Como nos enleva a Serra d* Arga entre Abril e Setembro!...
No entanto, é em Abril e Maio que mais nos seduz. Não sei se lhe chamam "Montanha sagrada" porque nela o homem descobre Deus, ou se o homem faz dela um Deus, deixando-se paganizar pelo misticismo do conjunto colorido resultante das cores douradas que nesta altura mostra.
Às vezes, pode parecer uma indignação quando vemos as terras a serem invadidas pelo tojo, pelo mato, a planta mais colonizadora de todas. Esta planta macho cresce até 3 metros de altura e, por baixo dela em 1976, com o António da Boucinha, de Dem e o João Manuel Pinto, de Arga de S. João, já andei num matagal com tojo com 3 de metros apenas com medo de alguma cobra por ali enroscada. Foi na zona da Lagareta da Moura já muito perto de Covas e junto às margens do Ribeiro de S. João. O tojo fêmea é média não atinge normalmente mais de um metro, enquanto há outro mais pequeno, que é conhecida por gatenho.
A esta indignição junta-se a urze e a giesta, mas tudo isto é ultrapassado pelas cores das suas flores amarelas douradas do matos entremeadas com as cores lilazes das flores da urze, da carqueija e o branco ou amarelo da giesta.
Este panorama deleita o coração humano mais duro e frio de imagens de sonho que florescem a mente para sempre. São milhões de humildes flores de milímetros de uma planta espinhosa, da família das leguminosas, muitas ramificadas em tantas espinhas despidas de folhas propriamente ditas o que a toma agreste e indesejável.
É bom não esquecer que este planta já foi uma grande fonte de economia quando com ela se fazia o lastro para os animais e daí saía o adubo natural com que o lavrador utilizava nos campo para maior proveito sua cultura biológica
Hoje nos montes, ou nos vales, esta é ainda a "indesejável plante" exposta ao fogo deixando-a colonizar à vontade. Não se tratando dela como as plantas de jardim, como seria de desejar, pois tem flor duradoura desde a primavera ao Outono, devido às diferenças (macho, fêmea e gatenho) que umas têm a flor mais_ou menos cedo e por muito tempo e enquanto umas estão dar fruto, outras ainda estão a florir. A.C.
AVISO
Meus caros Leitores,
Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.
A partir de agora poderão encontrar-me em:
http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com
Obrigado
Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.
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sábado, 24 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Igreja Nova-Sagrada Família- Paróquia de Nª Sª de Fátima-Parafusos-pregos-cimento-tijolos-brita-azulejo-esmolas- Partilha- Solidariedade, AMOR
Já participaste com um
parafuso, um prego, um tijolo,
um saco de cimento, um dia de
trabalho ? . . .
Esta obra ainda é para Ti!...
Já quem tenha dado camiões de
cimento, milhões de pregos e
parafusos!...
A obra faz-se de coisas
pequenas e com todos...
As grandes obras vêm do
Amor!...
AINDA ESPERAMOS POR TI...
Uma Via Sacra por acabar- Todos os momentos podem ser via-sacra
Via Sacra
1ª Estação: Agonia de Jesus no Jardim.
A vocação – Agonia de Jesus no Horto
Princípio do Bem Comum
Segundo esta doutrina por bem comum entende-se: "O conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um dos seus membros atingirem de maneira a mais completa e desembaraçadamente a própria perfeição." [10].
O bem comum é de responsabilidade de todos. "O bem comum empenha todos os membros da sociedade: ninguém está escusado de colaborar, de acordo, com as próprias possibilidades, na sua busca e no seu desenvolvimento." (João XXIII, Mater et Magistra e Catecismo da Igreja Católica n. 1913). Mais, o bem comum é a razão de ser da autoridade política e para assegurá-lo o governo de cada País tem a tarefa específica de harmonizar com justiça os diversos interesses setoriais. O significado do bem comum vai além do simples bem-estar econômico e considera a finalização transcendente do ser humano.
2ª Estação: Jesus, atraiçoado por Judas, é preso.
A Nobreza/Dignidade – Jesus atraiçoado
Princípios e Valores
São princípios básicos em que se condensa a Doutrina Social da Igreja: 1) A dignidade da pessoa humana, como criatura à imagem de Deus e a igual dignidade de todas as pessoas; 2) respeito à vida humana, 3) princípio de associação, 4) princípio da participação, 5) opção preferencial pelos pobres, 6) princípio da solidariedade, 7)princípio da subsidiariedade, 8) princípio do bem comum, 9) princípio da destinação universal dos bens e o princípio da destinação universal dos bens.
Os princípios da dignidade da pessoa humana do bem comum, da subsidiariedade e o da solidariedade a Doutrina Social da Igreja - DSI os considera de caráter geral e fundamental, permanentes e universais. Esta doutrina indica, ainda, valores fundamentais que devem presidir a vida social. Estes valores são:
• Verdade: "O homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la. É obrigado a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda a vida segundo as exigências da verdade" [7]. A vida social exige transparência e honestidade e sem a confiança recíproca a vida em comunidade torna-se insuportável.
• Liberdade: "Toda pessoa humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável. Todos devem a cada um esta obrigação de respeito. O direito ao exercício da liberdade é uma
O Papa Pio XI publicou a encíclica Quadragesimo Anno
exigência inseparável da dignidade da pessoa humana, sobretudo em matéria moral e religiosa. Este direito deve ser reconhecido civilmente e protegido nos limites do bem comum e da ordem pública." [8] "O exercício da liberdade não implica o direito de dizer e fazer tudo. É falso pretender que o homem, sujeito da liberdade, se baste a si mesmo tendo por fim a satisfação de seu próprio interesse no gozo dos bens terrenos." [9].
Justiça: "Segundo São Tomás de Aquino consiste na vontade perpétua e constante de dar a cada um o que lhe é devido. A justiça, contudo, não é uma simples convenção humana, porque o que é justo não é originalmente determinado pela lei, mas pela identidade profunda do ser humano. Aqui reafirma o “direito natural” como sinônimo de respeito à dignidade da pessoa humana, sob uma ótica cristã de valores, como fundamento
3ª Estação: Jesus é condenado pelo Sinédrio.
A justiça no trabalho.
A encíclica Rerum Novarum, "sobre a questão operária", de Leão XIII, se constituiu na verdade na carta magna da atividade cristã no campo social, em busca de uma ordem social justa. "À vista dos problemas resultantes da revolução industrial que suscitaram o conflito entre capital e trabalho aquele documento enumera "os erros que provocam o mal social, exclui o socialismo como remédio e expõe de modo preciso e atualizado a doutrina católica sobre o trabalho, o direito de propriedade, o princípio da colaboração em contraposição à luta de classes, sobre o direito dos mais fracos, sobre a dignidade dos pobres e as obrigações dos ricos, o direito de associação e o aperfeiçoamento da justiça pela caridade." [5]
4ª Estação: Jesus renegado por Pedro.
O Desprezo – Jesus Renegado
A Economia
À luz da Revelação a atividade econômica deve ser vista como uma forma de co-participação do homem na Criação. É uma questão de justiça consigo mesmo e como próximo a adequada administração dos próprios dons e bens materiais. O progresso material e a atividade econômica deve ser colocada a serviço dos demais e da sociedade. As riquezas existem para ser partilhadas com os demais. "Quem tem as riquezas somente para si não é inocente; dar a quem tem necessidade significa pagar um débito." [19]
Há uma relação entre moral e economia, Pio XI na Encíclica Quadragesimo anno afirma que é um erro considerar que a atividade econômica está desvinculada dos princípios morais que regem a atividade humana. A riqueza, a economia não é um fim em si mesma e nem último fim e razão de ser da existência, ela se destina à produção, distribuição e consumo de bens e serviços, com vistas ao bem do homem e de toda a sociedade para a promoção de um desenvolvimento solidário da humanidade. As chamadas estruturas de pecado são construídas com muitos atos concretos e individuais de egoísmo humano.
A Caridade, virtude teologal, Igreja de N. Senhora, Trondheim, Noruega. A concórdia é fruto da virtude da caridade
5ª Estação: Jesus julgado por Pilatos.
