AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Viana do lado de lá


Viana do lado de lá

A falar de Viana, não sei se seria melhor falar do lado poente, do lado nascente, do lado norte ou do lado sul.
Viana é contemplada sobretudo do lado sul, de Darque, da entrada na Ponte nova, ou da Ponte velha.
No entanto, em cada dia há sempre uma Viana remoçada seja de que lado for, e sobretudo, do lado nascente para onde se expande mais, ou para o poente que pode ser observada do mar-alto.    
Esta Viana do lado de lá é onde eu gostaria de estar para observar aquilo que me vai no coração, na alma de quem vive a cidade dos homens e neles pensar em elevá-los à dignidade e ao nível que todos ansiamos por uma cidade cada vez maior, mais bela, mais pacífica. Do norte ao sul, da nascente ao poente se quer como uma grande família, onde todos dêem as mãos para marchar em frente pelo bem-estar de todos e cada um.

 Acordei eu!...
Sou suspeito para falar de Viana porque Viana é a terra onde a “minha alma gentil” camoniana, gravita. Para além disso “sou sujeito a estas distrações, a este sonhar acordado. Que lhe hei-de eu fazer? Andando, escrevendo, sonho e ando, sonho e falo, sonho e escrevo. Francamente me confesso de sonâmbulo, de solilóquio, de... Não, fica melhor com seu ar de grego (hoje tenho a bossa helénica num estado de tumescência pasmosa!); digamos sonílogo, sonígrafo... A minha opinião sincera e conscienciosa é que o leitor deve saltar estas folhas, e passar ao capítulo seguinte, que é outra casta de capítulo” segundo “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garret.
Virando a folha sentirá outra aragem, outra doçura, outro ambiente, outro conteúdo que o fará descer mais à realidade.
Acredito no outro lado do meu lado seja esquerdo ou direito, da frente ou de trás. É o lado da minha sombra. Sou eu. É a minha terra, o meu berço, a minha pátria, o meu torrão, o meu lar, porque Viana está no meu coração.
Olho para o rio e ao contemplá-lo gostava de cantar com o meu lado:
A água do rio Lima
Foge que desaparece;
Nem a água apaga a sede
Nem o meu amor me esquece.


A água do nosso rio
Bate toda em cachão,
Assim batem as penas
Do meu coração. (Cancioneiro da Serra de Arga)

Assim como a minha terra Mazarefes que é Viana, assim o meu outro lado que cantava a saudade:

A carta que te mandei
Foi escrita à candeia;
Com suspiros foi fechada,
De saudades vai cheia.

As cantigas são saudades,
Quem canta, saudades tem;
Quem canta para esquecer
É certo que lembra alguém. (Cancioneiro da Serra de Arga)










O outro lado é o outro ao qual eu quero sair ao seu encontro, para, de mãos dadas construirmos, lado a lado, a cultura vianense e criarmos uma comunhão que conduza a uma maior beleza desta cidade, desta terra que se chama Viana. Quem a visita esquece o outro lado por entrar na nostalgia de tudo o que é belo, desde o ambiente até à alma vianense de todos os outros que fazem uma festa e sabem acolher com alegria e amor quem chega.
Quero deixar de lado a mitologia do esquecimento, bem como a lembrança de Estrabão e estar ao lado do lutador romano, destemido e impulsivo, Júnio Bruto, sem esquecer o nosso lado da raiz límica, desde as suas nascentes, a 975 metros de altitude no monte Talariño, do lado poente, nas costas das nascentes do rio Sil, no Sarreaus, Couso (…) o rio, não do esquecimento, mas da lembrança, do encanto porque era terra do bem fascinante guardada na memória do coração de todos os que aqui chegam.
Tinha razão Júnio Bruto que, então, é mesmo verdade: “Quem gosta vem, quem ama fica!”
Tudo o que Deus fez é belo, mas para mim, Viana é o meu lado mais nobre, depois de Deus que adoro.
Viana é a terra do coração.

