AVISO
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Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.
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Obrigado
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sexta-feira, 17 de abril de 2020
domingo, 1 de setembro de 2019
CONVÍVIO DE PRIMOS
Depois de vos ver na fotografia dos irmãos fiquei olhando para o Céu a perguntar porque tive de vir mais cedo embora e meter-me em casa como todos os dias. Desculpai-me ter ter-vos postado este primo e irmão que está convicto e não me falta coragem física,espiritual e moral para que não volte a acontecer. Confio n´Aquele em quem tudo confio.
Maria dos Anjos Vaz Coutinho
Uma prima directa de meu pai e viúva de António Alves Pereira, primo directo de minha mãe partiu. Deus deu-lhe a graça de ser entre a maioria viver mais de 100 anos. Já à anos que não a via, mas sabia pelo meu irmão como ela gostava de viver. Era irmã do falecido Monsenhor M. Vaz Coutinho que desde a sua ordenação foi o administrador da Arquidiocese de Braga. Deixou uma filha e dois netos. Era de Mazarefes.
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
sexta-feira, 14 de abril de 2017
A Maria Alice Mendes Salgado Simon
A Maria
Alice Mendes Salgado Simon
A Maria Alice Mendes Salgado Simon continua
em convalescença, agora por motivos de mobilidade reduzida a 80%, pelo que
observei e possa entender, não sai de casa e aguarda uma quinta cirurgia.
A Alice Simon como era conhecida na Paróquia
onde foi catequista mais de 40 anos. Deixou aos 80 anos por motivos de saúde
que vinham a crescer, mas pessoa muito querida pelas crianças e adolescentes
que a respeitavam e ajudavam.
O que ela gostava mais era de dar catequese e
disse que as crianças ou os adolescentes compreendiam quando a catequista estava
a trabalhar por amor e desfrutava a generosidade delas que se excediam em atenção
e solidariedade, que as elas mesmas mais
tarde dizem – no: Tudo o que tenho sobre a vivência da minha fé, devo-a à
catequista.
Ela percebeu bem e aprendia mais com elas do
que ela ensinava. Até aprendia a rezar melhor com as crianças.
O que mais lhe custou foi deixar a catequese,
o que mais amava…As crianças são uns anjos!... Elas sabem bem que o catequista as ama e quando se apercebem disso é fácil passar a mensagem. Elas sentem quem as ama. Eu sempre dei o que pude , mas recebi muito mais delas. A catequese não pode ser um frete para o catequista, tem de ser uma cruz bem agarrada com muito amor, pois são crianças que estão no centro e quem não se colocar ao lado amando não faz nada...
A Alice era irmã de mais 9 irmãos e quatro
são vivos. Entre os irmãos tinha duas irmãs que eram consagradas nas
Franciscanas Missionárias do Coração de Maria.
Referiu-se ainda às origens da sua família.
Tinha tios de bens, mas os pais eram pobres para educar tantos filhos, o pai era
trabalhador de uma fábrica de cutelaria em S Martinho de Sande, Guimarães. A
mãe era moleira. “Eramos pobres, mas felizes!”
Ela foi costureira, fez muitos paramentos
para Paróquias, foi empregada de António Oliveira Salazar, em S Bento de onde
saiu para Alcoitão. Veio para Braga e trabalhou na função publica durante 38
anos tendo-se reformado de auxiliar de acção educativa no antigo Liceu de Viana
do Castelo, depois Escola Secundária de Santa Maria Maior.
Casou aos 32 anos com José Sanchez Simon, de
Chantada, Lugo, empresário em Espanha que agora é continuado o trabalho pelo filho Paulo casado com uma filho
adoptado e foi do Berço. Agora tem mais
um filho. A Ana Maria casada e é mãe de um jovem já de 18 anos é a que vive
aqui mais perto dos pais e a que mais ajuda. Viveu na Rua da Bandeira mais de
30 anos e está quase há 20 anos na Meadela, aqui perto pelo que não deixou a
catequese e de fazer a prática religiosa com as amigas e amigos que tinha aqui
na Paróquia. Em 11/07/1992 o seu marido esteve muito doente e mostrou-me o que
naquela data lhe foi oferecido pelo Pároco, lembrança essa que agora a ajuda a
viver as suas limitações depois de não poder fazer nada e ter de ser o seu
marido e a filha a fazerem-lhe tudo.
Entretanto o marido mantinha-se calmo e sereno
ajudando-a a aceitar as suas limitações.
Sempre gostou de fazer algo para ver alguém
feliz e agora não pode fazer nada, diz ela.
Só pode rezar e nada mais.
