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Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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sábado, 9 de junho de 2018

MEMÓRIAS DA GRATIDÃO PARA ALÉM DOS 40 ANOS



MEMÓRIAS DA GRATIDÃO PARA ALÉM DOS 40 ANOS

Bispos nascidos em Viana do Castelo ou na região vianense foram muito mais que estes, pois a norte do Rio Lima, sabe-se pouco por ter sido território de outra diocese.

O território correspondente à Diocese de Viana do Castelo já fez parte da Diocese de Tui, de Ceuta e, por fim, de Braga.
Em Viana conservamos os restos mortais do Beato Frei-Bartolomeu dos Mártires e os restos mortais do primeiro bispo desta diocese, D. Júlio Tavares Rebimbas.
Temos dois bispos eméritos: D. Abílio Rbas e  D. Jose Augusto.
É difícil saber em pormenor porque muitos foram Bispos, a partir dos missionários, ordenados  também fora e faltam registo sobre a naturalidade.
Fiz uma pesquisa e cheguei aqui...mas prometo continuar, a não ser que alguém com mais tempo e mestria que o faça ou apareça a público, entretanto chego a esta conclusão:
Tentei apurar quais os  filhos desta região tivessem sido Bispos, segundo, Salgado Matos, dá conhecimento de 16, acrescentando o D. Manuel Carvalho, natural de Subportela e Bispo dos Açores, já falecido; o D. Joaquim Rodrigues Lima, da família “Novo” de Vila Nova de Anha, Bispo de Bombaim; D. Carlos Pinheiro, de Vila Praia de Âncora, já falecido; D. Abílio Ribas, natural de Soajo e Bispo emérito de S. Tomé e Príncipe; D. José Augusto Pedreira, nascido em Valença e Bispo emérito de Viana; D. Antonino Dias, natural de Monção e Bispo de Portalegre; e agora D. Pio Alves, natural de Lanheses - Viana do Castelo e nomeado Bispo Auxiliar do Porto, D. António Mendes de Carvalho, Ferreira - P. Coura, Bispo de  Elvas; António Mendes de Carvalho, Ferreira-P. Coura , Bispo de Elvas; D. António José de Sousa Barroso – Viana, Bispo na Índia e no Porto; D. Pedro, Conde de Viana , Bispo de Évora; D. Bernardo Ribeiro Seixas, V. N. Cerveira, Bragança; D. Baltazar do Rego, Viana do Castelo, Bispo em Angola; D. João Ribeiro Gaio, Viana do Castelo, Bispo de Malaca; D. Pedro, Viana do Castelo, Bispo de Faro e Porto; D. Frei António do Desterro, Viana do Castelo, Bispo de Rio de Janeiro; D. Vasco, Viana do Castelo, Bispo no Porto e Faro.

D. Antonino Eugénio Fernandes Dias, nascido em Monção, Bispo eleito para auxiliar de Braga em 21 de Janeiro de 2000 de Portalegre e Castelo Branco e nomeado titular das dioceses de Portalegre e Castelo Branco, por sua Santidade o Papa Bento de XVI em 8 de Setembro de 2008.








Com base em todos os clérigos e leigos de outros tempos se foi construindo esta Diocese a celebrar os 40 anos sob o tema da Gratidão.
A Gratidão dos vianenses chega a todos estes nomes referidos que construíram Igreja.
Para além do nosso actual Bispo, os Vigários Gerais que foram desta diocese: “Padre Daniel Machado de coração”, Cónego Carlos Pinheiro que foi nomeado Bispo auxiliar de Braga e o actual V. G. Padre Sebastião Pires Ferreira.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Somos diocese que agradece Memórias da gratidão (corrigido)


Somos diocese que agradece

Memórias da gratidão

No dia 8 de Janeiro de 1978 D. Júlio Tavares Rebimbas, nomeado pelo Beato Paul VI que criou esta comunidade de Viana do Castelo, assumiu a Diocese de Viana do Castelo. Nesse dia de sol veio da igreja da Caridade acompanhado do Núncio, do Cardeal, bispos e sacerdotes, com uma multidão que se apinhava na passagem até engrossar junto à Sé Catedral. Foi o primeiro Bispo que pôs a Diocese a andar! Dizia ele: Isto vai!...