Padre Artur Coutinho







A Falar Viana


A Falar Viana

Para falar de Viana é preciso apreciá-la e contemplá-la! Exaltar a criação de uma paisagem única onde o Mar e o Rio Lima, de mãos dadas beijam esta terra e entre si se casam, animados pelas ninfas inspiradoras de poetas, prosadores, cantadores e músicos, assim como a nostalgia de trabalhadores que trabalham na faina da terra, do rio e do mar.
É, nesta simbiose de entendimento, que subindo o monte de Santa Luzia, observamos o mar desde a linha do horizonte, até às povoações que vislumbramos a norte e a sul a quem o mesmo mar beija, bem como como as terras e as colinas que ao mesmo tempo e ao longo do Rio se apresentam depois de uma grande planura.
Ao tomarmos um barco e dirigirmo-nos para a barra, Logo, temos uma sensação de sermos esmagados por uma beleza impar entre a água e a terra, entre os barcos, o castelo, as casas,  monumentos, a encosta da cidade até Santa Luzia com o seu templo ao Sagrado Coração de Jesus que nos faz abrir os olhos o mais que se pode e alegrar o coração e a mente por tão doce cereja sobre o topo do bolo, isto é, o poder da criação e as suas gentes, os seus abrigos de habitação, de lazer e de trabalho… Assim chegados “Tabor” de Viana emerge a vontade de dirigir o nosso olhar para o Céu e dar graças Deus pelas maravilhas que criou para nós.
Se no mesmo barco formos por aí acima vamos descobrindo as margens batidas e escavadas pelas águas das marés grandes e basta chegar até ao Barco do Porto.
Do Barco ou do monte de Santa Luzia vemos as diferenças de há 60 anos até esta data como se fossem tufos naturais, frutos do desenvolvimento que ao longo dos tempos menos desenvolvidos foram agora desabrochando… Continua nestes últimos anos com novos pacotes de semente urbana tão diferenciada que fazem, na diversidade, esta terra, com esta nobre gente uma nova linguagem: Viana é sempre bonita.
Podemos observar ainda as colinas do Galeão, Santo Amaro, Senhora do Crasto, de S. Silvestre, e ao longe, muito longe, a Senhora do Minho, como castelos defensores desta nossa terra onde nascemos e aprendemos a amá-la; como a terra da Senhora da Agonia, montanha sagrada, a da Serra d’Arga, orgulho de todos nós “limicorum”, das gentes da cidade e arredores, ao perto e ao longe.
Onde mulheres de pescadores recorrem à Senhora da Agonia, ao Senhor da Prisão, à Senhora da Boas Novas, ou à Senhora das Areias em romeiros a cantar e a rezar, chorando, pedindo com clemência para acabar as tempestades no mar, ou para que o marido ou filho que sai, volte são e salvo, onde já não importa o produto do trabalho, mas a sobrevivência e a defesa da vida.
De Santa Luzia vemos prontamente as freguesias de Darque, Anha, Chafé, Mazarefes, e Vila Fria, e os montados de Vila de Punhe, Alvarães, Deocriste, Santa Maria de Geraz de Lima, Santa Leocádia, Sabariz, Cardielos, Serreleis, mais ao longe Barroselas e Carvoeiro, longe terras, assim também os montados de Areosa, Afife, Carreço, Perre e Outeiro.
A C 2017

sábado, 26 de janeiro de 2019

Edição de Livros pela Paróquia

A Paróquia por si, ou por outrem, editou diversos livros cuja listagem se junta, bem como fotos de capas de alguns dos livros. Tudo isto ajudou as obras paroquiais.























quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

JORNADAS DA FAMÍLIA PARÓQUIAS N.ª Sr.ª de FÁTIMA e St.ª M.ª MAIOR VIANA DO CASTELO ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA

Com a Colaboração da Direcção-Geral da Família, Centro Regional de Segurança Social e Administração Regional de Saúde.
JORNADAS DA FAMÍLIA
PARÓQUIAS
N.ª Sr.ª de FÁTIMA e St.ª M.ª MAIOR
VIANA DO CASTELO

ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA
As Paróquias em Jornadas
A proclamação, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, de 1994  Ano Internacional da Família – surge como resultado da progressiva consciencialização das autoridades políticas do perigo que representam as crescentes ameaças à família como célula natural e fundamental da sociedade. Também é a resposta a um conjunto de anseios e esperanças das famílias a nível mundial. O Santo Padre e os Bispos acolheram esta iniciativa, conscientes da importância do A .I. F. , e exortam os fiéis para a participação comprometida nesta efeméride. Este ano é, ainda, o reconhecimento público de que o presente e o futuro da humanidade passam, efectivamente, pela família. “O Futuro da Sociedade depende da Família”, disse o Papa. Daí, pois, o alerta a todas as instituições, quer religiosas quer civis, especialmente aquelas de quem mais directamente depende a elaboração e a aplicação das políticas relativas às famílias.
É, pois, nesta linha de pensamento, conscientes das realidades locais, que os Conselhos Pastorais Paroquiais de Santa Maria Maior e de Nossa Senhora de Fátima promovem umas “Jornadas da Família”.
Pretende-se proporcionar, ao público em geral, momentos de consideração e análise sobre os problemas actuais da família, levando as famílias a reflectir sobre a sua importância como meio de humanização da sociedade.
A sociedade é como que um espelho da família. A “saúde” ou “doença” desta, contagia, de imediato, a sociedade, tornando-a, de igual modo, saudável ou doente.
Deseja-se que não seja somente mais uma iniciativa, mais uma semana de reflexão, mais umas jornadas ou mais uns colóquios. O seu objectivo é “despertar”, penetrar no seio das famílias, sensibilizar os seus membros para a crise ou ausência de valor nas mesmas, para a falta de pontos de referência da juventude. Só “sacudindo” e “despertando” as pessoas é que as famílias serão atingidas e, dessa forma, invertida a tendência negativa que se vem observando.
Oxalá no final das Jornadas todos os participantes se possam tornar agentes evangelizadores da Família, testemunhando e influenciando a sociedade através da vivência saudável do seu ambiente familiar.
26/03/1994
A Comissão Executiva
JORNADAS DA FAMÍLIA
PARÓQUIAS
N.ª Sr.ª de FÁTIMA e St.ª M.ª MAIOR
VIANA DO CASTELO
SESSÃO DE ABERTURA
Em nome de todos quantos programaram e deram execução a estas “Jornadas da Família” apresentamos a todos os presentes as nossas boas vindas e, desde já, agradecemos a vossa participação nas diversas sessões.
Trata-se de uma organização conjunta das Paróquias de Santa Maria Maior e Nossa Senhora de Fátima, a qual tem por fim não tanto celebrar o Ano Internacional da Família mas antes aproveitar este acontecimento para levar as famílias a reflectir sobre múltiplos problemas que as afligem, alguns dos quais talvez lhes passem despercebidos, apenas lhes sentindo os efeitos.
Ao ser proclamado 1994  Ano Internacional da Família  o poder civil e político manifestou publicamente a sua preocupação pelas crescentes ameças que a família, como célula natural e fundamental da sociedade, vem sofrendo. E, desta forma, foi indirectamente reconhecida a razão da Igreja que há muito vinha alertando para esta situação, consciente de que a saúde ou a doença da sociedade estão directamente relacionadas com a saúde ou doença das famílias.
Seguros, pois, desta realidade, deseja-se que estas não sejam apenas mais umas jornadas ou mais uns colóquios. O seu objectivo é despertar, penetrar no seio das famílias e sensibilizar os seus membros de forma a que, com o contributo de todos, se possa ir invertendo a tendência negativa da sociedade.
Oxalá, no final, todos os participantes se possam tornar agentes evangelizadores da família, testemunhando e influenciando a sociedade através da vivência saudável no seu ambiente familiar.
Viana do Castelo, 24 de Abril de 1994

