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Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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sábado, 17 de outubro de 2009

João de Lima Gonçalves-Casa do vendeiro-Abelheira






João de Lima Gonçalves



É o Senhor da casa do Vendeiro da Abelheira,casa que herdou dos seus pais que vinha já dos avós ou trisavós e que, Américo Amorim, marido da sua única filha chamada Fátima reconstruiu e fez dela e do quintal, um rico museu de peças boas numa quinta que é uma esplêndida mansão para encher os olhos de verdes, de águas e das coisas do passado.
João Gonçalves era filho de Tomás João Gonçalves e Maria Rodrigues Lima, lavradores, os maiores lavradores da Abelheira, num lugar que, em 1947, só tinha 84 casas, reduzidas a poucas famílias, todos eram parentes, ou melhor, a um conjunto de 20 famílias, ou poucas mais seriam…
O João teve uma irmã, a Assunção que foi a esposa de Augusto Fornelos e mãe de dois filhos e uma filha. Hoje catequista na Paróquia, a Filomena, casada com Domingos Fornelos e mãe do João Fornelos, activo escuteiro, trabalhador e expedito lutador por boas causas…nesta Paróquia e não só.
A mãe de João Gonçalves era irmã de João, António José, Rosa e Ana, todos casados à excepção da Ana e da Rosa, falecidos e sem geração. O António José Rodrigues Lima , casado com uma prima da Madalena Carvalhido, ( dos Galos) viúva do Crispim da Silva, mas, viúvo, voltou a casar e a única geração que deixou foi o António Esteves Rodrigues Lima, José Morais Rodrigues Lima, o João Esteves Rodrigues Lima e a Maria Esteves Rodrigues Lima do primeiro casamento.Do segundo não houve geração. O António , o João e Maria morreram solteiros. O José casou e teve 3 filhos: António José, a Manuela e a Cristina, as filhas casadas e com geração e o filho solteiro. O António José Rodrigues Lima, avô do António José Fernandes Rodrigues Lima, solteiro, foi fundador, com João Viana Filgueiras, da Abelheira, da fábrica de Chocolates e Massas Alimentícias, “A Vianense”, conhecida em toda a Europa. Começou em 20 de Abril de 1914, com o nome Felgueiras & Lima, segundo a escritura. Servia-lhe de cartaz os célebres “imperadores”.
Eram conhecidos como os irmãos “chocolateiros”, pessoas de bem e ricas na cidade. O José irmão do fundador da Fábrica foi farinheiro na Rua Alta-mira e depois padeiro. Casou com Rita de Jesus Alves e pai da Rita (a Ritinha do forno que faleceu há pouco tempo e morou no Bairro Jardim e deixou geração); a Maria e a Lourdes também casadas e com geração. A Maria Esteves Rodrigues Lima filha do António José Rodrigues Limado vivia com os pais e ficou solteira, falecida em 2008.
O João Gonçalves casou com Rosa Gigante, parente de Monsenhor Corucho, pelo lado do pai. Pelo lado do mãe era sobrinha de dois padres: o padre António Martins Manso Gigante e o padre Albino M. M. Gigante. Eram todos primos (Monsenhor Corucho e os padres Manso Gigante).
Os dois irmãos padres cantaram missa no mesmo dia, em Perre. Consta que o padre Albino morreu pobre, foi para uma paróquia pobre da zona de Coura.
A esposa do João Gonçalves é Maria Rosa filha de António Manso Gigante, lavrador na quinta da Preza, hoje transformada em restauração. É irmã de Maria Luísa, Maria Cândida, Maria da Conceição, António Alfredo, Jorge e José Domingos, amigo e animador que foi, e ainda é, quando pode, nesta paróquia e no centro de dia: todos estes irmãos casaram e deixam geração.
A casa do Vendeiro tem no intel do pórtico de entrada inscrita a data de 1790, mas há todos os indícios de ser anterior, mais pequena e mais ao lado, a primitiva.
João de Lima Gonçalves era afilhado da casa dos Vendeiros João Rodrigues Lima, casado duas vezes, mas sem geração. O João deu tudo ao afilhado, como também a tia Rosa, irmã do padrinho.
Da casa dos Vendeiros partiram velhas gerações e, por isso, acrescento que os avós do João que é agora o senhor desta casa eram primos carnais pelo que o falecido Padre Lima Miranda e irmãs, assim como Albertina catequista e ministra extraordinária da comunhão nesta Paróquia, eram familiares.
O avô e o pai do António José que tem ajudado o trabalho aqui na Paróquia, sobretudo, na Lojinha Social, dizia para os netos: olha aqueles são primos, aparecia isto tantas vezes que gostei da figura que ele utilizou “os primos eram tantos como as fontes que dão origem à água de um Rio”. E o pai repetia a mesma ladainha.
O pai da mãe de João Pires Costa, um colaborador na Paróquia e um do grupo dos Amigos da Obra, era irmão do pai do falecido Domingos (dos Galos), por sua vez, a Maria Esteves Lima era irmã do avô materno do mesmo João Costa, isto é, o fundador da Fábrica era primo da esposa.

