AVISO
Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.
A partir de agora poderão encontrar-me em:
http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com
Obrigado
sábado, 12 de setembro de 2026
POESIA DE M. BARRETO
sábado, 18 de julho de 2026
Os sinos da minha terra
Os sinos da minha terra
Não é para
lembrar os “sinos da minha aldeia” de Almeida Garrett e como ele escreveria
hoje sobre os mesmos sinos da sua aldeia... Bem como outros autores de nomeada
da nossa literatura. Havia os sinos da Igreja de S. Nicolau de Mazarefes,
padroeiro da paróquia de Mazarefes, minha terra natal. Por isso, eram esses que
mandavam. Para além desses, havia e ainda há os sinos da Capela da Senhora das
Boas Novas.
Naquele
tempo, os sinos ouviam-se mais longe e tinham fins religiosos e civis. Assim,
se houvesse um toque de um só sino, com o badalo a bater desordenadamente, sem
jeito e rápido, era sinal de que havia algum perigo: um incêndio ou uma chamada
para arranjar algum caminho, limpar, etc. As pessoas, quando se tratava de
fogo, largavam tudo e, com baldes e outros instrumentos, corriam até ao local
para salvar uma casa ou uma fábrica. Todos passavam baldes de água de mão em
mão para atirar ao fogo. Às vezes, quando os bombeiros chegavam, já o fogo
estava apagado.
Quando se
tratava de arranjar caminhos, lá tocava o sino para lembrar o que tinha sido
anunciado. Punham a enxada às costas e lá iam todos os que podiam. Assim, de
forma solidária, resolviam-se os problemas da terra, onde toda a gente se
conhecia. Numa manhã ou numa tarde, o caminho ficava limpo e próprio para
passar.
A parte
religiosa era o toque dos sinos para lembrar a hora da missa, pois nem todos
tinham relógio. Antes de começar, davam três badaladas no sino. No entanto, foi
resolvido acabar com as três badaladas porque os ladrões já sabiam que a missa
tinha começado e andavam mais à vontade... Repicavam os sinos de festa para
anunciar batizados e casamentos, ou de funerais de anjinhos. Também tocavam
tristemente para anunciar uma morte, um falecimento, e tocavam várias vezes
durante o dia...
Ao meio-dia,
voltava a tocar para a oração do Angelus. Era o toque do meio-dia. As pessoas,
quase sempre, estavam a trabalhar e descobriam a cabeça, faziam silêncio e
rezavam. Os que não rezavam faziam silêncio em respeito aos outros.
V. O Anjo do
Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo. Ave Maria…
V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra. Ave Maria…
V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós. Ave Maria…
V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos.
Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que
nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso
Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da
ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco
na unidade do Espírito Santo. Amém.
Quando não
sabiam esta oração do Angelus, rezavam-se fórmulas como o Pai-Nosso, a
Ave-Maria ou o Glória. À noite, voltava a tocar para anunciar que a noite tinha
chegado e rezava-se a oração à Santíssima Trindade:
Santíssima
Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o
preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em
todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e
indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu
Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos
pobres pecadores. Amém.
Havia a
superstição de que, a partir dessa hora, as crianças só podiam estar dentro de
casa ou, se saíssem, só o faziam ao colo do pai. Era a ideia do ar da noite, do
escuro, onde apareciam os lobisomens, as procissões de defuntos e as almas
penadas.
Os sinos da
minha terra, como os das outras, ouviam-se longe, pois estavam bem alto, na
sineira da alta torre. Mas, agora, não são só eles que estão altos; há outras
coisas mais altas: barreiras, um meio ambiente poluído de poeiras, de tudo e de
muito barulho. No meu tempo de criança, às vezes, chamava-se alguém a quase um
quilómetro com um grito acabado em "Chilii…", do Monte para a Regadia
ou da Regadia para algumas zonas do Monte. Acontecia em Mazarefes.
