AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

domingo, 17 de janeiro de 2021

De Alvarães com origem de Vila Fria da Casa dos Couto


De Alvarães com origem de Vila Fria
 
da Casa dos Couto...


 
 
 



 
 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Manuel Vaz Coutinho


Manuel Vaz Coutinho
 
 
Era de Mazarefes, meu tio avô num quarteirão de casas e hotel, residenciais,

 balneários tudo em degradação que mete dó.



 










Uma das fotos moistra o Cemitério

onde ficou sepultada a sua esposa Elisabeth, fugida da grande guerra da

 Alemanha. Todas e outras fotos foram feitas pore indicação de um vizinho de

família amiga dos tios, estando indignados pelo estado em que tudo se encontrava

e "feitas a correr!..." ao que se pôde, pois nem sequer se deu a vota ao quarteirão

 todo do mesmo proprietário.  Assim encontrei pela morarada no Brasil.

 Obrigado à família do senhor Tércio que entretanto ele já faleceu.



 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O CICLO DA FLOR ------- A PROPÓSITO DAS MAIAS OU MAIOS








 
 
 
O CICLO DA FLOR

A PROPÓSITO DAS MAIAS OU MAIOS

                                                            

De cores se vestem os campos na Primavera.

Celebramos em Maio o ciclo da flor.

As festas aí estão com cestos floridos em Vila franca do Lima e os andores floridos de Alvarães. Manifestações que retratam arte e comunicam mensagens.

É um tempo novo, com símbolos de regeneração e fertilidade, onde não falta o canto do cuco e a chegada das andorinhas.

A poesia popular é consagrada no “Cante Alentejano” e assim ouvimos:

“Vamos lá saindo/ por esses campos fora; / e a manhã vem vindo/ dos lados da aurora”.

E ainda: “ O maio moço/ele lá vem,/vestido de verde/que parece bem”

A poetisa Rosalia de Castro escreveu um poema intitulado, “ Maio longo…Maio longo”

“Maio longo…maio longo/todo coberto de rosas;/para alguns telas de morte,/ para outros telas de bodas”.

 

PROFUNDIDADE ANCESTRAL

No primeiro dia de Maio conserva-se a tradição de colocar giestas nas casas, nos veículos, nas unidades industriais, nos estabelecimentos comerciais e nas praças.

A tradição das “maias ou maios” tem muita força e por isso foi objecto de estudo no âmbito das ciências sociais, de modo especial na antropologia.

O reconhecido investigador J. G. Frazes, na sua grande obra intitulada “La Rama Dourada” (Magia e Religion) (1922), com título original  “The Golden Bough”,  lança-nos luz sobre a profundidade ancestral do culto da “Árvore na Europa Moderna”, seguindo a tese vegetalista.

Na vizinha Galiza a festa das “Maios” é muito expressiva, como nos apresenta o investigador Clodio González Pérez no seu livro “As Festas dos Maios (1989).

As Publicações Dom Quixote, na colecção “Portugal de Perto”, editou a obra “Etnografia Portuguesa“ da autoria de Rocha Peixoto, bem como divulgou na mesma colecção “Festividades Ciclicas”, do grande antropólogo Ernesto Veiga de Oliveira.

Ainda sob as “maias” Jorge Dias, no estudo referente a “Vilarinho das Furnas - Uma Aldeia Comunitária” (1981),  refere: “No 1º de Maio, também costumam colocar  “maios” nas portas e janelas. Na véspera, seja muito ou pouco o serviço, vai sempre um de cada casa apanhar maias. Dizem eles, que é para comemorar o milagre que sucedeu quando Nosso Senhor andava perseguido e se refugiou numa casa de gente amiga. Um inimigo viu-o entrar na casa e marcou-a com uma flor de giesta, mas no dia seguinte, quando veio com muitos soldados para o matar, todas as portas e janelas estavam enfeitadas com maios, ele não pôde reconhecer a casa em que Jesus se escondeu”.

