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Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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terça-feira, 30 de abril de 2019

POALHO (A)

Artur Coutinho
25 de março de 2016
POALHO (A)
Puã e Pu em línguas indígenas quer dizer redondo ou resto
Poalho (polha) pó, nevoeiro, chuva miudinha, nos dicionários aparece com esta significação.
Em brasileiro é também entendido como esturrinho, amostrinha, caco, tigela.
Alguns idosos de hoje disseram-me que era o que ficava no fundo da chávena do café, o que fica no prato de pois de comer e outros, mas menos, o ficava no fundo da na malga do caldo, na tigela, era o restinho. No entanto, gente mais nova também lhe chama isto ao que fica no fundo da chávena do café.
Recordo que no meu tempo de criança e de jovem ouvia os mais velhos chamar poalho ao que ficava no fundo da “malga do caldo”, era um resto cremoso como “moinha” que restava das favas, do feijão, da abóbora, da batata, do toucinho que adubava o caldo. Era como uma “moinha” (resto do caldo) aureolada, arredondada, pois era a forma das malgas, tigelas. Esse poalho era dado pelas mães aos filhos quando começavam a meter-lhes comida na boca.
Os homens, entretanto, com esse poalho lavavam as malgas deitando vinho rodando a tigela até passar por toda a superfície da mesma e depois bebiam aquele vinho “adubado” pelo resto do caldo, pelo dito poalho.
Procurei em dicionários de português do século XIX e não encontrei este vocábulo “poalho” ou “poalha”. É possível que já existisse.
Será uma palavra com esta significação na zona do Lima?
Então procurei no dicionário do vianense Artur Fontinha que apresenta alguns vocábulos limianos e que ninguém mais regista, mas não regista este, nem com um nem com outro significado. Faltou-me procurar no “Serão” do Rosa Araújo
Polv que deu poeira mais alha, deu polvo, pó!… E o que é pulverizar? Aparece em vários dicionários…
Uma pessoa amiga encontrou esta indicação: “m. Náut. Nevoeiro pouco denso, que cerra o horizonte. Chuva miúda e passageira. (Cp. poalha)” Também a encontrei num dos meus dicionários.
Pu e Pua também aparece entre indígenas com o significado de casa.
Artur Coutinho

