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Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Isaura Branco e o seu Doutoramento




Doutoramento de Isaura Branco
Isaura Maria Bata Henriques Branco acabou o doutoramento, nascida a 02/09/59, natural da freguesia e concelho de Ponte de Lima, filha de Armindo Henriques Peixoto e de Maria da Conceição Bata, ambos professores e reformados. Ela residente na Quelha das Necessidades, Lugar da Abelheira. É mãe do Eduardo Miguel Henriques Branco a estudar Engenharia Mecânica no 3º ano.
Há 29 anos que acabou o curso de enfermagem e começou a trabalhar em Setembro no IPO e depois no Hospital da Misericórdia , no serviço da Medicina, tendo acabado, em Agosto de 1983, com licenciatura.
Maria Amélia Peixoto é a única irmã e é licenciada professora e com duas especializações em educação especial.
A Isaura exerce a sua actividade profissional na Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo. Vários problemas de saúde com vários diagnósticos, um deles o da fibromialgia e apesar das contrariedades na saúde venceu, defendendo a tese de doutoramento com provas públicas em Ciências de Enfermagem, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, no dia 23 de Outubro de 2009.
A tese elaborada teve como título “Educação Para a Saúde”: Contributos para a Prevenção do Cancro - Modelo Cancro do Colo do Útero.