A repartição de bens materiais entre Braga e Viana do Castelo e os seus respectivos registos e também vieram para Viana. Pastoralmente começou a tomar iniciativas e a acompanhar o clero e os fiéis da Igreja de Viana, o que já foi um trabalho merecedor de que todos nós necessitávamos. A gratidão do povo deste distrito, que na celebração dos 40 anos o Bispo atual e os responsáveis da Diocese quiseram recebê-lo, já cadáver desde 1987 na nossa Sé Catedral como homenagem de gratidão. Foi o primeiro Bispo largamente experimentado como pastor do Algarve, e auxiliar de Lisboa de onde veio.
Sempre o admirei. Num dos Domingos seguintes à sua entrada em 15 ou 22 de janeiro, não posso precisar, em conversa com ele lhe fiz uma proposta; sem pensar em qualquer outra coisa, a não ser a celebrar as minhas missas na Serra D`Arga. Aceitou imediatamente. Lá foi ele com o Pe. Vergílio, estando em Dem às 7.30h para celebrar a missa das 8h e às 9.00h estava em Arga de S. João a celebrar para a Paróquia mais pequena da serra, assim continuou para celebrar às 10h em Arga de Baixo e acabar em Arga de cima às 11h. No final exclamou: “Isto é pesado!...”
O povo não estava preparado, mas foi calorosamente acolhido dentro da igreja por todos…É nosso dever, é nossa salvação dar graças a Deus Pai.
D. Júlio tinha uma a particularidade singular: ser mais próximo dos fiéis em gestos e linguagem.
Dêmos graças ao senhor, nosso Deus, por tão grande dom que nos concedeu, a Diocese e um primeiro Bispo.

Em 1982 entra D Armindo Lopes Coelho, por o nosso Bispo, o Arcebispo-bispo de Mitilene ter sido enviado para a Diocese do Porto, como que não bastando as 3 diversas experiência de Bispo.



D. Armindo Lopes Coelho também era próximo dos seus fiéis e dos seus padres, mas poucos se aperceberam da sua proximidade muito clara, sobretudo, fora do templo e em convívio com as pessoas. Usava até uma, fina e perspicaz piada e todos se riam, a bom rir, com ele.
Também com ele tive uma outra experiência que não mais  a esquecerei. Estava ao seu serviço de carro e a pé num dia do ano 1986 e em determinada ocasião senti a sua dor de alma, quando o vi emocionado e com lágrimas nos olhos. Pedi para se sentar e aí estivemos a descontrair até que começasse, de novo, a rir.
Embora na linguagem na liturgia fosse muito intelectual, extenso e menos acessível à maioria dos fiéis, mais dogmático e fiel ao evangelho, mas o que queria era que todos venerássemos os frutos da redenção divina e que todos sentissem a gratidão para com o nosso Deus. 
Em 1997 faleceu D Júlio no Porto. E de Viana para o Porto foi, D. Armindo Lopes Coelho.

Sendo este substituído com o regresso de D. José Augusto Fernandes Pedreira que tinha sido nomeado Bispo auxiliar do Porto, regressou à sua diocese natal para assumir as funções de bispo titular. 



Foi ele o terceiro Bispo de Viana. Talvez tivesse julgado que Viana não tinha mudado nada, durante a sua ausência no Porto e isso talvez não o tenha ajudado a começar uma pastoral como quando era o “Pe. Pedreira”, zeloso, hábil e dinâmico. Foi um Bispo muito voltado sobre si mesmo, na sua fidelidade ao poder episcopal, mas procurava e lutou pela unidade e pela paz vivida à volta da eucaristia e testemunhada no dia-a-dia. Graças te damos, ó Senhor, pelo padre que tendo sido consagrado Bispo e natural desta diocese foi auxiliar do Porto, regressando à sua terra. Em Viana as pessoas, muitas vezes, lhe chamavam Padre Pedreira, não por abuso de confiança, mas pelas memórias de relações sociais anteriores. Quando chegou à idade de resignação e, depois de concedida, esperava-se a nomeação do 4º Bispo de Viana. E veio.

Em 2007 veio D Anacleto Cordeiro de Oliveira, que de auxiliar de Lisboa veio para titular de Viana do Castelo. Desde a primeira hora se manifestou um Bispo muito trabalhador no pastoreio, nas suas funções, sempre atento e ativo sem nada recusar às necessidades do clero e dos fiéis, às vezes dá tudo.



Ao celebrar os quarenta anos de Diocese fez uma carta pastoral, onde explorou e inspirou os seus diocesanos à gratidão.
SOMOS IGREJA QUE AGRADECE - “É NOSSO DEVER”
“Com as palavras em epígrafe, iniciamos a resposta ao convite “Demos graças ao Senhor nosso Deus”, que introduz a grande acção de graças, dominante na segunda parte da Santa Missa. É tal o domínio, que deu origem ao nome por que talvez seja mais conhecida — não só esta parte, mas toda a celebração: “Eucaristia”, uma transliteração da palavra grega significativa de “acção de graças”.
Agradecer a Deus é, pois, um dever, tanto na Eucaristia como no resto da nossa vida.
Dai graças em todas circunstâncias — pede-nos S. Paulo — pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo (1 Ts 5, 18). E ainda: Vivei em acção de graças. (...)
 E tudo o que fizerdes por palavras e obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. (Col 3, 15.17)”.
PC

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Somos diocese que agradece Memórias da gratidão


Somos diocese que agradece

Memórias da gratidão

No dia 8 de Janeiro de 1978 D. Júlio Tavares Rebimbas, nomeado pelo Beato Paul VI que criou esta comunidade de Viana do Castelo, assumiu a Diocese de Viana do Castelo, nesse dia de sol e veio da igreja da Caridade acompanhado do Núncio do Cardeal, bispos e sacerdotes, com uma multidão que se apinhava na passagem até engrossar junto à Sé Catedral. Foi o primeiro Bispo que pôs a Diocese a andar! Dizia ele: Isto vai!...