domingo, 28 de abril de 2019

Glehn e Viana Celebrando o Jubileu

Glehn e Viana
Celebrando o Jubileu
O encontro jubilar enter se duas paróquias geminadas, Nossa Senhora de Fátima e Nª Sª de Glehn, realizou-se com pompa merecida. Desta vez a comunidade portuguesa de Neuss deixou-se mostrar, mas ainda muito timidamente. Os jornais locais deixaram transparecer duma forma elegante e digna deste encontro, inédito nesta região. Duas paroquias que mantêm estes câmbios humanos e que se deixam livremente entrelaçar e interpelar pela palavra de deus, espaço comum, e pela vivência da mesma fé, é, segundo a nossa experiência, invulgar nestas paragens.
Amizade dos povos em foco traduzida em cores vivas e alegres.
Foi a alegria do reencontro para muitos dos que no passado testemunharam esta experiência. Foi o mergulhar num mundo cultural parcialmente conhecido pelas notícias esporádicas dos nossos meios de comunicação social.
As molas insubstituíveis deste movimento foram os respectivos párocos com caracteres e interesses tão diversos, mas que possuem ambos a clareza necessária da importância da complementaridade e da beleza da diversidade. São eles o Pe. Istel de Glehn e Pe. Artur Coutinho de Viana do Castelo.
Estratos Sociais diversos pela única vivência.
Foram operários fabris, advogados, professores, donas de casa, reformados que se sentiram membros duma única família e que durante uma semana conviveram, partilharam o mesmo estilo de vida. Os jovens vieram em grande número emprestando, esperando sem retorno, ao grupo um colorido agradável. O escutismo mostrou-se nas cerimónias religiosas, dando um brilho especial às celebrações Eucarísticas e Marianas.
Venerando em conjunto Maria, a Mãe carinhosa de todos.
Nossa Senhora de Glehn, outrora venerada por uma vasta região, sentiu-se devidamente honrada. As ruas envolventes à bela igreja de Glehn foram testemunho da fé à Mãe que os dois povos publicamente manifestaram. Há muito que não se realizavam as procissões em homenagem à Nossa Senhora, tendo em consideração os habitantes doutras denominações cristãs, mas estas foram reavivadas. Os irmãos alemães acorreram em grande número. Os cânticos assim como o terço foi em português e alemão em alternância. A festa de assunção cobriu-se de solenidade. Além dos cânticos e da homilia nas duas línguas, o Sr. Pe. Coutinho não deixou de depor aos pés da Virgem a amizade que une as duas comunidades, implorando a benção para todos os presentes.
Neuss, cidade do distrito mereceu um contacto e visita.
O convento de S. Sebastião, com a sua secular igreja, mereceu dos romeiros vianenses uma visita. Esta Igreja é por muitos apelidada como pulmão da cidade, já que situando-se no coração de Neuss, com todo o ruído que implica, respira-se no seu interior a tranquilidade e a harmonia, tão ansiada pelo mundo de grandes velocidades. Pelo seu valor foi escolhida pelo bispado como igreja jubilar para a região. Houve ocasião para um encontro ameno e pessoal com o senhor. Ao Frei Daniel Sembowlki, assistente religioso da comunidade desta cidade e região, deu-se-lhe a oportunidade de tecer uma analise social, humana e religiosa da emigração portuguesa aqui radicada. Através dum diálogo disponibilizou-se para responder às perguntas saídas da Assembleia presente.
A Igreja Matriz de S. Quirino, foi outro março importante desta visita. Puderam apreciar os diversos estilos de construção ao longo dos anos e um pouco da sua história.
Apoio das autoridades civis foi insubstituível e meritório.
Além dos promotores locais, sendo de destacar o casal Draht e o conselho paroquial, que sempre, se mantivera atentos aos pormenores, a solidariedade do governo civil não faltou. O Sr. Klose, um nome já muito familiar na esfera política nacional, fez questão em esperar presente na festa da despedida, encurtando as suas férias. O presidente da Câmara de Korschenbroich, depois de ter recebido o grupo com as pompas devidas e do Sr. director da Caixa Económica, após ter oferecido um almoço a toda a comitiva, partilharam com as suas esposas no jantar de despedida oferecido pela comunidade de Glehn.
Uma Oliveira...
Por ser o “ano internacional para uma cultura de Paz” e o ano do “Jubileu da Paz” a nível paroquial, o grupo levou uma oliveira, símbolo da Paz, que foi entregue no ofertório da missa celebrada em Steinford para que, amanhada ou tratada pelos nossos amigos, na Alemanha, possa tornar-se mais facilmente de símbolo em realidade...
Lá ficou mais este elo de união na ajuda mútua para o enriquecimento cultural dos dois povos, das duas comunidades tão distantes e tão díspares...
Arranjo floral.
As lembranças não ficaram pela oliveira, mas pela gravação dum prato em bilingue com os distintivos das duas cidades: Viana do Castelo e Korchenbroich e, como era de esperar, o grupo presenteou Nª Sra. de Glehn com um belo arranjo floral após a oração formulada, em duas línguas, com a ajuda das intérpretes, pelo Pe. Artur Coutinho.
Foi um gesto que muito sensibilizou até à emoção, portugueses e alemães.
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O grupo que em 2000 foram de visita a esta paróquia na Alemanha
No ano da Expo 2000, Exposição Universal realizada em Hanover e que decorreu de 1 de Junho a 31 de Outubro de 2000 no recinto de exposições da cidade, (Messegelände Hannover), sob o lema "Humanidade, natureza e tecnologia - origem de um novo mundo" onde estive com os meus sobrinhos e, depois, fomos para nos juntamos ao grupo que foi de visita de intercâmbio com a paróquia de Glehn, em Bruxelas. Nesse ano o grupo levou uma oliveira para plantar junto da Capela de Steinford.
Albino Nunes Ramalho
Rosa Prazeres Carvalho A. Ramalho
Maria do Carmo Lopes Santos
Maria de Lourdes Sá Lopes Caló
José Franco de Castro
Maria Margarida Pereira de Brito
Manuel Alcides André Rocha
José Silva Galvão
Ana Maria Meneses Passos
Maria Amália Guedes Alpuim André Rocha
Manuel José Rodrigues Ribeiro&
Idalina de Jesus Sobreiro Machado
Felisberto Rodrigues da Eira
Maria Donzília Ferreira da Rocha
Ligia Paula de Barros Magalhães
Maria Benilde Barros Magalhães
Ana Maria Pereira Oliveira Valença
Magda do Carmo Conceição Mendes Marques
Carmen Maria Abreu Lima Cerqueira
Margarida Maria Ribeiro Fernandes
Maria Isabel Ribeiro Fernandes Borja Serafim
António José Fontaínha de Borja Serafim&
Maria de Passos Cambão
João Manuel Passos Campainha
Guilhermina Martins Balinha
Angelino Perira Bastos
Maria Henriqueta Sá Lopes Santos
Hugo Manuel Silva Alves Santos
Joaquim Manuel Ramos Flores
Maria Ângela Barros Vieira Flores
Óscar São João
Maria Lucília Morgado da Cunha
Joaquim Daniel Correia de Sousa,Dr
Rosália Martins Afonso Correia de Sousa
Daniel Filipe Martins Afonso Correia de Sousa
Maria Manuela Miranda de Melo
Maria Vitória Pereira Oliveira Valença
Maria da Conceição Matos Araújo
Soraia de Jesus Barbosa Alpoim
Ana Isabel Gonçalves Bazenga
Tiago Alexandre Salgueiro Barroso
Carla Alexandra Salgueiro Barroso
Juliana Maria Ferreira de Sá
Tiago Manuel Vieira Flores
Marta Fernandes Castelejo
João Vieira Flores
Mariana Caló
Patrícia São João
Ricardo São João
Sílvia Liquito
Alexandra L. Coutinho
José Jorge Coutinho Barreto
Duarte Coutinho Barreto
Padre Artur Coutinho