O Direito ao Trabalho – Jesus Renegado
Iniciativa privada
Considera esta doutrina que liberdade da pessoa humana no campo econômico é um valor fundamental e um direito inalienável a ser promovido e tutelado. Por outro lado, A empresa não pode ser considerada apenas como uma "sociedade de capitais"; é simultaneamente uma "sociedade de pessoas", da qual fazem parte, de modo diverso e com específicas responsabilidades, quer aqueles que fornecem o capital necessário para a sua atividade, quer aqueles que colaboram com o seu trabalho. (João Paulo II) [20]
A doutrina social reconhece a justa função do lucro, mas o lucro por si só não indica que a empresa esteja servindo adequadamente à sociedade, não é lícito obter o lucro à custa da dignidade do trabalhador, da sua humilhação e da violação dos seus direitos. Mesmo nas relações internacionais a prática da usura permanece condenada e merecem reprovação os sistemas financeiros abusivos e usurários tanto no âmbito das economias nacionais como internacionais.
Os trabalhadores que atuam na empresa constituem o seu patrimônio mais precioso (Centesimus annus, 35), nas grandes decisões estratégicas e financeiras da empresa, de compra e venda, abertura e fechamento de filiais não é lícito decidir tendo por base apenas os interesses do "capital" sem olhar a dignidade dos que nela trabalham. Devem organizar a atividade na empresa de modo a favorecer e promover a família do trabalhador, especialmente as mães de família.
6ª Estação: Jesus flagelado e coroado de espinhos.
O Trabalho e a Família – Jesus flagelado e coroado de espinhos
7ª Estação: Jesus carrega a Cruz às costas.
O Trabalho como realização pessoal
O princípio da subsidiariedade é realçado na encíclica Quadragesimo anno de Pio XI. Por este princípio deve-se respeitar a liberdade e proteger a vitalidade dos corpos sociais intermédios, por exemplo, a família, grupos, associações, entidades culturais, econômicas, ONG's, e outras que são formadas espotaneamente no seio da sociedade. Não deve o estado interferir no corpo social e na sociedade civil além do necessário. Por outro lado deve o estado exercer atividade supletiva quando o corpo social, por si, não consegue ou não tem meios de promover determinada atividade, como também deve o estado intervir para evitar situações de desequilibrio e de injustiça social.
S. Tomás de Aquino, por Fra Angelico. A sua doutrina é um dos pilares da Doutrina Social católica
Este princípio se opõe às formas de centralização, burocratização, assistencialismo e de presença desnecessária e injustificada do Estado e do aparelho estatal no meio da sociedade civil. João Paulo II na Centesimus annus (48), afirmou: Ao intervir directamente, irresponsabilizando a sociedade, o Estado assistencial provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do sector estatal, dominando mais por lógicas burocráticas do que pela preocupação de servir os usuários com um acréscimo enorme de despesas
8ª Estação: Jesus ajudado por Cireneu a levar a Cruz.
O Seguro e Apoio do Estado ao Trabalhador
Propriedade privada e função social
A Doutrina Social da Igreja sustenta que o direito à propriedade privada está subordinado ao princípio da destinação universal dos bens e não deve constituir um impedimento ao trabalho. Não é lícito possuir por possuir, ou possuir contra o trabalho. A propriedade, que se adquire com o fruto do trabalho, tem por dever servir ao trabalho. De tudo resulta que a propriedade particular é plenamente conforme a natureza, porque o seu fundamento está no trabalho humano ela é o fruto do trabalho. [15]
Esta doutrina considera indispensável uma reforma agrária, justa e eficiente, condena tanto o latifúndio porque expressão de um uso socialmente irresponsável do direito de propriedade como a propriedade estatal da terra, porque leva a uma despersonalização da sociedade civil, sugere que se favoreça largamente a empresa familiar proprietária da terra que a cultiva diretamente.
João Paulo II (1991, Brasil) deu ênfase à proteção dos valores cristãos da família e promoveu os encontros mundiais da família.
9ª Estação: Jesus fala às mulheres de Jerusalém.
O Trabalho feminino – Jesus fala às mulheres de Jerusalém
10ª Estação: Crucificação de Jesus
A roupa do Trabalho
Direitos do trabalhador
Os direitos do trabalhador se baseiam na natureza da pessoa humana e na sua dignidade. O Magistério da Igreja enumera dentre outros: a justa remuneração, direito ao repouso, trabalho em ambiente que não lese a sua saúde e a integridade moral, respeito à sua consciência, auxílios aos desempregados e suas famílias, direito a aposentadoria e pensão nos casos de doença, direito a auxílios e benefícios sociais no caso da maternidade, direito de reunião e associação.
O acordo entre patrão e empregado não é suficiente para legitimar o quantum da remuneração, ela deve ser suficiente para um sustento digno do trabalhador e da sua família, as leis de mercado não são suficientes para atender a esta condição de justiça, o direito natural antecede ao direito de contratar. Se for necessário, cabe ao Estado fixar um valor mínimo para as diversas circunstâncias em que a remuneração do trabalho é devida.
A greve é reconhecida pela doutrina social como instrumento legítimo, como último recurso e inevitável e até necessário em vista de um benefício proporcionado, desde que todos os outros recursos se tenham levado a efeito para evitar o conflito. A greve legítima, como justo instrumento de pressão contra os empregadores, contra o Estado e até como meio de pressionar a opinião pública, há de ser sempre pacífica, e perde a sua legitimidade se a ela é associada a violência ou quando lhe é atribuído outro fim que não as condições de trabalho ou contrários ao bem comum.
Os Sindicatos devem ser instrumentos de solidariedade entre os trabalhadores e são um fator construtivo da ordem social. A ação sindical deve ser voltada para o bem comum. Não se admite o ódio de classes e luta para a eliminação de outrem. Trabalho e Capital são indispensáveis para o processo de produção. A doutrina social não pensa que os sindicatos sejam somente o reflexo de uma estrutura de classe da sociedade, como não pensa que eles sejam o expoente de uma luta de classe, que invitavelmente governe a vida social. (Laborem exercens)
11ª Estação: Jesus promete o Seu Reino ao bom ladrão.
O Emigrante e o Imigrante
Direito de participação na vida social e política
A participação é um dever a ser conscientemente exercitado por todos, de modo responsável e em vista do bem comum ([11]). Toda democracia deve ser participativa. É fortemente criticada a negativa deste direito por uma organização do Estado de forma totalitária ou ditatorial, ainda que este direito venha a ser reconhecido formalmente mas na prática negado, como também a "elefantíase do estado" e do seu aparato burocrático são criticadas porque em razão deles pode vir a ser negado ao cidadão a possiblidade de participar da vida social e política do país e também o dia do nascimento deles.
12ª Estação: Jesus na Cruz, a Mãe e o discípulo.
O Trabalho Doméstico
Família e trabalho
O trabalho doméstico, em especial o da mãe de família, deve ser valorizado e deve merecer do Estado e da sociedade uma remuneração pelo menos igual à dos outros, com os auxílios e benefícios sociais e previdenciários respectivos, devem ser eliminados os obstáculos que constrangem a mulher a não realizar plenamente as suas funções maternas.
A família tem direito a um salário para que possa viver dignamente. "Tal salário deve permitir a realização de uma poupança que favoreça a aquisição de uma certa propriedade, como garantia da liberdade: o direito à propriedade é estreitamente ligado à existência das famílias, que se põem ao abrigo da necessidade também graças à poupança e à constituição de uma propriedade familiar.(Rerum novarum)
13ª Estação: Jesus morre na Cruz.
Segurança no Trabalho
Princípio da Solidariedade
Como fruto da globalização crescente da sociedade e de uma crescente interdependência entre os homens crescem as possiblidades de relacionamento entre os homens. Este princípio, sintetiza-o bem João Paulo II, na encíclica Solicitudo Rei Socialis (38):
João XXIII convocou o Concílio Vaticano II.