O João de Lima Gonçalves, sempre foi um colaborador, agora um pouco mais limitado pela saúde como sua esposa, mas acompanhados pela filha, genro (o Américo Amorim) e a única neta a Eliana Amorim de quem têm o orgulho de não ter perdido tempo nenhum nos estudos para a sua licenciatura e ter sido cabeça de cartaz da Romaria d’Agonia, em 2009. É, para além disso, colaboradora directa na Paróquia, na Comissão do Menino e no Coral Juvenil.

SANITÁRIOS NA CIDADE ?

Não sei se acontece o mesmo nas outras cidades, mas por essa Europa fora encontram-se sanitários públicos nas cidades, alguns exigem moedas de entrada ou dinheiro por papel, ou gorjeta à vigilante com um pratinho sobre uma mesa. Portanto este serviço público não acabou. Será que nós somos aqueles mais audazes para andar à frente nas inovações e nos enterros das coisas básicas ?
Em Bombaim, vimos coisas inacreditáveis, espantosas, mais ridículas que há 20 séculos. Espero que a evolução, o desenvolvimento da nossa cidade não esqueça, a pagar ou sem pagar, mas até...a título gratuito devia ser implementado para que a higiene sanitária desta nossa terra evolua também e não haja de modo algum regressão neste aspecto.
Os sanitários públicos em Viana, não os conheço. Quando há anos havia uns sanitários, junto à rua de Rubins, outro perto do mercado e ainda outro no jardim público sob o coreto, junto à antiga Escola Frei Bartolomeu dos Mártires, também por baixo do coreto do Jardim D. Fernando, por trás da Senhora da Agonia, e em Santa Luzia. Eram 7 ? Parece-me que já nada disso existe.
Não faltam sanitários “semi-Públicos” talvez os dos bares, cafés e restaurantes em geral, mas esses exigidos por lei são, suponho eu, para os clientes.
Há pessoas sofredoras que, às vezes, se encostam a um canto ou uma árvore e toca a urinar pois terão vergonha de ir pedir ao café mais próximo para lá se servirem do W.C. e tem a sua lógica, pois isso a lei não obrigará os seus donos a permitir esse serviço aos estranhos. Isto em relação aos homens, mas as senhoras podem ter também problemas e mais dificuldades em resolvê-los.
Alguns arranjam uma estratégia, por vergonha, vão tomar um carioca de limão ou cevada ou outra coisa qualquer, mesmo sem vontade, mas para se acharem com direito de se servirem do W.C.do café, por exemplo.
Seja qual for a lei, seja qual for a opinião do leitor eu posso perguntar: - A nossa cidade cresceu, desenvolveu-se, tem espaços novos e bonitos, mas não sei onde há um sanitário que é público e lá pode ir quem quer, ou quem precisa…
Como é que os idosos podem passear muito pela cidade?
“Não faltam cantos, esquinas e, no jardim, árvores, mas também não faltam perfumes hediondos para olfactos sensíveis. Um projecto desta problemática para a cidade parece muito oportuno, e sobretudo, justo.
Hoje os senhores de bares, cafés ou restaurantes, fecham os W.C. e quem precisar tem de ir ao balcão pedir a chave... Talvez seja uma forma de afastar quem abuse ou quem, antigamente, entrava para se entreter fazendo desenhos porno-gráficos ou deixar mensagens, nas paredes e nas portas, estúpidas. Hoje isto é muito diferente e é raro aparecerem coisas destas…na gene-ralidade dos casos.
Às vezes, sobretudo, nos dos caminhos-de-ferro, eram uma vergonha. Nestes sítios descobrimos como vai a higiene social.
Em qualquer lado pelas casas de banho públicas ou pelas casas de banho de cafés, restaurantes, etc... vemos a que nível está a civilidade de um povo, de uma população, de uma região, ou de um país.

