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Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Franco de Castro, Homem do Direito e um activista de boas causas sociais e culturais

 

Franco de Castro, Homem do Direito e um activista de boas causas sociais e culturais

 

 

Em 25 de Novembro de 1936 nasceu em Lanheses um menino a quem lhe puseram, no baptismo, o nome de José. Seu pai, Manuel Alves de Castro, regedor que foi regedor e presidente da Junta de Lanheses, era um construtor civil. Foi ainda fiscal de obras dos Serviços Médico – Sociais em Vila Nova de Famalicão, Stº Tirso e Braga; e a sua mãe de nome Maria Franco da Silva, era doméstica e uma organista da Igreja Paroquial. Como tal, muitas vezes solicitada para tocar o orgão de foles em muitas outras igrejas vizinhas, sobretudo, em ocasião de festas.

O José Franco de Castro fez a 4ª Classe na escola de Lanheses e fez exame de admissão ao seminário sendo admitido com distinção, em 1948 onde estudou até 1957 tendo frequentando o 1º ano de teologia até 5 de Maio. Quando decidiu sar contra a vontade do Cónego Mouta Reis, mesmo assim, veio embora com a oferta de que ficava com as portas abertas para voltar.

Em Junho do mesmo ano fez o exame do 3º, 4º e 5 anos dos liceus na secção de Ciências. No ano seguinte fez o 6º e 7º ano na secção de Letras, tendo ficado dispensado de admissão à Universidade pela classificação que obteve no Liceu Sá de Miranda, em Braga, depois de ter frequentado o Colégio D. Diogo de Sousa.

Foi sempre dispensado da despesa de propinas. O Director do colégio Pe. Elisio, já falecido, dispensou-o, devido aos seus níveis de classificação, sobretudo, na disciplina de matemática em que era o melhor aluno nos liceus de Braga.

Em 1958 deu entrada na Universidade de Coimbra. Licenciou-se em direito, em Outubro de 1963 e matriculou-se no curso complementar de Ciências Jurídicas de 63/64, só com médias altas apesar da clivagem que na altura faziam.

Casou em 1966 com Maria Margarida Pereira de Brito, também Licenciada em medicina pela Universidade de Coimbra em 1965. A sua esposa foi autoridade de Saúde Pública em Vila Nova de Cerveira, e depois Viana do Castelo, donde se reformou. O casal tem duas filhas, uma delas já premiou os seus pais com um neto.

O Dr. José Franco de Castro foi delegado de Procurador da República Interino em Fevereiro de 1964.

 Em Novembro de 1964 concorreu a magistrado, ficou em 2º lugar tendo sido atribuído o primeiro lugar ao futuro Provedor Geral da República Narciso Cunha Rodrigues com muito bom e o Franco de Castro ficou com apenas “Bom com Distinção”.

Nessa altura veio exercer a magistratura na comarca de Caminha como Delegado e Provedor da República de 3ª classe efectivo, em 1965. Foi promovido a 2ª classe e foi para Ponte de Lima, em 1967, exercendo o mesmo cargo. Aí esteve pouco tempo. Pediu seguidamente para ser autorizado a concorrer ao cargo de Conservador para fazer mais companhia à família.

Como estava vaga a conservatória de Vila Nova de Cerveira, em 1968, ficou aí, por nomeação. Tratou do auto o Dr. Santos Carvalho da relação do Porto. Foi ainda Conservador do Registo Civil e Predial, após um ano e convidado a aceitar o cargo de Notário, exercendo três funções ao mesmo tempo, juntamente com o exercício do cargo de juiz municipal de Vila Nova de Cerveira, onde esteve até quase 1975. Em 1978, no mês de Novembro pediu transferência para a conservatória do Registo Predial e Comercial de Viana do Castelo que era de 1ª classe, tendo sido nomeado, exercendo o cargo durante 19 anos. Foram centenas de milhares largos de registos, que preparou, ou preparados pelos seus funcionários, que ao princípio eram dois, mas quando saiu eram dez, teve de verificar e assinar.

No princípio era primeiro substituto de juiz da Comarca de Viana o que aconteceu durante 2 a 3 anos.