Hoje é
impossível, porque o meio ambiente nos sufoca a todos e nos traz doenças
auditivas, respiratórias, visuais, etc. O ambiente contaminado de lixo
eliminará a nossa vida na Terra. Defenda o meio ambiente, obedeça às
orientações do uso do plástico e de tudo o que é resíduo, porque lixo sobre
lixo não é luxo. Embora eu saiba de alguém que é capaz de transformar lixo em
luxo — mas é só um caso que conheço —, ele é capaz de transformar o lixo em
luxo, mas apenas algum lixo.
Crucifixo é Sinal de Confiança
Crucifixo é
Sinal de Confiança
Já aqui
falámos de oratórios que existiam em cada casa. Alguns ainda existem em casas
antigas e são verdadeiras obras de arte. Consta que o Senhor do Alívio fazia
parte de um oratório duma família antiga da Abelheira que o doou à Capela,
depois de o cruzeiro que lá existia com alpendre se ter transformado numa
pequena capela, cuja bênção foi em 20 de outubro de 1916, com autorização
concedida por D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga.
Hoje, o
crucifixo é pouco visível nas casas novas, nos apartamentos e, não sei, se ao
peito das pessoas. Nunca devia ser usado como amuleto, como acontece com
alguns. Trazem o crucifixo e outras coisas mais à mistura, o que perturba a
mente de qualquer “semelhante” sensível ao discernimento de uma fé esclarecida.
O crucifixo
é um objeto que deve inspirar-nos confiança. É bom contemplá-lo nas nossas
casas, igrejas domésticas. Seria bom que cada um se fizesse acompanhar, ao
peito ou no bolso, por essa imagem de um Deus feito Homem que, depois de nos
comunicar a mensagem do Pai Eterno, expira pregado a uma cruz, com a cabeça
coroada de espinhos e inclinada sobre o seu peito, com olhos vidrados e uma
face sofredora cheia de precioso sangue coagulado. Contemplar os pés e as mãos
trespassadas e as chagas dos algozes... Tudo isso por mim, por ti, por nós...
Como é tão fraca a nossa fidelidade ao seu grande amor! Como nós devíamos ser
uns para com os outros, retribuindo assim tão grande afeto de Cristo
misericordioso, que tem uma paciência enorme para tolerar as nossas fraquezas, ódios,
orgulhos e vaidades...
Antigamente,
nas escolas, existia uma cruz nas salas de aula. Foram retiradas e, talvez por
uma questão de liberdade religiosa, isso tivesse o seu sentido; mas nesta
terra, onde a maioria ainda é cristã... talvez não viesse mal ao mundo por
isso. Seja como for, também já nem se fala de Deus ou de Jesus às crianças...
Os pais pedem o batismo para os filhos, mandam-nos à catequese, mas a oração ou
o simplesmente falar de Jesus — de Deus que nos ama e que nos pede para sermos
todos bons, amando os outros —, isso está esquecido, e em casa não há tempo
para nada. O dinheiro, as coisas materiais, as comodidades da vida, o cartão de
crédito, o pedido de crédito bancário, etc., são a maior preocupação.
Depois, os
catequistas é que são exigentes. A Paróquia não tem catequese à semana e devia
ter. “Vou para onde me der mais jeito.” Ao fim de semana é para descansar,
passear e ir aos shoppings; não há tempo para a oração, para a missa,
nem para a catequese, nem num lado, nem no outro. Com a desculpa de que vão à
terra dos avós ao fim de semana, acabam por não ter prática religiosa em lado
nenhum, nem os pais, nem as crianças.
“Bem-aventurados
os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.”
“Tudo é possível àquele que crê.”
A confiança
em Deus é a esperança de que Ele não nos deixará faltar nada. Ele será a nossa
luz e a nossa salvação, e protege-nos. Ele há de ajudar-nos nas nossas
necessidades materiais e não nos preocuparemos com o futuro. Se somos culpados,
não tenhamos medo do Salvador; não foi por nós, especialmente, que Ele desceu à
terra? Jesus perdoou a Madalena, à terceira negação de Pedro, a Zaqueu e abriu
o céu ao bom ladrão.