Várias notas

ENCONTRO DE PROCISSÕES
Neste domingo de Outono quente e soalheiro em que persistem os fogos florestais nos montes ao redor elevando-se no céu as fumaradas escuras das matas ardidas, realizou-se na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Viana do Castelo, uma cerimónia interessante congregando os santos e os homens numa união comum de fé e de intenções.
Tratou-se de um Encontro de Procissões que partindo de diversos lugares da Paróquia se reuniram num ponto de encontro, a capela de Jesus, Maria e José, no lugar da Abelheira.
Os andores foram chegando dos diversos pontos da paróquia, acompanhados pelos fiéis devotos de cada santo e residentes na área a que pertencem, quase em simultâneo, sendo recebidos com uma brilhante alocução alusiva a cada um, proferida pelo dr. José Lima: O Menino Jesus procedente da Socomina, o S. João Baptista vindo do bairro de S. João na Abelheira, o de S. Francisco da rua com o mesmo nome, o do Senhor do Alívio procedente da Rua de Monção no Bairro do Jardim, o de Nossa Senhora das Necessidades vindo da Abelheira do largo com o mesmo nome, o da Senhora do Carmo da rua Fiúza Júnior e por último o da Nossa Senhora de Fátima, padroeira da paróquia, proveniente da Rua da Bandeira, ao todo sete santos em outros tantos andores, primorosamente floridos e enfeitados por mãos devotas e solidárias que abrilhantaram os andores transportados pelos fiéis a que se associaram os escuteiros da paróquia como é seu hábito em todas as cerimónias religiosas que ocorrem na paróquia.
Os andores ficaram depositados num estrado de madeira improvisado em frente da capela Jesus, Maria e José, até serem transportados para a igreja paroquial onde vão ficar expostos.
O senhor padre Coutinho terminou o acto com o convite aos paroquianos para visitarem as obras da Nova Igreja, com palavras de agradecimento para todos que contribuiram para a realização deste evento, desde a organização, às floristas e carpinteiros. biblofatimablog
* Será em Novembro celebrada a Eucaristia dos 75 anos de vida conjugal do senhor Augusto que tem quase 102 anos.
Depois todas, as sextas-feiras das 15 h às 16 h estarão abertas as confissões e a celebração às 16.30h para as pessoas mais idosas ou reformadas que não podem vir à igreja que é longe. Pensa-se que vai garantir este serviço enquanto a obra da igreja nova não acabar.
* A Côngrua Paroquial está em cobrança porta a porta.
* Reunião o C. P. da Pastoral e a Comissão Permanente do CPP e aguardamos que os movimentos e grupos comecem a trabalhar no sentido do cumprimento integral dos programas para este ano. No entanto, uma experiência de uma repartição das responsabilidades dos diversos sectores da pastoral da igreja a nível paroquial e inter-paroquial.
Visitas de Domingo-Rosa Carvalhido - No número anterior, escrevemos sobre a Rosa Carvalhido, casada com João Rodrigues Lima, cujos avós eram primos e oriundos da casa dos Vendeiros. Ele era irmão da mãe do Pe. Miranda, da Cândida Lima Miranda a viver no Bairro Jardim, casada e mãe de 2 filhos, da Conceição e da Maria de Lurdes, solteiras que acompanharam o P. Manuel Lima Miranda que foi pároco de Ganfei, Valença, muitos anos e sempre um solícito pastor de almas que à sua morte súbita, foi notório o constrangimento, a dor, a saudade de todos os seus paroquianos, colegas e na região, assim como em Viana, onde nasceu numa casa que dividia a Abelheira do resto da cidade, melhor, da e na freguesia de Stª Maria Maior.
Ao mesmo tempo era tio da Albertina, catequista e Ministra Extraordinária da Comunhão.