Também algumas centenas largas de julgamentos entre Viana do Castelo, tribunal da Comarca e o Tribunal do Trabalho.

Conseguiu que a Conservatória do Registo Predial de Viana fosse a primeira a nível do país a ser informatizada.

Foi presidente da Comissão de Avaliação dos Prédios Urbanos do Conselho de Viana do Castelo conjuntamente com o Eng.º António Barroso, já falecido e com o Eng.º Felgueiras, este, funcionário da Câmara.

Durante 6 anos foi presidente do Conselho Juridicional  da Associação de futebol de Viana do Castelo, por eleição. Foi sócio fundador do Clube Desportivo de Cerveira, presidente da C. Instaladora e 1º Presidente da Assembleia Geral desportiva Clube de V. N. Cerveira.

Tendo em vista uma próxima passagem à situação de aposentado foi ocupar o lugar de Conservador do Registo Comercial do Porto durante 4 anos, entre 1993 e 1997, data em que regressou a Viana definitivamente, onde tinha residência na Estrada da Papanata, da freguesia de Sta. Maria Maior, Paróquia de Nossa Senhora de Fátima.

Em Viana, foi instado a aceitar a candidatura a presidente do Coral Polifónico , tendo aceitado a eleição cerca de 6 anos, onde continua como coralista.

Na qualidade de Presidente da Direcção do Coral Polifónico exerceu conjuntamente com os seus colegas e amigos uma acção que dinamizou o coral e o levou a várias actuações no país e no estrangeiro, assim como a tomar parte numa apresentação em Espanha, onde foi galardoado com o primeiro prémio. Foi nessa altura também que se tornou uma colectividade com maior nível artístico e social a ponto de ter recebido a medalha de mérito da Cidade de Viana do Castelo.

Ao ser aposentado continuou com uma tarefa bastante stressante, pois reinscreveu-se na Ordem dos Advogados pelo que não tem muito tempo disponível. Tem o seu gabinete à Praça 1º de Maio e, para concluir, o Dr. José Franco de Castro continua a ser coralista no Orfeão de Vila Praia de Âncora, para além do Pólifonico.

Foi vice-presidente da Direcção do Centro Social Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, ao qual dá a sua contribuição preciosa nas decisões de Direcção e na substituição do Presidente.

Como advogado, só uma causa perdeu no Supremo Tribunal. Todas as outras ganhou. Em Cerveira tinha a fama por ganhar as causas todas e, em Viana, ganhava os recursos todos. Colegas de Trás-os-Montes e, de outros lados, às vezes telefonavam-lhe a pedir a sua opinião. Só interessava investir naquilo que a gente tenha razão, mas pode perder a razão. Não interessa, nos tempos de hoje, investir no que tem razão e deve pensar duas vezes antes de ir para tribunal porque pode sair sem razão. Mas, se não tiver razão, talvez valha a pena porque pode sair de lá com ela.

Sente-se um homem feliz por tudo o que fez na vida. Algumas não foram tão claras, mas, o saldo é positivo. Tudo o que fez, fê-lo com espírito de o fazer a favor da sociedade, ou melhor na defesa dos direitos do outro.

Ainda hoje é presidente da Assembleia Geral do mesmo do Coral Polifónico. É presidente da Assembleia Geral do Coral Polifónico de Vila Praia de Âncora, presidente do Concelho de Administração da Fundação da Cultura Musical Fernando e Lúcia Carvalho com sede em Viana.

Esteve na criação do Berço e manteve-se muito para além da Inauguração do novo com o Eng. Mota, o Comandante Martins, Drª Teresa Barroso, Engª Natália e Joaquim Arantes, conforme o registo à porta da Capela Jesus Maria José, construída em 1731, no dia da inauguração do novo Berço..

 



Depois foi sempre assim?

 

Depois foi sempre assim?

O meu coração apertadinho dos primeiros anos já se tinha ido!...

Estudava bem e tirava notas razoáveis, embora o meu coração estivesse em Viana. Por esse motivo, em dezembro, para prevenir a chegada das férias de natal contactei a Empresa Magalhães para arranjar uma camioneta para que, no dia da saída para férias os de Viana pudessem, ao toque da campainha e à abertura das portas do Seminário, entrarem nela e, mais depressa, chegarem a casa.

