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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

José Luís Afonso Veiga


José Luís Afonso Veiga, nasceu em S. Pedro da Torre e o seu avô era espanhol, em 16 de Maio de 1920. Aí nessa grande terra de Valença fez a quarta classe. Era filho de pais lavradores pelo que não lhe restou mais do que trabalhar na lavoura até à idade de ir para a tropa. Veio parar à Artilharia 5, em Viana foi impedido do Capitão Belchior. Ao fim de 18 meses saiu e foi para casa, mas pouco depois, com uma suspeita que, Portugal ia ser invadido, foi mobilizado para Penafiel para Artilharia Anti-aérea.
Depois da tropa alistou-se na Polícia de Segurança Pública, no Porto, onde esteve 5 anos. Ao apresentar-se, no Porto, perguntaram-lhe a que esquadra se dirigia.
Quando disse que ia para a décima quarta esquadra, o guarda de serviço, disse: “Vai ter um Chefe tão mau”. “Deixe lá não há-de bater em ninguém”.
Ao chegar, o Chefe, pergunta-lhe. Sabe para que serve o cinto, o cacetete e a pistola? Ao que depressa respondeu que não eram objectos de luxo, nem de enfeite para um polícia. “Aquela zona de Afurada era má naquela altura”.
“Estas peças são para ser utilizadas quando fizerem falta. “Recorda-se o Senhor Veiga que as mulheres da Afurada para dar à luz passavam de barco o rio para chegarem ao hospital. Um dia ele acompanhou uma parturiente e teve de emprestar o capote de polícia, onde a grávida deu à luz no barco, e no meio do rio.
Afinal o chefe até era um bom homem, foi à conclusão a que chegou. Ele era apenas rigoroso, mas não deixava de ser compreensivo e humano. Recordou ele várias passagens, que demonstravam a outra face da medalha.
Alguns só viam a exigência, mas não olhavam para a bondade, para a justiça, enfim...para as virtudes.
Dali veio para Viana, mas aqui na terra conhecia as pessoas; tinha de agir, multava e pagava ele as multas porque era só miséria, eram pobres mais tarde resolveu ir trabalhar para os ENVC.
Primeiramente aí trabalhou como contínuo e só depois na tesouraria.
O Veiga casou tarde, já com 31 anos em 1951 com Adelina Gomes da Cunha “uma santa mulher” que lhe deu duas filhas: Maria Inês, que foi catequista aqui na Paróquia no princípio e no tempo do Pe. António Neiva, professora já aposentada, casada com António Marques, aposentado e com um casal de filhos que já lhe deram um bisneto; e a Salomé, professora, casada com António Dantas de Brito, aposentado e com 2 filhos, um deles a terminar arquitectura.
O Veiga recorda a guerra civil de Espanha. Quando estava na cama, em sua casa, ouvia junto à ribeira gritar a pedir comida e a sua família e a gente da sua aldeia lá corria a levar o que podia, sobretudo, pão. Ele como seus pais, sempre foi um católico convicto. Fez parte da Acção Católica.
Monsenhor Daniel Machado, confiava-lhe os trocados dos ex-votos, dos peteiros da igreja para os contar e traduzir em nota.
Nos E.N.V.C um mês sobraram-lhes 20 contos. Ele tinha dinheiro para falhas. Ao fim de alguns meses ainda guardava o dinheiro com conhecimento de todos os colegas e chefes tempo suficiente para averiguar a nível bancário e de alguém que se queixasse. Os dois chefes dele na altura foram avisados. Todos lhe diziam que o dinheiro era dele. Se faltasse também teria de o pôr, mas ele não aceitou.
Distribui-o pelo Lar de Stª Teresa, Infância Desvalida, e por uma Casa da Caridade junto das Urselinas.
Quando veio para a reforma a Administação do ENVC fez-lhe uma festa de despedida na qual participaram também os colegas da sua secção, entre eles, o Daniel Sales Gomes e o Augusto “Basto” .

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