O Túmulo Aberto

Um amigo, certo dia, foi convidado pelo cangalheiro a ir tocar flauta no funeral de um dos sem-abrigo.
O cangalheiro queria presenteá-lo com uma música fúnebre, mas alegre. Foi marcada a hora e o dia. O tocador gostou da ideia, mas ficou surpreendido.
No entanto, prometeu e foi. Só que pelo caminho se atrasou e quando chegou ao cemitério só encontrou 2 homens que estavam a comer um lanche sentados e a conversar.
Aproximou-se dos enterradores e terão dito: o funeral já foi. Aproximou-se mais e pediu licença viu o túmulo aberto e a urna lá no fundo pronta para levar terra por cima. O tocador puxou da flauta e começou então a tocar de tal modo que os enterradores calaram-se, deixaram de comer, estavam tão atentos que se emocionaram até chorarem.
O morto de tendência religiosa protestante percebeu naturalmente que “o Senhor é meu pastor e nada lhe faltaria”, o que não teve em vida, teve-o no funeral... uma festa que continuaria no céu.
O gaiteiro, ou flautista, apertou cheio de afecto as mãos aos enterradores e foi-se embora.
Depois a caminho do carro ainda ouviu os enterradores dizerem que coisa esta... nunca vimos coisa assim, nestes 20 anos de serviço.

