AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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terça-feira, 16 de julho de 2024

SOU FELIZ NO MEU TRABALHO


 Sou feliz no meu trabalho
“Ora et labora” era o lema de S. Bento, hoje, padroeiro da Europa porque chegou depressa a todos os lados a prolongar a mensagem de Jesus Cristo.
É preciso orar e trabalhar e quem assim faz consegue motivar-se e decidir-se porque acredita que vale a pena sonhar e fazer projetos, arregaçar as mangas e dispor-se a trabalhar não para ser rico, mas para ser feliz porque a vida tem um sentido.
Há trabalhos que dão frutos rápidos e trabalhos que podem não se ver frutos, mas quando se trabalha com amor, é sempre uma conquista de felicidade, de realização pessoal, do dever cumprido que também nos dá tranquilidade porque só fiz o que devia.
Isto também me ajuda para o equilíbrio da saúde mental. Eu sei que sou singular no trabalho que faço porque esta singularidade é transversal a todos os seres humanos como se é singular nas impressões digitais.
Sinto-me realizado como homem e padre e isto motiva-me a trabalhar, se não for numa coisa, é noutra.
Reconheço os meus defeitos. Peço perdão a Deus e quem servi no meu ministério com o coração. Tais não me abatem porque tento vencer. A perfeição não é imediata, mas algo que se vai construindo, por isso sempre com o ombro encostado ao lado que tem mais peso, ou ao lado mais fraco.
Nunca estou parado e sempre positivo. Passo pelo café, falo com toda a gente e para toda a gente, atendo pessoas, visito doentes e os sós e não esqueço as crianças, os jovens, os idosos, os solitários e os pobres.
A cama só me serve para dormir e até esqueço a cama dos hospitais: Braga, Viana e Porto porque foi sempre um saldo positivo seja o que acontecer daqui por diante.
A felicidade do trabalho também a encontro nos diversificados desafios que me levam a ser criativo, evolutivo e a viver melhor, com amor, tolerância, harmonia e compreensão.
O meu trabalho é fundamental para a minha vida até que Deus queira.
Sei que uns me aceitam, outros não. Alguns pensam estar a mais e outros aceitam - me como ponto de referência. Há quem me levanta e há quem me machuque mas é no chão que somos fortes e não no ar que o vento leva e não me congrega…Cristo três vezes foi ao chão, mas foi vitorioso na morte
Não desisto, a não ser que seja essa a vontade de Deus, porque cada conquista, cada desafio superado, cada relacionamento que construa, maior é a paixão pelo que vou fazendo em benefício do outro.
Reconhecer o bem dos que me rodeiam e recompensar conforme posso. Realizei sempre um equilíbrio entre o trabalho particular, o trabalho pastoral e o trabalho profissional.
Assim sempre trabalhei a dobrar. Nunca faltei ao meu serviço pastoral nas paróquias, como nunca faltei ao meu trabalho profissional de professor e criava a empatia e admiração dos alunos.
Enquanto no ativo, rezei, estudei e trabalhei sempre com o rosto levantado porque não esperava a recompensa, a não ser a de Deus em quem acredito com toda a minha alma, o meu coração e a minha mente.
P. Coutinho

 

