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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Escola de Mazarefes

Escola de Mazarefes




Em 1932, Manuel Ribeiro Coutinho foi frequentar a escola que funcionava onde mora a Ermelinda Oliveira, junto às cancelas do Caminho-de-ferro. Na altura era uma casa da cunhada do Abade Matos que a tomou depois a Maria, esposa do Manuel Gonçalves Dias, o capador, por herança.
No entanto, a Escola funcionou antes na Casa, conhecida pela Casa da “Marta do Lexandre”, isto é, filha do Alexandre Rodrigues de Araújo Coutinho. Esta casa ficava no Ribeiro, ou no Montinho, no limite com Vila Fria. Ficava dentro da Quinta do Carvalho velho, pai do Luciano, o chefe da Banda. O Carvalho era professor de primeira. Depois de um incêndio, vendeu e foi para Viana.
Tinha funcionado ainda a Escola nos anos finais século XIX, na Casa do Zé da tia Deolinda, onde nasceu o professor Magalhães que vivia na casa onde está a Rosa Gomes Viana, conhecida pela Rosa do Manão, aberto para o largo, conhecido no meu tempo de criança, por sítio do Augusto da Castela. Aliás uma casa junta à casa do Augusto, cunhado do Padre Albino Maciel de Matos. Os filhos do Magalhães foram viver para Viana, onde eram professores, mas foram todos para a África, talvez Lourenço Marques. Uma filha, chamada Alzira, veio cá, depois de casada… Parece que por lá ficaram.







A casa da Ermelinda ficou nessa altura a ser a Escola só para Raparigas. Aí começou a leccionar a professora D. Isabel Ferreira.
Os Rapazes não tinham Escola. Conseguiram que a casa, conhecida por casa do Piroco que tomou o Pedra, fosse aberta para Escola dos Rapazes. A Casa era do José do Cordoeiro, José de Araújo Coutinho, meu trisavô e bisavô paterno de Manuel Ribeiro Coutinho.
Aqui, nesta casa, leccionou um Professor, Manuel António, de Mogadouro que viveu na Casa do João Cordoeiro, o Brilhante, pai do actual Francisco do Cordoeiro.
Seguiu-se a este professor, a professora Emília Fernandes, do Porto que levou o Manuel Coutinho a exame. Foi assim que o meu pai atrasou, passando pela transição entre a Escola que funcionava na Casa da Ermelinda e a Escola que funcionava na Casa do Piroco.
O professor Coelho que vivia em Subportela, onde tinha casado, foi o que se seguiu...
As aulas que funcionaram, ao mesmo tempo na Casa do Pe. Zé Pinto, hoje da Nadir, eram aulas a pagar e levavam a exame através de um professor oficial.
Apareceu a construção da Escola no conjunto das Escolas do Estado e, em 1934, estava a obra em fase de acabamento.
Agora abandonado o edifício do Estado Novo funciona a escola numa outra construção moderna que se localiza no Bairro Novo da Celnorte.
A do Estado Novo encontra-se completamente abandonada e é uma casa por onde passaram por lá os de Mazarefes desde 1934 a frequentar a Escola Mista. Na sala de baixo as meninas e na sala de cima os rapazes, da terra por cerca de 50 anos.

Nas fotos falta a do Montinho, a da casa da Marta Coutinho e do Joaquim Coutinho ( dos fidalgos de Alvarães) hoje de uma das filhas e transformada, assim como falta a da escola de agora.

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