Paróquia
* N.ª Sr.ª de Fátima
* S.ta Maria Maior
24 de Abril a 01 de Maio de 1994
ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA
Objectivo Geral Sensibilizar a opinião pública e as comunidades paroquiais para os problemas da família.
Destinatários Todos os paroquianos em geral e dum modo particular: Pais e Mães de família, jovens, médicos, educadores, catequistas, professores, assistentes sociais, políticos, membros de movimentos e obras, trabalhadores de Instituições Sociais, etc.
Local Auditório do Centro Social e Paroquial de S.ta Maria Maior.
Organização Conselhos Paroquiais de Pastoral das Paróquias de N.ª Sr.ª de Fátima e de S.ta Maria Maior.
Programa
21h15 1- “O Homem, o Amor e o Sentido da Vida”
1 - A Felicidade e o Sentido da Vida.
Mons. Reis Ribeiro – Director do Notícias de Viana
2 - Análise da crise espiritual do Homem.
P.e Dr. Agostinho Castro – Superior do Seminário do Carmo
3 - A sexualidade humana e a lei natural.
Dr. Miranda de Melo – Médico Especialista e Director do HDVC
4 - Do Amor surge a Vida – A Paternidade Responsável.
Dra. Paula Sampaio e Eng.º José Sampaio (Médica e Eng. Civil)
* Música clássica (Irmãos Cerqueira)
21h15 2- “O Cristianismo e a Família”
1 - Os princípios básicos da Família na perspectiva da Igreja.
Frei Bernardo Domingues, O. P. - Professor da Universidade Católica
2 - A Família em transformação e os valores na sociedade.
P.e Dr. Valdemiro Domingues – Professor e Pároco
* Música clássica (Irmãos Cerqueira)
21h15 3- “O Trabalho e os Direitos Económicos da Família”
1 - O Trabalho familiar não remunerado – um valor económico a defender.
Dr. Oliveira e Silva – Advogado e Deputado
2 - Os Direitos Económicos da Família.
Dr. Branco Morais – Economista e Professor do Instituto Politécnico
* Declamações
21h15 4- “Subsdiariedade à Família”
1 – O Estado e a Família.
Dra. Filomena Bordalo – Directora Regional da Segurança Social
2 - A Paróquia como apoio de espaço às famílias
P.e Artur Coutinho – Pároco de N. S. de Fátima
3 - A Consciência e a motivação para o serviço de voluntariado.
Cón. Constantino M. Sousa – Pároco de Sta. Maria Maior
* Cavaquinhos (Escola de Música do Centro Social Paroquial)
21h15 5- “A Sociedade e a Família”
1 - A Família para além das Ideologias.
Conceição e José Maria Sousa – Professora e Técnico de Finanças
2 - A Política ao serviço da Vida.
Dr. Euclides Rios – Professor e Jornalista
* Música Popular (Escola de Música do Centro Social Paroquial)
16h00 6- “O Jovem e a Família”
1 - A delinquência juvenil e a família no século XX.
Dr. Miguel Forte – Delegado do Ministério Público
2 - O Jovem no seio da Família.
Dra. Alexandra Lopes – Advogada em estágio
* Canções
18h15 7- “A Eucaristia – consolidação da Família cristã”

21h15 8- “Problemas da Família e Respostas”
1 - A Família e a criança numa sociedade em mudança (O direito à mudança na qualidade). Dr. Rui Osório – Redactor Principal do JN
2 - A Família lugar ideal para a sobrevivência do Idoso (O direito a uma velhice de qualidade). Dra. Maria Augusta Manso – Psicóloga e Professora do Instituto Politécnico.
3 - A Família espaço normal para o crescimento da criança e as estruturas sociais de apoio: Creche e Infantário. (O direito à formação e ao convívio). Izilda Aguiar – Educadora de Infância
4 - As crianças em situação de risco e à família (O direito a uma vida de qualidade). Dra. Luísa Sousa – Assistente Social
5 - Os sem Família e a integração Social (O direito à Família)
6 - A Família espaço adequado ao desenvolvimento do deficiente (O direito à existência). Manuel Domingues – Director da APPACDM
7 - As associações juvenis ao serviço da Família (O direito da Família à cooperação). José Carlos Loureiro – Professor estagiário, curso de História
8 - A adopção como resposta – testemunho de um casal...
* Coral Polifónico
9 “Festa da Mãe”
A realizar nas respectivas Igrejas paroquiais.
1 – Eucaristia e Festa para as Mães pelas crianças da Catequese.

COMISSÃO EXECUTIVA
Aníbal Esteves
Maria Regina Magalhães
Filipe João Manso
Lia Martins de Carvalho
José Pedro Pereira
Idalina Barbosa
Felisberto Eira
Maria Donzília da Rocha