Ainda o Simpósio Sacerdotal

Acompanhei apenas pelos meios de comunicação social ao meu alcance e cheguei a uma conclusão, talvez, precipitada, mas não a deixo de partilhar sobre o Símpósio, em Fátima, com o objectivo de aprofundamento sobre o sacerdócio, nesta ano sacerdotal, sugerido pelo Santo Padre..
Para um simpósio desta natureza pareceu-me nem quente, nem frio. Alguns extremos, “pensar por si”, “gestor” “construtor”...para não falar de outros pelo meio chocaram-me, pois o sacerdócio ministerial tem de ser orante, tem de se actualizar e estar à escuta do Espírito da Palavra, discernir e abrir-se ao Espírito Santo. Daí que cada um tem a sua maneira própria de estar e ser como os escritores da Bíblia Sagrada, todos diferentes em 10 séculos, mas todos a convergir para o mesmo fim. É que o autor foi sempre o mesmo o Espírito de Deus. Embora dentro do que é sensato no cumprimento das leis canónicas porque a Igreja é uma COMUNIDADE (sociedade) e rege-se também por leis que abrangem o sacerdócio ministerial e o sacerdócio laical a concorrerem para o mesmo fim: Deus que é Amor e que está acima de todas as leis.
Esqueceu-se, ao que me parece, o sacerdócio daqueles que estão dispensados do exercício das ordens que continuam a ser membros da Igreja com formação superior e vida espiritual intensa e aos que foram reduzidos ao estadio laical, ordenação nula. S. Tiago, talvez nos toque o coração ao dizer: não faças acepção de pessoas, isto para os sacerdotes e para os leigos, e entre uns e outros, todos fazemos parte do Corpo Místico de Jesus Cristo, todos somos Igreja. Caim,”o que fizeste do teu irmão?” Afinal é preciso, neste aspecto, também diferenciar o que é uma dispensa e uma redução ao estado laical. Alguns casos que conheço apenas se trata de dispensa... Eu sou Igreja e o outro se é baptizado e não apostatou ou renegou à sua fé, também é Igreja. Pode ser leigo ou sacerdote, pecadores, mas somos irmãos e não me pareceu que o Simpósio abordasse esta abertura ao Espírito da Misericórdia e da Bondade infinita de Deus. Deus é Amor. Deus tem um coração tão grande e tão aberto a justos e a pecadores, aos alegres e aos angustiados, aos que se julgam os primeiros e aos que se julgam dos últimos. Como vamos nós filtrar?!...
Neste momento, o sacerdócio laical passa por problemas angustiantes quando são recasados, não têm grandes esperanças ou meios financeiros para recorrer à nulidade do matrimónio anterior, que, a meu ver na maioria são, de facto, nulos.
Positivamente me pareceu o facto de se ter afirmado que o sacerdote quando confessa não pode esquecer a sua condição de homem, de padre e de celibatário...O famoso Abbé Pierre, gigante da misericórdia, em França, confessou no seu livro “Mon Dieu...pourquoi?” ter tido relações sexuais com mulheres de “ maneira passageira”. No entanto, continua, mas nunca tive uma relação regular porque não quis enraizar em mim um desejo sexual permanente...conheci o que é o desejo sexual, experiência de forte satisfação, mas essa experiência levou-me a uma grande insatisfação porque sentia que não estava na verdade. Portanto este desabafo ou confissão lembra que, de facto, a sexualidade não é tudo.
Em 2006, o Vaticano através do seu responsável para o Clero, admitia a possibilade da revisão do celibato (DM-de 3 -12-2006.
Em relação ao sacerdócio ministerial é preciso compreender que o celibato é diferente da sexualidade. A sexualidade é actividade sexual, como acto, de um amor puro,(livre,conhecimento, vontade e acordo mútuo), caso contrário, nem lhe chamáramos acto sexual , mas uma actividade genital. Portanto reduzir a sexualidade ao celibato é reduzir o estatuto da pessoa humana, segundo João Paulo II. O prazer sexual não resolve o problema de uma inteira e verdadeira felicidade. Há valores mais profundos do que os do prazer da carne. A gula, por exemplo, é uma falta contra o corpo e, ao mesmo tempo, contra a sexo que faz parte integrante do corpo. Pode haver transferências e tudo o qué é exagero, aquilo que vai para além do necessário, é um pecado capital. O celibato é uma opção, vocação , uma renúncia ao uso do sexo por um amor maior a Cristo. É regra disciplinar, é certo; e pode haver outra, mas nunca ninguém terá o direito de obrigar alguém a casar ou ter relações sexuais.
Este assunto já aqui o abordei, mesmo também sobre ordenação de mulheres e todos conhecem a minha posição: orar, escutar o Espírito de serviço e não é assunto para guerras, mas para com paciência aguardar tempos do Espírito.Se essa for a vontade de Deus, os homens não resistirão sempre. Não sou conservador, mas também não vanguardista e exigente. Deus, na hora e no lugar próprio, intervém...