Portanto, a mãe do P. Manuel Lima Miranda já falecido, e irmãs, era irmã do marido da Rosa Rodrigues Carvalhido. *Rosa Viana “Escrevo-lhe só para lhe fazer algumas correcções à sua reportagem sobre a visita à minha tia Rosa Viana - provavelmente aconteceu algum erro de comunicação, quando tomou nota do assunto - e para a complementar com mais algumas informações. A minha bisavó chamava-se Joaquina e não Josefina, bem como a irmã da minha mãe que faleceu em França.O meu bisavô Manuel Pedro Viana, foi até determinada altura da sua vida, um homem pouco ou nada religioso, fruto eventual das ideias anti-clericais que vingavam na 1ª República. Mas de facto, no dia em que ele viveu a experiência do relâmpago na sua oficina de ferreiro, passou a ter um outro olhar sobre a ordem “divina” dos fenómenos naturais (isto é pelo menos o que conta a minha mãe).Já bastante mais religioso era o meu outro bisavô Manuel Correia da Balinha, carreteiro, o qual participou no transporte dos sinos da Basílica de St.ª Luzia, com a sua junta de bois, toda engalanada - a minha mãe participou com esse seu avô no transporte dos referidos sinos e recorda-se muito bem desse dia. Ele era também um assíduo romeiro a S. João d’Arga, juntamente com a sua esposa Teresa Dias Felgueiras.
É tudo e agradeço-lhe a referência à nossa família no jornal da paróquia, o qual vai estimando muito bem, a memória de uma comunidade muito antiga. Um abraço, António Viana da Cunha”.
Peregrinações a Santiago de Compostela -Para além do grupo apresenbtado no Jornal passado houve outros anteriores, assim, de 1 a 8 de Agosto a pé, participantes:Hélder Menezes Gonçalves; Ricardo Igreja Torre; Maria da Conceição Lopes Carvalho; Felisberto Eira; Maria Donzilia Rocha; Raquel Maria Rocha Eira; Maria da Graça Pau-Preto Morgado; Maria do Carmo Pereira Rocha Gonçalves; Carlos Manuel Costa; Ana Raquel Rocha Gonçalves; Gabriel Costa; Maria José Paulo Duarte; Maria da Glória Costa Macedo; Nuno André Costa Ferreira; Laura Filipa Pires Costa Alves; Catarina Isabel Pires Costa Alves; Luísa Cristina da Rocha; CamiloGonçalves; Filomena Correia Gonçalves; João Domingos Fornelos; Paula CritinaDelgado Amaro; Maria Madalena Nobre Tiago. No dia 23 de Maio peregrinação a Santiago de Compostela participaram: 1º Carro - Rosa Ramalho, Dr. Albino Ramalho, Lucinda Carvalho, Helena Rodrigues, Vitória Arezes, Fátima Novo, Manuel Barreto, Angelina Barreto, Maria da Conceição, Maria do Carmo Albuquerque, Rosa Borlido, Angelina Reis, Francisco Alves, Adelina Alves, Pedro Barros, Maria Barros, Iria Castro, Lurdes Marinho, Eduardo Alves, Cândida Alves, José Freitas, Eugénia Freita, Manuel Lourenço, Rosa Maria Lourenço, Daniel Coutinho, Maria da Conceição, Cecília, António, Odete Cachulo, Aurora Cambão, António Alves, Maria do Carmo, Amadeu Rebelo, Arminda Rebelo, Domingos Fornelos, Filomena Formelos, António Novo, Fátima Novo, João Fernandes, Teresa Franco, Emília Reis, José Araújo, João Passos. 2º Carro - Dr José Lima, Eugen Viehmann, Anibal Neto da Silva, Maria do Anjos Lopes, Ana Maria Galvão, Maria Manuela Viana, Maria Isabel Silva, Madalena Costa, José Marques, Maria José Marques, Joaquim Marques, Maria Marques, João Ferraz, Rosa Amorim, João Arieira, Maria das Dores Viana, António Miranda, Rosa Miranda, José Correia, Lúcia Carvalhido, Saul Carvalho, Conceição Carvalho, Fernando Sá, Madalena Sá, Palmira Esteves, Licínio Barreto, Luciano Oliveira, Maria de Lurdes Pinto, Carlos Sousa, Fátima Sousa, Maria Rosa Pires, Maria Rego, Judite Maria Esteves Barreto, Fernanda Oliveira, Alcino Ferreira, Maria Ferreira, Mário Conceição, Helena Rodrigues, Glória Oliveira, Maria Dores Oliveira, Lucinda Lima, Adelina Lima, João Casemiro, Rosa Cambão, Abel Riba, Cândida Riba. Com o seguinte programa: 6,15 Acolhimento (Adro da Igreja Paroquial); 6,30 Partida de Viana do Castelo; 8,00 Paragem na Área de Serviço de S. Simón: pequeno-almoço e descanso. 8,30 Continuação da viagem até Padrón. 9,30 Chegada a Padrón: visita à igreja do Apóstolo Santiago, local onde aportou a arca que transportou o corpo de Santiago. 10,00 Chegada a Santiago (Parque João XXIII). Concentração na Praça do Obradoiro para apreciação do conjunto monumental; rituais do peregrino dentro da catedral: ritos da entrada na Catedral; abraço ao Apóstolo; veneração das suas relíquias. 11,00 Missa do Peregrino; invocação ao apóstolo.13,00 (Portuguesas) Almoço no Hotel México, Rua República Argentina, n.º 33. Tempo livre na cidade.15,30 Concentração junto aos autocarros e início da viagem de regresso. Paragens em Vigo (praia de Samil), Baiona (tempo para lanche ) e La Guardia.20,00 (Portuguesas) Jantar no restaurante El Pazo, no Monte de Santa Tecla (La Guardia