Oh vós, que
andais por aí... depressivos com problemas de vida, da vida de família, da vida
conjugal, que casastes em segundas núpcias, com o estigma de condenados ou
pecadores, Jesus continua a dizer-vos: “Vinde a Mim, que sou manso e humilde de
coração.” Continuai a rezar, a confiar em quem tudo pode. O nosso Deus é grande
em Misericórdia, em Bondade, no Amor e na Justiça. Ele há de salvar-nos.
Amigo, se me
lês, não te esqueças de que este é um valor a defender. Se a tua fé for grande,
será igual à tua esperança e seremos todos felizes porque, na tranquilidade e
na serenidade, este objeto vivo nos inspira para uma vida eterna, afastará de
nós todos os medos e, com este sinal da cruz, venceremos todos os males!
sábado, 11 de julho de 2026
Bem-vindos ao meu blogue!
Chamo-me Ângelo e sou estudante. Tenho um grande interesse pelo debate de ideias, pelo pensamento crítico e pela política.
Criei este espaço para partilhar as minhas opiniões e reflexões sobre política e outros temas que considero relevantes para a sociedade. Espero que os meus artigos incentivem os leitores, principalmente os mais jovens, a refletir sobre diferentes perspectivas e a formarem a sua própria opinião. Espero também motivar os jovens a interessarem-se pela vida pública e a compreenderem a importância da política, para que, quando chegarem à idade de votar, possam fazê-lo de forma informada, responsável e consciente. Acredito que todos, independentemente de quem sejam ou das suas opiniões, desempenham um papel importante na sociedade. Votar é uma forma de participar ativamente na democracia e contribuir para o futuro de todos.
Obrigado pela visita e sejam bem-vindos à A Voz Jovem.
Consulte também o Minho Digital
sábado, 7 de março de 2026
A VIDA CONTINUOU II
E a vida continuou…(II)
Depois de deixar, em 30 de agosto de 1978, após as festas de S. João de Arga, no dia 2 de setembro, num sábado de sol, entrava eu às 18.15H na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Acompanharam-me conterrâneos e amigos da cidade e não só, até da Serra de Arga.
Um grupo coral bem preparado animou a missa e poucos paroquianos vieram à minha tomada de posse.
A Paróquia tinha sido criada em 1967. Tinha 11 anos.
Descobri que o motivo era de que não estava vincada a consciência da Comunidade Paroquial, apesar do trabalho de 4 anos do Pe. António Costa Neiva, hoje cónego em Braga e de 7 anos de trabalho insano do Pe. Rogério Fernandes da Cruz.
Tinha a Paróquia nessa altura um bom coro paroquial e um bom grupo de catequistas bem preparados, dos quais já não existe nenhum.
Como estava a entrar, primeiro comecei por conhecer o terreno, os paroquianos e fazia muita vida de café. Deparei que havia muita gente pobre, sem casas de banho. Às vezes da cozinha faziam tudo: quarto de banho, a lenha para cozinhar e água que iam buscar à fonte. Aí também dormiam. Era o Bairro da Bandeira.
Uma idosa para lavar o seu marido que lhe tinha dado um AVC trazia-o para o quintal e de mangueira como se de um carro se tratasse assim o lavava.
Logo pensei em ferramentas para o trabalho junto dos pobres e em fins de novembro, no dia 22, fundei a Conferência Vicentina. Eu próprio caminhava também com espírito de legionário de Maria, e então fundei a Legião de Maria, em 13 de maio de 1979, sete meses depois.
A Legião de Maria e a Conferência de S. Vicente de Paulo fundou um centro de Convívio de idosos, na sacristia.
Os Vicentinos também arranjaram algumas casas a terem condições necessárias de higiene e mataram a fome a muitas famílias.