..."a solidariedade, portanto, não é um sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes. pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos veradeiramente responsáveis por todos. Esta determinação está fundada na firme convicção de que as causas que entravam o desenvolvimento integral são aquela avidez do lucro e aquela sede do poder de que se falou. Estas atitudes e estas "estruturas de pecado" só poderão ser vencidas - pressupondo o auxílio da graça dvidina com uma atitude diametralmente oposta: a aplicação em prol do bem do próximo, com disponibilidade, em sentido envagélico, para "perder-se" em benefício do próximo em vez de o expolorar, e "para servi-lo" em vez de o oprimir para proveito próprio" ...
"A prática da solidariedade no interior de cada sociedade é valida quando os seus membros se reconhecem uns aos outros como pessoas. Aqueles que contam mais, dispondo de uma parate maior de bens e de serviços comuns, hão de sentir-se responsáveis pelos mais fracos e estar dispostos a compartlhar com eles o que possuem. Por seu lado, os mais fracos, na mesma linha de solidariedade não devem adotar um atitude meramente passiva ou destrutiva do tecido social; mas, embora defendendo os seus direitos legítimos, fazer o que lhes compete para o bem de todos. Os grupos intemédios, por sua vez, não deveriam insistir egoìsticamente nos seus próprios interesses, mas respeitar os interesses dos outros."
14ª Estação: Jesus é encerrado no sepulcro.
Eficácia do Trabalho
Família
Ver artigo principal: Família na Doutrina Social da Igreja
Pela Doutrina Social da Igreja a família é importante para a pessoa humana e para sociedade. É vista como a célula primeira e vital da sociedade. A família é considerada a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, é colocada no âmago da vida social e nasce da íntima comunhão de vida e de amor fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher. [12].
[editar] Trabalho humano
O homem, segundo esta doutrina, foi criado ut operaretur - “para trabalhar”. As realidades criadas, são boas em si mesmas, existem em função do homem. O trabalho portanto, pertence à condição originária própria do homem, é anterior à queda do pecado original, não pode por isto ser entendido nem como punição e nem como sendo uma maldição ou castigo. É um instrumento eficaz contra a pobreza e deve ser sempre honrado, é essencial, mas não é o fim último da razão de ser da existência do homem, este não deve esquecer que a última razão da sua existência é Deus.
O trabalho representa uma dimensão fundamental do homem como participante da criação e da redenção. O trabalho é meio de santificação. Ninguém pode se sentir no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros. O trabalho é também uma obrigação, vale dizer, um dever do homem. Constitui uma obrigação para consigo, para com a família, a sociedade e a nação.
A pessoa é o parâmetro da dignidade do trabalho: “Não há dúvida nenhuma, realmente, de que o trabalho humano tem seu valor ético, o qual, sem meios-termos, permanece diretamente ligado ao fato de aquele que o realiza ser uma pessoa.” (Laborens exercens). Isto é, o valor do trabalho está não no que é feito mas está em quem o faz: a pessoa humana. O trabalho humano tem também a sua dimensão social: o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho.
O trabalho é um direito fundamental, tem um valor de dignidade e é também uma necessidade para o homem e para este formar e manter uma família, para ter direito à propriedade e para contribuir para o bem comum. Com efeito “se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais se ela comuta." [13]
15ª Estação:
A Reforma
1ª Estação: Agonia de Jesus no Jardim.
A vocação – Agonia de Jesus no Horto
Princípio do Bem Comum
Segundo esta doutrina por bem comum entende-se: "O conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um dos seus membros atingirem de maneira a mais completa e desembaraçadamente a própria perfeição." [10].
O bem comum é de responsabilidade de todos. "O bem comum empenha todos os membros da sociedade: ninguém está escusado de colaborar, de acordo, com as próprias possibilidades, na sua busca e no seu desenvolvimento." (João XXIII, Mater et Magistra e Catecismo da Igreja Católica n. 1913). Mais, o bem comum é a razão de ser da autoridade política e para assegurá-lo o governo de cada País tem a tarefa específica de harmonizar com justiça os diversos interesses setoriais. O significado do bem comum vai além do simples bem-estar econômico e considera a finalização transcendente do ser humano.
2ª Estação: Jesus, atraiçoado por Judas, é preso.
A Nobreza/Dignidade – Jesus atraiçoado
Princípios e Valores
São princípios básicos em que se condensa a Doutrina Social da Igreja: 1) A dignidade da pessoa humana, como criatura à imagem de Deus e a igual dignidade de todas as pessoas; 2) respeito à vida humana, 3) princípio de associação, 4) princípio da participação, 5) opção preferencial pelos pobres, 6) princípio da solidariedade, 7)princípio da subsidiariedade, 8) princípio do bem comum, 9) princípio da destinação universal dos bens e o princípio da destinação universal dos bens.
Os princípios da dignidade da pessoa humana do bem comum, da subsidiariedade e o da solidariedade a Doutrina Social da Igreja - DSI os considera de caráter geral e fundamental, permanentes e universais. Esta doutrina indica, ainda, valores fundamentais que devem presidir a vida social. Estes valores são:
• Verdade: "O homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la. É obrigado a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda a vida segundo as exigências da verdade" [7]. A vida social exige transparência e honestidade e sem a confiança recíproca a vida em comunidade torna-se insuportável.
• Liberdade: "Toda pessoa humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável. Todos devem a cada um esta obrigação de respeito. O direito ao exercício da liberdade é uma
O Papa Pio XI publicou a encíclica Quadragesimo Anno
exigência inseparável da dignidade da pessoa humana, sobretudo em matéria moral e religiosa. Este direito deve ser reconhecido civilmente e protegido nos limites do bem comum e da ordem pública." [8] "O exercício da liberdade não implica o direito de dizer e fazer tudo. É falso pretender que o homem, sujeito da liberdade, se baste a si mesmo tendo por fim a satisfação de seu próprio interesse no gozo dos bens terrenos." [9].
Justiça: "Segundo São Tomás de Aquino consiste na vontade perpétua e constante de dar a cada um o que lhe é devido. A justiça, contudo, não é uma simples convenção humana, porque o que é justo não é originalmente determinado pela lei, mas pela identidade profunda do ser humano. Aqui reafirma o “direito natural” como sinônimo de respeito à dignidade da pessoa humana, sob uma ótica cristã de valores, como fundamento
3ª Estação: Jesus é condenado pelo Sinédrio.
A justiça no trabalho.
A encíclica Rerum Novarum, "sobre a questão operária", de Leão XIII, se constituiu na verdade na carta magna da atividade cristã no campo social, em busca de uma ordem social justa. "À vista dos problemas resultantes da revolução industrial que suscitaram o conflito entre capital e trabalho aquele documento enumera "os erros que provocam o mal social, exclui o socialismo como remédio e expõe de modo preciso e atualizado a doutrina católica sobre o trabalho, o direito de propriedade, o princípio da colaboração em contraposição à luta de classes, sobre o direito dos mais fracos, sobre a dignidade dos pobres e as obrigações dos ricos, o direito de associação e o aperfeiçoamento da justiça pela caridade." [5]
4ª Estação: Jesus renegado por Pedro.
O Desprezo – Jesus Renegado
A Economia
À luz da Revelação a atividade econômica deve ser vista como uma forma de co-participação do homem na Criação. É uma questão de justiça consigo mesmo e como próximo a adequada administração dos próprios dons e bens materiais. O progresso material e a atividade econômica deve ser colocada a serviço dos demais e da sociedade. As riquezas existem para ser partilhadas com os demais. "Quem tem as riquezas somente para si não é inocente; dar a quem tem necessidade significa pagar um débito." [19]
Há uma relação entre moral e economia, Pio XI na Encíclica Quadragesimo anno afirma que é um erro considerar que a atividade econômica está desvinculada dos princípios morais que regem a atividade humana. A riqueza, a economia não é um fim em si mesma e nem último fim e razão de ser da existência, ela se destina à produção, distribuição e consumo de bens e serviços, com vistas ao bem do homem e de toda a sociedade para a promoção de um desenvolvimento solidário da humanidade. As chamadas estruturas de pecado são construídas com muitos atos concretos e individuais de egoísmo humano.