Com a Virgem Maria faço Caminho…
Nutro ainda o sentimento de procurar o oratório da casa de meus pais para rezar e acender lamparinas como se estivesse numa igreja e visse ali um Sacrário doméstico.
À noite, no fim da ceia, havia a oração do terço ora orientado pelo avô materno José ou pelo pai, e, quando estava com os avós paternos pelo avô António.
No entanto, quando todos os domingos ia à missa em latim ficava à beira do meu pai e junto do altar da Senhora de Fátima, ladeada pelo “beato Nuno de santa Maria” e pelo Santo António.
Não sei se, pela proximidade, olhava a Senhora de Fátima, como Mãe de Deus, e dizia-me muito de mãos erguidas, e assim me ensinaram a rezar também.
O oratório da minha casa e na Igreja, a Senhora de Fátima, que é a mesma Senhora do Carmo, ou do Carmelo que estamos a celebrar a sua festa na igreja do Carmo, aqui na Paróquia eram os dois lugares mais sagrados para mim, Conforme fui crescendo e ao fazer a 1ª Comunhão é que senti o valor do altar e do sacrário. Era Jesus sacramentado que descia ao meu coração e me tornava mais perto de Deus.
Sempre fui assim e continuei no Seminário com a fé a desenvolver-se e a interiorizar o mistério de Deus, mas, Maria, Mãe de Jesus, continuava a ser uma referência muito grande na minha vida. Depois de Cristo era ela que ocupava um lugar privilegiado no meu coração.
Não me seduzem devoções, mas a Palavra de Deus, a Eucaristia, o terço e as orações da Igreja, faziam uma oração em tudo. A Alma duma Mãe que se entrega “faça-se em mim segundo a Tua palavra” e na minha vida começa a entranhar-se uma relação, mais ou menos implícitas e explícitas por Amor.
Assim fui andando no Seminário até me convidarem para a Legião de Maria. É um movimento mariano da Senhora Medianeira de Todas a Graças, fundado em 1921 por FrunK Duff em 7 de Setembro. Aí senti um chamamento especial pela Mãe e procurei que Ela fizesse parte do meu caminhar e senti-me ser como Maria: estar ao serviço dos outros, ir ao encontro de quem precisa.
Então, fora do tempo de aulas “fugia “ do Seminário, para ir para os acampamentos dos ciganos, onde vim a fundar uma catequese na Capela de S. João da Ponte, em Braga, ia para o Hospital de S. Marcos acompanhar doentes, confortar e ainda ia para a Cadeia visitando os presos, estando com eles nas celas e sempre tanto a uns como a outros a procurar promover ou exaltar quem estava humilhado.
A minha vida de estudo no Seminário era de noite, “escondido” no meu quarto sob um raio de luz sobre os livros do candeeiro da secretária.
Suponho que os presos nunca tiveram tantas festas na cadeia e bailes como no meu tempo, nem os ciganos tiveram até hoje, que saiba, outra peregrinação de ciganos ao Sameiro, tendo os dois três acampamentos de Braga: Picoto, S. João e outro mais para poente, não lembro o nome, mas parece-me que ficava na ribeiro do Este, abaixo do Instituto Monsenhor Airosa, e desafiaram a comparecer os de Famalicão e os da Póvoa. Foi um dia excepecional onde tive de procurar transporte público da Câmara para os levar até à Falperra porque ir de João da Ponte, a pé, até ao Sameiro…Era muito… Tudo isto me arrancou um Sim ao sacerdócio e já vai com mais de 52 anos que Maria me conforta…
Cada família com os seus farnéis e eu com eles a comer do que levavam para, no fim, mesmo em recinto considerado sagrado, ao ar livre. Recinto vigiado pala GNR viraram a dançar. Quando a autoridade aparece, fui eu que disse deixem dançar, são ciganos. Vieram em peregrinação É uma festa para eles.
Nesta altura os ciganos continuaram a dançar e até andaram comigo no ar. Estou a falar um pouco de mim, mas Maria, a Mãe de Jesus na palavra de si mesma mas sempre com referência ao Filho e a Deus.
“Fazei tudo o que Ele vos disser” e Jesus também respondeu “Aqueles que fazem a Vontade de Meu Pai, esses são meu pai, minha mãe, minhas irmãs e meus irmãos!!
“Per Mariam ad Iesus”, Por Maria a Jesus era o lema de D. Francisco Maria da Silva, arcebispo de Braga a quem devo a minha ordenação sacerdotal em 9 de Julho, depois de um ano, em estágio, em Balazar, na terra da Alexandrina e na Casa dos Rapazes, em Viana. Com Maria na minha vida quero continuar a caminhar, enquanto puder, com Ela, para chegar a Bom Porto. Quando tinha 6 anos estive sentado na cama da Alexandrina e recorda-me das palavras com que se dirigiu à minha mãe. Mandou rezar e que ela ia rezar também. Naquela noite também eu rezei, para além do terço, na cama muitas Ave-marias até adormecer porque a minha irmã não estava bem e no dia seguinte a minha irmã estava boa. Foi uma alegria contagiante na família.
P. Coutinho

domingo, 16 de junho de 2024

 Apontamento de 1969. Numa casa da Regadia que na minha infância viviam as "carmelitas" e seria do Constantino já foi de José Barbosa Rodrigues, já falecido e, agora, de sua esposa Maria da Conceição da Valada, de Vila Franca e da filha Flora, ainda meus parentes, oriundos da casa dos Brasileiros.

Tem a data de 1737 

 

 


 

 

 Lagar da Casa dos Cirurgiões

Apontamento do meu tempo de seminarista. A Casa dos cirurgiões era uma casa abastada e coziam pão num grande forno, 15 rasas de pão, salvo erro, para distribuir pelos pobres que lhes batiam à porta.
Sei porque vi que tinham um grande lagar e que não tinha visto outro igual em Mazarefes. No lagar encontrei este símbolo que desenhei conforme pude...
 
 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

 Casa dos Cirurgiões

Apontamento sobre o lagar da Casa dos Cirurgiões. na padieira do portal dessa casa, assaltada por espanhóis e carregaram 12 mulas de peças de ouro. O Francisco António de Matos faleceu com 84 anos e por 1922...
Apontamentode 1968 em 1 de Outubrode 1968.
O cirurgião formou-se na Escola do Porto e era um
famoso cirurgião da época.

 



Esta inscrição encontrei-a em 2 de Outubro de 1968. Era seminarista. Difícil de a decifrar mas lê-se: Esta sala mandou fazer (...) (seria algo relacionada com alguma casa dos Melos de Vila Franca?'?? ... e sua mulher (...) isamada. 162...
Não sei se ainda existe. Estava na padieira da porta da entrada da porta da Capela de S. Simão pela parte interior.