haverá paz, justiça e se­gurança, se os homens não liberta­rem os corações da cobiça, da ga­nância e do ódio que leva aos abu­sos e ao crime.
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  • Estamos num tempo em que os governantes receitam e prometem soluções para todos os nossos problemas, mas foram expulsan­do Deus das escolas e de todos os organismos públicos a cober­to dos princípios de serem esta­dos laicos. No entanto, depressa resvalaram para o laicismo, es­quecendo que o homem precisa de Deus para moderar e transfor­mar a sua natureza. A dimensão espiritual do homem não pode ser aviltada, desprezada ou rejeitada sem as conseqüências que todos conhecemos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Repassando-Egypte- excisão obrigatória

Egypte :Notícias frescas

Esta senhora é uma jornalista francesa que escreve para várias revistas católicas. Apaixonada pela causa dos cristãos egípcios - os Coptas - na sua maioria ortodoxos (os católicos não passam de cerca de 200.000), é uma pessoa muito bem informada.

Quando ontem ouvi a notícia dos resultados das eleições pensei logo nos coptas, e nos seus mosteiros e lugares de peregrinação nos desertos de Wadi- Natroum - a oeste do Cairo, e Arábico, a oeste do Mar Vermelho.


J'ai passé une bonne partie de l'après-midi d'hier au tel avec l'Egypte.


La situation est très préoccupante, et les nouvelles déjà mauvaises.


Vous savez déjà que seulement 51% des Egyptiens ont voté, et que les Coptes qui ont voté l'on fait massivement pour le maréchal Chafiq.


Mais on ne vous a pas dit que partout, au Caire et en province, où il était repéré que des Coptes vivent, les islamistes ont construit des barricades et y ont mis le feu, empêchant les gens de sortir de chez eux ou de leur rue pendant 2 jours et donc de voter. Donc très peu de Coptes ont pu aller voter (ils sont tout de même 12 à 13 millions soit + de 15% des 82 millions d'Egyptiens, cela aurait largement pu faire gagner Chafiq qui n'a que moins d'1 million de voix de moins que Morsi). Par ailleurs de très nombreux Coptes ont reçu personnellement des menaces de mort si on les voyait venir au bureau de vote.





Aujourd'hui, Morsi reprend le slogan qui fut celui du maréchal Chafiq durant la campagne "Travailler avec tous les Egyptiens". Tout au contraire, il est écrit dans son programme électoral qu'il veut rester dans l'Histoire comme "celui qui a réalisé la 2e invasion arabe de l'Egypte et éradiqué du pays les non-musulmans". Et aussi qu'il veut rétablir systématiquement l'impôt de dhimmitude (qui est, je vous le signale, de 600% du revenu du chrétien concerné, je connais personnellement des Coptes qui l'ont subi sous Moubarak, la municipalité de Louxor le pratiquait abondamment). Il n'a cessé de proclamer dans ses discours électoraux que les chrétiens auraient le choix entre l'impôt, la décapitation, la conversion ou l'exil.


Le parti des Frères Musulmans a pour première spécialité le mensonge et la désinformation s'adaptant aux circonstances selon les techniques des communistes à l'époque soviétique, justifiés par l'idéologie islamiste de la taqqiya, le "mensonge légal". Il va être curieux de voir comment il va rouler dans la farine nos pauvres diplomates et gouvernements occidentaux.





L'assemblée nationale islamiste, dissoute à ce jour par l'armée, mais dont les manifestants du Caire réclament le rétablissement, loin de s'attaquer dans sa première session à l'économie, ou à la santé (pas de sécurité sociale), ou à l'éducation (+ de 50% des Egyptiens illletrés), a voté comme toutes premières lois l'autorisation du mariage des filles à 12 ans, et l'excision obligatoire.