A pobreza e os vicentinos- Dia nacional vicentino

Dia Nacional Vicentino
Cento e cinquenta anos de Vicentinismo no nosso país, podemos dizer, no dizer de muitas entidades nacionais, da Comissão Episcopal da Pastoral Social, da Caritas Nacional e muito deve a monarquia e a republica ao serviço vicentino que socorre os pobres de ontem e de hoje, entra-lhes em casa, estão-lhes muito próximos e conseguem, às vezes, pela proximidade fazer sair da crise e levantar a cabeça para autonomamente sobreviverem.É que o vicentinismo de agora não é só assistencial, mas, sobretudo, ele é dinâmico no sentido de não alimentar a pobreza, mas de desenvolver e elevar as pessoas que têm entre mãos.
Bem-haja Beato Frederico Ozanan e S. Vicente de Paulo. Bem-haja a todos os vicentinos que prolongam hoje o espírito de S. Vicente e do e o fundador Frederico Ozanan

Peregrinação Santiago a pé e de Camionete.Duas a pé (uma de Jovens só) outra a pé cujo o mais novo com 15 anos e o mais velho com 71

Peregrinações a Santiago de Compostela
Para além do grupo apresenbtado no Jornal passado houve outros anteriores, assim, de 1 a 8 de Agosto de 2009 a pé, participantes:Hélder Menezes Gonçalves; Ricardo Igreja Torre; Maria da Conceição Rocha Lopes Carvalho; Felisberto Rodrigues Eira; Maria Donzilia Ferreira Rocha; Raquel Maria Rocha Eira; Maria da Graça Pau-Preto Morgado; Maria do Carmo Pereira Rocha Gonçalves; Carlos Manuel Costa; Ana Raquel Rocha Gonçalves; Gabriel Gonçalves Costa; Maria José Umbelina C. Paulo Duarte; Maria da Glória Costa Macedo; Nuno André Costa Ferreira; Laura Filipa Pires Costa Alves; Catarina Isabel Pires Costa Alves; Luísa Cristina Alves da Rocha; Camilo Lopes Gonçalves; Filomena Lopes Correia Gonçalves; João Domingos Lima Ferreira Fornelos; Paula Critina Rocha Delgado Amaro; Maria Madalena Nobre Tiago.
no dia 23 de Maio peregrinação a Santiago de Compostela participaram: 1º Carro - Rosa Ramalho, Dr. Albino Ramalho, Lucinda Carvalho, Helena Rodrigues, Vitória Arezes, Fátima Novo, Manuel Barreto, Angelina Barreto, Maria da Conceição, Maria do Carmo Albuquerque, Rosa Borlido, Angelina Reis, Francisco Alves, Adelina Alves, Pedro Barros, Maria Barros, Iria Castro, Lurdes Marinho, Eduardo Alves, Cândida Alves, José Freitas, Eugénia Freita, Manuel Lourenço, Rosa Maria Lourenço, Daniel Coutinho, Maria da Conceição, Cecília, António, Odete Cachulo, Aurora Cambão, António Alves, Maria do Carmo, Amadeu Rebelo, Arminda Rebelo, Domingos Fornelos, Filomena Formelos, António Novo, Fátima Novo, João Fernandes, Teresa Franco, Emília Reis, José Araújo, João Passos. 2º Carro - Dr José Lima, Eugen Viehmann, Anibal Neto da Silva, Maria do Anjos Lopes, Ana Maria Galvão, Maria Manuela Viana, Maria Isabel Silva, Madalena Costa, José Marques, Maria José Marques, Joaquim Marques, Maria Marques, João Ferraz, Rosa Amorim, João Arieira, Maria das Dores Viana, António Miranda, Rosa Miranda, José Correia, Lúcia Carvalhido, Saul Carvalho, Conceição Carvalho, Fernando Sá, Madalena Sá, Palmira Esteves, Licínio Barreto, Luciano Oliveira, Maria de Lurdes Pinto, Carlos Sousa, Fátima Sousa, Maria Rosa Pires, Maria Rego, Judite Maria Esteves Barreto, Fernanda Oliveira, Alcino Ferreira, Maria Ferreira, Mário Conceição, Helena Rodrigues, Glória Oliveira, Maria Dores Oliveira, Lucinda Lima, Adelina Lima, João Casemiro, Rosa Cambão, Abel Riba, Cândida Riba. Com o seguinte programa: 6,15 Acolhimento (Adro da Igreja Paroquial); 6,30 Partida de Viana do Castelo; 8,00 Paragem na Área de Serviço de S. Simón: pequeno-almoço e descanso. 8,30 Continuação da viagem até Padrón. 9,30 Chegada a Padrón: visita à igreja do Apóstolo Santiago, local onde aportou a arca que transportou o corpo de Santiago. 10,00 Chegada a Santiago (Parque João XXIII). Concentração na Praça do Obradoiro para apreciação do conjunto monumental; rituais do peregrino dentro da catedral: ritos da entrada na Catedral; abraço ao Apóstolo; veneração das suas relíquias. 11,00 Missa do Peregrino; invocação ao apóstolo.13,00 (Portuguesas) Almoço no Hotel México, Rua República Argentina, n.º 33. Tempo livre na cidade.15,30 Concentração junto aos autocarros e início da viagem de regresso. Paragens em Vigo (praia de Samil), Baiona (tempo para lanche ) e La Guardia.20,00 (Portuguesas) Jantar no restaurante El Pazo, no Monte de Santa Tecla (La Guardia).21,30 Continuação da viagem de regresso a Viana do Castelo.