A repartição de bens materiais entre Braga e Viana do Castelo e o seu respetivos registos e pastoralmente a tomar iniciativas e acompanhar o clero e os fiéis da Igreja de Viana, já foi um trabalho merecedor de que todos nós necessitamos. A gratidão do povo deste distrito, e que na celebração dos 40 anos o Bispo atual e os responsáveis da Diocese quiseram recebê-lo, já cadáver desde 1987 na nossa Sé Catedral como homenagem de gratidão. Foi o primeiro Bispo largamente experimentado como pastor do Algarve, e auxiliar de Lisboa de onde veio.
Sempre o admirei, pois num dos Domingos seguintes à sua entrada em 15 ou 22 de janeiro, não posso precisar, em conversa com ele lhe fiz uma proposta; sem pensar em qualquer outra coisa, a não ser a celebrar as minhas missas na Serra D`Arga. Aceitou imediatamente. Lá foi ele com o Pe. Vergílio, estando em Dem às 7.30h para celebrar a missa das 8h e às 9.00h estava em Arga de S. João a celebrar para a Paróquia mais pequena da serra, assim continuou para celebrar às 10h em Arga de Baixo e acabar em Arga de cima às 11h. No final exclamou: “Isto é pesado!...”
O povo não estava preparado, mas foi calorosamente acolhido dentro da igreja por todos…É nosso dever, é nossa salvação dar graças a Deus Pai.
D. Júlio tinha uma a particularidade singular: ser mais próximo dos fiéis em gestos e linguagem.
Dêmos graças ao senhor, nosso Deus, por tão grande dom que nos concedeu, a Diocese e um primeiro Bispo.

Em 1982 entra D Armindo Lopes Coelho, por o nosso Bispo, o Arcebispo-bispo de Mitilene ter sido enviado para a Diocese do Porto, como que não bastando as 3 diversas experiência de Bispo.


D. Armindo Lopes Coelho também era próximo dos seus fiéis e dos seus padres, mas poucos se aperceberam da sua proximidade muito clara, sobretudo, fora do templo e em convívio com as pessoas. Usava até uma, fina e perspicaz piada e todos se riam, a bom rir, com ele.
Também com ele tive uma outra experiência que não mais esquece. Estava ao seu serviço de carro e a pé num dia do ano 1986 e em determinada ocasião senti a sua dor de alma, quando o vi emocionado e com lágrimas nos olhos. Pedi para se sentar e aí estivemos a descontrair até que começasse, de novo, a rir.
Embora na linguagem na liturgia fosse muito intelectual, extenso e menos acessível à maioria dos fiéis, mais dogmático e fiel ao evangelho, mas o que queria era que todos venerássemos os frutos da redenção divina e que todos sentissem a gratidão para com o nosso Deus. 
Em 1997 faleceu D Júlio e de Viana foi para o Porto, D. Armindo Lopes Coelho.

Sendo este substituído com o regresso de D. José Augusto Fernandes Pedreira que tinha sido nomeado Bispo auxiliar do Porto, regressou à sua diocese natal para assumir as funções de bispo titular. 


Foi ele o terceiro Bispo de Viana. Talvez tivesse julgado que Viana não tinha mudado nada, durante a sua ausência no Porto e aí talvez não o tenha ajudado a começar uma pastoral como quando era o “Pe. Pedreira”, zeloso, hábil e dinâmico. Foi um Bispo muito voltado sobre si mesmo, na sua fidelidade ao poder episcopal, mas procurava e lutou pela unidade e pela paz vivida à volta da eucaristia e testemunhada no dia-a-dia. Graças te damos, ó Senhor, pelo padre que tendo sido consagrado Bispo e natural desta diocese foi auxiliar do Porto, regressando à sua terra. Em Viana as pessoas, muitas vezes, lhe chamavam Padre Pedreira, não por abuso de confiança, mas pelas memórias de relações sociais anteriores. Quando chegou à idade de resignação e, depois de concedida, esperava-se a nomeação do 4º Bispo de Viana. E veio.