A Caridade, virtude teologal, Igreja de N. Senhora, Trondheim, Noruega. A concórdia é fruto da virtude da caridade
5ª Estação: Jesus julgado por Pilatos.
O Direito ao Trabalho – Jesus Renegado
Iniciativa privada
Considera esta doutrina que liberdade da pessoa humana no campo econômico é um valor fundamental e um direito inalienável a ser promovido e tutelado. Por outro lado, A empresa não pode ser considerada apenas como uma "sociedade de capitais"; é simultaneamente uma "sociedade de pessoas", da qual fazem parte, de modo diverso e com específicas responsabilidades, quer aqueles que fornecem o capital necessário para a sua atividade, quer aqueles que colaboram com o seu trabalho. (João Paulo II) [20]
A doutrina social reconhece a justa função do lucro, mas o lucro por si só não indica que a empresa esteja servindo adequadamente à sociedade, não é lícito obter o lucro à custa da dignidade do trabalhador, da sua humilhação e da violação dos seus direitos. Mesmo nas relações internacionais a prática da usura permanece condenada e merecem reprovação os sistemas financeiros abusivos e usurários tanto no âmbito das economias nacionais como internacionais.
Os trabalhadores que atuam na empresa constituem o seu patrimônio mais precioso (Centesimus annus, 35), nas grandes decisões estratégicas e financeiras da empresa, de compra e venda, abertura e fechamento de filiais não é lícito decidir tendo por base apenas os interesses do "capital" sem olhar a dignidade dos que nela trabalham. Devem organizar a atividade na empresa de modo a favorecer e promover a família do trabalhador, especialmente as mães de família.
6ª Estação: Jesus flagelado e coroado de espinhos.
O Trabalho e a Família – Jesus flagelado e coroado de espinhos
7ª Estação: Jesus carrega a Cruz às costas.
O Trabalho como realização pessoal
O princípio da subsidiariedade é realçado na encíclica Quadragesimo anno de Pio XI. Por este princípio deve-se respeitar a liberdade e proteger a vitalidade dos corpos sociais intermédios, por exemplo, a família, grupos, associações, entidades culturais, econômicas, ONG's, e outras que são formadas espotaneamente no seio da sociedade. Não deve o estado interferir no corpo social e na sociedade civil além do necessário. Por outro lado deve o estado exercer atividade supletiva quando o corpo social, por si, não consegue ou não tem meios de promover determinada atividade, como também deve o estado intervir para evitar situações de desequilibrio e de injustiça social.
S. Tomás de Aquino, por Fra Angelico. A sua doutrina é um dos pilares da Doutrina Social católica
Este princípio se opõe às formas de centralização, burocratização, assistencialismo e de presença desnecessária e injustificada do Estado e do aparelho estatal no meio da sociedade civil. João Paulo II na Centesimus annus (48), afirmou: Ao intervir directamente, irresponsabilizando a sociedade, o Estado assistencial provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do sector estatal, dominando mais por lógicas burocráticas do que pela preocupação de servir os usuários com um acréscimo enorme de despesas
8ª Estação: Jesus ajudado por Cireneu a levar a Cruz.
O Seguro e Apoio do Estado ao Trabalhador
Propriedade privada e função social
A Doutrina Social da Igreja sustenta que o direito à propriedade privada está subordinado ao princípio da destinação universal dos bens e não deve constituir um impedimento ao trabalho. Não é lícito possuir por possuir, ou possuir contra o trabalho. A propriedade, que se adquire com o fruto do trabalho, tem por dever servir ao trabalho. De tudo resulta que a propriedade particular é plenamente conforme a natureza, porque o seu fundamento está no trabalho humano ela é o fruto do trabalho. [15]
Esta doutrina considera indispensável uma reforma agrária, justa e eficiente, condena tanto o latifúndio porque expressão de um uso socialmente irresponsável do direito de propriedade como a propriedade estatal da terra, porque leva a uma despersonalização da sociedade civil, sugere que se favoreça largamente a empresa familiar proprietária da terra que a cultiva diretamente.
João Paulo II (1991, Brasil) deu ênfase à proteção dos valores cristãos da família e promoveu os encontros mundiais da família.
9ª Estação: Jesus fala às mulheres de Jerusalém.
O Trabalho feminino – Jesus fala às mulheres de Jerusalém
10ª Estação: Crucificação de Jesus
A roupa do Trabalho
Direitos do trabalhador
Os direitos do trabalhador se baseiam na natureza da pessoa humana e na sua dignidade. O Magistério da Igreja enumera dentre outros: a justa remuneração, direito ao repouso, trabalho em ambiente que não lese a sua saúde e a integridade moral, respeito à sua consciência, auxílios aos desempregados e suas famílias, direito a aposentadoria e pensão nos casos de doença, direito a auxílios e benefícios sociais no caso da maternidade, direito de reunião e associação.
O acordo entre patrão e empregado não é suficiente para legitimar o quantum da remuneração, ela deve ser suficiente para um sustento digno do trabalhador e da sua família, as leis de mercado não são suficientes para atender a esta condição de justiça, o direito natural antecede ao direito de contratar. Se for necessário, cabe ao Estado fixar um valor mínimo para as diversas circunstâncias em que a remuneração do trabalho é devida.
A greve é reconhecida pela doutrina social como instrumento legítimo, como último recurso e inevitável e até necessário em vista de um benefício proporcionado, desde que todos os outros recursos se tenham levado a efeito para evitar o conflito. A greve legítima, como justo instrumento de pressão contra os empregadores, contra o Estado e até como meio de pressionar a opinião pública, há de ser sempre pacífica, e perde a sua legitimidade se a ela é associada a violência ou quando lhe é atribuído outro fim que não as condições de trabalho ou contrários ao bem comum.
Os Sindicatos devem ser instrumentos de solidariedade entre os trabalhadores e são um fator construtivo da ordem social. A ação sindical deve ser voltada para o bem comum. Não se admite o ódio de classes e luta para a eliminação de outrem. Trabalho e Capital são indispensáveis para o processo de produção. A doutrina social não pensa que os sindicatos sejam somente o reflexo de uma estrutura de classe da sociedade, como não pensa que eles sejam o expoente de uma luta de classe, que invitavelmente governe a vida social. (Laborem exercens)
11ª Estação: Jesus promete o Seu Reino ao bom ladrão.
O Emigrante e o Imigrante
Direito de participação na vida social e política
A participação é um dever a ser conscientemente exercitado por todos, de modo responsável e em vista do bem comum ([11]). Toda democracia deve ser participativa. É fortemente criticada a negativa deste direito por uma organização do Estado de forma totalitária ou ditatorial, ainda que este direito venha a ser reconhecido formalmente mas na prática negado, como também a "elefantíase do estado" e do seu aparato burocrático são criticadas porque em razão deles pode vir a ser negado ao cidadão a possiblidade de participar da vida social e política do país e também o dia do nascimento deles.
12ª Estação: Jesus na Cruz, a Mãe e o discípulo.
O Trabalho Doméstico
Família e trabalho
O trabalho doméstico, em especial o da mãe de família, deve ser valorizado e deve merecer do Estado e da sociedade uma remuneração pelo menos igual à dos outros, com os auxílios e benefícios sociais e previdenciários respectivos, devem ser eliminados os obstáculos que constrangem a mulher a não realizar plenamente as suas funções maternas.
A família tem direito a um salário para que possa viver dignamente. "Tal salário deve permitir a realização de uma poupança que favoreça a aquisição de uma certa propriedade, como garantia da liberdade: o direito à propriedade é estreitamente ligado à existência das famílias, que se põem ao abrigo da necessidade também graças à poupança e à constituição de uma propriedade familiar.(Rerum novarum)
13ª Estação: Jesus morre na Cruz.
Segurança no Trabalho
Princípio da Solidariedade
Como fruto da globalização crescente da sociedade e de uma crescente interdependência entre os homens crescem as possiblidades de relacionamento entre os homens. Este princípio, sintetiza-o bem João Paulo II, na encíclica Solicitudo Rei Socialis (38):
João XXIII convocou o Concílio Vaticano II.
