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domingo, 20 de novembro de 2011

O Rei por Manuel Fernandes da Serra d'Arga

O Rei




Era uma vez um rei que reinava em dez reinados.

O irmão do rei, de nome José, quis matar a rainha, mas esta fugiu.

O Zé vestiu o cavalo de luto e foi ao encontro do rei, e este perguntou-lhe:

- Que tal luto trazeis aí?

- Foi a tua esposa que se quis meter comigo.

- Mandai-a enterrar viva.

O Zé foi-se embora e queria enterrar a mulher viva.

Ela pediu-lhe o favor de a mandarem acompanhada de soldados.

Quando iam para a enterrar, começou a gritar. Um conde que andava por ali, disse que lhe dessem a mulher, que a tinha só a tomar conta de um menino.

Um homem espetou uma faca na barriga do menino e foi dizer que tinha sido a mulher que tomava conta da criança. Ordenou então o rei que atirassem a mulher ao mar.

Quando atiraram com a mulher à água apareceu-lhe Nossa Senhora e tirou-a da água. A Senhora disse-lhe que o irmão estava a encher-se de sarda e o homem comia um boi por dia.

Ela foi ter com o homem e disse-lhe que tudo tinha cura e disse ao irmão que tinha de confessar-se no púlpito.

Ele disse tudo ao rei e o rei matou-o.

Finalmente o rei foi viver com a mulher.



Manuel Fernandes

António Costinha - Serra d´Árga- A Mariana

Mariana




Maria na que sabe ler

Também sabe soletrar

Também quero que me diga

Quantos peixes há no mar.

Quantos peixes há no mar

Ainda não os fui contar ao fundo,

Também quero que me diga

Quantos homens há no mundo.

Quantos homens há no mundo

Todos eles põem chapéu

Também quero que me diga

Quantos anjos há no céu.

Quantos anjos há no céu

Ainda não os fui contar lá acima,

Também quero que me diga

Quantos dentes tem a lima.

Quantos dentes tem a lima

Tem tantos como o limão,

Também quero que me diga

Quantos tem o nosso cão.

Quantos tem o nosso cão

Tem tantos como a cadela,

Também quero que me diga

Quantos tem o rabo dela.

Quantos tem o rabo dela

Tem tantos como o do gato,

Que por baixo do rabo

Tem a caixa do tabaco.



António da Costinha