Aceitando os dois grandes grupos de plantas, umas boas e outras ruins, do primeiro fazem parte as giestas.

A narrativa referida por Jorge Dias e Rocha Peixoto é a mais conhecida no Alto Minho, como verificámos em entrevistas a pessoas que recolhiam  giestas para colocar à entrada das habitações.

 

A FLORÁLIA – FESTA ROMANA

O citado antropólogo Ernesto Veiga de Oliveira sustenta “que é clássica a hipóteses que procura a filiação das consagrações florais do 1º de Maio nas festas públicas romanas das “Florália” dedicadas à deusa Flora, que celebravam o renascer da Primavera; mas o parentesco entre essas festividades e celebrações atuais do 1º de Maio é muito problemático e não se pode estabelecer em termos gerais e concretos. A ideia de que se pode ajudar ritualmente o renascer das forças da natureza no princípio da Primavera tem contudo carácter universal e cremos legítimo, por vezes, interpretar estas cerimónias que existem em termos afins em inúmeros povos e civilizações”.

O 1º de Maio corresponde à noite de Valpurgis, que a demonologia medieval germânica povoou de bruxas invisíveis que andavam no ar e praticavam as suas obras infernais, certamente por herança da crença pagã nos espíritos nocivos do Inverno e do morte, de que era necessário purificar ritualmente a terra no Maio do ano agrário.

Assim sublinha Ernesto Veiga Oliveira.

É de referir a importância da festa Beltane, festival celta comemorado ainda nos nossos dias, reconhecido nas celebrações da “Festa da Primavera” com calendário no 1º de Maio.

Durante o festival são acesas fogueiras nos topos dos montes, sendo um ritual importante nas terras celtas. O fogo gera força benéfica para os rebanhos e terras, segundo crença antiga.

 

No Minho, no dia 3 de Maio, dia litúrgico da Santa Cruz, havia o costume generalizado de enfeitar com flores os cruzeiros das aldeias e o pároco subia a um alto para abençoar as terras, para o ano agrícola ser abundante, de modo especial o milho e o centeio, cereais importantes para a alimentação.

Não devemos omitir a comemoração do “Dia da Espiga”, presente nas comunidades a sul de país. Talvez esta celebração primaveril seja uma das muitas reminiscências de antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios ou Maias. “O Dia da Espiga era também o Dia da Hora”. Era durante essa “Hora” que se colhiam as plantas para fazer o ramo de espiga e as ervas que se punham a secar para depois fazer chás.

As várias plantas que compõem o ramo da espiga era dado um significado e um valor simbólico:

Espiga – o pão que mata a fome e nos faz livres:

Malmequer – O ouro e a prata, o dinheiro, que tantas vezes nos encandeiam;

Papoila – O amor que é vida e nos faz ser gente:

Oliveira – A luz que anuncia o Dia;

Videira – O vinho da alegria e da festa;

Alecrim – A saúde, a sabedoria, a fortaleza do espírito.

                                                   (In M. F.)

 

O Dia da Espiga é comemorado na quinta-feira da Ascensão.

O “ramo de espiga” deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte,

         Mas ainda, inserido no ”Ciclo da Flor” não podemos omitir a grande manifestação que são os tapetes nas ruas e praças aquando a procissão do “Corpo de Deus”. São os itinerários festivos e coloridos para o Senhor passar.

Não há festa sem flores aromáticas repletas de simbolismo de emoções e vivências marcantes.

A gentileza da oferta de um ramos de flores é um sinal nobre de ternura, carinho, felicitação, agradecimento, homenagem, admiração, saudade e bem querer.

É sempre manifestação visual de sentimentos e vivencias de fidalguia.

 

VAMOS COM A PRIMAVERA

Vivemos com símbolos e rituais que procedem do fundo da história e que constituem sínteses de manifestações culturais.

O poeta raiano e monçanense, João Verde, convida-nos

“Vamos pois aldeia fora/A procura da saúde;/Q’eu prefiro a voz do açude/ à cidade estonteadora.”/Vamos com a Primavera,/ As aves deixam o ninho;/Como eu adoro a Chimera/ Nas noites claras do Minho!”