..."a solidariedade, portanto, não é um sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes. pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos veradeiramente responsáveis por todos. Esta determinação está fundada na firme convicção de que as causas que entravam o desenvolvimento integral são aquela avidez do lucro e aquela sede do poder de que se falou. Estas atitudes e estas "estruturas de pecado" só poderão ser vencidas - pressupondo o auxílio da graça dvidina com uma atitude diametralmente oposta: a aplicação em prol do bem do próximo, com disponibilidade, em sentido envagélico, para "perder-se" em benefício do próximo em vez de o expolorar, e "para servi-lo" em vez de o oprimir para proveito próprio" ...
"A prática da solidariedade no interior de cada sociedade é valida quando os seus membros se reconhecem uns aos outros como pessoas. Aqueles que contam mais, dispondo de uma parate maior de bens e de serviços comuns, hão de sentir-se responsáveis pelos mais fracos e estar dispostos a compartlhar com eles o que possuem. Por seu lado, os mais fracos, na mesma linha de solidariedade não devem adotar um atitude meramente passiva ou destrutiva do tecido social; mas, embora defendendo os seus direitos legítimos, fazer o que lhes compete para o bem de todos. Os grupos intemédios, por sua vez, não deveriam insistir egoìsticamente nos seus próprios interesses, mas respeitar os interesses dos outros."
14ª Estação: Jesus é encerrado no sepulcro.
Eficácia do Trabalho
Família
Ver artigo principal: Família na Doutrina Social da Igreja
Pela Doutrina Social da Igreja a família é importante para a pessoa humana e para sociedade. É vista como a célula primeira e vital da sociedade. A família é considerada a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, é colocada no âmago da vida social e nasce da íntima comunhão de vida e de amor fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher. [12].
[editar] Trabalho humano
O homem, segundo esta doutrina, foi criado ut operaretur - “para trabalhar”. As realidades criadas, são boas em si mesmas, existem em função do homem. O trabalho portanto, pertence à condição originária própria do homem, é anterior à queda do pecado original, não pode por isto ser entendido nem como punição e nem como sendo uma maldição ou castigo. É um instrumento eficaz contra a pobreza e deve ser sempre honrado, é essencial, mas não é o fim último da razão de ser da existência do homem, este não deve esquecer que a última razão da sua existência é Deus.
O trabalho representa uma dimensão fundamental do homem como participante da criação e da redenção. O trabalho é meio de santificação. Ninguém pode se sentir no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros. O trabalho é também uma obrigação, vale dizer, um dever do homem. Constitui uma obrigação para consigo, para com a família, a sociedade e a nação.
A pessoa é o parâmetro da dignidade do trabalho: “Não há dúvida nenhuma, realmente, de que o trabalho humano tem seu valor ético, o qual, sem meios-termos, permanece diretamente ligado ao fato de aquele que o realiza ser uma pessoa.” (Laborens exercens). Isto é, o valor do trabalho está não no que é feito mas está em quem o faz: a pessoa humana. O trabalho humano tem também a sua dimensão social: o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho.
O trabalho é um direito fundamental, tem um valor de dignidade e é também uma necessidade para o homem e para este formar e manter uma família, para ter direito à propriedade e para contribuir para o bem comum. Com efeito “se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais se ela comuta." [13]
15ª Estação:
A Reforma
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Contas duma Paróquia
A Paróquia N.ª Sra. Fátima reúne um conjunto de actividades de cariz religioso, cultural e social.
Relativamente às actividades de cariz religioso ocorridas durante o ano 2009 a Paróquia N.ª Sra. de Fátima conseguiu reunir um conjunto de esforços para melhorar a situação líquida obtida no ano de 2008.
Em relação ao Imobilizado Corpóreo praticamente não houve aquisições, pelo menos de grande monta para equipamento básico e outros equipamentos. Constatámos que houve uma diminuição do Activo líquido, face ao ano anterior, que deriva das amortizações anuais, isto é, da depreciação normal e legal dos bens durante o ano de 2009.
Houve sim um aumento de, aproximadamente, 22% em relação ao Imobilizado em Curso, construção da Nova Igreja. Passou de um investimento de cerca de 778 mil euros para um investimento de aproximadamente 949 mil euros.
Relativamente ao valor das Mercadorias, 6.226,09 euros, diz respeito apenas ao valor existente na Paróquia no final do ano em livros editados pela Paróquia nos anos anteriores, catecismos, bíblias e outros.
Quanto a Dívidas de Terceiros a Paróquia tinha no final do ano um valor de IVA a receber de cerca de 36 mil e quinhentos euros derivados de pagamentos de facturas da Nova Igreja.
No final de 2009, o dinheiro existente em Caixa e Depósitos Bancários era cerca de 30 mil e trezentos euros.
A conta de diferimentos representa receitas, que não chegam a 1000 euros, e despesas, que não chegam a 300 euros, que se verificaram no exercício económico de 2009 cujo proveito e custo, apenas se vai verificar no exercício económico seguinte, ou seja em 2010.
Quanto às Dívidas a Terceiros houve um aumento em relação ao ano de 2008 de 55% do empréstimo bancário. No entanto, a dívida de fornecedores de imobilizado, nomeadamente o autocarro, a paróquia conseguiu baixar de cerca de 9 mil e trezentos euros para aproximadamente 3 mil e cem euros. Diminuiu as dívidas de outros credores passando de 110 mil para cerca de 71 mil euros.
Ao verificarmos os Proveitos Diferidos, que espelham os donativos para a Obra da Nova Igreja verifica-se que mesmo com a obra praticamente parada durante o ano de 2009 houve um aumento de cerca de 97 mil euros, aproximadamente, 43%. Destes 97 mil cerca de 11 mil euros, ou seja 11%, foram angariados pelas iniciativas da Comissão de Angariação de Fundos para a obra e o restante foi conseguido através da Liga dos Amigos e de muitos donativos eventuais de paroquianos e amigos.
Chegamos à conclusão que em termos de resultados líquidos a Paróquia este ano, 2009, conseguiu um resultado positivo no valor de 21.538,44 euros que em relação ao ano anterior, melhorou consideravelmente. Como foi visto, na demonstração de resultados, este resultado teve também muita influência pelos donativos extraordinários que foram dados pelas pessoas para as actividades gerais da Paróquia.
O Fundo Social manteve o valor de cerca de 666 mil euros e os Resultados Transitados diminuíram devido ao resultado negativo de 2008.
Deste modo pudemos analisar os custos e proveitos da Paróquia, nas actividades religiosas, obtidos durante o exercício económico de 2009.
O Custo com as Mercadorias comparativamente com o ano passado diminuiu cerca de 6 mil euros. O que mostra uma contenção de custos.
No entanto, o custo com os Fornecimentos e Serviços Externos onde se inclui um conjunto de despesas, a título de exemplo, temos a água, luz, electricidade, o Jornal, telefone, gratificações e outros, tiveram um aumento dos gastos em cerca de 3 mil euros, ou seja cerca de 7%.
As Despesas com o Culto praticamente mantiveram-se constantes. Assim como, os gastos com impostos derivados do empréstimo bancário tiveram um aumento ligeiro. Os juros do empréstimo também aumentaram aproximadamente 500 euros.
Relativamente aos Custos e Perdas Extraordinárias diminuíram em cerca de 26 mil euros, que de novo reflecte que a Comissão Fabriqueira procurou cortar nos gastos. Houve uma diminuição de vendas em cerca de 3700 euros e em relação à Prestação de Serviços onde se inclui missas, casamentos, baptizados houve um aumento desta receita em cerca de 1300 euros.
Foi notória a receita proveniente dos Ofertórios que teve um aumento de cerca 1000 euros.