O sacerdote “não pode pensar pela própria cabeça”, de facto é verdade, mas tem de estar atento às obras do Espírito Santo o que nos faz diferentes uns dos outros, também não podemos, nem leigos, nem padres ser manequins, nem é essa a vontade de Deus, nem julgo ser esse o espírito de Direito Canónico que foi feito para os cristãos católicos e não estes para o Direito Canónico.
Nenhum sacerdote, nem leigo se pode fechar ao Espírito de Deus. Abre-te ao Espírito, abre-te!...
Não podemos marginalizar. Alguém dizia, pessoa com grande responsabilidade dos canónicos de Braga “ que não ficaria escandalizado se Lutero fosse canonizado”. D. Armindo Lopes Coelho, Bispo emérito do Porto, um dia disse para um sacerdote dispensado que o estimava mais do que se estivesse ao exercício...Ninguém sabe qual a dimensão desta afirmação, a sua profundidade, mas claro que é insuspeita de paternalismo, de abertura e de muito querer, própria de alguém aberto e generoso... sem prateleiras para pôr no sótão da casa aquilo que já não interessa ou que ainda pode fazer falta, ou lixo que se lança fora, para a rua...ou para a lixeira. Teria ficado na nossa imaginação que este assunto “da dispensa” deveria ter outro tratamento.
Este simpósio não me parece que possa gerar grandes transformações até porque o sacerdote é uma autoridade, tem poderes que outros não têm, os poderes do sacramento da Ordem, mas se lhe falta a humildade, a disponibilidade, a proximidade, a procura da vontade de Deus para servir os leigos, servir a Igreja que não é só hierarquia...está muito longe de cumprir a sua missão.
Não se quer um sacerdote gestor, nem construtor civil, mas um sacerdote de oração, de confissão e da missa ou outros sacramentos, e de trabalho. Não o podemos querer só metido na Sacristia.
Há apenas que evitar deixar apagar a chama da fé e espevitá-la para melhor a levar aos outros por todos os meios que o mundo de hoje nos oferece e estão ao nosso alcance. Antigamente o padre não fazia mais que administrar os sacramentos e podar a vinha do passal ou trabalhar a terra e ainda sobrava tempo para rezar as horas do breviário e muito lazer...Hoje o padre está no mundo e, não faz sentido, como alguns fazem rezar o breviário todo de uma só vez, pela manhã ou à noite, para não ter mais um pecado. É difícil, mas é preciso conciliar a vida e não fugir das modernidades para não deixarmos as ovelhas entregues à sua sorte. Esse, sim, será o que mais mal pode acontecer a um padre e, quem diz a um padre, diz a um bispo.
O sacerdote, em muitos casos, tem de ser tudo e, como S. Paulo, fazer tudo para a todos levar Cristo, ainda que seja andar de bicicleta percorrendo os cafés e os lugares onde se encontram as ovelhas. Portanto tudo é precário e tudo depende das comunidades existentes, das suas culturas e tradições.
O que importa é que o sacerdote seja um homem de fé, de oração, de pregação, de sacramentos, e de trabalho, tudo o que normalmente é preciso numa Comunidade que, teologicamente, tem de ter uma pastoral adequada ao lugar e que conta sempre com o sacerdócio laical: Pastoral proclamada, pastoral celebrada e pastoral de serviço e nunca tirar aos leigos o seu lugar, sobretudo, no que diz respeito à gestão e construção material quando a Comunidade tem de servir, como o Mestre.
Escutar o Espírito Santo é o que falta a muitos que vivem a pensar nos seus próprios interesses à custa dos sacrifícios de ricos ou pobres.
Alguns são grandes padres porque confessam muito, rezam muito, pregam muito,celebram muitas eucaristias, mas , por outro lado não fazem, não servem niguém, nem a Nosso Senhor, antes pelo contrário exploram-n’O no rico e no pobre e esquecem-se que antes do sacramento da Ordem, estão os sacramentos do Baptismo, da Confirmação e da Eucaristia.Todos os crentes participam no sacerdócio de Jesus Cristo.” Como se visse o invisível, manteve-se firme” (Heb.11,27), mas como bem dizia Jacques Loew, mais ou menos isto a propósito do Apóstolo de hoje, tem de usar as armas da pobreza frente à incredulidade da fé. Diz o nosso povo com muita sabedoria “ não se prega a estômagos vazios” e disso, nos deu exemplo D. Ximenes Belo, quando, em Timor, antes de pregar procurou matar a fome e cuidar das necessidades básicas para poder haver equilíbrio para um espírito perceptível. É que a riqueza, o prestígio, o poder, as influências, as técnicas, não são consequências visíveis da fé para os que não a têm...mas só a pobreza é capaz de tornar o invisível em visível.