Não considerei isso acto heroico, mas alguns assim entenderam.

Tinha-me parecido que sair de mala de viagem à procura de transporte de camioneta ou de comboio, o mais prático era ter à porta a camioneta e seguir viagem para Viana. Foi, por isso, que contratei o autocarro que à hora prevista estava à nossa espera.

Todos, numa correria, enchemos a camioneta. E, Viana, era o nosso destino.

Pelo caminho foi uma festa. Ao passar nas terras, alguns iam ficando e, em Viana, os outros que as famílias de Perre e de freguesias vizinhas esperavam.

Este evento fez que os vianenses de filosofia e teologia, os da Colónia de Viana, apreciassem porque até ali ninguém se tinha lembrado de uma coisa destas. Alguns vianenses recordam esta iniciativa com admiração!

O 4º ano, hoje o 8º ano, foi feito com facilidade. Pensava-se nas férias, nas atividades das mesmas, e nas da Colónia Vianense que se faziam em férias. Eu próprio com os seminaristas da minha terra o José Maria Cunha, o José Augusto Barbosa e o Mário Gonçalves organizamos para os vianenses algumas festas em Mazarefes.

Depois das férias que fazíamos no Rio Lima, em S. Simão, voltamos ao Seminário.

No 5º ano assim foi... Batina, cabeção e a murça…E os sapatos de fivela.

Foi cedo de mais, mas não fez mal nenhum.

Aí deixamos de dormir em camaratas e cada um tinha o seu quarto. A melhor nota que tive foi a Inglês e também no 5º ano foi o ano em que melhor nota obtive em música desde o 1º ano. O Pe. Manuel Faria, sem desprimor para seus antecessores professores de música, foi aquele que, agarrado a um piano, me fez entender e distinguir o tempo e os meios tempos das notas, os sustenidos e os bemóis, aí comecei a cantar todas as escalas em menor ou maior.

Mais um ano bem passado e bem aproveitado. Cada vez me sentia mais eu e lá fui parar ao Curso de Filosofia.

Entrei na actividade extracurricular que foi a aula de pintura a aguarela, ou a óleo com o Mestre Luís Campos e em 1967 expus os meus primeiros quadros de que ainda conservo 3 ou 4, no Edifício do Turismo de Braga.

Entrei, noutra atividade extracurricular, na Legião de Maria que abracei toda a vida até ao fim da Teologia.

Foi este movimento que, experimentando o trabalho com os presos, com os ciganos e os doentes do Hospital de S. Marcos que mais me determinou na caminhada para padre.

Trabalhos, estes, que continuei no Curso de Teologia. Organizei, o que aconteceu pela primeira vez, uma catequese para os ciganos, na Capela de S. João, junto ao rio Este. Organizei uma Peregrinação com os ciganos à Senhora do Sameiro, a primeira e a única, onde se reuniram ciganos de Famalicão, Póvoa e os três acampamentos de Braga. Um domingo, de tarde com as alunas do Colégio do Sagrado Coração de Maria, organizei um baile na cadeia. Foi a primeira e a única vez, porque o director com argumentação que facilmente compreendi, era proibitivo...

Na cadeia passava muito tempo. Um dos presos escrevia umas coisas e arranjou uma máquina de escrever. Pedi-lhe para me mostrar escritos dele e depois levava-os para publicar no diário do Minho e assim, quando saiu da cadeia se fez jornalista e foi director de um jornal regional.

O curso de teologia não foi difícil, mas eu é que, entretido com os ciganos, com os quais, às vezes, comia nas tendas deles porque achava que era a melhor maneira de lhes mostrar que não desprezava a sua cultura, com os doentes no Hospital ou na Cadeia... Só estudava à noite o que ia para além das 22H., a hora de descanso e de fechar as luzes do quarto. Tapava o candeeiro com a murça e dirigia a luz para os livros, cada dia e noite estudava as aulas anteriores para no dia seguinte não fazer má figura e para se saber, claro.

Uma vez o Dr. José Areeiro, professor de História de Arte, convidou-me a dar uma aula sobre arte rupestre. Aceitei o  desafio. Suponho, não me lembra, mas fui o único a desempenhar esse papel, de tal modo que sempre fomos amigos.