quinta-feira, 25 de abril de 2019

12ª Estação Jesus morreu na Cruz

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
12ª Estação
Jesus morreu na Cruz
A pobreza extrema normalmente está associada à também Extrema exclusão Social. Qualquer dentro dos outros factores impões em grande medida consequências socialmente nefastas, que levam as pessoas atingidas por essa chaga social, por não terem respostas oficiais, a dormirem na rua, em qualquer beco, em qualquer lugar…
São estes seres que a nossa hipócrita sociedade rotula de pessoas “sem-abrigo”.
E se é verdade que para alguns destes desvalidos, viver assim é um modo de vida, não é menos verdade que a maioria aceitaria, de bom grado, fazer uma opção para uma mobilidade bem diferente, naturalmente para melhor, como é divido e é humano.
O centro Social e paroquial de Nossa Senhora de Fátima tem dedicado uma enorme parte do seu apostolado na vivência e no contributo para melhorar o tempo, e espaço e o modo destes nossos irmãos.
Porque, se Jesus morreu na Cruz por nossa amor. É importante que todos nós e cada um de nós procure minorar o calvário dos irmãos que assim sofrem.
Por fim, lembramos-mos que co Jesus Cristo também foram crucificados dois bandidos, assumidos ladrões e assassinos. Enquanto um escarneceu da natureza divina de Cristo, o outro, reconhecendo os seus erros, pediu-lhe perdão pelos males que havia praticado e, como dizia o senhor Padre Renato na Missa de hoje, este pecador tornou-se, no primeiro Santo da Igreja porque foi o próprio Jesus Cristo que lhe disse: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.
2019/04/14, Domingo de Ramos e Via-Sacra.

V Estação-Via Sacra

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
V Estação
Simão de Cirene leva a Cruz de Jesus
Nós vos adoramos e bendizemos ó Jesus.
Nós te adoramos e bendizemos pela tua Santa Cruz.
Jesus Caminha para o calvário com a cruz às costas. Quando Simão de Cirene, que voltava do campo, foi carregado com a cruz para a levar trás d`Ele.
Jesus carregava a cruz dos que passam fome e sede, dos pecados daquele tempo e de hoje. Não dar de comer a quem não tem, é pecado.
O povo fazia troça de Jesus e empurravam-no. Assim acontece nos que através dos meios de comunicação social e nos dias de hoje, aos que ninguém levanta uma mão para amparar, dar de comer e de beber a quem tem sede de justiça. Aqueles que são condenados na praça pública através dos meios de comunicação social ou das redes sociais. Por causa disto Cristo continua a sofrer porque carrega a cruz de todos nós, incluindo a cruz das culpas. No entanto, se Cristo foi capaz de se levantar e continuar a caminho, também nós sejamos capazes de nos levantar e fazer algo pelos outros através dos meios sociais e da obra vicentina.
Tu, Senhor, estendes a mão aos que não trabalham, liberta os drogados e afasta o mal os que vive abandonado ao seu belo prazer.
Obrigada Senhor, contagia-os a todos e a mim, com a coragem da Tua Misericórdia, para nos aproximarmos mais do que sofrem.
Amén.