Em 2007 veio D Anacleto Cordeiro de Oliveira, que de auxiliar de Lisboa veio para titular da Viana do Castelo. Desde a primeira hora se manifestou um Bispo muito trabalhador no pastoreio, nas suas funções, sempre atento e ativo sem nada recusar às necessidades do clero e dos fiéis, às vezes dá tudo.~


Ao celebrar os quarenta anos de Diocese fez uma carta pastoral, onde explorou e inspirou os seus diocesanos à gratidão.
SOMOS IGREJA QUE AGRADECE - “É NOSSO DEVER”
“Com as palavras em epígrafe, iniciamos a resposta ao convite “Demos graças ao Senhor nosso Deus”, que introduz a grande acção de graças, dominante na segunda parte da Santa Missa. É tal o domínio, que deu origem ao nome por que talvez seja mais conhecida — não só esta parte, mas toda a celebração: “Eucaristia”, uma transliteração da palavra grega significativa de “acção de graças”.
Agradecer a Deus é, pois, um dever, tanto na Eucaristia como no resto da nossa vida.
Dai graças em todas circunstâncias — pede-nos S. Paulo — pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo (1 Ts 5, 18). E ainda: Vivei em acção de graças. (...)
 E tudo o que fizerdes por palavras e obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. (Col 3, 15.17)”.

domingo, 22 de abril de 2018

Uma vida feliz só vale quando é feita de Gratidão


Uma vida feliz só vale quando é feita de Gratidão


Sonhei que estava com inúmeras pessoas felizes, alegres com muito movimento, dinâmica, muita festa. Afinal era uma diocese, com o Bispo, colegas e leigos a celebrar o ano da gratidão. Estava a passar um filme no meu inconsciente tão forte que me acordou e observei que não sonhava. Afinal até era verdade.
Era uma realidade e, acordado, me perguntei a mim mesmo se eu próprio a celebrar a gratidão, esse tesouro das pessoas humildes que lembram com felicidade o passado, com alegria e mais alegres com o presente sempre apostados na luta por um futuro com coragem e sem medo, com uma memória larga e não tão curta que depressa passa e esquece. Se a gratidão é um acto nobre, ela é também fruto de uma cultura, não muito vulgar porque não há nada mais belo na vida que a gratidão. Não é algo que se possa escrever no chão, no pó da terra, nem no vento, nem na água, nem em qualquer material consistente, tem de ser escrita e, sobretudo, vivida e gravada no coração.
Quem não é grato tem sempre motivos para explicar o inexplicável, pois não compreende que quem agradece um dom está a pagar a primeira prestação de uma dívida impagável. Por isso também não é desejado e, pelos outros, desprezados. É um ingrato. Não quero passar por isso e tenho falhado. A quem se encontrar magoado por mim, peço perdão e gostaria que mo dissesse para que me corrija.
Neste ano jubilar de 40 anos de Diocese seja uma oportunidade de expressões sublimes com palavras e gestos, ou atitudes, em relação aos nossos antepassados, aos nossos contemporâneos com quem vivemos e trabalhamos pela fidelidade à Comunhão, à Unidade sem esperarmos outra recompensa a não ser a d’Aquele que nos permite viver estes momentos de felicidade e amor.
Adormeci.
Quando pela manhã acordei, descobri que tinha passado por um grande silêncio por causa dos que falam, falam, e falam alto que até me remeti ao silêncio, como refúgio, como aqueles que também se refugiam na tolerância por causa dos intolerantes.
E agradeci a noite a Deus… Continuei a rezar, como de costume! Orar é fazer comunhão.
Não merecíamos nada, mas através de Jesus temos tudo! Todos os dias são dias em que devemos dizer "Obrigado oh meu Deus, muito obrigado!...”.
Ou como diz o salmista: Como é bom dar graças ao Senhor e cantar os seus louvores ao nome do Altíssimo; e anunciar de manhã o seu amor leal e de noite a sua fidelidade. Sl. 92.
Este é o dia em que o Senhor fez; alegremo-nos e exultemos neste dia. Sl.118
Que a nossa gratidão não azede como a comida que se estraga, ou como o vinho destapado. Era boa, mas deixámo-la estragar porque a esquecemos. Quando a gratidão é consciente e responsável a sua a memória está no coração. Nunca esquece, azeda, ou fragiliza porque será sempre uma memória que não arrasta consigo remorsos, como aqueles que, depois da morte, vão oferecer flores aos mortos porque, em vida, nunca foram gratos, ou tão gratos como deviam em relação aos benefícios recebidos. Lá estou eu a divagar!... Então não posso oferecer uma flor aos que morreram e tenho saudades? Claro que sim, sobretudo, se são frutos da memória do coração que amou e continua a amar com palavras e atitudes de oração. E a flor pode ser uma dessas expressões.
Estamos todos em festa e desde os primórdios do cristianismo nesta região até hoje temos muito que agradecer a mortos e vivos o facto de sermos uma diocese a celebrar 40 anos.
                                                                                                                                        Padre Artur Coutinho