         . È sempre saudável recordar o poema “Povo” de Pedro Homem de Mello “Meu cravo branco na orelha./ Minho camélia vermelha,/Meu verde manjericão”.

Se recuarmos no tempo encontramos o Rei D. Dinis, Trovador, a interpelar: “Ai flores, ai flores do verde pinho,/se sabedes provas do meu amigo?/Ai Deus, e u é”.

 

 

José Rodrigues Lima

93 85 83 275

  

    

 

 

 

Doutoramento Honoris Causa

 
 
Simulação com discursos humorísticos, conferências e festa de
 
doutoramentos "Honoris Causa" pelos utentes do Centro de Dia na
 
Praça da República. Não faltou assistência de todas as idades...



domingo, 22 de maio de 2016

Capela do Senhor do Alívio

Esta Capela estava perfeitamente integrada no lugar da Abelheira. A placa

informativa da Abelheira estava antes da Fábrica de madeiras da Socomina...

Essa placa foi mudada para junto e encostada à Capela do Senhor do Alívio...




sexta-feira, 20 de maio de 2016

Penedia na Serra de Arga



A Serra de Arga tem de ser
 
descoberta, percorrendo-a pé até aos
 
recônditos mais imperceptíveis que
 
possam parecer . É que ao virar da
 
esquina encontra-se o qu não se
 
esperava...

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Padre D. Jesus Garcia -- a generosidade



Padre D. Jesus Garcia com 80 anos,
 
 um homem solidário, filho da
 
Corunha.
 
 
 
 
irmão de mais 7...e não se cansa de
 
 partilhar e fazer que os seus
 
 paroquianos partilhem... Dá e os
 
anos
 
não lhe passarem...

 

Vários

 

domingo, 21 de setembro de 2014

Carta a um amigo

AMIGO,

 
Chamo-me Artur Rodrigues Coutinho e sou o padre responsável há 36 anos pela Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Viana do Castelo, em Portugal.

Desde a minha chegada a esta paróquia que me lancei numa intensa actividade, com o envolvimento de muitos paroquianos comprometidos, de renovação da dinâmica paroquial tendo em vista a satisfação das necessidades espirituais e sociais duma comunidade em contínua transformação.


A renovação e criação de movimentos e obras de espiritualidade, a dinamização das eucaristias e actos de culto bem como o relevo colocado na importância da catequese ao serviço da formação e crescimento na fé atestam o papel imprescindível da espiritualidade na vida do cristão.


No entanto, como a fé sem obras é morta, (Tiago, 2,17) e serem as obras de amor ao próximo a medida do amor a Deus (I S. João 4,20) desde que o início da minha actividade pastoral nesta paróquia, erigi a preocupação com os sectores mais desprotegidos da sociedade como grande prioridade de toda a minha acção. Assim, foram surgindo, entre outras, estruturas de carácter social como centro de dia para idosos, centro de acolhimento de bebés e crianças em risco, recolha e distribuição de roupas e outros bens de primeira necessidade, alimentos, medicamentos, mobílias e electrodomésticos, refeitório social, apoio domiciliário a idosos e doentes, serviços que vivem com apoios oficiais e dos donativos e colaboração voluntária de muitos paroquianos.


Paralelamente ao lançamento de estruturas de suporte à obra social, houve também necessidade de dotar a paróquia de condições físicas capazes de responder em termos de culto e formação às necessidades de uma comunidade em amplo crescimento. Por isso, com a devida anuência da hierarquia eclesiástica, nos lançámos num projecto de construção de uma nova igreja com estruturas anexas para serviços administrativos, catequese e outras actividades de formação cujo orçamento inicial, no contexto económico da altura, se afigurava compatível com os os recursos disponíveis na comunidade.


Porém, atrasos verificados na execução de projectos e obras foram não só encarecendo os encargos como nos foram arrastando para os tempos de grave de crise económica que afecta o nosso país, fazendo escassear as fontes de obtenção de recursos de que normalmente a paróquia se socorre.