A doutrina do purgatório é diferente?

O purgatório e a oração pelos defuntos
Nos últimos anos, tem-se feito, a nível da Teologia, um grande esforço naquilo que Yves Congar chama uma “purificação do purgatório”. As metáforas encontradas ao longo dos séculos, sobretudo na Igreja Ocidental, para tentar explicar o que acontece no momento da morte e do Juízo, acabaram por criar um imaginário que não ajuda à sua verdadeira compreensão. É necessário, por isso, deixar de pensar no Purgatório como um tempo, contado em dias, meses ou anos, em que as pessoas que morrem aguardam o juízo final, e entretanto sofrem pelos pecados que cometeram e que ainda não foram perdoados. Outra ideia que não ajuda é que mandar celebrar missas pelos que morreram diminui o tempo e a pena do Purgatório, Esta compreensão não ilumina aquilo que é o essencial desta doutrina.
O Purgatório não é um tempo, nem um espaço, mas sim um estado. Não se pode falar da realidade para além da morte a não ser através de metáforas, já que é impossível conhecer o que acontece. A natureza da doutrina do Purgatório, ou deste tempo, intermédio entre a morte e o Juízo, ou entre a Morte e o Paraíso, é essencialmente cristológica. E tal natureza pode resumir-se a três pontos principais:
Após a morte, o encontro com Cristo comporta um momento de juízo, isto é, olhando a própria vida, a pessoa toma consciência onde viveu segundo o amor e como orientou a sua vida segundo o amor. Tal confronto com Cristo e consigo mesma comporta um certo sofrimento, pois é um processso de purificação do próprio pecado, antes da comunhão total com Deus.
Neste processo, a pessoa não está só, mas é acompanhada pela oração da Igreja. O juízo após a morte não é, por isso, uma espécie de tribunal, onde se pesam as boas e más acções cometidas durante a vida terrena, mas sim um olhar sobre a totalidade da vida através do amor. Quando percebemos onde não amámos, ao receber o perdão de Deus, sentimos a pena e a dor do próprio pecado. Só o amor é capaz de transformar. Quando somos perdoados, sentimos este abraço de Deus à nossa fragilidade, e tal abraço faz-nos cair na conta da responsabilidade de ser amados e da pena de não termos amado como Deus nos pede.
O encontro com a bondade de Deus purifica a pessoa, como através do fogo (cfr .1 cor 3 10-17), de todo o mal cometido e das marcas que o mal deixou no mundo, como ruptura dos laços de caridade. De facto, no pecado, não existe ruptura somente com Deus, mas também com os outros. Por isso, rezar pelos mortos faz sentido, na medida em que, através da oração, se coloca o bem onde o mal deixou as suas marcas. A força da oração transforma o mal em bem e, por isso, na celebração da eucaristia a Igreja reza pelo s que partiram, “aliviando” e acompanhando os mortos no seu processo de união definitiva com Deus. É um momento de comunhão na caridade que ultrapassa as próprias fronteiras da morte. As missas de sufrágio ou as missas pelas “almas”, devem ter como fundo esta orientação para o restabelicimento do amor no mundo. É acompanhar os que morreram e, ao mesmo tempo, comprometermo-nos com o bem que podemos fazer na nossa vida. Rezar pelos defuntos é também rezar por n´s mesmos, vivendo o mesmo dinamismo de transformação na Vida de Deus. Esta oração acompanha a tradição da Igreja desde o seu início, pois faz parte do cristianismoa convicção de que ninguém peca sozinho, do mesmo modo que ninguém se salva sozinho. São os laços de saudade, do agradecimento e da compaixão que restabelecem o amor e esperança.
O Papa Bento XVI, na sua encíclica sobre a esperança, spe salva, dedica alguns números (nn. 45-48) a considerações sobre o purgatório, muito úteis e esclarecedoras e, por isso, de leitura muito recomendável. Cito uma passagem que ilustra bem o que atrás foi dito acerca do momento de purificação, que acontece no encontro com Cristo:
“O encontro com Ele é o acto decisivo do Juízo. Diante o seu olhar, funde-se toda a falsidade. É o encontro com Ele que, queimando-nos, nos transforma e liberta para nos tornar verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem então revelar-se palha seca, pura fanfarronice e desmoronar-se. Porém, na dor deste encontro, em que o impuro e o noviço do nosso ser se tornam evidentes, está a salvação. O seu olhar, o toque de seu coração cura-nos através de uma transformação certamente dolorosa “como pelo fogo”. Contudo, é uma dor feliz, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, consentindo-nos no final sermos totalmente nós mesmos e, por isso mesmo, totalmente de Deus” nº 47
Deste modo o Purgatório é o momento de encontro com o Amor e o Perdão realizados em Jesus, que nos devolve à nossa verdade e nos faz entrar em comunhão com Ele. O nosso pecado está perdoado na Morte e Ressurreição de Jesus e somos convidados, sobretudo no momento de morte, livremente confrontados com a totalidade da nossa Vida, a aceitar este perdão e a purificar-nos de todo o mal.
No mês de Novembro, dedicado especialmente à oração pelos que partiram devemos aceitar a beleza do desafio que Bento XVI propõe na encíclica Spe Salvi, e que pode ajudar a uma consciência melhor do que significa rezar por quem está diante de Deus e do seu Amor: “Na trama de ser, a minha gratidão para com ele pode significar uma pequena etapa da sua purificação. E, para isso, não é preciso converter o tempo terreno no tempo de Deus; na comunhão das almas fica superado o simples tempo terreno, Nunca é tarde demais para tocar o coração do ourto, e nunca é inútil.” António Valério S. J. in mensageiro do coração de Jesus