Visitas de Domingo-idosos e a doentes


-A Rosa Rodrigues Carvalhido era casada com José Rodrigues Lima, da casa dos Vendeiros, ferroviário. Eram parentes colaterais porque era primo dos do Vendeiro, a mãe dele era irmã da mãe do P.e Miranda e Tia da Albertina, catequista e ministra Extraordinária da Comunhão.
O José já tinha sido casado com outra mulher e dela tinha uma filha e ficou viúvo. Voltou a casar e, desta vez, com a Rosa Carvalhido da família dos Galos, uma senhora Já cansada de trabalho da lavoura e sempre sobre as ordens de alguém, era filha de lavradores pelo que, mesmo sem esperar geração se enamorou e casou, não como mulher emprestada, mas casaram com amor porque o mesmo ele lhe tinha prometido. Deixou a terra e foi viver com ele em Vila Nova de Gaia. A irmã do pai da Rosa casou com uma Lima dos Vendeiros pelo que eram primos.
Diz-me a Rosa que a mãe do João Filgueiras, falecido, foi zeladora da capela de Nª Srª das Necessidades, a D. Carolina enquanto a sua irmã Madalena dos Galos a ajudava desde os 14 anos.
A Rosa era filha de José Afonso Carvalhido e Conceição Rodrigues e irmã de Maria que morreu solteira, do Domingos, casado, já falecido e com filhos, João Solteiro e sem geração, o José, a Conceição casada e com geração, a Madalena casada e com filhos, a Lurdes que morreu aos três anos e meio. A sobrinha Madalena, filha do Domingos também sempre foi a zeladora da Senhora dos Caminhos, há muitos anos, ainda andava na escola quando começou, talvez há uns 40 anos.
A Senhora do Caminhos foi uma iniciativa escolar com a professora Ângela Santos e sua irmã Amélia.
Quando a Rosa e o marido regressaram a Viana o marido vendeu a casa e deu o dinheiro à filha. A Rosa andou na escola instalada do antigo convento do Carmo e fez a 4ª Classe e nasceu em 20/09/1919, tendo casado apenas aos 52 anos.




-Rosa Viana é filha de Manuel Martins Viana (1918) e de Conceição Correia da Balinha. O seu avô, pelo lado do pai era ferreiro: Manuel Pedro Viana e Josefina Martins Cabanelas.
O seu avô era um ferreiro cuja oficina ficava por baixo das escadas, era pequenina, mas trabalhava muito porque não lhe faltava freguesia. Consta que este avô, aliás muito religioso e ainda a electricidade da capela da Senhora do Alívio e da Senhora das Necessidades estava em nome dele, isto é, foi ele que pediu a electricidade para as duas capelas. Como seu pai criara 7 filhos: o Manuel, solteiro, a Josefina que faleceu em França, o José, o João e a Teresa e uma Filomena que faleceu afogada no rio da mina que trazia a água para as fontes. O seu pai era pintor e a mãe doméstica. “Somos uma grande família e damo-nos todos bem uns com os outros, às vezes, pode haver alguma tempestade, mas é passageira, como tempestades entre casais”. Esteve em França com o marido 10 a 11 anos. Veio para Portugal, fez a casa e assim o marido arranjou trabalho. Era serralheiro. Agora está reformado. Chegou a passar um mau bocado por doença do marido, mas depois de recuperado, agora, são um apoio um para o outro. A Rosa está doente e quem trata dela é o marido… que não a abandona. Andou na escola do Asilo de Stº António de Infância de Desvalida. Fez o 2º grau, isto é o 4º ano que vale tanto como o 12º ano hoje, diz a Rosa. Depois trabalhou no monte, e ia com a irmã Maria, mais velha, viúva agora com três filhos formados, casados e a trabalhar. Com a Filomena Moreira, a Maria e a Lourdes do Herculano, lanchavam maçãs lanchava. Depois iam vender cada molho de lenha, gravalha e paus por 5.00 escudos que dava para comprar a mercearia. Casou com o José Martins Correia, dos Camilos da Abelheira e primo dos padres Miguel e do Padre José de Perre.
Consta que o avô estava a trabalhar na oficina. Começou a trovejar e terá dito “ C. que quer dizer esta coisa de relâmpagos e estrondos”? Logo, de seguida, estava com uma lima na mão e uma faísca não o matou, mas levou-lha da mão e nunca mais a viu. A partir daí, começou a ter outro respeito por estes fenómenos da natureza.

