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sábado, 17 de outubro de 2009

Visitas de Domingo-idosos e a doentes


-A Rosa Rodrigues Carvalhido era casada com José Rodrigues Lima, da casa dos Vendeiros, ferroviário. Eram parentes colaterais porque era primo dos do Vendeiro, a mãe dele era irmã da mãe do P.e Miranda e Tia da Albertina, catequista e ministra Extraordinária da Comunhão.
O José já tinha sido casado com outra mulher e dela tinha uma filha e ficou viúvo. Voltou a casar e, desta vez, com a Rosa Carvalhido da família dos Galos, uma senhora Já cansada de trabalho da lavoura e sempre sobre as ordens de alguém, era filha de lavradores pelo que, mesmo sem esperar geração se enamorou e casou, não como mulher emprestada, mas casaram com amor porque o mesmo ele lhe tinha prometido. Deixou a terra e foi viver com ele em Vila Nova de Gaia. A irmã do pai da Rosa casou com uma Lima dos Vendeiros pelo que eram primos.
Diz-me a Rosa que a mãe do João Filgueiras, falecido, foi zeladora da capela de Nª Srª das Necessidades, a D. Carolina enquanto a sua irmã Madalena dos Galos a ajudava desde os 14 anos.
A Rosa era filha de José Afonso Carvalhido e Conceição Rodrigues e irmã de Maria que morreu solteira, do Domingos, casado, já falecido e com filhos, João Solteiro e sem geração, o José, a Conceição casada e com geração, a Madalena casada e com filhos, a Lurdes que morreu aos três anos e meio. A sobrinha Madalena, filha do Domingos também sempre foi a zeladora da Senhora dos Caminhos, há muitos anos, ainda andava na escola quando começou, talvez há uns 40 anos.
A Senhora do Caminhos foi uma iniciativa escolar com a professora Ângela Santos e sua irmã Amélia.
Quando a Rosa e o marido regressaram a Viana o marido vendeu a casa e deu o dinheiro à filha. A Rosa andou na escola instalada do antigo convento do Carmo e fez a 4ª Classe e nasceu em 20/09/1919, tendo casado apenas aos 52 anos.




-Rosa Viana é filha de Manuel Martins Viana (1918) e de Conceição Correia da Balinha. O seu avô, pelo lado do pai era ferreiro: Manuel Pedro Viana e Josefina Martins Cabanelas.
O seu avô era um ferreiro cuja oficina ficava por baixo das escadas, era pequenina, mas trabalhava muito porque não lhe faltava freguesia. Consta que este avô, aliás muito religioso e ainda a electricidade da capela da Senhora do Alívio e da Senhora das Necessidades estava em nome dele, isto é, foi ele que pediu a electricidade para as duas capelas. Como seu pai criara 7 filhos: o Manuel, solteiro, a Josefina que faleceu em França, o José, o João e a Teresa e uma Filomena que faleceu afogada no rio da mina que trazia a água para as fontes. O seu pai era pintor e a mãe doméstica. “Somos uma grande família e damo-nos todos bem uns com os outros, às vezes, pode haver alguma tempestade, mas é passageira, como tempestades entre casais”. Esteve em França com o marido 10 a 11 anos. Veio para Portugal, fez a casa e assim o marido arranjou trabalho. Era serralheiro. Agora está reformado. Chegou a passar um mau bocado por doença do marido, mas depois de recuperado, agora, são um apoio um para o outro. A Rosa está doente e quem trata dela é o marido… que não a abandona. Andou na escola do Asilo de Stº António de Infância de Desvalida. Fez o 2º grau, isto é o 4º ano que vale tanto como o 12º ano hoje, diz a Rosa. Depois trabalhou no monte, e ia com a irmã Maria, mais velha, viúva agora com três filhos formados, casados e a trabalhar. Com a Filomena Moreira, a Maria e a Lourdes do Herculano, lanchavam maçãs lanchava. Depois iam vender cada molho de lenha, gravalha e paus por 5.00 escudos que dava para comprar a mercearia. Casou com o José Martins Correia, dos Camilos da Abelheira e primo dos padres Miguel e do Padre José de Perre.
Consta que o avô estava a trabalhar na oficina. Começou a trovejar e terá dito “ C. que quer dizer esta coisa de relâmpagos e estrondos”? Logo, de seguida, estava com uma lima na mão e uma faísca não o matou, mas levou-lha da mão e nunca mais a viu. A partir daí, começou a ter outro respeito por estes fenómenos da natureza.

1 comentário:

António da Cunha disse...

Boa tarde Pe. Coutinho.

Escrevo-lhe só para lhe fazer algumas correcções à sua reportagem sobre a visita à minha tia Rosa Viana - provavelmente aconteceu algum erro de comunicação, quando tomou nota do assunto - e para a complementar com mais algumas informações.

A minha bisavó chamava-se Joaquina e não Josefina, bem como a irmã da minha mãe que faleceu em França.

O meu bisavô Manuel Pedro Viana, foi até determinada altura da sua vida, um homem pouco ou nada religioso, fruto eventual das ideias anti-clericais que vingavam na 1ª República. Mas de facto, no dia em que ele viveu a experiência do relâmpago na sua oficina de ferreiro, passou a ter um outro olhar sobre a ordem "divina" dos fenómenos naturais (isto é pelo menos o que conta a minha mãe).

Já bastante mais religioso era o meu outro bisavô Manuel Correia da Balinha, carreteiro, o qual participou no transporte dos sinos da Basílica de St.ª Luzia, com a sua junta de bois, toda engalanada - a minha mãe participou com esse seu avô no transporte dos referidos sinos e recorda-se muito bem desse dia. Ele era também um assíduo romeiro a S. João d'Arga, juntamente com a sua esposa Teresa Dias Felgueiras.

É tudo e agradeço-lhe a referência à nossa família no jornal da paróquia, o qual vai estimando muito bem, a memória de uma comunidade muito antiga.

Um abraço,

António Viana da Cunha