Entretanto ia trabalhando em todas as frentes e com todos. Existia um Senado paroquial. Formou-se a Comissão Fabriqueira (Conselho Económico) e 2 anos depois o Conselho Paroquial de Pastoral. Os catequistas acompanhavam na catequese.
Foram pessoas para a formação de Ministro Extraordinários da Comunhão e Cursilhistas. Alguns jovens fizeram o Curso de Iniciação para catequistas e mais tarde fizeram o Curso Complementar de catequese com estágio e entrega de diplomas pelo Bispo.
Agora só uma catequista tem o curso complementar, estágio e com diploma e algumas com o curso de iniciação e todas com formação básica para a catequese. Há uma que tem, para além disso, cinco anos de Instituto Católico com aproveitamento e um curso pela Universidade Católica.
Ao mesmo tempo que tudo decorria trabalhou-se pela Residência Paroquial, inaugurada pelo senhor D. Armindo Lopes Coelho, primeiro acto oficial, depois da sua tomada de posse em 8 de dezembro. Aconteceu em doze de dezembro de 1982.
Entretanto o Centro de Convívio deixou a sacristia e passou a usar o Centro Paroquial, o R/C da Residência Paroquial e adaptando-se às circunstâncias, passou a Centro de Dia, Refeitório Social, Serviço ao Domicílio apenas com a distribuição de refeições e sem acordos com a Segurança Social a não ser o do C.C….E mais tarde o Centro de Dia.
Organizaram-se várias jornadas paroquiais sujeitas ao tema idosos, ambiente, civismo, arquitetura, voluntariado, magustos para a catequese, catequese para todos (adultos de todos os ramos do saber, durante 3 anos durante e vários anos e váris grupos seguindo o catecumenato do Caminho de Emaús, campos de férias para jovens em S. João d’Arga, passeios com catequistas, corais e passeio de idosos do Centro de Dia por todo o país e Madrid, peregrinações na quaresma, passeios para vicentinos e Legião de Maria, passeios de crianças de catequese acompanhadas dos catequistas. Passeios de catequistas e corais não só no país, mas também para o estrangeiro. O mais interessante foi o das Ilhas Cies, ao Largo de Vigo, Santiago, Bom Jesus, Sameiro, Senhora da Penha e Fátima todos os anos. Também foram a Madrid, Barcelona e Alemanha (Glhen e Cidades, como Colónia, Dusseldorf e Neuss) Luxemburgo, Paris e Bruxelas.
Ficaram célebres os passeios mistérios.
Ao mesmo tempo, no Verão, organizaram-se passeios culturais e peregrinações por todo o País e pela Europa fora até aos russos e eslavos, como por toda a América, norte de África e ilhas. Assim viajaram comigo mais de 40 mil pessoas, das quais duas publicamente se converteram à fé e retomaram uma vida nova.
Exposições várias e muitas a primeira foi em 1979 de Filatelia aqui na igreja com repercussões a nível nacional, carimbo do primeiro dia que os CTT montaram um posto junto à exposição e de Lisboa houve participação com colecções de selos singulares da Colecção Nacional.
Não ficou por aí. Todos anos faziam-se exposições, de Filumenária no C. R. da SS, Agricultura na Abelheira, na casa da Madalena Cerqueira por ocasião da festa de Nossa Senhora das Necessidades, Imagens Marianas, Postais Marianos, Selos Marianos, Medalhística, Crucifixos, 25 anos de Paróquia, 25 anos de sacerdote, 40 anos de Paróquia, em S. Domingos, etc, etc, etc…
Acompanhavam as exposições conferências relacionadas com o tema.
Formação sobre os sacramentos, os mandamentos, cristologia, evangelho, liturgia e oração de Vésperas cantadas aos domingos de tarde e o serviço aos pobres. Retiros para jovens, encontros vários; tema de anos internacionais com formação, exposição de trabalhos e festas, Festival cigano e oração cigana na igreja. ( É para continuar)


.jpg)
.jpg)