Telefones para contacto
058 823029 e 822436
(Fax 823029)
Paróquia de N. ª Sr. ª de Fátima e Paróquia S.ta Maria Maior – Viana do Castelo
“O Futuro da Sociedade depende da Família” – João Paulo II
ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA
Conclusões Das Jornadas Da Família
Paróquias de St.ª Maria Maior e N.ª Sr.ª de Fátima
24 de Abril a 01 de Maio de 1994
Terminadas as “Jornadas da Família”, promovidas pelas Paróquias de Santa Maria Maior e Nossa Senhora de Fátima, realizadas de 24 de Abril a 1 de Maio, no Auditório do Centro Social de Santa Maria Maior, chegou-se, após analisadas as intervenções e debates por estas motivados, às seguintes conclusões:
* A celebração do Ano Internacional da Família valerá pelos seus resultados práticos, a nível da sensibilização das famílias para a sua importância na humanização da sociedade, e pelas medidas políticas e legislativas que a mesma possa ter motivado.
* Os valores humanos só serão respeitados na sociedade na medida em que os mesmos forem vividos no seio das famílias.
* O amor vivido em diálogo, doação, partilha e comunicação é uma contribuição fundamental para a felicidade e para a alegria.
* Essa felicidade depende da aceitação de nós próprios, tal como somos, e, consequentemente, da aceitação dos outros para o diálogo numa perspectiva de paz e amor.
* A crise espiritual e cultural dos nossos tempos caracteriza-se pela subversão da ordem dos valores estáveis, pelo materialismo e pelo secularismo.
* A vida em casal implica um amor plenamente humano, total, fiel, exclusivo e fecundo, aberto à transmissão da vida.
* Um casamento estável exige maturidade intelectual, afectiva, social e ética, bem como um conhecimento recíproco aprofundado e a aceitação clara da respectiva identidade do outro.
* O trabalho familiar não tem preço. No entanto, é incontestável e oficialmente reconhecida a sua importância como valor económico. É urgente, por isso, que o trabalho doméstico, em regime de exclusividade, seja convenientemente remunerado.
* A Família deve ser naturalmente uma escola administrativa onde o consumo nunca se sobreponha à produção. Sempre que ocorre a inversão desta situação, a Família enfraquece e é abalada na sua estrutura.
* A Família é, para além de “berço” e espaço privilegiado de educação, socializadora, desenvolvendo e transmitindo valores, e é garantia de coesão do tecido social.
* O aumento da delinquência juvenil está grandemente relacionado com o mau uso do aumento das liberdades individuais. É necessário, por isso, que a autoridade paternal seja exercida com firmeza, embora sem prepotência mas também sem demasiada benevolência, isto é, sem demissão do direito de educar.
* É necessário pensar na desmarquetização para que o Homem seja menos robot, mais responsável pelos seus actos e, consequentemente, menos dependente de influências exteriores.
* A Paróquia é um espaço generoso de acolhimento. É o centro convergente das famílias, onde, em comunhão com elas, são vividos os grandes momentos da festa da Fé na Família.
* A oração comprometida leva o orante a descobrir que é necessário fazer da vida oração pessoal e familiar, geradora de esperança e de paz, pela abertura à “boa nova” do encontro com DEUS.
* O voluntariado implica espontaneidade e gratuitidade, e exige disponibilidade para estar pronto e apto a substituir o familiar que não existe ou está ausente. É urgente desenvolver a consciência de voluntariado na sociedade de hoje.
* A consolidação da Família passa pela Eucaristia. Na Família, igreja doméstica, não pode faltar o Altar, o Ambão e o Sacrário. Na Família há sacrifício e comunhão, palavra e diálogo, coração e amor, tudo o que existe numa Eucaristia em plenitude.
A Comissão Executiva

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

CONCLUSÕES DAS JORNADAS DO IDOSO 3 a 8 de Maio de 1993 – Viana do Castelo

CONCLUSÕES DAS JORNADAS DO IDOSO
3 a 8 de Maio de 1993 – Viana do Castelo


Durante seis dias, na cidade de Viana do Castelo, através da Direcção do Centro Social e Paroquial de N.ª Sr.ª de Fátima e com colaboração da Direcção Geral da Família, Centro Regional de Segurança Social e Administração Regional de Saúde, foi possível criar espaços e tempos de reflexão sobre a problemática da pessoa idosa. Estas jornadas que estão integradas no Ano Europeu do Idoso e Solidariedade entre Gerações, tinham como objectivos:

·       Sensibilizar e Formar para a problemática do idoso.
·       Identificar as necessidades de respostas novas.
·       Aceitar e superar as realidades.