A obra, na parte respeitante à Nova Igreja está concluída e inaugurada. Porém, para o conseguirmos, tivemos de contrair um pesado empréstimo bancário num valor superior a um milhão de euros sujeitos a juros e amortização de difícil cumprimento devidas às limitações com que lutamos nas dolorosas condições económicas por que as famílias e o país atravessam.


Por isso, estando conscientes da generosidade e espírito de solidariedade dos nossos amigos, meus amigos, para com os problemas que esta Comunidade se debate nesta cidade e porque certamente são sensíveis à dignidade e importância da causa que lhes apresentamos, venho suplicar a vossa ajuda através da recolha de donativos em dinheiro que nos possam ajudar a levarmos a cabo esta obra tão importante para a nossa Comunidade e para cuja conclusão tão carenciados nos encontramos de meios.


Teremos grande prazer e sentir-nos-emos muito honrados em vos mostrarmos a obra quando tenham oportunidade de nos visitarem nesta terra minhota que é a cidade de Viana do Castelo.


Por toda a ajuda que nos possam prestar-nos ficaremos imensamente gratos e certamente que Nossa Senhora de Fátima, nossa padroeira, não deixará de compensar tão generoso gesto.



Pe. Artur Rodrigues Coutinho



P.S.- Na Paróquia há todos os sábados, às 16 horas, em honra de Nª Sª de Fátima uma missa por todos os colaboradores desta obra vivos e falecidos.
Para simplificar fornecemos mais dados

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Capela de Santo António em Arga de S. João-Serra d'Arga-Caminha







































Capela de Santo António

em Arga de S. João

-Serra d'Arga-Caminha

no lugar de Felgueiras.

Levantamento da topografia da Capela

feito sobre uma foto minha de 1975

e um apontamento de

medidas que eu tirei.
















Os velhos desse tempo

diziam tratar-se de restos

da capela de Santo António.

Ficava a sudoeste da igreja

paroquial costruida no século XVIII.




A orientação é a porta principal virada

a poente e aberta a um

caminho de Outeiro de Mós.



Quantos anos terá esta oliveira?



É em Outeiro de Mós


que se encontra este belo exemplar



~



sábado, 5 de fevereiro de 2011

“A PALAVRA DE DEUS,NO CORAÇÃO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO”--Padre Jorge Barbosa/XX Semana de Estudos Teológicos de Viana do Castelo

Nunca na Igreja de Deus houve tantas pregações,
nem tantos pregadores como hoje.
Pois se tanto se semeia a palavra de Deus, como é tão pouco o fruto?
Não há um homem que em um sermão entre em si e se resolva,
não há um moço que se arrependa, não há um velho que se desengane.
Que é isto?
Assim como Deus não é hoje menos omnipotente,
assim a sua palavra não é hoje menos poderosa do que dantes era.
Pois se a palavra de Deus é tão poderosa;
se a palavra de Deus tem hoje tantos pregadores,
porque não vemos hoje nenhum fruto da palavra de Deus?”


net









Este foi um comentário anónimo de sabor amargo para quem não gosta destas coisas, ou não tem fé e está longe da realidade. Graças a Deus que nem todos tem os mesmos sentimentos, a mesma fé, os mesmos olhos, os mesmos ouvidos, a mesma postura como a de Freudiana, por exemplo...
Não compete aos fiéis, homens e mulheres, recolher os frutos, mas se tivermos um pouco de respeito pelo outro e  não o ver não pelo que tem, mas pelo que é;  à sua volta, vemos que os mais santos, também são pecadores e a conversão e a verdeira santidade só o Santo dos Santos, só Deus tem a medida concreta...
Não podemos medir onde chegam as palavras do pregador, nem o pregador pelas palavras que diz, ou até pelo que diz e pode não fazer ou parecer-nos que não faz...
Cada um de nós tem de ser sal e luz, motivo de

 edificação para os outros e princípio da sua conversão

 (voltar para Deus).