A maior diferença, comparativamente com o ano 2008, verificou-se em termos de receita relacionada com os Proveitos e Ganhos Extraordinários que passaram de cerca de 48 mil euros para aproximadamente 85 mil euros, aumentaram cerca de 85%. Este aumento está bastante relacionado com um conjunto de eventos que a Paróquia foi realizando ao longo do ano, com os quais as pessoas participaram. Este ano também houve um aumento significativo de pessoas que, para além de contribuírem para a Obra, davam também dinheiro para as actividades gerais da Paróquia que, naturalmente, era com a intenção implícita de ajudar a Paróquia e a sua Obra.
Viana do Castelo, 25 Março de 2010.
Helena Vieira, licenciada em gestão
N.R. As contas referentes ao Centro Social, ao Centro Ozanan, Cecan e C. Culto foram aprovadas por unanimidade. É de realçar o esforço de todas as valências que, devido a proveitos extraordináios, frutos dos donativos da Comunidade, todas alcançaram resultados positivos.
Relativamente às actividades de cariz religioso ocorridas durante o ano 2009 a Paróquia N.ª Sra. de Fátima conseguiu reunir um conjunto de esforços para melhorar a situação líquida obtida no ano de 2008.
Em relação ao Imobilizado Corpóreo praticamente não houve aquisições, pelo menos de grande monta para equipamento básico e outros equipamentos. Constatámos que houve uma diminuição do Activo líquido, face ao ano anterior, que deriva das amortizações anuais, isto é, da depreciação normal e legal dos bens durante o ano de 2009.
Houve sim um aumento de, aproximadamente, 22% em relação ao Imobilizado em Curso, construção da Nova Igreja. Passou de um investimento de cerca de 778 mil euros para um investimento de aproximadamente 949 mil euros.
Relativamente ao valor das Mercadorias, 6.226,09 euros, diz respeito apenas ao valor existente na Paróquia no final do ano em livros editados pela Paróquia nos anos anteriores, catecismos, bíblias e outros.
Quanto a Dívidas de Terceiros a Paróquia tinha no final do ano um valor de IVA a receber de cerca de 36 mil e quinhentos euros derivados de pagamentos de facturas da Nova Igreja.
No final de 2009, o dinheiro existente em Caixa e Depósitos Bancários era cerca de 30 mil e trezentos euros.
A conta de diferimentos representa receitas, que não chegam a 1000 euros, e despesas, que não chegam a 300 euros, que se verificaram no exercício económico de 2009 cujo proveito e custo, apenas se vai verificar no exercício económico seguinte, ou seja em 2010.
Quanto às Dívidas a Terceiros houve um aumento em relação ao ano de 2008 de 55% do empréstimo bancário. No entanto, a dívida de fornecedores de imobilizado, nomeadamente o autocarro, a paróquia conseguiu baixar de cerca de 9 mil e trezentos euros para aproximadamente 3 mil e cem euros. Diminuiu as dívidas de outros credores passando de 110 mil para cerca de 71 mil euros.
Ao verificarmos os Proveitos Diferidos, que espelham os donativos para a Obra da Nova Igreja verifica-se que mesmo com a obra praticamente parada durante o ano de 2009 houve um aumento de cerca de 97 mil euros, aproximadamente, 43%. Destes 97 mil cerca de 11 mil euros, ou seja 11%, foram angariados pelas iniciativas da Comissão de Angariação de Fundos para a obra e o restante foi conseguido através da Liga dos Amigos e de muitos donativos eventuais de paroquianos e amigos.
Chegamos à conclusão que em termos de resultados líquidos a Paróquia este ano, 2009, conseguiu um resultado positivo no valor de 21.538,44 euros que em relação ao ano anterior, melhorou consideravelmente. Como foi visto, na demonstração de resultados, este resultado teve também muita influência pelos donativos extraordinários que foram dados pelas pessoas para as actividades gerais da Paróquia.
O Fundo Social manteve o valor de cerca de 666 mil euros e os Resultados Transitados diminuíram devido ao resultado negativo de 2008.
Deste modo pudemos analisar os custos e proveitos da Paróquia, nas actividades religiosas, obtidos durante o exercício económico de 2009.
O Custo com as Mercadorias comparativamente com o ano passado diminuiu cerca de 6 mil euros. O que mostra uma contenção de custos.
No entanto, o custo com os Fornecimentos e Serviços Externos onde se inclui um conjunto de despesas, a título de exemplo, temos a água, luz, electricidade, o Jornal, telefone, gratificações e outros, tiveram um aumento dos gastos em cerca de 3 mil euros, ou seja cerca de 7%.
As Despesas com o Culto praticamente mantiveram-se constantes. Assim como, os gastos com impostos derivados do empréstimo bancário tiveram um aumento ligeiro. Os juros do empréstimo também aumentaram aproximadamente 500 euros.
Relativamente aos Custos e Perdas Extraordinárias diminuíram em cerca de 26 mil euros, que de novo reflecte que a Comissão Fabriqueira procurou cortar nos gastos. Houve uma diminuição de vendas em cerca de 3700 euros e em relação à Prestação de Serviços onde se inclui missas, casamentos, baptizados houve um aumento desta receita em cerca de 1300 euros.
Foi notória a receita proveniente dos Ofertórios que teve um aumento de cerca 1000 euros.
A maior diferença, comparativamente com o ano 2008, verificou-se em termos de receita relacionada com os Proveitos e Ganhos Extraordinários que passaram de cerca de 48 mil euros para aproximadamente 85 mil euros, aumentaram cerca de 85%. Este aumento está bastante relacionado com um conjunto de eventos que a Paróquia foi realizando ao longo do ano, com os quais as pessoas participaram. Este ano também houve um aumento significativo de pessoas que, para além de contribuírem para a Obra, davam também dinheiro para as actividades gerais da Paróquia que, naturalmente, era com a intenção implícita de ajudar a Paróquia e a sua Obra.
Viana do Castelo, 25 Março de 2010.
Helena Vieira, licenciada em gestão
N.R. As contas referentes ao Centro Social, ao Centro Ozanan, Cecan e C. Culto foram aprovadas por unanimidade. É de realçar o esforço de todas as valências que, devido a proveitos extraordináios, frutos dos donativos da Comunidade, todas alcançaram resultados positivos.
Uma Casa de Família---Igreja Nova- Abelheira- Viana do castelo
Um espaço físico para congregar múltiplas actividades pastorais e apoios da Paróquia.
Ter casa própria parece ser um desejo partilhado por uma multidão de pessoas. Entre outras coisas, a casa é o palco onde podemos montar o cenário da vida feliz que sonhamos, que os nossos pais sonharam para nós; o sonho que a nossa sociedade nos prometeu.
A casa é o símbolo de maioridade, autonomia e legitimidade. Mais do que a continuidade do passado, a casa é o espaço do nosso futuro, da validade do nosso projecto de vida e da solidez de que necessitamos para o levar a cabo. A casa tem o peso de uma vida. Não da vida que já se viveu e cujo peso conhecemos, mas daquela que falta viver. A casa é um peso que não se limita ao dinheiro investido e os seus juros, é muito mais o peso dos seus sonhos. Para a maior parte dos jovens pôr de lado esse sonho é completamente irrazoável. Alguns adiam-no à espera de um tempo mais favorável, mas a maioria pensa não valer a pena esperar e, se pode, arrisca quase tudo para consegui-lo. Nesta viagem entram a família, os amigos, os conhecidos…todos parecem partilhar do mesmo sonho. Todos concordam que é legítimo e pertinente.
Era de tudo isto que estava a falar com uns amigos outro dia, quando demos por nós a olhar para a igreja nova, que finalmente parece ter ar de casa. Ao vê-la, assim, ainda em cimento e sem os ornamentos próprios de uma igreja, aquilo que vimos no escuro da noite foi uma casa. O lar de alguém que ainda não o habita. É claro que a forma e o tamanho não enganam e perturbam o devaneio; aquilo que estava à nossa frente era a casa de uma família enorme. Concretizar o sonho de uma casa assim era uma tarefa para muitas pessoas, de várias gerações e não apenas para uma pessoa ou um pequeno grupo. Noutra altura, com outras pessoas, podia ter-se gerado ali uma grande discussão: vale a pena construir mais uma igreja? A igreja que temos já não serve? E era preciso a nova ser tão grande? Sim, podíamos ter ido por aí. Mas talvez por sermos todos católicos, talvez por termos todos a mesma idade, talvez por termos sido todos educados aqui na paróquia, talvez porque já todos percebemos que não sabemos o rumo das coisas, que às vezes as pessoas parecem mudar todas de ideias ao mesmo tempo, e que o que hoje nos parece muito, no futuro pode parecer pouco …, por tanta coisa…mas principalmente porque no silêncio da noite, aquilo que víamos era apenas uma casa. A enorme casa, que com a pequena casa do Berço ao lado, parecia estar a preparar-se para ser o lar da grande família.