Todos os anos foram em Teologia também aproveitados, só não gostava muito de Dogmática e reprovei a esta disciplina no último ano.

Tive de repetir o exame no fim das férias de Verão e acabei com êxito. Fui ordenado diácono e participei num curso Dominique a convite de um enfermeiro de Abrantes que o conheci, quando nas férias grandes de 1970, participei na expansão da Legião de Maria em freguesias de Abrantes, Portalegre e Castelo Branco, com meu colega João Alves Lima e um estudante de engenharia de Carcavelos que não recordo o nome

 


sábado, 24 de janeiro de 2026

 Actividades básicas a Paróquia

1.O Acolhimento não é a mesma coisa que dar coisas, mas criar espírito de relação humana disponível para cooperar e não substituir. Uma Paróquia que não tem bom acolhimento, é como se não celebrasse a Eucaristia com muita fé e alegria consequente da audição da palavra de Deus, do louvor e acção de graças. É como não ter catequese, evangelização, proclamação da Palavra, Celebração da Palavra fazendo bem aos mais frágeis que é a Palavra vivida porque se faltam estas acções, qualquer grupo humanitário pode fazê-lo, ainda que seja em nome de uma coisa qualquer, Daí levar-nos ao melhor e mais adequado acolhimento, à ajuda ou inter-ajuda, à Cooperação ou Parceria (igualdade) de modo a conseguir o subsídio a solidariedade sem humilhação, sem ostentação, dispostos a um diálogo franco e criativo. É obrigação nossa que deve vir do mais fundo do nosso coração, como fosse do Coração de Deus, com olhos de quem sofre com o outro. Por isso temos que intervir socialmente como cooperantes desinteressados, mas atentos e saber olhar o outro, ou os outros como se fossem “cristos que necessitam de cireneus.”.



2. Nestes grupos há actividades que, numa Paróquia devem ser levadas a sério e não podem todos fazer tudo. Por isso, devem ser constituídos grupos de trabalho, como vicentinos, Cáritas, ou criar instituições, como na nossa paróquia temos de tudo. A Paróquia, no seu todo, tem o Cecan/rd (Centro Comunitário de Assistência aos Necessitados/ Recolha e Distribuição), Ozanan- Centro de juventude, Centro Social Paroquial com variadas respostas sociais (idosos, infância, e serviço de refeições e higiene a idosos e acamados, serviço de refeições a necessitados, Conferência Vicentina para acompanhamento espiritual e material a pobres, Legião de Maria para os doentes, para os solitários, sofredores crentes e menos crentes, pois a Legião de Maria é, para mim, numa paróquia o maior grupo missionário em nome de Nossa Senhora de todas as Graças. E, por fim, toda a Paróquia, cada um pelo trabalho e contributo, não pode estar alheio às necessidades existentes para colaborar ainda que seja para dar conhecimento das existências problemáticas.
3. Nestes grupos não podem faltar voluntários, pois há actividades ainda que sejam nas instituições que devem ser exercidas por voluntários, como temos na área da evaglização, na área das celebrações e na área da caridade, sem interesse próprio e sempre a favor de outrem movidos apenas por causas humanitárias e religiosas e as diferenças entre uns e outros podem ser apenas técnicas ou de competências, organização e dedicação. Ou melhor, a diferença está só entre a dedicação orientada para a não remuneração. É gratuidade.
Estes trabalhos nos grupos e instituições de uma paróquia podem ser lenitivo para pessoas reformadas se tornarem úteis e não arrumadas. É mais uma valia para a harmonia das comunidades orantes ou não.
Podem e devem existir voluntários para o estudo técnico-científico do projecto, para os de promoção e sem receberem algo, são os promotores, para os empresários sociais, directores institucionais. Direcção técnica e técnicos de ocorrências. O Voluntariado não pode ser tal que ocupe lugares de postos de trabalho, mas ajudar a criar postos de trabalho segundo as necessidades das Instituições. Pode haver estagiários sem remuneração.