No entanto, isto foi revelado aos pequeninos...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

“A PALAVRA DE DEUS,NO CORAÇÃO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO”--Padre Jorge Barbosa/XX Semana de Estudos Teológicos de Viana do Castelo

Está a decorrer a XX Semana de Estudos Teológicos de Viana do Castelo.Ontem à noite, primeiro dia da mesma, o Padre Jorge Barbosa,como é seu timbre, desenvolveu o seu tema que  meo dispôs para meu estudo pessoal.
Penso que dada a qualidade do trabalho ele não levará a mal mostrá-lo aos meus amigos. Este trabalho integra-se nesta semana de estudos  e o tema é : "A Palavra de Deus no coração da Nova Evangelização"

domingo, 9 de janeiro de 2011

Brasões da Igreja das Carmelitas - Viana do Castelo



Brasão interior do Fundador : António Correia Seixas

com 168 cms de alto e de largo 120.

Fechando como um laço o arco do cruzeiro da

Igreja.





 
O brasão exterior do Carmelo

no centro do triângulo frontal da igreja

Ferrolhos, Espelhos, aldrabas, Batentes


Chave e batente de portal Viana



Catedral de Cuba


Batente de Caracas


Batente de Viana do Castelo



Asa que serve de patente e para lançar a mão para abrir a porta Viana



                                                                   Chave na Porta - Viana



Viana - Largo das Carmelitas



Largo das Carmeitas - Viana


ViaNA


Viana


Viana

Viana


Viana


Viana


Viana


Viana


Viana


Viana


Aldraba e batente de Viana




                                                      Chave na porta - Viana

 

domingo, 1 de novembro de 2020

Vamos ao Cemitério. Na minha terra chamavam-lhe o Campo Santo

 

Vamos ao Campo Santo?

Mas quem é Santo? É o campo, são os fiéis defuntos que continuaram com a bondade de Deus a dar vida à n
atureza, nossos antepassados?

É o Campo porque nas suas entranhas se encontram as relíquias de quem foi obra de Deus que procurou fazer caminhada como nós a querermos fazer o bem e, às vezes, fazemos o que não devíamos, mas acreditamos que só Deus Santo.

Ele é Santo e três vezes santo: Santo, Santo, Santo. Diz D. António Couto que a palavra hebraica que significa santo, mas “cujo significado mais consistente é separado”. Não quer dizer que esteja separado da Criação, nem de nós que tudo vê com beleza e bondade, (…) e conhece-nos e acompanha-nos porque sendo Ele o “Santo” isto é só “separado de si mesmo e esta é a “surpreendente identidade de Deus!” Separado de si mesmo também não quer dizer que seja cioso da sua nobreza e superioridade agarrado ao seu ser divino. Pelo contrário, “o nosso Deus é um Deus que sai de si mesmo por amor, para, por amor vir ao nosso encontro” Esta realidade sobressai em textos do Antigo Testamento e do Novo na pessoa do anunciado “Jesus que se esvaziou de si mesmo, recebendo a forma de escravo”. Sendo rico fez-se pobre por nossa causa, para nos enriquecer com a sua pobreza. Vamos pois ao “campo santo”, pelo jardim iluminado e colorido pelas obras boas de quem partiu, sem olharmos aos fracassos porque o nosso Deus é Misericordioso, ( não somos nós quem podemos julgar os mais e os menos pecadores, mas só ao Santo Deus que vê os corações de todos ), mas às obras boas de todos e cada um. Se não formos, mesmo de longe, ou de perto, podemos e devemos contemplar os santos que estão canonizados e tantos ou mais que não estando oficialmente conhecidos…percebemos como os que nos precederam tiveram um projecto de vida de despojo, abandono de muitas coisas boas, família, amigos, diariamente neste mundo para se entregarem de alma e coração aos seus irmãos…demos graças a Deus, neste Domingo, ao Deus Santo que nos santifica.