O Espirro e o espirra canivetes


O dicionário diz que o espirro é uma expulsão reflexa, brusca e sonora do ar pelo nariz e pela boca.
Ao espirro também lhe chamam borrifo ou esguicho.
Normalmente é provocado por uma irritação da mucosa nasal ou pela presença de algo estranho, alergia a algum pó ou poeira, algum ar poluido, pólen, pêlos de animais... irritação por algum problema respiratório, em caso de constipação, rinite, ou sinusite...
O espirro era e é o atchim!... Logo alguém responde: Santinho!
Se for a gripe A, para alguns, já não, é Santinho, nem é Jesus! O espirro vem sempre a uma hora, seja, ela conveniente ou não.
Não se pode controlar, mas dar um espirro é também dar um esguicho com barulho, com borrifo barulhento no ar que parece um pulverizador, que pode ir longe e, entre o fechar e abrir os olhos, se libertaram mais de 30.000 gotículas o que é muito perigoso quando há doença, como por exemplo a gripe A e que pode ser transmitida.
Há quem afirme que o dizer “santinho” ou “Jesus” que quer dizer um apelo a que venham todos os santos proteger a alma do espirrador.
Em Portugal diz-se “Santinho”, “Jesus” ou por brincadeira ou descrença, diz-se: “arre burro”.
Noutros países dizem coisas como: “Saúde” para este fenómeno poderoso e espontâneo e que não se esperava naquela hora. Há quem contenha os espirros, mas não sei se isso será aconselhável. Não acreditamos que o espirro é a expulsão da alma como já houve quem acreditasse e, por isso, a resposta para evitar o espírito do mal.
Esta crendice já vem do tempo pagão. O espirro era um sinal dos deuses, nos druidas.
Quando se vêem as orelhas vermelhas a alguém, também se diz que alguém está a falar mal dessa pessoa, pelas costas.
O espirro também teve o significado, quando, dado depois de uma afirmação, que esta afirmação é autêntica, ou então, quando se espirrava se dizia que alguém a estava a apunhalar pelas costas.
Daí toda esta religiosidade que ainda chega até hoje. Na India espirrar é algo saudável.
Nas diversas línguas a palavra espirro aproxima-se mais do radical “Atchi” um único espirro pode afectar 150 pessoas. Diz-se: na Inglaterra, Saúde, Deus te abençõe, Na Idade Média chegou-se a pensar que quando alguém espirrava o coração parava e a alma saía e poderia ser capturada por algum espírito demoníaco.
Em todos os países dizem coisas semelhantes: saúde, santinho, para sua boa saúde, para os seus desejos, seja saudável, bem dito seja Deus, ânimo, a noiva disse, deseja e faça algo bom, boa sorte.
Há espirros como o espirra canivetes, atitude própria de um primário, emotivo e activo. Atiram como farpas com palavras ou gestos contra alguém. Dizem que é por ter a cabeça oca.
O espirra canivetes pode ser o que se exalta; ou espalha brasas...mas também não acredito porque pelo nariz ou pela boca não saem canivetes, nem de senhora e seria um perigo, seria uma arma proibida, pior porque assim como espalha “brasas” não faltam por aí incêndios que tão mal têm feito.
Quanto à contenção dos espirros sejamos educados, mas também não os devemos conter dado que se trata de um areacção natural na vida da pessoa, mas que nada tem a ver com a alma, nem com os espíritos, nem de guerra entre uma alma justa com o diabo.