Os argumentos concretos da necessidade de construir um espaço físico para congregar actividades da nossa Paróquia já são por si mesmo conhecidos e permanecem. Ter um espaço nosso, adequado ao tempo e à dimensão da paróquia, capaz de servir às necessidades das gerações presentes e futuras, não é no caso de uma paróquia como a nossa, em que a função religiosa da igreja passa muito pela ajuda à comunidade, um luxo: é uma necessidade.
A validade de construir uma igreja nova, (espaço mais emblemático do novo Centro Paroquial) adequada ao nosso tempo e à nossa forma de vida pode parecer-se com a validade de um jovem aspirar a ter a sua própria casa. A realidade de ter um espaço próprio é um sonho partilhado quer por uma pessoa, quer por um grupo ou movimento desde o Escutismo à Catequese, movimentos e grupos activos pedras vivas da família paroquial como uma igreja nova. Em ambos os casos esse espaço é o símbolo e a garantia da sua independência e legitimidade, da sua possibilidade de subsistir, aplicar-se e reproduzir-se.
Laura Juliana
* catequista e Téc.S Social
Ter casa própria parece ser um desejo partilhado por uma multidão de pessoas. Entre outras coisas, a casa é o palco onde podemos montar o cenário da vida feliz que sonhamos, que os nossos pais sonharam para nós; o sonho que a nossa sociedade nos prometeu.
A casa é o símbolo de maioridade, autonomia e legitimidade. Mais do que a continuidade do passado, a casa é o espaço do nosso futuro, da validade do nosso projecto de vida e da solidez de que necessitamos para o levar a cabo. A casa tem o peso de uma vida. Não da vida que já se viveu e cujo peso conhecemos, mas daquela que falta viver. A casa é um peso que não se limita ao dinheiro investido e os seus juros, é muito mais o peso dos seus sonhos. Para a maior parte dos jovens pôr de lado esse sonho é completamente irrazoável. Alguns adiam-no à espera de um tempo mais favorável, mas a maioria pensa não valer a pena esperar e, se pode, arrisca quase tudo para consegui-lo. Nesta viagem entram a família, os amigos, os conhecidos…todos parecem partilhar do mesmo sonho. Todos concordam que é legítimo e pertinente.
Era de tudo isto que estava a falar com uns amigos outro dia, quando demos por nós a olhar para a igreja nova, que finalmente parece ter ar de casa. Ao vê-la, assim, ainda em cimento e sem os ornamentos próprios de uma igreja, aquilo que vimos no escuro da noite foi uma casa. O lar de alguém que ainda não o habita. É claro que a forma e o tamanho não enganam e perturbam o devaneio; aquilo que estava à nossa frente era a casa de uma família enorme. Concretizar o sonho de uma casa assim era uma tarefa para muitas pessoas, de várias gerações e não apenas para uma pessoa ou um pequeno grupo. Noutra altura, com outras pessoas, podia ter-se gerado ali uma grande discussão: vale a pena construir mais uma igreja? A igreja que temos já não serve? E era preciso a nova ser tão grande? Sim, podíamos ter ido por aí. Mas talvez por sermos todos católicos, talvez por termos todos a mesma idade, talvez por termos sido todos educados aqui na paróquia, talvez porque já todos percebemos que não sabemos o rumo das coisas, que às vezes as pessoas parecem mudar todas de ideias ao mesmo tempo, e que o que hoje nos parece muito, no futuro pode parecer pouco …, por tanta coisa…mas principalmente porque no silêncio da noite, aquilo que víamos era apenas uma casa. A enorme casa, que com a pequena casa do Berço ao lado, parecia estar a preparar-se para ser o lar da grande família.
Os argumentos concretos da necessidade de construir um espaço físico para congregar actividades da nossa Paróquia já são por si mesmo conhecidos e permanecem. Ter um espaço nosso, adequado ao tempo e à dimensão da paróquia, capaz de servir às necessidades das gerações presentes e futuras, não é no caso de uma paróquia como a nossa, em que a função religiosa da igreja passa muito pela ajuda à comunidade, um luxo: é uma necessidade.
A validade de construir uma igreja nova, (espaço mais emblemático do novo Centro Paroquial) adequada ao nosso tempo e à nossa forma de vida pode parecer-se com a validade de um jovem aspirar a ter a sua própria casa. A realidade de ter um espaço próprio é um sonho partilhado quer por uma pessoa, quer por um grupo ou movimento desde o Escutismo à Catequese, movimentos e grupos activos pedras vivas da família paroquial como uma igreja nova. Em ambos os casos esse espaço é o símbolo e a garantia da sua independência e legitimidade, da sua possibilidade de subsistir, aplicar-se e reproduzir-se.
Laura Juliana
* catequista e Téc.S Social
sábado, 17 de abril de 2010
Uma reflexão pertinente- A educação hoje? O neocolonianismo capitalista?...Será?
FALTA DE DEONTOLOGIA PROFISSIONAL A TROCO DE ... "QUÊ" ? !!!
Em dias sussessivos e a todas as horas, ouvimos na televisão e demais comunicação social, acusações à Igreja Católica por actos condenáveis supostamente praticados por alguns dos seus membros...
Suspreende pela insistência das mesmas notícias, mais parecendo uma forma de "droga televisiva ou jornalistica"do que o desejo ou intenção de informar, de formar personalidades dignas, de carácter nobre e de consciências sãs.
Reflectindo,deparamo-nos com uma época em que a intriga, a maldade, os maus exemplos, a violência, o escândalo e até a sexualidade, parecem ser os assuntos preferidos e prioritários da comunicação social e "pasme-se"... que já se instalaram na escola...!!! A sexualidade é tema diário da comunicação social nos últimos anos e nela têm sido envolvidos nomes sonantes das artes, das letras, das ciências, das diversas profissões, da vida pública, de políticos, etc...nem sempre com foros de verdade, por vezes por calúnia, difamação, perseguição, má fé, intensões reservadas sem fundamento... Mas fica a calúnia e o enxovalho.
Parece estar em "orquestração" pelo mundo fora intenso ataque à Igreja Católica através de alguns dos seus membros que, pelo seu "Magistério" exige mais e maior reserva e cuidado na valorização dos insultos e difamações. Há bons, há maus padres e religiosos e também têm inimigos, não só por qualquer motivo pessoal, mas sobretudo pela sua função e missão sacerdotal, pela sua ligação à Igreja Católica e, como se dizia na minha região "não se mede tudo pelo mesmo raseiro". A Igreja não é constituída só por maus exemplos, mas igoram-se (propositadamente, má fé, intencionalmente...!) os bons e os que por mim, por si, por todos nós sofreram e sofrem na sua vida de santidade...!
Os padres, os religiosos, os membros do clero ou elementos da Igreja Católica ou de outra religião, -(que devem ser punidos por crimes que cometam, não só pelos poderes judiciais como pela hierarqia)-são seres humanos, por isso, pessoas como eu, como "você",como o ministro, o juiz, o advogado, o médico, o general, o professor, o engenheiro, o catedrático, o analfabeto, o carpinteiro, o trolha, o homem da rua a dormir debaixo da ponte e, por isso, como todos nós portadores de defeitos e de qualidades, de instintos e de sentimentos, que praticamos actos bons, maus, reprováveis, louváveis... "Errare humanum est" e todos nós erramos...e cometemos desregramentos mais condenáveis e de maior relevância nas pessoas com maior ou menor responsabilidade na sociedade ou na vida pública.