4.A Paróquia por si não basta, faz parte de uma Diocese e esta tem um secretariado diocesano para reconhecimento dos problemas, coordenar as fundações contra as concorrências desnecessárias e, muitas vezes inconvenientes, dinamizar em comunhão as de âmbito paroquial, diocesano e nacional, transmitir orientações, recolher as preocupações de cada uma, avaliar o trabalho e os meios económico-financeiros de cada uma e, por fim, fundamentar a Acção Social, ou Sócio caritativa, da Igreja Diocesana. de uma Paróquia

1.O Acolhimento não é a mesma coisa que dar coisas, mas criar espírito de relação humana disponível para cooperar e não substituir. Uma Paróquia que não tem bom acolhimento, é como se não celebrasse a Eucaristia com muita fé e alegria consequente da audição da palavra de Deus, do louvor e acção de graças. É como não ter catequese, evangelização, proclamação da Palavra, Celebração da Palavra fazendo bem aos mais frágeis que é a Palavra vivida porque se faltam estas acções, qualquer grupo humanitário pode fazê-lo, ainda que seja em nome de uma coisa qualquer, Daí levar-nos ao melhor e mais adequado acolhimento, à ajuda ou inter-ajuda, à Cooperação ou Parceria (igualdade) de modo a conseguir o subsídio a solidariedade sem humilhação, sem ostentação, dispostos a um diálogo franco e criativo. É obrigação nossa que deve vir do mais fundo do nosso coração, como fosse do Coração de Deus, com olhos de quem sofre com o outro. Por isso temos que intervir socialmente como cooperantes desinteressados, mas atentos e saber olhar o outro, ou os outros como se fossem “cristos que necessitam de cireneus.”.
2. Nestes grupos há actividades que, numa Paróquia devem ser levadas a sério e não podem todos fazer tudo. Por isso, devem ser constituídos grupos de trabalho, como vicentinos, Cáritas, ou criar instituições, como na nossa paróquia temos de tudo. A Paróquia, no seu todo, tem o Cecan/rd (Centro Comunitário de Assistência aos Necessitados/ Recolha e Distribuição), Ozanan- Centro de juventude, Centro Social Paroquial com variadas respostas sociais (idosos, infância, e serviço de refeições e higiene a idosos e acamados, serviço de refeições a necessitados, Conferência Vicentina para acompanhamento espiritual e material a pobres, Legião de Maria para os doentes, para os solitários, sofredores crentes e menos crentes, pois a Legião de Maria é, para mim, numa paróquia o maior grupo missionário em nome de Nossa Senhora de todas as Graças. E, por fim, toda a Paróquia, cada um pelo trabalho e contributo, não pode estar alheio às necessidades existentes para colaborar ainda que seja para dar conhecimento das existências problemáticas.
3. Nestes grupos não podem faltar voluntários, pois há actividades ainda que sejam nas instituições que devem ser exercidas por voluntários, como temos na área da evaglização, na área das celebrações e na área da caridade, sem interesse próprio e sempre a favor de outrem movidos apenas por causas humanitárias e religiosas e as diferenças entre uns e outros podem ser apenas técnicas ou de competências, organização e dedicação. Ou melhor, a diferença está só entre a dedicação orientada para a não remuneração. É gratuidade.
Estes trabalhos nos grupos e instituições de uma paróquia podem ser lenitivo para pessoas reformadas se tornarem úteis e não arrumadas. É mais uma valia para a harmonia das comunidades orantes ou não.
Podem e devem existir voluntários para o estudo técnico-científico do projecto, para os de promoção e sem receberem algo, são os promotores, para os empresários sociais, directores institucionais. Direcção técnica e técnicos de ocorrências. O Voluntariado não pode ser tal que ocupe lugares de postos de trabalho, mas ajudar a criar postos de trabalho segundo as necessidades das Instituições. Pode haver estagiários sem remuneração.
4.A Paróquia por si não basta, faz parte de uma Diocese e esta tem um secretariado diocesano para reconhecimento dos problemas, coordenar as fundações contra as concorrências desnecessárias e, muitas vezes inconvenientes, dinamizar em comunhão as de âmbito paroquial, diocesano e nacional, transmitir orientações, recolher as preocupações de cada uma, avaliar o trabalho e os meios económico-financeiros de cada uma e, por fim, fundamentar a Acção Social, ou Sócio caritativa, da Igreja Diocesana.