Diz ainda D. A. Couto: “Só um Deus assim pode e sabe felicitar os pobres. Com um tom carregado de felicidade, não restritivo, mas alargado a toda a humanidade, as «Felicitações» do Rei novo atingem todas as pessoas, chegando às franjas da sociedade, às periferias existenciais, onde estão os pobres de verdade.” Tudo bem claro e declarado nas Bem-aventuranças.

OS FORTES, EM MAZAREFES

 FORTES DE MAZAREFES


Existia uma velhinha casa situada a nordeste da casa do actual Daniel Liquito, na Rua da Senhora das Boas Novas, do lado esquerdo de quem vem no sentido norte sul foi o primeiro berço duma geração de 9 irmãos e foi conhecida pela casa do Inácio, antigo cesteiro, conhecida mais tarde também pela casa do Armando Inácio, filho do José Barbosa Forte que casou com Teresa Afonso Forte, prima, de quem teve 5 filhos: o Armando casou com Maria Gomes Pinto e é pai de 2 filhos casados e com netos; o Evaristo ausentou-se para a Argentina, a Maria que casou com o Ângelo Vieira, da Conchada, e foi mãe de 9 filhos; a Ana que casou com Francisco Sousa e Ermelinda que casou com Joaquim Portela.
Nasceu, depois desta Casa do Inácio, a casa do Manuel do Inácio no Largo do Bicho, no cruzamento, onde passava a procissão de defuntos, pois o Manuel Barbosa Forte, filho do Inácio, cesteiro, casou com Maria das Dores, de Sabariz e foi pai de 7 filhos. O Graciano casou com uma do "Cordoeiro" e teve 2 filhos: a Maria Olívia e o Manuel Luís; a Isménia que casou com o Zé Calçada, de Vila Fria, com 5 filhos; a Maria das Dores que casou com Manuel Liquito que morreu novo e deixou 7 filhos; o José casado com Olímpia, do Ribeiro (Vila Fria), com uma filha; a Albertina casou com José Gonçalves, de Vila Franca; a Lurdes casou com António Dantas, de Vila Fria, com 2 filhos e a Ludovina casada com Augusto Dantas, de Vila Fria, e mãe de 2 filhas.
Esta casa do Manuel Inácio perpetuou de algum modo este ramo dos "Barbosa Forte", assim como nos "Afonso Forte" levou a palma, nesse ramo, a casa do Miguel Afonso Forte que foi carpinteiro e filho de José Afonso Forte e Rosa Rodrigues, (outra "cordoeira"). Foi pai de Manuel, Miguel, José, Maria e Virgínia. O Miguel andou no Seminário uns 4 anos. Tendo abandonado o Seminário, fez-se à arte de mecânico com tanta perspicácia que foi considerado o melhor mecânico de Viana do Castelo e região. Muito inteligente, de boa e fácil comunicação, especialista sobretudo do coração dos carros, os motores. Não só pelas suas qualidades intelectuais, mas também pelos seus dotes de solidariedade, granjeou muita simpatia e admiração na população da cidade e de toda a região do Alto-Minho. Foi presidente da Junta de Freguesia de Mazarefes durante 8 anos e 4 como Presidente da Assembleia de Freguesia, Vicentino, fez parte do Conselho dos Assuntos Económicos da Paróquia e foi dirigente do Centro Social Paroquial. Casou com Maria do Carmo Barros Lima, foi pai de numerosa prole. Continuando com os outros irmãos, o Manuel casou com Maria Cândida Sá de quem teve 4 filhos. O José casou com Maria Vieira e tem 2 filhos. A Maria casou com Augusto Galhofe, Augusto Pinto da Costa e ficou viúva nova com três filhos. A Virgínia casou com Manuel Rodrigues Cunha e foi mãe de 2 filhos.

A única fotografia feita por mim aqui aparece o Presidente Miguel Forte como seu cigarro no começo da abertura da estrada que une a Capela da Senhora das Boas Novas à igreja de S. Nicolau de Mazarefes.