Todavia, respondemos individualmente pelo acto reprovável que praticamos como pessoa perante os poderes constituídos, perante a sociedade e, o crente, ainda perante Deus, nada tendo a ver a "Instituição" a que estejamos ligados com os desmandos de cada indivíduo.
Assim, entendo que é despropositado, que é dispiciendo incriminar a Igreja pelos desvarios de X, Y ou Z, que são seres humanos, pessoas, cidadãos como nós, mas que na execução das suas actividades religiosas são padres.
O padre, que deve ser rigorosamente exemplar em todos os seus procedimentos e atitudes, como pessoa, como homem,como cidadão, pode cometer erros graves e altamente condenáveis sujeito à responsabilidade e justiça da sociedade em que se insere e por eles responde.
Porém, quando no exercício das sua atribuições religiosas ou sacerdotais, mercê do seu juramento e ordens religiosas e canónicas de que foi investido quando da sua Ordenação, ele é representante de Jesus Cristo.
Depois desta divagação, como católico praticante, registo como a minha fé e a minha consciência cristã vêem o padre ou sacerdote:
Um ser humano, uma pessoa, um cidadão capaz de praticar o bem e mal, -(embora só deva praticar o bem)- de errar, pecar e perpetrar actos sensuráveis que o envergonhem, como qualquer outra pessoa;
Uma pessoa invulgarmente culta, com capacidade para reconhecer as suas faltsas e delas se redimir;
Uma pessoa que na generalidade vive e sofre a dor dos outros, serve desinteressadamente a sociedade, é bondoso e generoso com as cianças, os pobres, os doentes, os idosos, e com todos aqueles que de algum modo sofrem física ou moralmente;
Um cidadão que serve os outros e não se serve, dedicando-se muitas vezes à criação, desenvolvimento e funcionamento de obras sociais e misericordiosas para ajudar os pedintes, os pobres envergonhados,os doentes, os idosos, os cegos, as crianças e abandonados, os deficientes mentais,os vencidos pela vida e pela droga...etc.;
Um Homem que investido numa missão que Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, lhe insinuou e como tal, no exercício e realização dos seus actos e cerimónias religiosas de pessoa ordenada padre, despido da sua natureza humana, ignorando-lhe os seus erros e ou desvarios, deve ver-se como "um alter Cristus".
A Humanidade espera da comunicação social, essencialmente:
- uma informação exacta, sem sofismas, que contribua para a nobilitação do ser humano pleno de virtudes, de dignidade, de carácter impoluto, incorrupto, de consciência recta, - (um ser humano com H grande) - servindo-se de uma ética jornalística fundamentada em valores que respeitem a pessoa em toda a sua integridade física, psiquica e moral.
V.C.,2010.04.03
Publicada por VAFONSO em 19:01
Em dias sussessivos e a todas as horas, ouvimos na televisão e demais comunicação social, acusações à Igreja Católica por actos condenáveis supostamente praticados por alguns dos seus membros...
Suspreende pela insistência das mesmas notícias, mais parecendo uma forma de "droga televisiva ou jornalistica"do que o desejo ou intenção de informar, de formar personalidades dignas, de carácter nobre e de consciências sãs.
Reflectindo,deparamo-nos com uma época em que a intriga, a maldade, os maus exemplos, a violência, o escândalo e até a sexualidade, parecem ser os assuntos preferidos e prioritários da comunicação social e "pasme-se"... que já se instalaram na escola...!!! A sexualidade é tema diário da comunicação social nos últimos anos e nela têm sido envolvidos nomes sonantes das artes, das letras, das ciências, das diversas profissões, da vida pública, de políticos, etc...nem sempre com foros de verdade, por vezes por calúnia, difamação, perseguição, má fé, intensões reservadas sem fundamento... Mas fica a calúnia e o enxovalho.
Parece estar em "orquestração" pelo mundo fora intenso ataque à Igreja Católica através de alguns dos seus membros que, pelo seu "Magistério" exige mais e maior reserva e cuidado na valorização dos insultos e difamações. Há bons, há maus padres e religiosos e também têm inimigos, não só por qualquer motivo pessoal, mas sobretudo pela sua função e missão sacerdotal, pela sua ligação à Igreja Católica e, como se dizia na minha região "não se mede tudo pelo mesmo raseiro". A Igreja não é constituída só por maus exemplos, mas igoram-se (propositadamente, má fé, intencionalmente...!) os bons e os que por mim, por si, por todos nós sofreram e sofrem na sua vida de santidade...!
Os padres, os religiosos, os membros do clero ou elementos da Igreja Católica ou de outra religião, -(que devem ser punidos por crimes que cometam, não só pelos poderes judiciais como pela hierarqia)-são seres humanos, por isso, pessoas como eu, como "você",como o ministro, o juiz, o advogado, o médico, o general, o professor, o engenheiro, o catedrático, o analfabeto, o carpinteiro, o trolha, o homem da rua a dormir debaixo da ponte e, por isso, como todos nós portadores de defeitos e de qualidades, de instintos e de sentimentos, que praticamos actos bons, maus, reprováveis, louváveis... "Errare humanum est" e todos nós erramos...e cometemos desregramentos mais condenáveis e de maior relevância nas pessoas com maior ou menor responsabilidade na sociedade ou na vida pública.
Todavia, respondemos individualmente pelo acto reprovável que praticamos como pessoa perante os poderes constituídos, perante a sociedade e, o crente, ainda perante Deus, nada tendo a ver a "Instituição" a que estejamos ligados com os desmandos de cada indivíduo.
Assim, entendo que é despropositado, que é dispiciendo incriminar a Igreja pelos desvarios de X, Y ou Z, que são seres humanos, pessoas, cidadãos como nós, mas que na execução das suas actividades religiosas são padres.
O padre, que deve ser rigorosamente exemplar em todos os seus procedimentos e atitudes, como pessoa, como homem,como cidadão, pode cometer erros graves e altamente condenáveis sujeito à responsabilidade e justiça da sociedade em que se insere e por eles responde.
Porém, quando no exercício das sua atribuições religiosas ou sacerdotais, mercê do seu juramento e ordens religiosas e canónicas de que foi investido quando da sua Ordenação, ele é representante de Jesus Cristo.
Depois desta divagação, como católico praticante, registo como a minha fé e a minha consciência cristã vêem o padre ou sacerdote:
Um ser humano, uma pessoa, um cidadão capaz de praticar o bem e mal, -(embora só deva praticar o bem)- de errar, pecar e perpetrar actos sensuráveis que o envergonhem, como qualquer outra pessoa;
Uma pessoa invulgarmente culta, com capacidade para reconhecer as suas faltsas e delas se redimir;
Uma pessoa que na generalidade vive e sofre a dor dos outros, serve desinteressadamente a sociedade, é bondoso e generoso com as cianças, os pobres, os doentes, os idosos, e com todos aqueles que de algum modo sofrem física ou moralmente;
Um cidadão que serve os outros e não se serve, dedicando-se muitas vezes à criação, desenvolvimento e funcionamento de obras sociais e misericordiosas para ajudar os pedintes, os pobres envergonhados,os doentes, os idosos, os cegos, as crianças e abandonados, os deficientes mentais,os vencidos pela vida e pela droga...etc.;
Um Homem que investido numa missão que Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, lhe insinuou e como tal, no exercício e realização dos seus actos e cerimónias religiosas de pessoa ordenada padre, despido da sua natureza humana, ignorando-lhe os seus erros e ou desvarios, deve ver-se como "um alter Cristus".
A Humanidade espera da comunicação social, essencialmente:
- uma informação exacta, sem sofismas, que contribua para a nobilitação do ser humano pleno de virtudes, de dignidade, de carácter impoluto, incorrupto, de consciência recta, - (um ser humano com H grande) - servindo-se de uma ética jornalística fundamentada em valores que respeitem a pessoa em toda a sua integridade física, psiquica e moral.
V.C.,2010.04.03
Publicada por VAFONSO em 19:01
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