 A Resiliência
Esta palavra tem-se aplicado muito, ultimamente.Vem do latim resilire, que significa "saltar para trás", "voltar", "recuar", "ricochetear", e formada pelo prefixo re- (de novo, para trás) e o verbo salire (saltar,

 


pular). Originalmente usada na Física para descrever a capacidade de um material retornar à sua forma original após uma deformação. O termo o termo foi adaptado para as Ciências Humanas, significando a capacidade de se adaptar e superar adversidades, "voltando" ao seu estado de equilíbrio ou até mais forte, como uma mola que volta ao normal após ser esticada.
'Um povo que vê o seu país invadido não tem outra solução a não ser ripostar e resistir.
Este verbo resistir traz consigo uma longa história, que tem, desde o início, ligação, ao campo lexical da guerra. Resistir encontra a sua origem etimológica no verbo latino resistere, que significa «ficar firme», «aguentar». No interior deste verbo, encontra-se o elemento -sta-, que significa «ficar imune», «permanecer firme», «resistir de pé». Na origem da palavra estava já a ideia de ficar, de se defender contra uma investida inimiga.
Encontrávamos este valor de resistência já entre os espartanos, que concebiam a coragem como a capacidade de permanecer na formação militar, sem arredar pé.
Este é hoje o valor que identificamos nas imagens vindas da Ucrânia, que nos mostram homens que se despedem das suas famílias para permanecerem firmes, sem arredar pé em defesa da sua pátria. Homens que esquecem o seu percurso individual para se integrarem num esforço coletivo em prol da defesa do solo pátrio.
O que já não compreendemos tão claramente é a razão pela qual, em pleno século XXI, ainda recuperamos imagens do século I antes de Cristo.
Em perspetiva, a Humanidade parece, de facto, ter evoluído muito pouco' in Ciberdúvidas https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/idioma/resistencia/4825#[consultado em 23-01-2026]
A resistência encontrámo-la, por exemplo, na arquitetura: as traves resistem ou não ao peso que suportam; na eletricidade o fio condutor de energia tem capacidade para aguentar mais energia, resiste ou vai abaixo, isto é, deixa de passar a energia, porque não tem capacidade, queima e corta, o material melhor condutor de energia, entre outros, o mais comum é o cobre, mas, por exemplo a borracha, vidro, cerâmica não são condutores.
A resiliência veio ocupar a palavra mais antiga: a Resistência. No entanto, a resiliência não tem tanto a ver com o material, mas com o espírito, o estado de alma.
A resiliência é uma palavra mais restrita quanto ao objeto, mais como perseverança, paciência, fortaleza, isto é, uma capacidade de saber superar as dificuldades, as adversidades, os desejos que acompanham a nossa vida, mantendo nós a fé e a esperança em Deus.
Se tomarmos a Bíblia, no livro do profeta Jo vemos como o profeta sofredor declara a perseverança, como exemplo máximo, no capítulo 1, versículo 21: “saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei” O Senhor o deu, o Senhor leva; louvado seja o nome do Senhor”. Afinal a sua resiliência foi recompensada porque o Senhor da vida restaura tudo na nossa história vivida.
No meio da tribulação da vida também, como perseguições, prisões e naufrágios S. Paulo tirou a conclusão: tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus e que, de verdade, o procuram.
Hoje, pus, mais uma vez, a confiança nos planos de Deus e sei que isso é essencial para a minha resiliência.
E então Jesus não foi o maior resiliente? Ele enfrentou a incompreensão, traição, sofrimento mas permaneceu firme ao cumprimento da sua missão que era a salvação da Humanidade.

Deste modo Jesus ensina-nos a confiar em Deus, mesmo quando enfrentamos dores muito profundas. “Pai, se é possível, afasta de mim este cálice”, apenas um desabafo na profunda dor. “Pai nas tuas mãos entrego o meu espírito...”…E “tudo estava consumado”
A oração fortalece-nos espiritualmente. Ela é a fonte poderosa da resiliência como vemos em S. Paulo aos Filipenses 4,6-7. Sem oração não é possível chegar longe porque a oração é o respirar do nosso coração, onde habita Deus. A. Coutinho

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

POR CÁ DÁ CÁ AQUELA PALHA

 


Num Hotel em Salvador - Brasil

Por dá cá aquela palha

O significado desta expressão é fácil, pois quer dizer que não vale nada, coisa de pouca monta, de pouca importância.