Prions sans cesse pour nos frères coptes


Marie-Gabrielle Leblanc

domingo, 24 de junho de 2012

Creio que Deus é coração Preparando o Ano da Fé, de Dário Pedroso

Creio que Deus é coração Preparando o Ano da Fé,
de Dário Pedroso

Falar do amor é falar do coração, pois este é considerado por todos como símbolo do amor. Usamos até expressões como estas: «amo-te de todo o meu coração», «tu és a riqueza do meu coração». E quando uma pessoa é boa dizemos que tem «um «cora­ção de oiro», e quando é má que tem «um coração de pedra». Todos, dum modo particular a gente nova, usam o desenho do coração trespassado pela seta para indicar que amam, que estão apaixonados, que sentem o coração ao rubro. Usamos hoje o coração como símbolo de associações humanitárias, como símbolo de partidos ou grupos, sempre com o desejo de expressar amor, doação, partilha, fraternidade, etc. Até se usa o coração nos brincos, nas pulseiras, sempre para ter presente a realida­de do amor, que implica dom, perdão, carinho, etc.
Se Deus é Amor (1 Jo 4, 8), bem podemos afirmar que Deus é Coração, que Deus tem Coração, que Deus é um Coração de infinito amor, de amor louco e apaixonado pelos homens, que não sabe nem pode fazer outra coisa senão amar de um modo divino, infinito, gratuito. Esse Amor que Deus é chegou até nós de um modo particular em Jesus, o Verbo encarnado, que amou e continua a amar-nos com todo o amor divino e todo o amor humano. Jesus é um Coração que ama ou, como indica um título de um livro, é «Um amor chamado Jesus».
Crer em Jesus Cristo é acreditar no seu amor, é acreditar que Ele é um Coração que nos ama. Coração amigo, disponível, atento, bondoso, magnânimo, misericordioso, delicado, etc. Seu Coração é escola de vida e de santidade. Por isso nos disse: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de Coração». Ao colocar o seu Coração, símbolo de todo o seu amor, como modelo de vida e de santidade, Jesus indica-nos que devemos ter um coração semelhante ao d'Ele. Afinal, a santidade não é outra coisa senão ter um coração bom, que ama ao jeito de jesus.
A Bíblia apresenta-se-nos como um livro de «cardiologia». A palavra coração aparece 834 vezes e sempre para revelar as realidades mais profundas, mais íntimas, mesmo quando fala do cosmo e nos diz «o coração do mar», «o coração da terra», «o coração dos céus», «o coração dos abismos». E ao falar do homem coloca as qualidades intelectuais no cora­ção, pois o «coração é sábio», «o coração pensa», «o coração é inteligente», «o coração é arguto», etc. E coloca no coração as qualidade morais: «coração humilde», «coração manso», «coração orgulhoso», etc. Para a linguagem bíblica, o coração é o centro de todas as actividades: geme, sofre, alegra-se, ama, angustia-se, etc. O homem é o que é o seu coração. Deus, que é Coração, revela-Se ao coração do homem.
Crer em Deus significa, pois, crer no Coração que nos ama com amor infinito. E Jesus revela-nos esse Coração e esse amor em cada página do Evangelho: ternura com as crianças, cura de doentes, compaixão da mul­tidão cansada e faminta, lágrimas que chora pela morte do amigo, perdão aos pecadores, aproximação aos marginais, instituição da Eucaristia, dom da vida na Cruz, etc. Cada pági­na do Evangelho revela-nos o Coração do Senhor em atitude de amor, de dom, de entrega, de misericórdia, de compaixão. A nova evangelização, como a civilização do amor nascem do Coração de Cristo que, por mistério insondável do amor, continua aberto de par em par por toda a eternidade. E continua a convidar-nos a entrar no seu Coração, para encontrar­mos refúgio e repouso, para nos incendiarmos no seu amor. E nós, como São Bernardo, continuaremos a dizer: «Sempre que me falte alguma coisa, vou buscá-la ao Coração de Jesus». Ele é a fonte de todo o bem, de toda a graça, de todo o amor.                                                                                                                                                                                                                                                  
                                                                                                                                                                      De Dário Pedroso, in D.M.