Ano do Sacerdócio

Ano do Sacerdócio

Todos os baptizados participam da natureza de Jesus, como sacerdote, profeta e rei, anúncio feito no A.T. e Jesus atribui a si mesmo o facto de ser Caminho, Verdade e Vida
O sacerdócio comum dos baptizados tem exactamente os mesmos atributos do sacerdócio ministerial.
Como sacerdote que eu sou, considero uma grande graça, um grande dom que Deus quis dar-me para servir a Igreja, a hierarquia e o sacerdócio comum dos fiéis leigos.
Em comunhão com os meus superiores e a iluminação do Espírito Santo, a alma da Igreja à qual todos pertencemos, temos de estar vigilantes, sem cruzar os braços, sem mãos nos bolsos. Leigos e padres, temos de ser hoje os pés de Jesus a calcorrear as nossas terras, as mãos de Jesus a abençoar todos os que procuram a transcedência, o absoluto, o Deus que nos criou e nos interpela hoje a governar a natureza, a defender a ecologia e o ambiente não só da Água, da Terra, do Ar, mas também da Humanidade que se tem degradado na sua natureza. Todos somos um só em Cristo, o Corpo Místico, fundamentado em S. Paulo, Ele a cabeça da Igreja que somos todos e cada um de nós seus membros e o Espírito, o Amor que nos une como uma só família, filhos de Deus.
Como sacerdote no exercício das funções recebidas no Sacramento da ordenação só me confere mais responsabilidade perante Deus e aqueles a quem eu fui subtraído por um chamamento especial, pelo qual eu me torço, me entrego e não posso nunca pôr de lado, sob pena de irresponsabilidade, mas atento ao que precisa de uma palavra de esperança, uma bênção que salve e um serviço que estimule, seja luz, seja caminho para os outros, embora a minha fragilidade, nem sempre me tem deixado fazer o que devia e feito aquilo que não devia
Foi o próprio Mestre que disse: “ Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, isto é, eu sou a luz e abro o caminho, eu amo a Verdade e vivo a “verdade no amor” e estou disponível para o serviço a prestar aos outros.
Aliás todo o baptizado ao ser ungido para que permaneça eternamente ligado à natureza de Jesus como sacerdote, profeta e rei, tem de estar pronto a anunciar a palavra de Deus que é verdade, a celebrar a palavra santicando-nos e celebrar a vida no dia a dia, quer ela nos seja madrasta ( por nossa culpa), quer nos sorria. C.>