AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

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sábado, 2 de dezembro de 2017

O alguidar

O alguidar

Trata-se de um vaso de barro vidrado ou por vidrar. O alguidar é muitas vezes substituído. Pela celha. Por ser de madeira toma o nome de “celha” ou “selha “de folha-de-flandres, plástico em forma de calote esférica com a boca mais larga, isto é maior diâmetro na boca que leva um rebordo, e uma base mais estreita. Era uma escudela.


O alguidar aparava o sangue quando o porco era morto e servia  para tudo; servia para deitar as carnes, cortá-las, levar as cebolas petadas, para fazer a mistura para os enchidos, pôr a carne em vinho d`alho. Servia para tudo que fosse necessário numa casa, como a malga, só que o alguidar era uma malga enorme. Também servia para por a roupa suja para lavar e esfregar no rio numa pedra inclinada e de joelhos, assim era no meu tempo; levar o fato do porco ser lavado em água corrente para o rio ; ou para tomar banho (em três tempos), lavar da cintura para cima, as pernas e os pés, depois lavar as partes íntimas. Tudo isto teve uma evolução porque já é do meu tempo o banho na banheira como se demonstra na foto e o banho de chuveiro como se vê também numa foto.

Havia o alguidar coador, furado no fundo para virar as batatas cozidas e coar as batatas da água de cozer, ou o bacalhau, enfim o que calhasse e daí começaram a servir os compostos da refeição pelos comensais.

A banheira do banho


A banheira do banho

Bacia não do tamanho de um alguidar, mas generosamente maior, primeiramente usado fora de casa para aproveitar as águas para regar as verduras e nada se perder, o que se tornava, hoje, no inverno algo impensável.
Quando começaram a canalizar as águas, então começaram, depois a passar para dentro de casa e, por num ralo, a água suja ir ter ao esgoto.
O banho é essencial e deve fazer parte de um princípio fundamental da nossa vida. Os banhos termais vêm dos gregos e dos romanos. O banho é sempre revigorante por isso tomado pela manhã deve ser a melhor opção, embora eu pessoalmente só gosto de banho de chuveiro, ou um bom duche que me relaxe e gosto de o fazer à noite ao deitar.






As primeiras banheiras eram feitas de ferro, esmalte, ou ferro esmaltado, em inox e agora de outros produtos mais leves, resinosos e mais práticos. Estão a deixar de se fabricar nos moldes antigos e a serem substituídas por outras formas mais confortáveis e com outros efeitos.
No entanto à casa do lavrador, à aldeia chegou a banheira que se apresenta na foto onde se podia sentar, encostar as costas, colocar o sabão em lugar próprio… Eram, enfim, depois dos alguidares, a banheira que só se destinava a isso, era movível e se não houvesse outro lugar destinado na casa, era na própria cozinha ou algum quarto mais confortável e discreto do resto do pessoal da casa.
Tendo em conta os banheiros domésticos e não as termas de maior ou menor uso, mas sempre de categoria superior como mo tempo dos  egípcios, os gregos, os japoneses e os romanos sabiam aproveitar e recriar.
Depois do banheiro doméstico movível apareceu como a foto mostra o banho de chuveiro, esse embora muito antigo nas usanças senhoriais e mais tarde chegou ao povo, foi mais tardio, mas depressa passou a desenvolver-se com a eletricidade a ser aquecida a água por esta energia e a tornar-se mais prático.


A dorna



A dorna


É uma espécie de pipa aberta de um dos lados e em forma cónica em calote com um diâmetro menor na base e maior na parte superior. As aduelas ou ripas são apertadas entre si pelos aros batidos.


Estas dornas, não deixam de ser uns vasos em madeira muito grandes que dão para carregar uvas, receber uvas esmagadas até à fermentação e o respetivo mosto até ao fim para colher o vinho por um batoque que se encontra a uma altura de 15 cm, mais ou menos, da base da dorna.
Para quem não tiver lagar e muita uva é o processo de colher vinho em casa, mas várias dornas facilitam certas misturas de castas, fazer misturas de fermentos ou outros ingredientes para tirar de bica-a Berta, isto é, ao começar a ferver e assim obter melhores qualidades da produção de vinhos quanto ao paladar, ao álcool, à acidez, à cor, ao aroma….
Esta dorna de fundo para o ar que vemos na foto duma adega onde fiz a fotografia durante o ano serve para dependurar um guarda-chuva e sobre o fundo e várias maçãs de madureiro.