A palha é uma haste seca já livre do grão (centeio, cevada, aveia, milho, etc. ...) usada na alimentação dos animais; agora também industrializada.

Com a palha faziam-se, antigamente, as tochas para iluminar, de noite, os caminhos enlameados da aldeia, para ir à missa às 6 horas da manhã ou 7, do Inverno, há décadas atrás. Para andar de noite, uma das iluminações naturais era a tocha de palha. A palha era utilizada também para o fogo que queimava o pêlo do porco, para arder pois é de fácil combustão. Do mesmo modo, são utilizadas várias expressões como “dormir nas palhas” (dormir no chão), “palha de aço” (esfregão), “tirar uma palha” (dormir uma soneca), “dar palha a” (enganar outro com palavras mafiosas), “todo o burro come palha” , (o que é preciso é sabê-la dar), “não mexer uma palha” (não fazer nada). Pede-se agora uma palhinha para beber.

Portanto, usar palha no “por dá cá aquela palha” significa sem valor, é como dizer “por dá cá aquela M”.

Há sessenta anos, o pai e a mãe, a família eram os donos dos filhos, e por “dá cá aquela palha” davam-lhes porrada. Por “dá cá aquela palha” o professor, na escola, usava a régua, a palmatória, a “cana preta da índia” para dar umas sarrafadas nos alunos.

Por “dá cá aquela palha”, hoje, os pais já não mandam nos filhos, não lhes podem tocar e os professores em vez de respeitados, por “dá cá aquela palha”, são vítimas de vinganças; os pais levam pontapés, são mal tratados e por “dá cá aquela palha”, “mata-se” e esfola-se na escola, fora da escola, invade-se a escola. “Por dá cá aquela palha” empunha-se uma pistola, ainda que seja de plástico, para assaltar, violentar as pessoas, também no aspecto sexual e, por “dá cá aquela palha”, até um doente é abandonado ao “Deus dará”, um idoso já está a mais, e uma criança, se não for ao jeito, também pelos motivos do “dá cá aquela palha” se liquida e ninguém tem direito a ser respeitado na sua consciência, nem no direito à vida. Os filhos telefonam para a polícia por causa de um castigo dos pais, tudo por “dá cá aquela palha”.

Por “dá cá aquela palha” se namora de qualquer jeito e com qualquer feitio, assim como ainda pelo “dá cá aquela palha” se aceitam as palavras estrangeiras, mesmo que tenham uma tradução fácil. Por “dá cá aquela palha” é bonito, na linguagem ou na frase, aproveitar palavras estrangeiras de algum evento. Em Portugal é assim, mas nem sempre acontece nas outras línguas. Em Espanha, há palavras que cá são usadas em inglês e lá deram-lhe a tradução imediata, isto é, em Portugal tudo o que é inglês sabe bem; é assim que se mudam expressões linguísticas, retirando-lhes só, “por dá cá aquela palha”, a sua pureza da língua portuguesa.

Por “dá cá aquela palha” levanta-se com facilidade uma zaragata, se irrita, se zanga, se afronta, se grita, se acusa, se persegue, se aldraba, se torna corrupto na sociedade e, por “dá cá aquela palha”, a justiça é só para os pequenos que têm que cumprir a lei até ao último cêntimo, porque os grandes estão imunizados por “dá cá aquela palha” de toda a pena da lei e arranjam argumentos e aldrabices para se libertarem. Quanto não vale o “por cá dá aquela palha” para quem pode. E quem pode?...

Também é costume dizer-se que “quem sempre sofre é o mexilhão”.

Por “dá cá aquela palha” se vê, por todo o lado, excrementos de cão, nos jardins, nos passeios, nas praças...

É uma falta de civismo por “dá cá aquela palha” que se faz tudo menos respeitar e ser educado para com o semelhante.

Artur Coutinho