Espera que após a cirurgia que vai fazer brevemente,
agora aos 82 anos, ainda vá poder fazer bem e celebrar os 50 anos de casada em
2018.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Manuel de Passos Oliveira Cambão
Manuel
de Passos Oliveira Cambão
É
um dos nascidos na Abelheira que vive fora, mas com coração da Abelheira. Nasceu
em 1947 filho de Cândido Rodrigues Cambão e de Conceição Oliveira Viana.
O seu pai era padeiro na Abelheira e chegou a
ter um depósito de pão na Rua da Bandeira onde o “Hilário” veio depois a fazer
o seu trabalho de sapateiro. O Hilário que eu conheci muito bem. O Manuel é
irmão de mais três: A Conceição, o Carlos Alberto e o João Luís, casados e com
filhos.
O seu pai morreu cedo, mas já tinha
abandonado a Padaria e entrado na restauração, precisamente, o Restaurante
Cambão, hoje do Manuel Cambão, casado com Maria Clara da Silva Évora Cambão que
a conheceu em Moçambique quando lá fez a tropa e é mãe dos seus dois filhos
casados e tem quatro netos.
Disse-me o Manuel Oliveira Cambão que os da
Abelheira raramente iam à Matriz, só para as grandes festas. A sua primeira
comunhão foi feita em 19.03.1956, quase com 10 anos na Igreja da Caridade com o
padre Domingos, muito velhinho. Parece que esta data o marcou profundamente
porque a disse tão depressa que não é muito vulgar dizer sem esperar que lhe
perguntasse,
Depois fez a Comunhão Solene com o Monsenhor
Corucho e foi tal o aproveitamento dele que recebeu um prémio, um missal que
agora o ofereceu a uma neta por ser catequista na sua Paróquia.
Nem ele nem os irmãos vivem nesta Paróquia de
Nossa Senhora de Fátima, mas sempre desde que estou aqui na Paróquia de N.ª de
Fátima, que faz este ano 50 anos de existência a participar em tudo o que pode.
É muito sensível a tudo o que é religioso. A data da primeira comunhão a disse
de memória com facilidade como se fosse hoje.
Tem muita fé, reza e quando toca a ajudar,
ajuda. Vive em Stª Maria Maior e está a assumir encargos na organização de
procissões, coisa que não é fácil, porque a juventude não colabora muito e só
os antigos e alguns já não podem mesmo recorrendo mesmo aos moradores antigos
da Abelheira.
Quando em 1978 se criou a Paróquia ele era
jovem e cantou num grupo de jovens que animava a Missa, fez a festa do Menino
na Abelheira e foi mordomo da Senhora das Necessidades, mas desde que começaram
a ir para a tropa se desfez o grupo que muito colaborava com o primeiro pároco,
Padre António da Costa Neiva.
Sempre tem colaborado nas coisas da igreja e
muito gosta quando faz falta…
Agora explora o Restaurante como sempre, mas
é difícil. Antigamente fazia-se muito ao balcão ou à mesa fora das horas da
refeição, agora é só à refeição e enquanto antigamente fechava às 11.00H da
noite, fecha às 19.00H e ninguém anda na rua.
domingo, 2 de abril de 2017
Família- A casa dos Guinchas em Alvarães
Família
Hoje dia 22 de Agosto, entrava num café e
reparei numa senhora cujo o rosto me chamou a atenção. Nunca a tinha visto, mas
resolvi perguntar-lhe se não era de Alvarães, ao que ela respondeu logo que
sim. Ouça, então, é prima da Deolinda do Zé do Monte, “sou sim”. Ela tem um
padre que está na Senhora de Fátima.
Acertei.
Ora a Maria dos Prazeres era sobrinha e
afilhada do “Zé do Couto” de Vila Fria, que tinha casado com uma da casa dos
Claras, de Mazarefes, irmã da mãe do “Zé do Monte”.
Os seu pais eram: António Martins Alves da
Cruz, da Casa do Couto, de Vila Fria, e de Maria Martins de Sousa. Os pais eram
primos dos pais da Clara.
O “Couto” não teve filhos levou para lá o
sobrinho filho de um irmão da mulher, o José Rodrigues de Araújo Amorim.
Contou-me ela que seus pais tiveram 10 filhos
e, portanto, “éramos pobres...” e os seus irmãos chamavam-se: António, casado e
com filhos, o Manuel, casado e vive em V.N. de Anha e com filhos; o José
casado, a viver em Lisboa, tinha um único filho que já faleceu, mas deixou um
neto; a Emília que já faleceu há 4 anos, a Maria da Conceição, solteira e sem
geração; o Joaquim que está na África do Sul, solteiro e sem geração; a Olívia
que faleceu com 6 meses; a Carmo que está num Lar, solteira e sem geração; a
Maria, num outro Lar; e ela também espera ir para um Lar.