A temática foi amplamente desenvolvida pelos diversos conferencistas ( João Tavares, Valdemar Valongueiro, Manuel Afonso, Rui Teixeira, Laura Margarido, Lopes Cardoso, Jorge Cunha, Anselmo Sousa, etc...
Podemos dizer que os objectivos foram plenamente alcançados, os quais se consubstanciaram também pela grande afluência diária de público, pela qualidade das intervenções e pela oportunidade e vivacidade dos debates que se lhes seguiram, tendo sido notório a presença de elevado número de jovens.
Em jeito de balanço, a Comissão Executiva elaborou as principais conclusões que na sessão de encerramento apresentou de forma telegráfica, de modo a serem de fácil e rápida memorização e servirem também como pontos de referência e de reflexão e que passamos a transcrever:

·       A População do Distrito de Viana do Castelo continuou a envelhecer durante a década de oitenta a um ritmo superior ao do País, apresentando uma percentagem de população idosa superior à média nacional. Os  responsáveis locais e nacionais deverão ter em conta esta realidade, aquando da programação e dotação de meios para fazer face à problemática deste grupo etário.
·       Deverá ser efectuado, a nível de cada freguesia, um levantamento das necessidades da população idosa.
·       O apoio à pessoa idosa deverá ser articulado entre as várias instituições e equipamentos sociais existentes. Tais como outros grupos etários, os idosos têm especificidades próprias, não devendo ser vistas como um grupo improdutivo e marginal em « fim-de-linha ».
·       A pessoa idosa é a consequência natural do envelhecimento biológico e do facto de estar na vida, podendo por isso ter algumas limitações físicas, psíquicas e sociais que obrigam a uma atenção própria e a uma intervenção adequada.
·       Os lares, centros de dia e outras instituições são necessárias como opção de escolha do Idoso, e nunca como forma de rejeição ou comodidade familiar. Estes e outros equipamentos afins, são ainda insuficientes para as necessidades do Distrito.
·       As Instituições Particulares de Solidariedade Social, embora apoiadas através de acordos de cooperação, pela sua importância social, carecem de apoios, nomeadamente a isenção do I.V.A.
·       A Família deve ser a referência social do idoso, mesmo quando internado em lar.
·       As Famílias de Acolhimento são um recurso a explorar.
·       Deve ser recuperado e incentivado, na medida do possível, o modelo da família tradicional em que seja possível o encontro de gerações, a troca de saber, experiências, usos e costumes e, na qual o idoso se sinta útil e amado
·       São necessárias políticas de incentivo e apoio à habitação, que permita tornar possível o encontro de gerações.
·       Os mais novos devem crescer num ambiente em que o encontro de gerações contribua para estruturar uma postura de aceitação, compreensão e respeito pela pessoa idosa.
·       É necessário estar disponível, saber ouvir e compreender as especificidades da pessoa idosa.
·       A velhice prepara-se na juventude e deve ser encarada com naturalidade.
·       A marginalização, o desenraizamento e o isolamento social do idoso devem ser prevenidos e contrariados.
·       Devem ser estimulados os contactos interpessoais da pessoa idosa, incentivando-se as «redes de solidariedade informais».
·       A pessoa idosa deve sentir-se socialmente activa, na medida das suas possibilidades físicas, capacidades intelectuais e necessidades sociais.
·       Deve ser incentivada e salvaguardada a mobilidade do idoso através da adaptação da habitação, dos equipamentos sociais e dos transportes às necessidades e especificidades da pessoa idosa, tendo as autarquias uma particular responsabilidade nesta matéria.
·       A sensibilidade para a problemática do idoso deve iniciar-se ao nível da formação de formadores, bem como, incentivar e facilitar a formação dos trabalhadores voluntários e assalariados com os idosos.
·       As políticas de reforma devem prever a possibilidade do reformado não ter um corte abrupto com o seu trabalho, aplicando-se o princípio de que « se deve trabalhar enquanto se pode e se quer », sendo desumano paralisar as pessoas por força da lei.
·       A alimentação do idoso deve ser semelhante à da população em geral, variada e quantitativamente ajustada à sua actividade física e ao seu estado de saúde.
·       O nível civilizacional de uma sociedade mede-se pela atenção que esta dá aos mais indefesos e desfavorecidos, em especial, crianças e idosos.
·       Não compete aos Estados resolver todos os problemas do idoso. À sociedade em geral e em particular às Organizações Não Governamentais cabe um papel fundamental na resolução dos problemas do idoso num espírito de subsidiariedade.



                                             P’la Comissão Executiva


                                                   (Dr. Manuel Gomes Afonso)