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terça-feira, 17 de novembro de 2009

António da Rocha Lima-Construtor de elevado Mérito


Lymn na linguagem celta significava rio, lugar ou ribeiro. Lima foi uma divindade romana, feminina que vigiava as soleiras das portas.
Há muitos topónimos de origem pré-romana.Daí haver muita toponímia Lima, Lemea, Limão, Limanes, Limiano e Limani em Portugal, em Espanha, sobretudo, na zona de Orense, mas também os há no Brasil e no Perú. Em textos medievais aparecia a forma Limia, Limea :” D. Lopo Fernandez de Lima, em 1258, arcebispo de Saragoça, segundo José Pedro Machado.
Normalmente, no culto pagão, era escrito Limea. Como apelido para além do que já referi aparece ainda eleito, em 1331, um arcebispo de Santiago de Compostela. Normalmente é dado como apelido a pessoas da região do Rio Lima.
Embora como apelido de raízes toponímicas, dizem alguns genealogistas que esta linhagem vem de D. Juan Fernandez de Lima, o Bom, natural de Limia, na Galiza. Naturalmete dos povos Límicos e Tagamanos.
Isto para chegar ao senhor Rocha Lima que, pode ou não, ter a ver alguma coisa com este arrazoado que fica dito.
O nosso amigo António da Rocha Lima não há dúvidas que é da região do Lima, pois nasceu em Moreira de Geraz do Lima, a 1 do mês do Rosário,o mês de Outubro de 1933, filho de Avelino Lima Gonçalves, construtor, e de Maria Emília Araújo da Rocha, doméstica. A avó do lado do pai era parteira na aldeia e, depois, ficou a nora, sua mãe. Andou na escola até ao 2º grau lá na terra. Foi aluno do professor Coelho que era de Darque, morador em Subportela.
Trabalhou com o pai até aos 16 anos. Era o melhor operário, nessa idade. Foi então para Lisboa trabalhar na construção por conta de outrém. Aos 19 anos era encarregado de obras. Veio fazer a tropa no BC9 de Viana do Castelo. Voltou para Lisboa, como encarregado de obras e com quota na empresa. Aos 25 anos foi para Angola onde construiu, em Luanda, por conta própria e mais tarde, montou em Luanda uma sociedade com o Rodrigues com quem ainda trabalha.
Em Luanda e nova Lisboa construiu, mais de meia centena de prédios, desde moradias até prédios de 15 pisos.
Regressaram nas vésperas da independência, ficando sem os seus recursos económicos e propriedades lá existentes. Só em apartamentos, à volta de 100 e algumas moradias.
Montaram em Lisboa e Viana do Castelo, a mesma sociedade “Lima e Rodrigues”.
Aos 25 anos casou quando foi para Angola. Conheceu a esposa em Lisboa, Delminda Gomes Ramoa, oriunda de Braga, da família Ramoa. Casou na Igreja Nª Sr.ª de Fátima, em Lisboa e veio agora parar à Paróquia de Nª Sr.ª de Fátima. A sua esposa acompanhou-o para Luanda. Deu-lhe um filho, chama-se António Jorge que trabalha na construção e casou com Inácia de Jesus Brandão Cerqueira Lima que lhe deu três filhos; três netos do António Lima e da sua Delminda.
O António era um dos 12 irmãos.







Maria casada com Armando Martins, a viver em Nogueira, e com oito filhos, são os pais do José Sérgio Martins, casado, com dois filhos jovens, o Hugo e a Carla a morarem nesta Paróquia; Rosa casada com Manuel Pinto e com oito filhos, a viver em Vila Nova de Cerveira; Joaquim casado com Maria de Lurdes, viúva agora e com três filhos; Prazeres casada com Alcino Lemos, com dois filhos, a viver em Santa Maria Maior; Engrácia casada com Luís Maciel e três filhas, a viver na Meadela, já faleceu; Teresa casada com Manuel Meira e com dois filhos, a viver nesta Paróquia. A Teresa já falecida e o viúvo faleceu um mês depois. Armindo casado com Isolina e com dois filhos, a viver em Lisboa; José foi seminarista , casou com Fernanda e com dois filhos, vive em Labruje, Vila do Conde. Manuel casado com Maria das Neves e com dois filhos, a viver, em Sintra; Armando, solteiro, com um filho. Valdemar casado com Odete a viver em Monserrate.
O meu amigo António Lima conta agora com 71 anos. Constrói ainda, embora sem a dinamicidade de alguns anos atrás porque assim o quer para poupar a saúde e também a conselho médico.
Muitos irmãos, muitos sobrinhos, uma família muito numerosa mas, todos unidos, são irmãos amigos.
A maior riqueza que os pais deixaram, segundo ele, foi a educação. Todos os doze filhos souberam vencer na vida e estar bem.
Volta e meia fazem reuniões de família. Um dos irmãos vai, na casa paterna, fazer obras onde possa reunir todos os irmãos...toda a família, isto é, prova da unidade, da amizade entre tanta gente. Em Viana viveu na Bandeira e vive agora na Abelheira.
O dia que não esquecerá com facilidade foi o dia das Bodas de Ouro dos seus pais. Ninguém faltou. De Moçambique, de Angola, de Venezuela, toda a gente apareceu e a família reuniu-se toda, assim como no centenário da sua avó materna em que até não faltou a televisão. A sua avó materna era a Maria de Araújo da Rocha.
Em Lisboa construiu na zona de Telheiras e em Viana, vários prédios dispersos por várias ruas, freguesias da cidade, mas, sobretudo, nas Quintas dos Espregueiras Mendes.
Sente-se realizado e feliz. Contribuiu muito para a Terra Natal, mas dá e esconde a mão.
É generoso, mas já verifiquei que não é daqueles que gosta de tocar à campainha. Aliás foi um dos primeiros a contribuir para a nossa obra. É uma pessoa humilde,simples, trabalhadora,amiga de fazer bem sem olhar a quem, católico praticante e de convicções bem vincadas. Gosta de viver a vida, é temente a Deus e com a sua esposa defende os valores enraizados no coração.

1 comentário:

paula disse...

Quero dar os parabens a este senhor . Gostei reviver um dia fantastico que se fala neste docomentário que é o centenário da minha bisavó paterna, dia que vai ficar para sempre na minha memória com muita saudade.
Ana Paula Rocha