A Casa dela, ou da família, era conhecidas
pela casa dos Guinchas, em Alvarães, onde havia há anos ainda um oratório
herdado da família com 400 anos de história.
terça-feira, 21 de março de 2017
A CASA DO ERMÍGIO
A CASA DO ERMÍGIO
A Casa do Cirurgião, nem sempre teve este nome desde
que ali foi construída em 1765 sobre uma outra muito mais antiga.
Alguns dos
seus restos (da casa forte do Ermígio, talvez a casa dum senhor Hermigius, nome
de origem germânica, senhor ou proprietário medieval destas terras,
antroponímico, por isso, que deve ter dado o nome ao Lugar do Ermígio) e cujas
paredes talvez tenham chegado aos nossos dias sob a nova construção a serviram
de cortes para as mulas.
É provável que a casa mais antiga fosse da família
dos Velhos que viveriam nas Penas, onde vivem ainda os descendentes da família
dos Liquitos e daí a razão do topónimo Velho que ainda aí se conserva.
Devia
ter sido aquela casa para onde Francisco Afonso (Rocha) veio, em 1654, de Stª. Maria
de Aborim, filho de Pedro Afonso e Catarina Gonçalves por casamento com Maria
Gonçalves, filho de Afonso Gonçalves e de Isabel Martins. Sucedeu que o João Francisco,
filho do matrimónio veio a casar com Justa Alves, de Vila Fria. Mais tarde, um
seu filho, o Manuel Francisco, viúvo de Antónia Rodrigues do lugar das Penas
(Regadia de Cima) casado, em segundas núpcias, com Ana Rodrigues, do Ermijo,
filha de Simão Rodrigues (Vila de Punhe) e de Ana Rodrigues, da Regadia, dos
velhos.
Um
filho deste casal, o António Francisco casado com Catarina Rodrigues teve uma
única filha, a Morgada, chamada Maria Rodrigues que, por sua vez, casou com um rapaz
da terra, chamado João Rodrigues Ribeiro, filho de Matias Rodrigues, do Souto,
e foram os bisavôs do Abade António Francisco de Matos.
Foi
no tempo deste casal que a casa foi construída. Não sei que nome teria nessa
altura, mas a Morgada era pessoa rica. Faleceu em 1823 levando um ofício de 46
padres, assim como o seu marido falecido 29 anos antes, levou também um 1º
ofício de 33 padres, um 2º de 29 e um terceiro de 28, o que é sinal de gente
rica. Acreditamos que os pobres da altura, naturalmente, tenham ido para o céu
mesmo com menos padres.
Deste
casal, autor presumível da Casa que chegou aos nossos dias, nasceu uma outra
Maria Rodrigues que casou em 1784 com o Tenente José António de Matos, filho de
José António de Matos e de Maria Gonçalves, de Chafé, e tivera 8 filhos, tendo
morrido uma Teresa sem geração.
Desta
geração do Tenente foram “Matos” para Vila Franca e para a Conchada. Ainda
desta geração vêm as raízes próximas do Padre João António de Matos, do seu
irmão Dr. José António de Matos (muitos anos Presidente da Câmara Municipal de
Viana e do Sport Clube Vianense, daí o Estádio de Viana), do Padre Francisco
António de Matos, do parodiante Mena de Matos e a outras tantas gerações de
Matos espalhadas pela região de Viana, Porto e Lisboa.
O filho José ficou na casa e casou com Maria
Barbosa de Almeida, filha de Simão António Barbosa de Almeida e Rosa Teresa
Miranda, vizinhos e moradores, onde hoje é a Casa do Esperta.
Esta
Maria era morgada e foi mãe de 11 filhos. Um deles, o Francisco, foi cirurgião,
tendo estudado no Porto. O Francisco, cirurgião, casou com Rosa do Espírito
Santo Moreira, de Darque e foi pai de Maria Moreira de Matos que herdou a parte
norte da casa que seu pai habitava, a referida casa que tinha sido partilhada
por três: o Francisco cirurgião, nascido em 1838 e falecido em 1922 que deu o
nome à Casa no seu todo, o Manuel Rodrigues Pereira, conhecido por Santa Marinha
por ser descendência de Forjães e sobrinho do cirurgião, e pela sobrinha neta
conhecida pela Rosa Barbosa de Almeida, nascida em 1891.