10.ª Estação - Via Sacra

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
10.ª Estação
Jesus é despojado das suas vestes
Muitas vezes trabalha-se para conseguir o necessário para sobreviver, e nem para isso, como tantas vezes acontece, por muito que se estique, o salário é suficiente para o sustento de uma vida com dignidade de pais e filhos.
E há os desempregados, que não conseguem trabalho ou os que, tendo-o, o perderam porque a empresa fechou.
Há os jovens, a quem os pais dão o que podem para o seu crescimento saudável, o conforto possível material, o ensino a educação, e que, concluindo os estudos, despojados das possibilidades de singrar no seu próprio país, se vêem obrigados a deixar a terra e a família em demanda de um destino distante.
Há os despojados do trabalho e dos seus rendimentos e os que, tendo pouco, tudo arriscam, sonhando com uma vida melhor e acabam com os seus sonhos sepultados no abismo dos mares e dos oceanos. São as tragédias tão frequentes, dos emigrantes africanos e dos países em guerra, que tanto nos inquietam.
Há também os que, por catástrofes naturais, ou incúria dos homens, perdem os seus haveres e ficam de um dia para o outro despojados dos seus haveres e com a vida em suspenso.
Mas não só, Senhor, nesta estação nos lembramos dos despojados dos bens materiais. Trazemos também aqui os despojados da sua honra e dignidade como pessoas e filhos de Deus: os inocentemente injustiçados, as mulheres vítimas de violência doméstica, as vítimas da exploração sexual, as crianças vítimas da pedofilia, e todos os que são deixados para trás e lhes são negados os meios de desenvolvimento e promoção profissional, cultural e social para uma vida digna em prol das suas famílias e da comunidade.
Senhor, em todos estes despojados dos bens materiais e do espírito pensamos nesta 10.ª Estação. E vós que das vossas vestes fostes despojado, e tudo suportastes para a salvação da Humanidade, inspirai nos nossos corações e de todos os homens sentimentos de justiça e de bondade para que a todos não falte o pão e as condições para uma vida feliz.

V Estação - Via Sacra

ESTA É UMA DAS ESTAÇÕES DA VIA-SACRA NA PARÓQUIA AO AR LIVRE NO DOMINGO DE RAMOS À NOITE... Publicarei outras se me derem os textos...
V Estação
Simão de Cirene leva a Cruz de Jesus
Nós vos adoramos e bendizemos ó Jesus.
Nós te adoramos e bendizemos pela tua Santa Cruz.
Jesus Caminha para o calvário com a cruz às costas. Quando Simão de Cirene, que voltava do campo, foi carregado com a cruz para a levar trás d`Ele.
Jesus carregava a cruz dos que passam fome e sede, dos pecados daquele tempo e de hoje. Não dar de comer a quem não tem, é pecado.
O povo fazia troça de Jesus e empurravam-no. Assim acontece nos que através dos meios de comunicação social e nos dias de hoje, aos que ninguém levanta uma mão para amparar, dar de comer e de beber a quem tem sede de justiça. Aqueles que são condenados na praça pública através dos meios de comunicação social ou das redes sociais. Por causa disto Cristo continua a sofrer porque carrega a cruz de todos nós, incluindo a cruz das culpas. No entanto, se Cristo foi capaz de se levantar e continuar a caminho, também nós sejamos capazes de nos levantar e fazer algo pelos outros através dos meios sociais e da obra vicentina.
Tu, Senhor, estendes a mão aos que não trabalham, liberta os drogados e afasta o mal os que vive abandonado ao seu belo prazer.
Obrigada Senhor, contagia-os a todos e a mim, com a coragem da Tua Misericórdia, para nos aproximarmos mais do que sofrem.
Amén.