Colher da talha


Colher da talha

Qualquer colher servia, até a de tirar a sopa, para tirar o azeite da talha, mas nem sempre foi assim. A colher que apresento é uma espécie de copo de 100 cl que foi de cerâmica ou de latão, folha-de-flandres com um cabo comprido com uma curva no cimo para ficar dependurada na respetiva talha. Depois veio a de  inox. Hoje a usar-se- ia, seria a de inox.
Esta colher dava para fazer prova do azeite para vender, dava para tirar para consumo da casa. Esta foi a colher que conheci na casa dos meus avós e seu tamanho era igual àquelas que conheci nas casas dos vizinhos que colhiam muito azeite, não só para consumo da casa, como para prova de coloração, do ranço e da acidez para vender a quem dele andasse à procura.




A “colher” que parece um copo com asa é a que tenho como registo.
Havia quem lhe chamasse caço, de andar a caçar o azeite, pois tem de ir ao fundo da talha e não havia a luz, noutros tempos, necessária.
Essas talhas eram colocadas na adega, onde se encontrava a salgadeira para a conservação das carnes de porco através do sal e até junto aos pipos do vinho.

Muitas vezes levei colegas pobres da escola a comer pão boroa com azeite

domingo, 5 de novembro de 2017

Agradecer III

Agradecer III

O mesmo Cristo, Filho de Deus, é Ele que alimenta esta Igreja com cinco pães e dois peixes, ou o pão e o vinho na última ceia e agora na eucaristia com o mesmo pão e vinho segundo a sua ordem: “Fazei isto em memória de Mim”.
Este pão é o pão da vida de todos e para todos os que com a fé em Jesus Cristo como Filho Único de Deus e Salvador dos espíritos impuros, dos surdos-mudos, e muitos outros milagres que realizou e realiza hoje para quem abre o coração e os olhos a Fé.



O alimento que Jesus nos serve faz-nos unidos com Ele e com os Irmãos. Fazemos assim comunhão. O que recebeste de graça, dá de graça. Se confessas o Senhor como o Messias, renega-te a ti mesmo e segue-O, renunciando ao poder que possas ter como tesouro próprio e serve os irmãos. Renuncia à segregação dos mais frágeis diz a carta fundamentada no Evangelho em S. Marcos, assim como à idolatria da riqueza, do dinheiro e constrói o teu tesouro no Céu.
Esse é o grande poder de uma Fé consciente, responsável e esclarecida, liberta; e alimentada pela oração constante, humilde, persistente no “Ora et labora” de S. Bento, não muito distante do Beato Frei Bartolomeu dos Mártires sob o lema “Lúcere et lacere”.


sábado, 4 de novembro de 2017

Agradecer II


Agradecer II


O Evangelho de S. Marcos é o evangelho do ano litúrgico B que há pouco começámos começar e que corresponde ao ano de celebração jubilar da Diocese.



Nem de propósito porque segundo o nosso Bispo é o único que assim se intitula: “Evangelho de Jesus, Cristo, Filho de Deus” e todos lutamos pelo que mais desejamos como por uma vitória se tratasse. Ora Cristo vencendo a morte, foi vitorioso. Isto é interpelativo para vivermos este ano como quem luta a vida inteira por uma única vitória que é a felicidade.
Ele, Filho de Deus, vem ao nosso encontro para o conhecermos, o celebrarmos e o comungarmos e dar-nos a felicidade que tanto ansiamos, sem a conseguirmos em plenitude neste mundo terrestre.
Há, por isso, que acabar com o que, nos divide, fazer festa porque O ficamos a conhecer melhor e a todos nos leva a viver a fraternidade cristã.
É isto que Cristo nos ensina porque andávamos errantes como ovelhas sem pastor e compadecendo-se de nós, enviou o seu Filho, com um amor “visceral” e, como pastor, conduziu o seu rebanho criando os alicerces de uma Igreja, ensinando-lhes o caminho, a verdade e a vida.
Foi assim que apareceram os Apóstolos que deixando o seu trabalho, deixando tudo o que estavam habituados a fazer na vida, O seguiram… Todos os ensinamentos eram com uma força tal que tinham a autoridade do Reino de Deus (Mc.1,22.27).
Jesus mostra essa autoridade com as obras que vinham da sua compaixão e que falavam por si.
Esta foi a Graça da Fé que ficou demonstrada nos seus contemporâneos e que hoje se mantém em todos os que têm olhos para ver com fé a Vida e tudo o que a acompanha – a sua própria Vida, a vida dos irmãos, a vida de comunidade ou melhor, a Vida de Igreja, a Grande Comunidade dos Filhos de Deus.