O
António casou com Rosa Rodrigues de Carvalho (Deiras). A irmã Rosa casou com
António Pereira Novo. Foi a que ficou com a casa que mais tarde ficou conhecida
por “Casa do Esperta”.
A
casa dos seus avós maternos ficou para a filha da Rosa, a Maria Barbosa de
Almeida, com a parte sul da casa do Cirurgião.Esta depois de ter casado com
António Pereira dos Santos que saíu pela primeira vez para o Brasil, como
sapateiro, quando tinha 29 anos. Voltou a sair em 1885, 1891 e em 1895 e nunca
mais cá voltando. Por lá morreu, tendo deixado a mulher com duas filhas: a Rosa
e a Maria da Conceição.
A
Maria da Conceição, nascida em 1895, casou com Joaquim Ribeiro, relojoeiro e foi
conhecido pela alcunha “Esperta” tendo dado o seu nome à casa em que ficou. A
Rosa ficou na casa e casou com Manuel Almeida de Riba, de Subportela.
Nesta
altura a casa do lado sul tinha uma entrada própria, mas o Stª. Marinha e o Cirurgião
partilhavam das mesmas escadas centradas à linda varanda da casa numa extensão
de 24 metros. Tinha umas artísticas linhas e colunata com belas bases e
capitéis que mais ideia davam de casa nobre e solarenga, não fosse a vinha que
se seguia a estragar-lhe um pouco a visibilidade, mas era o costume da época.
Consta
que a Morgada Maria Barbosa de Almeida, mãe de 11 filhos, morreu com fama de
santidade pelo que foi enterrada junto ao altar do Sagrado Coração de Maria,
zelado por muitos anos pela “Casa dos Estivadas” dum modo particular pela D.
Luísa.
Depois
do aumento à Igreja na década de 70 este altar foi deslocado e, na construção
antiga, ficava do lado esquerdo de quem entra na porta lateral e de serventia da
Igreja para a Sacristia.
Era,
de facto, uma pessoa amiga de fazer bem. Era rica e achava que devia pôr ao
serviço dos que precisavam alguns dos seus haveres, por isso tinha em sua casa
dois fornos: o forno da família onde se cozia pão para duas semanas e o forno
dos pobres onde se cozia o pão para dar aos que lhe batiam à porta. Não eram
assim tão poucos, dadas as dimensões do forno. Para além dele, também a existência
de uma espécie de Albergue que o saudoso Padre Matos, mais tarde fez continuar
na sua residência, casa própria, herdada de familiares antigos e que deixou em
testamento à Paróquia de Mazarefes.
Consta-se
que um dia uma pobre de Darque e já falecida, a quem ela tinha feito bem, terá
vindo bater à porta mais uma vez, apesar da Morgada ter também morrido e terá
declarado para quem passava: “ide trabalhar para as filhas da Morgada... Minhas
malandras...”.
Um
Padre conhecido por Padre Brinca, Brinca de alcunha, que foi residente na casa
que hoje é o Centro Paroquial, anexa ao Adro das Boas Novas, “requereu-a” e tendo
feito um exorcismo descobriu que, afinal, faltava ainda pagar uma promessa
feita a S. José, um resplendor para que pudesse ir para o céu.
Depois
da intervenção do referido padre consta-se que a referida “alma perdida” nunca
mais apareceu. Atribuiu-se isso a um milagre da Morgada.
O
Santa Marinha era filho da que, viúva, casou com o “Deira Velho”, também ele
viúvo, e que só passavam o dia juntos, pelo que, à noite, cada um ficava na sua casa. Os seus
pais eram o António Rodrigues Pereira Novo e Teresa Gonçalves, dos Carriços.
Morreu
com mal da garganta e solteiro, mas com dois filhos: um em Mazarefes e outro em
Vila Franca, tendo-os reconhecido, pelo menos à morte e compensados.
O
António Pereira era filho de Manuel Rodrigues Pereira, oriundo de Forjães,
filho de Joaquim Pereira e Josefa Rodrigues. Mariana Barbosa de Morais, filha
de António Luís Barbosa Amorim e de Isabel Maria de Morais era irmã do Stª.
Marinha. A Maria, costumava ir pela manhã levar o leite aos tios que moravam na
Quinta ao lado, “Os Bichos”.
Foi
ela que, ainda criança, encontrou pela manhã cedo os tios na situação de
amordaçados e assaltados.
Esta
Maria Barbosa de Almeida morreu debaixo do comboio na passagem de nível mais
próxima por acidente casual ou não, mas o que é certo é que ela andava com
perturbações mentais atribuídas à ausência do marido, e do abandono deste da
mulher e das filhas.
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